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	<title>Arquivo para Tucano Sul - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Nordeste entra na disputa do maior leilão de petróleo e gás da ANP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 12:25:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nordeste participa do maior leilão da ANP, com áreas na Bacia do Ceará, Margem Equatorial e setores Potiguar e Tucano Sul &#160; O Nordeste estará no centro de parte da disputa por novas áreas de petróleo e gás nesta quarta-feira (7), quando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza dois leilões &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/nordeste-entra-na-disputa-do-maior-leilao-de-petroleo-e-gas-da-anp/">Nordeste entra na disputa do maior leilão de petróleo e gás da ANP</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<h4 data-pm-slice="1 1 []"><em><span style="color: #008000;">Nordeste participa do maior leilão da ANP, com áreas na Bacia do Ceará, Margem Equatorial e setores Potiguar e Tucano Sul</span></em></h4>
<p>&nbsp;</p>
<p data-pm-slice="1 1 []"><span class="dropcap ">O </span>Nordeste estará no centro de parte da disputa por novas áreas de petróleo e gás nesta quarta-feira (7), quando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.gov.br/anp/pt-br" target="_blank" rel="noopener">ANP</a></span>) realiza dois leilões que, juntos, colocam em oferta 326 blocos de exploração e produção. Entre as áreas de interesse direto para a região estão dois setores da Bacia do Ceará, na Margem Equatorial, além de blocos dos setores Potiguar e Tucano Sul.</p>
<p>De acordo com a ANP, os dois leilões são os maiores já realizados pela agência. As ofertas incluem ainda 13 áreas do pré-sal, no Sudeste, enquanto a concorrência do regime de concessão reúne áreas terrestres (<em>onshore</em>) e marítimas (<em>offshore</em>) de diferentes regiões do país.</p>
<p>A concorrência pública será realizada na sede da ANP, no Centro do Rio de Janeiro. Vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), a agência é o órgão regulador da indústria de petróleo no país.</p>
<h2>Margem Equatorial coloca Nordeste em destaque</h2>
<p>A atenção sobre o Nordeste recai principalmente sobre a Bacia do Ceará, que integra a Margem Equatorial Brasileira, considerada pela indústria do petróleo uma nova e promissora fronteira de exploração.</p>
<p>Descobertas significativas recentes na Guiana e no Suriname reforçam as expectativas em relação à região. No Brasil, a Petrobras anunciou na semana passada a segunda descoberta de petróleo em um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, que também integra a Margem Equatorial.</p>
<p>Apesar de a Margem Equatorial abranger a costa de estados das regiões Norte e Nordeste, apenas a Bacia do Ceará está incluída no leilão desta quarta-feira. Outros blocos ainda estão sem estudo para eventuais ofertas da ANP em rodadas seguintes.</p>
<h2>Áreas Potiguar e Tucano Sul também entram no leilão</h2>
<p>O 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão inclui ainda cinco blocos nos setores Potiguar e Tucano Sul de áreas classificadas como de “acumulação marginal”. São campos onde a produção de petróleo está inativa ou que foram devolvidos à ANP por falta de interesse econômico.</p>
<p>A oferta dessas áreas pode atrair empresas de menor porte. O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), entidade privada que reúne empresas do setor, avalia que a presença de áreas terrestres e marginais amplia as possibilidades de participação de companhias menores.</p>
<p>“Essa característica atrai um perfil de empresas menores, o que viabiliza novos negócios, desenvolve a cadeia de fornecedores e dinamiza fortemente as economias locais”, avalia o presidente do IBP, Roberto Ardenghy.</p>
<h2>Cinco blocos do Parnaíba são retirados</h2>
<p>Na última segunda-feira (5), a ANP informou que retirou do leilão cinco blocos da Bacia do Parnaíba. A bacia se estende por áreas do Piauí, Maranhão, Pará, Tocantins, Bahia e Ceará.</p>
<p>A decisão foi adotada depois que a área técnica da ANP identificou “erro material na aplicação dos recortes necessários em função dos critérios socioambientais determinados na Manifestação Conjunta das áreas”.</p>
<p>Com isso, os cinco blocos não participam da sessão pública desta quarta-feira.</p>
<h2>313 blocos em regime de concessão</h2>
<p>A partir das 14h, está previsto o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, que coloca em disputa 313 blocos de exploração distribuídos por 22 setores, incluindo áreas terrestres (<em>onshore</em>) e marítimas (<em>offshore</em>), como o pós-sal na costa do Sudeste.</p>
<p>Ao todo, 46 empresas estão habilitadas a participar. A habilitação, no entanto, não significa necessariamente que a companhia apresentará ofertas.</p>
<p>É nesse leilão que estão inseridas as áreas de maior interesse direto para o Nordeste, incluindo os dois setores da Bacia do Ceará e as áreas dos setores Potiguar e Tucano Sul.</p>
<h2>Pré-sal abre os leilões</h2>
<p>Antes do leilão de concessão, às 9h, começa o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, que oferece 13 blocos de exploração no pré-sal, todos localizados no litoral do Sudeste.</p>
<p>São cinco áreas na Bacia de Campos — Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita — e oito na Bacia de Santos — Jade, Aragonita, Cruzeiro do Sul, Opala, Granada, Cerussita, Rubi e Rodocrosita.</p>
<p>Atualmente, o pré-sal — localizado sob uma espessa camada de sal, que pode chegar a 7 mil metros de profundidade — é a principal área de produção no país. Em setembro, respondeu por 82,6% do petróleo e gás brasileiros.</p>
<figure id="attachment_101809" aria-describedby="caption-attachment-101809" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/trabalhadora-petrobras.webp"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-101809 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/trabalhadora-petrobras.webp" alt="trabalhadora petrobras" width="754" height="503" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/trabalhadora-petrobras.webp 754w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/trabalhadora-petrobras-300x200.webp 300w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101809" class="wp-caption-text">Trabalhadora no navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foram habilitadas 19 empresas licitantes. Entre elas estão a Petrobras e outras empresas nacionais e multinacionais, como BP, do Reino Unido; Chevron, dos Estados Unidos; Equinor, da Noruega; Shell, anglo-holandesa; Sinopec, da China; e TotalEnergies, da França.</p>
<p>Pela lei, no leilão de partilha, a Petrobras tem o chamado direito de preferência. Isto é, pode escolher se quer ou não ser operadora no bloco exploratório. Em caso positivo, fica com participação de pelo menos 30% do consórcio vencedor.</p>
<h2>Leilões anteriores</h2>
<p>Em outubro do ano passado, o 3º Ciclo da Oferta de Partilha terminou com cinco dos sete blocos em disputa arrematados. Na ocasião, os bônus de assinatura chegaram a quase R$ 104 bilhões, com previsão de investimento mínimo na fase de exploração de R$ 451,5 milhões.</p>
<p>O leilão do 5º Ciclo da Oferta de Concessão ocorreu em junho de 2025, com a assinatura de 34 contratos de concessão de blocos. A arrecadação de bônus de assinatura foi de cerca de R$ 989 milhões, com investimentos mínimos estimados em R$ 1,5 bilhão na fase de exploração.</p>
<h2>Partilha e concessão têm regras diferentes</h2>
<p>Descoberto há 20 anos, o petróleo do pré-sal mostrou-se tão significativo para o potencial de produção brasileiro que levou o governo a mudar, em 2010, o regime que autorizava as empresas a explorar essa riqueza submersa.</p>
<p>Nas áreas do pré-sal vigora o regime de partilha. Nesse modelo, a produção de óleo excedente — o saldo depois do pagamento dos custos — é dividida entre a empresa e a União.</p>
<p>Quando ocorre leilão em uma área, a companhia vencedora é aquela que oferece a maior parcela do óleo à União.</p>
<p>A regra é diferente do modelo de concessão, válido nos demais blocos de petróleo e gás. Na concessão, o risco de investir e encontrar, ou não, petróleo é da concessionária, que se torna dona de todo o óleo e gás que venham a ser descobertos.</p>
<figure id="attachment_101806" aria-describedby="caption-attachment-101806" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/margem-equatorial.webp"><img decoding="async" class="wp-image-101806 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/margem-equatorial.webp" alt="margem equatorial" width="754" height="479" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/margem-equatorial.webp 754w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/margem-equatorial-300x191.webp 300w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101806" class="wp-caption-text">Arte da Petrobras com mapa da Margem Equatorial Arte Petrobras/Divulgação</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em contrapartida, além do bônus de assinatura ao arrematar o leilão, a petrolífera paga royalties e participação especial — no caso de campos de grande produção — ao governo.</p>
<p>Junto com o modelo de partilha foi criada a estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), sediada no Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério de Minas e Energia. A empresa representa a União no recebimento das receitas. Ou seja, a PPSA vende o petróleo entregue pelas petroleiras à União.</p>
<h2>Reposição das reservas</h2>
<p>O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis lembra que a projeção é de que, sem mais descobertas, a produção de óleo e gás no país deverá entrar em declínio na década de 2030.</p>
<p>Para Roberto Ardenghy, presidente do IBP, a realização dos leilões é fundamental para acelerar a reposição das reservas.</p>
<p>“Em uma indústria com investimentos de longo prazo e que demanda previsibilidade, a oferta de novas áreas é uma necessidade”, disse à Agência Brasil.</p>
<p>O IBP acrescenta que os leilões também se destacam por ofertar diversas áreas terrestres e marginais.</p>
<p>“Essa característica atrai um perfil de empresas menores, o que viabiliza novos negócios, desenvolve a cadeia de fornecedores e dinamiza fortemente as economias locais”, avalia Ardenghy.</p>
<p>“Entendemos que as empresas que atuam no setor de óleo e gás brasileiro enxergam o leilão como boa oportunidade para repor reservas em um mercado com segurança jurídica, rotas logísticas consolidadas e distante de regiões com instabilidade geopolítica, como o Oriente Médio”, conclui.</p>
<h2>Interesse das petroleiras</h2>
<p>O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), centro de estudos vinculado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), considera que a combinação entre preços elevados do petróleo, tensões geopolíticas no cenário internacional e consolidação do Brasil como importante produtor mundial tende a ampliar o interesse das petroleiras.</p>
<p>O coordenador de pesquisas do Ineep, Francismar Ferreira, destaca que a Petrobras não exerceu o direito de preferência em nenhum dos blocos. Para ele, essa condição amplia a possibilidade de expansão das operações de petroleiras multinacionais.</p>
<p>“Assim, ao completar 20 anos de sua descoberta, o pré-sal poderá ter parcela crescente de seu potencial energético apropriada por agentes externos”, avalia.</p>
<p>Ferreira projeta que, na porção <em>offshore</em>, as áreas de pós-sal das bacias do Sudeste — Espírito Santo, Campos e Santos — tendem a atrair grandes petroleiras e, possivelmente, algumas companhias independentes médias, nacionais e estrangeiras.</p>
<p>Ele considera que, apesar de localizadas em bacias consideradas maduras, as áreas contam com infraestrutura consolidada para exploração e produção.</p>
<p>O coordenador do Ineep defende que a Petrobras participe ativamente do leilão, de modo a assegurar maior coordenação estatal sobre as áreas exploratórias do país.</p>
<p>“Sem uma Petrobras com participação relevante e capacidade de coordenação, o Brasil corre o risco de aprofundar a desnacionalização das reservas e da produção e limitar a capacidade do Estado de transformar a riqueza petrolífera em soberania energética, desenvolvimento industrial e desenvolvimento nacional”, sustenta.</p>
<h2>Preocupação socioambiental</h2>
<p>Enquanto a indústria do petróleo e o governo olham para os leilões com interesse, ativistas e algumas entidades da sociedade civil enxergam o processo com preocupação.</p>
<p>O Instituto Arayara, organização não governamental dedicada a questões socioambientais, chegou a entrar com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal pedindo a não realização do leilão.</p>
<p>A organização ingressou com cinco ações que questionam a oferta de blocos e apontam sobreposições com territórios indígenas e quilombolas, assentamentos da reforma agrária, áreas de conservação e regiões de pesca artesanal.</p>
<p>À Agência Brasil, o presidente do Arayara, Juliano Bueno, atribuiu a exclusão de cinco blocos pela ANP na segunda-feira à pressão da ONG, “reconhecendo erros técnicos que foram denunciados pelos estudos e diagnósticos promovidos pelas ações civis”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com informações da Agência Brasil</p>
<p>&nbsp;</p>
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