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	<title>Arquivo para sorriso - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 31 Oct 2025 23:32:10 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A vida sem poesia é comida sem tempero</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-vida-sem-poesia-e-comida-sem-tempero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andre Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 09:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dia Desses]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; André Brito (*) &#160; Dia desses eu estava lembrando da importância que as manifestações artísticas têm na vida das pessoas. Literatura, música, dança, enfim, tudo que sobressalta uma visão de mundo em forma de arte dá sabor ao que nos rodeia. E que sabor! Aos meus alunos de Literatura, tenho sempre o cuidado de &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-sem-poesia-e-comida-sem-tempero%2F&amp;linkname=A%20vida%20sem%20poesia%20%C3%A9%20comida%20sem%20tempero" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-sem-poesia-e-comida-sem-tempero%2F&amp;linkname=A%20vida%20sem%20poesia%20%C3%A9%20comida%20sem%20tempero" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-sem-poesia-e-comida-sem-tempero%2F&amp;linkname=A%20vida%20sem%20poesia%20%C3%A9%20comida%20sem%20tempero" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-sem-poesia-e-comida-sem-tempero%2F&amp;linkname=A%20vida%20sem%20poesia%20%C3%A9%20comida%20sem%20tempero" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-sem-poesia-e-comida-sem-tempero%2F&#038;title=A%20vida%20sem%20poesia%20%C3%A9%20comida%20sem%20tempero" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-vida-sem-poesia-e-comida-sem-tempero/" data-a2a-title="A vida sem poesia é comida sem tempero"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>André Brito (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ia desses eu estava lembrando da importância que as manifestações artísticas têm na vida das pessoas. Literatura, música, dança, enfim, tudo que sobressalta uma visão de mundo em forma de arte dá sabor ao que nos rodeia. E que sabor! Aos meus alunos de Literatura, tenho sempre o cuidado de dizer o quão é importante estar perto do fazer artístico. A poesia, por exemplo, tem o dom de encantar, “de adormecer as crianças e acordar os homens”, como bem cantou Carlos Drummond de Andrade.</p>
<p>E mais fundamental ainda é poder enxergar a poesia que a vida nos concede, gratuitamente, todos os dias, sob diversas formas:</p>
<blockquote><p>um sorriso de criança (que nos faz refletir sobre a pureza mais pura); um sorriso de adulto (atributo que está ficando cada vez mais escasso no rosto das pessoas); o canto e o voar dos pássaros (que nos remete à liberdade de que dispomos — ou não); o entardecer e suas cores únicas (mostrando que também somos únicos e especiais); as ondas do mar (que servem para nos dizer que não somos eternos, mas somos fortes quando queremos); a brisa no rosto (traduzida no cuidado de Deus conosco); a comida que preparam pra nós (que demonstra que existe doação de vida de uma pessoa para outra)&#8230; e mais uma infinidade de coisas que nos rodeiam.</p></blockquote>
<p>Mas quer saber? Quantas vezes conseguimos enxergar poesia diante de tanta obrigação, de tantos afazeres, de tantas necessidades que criamos e que são criadas, tornando-nos “escravos” de um devir (leia Parmênides) sem fim. Sem estarmos em torno da mesma volta. Ao entrarmos nesse fluxo contínuo de ter que ser, deixarmos de ser. Que paradoxo mais sem nexo, não é? Mas é assim.</p>
<p>Tomara que eu nunca esqueça que há poesia constante em tudo. E que meus alunos possam me escutar. Assim, entenderão que leveza é TUDO.</p>
<p>E já que falei em poesia, veja uma amostra do que estará no meu livro “Estrada de pedra e rosas”:</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: center;">se o tempo fora passagem inerte dos destinos</p>
<p style="text-align: center;">há que se desculpar quem passou despercebido</p>
<p style="text-align: center;">e se o mesmo tempo já fora um menino</p>
<p style="text-align: center;">eleva-se a estima em único sentido</p>
<p style="text-align: center;">mas se já não sobra tempo ao que já é ido</p>
<p style="text-align: center;">hão de se calar todos os alaridos</p>
<p style="text-align: center;">e ouvir calar o sopro dos que vêm</p>
<p style="text-align: center;">nas vozes dos que já são partidos</p>
<p style="text-align: center;">DIAS</p>
<p style="text-align: center;">por que pedes que eu me cale</p>
<p style="text-align: center;">se nem voz mais tenho para alarde</p>
<p style="text-align: center;">apenas em meu peito vil se arde</p>
<p style="text-align: center;">a dor do meu amor que me invade?</p>
<p style="text-align: center;">por que queres que me deite</p>
<p style="text-align: center;">se teu cheiro insano me impede</p>
<p style="text-align: center;">de negar o que quero que se negue</p>
<p style="text-align: center;">neste dia tão atroz que não se perde?</p>
<p style="text-align: center;">por que ris de meu amor tão pueril</p>
<p style="text-align: center;">se dele recebeste todo um rio</p>
<p style="text-align: center;">de água pura, de vento frio</p>
<p style="text-align: center;">tornando-o, portanto, um poço vil?</p>
<p style="text-align: center;">por que me matas desta forma enfurecida</p>
<p style="text-align: center;">sem ao menos dar um pouco de guarida,</p>
<p style="text-align: center;">abrindo em mim tão cálidas feridas</p>
<p style="text-align: center;">cujo tempo de curar é toda uma vida?</p>
<blockquote>
			</div></div>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
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		<item>
		<title>A partida de uma mãe, a dor de um filho</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-partida-de-uma-mae-a-dor-de-um-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 15:44:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Marcelo Oliveira (*) &#160; A vida, em sua tessitura invisível, entrelaça destinos por meio da sociabilidade. É um dom humano de partilhar pensamentos, afetos e silêncios. Conhecemos almas, cativamos amizades, e muitas vezes sequer vislumbramos os rostos que lhes deram origem. Mas há aqueles cuja presença é tão intensa que, mesmo sem conhecermos &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Marcelo Oliveira (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A vida, em sua tessitura invisível, entrelaça destinos por meio da sociabilidade. É um dom humano de partilhar pensamentos, afetos e silêncios. Conhecemos almas, cativamos amizades, e muitas vezes sequer vislumbramos os rostos que lhes deram origem. Mas há aqueles cuja presença é tão intensa que, mesmo sem conhecermos seus genitores, sentimos o eco de suas raízes.</p>
<p><strong>Jozailto Lima, jornalista de ofício e poeta por vocação</strong>, é um desses raros artesãos da palavra. Em sua escrita, não há apenas fatos, mas inquietação e alma. Ele não apenas informa: ele convoca o espírito a refletir, a sentir, a se mover. E hoje, rendemos a ele nosso abraço mais terno, pela <strong>partida de sua mãe, Dona Judite Oliveira Lima, que aos 89 anos encerrou sua jornada terrena</strong>, em 31 de agosto de 2025.</p>
<p>A imagem que guardo dela, e que muitos irão carregar, é de uma mulher com o sorriso largo, a alegria estampada como sol em manhã de feira. Na fotografia, ela caminha entre os mercados públicos de Aracaju, com uma bolsinha na mão, os cabelos brancos divididos ao meio e cortados rente ao pescoço, como quem carrega a sabedoria dos dias. Seu vestido de meia manga em V, com flores brancas sobre fundo negro, deixava entrever a leveza do corpo e a firmeza da alma. Nos pés, uma alpercata de duas tranças completava o retrato de uma mulher que, mesmo em simplicidade, exalava dignidade.</p>
<p>Jozailto, em sua dor contida, escolheu apresentá-la ao mundo no momento mais difícil, o da despedida. Informou, com a delicadeza que lhe é própria, sobre os ritos fúnebres em Várzea do Poço, terra baiana que agora guarda em silêncio o corpo de Dona Judite. Mas sua presença não se apaga. Ela persiste nos gestos, nos afetos, nas lembranças que habitam os corações daqueles que a conheceram, e mesmo dos que apenas a sentiram através do filho que ela criou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(*) Doutor em Ciências Sociais, professor e editor de livros.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sorriso, mentira e selfie    </title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/sorriso-mentira-e-selfie/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Valtenio Paes de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Apr 2024 13:15:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=76537</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Valtênio Paes de Oliveira (*) &#160; Historicamente famoso, o sorriso de Mona Lisa &#8211; obra de Leonard da Vinci ( produzida entre 1503-1506) &#8211; até agora se indaga: ela está ou não sorrindo? Segundo informações do The Independent “ao ver Mona Lisa, temos a impressão de que ela está sorrindo, mas ao olharmos diretamente &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsorriso-mentira-e-selfie%2F&amp;linkname=Sorriso%2C%20mentira%20e%20selfie%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsorriso-mentira-e-selfie%2F&amp;linkname=Sorriso%2C%20mentira%20e%20selfie%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsorriso-mentira-e-selfie%2F&amp;linkname=Sorriso%2C%20mentira%20e%20selfie%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsorriso-mentira-e-selfie%2F&amp;linkname=Sorriso%2C%20mentira%20e%20selfie%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsorriso-mentira-e-selfie%2F&#038;title=Sorriso%2C%20mentira%20e%20selfie%20%C2%A0%C2%A0%C2%A0" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/sorriso-mentira-e-selfie/" data-a2a-title="Sorriso, mentira e selfie    "></a></p><blockquote><p>Por Valtênio Paes de Oliveira (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_76553" aria-describedby="caption-attachment-76553" style="width: 201px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/art-74050_1280.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-76553" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/art-74050_1280-201x300.jpg" alt="Mona Lisa" width="201" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/art-74050_1280-201x300.jpg 201w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/art-74050_1280-687x1024.jpg 687w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/art-74050_1280-768x1144.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/art-74050_1280.jpg 859w" sizes="(max-width: 201px) 100vw, 201px" /></a><figcaption id="caption-attachment-76553" class="wp-caption-text">Ela está ou não sorrindo?</figcaption></figure>
<span class="dropcap ">H</span>istoricamente famoso, o sorriso de Mona Lisa &#8211; obra de Leonard da Vinci ( produzida entre 1503-1506) &#8211; até agora se indaga: ela está ou não sorrindo? Segundo informações do The Independent “ao ver Mona Lisa, temos a impressão de que ela está sorrindo, mas ao olharmos diretamente para sua boca, o sorriso parece se inclinar para baixo, ou seja, a forma da boca pode mudar dependendo do ângulo e distância em que é visto”. Destaque-se que sorriso é uma expressão facial sem vocalização, já o riso, pressupõe a vocalizada manifestada pela risada. O sorriso verdadeiro, também chamado “sorriso de duchenne” em homenagem ao neurologista francês Duchenne de Boulogne, que estudou o assunto no século 19, é um ato que envolve músculos em volta da boca e dos olhos. Questiona-se até o sorriso sem mostrar os dentes.</p>
<p>Já a mentira, deformação da verdade, falsa realidade, está vinculada ao benefício na busca do proveito evitando prejuízo. Mentir para buscar vantagem, impostura, fraudar, caluniar são espécies de mentiras. Especula-se que começa na infância como comportamento repetido para escapar da punição ou receber recompensa.  Na vida adulta, tem como principal função tornar as interações sociais mais fáceis e evitar constantes discórdias. Dentro da religiosidade,  Satanás foi o primeiro mentiroso. Neste toar, a honra, a lisura, enfim, os valores morais são desobedecidos.  De acordo com a Bíblia, tal fato, foi pouco depois do início da história dos  humanos. O evento está registrado em Gênesis, e a mentira constituía uma questão de vida ou morte para a humanidade.</p>
<p>Na seara filosófica, a mentira está diretamente relacionada ao proveito e o prejuízo. Quando mentimos, partes principais do nosso cérebro são estimuladas: o lobo frontal, para suprimir a verdade que trata da intelectualidade; o sistema límbico, que trata da ansiedade e decepção. As amígdalas das regiões temporais, disparam alerta. Mentira branca pela necessidade de ser agradável, mentira compulsiva, mentira patológica, são alguns tipos.<span class="sigijh_hlt"> A mitomania é a doença do mentiroso compulsivo ante o transtorno &#8211; perturbação psicológica<span class="sigijh_hlt">.</span></span> Sugere-se a terapia cognitiva para que o paciente refaça o caminho da mentira e reverta o funcionamento do cérebro do mitomaníaco.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>A tradição de 1º de abril remonta à instituição do Calendário Gregoriano, que substituiu o Calendário Juliano por determinação do Concílio de Trento (conselho ecumênico da Igreja Católica). O Calendário Gregoriano divide o ano em quatro estações distribuídas ao longo de 12 meses, ou 365 dias, de acordo com o movimento da terra em relação ao Sol e estabelece o primeiro dia do ano em 1º de janeiro. Com sua instituição pelo papa Gregório XIII, em 1582, parte da população francesa se revoltou contra a medida e se recusou a adotar o 1º de janeiro como início do ano. Zombados pelo resto da população, os resistentes às mudanças eram convidados para festas e comemorações inexistentes no 1º de abril, daí a zombaria. Outros relatos históricos, relacionam a data ao festival de Hilária, festa romana, anterior ao nascimento de Cristo.</p>
<p>No Brasil, a tradição foi introduzida em 1828, com o noticiário impresso mineiro “A Mentira”, que trazia em sua primeira edição a morte de Dom Pedro I publicada, justamente, em 1º de abril. Distintos e próximos ao longo tempo, sorriso e mentira, ganharam a selft de ferramenta nos dias atuais. O primeiro, uma manifestação dos lábios pode expressar alegria, contentamento, felicidade, como também, ironia, malícia, maldade, arrogância, superioridade, entre tantas emoções.</p>

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<figure id="attachment_76551" aria-describedby="caption-attachment-76551" style="width: 359px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-97.png"><img decoding="async" class="wp-image-76551 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-97-300x200.png" alt="macacos" width="359" height="239" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-97-300x200.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-97-310x205.png 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-97.png 600w" sizes="(max-width: 359px) 100vw, 359px" /></a><figcaption id="caption-attachment-76551" class="wp-caption-text">Robert Cornelius acredita que a <span class="sigijh_hlt">primeira selfie acontecera em 1839</span></figcaption></figure>
<p><span class="sigijh_hlt">Robert Cornelius acredita que a primeira selfie acontecera em 1839 com o macaco Naruto produzida pela câmera do fotografo britânico de animais David Slater.</span> O imperador Pedro II teria engenhosamente realizado um autorretrato. Com o avanço das tecnologias, no século XXI, o uso da imagem tornou-se rotina. No Brasil, um caldo de anglicismo com o “complexo vira-latas” mudou para selfie. Se sorrir obrigatoriamente é fingimento, muitos deles são mentiras. Fingir usando a própria imagem condiz com o caráter e a moral?</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Edward Pérez- González Montréal, em janeiro de 2020, afirmou, no artigo <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://wp.ufpel.edu.br/malg/o-eu-entre-o-autorretrato-e-a-selfie/" target="_blank" rel="noopener">O eu: entre o autorretrato e a selfie</a></span></strong>:</span> “Essas narrativas, comumente alteradas, almejam a construção de um ideal de beleza – organicamente globalizado – em todos os sentidos da existência. Uma vida ‘curada’ que faz referência à nossa própria imagem como espelhamento, como objeto de uma construção coletiva, de um self ilusório que nos afasta daquilo que Nietzsche se referia como o “feio”, daquilo que é nossa própria decadência”.</p>
<p>Para uns, pode ser necessidade de status de auto-afirmação. Para Freud é uma “instância psíquica fundamental que contém os elementos que compõem a personalidade, mas não contém o núcleo da existência genuína do indivíduo”. Pais e professores afirmam para jovens que mentir não é correto estimulando a formação do bom caráter, porém no momento do autorretrato convocam: “olhem o sorriso”. Dentre tantos tipos, existem o imperativo, o falso, a memória e a demanda de amor. Como separar a mentira no autorretrato (selfie) da formação do caráter? Estar-se-ia estimulando a mentira através do sorriso nas selfies?  A realidade social e moral impõe. A escolha é de cada pessoa.</p>
<p>Nos dias atuais, sorriso, imagem, riso e mentiras são rotinas falsas com ao viralização do autorretrato. Diante de um autorretrato (uma selfie) sorriso, riso e mentira estão sendo postos no mesmo cotidiano. Quer substituindo a verdade, quer substituindo a mentira. Mentiroso fora sempre algo que não dignificava pessoas, porém no autorretrato do século XXI, tal postura, não exige fidelidade ao sentimento. Espera-se que sorriso ou riso sejam sempre espontaneamente honestos.</p>
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