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	<title>Arquivo para tinto - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Vinho Tinto Português Periquita Reserva 750ml &#8211; A Tradição e a Excelência do Vinho Português</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 13:21:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Minuto do Vinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O Periquita Reserva é elaborado principalmente com as uvas Castelão (Periquita), a variedade emblemática da região de Setúbal, no sul de Portugal. Essa uva é conhecida por sua rusticidade e capacidade de produzir vinhos encorpados, com taninos firmes e aromas intensos. Além da Castelão, a composição pode incluir outras castas tradicionais portuguesas, como Trincadeira e Touriga Nacional, que &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvinho-tinto-portugues-periquita-reserva-750ml-a-tradicao-e-a-excelencia-do-vinho-portugues%2F&amp;linkname=Vinho%20Tinto%20Portugu%C3%AAs%20Periquita%20Reserva%20750ml%20%E2%80%93%20A%20Tradi%C3%A7%C3%A3o%20e%20a%20Excel%C3%AAncia%20do%20Vinho%20Portugu%C3%AAs" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvinho-tinto-portugues-periquita-reserva-750ml-a-tradicao-e-a-excelencia-do-vinho-portugues%2F&amp;linkname=Vinho%20Tinto%20Portugu%C3%AAs%20Periquita%20Reserva%20750ml%20%E2%80%93%20A%20Tradi%C3%A7%C3%A3o%20e%20a%20Excel%C3%AAncia%20do%20Vinho%20Portugu%C3%AAs" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvinho-tinto-portugues-periquita-reserva-750ml-a-tradicao-e-a-excelencia-do-vinho-portugues%2F&amp;linkname=Vinho%20Tinto%20Portugu%C3%AAs%20Periquita%20Reserva%20750ml%20%E2%80%93%20A%20Tradi%C3%A7%C3%A3o%20e%20a%20Excel%C3%AAncia%20do%20Vinho%20Portugu%C3%AAs" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvinho-tinto-portugues-periquita-reserva-750ml-a-tradicao-e-a-excelencia-do-vinho-portugues%2F&amp;linkname=Vinho%20Tinto%20Portugu%C3%AAs%20Periquita%20Reserva%20750ml%20%E2%80%93%20A%20Tradi%C3%A7%C3%A3o%20e%20a%20Excel%C3%AAncia%20do%20Vinho%20Portugu%C3%AAs" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvinho-tinto-portugues-periquita-reserva-750ml-a-tradicao-e-a-excelencia-do-vinho-portugues%2F&#038;title=Vinho%20Tinto%20Portugu%C3%AAs%20Periquita%20Reserva%20750ml%20%E2%80%93%20A%20Tradi%C3%A7%C3%A3o%20e%20a%20Excel%C3%AAncia%20do%20Vinho%20Portugu%C3%AAs" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/vinho-tinto-portugues-periquita-reserva-750ml-a-tradicao-e-a-excelencia-do-vinho-portugues/" data-a2a-title="Vinho Tinto Português Periquita Reserva 750ml – A Tradição e a Excelência do Vinho Português"></a></p><p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-095805.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-93488 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-095805-233x300.png" alt="" width="233" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-095805-233x300.png 233w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-095805.png 324w" sizes="(max-width: 233px) 100vw, 233px" /></a>O Periquita Reserva é elaborado principalmente com as uvas <strong><b>Castelão (Periquita)</b></strong>, a variedade emblemática da região de Setúbal, no sul de Portugal. Essa uva é conhecida por sua rusticidade e capacidade de produzir vinhos encorpados, com taninos firmes e aromas intensos. Além da Castelão, a composição pode incluir outras castas tradicionais portuguesas, como <strong><b>Trincadeira</b></strong> e <strong><b>Touriga Nacional</b></strong>, que conferem complexidade aromática e estrutura ao vinho.</p>
<h4><strong><b>Processo de Produção</b></strong></h4>
<p>A colheita das uvas é feita manualmente, garantindo a seleção dos melhores cachos para a produção do Periquita Reserva. Após a seleção, as uvas passam por um processo de desengace e esmagamento suave, preservando a integridade dos frutos.</p>
<p>A fermentação ocorre em tanques de aço inoxidável, com controle rigoroso de temperatura para extrair o máximo de aromas e sabores sem perder a frescura. Em seguida, o vinho é submetido a um envelhecimento em barris de carvalho francês e americano por aproximadamente 12 meses. Esse estágio é fundamental para o desenvolvimento dos taninos, a complexidade aromática e a suavização do paladar.</p>
<figure id="attachment_93489" aria-describedby="caption-attachment-93489" style="width: 779px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-095913.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-93489 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-095913.png" alt="" width="779" height="519" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-095913.png 779w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-095913-300x200.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-095913-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 779px) 100vw, 779px" /></a><figcaption id="caption-attachment-93489" class="wp-caption-text">Castelão, Portugal</figcaption></figure>
<h3><strong><b>Características Sensoriais</b></strong></h3>
<p>Visualmente, o Periquita Reserva apresenta uma cor rubi profunda, com reflexos violáceos que indicam sua juventude e vitalidade. No nariz, destaca-se por aromas intensos de frutas vermelhas maduras, como cerejas e amoras, combinados com notas de especiarias, baunilha e um leve toque tostado proveniente do carvalho.</p>
<p>No paladar, é um vinho encorpado, com taninos bem estruturados e equilibrados, que proporcionam uma textura aveludada e um final persistente. Sua acidez moderada confere frescor, tornando-o agradável e harmonioso.</p>
<h3><strong><b>Harmonização e Consumo</b></strong></h3>
<p>O Periquita Reserva é ideal para acompanhar pratos robustos, como carnes vermelhas grelhadas, assados, ensopados e queijos curados. Também combina perfeitamente com culinárias mediterrâneas e pratos à base de cogumelos.</p>
<p>Servido entre 16°C e 18°C, este vinho revela todo o seu potencial, sendo uma excelente escolha para momentos especiais ou para quem deseja apreciar a tradição e a qualidade dos vinhos portugueses.</p>
<h3><strong><b>Premiações e Reconhecimentos</b></strong></h3>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-100127.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-93490 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-100127-189x300.png" alt="" width="203" height="322" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-100127-189x300.png 189w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-19-100127.png 327w" sizes="auto, (max-width: 203px) 100vw, 203px" /></a>O Periquita Reserva tem sido reconhecido internacionalmente por sua qualidade, recebendo diversas premiações em concursos renomados, como o <strong><b>Decanter World Wine Awards</b></strong> e o <strong><b>International Wine Challenge</b></strong>. Esses reconhecimentos atestam a excelência do vinho e sua capacidade de competir com grandes rótulos globais.</p>
<h4><strong><b>Sugestões de Guarda</b></strong></h4>
<p>Este vinho possui bom potencial de guarda, podendo ser armazenado por até 5 anos em condições adequadas — local fresco, escuro e com temperatura estável. Com o tempo, seus taninos se suavizam ainda mais, e os aromas evoluem, proporcionando uma experiência ainda mais rica.</p>
<h4><strong><b>Conclusão</b></strong></h4>
<p>O <strong><b>Vinho Tinto Português Periquita Reserva 750ml</b></strong> é uma celebração da cultura vinícola lusitana, que une tradição, técnica e sabor em uma garrafa que conquista tanto iniciantes quanto apreciadores experientes.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vinho Tinto Argentino Argento Seleccion Malbec: Uma Jornada de Sabor  e Tradição</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/vinho-tinto-argentino-argento-seleccion-malbec-uma-jornada-de-sabor-e-tradicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Aug 2025 17:31:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Minuto do Vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[entrega]]></category>
		<category><![CDATA[excepcional]]></category>
		<category><![CDATA[fermentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A Origem do Malbec Argentino &#160; O vinho Argento Seleccion Malbec representa a essência da viticultura argentina, com  raízes que remontam ao século XIX quando o Malbec foi introduzido na região de  Mendoza pelos imigrantes franceses. Originalmente uma uva de Bordeaux, o Malbec  encontrou na Argentina seu verdadeiro lar, onde desenvolveu características únicas graças &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/vinho-tinto-argentino-argento-seleccion-malbec-uma-jornada-de-sabor-e-tradicao/">Vinho Tinto Argentino Argento Seleccion Malbec: Uma Jornada de Sabor  e Tradição</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<h3><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Design-sem-nome-7.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-92684 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Design-sem-nome-7-169x300.jpg" alt="" width="169" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Design-sem-nome-7-169x300.jpg 169w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Design-sem-nome-7-576x1024.jpg 576w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Design-sem-nome-7-768x1365.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Design-sem-nome-7-864x1536.jpg 864w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Design-sem-nome-7.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 169px) 100vw, 169px" /></a>A Origem do Malbec Argentino</h3>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> vinho Argento Seleccion Malbec representa a essência da viticultura argentina, com  raízes que remontam ao século XIX quando o Malbec foi introduzido na região de  Mendoza pelos imigrantes franceses. Originalmente uma uva de Bordeaux, o Malbec  encontrou na Argentina seu verdadeiro lar, onde desenvolveu características únicas graças ao clima seco, altitude elevada e solos ricos dos Andes.</p>
<h3><u> A Harmonização Perfeita</u></h3>
<p>Este vinho tinto argentino oferece uma harmonização excepcional com:</p>
<ul>
<li>Carnes vermelhas: Ideal para churrascos e cortes como ancho, contrafilé ou costela</li>
<li>Massas com molhos encorpados: Combina perfeitamente com tagliatelle ao ragu</li>
<li>Queijos maturados: Experimente com provolone ou queijos de casca lavada</li>
<li>Pratos típicos argentinos: Como empanadas e assados de cordeiro</li>
</ul>
<h3><u> Características da Uva Malbec</u></h3>
<p>A uva Malbec do Argento Seleccion apresenta:</p>
<ul>
<li>Cor violácea intensa com reflexos rubros</li>
<li>Aromas de ameixas pretas, figos e notas de baunilha</li>
<li>Paladar suave e persistente com taninos redondos</li>
<li>14% de teor alcoólico &#8211; equilibrado e estruturado</li>
</ul>
<h3><u> Processo de Produção</u></h3>
<p>Este vinho é elaborado com:</p>
<ul>
<li>Uvas selecionadas manualmente de vinhedos de alta altitude</li>
<li>Fermentação em cubas de aço inoxidável com controle de temperatura</li>
<li>Envelhecimento de 6 meses em barricas de carvalho francês</li>
<li>Engarrafamento sem filtragem para preservar a expressão frutada</li>
</ul>
<h3><u>Sugestão de Degustação</u></h3>
<p>Para apreciar plenamente:</p>
<ol>
<li>Servir entre 16-18°C</li>
<li>Decantar 30 minutos antes de servir</li>
<li>Utilizar taças Bordalesas</li>
<li>Observar a evolução do vinho ao longo da taça</li>
</ol>
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<h3>Onde Encontrar</h3>
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		<title>Amar a Arte de&#8230;</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/amar-a-arte-de/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Oct 2024 11:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[autores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; Todos remetem o prodígio da arte a algum estranho departamento dir-se-ia que situado, sabe-se lá como, à margem daquele doloroso e iluminante desafio que é o mistério da morte ante o milagre da vida; assim constroem-se moinhos de vento em nome justamente da razão acordada e assumida&#8230; Ou existiria &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Todos remetem o prodígio da arte a algum estranho departamento dir-se-ia que situado, sabe-se lá como, à margem daquele doloroso e iluminante desafio que é o mistério da morte ante o milagre da vida; assim constroem-se moinhos de vento em nome justamente da razão acordada e assumida&#8230; Ou existiria realmente, afora o sono esplêndido da arte grega, um pós-goyesco sonho da razão?</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Bruno Tolentino, poeta e ensaísta</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong> </strong><em>Frequentemente pensamos em obras de arte como possuidoras de significado, e pensamos em museus como lugares onde esse significado pode ser exibido e encontrado.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Garry L. Hagberg, professor, filósofo e músico jazzístico</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> título, capcioso, reconheço de pronto, apresenta-se num leque de infinitas, por assim dizer, possibilidades. A palavra &#8220;amor&#8221; tem origem no latim amare, que era usada para expressar afeição, preocupação e desejo por alguém. Talvez também proceda de ‘amma’, termo indo-europeu relacionado ao sentimento incondicional. Notadamente o amor expressado pela figura materna. Quanto ao conceito arte, sem intenção novidadeira, segundo maioria dos dicionários etimológicos, este vem do latim ars, que significa literalmente “técnica”, “habilidade natural ou adquirida” ou “capacidade de fazer alguma coisa”. Com o passar do tempo, o termo latino ars passou a designar um tipo de técnica relacionada à produção de objetos com beleza estética, ou aquilo que é esteticamente agradável aos sentidos humanos. Surgia assim o conceito da “arte”.</p>
<p>Então “A Arte de&#8230;” tem o poder de remeter às mais distintas das coisas, universais e particulares.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-5.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-81532 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-5-227x300.png" alt="" width="253" height="334" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-5-227x300.png 227w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-5.png 500w" sizes="auto, (max-width: 253px) 100vw, 253px" /></a>Deixando de lado a encheção de linguiça, a enxugação de gelo, o desnecessário artiguinho deste sábado de outubro abordará um livro, creio, bem interessante, intitulado o “O Amor Pela Arte”, do sociólogo e filósofo Pierre Bourdieu.</p>
<p>Então, o que temos é o amor pela arte de ir aos museus e, lá estando, ver e admirar a arte manifesta de várias formas e por vários autores.</p>
<p>Há tempos dou voltas em torno deste livro. Mas não levava a efeito comentá-lo. Motivo? Bourdieu virou gazua para qualquer porta acadêmica. À esquerda e à direita o dito cujo foi (mal) lido, (mal) compreendido, (mal) interpretado. Seu estilo de escrita, um tantinho complicado, devido, na minha opinião, à sua preocupação (justa e necessária) de fundamentar e explicar (diria até mesmo historicizar) cada termo ou expressão por ele usados, dava e ainda dá margem para as mais esdrúxulas exegeses. Doutores, mestres e graduandos, ricamente dotados de pobreza lexical, “traduziram” conforme lhes aprouve, o discurso representativo do sistema ‘bourdieusiano’. Nos meus anos de academia, ou seja, de universidade, antes do meu ‘auto-ostracismo’, vi e ouvi cada coisa de arrepiar tudo quanto é pelo ou penugem: “intelectuais” valendo-se de Bourdieu qual cheque em branco já assinado. O estelionato cultural corria à solta.</p>
<p>Não querendo, como diria o imenso poeta Osvaldino Marques, me alinhar aos aleivosos, mas, sim, dar provas, resistia a comentar, como já disse, a referida obra.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-3.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-81530 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-3-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-3-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-3-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-3-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-3-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-3.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Mas eis que, após duas garrafas dum excelente espanhol, região de Rioja, e ser tomado por um atávico espírito intrépido, dum hispânico e flamenco ímpeto, me decidi por trazer à baila “O Amor Pela Arte”, de Pierre Bourdieu, devidamente lido, anotado, glosado.</p>
<p>E se não me assolar providencial preguiça, quem sabe produza outros artigos sobre este extraordinário pensador.</p>
<p>Ah! Cumpre observar que a produção não é de autoria apenas de Bourdieu, o outro autor, Alain Darbel, sociólogo francês, combatente no cenário dos conflitos militares argelinos e integrante ativo do Centro de Sociologia Europeia, fez muito bem sua parte, notadamente os detalhes estatísticos, os quais fundamentaram com solidez os argumentos e teses inerentes à obra ora abordada. É isso: a parte estatística do livro se deve muito mais a Darbel do que a Bourdieu.</p>
<p>A dupla dinâmica, como diria o historiador da filosofia Will Durant, soltou os cachorros da raça das desconfortáveis questões: o acesso aos tesouros artísticos é aberto a todos e, na verdade, proibido à maioria? O que separa quem vai a museus dos demais, ou seja, dos que não vão? Os amantes da arte vivenciam seu amor como algo livre de condições e condicionamentos?</p>
<p>É certo que os autores tentam fornecer respostas sociológicas para essas questões, vale dizer, respostas lógicas e empíricas. Contudo, ao final da leitura, pelo menos para mim, a proposta se mantém numa condição um tanto aporética.</p>
<p>Mas a leitura atenta vale a pena, sim. As perspectivas diante do fenômeno “amar a arte”, no sentido de se buscar a compreensão, a consciência de como aquele se dá no tecido social e em cada um de nós, sem dúvidas promove nossa elevação espiritual no que toca a observar e admirar as produções artísticas, notadamente as clássicas ou as que mantêm o propósito clássico do cultivo ao Belo. O livro funciona quase como um manual, sem, porém, se deixar engessar pelo superficial e automático discurso normativo.</p>
<p>Muito pelo contrário, ainda que não seja minha intenção aprofundar as implicações aqui, o livro traz resultados de pesquisa de campo extremamente úteis no que concerne ao entendimento do ato, voluntário ou induzido, de se visitar museus.</p>
<p>Significativa a abordagem quanto à influência familiar neste ritual. O que será visitado, visto, compreendido, dependerá do capital cultural proporcionado, antes de tudo, pelo ambiente doméstico. Proporção é a palavra. E tudo dependerá muito desta.</p>
<p>Sim, todos nós temos, queiramos ou não, senso de gosto, de preferência cultural subjacente. E essa referência tão visceral determinará, em grande parte, o que nos será agradável e atraente. Isso em praticamente tudo, mas, o caso aqui, é de interesse contingente à nossa posição diante dos objetos considerados obras de arte: música, pintura, literatura&#8230;</p>
<p>Estabelecida percepção sociocultural e econômica, manifestada  por Bourdieu e Darbel, levou-me a admirar este livro, dada a funcionalidade, a profundidade e, ao mesmo tempo, imediaticidade da mesma:  &#8220;A estatística revela que o acesso às obras culturais é o privilégio da classe culta; no entanto, tal privilégio exibe a aparência da legitimidade. Com efeito, neste aspecto, são excluídos apenas aqueles que se excluem. Considerando que nada é mais acessível do que os museus e que os obstáculos econômicos — cuja ação é evidente em outras áreas — têm, aqui, pouca importância&#8221;.</p>
<p>Isto, dito por intelectuais à esquerda (livres, entretanto, do infantilismo sobre o qual alertou Lenin), é revelador de mais um fato paralelo, ou intrínseco, ao descrito pelos autores: é sim possível posicionar-se num dado campo ideológico sem tentar aviltar a própria inteligência, vale dizer, a própria dignidade. Ou seja, sem mascarar a realidade.</p>
<p>Confesso que sempre corro o risco de incorrer neste equívoco: algo de metafísico, no tocante à arte permanece em mim. Ante um Giuseppe ARCIMBOLDO, um Sandro BOTTICELLI, um Hieronymus BOSCH, um Jan van EYCK, me é difícil recordar de que o objeto que admiro é fruto da cultura, vale dizer, da mão e da mente humana. E, na verdade, nem tento tanto manter o lastro do racional, deixo-me levar, ponho-me a sonhar&#8230;</p>
<p>Bourdieu e Darbel funcionam, em mim, como sinais de alerta. As Belas Artes, por mais maravilhosas que sejam, são resultado da labuta aliada ao talento. E os museus são os espaços – técnicos, materialistas e operatórios – em que podemos nos dedicar a olhar, a aprender, a comover contando com algumas horas para isso.</p>
<figure id="attachment_81531" aria-describedby="caption-attachment-81531" style="width: 251px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-4.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-81531" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-4-227x300.png" alt="Iara Mittaraquis" width="251" height="332" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-4-227x300.png 227w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-4.png 500w" sizes="auto, (max-width: 251px) 100vw, 251px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81531" class="wp-caption-text">Iara Mittaraquis em visita ao MASP durante a exposição &#8220;Francis Bacon &#8211; A Beleza da Carne&#8221;</figcaption></figure>
<p>Decerto que museus são espaços amplamente acessíveis. O valor de referência desses lugares para a sociedade, em maior ou menor grau (porém sempre constante), afeta as políticas públicas — estas falsas disposições favoráveis à formação cultural de indivíduos e comunidades. São falsas, contudo, são pragmáticas, e podem ser apropriadas pelas pessoas que não se excluem da franca possibilidade de promover  o &#8216;habitus&#8217; pessoal e coletivo de se fazer presente nesses espaços que pesquisam, colecionam, conservam, interpretam e expõem o patrimônio material e imaterial local e universal.</p>
<p>Compreenda-se, aqui, neste artigo, o &#8216;habitus&#8217; como um senso interno quanto ao modo de se comportar. Em vez de nos deixarmos levar por um conjunto de regras sociais que sentimos que devemos aderir, o &#8216;habitus&#8217; deve ser o conjunto de habilidades e recursos sociais que nos permitem nos integrar com o entorno, sem que percamos as características inerentes à nossa individualidade.</p>
<figure id="attachment_81534" aria-describedby="caption-attachment-81534" style="width: 180px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-6.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-81534" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-6-200x300.png" alt="" width="180" height="270" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-6-200x300.png 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-6.png 400w" sizes="auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81534" class="wp-caption-text">O sociólogo e filósofo Pierre Bourdieu</figcaption></figure>
<p>Bem, Bourdieu suscita interpretações e interpretações. A possibilidade do leitor, caso detenha estofo para tanto, discordar do meu entendimento em relação ao termo está incluída e não surpreenderia a mim&#8230; Ou sim? Hum&#8230;</p>
<p>O que é o museu, na percepção destes dois autores? Respondem: “O museu fornece a todos, como se tratasse de uma herança pública, os monumentos de um esplendor passado, instrumentos da glorificação suntuária dos grandes de outrora: liberalidade factícia, já que a entrada franca é também entrada facultativa, reservada àqueles que, dotados da faculdade de se apropriarem das obras, têm o privilégio de usar dessa liberdade e que, por conseguinte, se encontram legitimados em seu privilégio, ou seja, na propriedade dos meios de se apropriarem dos bens culturais, para falar como Max Weber, no monopólio da manipulação dos bens de cultura e dos signos institucionais da salvação cultural”.</p>
<p>Em tempo: “suntuária/suntuário refere-se a despesas, contas. Também a magnificência. E por aí vai&#8230;</p>
<p>O subtítulo do livro &#8220;O Amor Pela Arte&#8221;, a saber, &#8220;Os museus de arte da Europa e seu Público&#8221;, alerta de que a pesquisa levada a efeito se deu inteiramente no velho continente. Mas quando é lido com atenção, se o leitor detém capacidade de exercitar correlações, enfim, com conhecimento e boa vontade, percebe-se que mais de um aspecto se reproduz na nossa realidade.</p>
<p>Bourdieu e Darbel parecem saber disso. E, na verdade, têm de sabê-lo. Há disposições, as quais, não obstante se apresentarem como inerentes à um campo específico, no caso, aqui, o campo da Arte, são comuns onde quer que este campo se estruture. Isto em razão de a arte transcender, em termos, as limitações de que seria a linguagem e a cultura de onde se originou.</p>
<p>Portanto, nem que seja por &#8220;apenas&#8221; isto, vale a pena ler e estudar &#8220;O Amor Pela Arte&#8221;.</p>
<p>Acredito nisto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Santé</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Por Dionísio e Deméter  —  O Vinho e a Culinária nas civilizações </title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/por-dionisio-e-demeter-o-vinho-e-a-culinaria-nas-civilizacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Jun 2024 11:12:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
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		<category><![CDATA[Umberto Eco]]></category>
		<category><![CDATA[vinhos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=77804</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; “O vinho tinto na culinária cheira a tradição. Pratos de inverno recheados, marinadas de caça ou carnes vermelhas, peras ou ameixas secas em vinho. Oh, há tantos pratos reconfortantes aos quais o vinho dá carácter”  Catherine Gerbod, jornalista e autora de La Cave Idéale – La sélection des 100 &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
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<p style="text-align: right;"><em>“O vinho tinto na culinária cheira a tradição. Pratos de inverno recheados, marinadas de caça ou carnes vermelhas, peras ou ameixas secas em vinho. Oh, há tantos pratos reconfortantes aos quais o vinho dá carácter”</em></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong> </strong><strong>Catherine Gerbod,</strong> jornalista e autora de La Cave Idéale – La sélection des 100 meilleurs vins, entre outros livros relacionados com o tema.</em></p>
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<span class="dropcap ">O</span> vinho ao lado da culinária seguiu seu curso ao longo da história da humanidade. A dionisíaca (e, sim, também báquica) bebida surgiu na noite dos tempos, como diriam os maias em sua mitologia, quando a espontânea fermentação de uvas resultou nesta coisa maravilhosa.</p>
<p>Tudo indica que a culinária, de imediato, estabeleceu profícuo diálogo com o vinho. Não obstante saber-se, inclusive de forma documental, quanto à existência de outras bebidas nas mais variadas culturas, o vinho conquistou, com toda certeza, a posição de excelência, reconhecido como coadjuvante ideal na criação e produção de pratos. Sejam simples ou complexos.</p>
<figure id="attachment_77833" aria-describedby="caption-attachment-77833" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-05-30-at-18.24.54-1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-77833 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-05-30-at-18.24.54-1-300x300.jpeg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-05-30-at-18.24.54-1-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-05-30-at-18.24.54-1-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-05-30-at-18.24.54-1-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-05-30-at-18.24.54-1-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-05-30-at-18.24.54-1.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-77833" class="wp-caption-text">Vinho, bebida versátil que enriquece molhos</figcaption></figure>
<p>Coadjuvante, sim, mas, sempre a ocupar lugar de destaque. O vinho, seja o branco, o rosé ou o tinto, pode ser usado para caramelizar, para preparar marinadas e combinar distintos sabores.</p>
<p>Bebida versátil, enriquece molhos, faz com que se revelem aromas e texturas peculiares. O talento,  a ousadia e a imaginação de quem cozinha são os fatores que definirão o limite das possibilidades.</p>
<p>E esta prática não é recente. Na verdade, é milenar. Reproduzo um trecho da monumental obra, “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, em que se descreve o ambiente da cozinha de uma abadia, no século XIV, e a utilização do vinho entre outros ingredientes no fazer da comida do dia: “A cozinha era um imenso átrio cheio de fumo, onde já muitos servos se apressavam a dispor os alimentos para a ceia. Sobre uma grande mesa, dois deles preparavam uma empada de verdura, cevada, aveia e centeio, cortando em pedacinhos nabos, agriões, rabanetes e cenouras. Ao lado, um outro cozinheiro tinha acabado de cozer alguns peixes numa mistura de vinho e água, e estava-os cobrindo com um molho composto de sálvia, salsa, tomilho, alho, pimenta e sal”.</p>
<p><strong><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-82.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-77832 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-82-300x300.png" alt="" width="295" height="295" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-82-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-82-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-82-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-82-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-82.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 295px) 100vw, 295px" /></a>Em tempo:</strong> como cozinheiro diletante, porém com longa estrada enológico-culinária, quero contribuir, aqui, para erradicar uma mistificação, um pensamento tragicamente equivocado, de que para se cozinhar, qualquer vinho vagabundo serve e que não vale a pena usar um rótulo de boa qualidade. Entendam, vinho ruim levará a um resultado ruim.</p>
<p>De maneira alguma estou a afirmar que o vinho ideal para fazer parte de uma receita tenha de custar olho, braço e perna. Nada disso. Vinhos em conta, entre quarenta e cinco e sessenta reais atendem bem aos objetivos no processo de produção do prato.</p>
<p>Constituído, principalmente, por álcool e água, o vinho, ao ser misturado e aquecido, perde esses dois componentes. É então que suas propriedades gustativas se manifestam e se fundem aos demais ingredientes incluídos. Se devo arriscar a definir o que ocorre daí em diante, me valeria do termo “intensificação”.</p>
<p>Quando a receita exige que se marine alguns componentes, o vinho, simplesmente, eleva este processo ao status de nobreza.</p>
<p>Ciente estou de que me torno suspeito ao tecer elogios, ao ressaltar as virtudes do ato de se cozinhar com vinho. Afinal é notória minha afinidade com a bebida. Seja a utilizando para cozinhar, seja para esvaziar taças e taças.</p>
<p>Além disso, bebo vinho enquanto cozinho.</p>
<p>Tudo bem, sou réu confesso. Sempre busco levar ao fogo alguma ideia comestível na qual possa acrescentar, pelo menos, uns cento e cinquenta mililitros de bom vinho.</p>
<p>Sugiro que o leitor, caso devote algum sentimento amoroso à cozinha, ao bem comer e beber, que também experimente. Creio que valha a pena.</p>
<p>Santé!</p>
<p>&nbsp;</p>
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