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	<title>Arquivo para Semiárido - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>CBHSF leva aos presidenciáveis 10 compromissos para o Rio São Francisco</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/cbhsf-leva-aos-presidenciaveis-10-compromissos-para-o-rio-sao-francisco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 13:44:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carta encaminhada aos candidatos defende dez compromissos, entre eles mais investimentos em revitalização, saneamento, segurança hídrica e adaptação às mudanças climáticas &#160; Às vésperas das eleições de 2026, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) encaminhou aos candidatos à Presidência da República e aos governos dos estados que integram a bacia uma &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcbhsf-leva-aos-presidenciaveis-10-compromissos-para-o-rio-sao-francisco%2F&amp;linkname=CBHSF%20leva%20aos%20presidenci%C3%A1veis%2010%20compromissos%20para%20o%20Rio%20S%C3%A3o%20Francisco" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcbhsf-leva-aos-presidenciaveis-10-compromissos-para-o-rio-sao-francisco%2F&amp;linkname=CBHSF%20leva%20aos%20presidenci%C3%A1veis%2010%20compromissos%20para%20o%20Rio%20S%C3%A3o%20Francisco" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcbhsf-leva-aos-presidenciaveis-10-compromissos-para-o-rio-sao-francisco%2F&amp;linkname=CBHSF%20leva%20aos%20presidenci%C3%A1veis%2010%20compromissos%20para%20o%20Rio%20S%C3%A3o%20Francisco" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcbhsf-leva-aos-presidenciaveis-10-compromissos-para-o-rio-sao-francisco%2F&amp;linkname=CBHSF%20leva%20aos%20presidenci%C3%A1veis%2010%20compromissos%20para%20o%20Rio%20S%C3%A3o%20Francisco" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcbhsf-leva-aos-presidenciaveis-10-compromissos-para-o-rio-sao-francisco%2F&#038;title=CBHSF%20leva%20aos%20presidenci%C3%A1veis%2010%20compromissos%20para%20o%20Rio%20S%C3%A3o%20Francisco" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/cbhsf-leva-aos-presidenciaveis-10-compromissos-para-o-rio-sao-francisco/" data-a2a-title="CBHSF leva aos presidenciáveis 10 compromissos para o Rio São Francisco"></a></p><p><em><span style="color: #008000;">Carta encaminhada aos candidatos defende dez compromissos, entre eles mais investimentos em revitalização, saneamento, segurança hídrica e adaptação às mudanças climáticas</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Às vésperas das eleições de 2026, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://cbhsaofrancisco.org.br/" target="_blank" rel="noopener">CBHSF</a></span>) encaminhou aos candidatos à Presidência da República e aos governos dos estados que integram a bacia uma agenda com <strong>dez compromissos considerados prioritários para o futuro do Velho Chico</strong>. Entre eles estão a ampliação dos investimentos em revitalização, universalização do saneamento básico, redução da poluiçãzo das águas, segurança hídrica, adaptação às mudanças climáticas, fortalecimento da gestão dos recursos hídricos e a transformação da revitalização do São Francisco em política permanente de Estado.</p>
<p>A iniciativa busca fazer com que água, segurança hídrica e revitalização da bacia sejam incorporadas aos programas de governo e planos de ação dos futuros gestores. A cobrança ocorre na reta final da campanha eleitoral, quando <strong>13 candidatos disputam a Presidência da República</strong>, segundo a relação atual disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (<a href="https://www.tse.jus.br/" target="_blank" rel="noopener">TSE</a>).</p>
<p>Além dos presidenciáveis, a agenda é direcionada aos candidatos aos governos dos estados que integram a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. O Comitê pretende oferecer subsídios técnicos e institucionais para o debate eleitoral e contribuir para que os desafios relacionados à gestão das águas estejam entre as prioridades das futuras administrações.</p>
<p>A iniciativa é composta por dois documentos complementares: uma Carta Aberta aos candidatos e candidatas à Presidência da República e aos governos dos estados da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e o documento técnico “Compromissos Estratégicos para os Programas de Governo e Planos de Ação – Eleições 2026: Contribuições para a incorporação da agenda da água, da segurança hídrica e da revitalização da bacia”.</p>
<p>O documento reúne diretrizes relacionadas à gestão dos recursos hídricos e à revitalização da bacia, fundamentadas na Política Nacional e nas Políticas Estaduais de Recursos Hídricos, nos sistemas nacional e estaduais de gerenciamento, no planejamento da Bacia do São Francisco e nas discussões conduzidas pelo CBHSF e pelos comitês de bacias afluentes.</p>
<h2>Rio percorre seis estados e atende milhões de pessoas</h2>
<p>A iniciativa considera a dimensão estratégica do Rio São Francisco para o país. Com aproximadamente <strong>2.836 quilômetros de extensão e uma área de drenagem de cerca de 640 mil km²</strong>, a bacia abrange 505 municípios com área significativamente inserida em seu território, distribuídos por Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, além do Distrito Federal, reunindo uma população estimada em cerca de <strong>15 milhões de habitantes</strong>.</p>
<p>As águas do São Francisco são fundamentais para o abastecimento humano, geração de energia, irrigação, produção de alimentos, atividades industriais, turismo, pesca, conservação ambiental e desenvolvimento regional.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a bacia enfrenta desafios relacionados à degradação ambiental, déficit de saneamento básico, assoreamento, conflitos pelo uso da água, redução da disponibilidade hídrica e intensificação dos efeitos das mudanças climáticas.</p>
<h2>Dez compromissos para o futuro da Bacia do São Francisco</h2>
<p>A Agenda Estratégica organiza as contribuições do CBHSF em <strong>dez compromissos considerados prioritários para a revitalização e a segurança hídrica da bacia</strong>.</p>
<p>Entre eles estão o fortalecimento da governança das águas e dos sistemas de gerenciamento de recursos hídricos; a ampliação dos investimentos em revitalização hidroambiental; a universalização do saneamento básico urbano e rural e a redução da poluição hídrica; e a adoção de medidas voltadas à segurança hídrica, à convivência com o semiárido e à resiliência climática.</p>
<p>O documento também propõe o fortalecimento do planejamento integrado da Bacia do São Francisco; maior apoio técnico, institucional e financeiro aos municípios; ampliação do monitoramento, da produção de dados e da gestão do conhecimento; promoção do uso sustentável da água e da segurança dos usos múltiplos; fortalecimento da participação social, da educação ambiental e da comunicação; e a consolidação da revitalização do Rio São Francisco como política de Estado.</p>
<p>O saneamento aparece entre as prioridades da agenda. O documento considera os impactos da insuficiência da coleta e do tratamento de esgoto, da disposição inadequada de resíduos sólidos e das deficiências de drenagem urbana sobre a qualidade das águas e a saúde pública. Nas áreas rurais, também são consideradas as necessidades relacionadas ao abastecimento de água e ao esgotamento sanitário, especialmente em pequenas comunidades.</p>
<p>Outro ponto de atenção é a adaptação às mudanças climáticas. Aproximadamente <strong>78% da Bacia do São Francisco está inserida no semiárido</strong>, o que amplia a importância de políticas permanentes de segurança hídrica, monitoramento hidrometeorológico, gestão de eventos críticos, recuperação ambiental e convivência sustentável com as condições climáticas da região.</p>
<h2>Novo planejamento integrado da bacia</h2>
<p>A construção do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (PIRH-SF) ocupa lugar de destaque nos documentos apresentados pelo Comitê.</p>
<p>O novo plano dará continuidade ao ciclo de planejamento do PRH-SF 2016–2025 e deverá atualizar dados, diagnósticos, cenários e prioridades para a gestão das águas. Pela primeira vez, o planejamento está sendo estruturado a partir de uma perspectiva integrada entre o rio principal e suas bacias afluentes, considerando a interdependência hidrológica, institucional e territorial de todo o sistema.</p>
<p>A proposta é fortalecer a articulação entre União, estados, Distrito Federal, municípios, órgãos gestores, comitês de bacias afluentes, entidades delegatárias, usuários de água e sociedade civil, além de harmonizar instrumentos de planejamento, investimentos e ações desenvolvidas em toda a Bacia do São Francisco.</p>
<p>Entre os objetivos previstos estão a construção de uma base de dados comum e compartilhada, a elaboração de um balanço hídrico único de referência para a bacia, o fortalecimento do monitoramento das ações, a gestão integrada de áreas críticas e a ampliação da capacidade de resposta coordenada a eventos como secas, cheias e contaminações.</p>
<h2>Água como agenda de desenvolvimento</h2>
<p>Ao apresentar os documentos, o CBHSF busca ampliar a compreensão de que a revitalização do São Francisco ultrapassa a dimensão estritamente ambiental. A agenda está diretamente relacionada à segurança hídrica e alimentar, saúde pública, produção de alimentos, energia, conservação da biodiversidade, desenvolvimento econômico, adaptação climática e redução das desigualdades sociais e regionais.</p>
<p>A proposta também reforça a necessidade de maior integração entre as políticas de recursos hídricos e as áreas de meio ambiente, saneamento, agricultura, energia, infraestrutura, desenvolvimento regional e adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p>Outro eixo é o fortalecimento da participação social na gestão das águas, com ampliação da presença de comunidades tradicionais, povos indígenas, quilombolas, juventudes, mulheres e populações vulneráveis nos processos decisórios, além do incentivo à educação ambiental, à mobilização social e à comunicação pública sobre a gestão dos recursos hídricos.</p>
<p>Com a iniciativa, o CBHSF coloca à disposição dos candidatos e de suas equipes técnicas informações e propostas construídas a partir da realidade da Bacia do São Francisco, buscando contribuir para a formulação de políticas, programas, projetos e investimentos de longo prazo.</p>
<p>A Agenda Estratégica parte do princípio de que os desafios da Bacia do São Francisco ultrapassam os ciclos de governo e, por isso, demandam continuidade administrativa, estabilidade institucional, previsibilidade de investimentos e cooperação permanente entre os diferentes entes federativos.</p>
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		<item>
		<title>Bactérias reduzem pela metade água da irrigação da melancia em Sergipe</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/bacterias-reduzem-pela-metade-agua-da-irrigacao-da-melancia-em-sergipe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 10:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa no Alto Sertão mantém produção de melancia com até sete dias sem irrigação e testa microrganismos locais para reduzir uso de água &#160; Antônio Carlos Garcia (*) Produtores de melancia de Sergipe, principalmente do Alto Sertão, poderão começar a receber, possivelmente no início de 2027, orientações para cultivar a fruta usando menos água na irrigação. &#8230;</p>
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<h4 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="pccjge" data-start="575" data-end="651"><em><span style="color: #008000;">Pesquisa no Alto Sertão mantém produção de melancia com até sete dias sem irrigação e testa</span></em><em><span style="color: #008000;"> microrganismos locais</span> </em><em><span style="color: #008000;">para reduzir uso de água</span></em></h4>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p data-start="653" data-end="1309">Antônio Carlos Garcia (*)</p>
<p data-start="653" data-end="1309">
</blockquote>
<p data-start="653" data-end="1309"><span class="dropcap ">P</span>rodutores de melancia de Sergipe, principalmente do Alto Sertão, poderão começar a receber, possivelmente no início de 2027, orientações para cultivar a fruta usando menos água na irrigação. A tecnologia é estudada pela engenheira agrônoma e <strong data-start="896" data-end="973">mestra em Engenharia Agrícola, Rafaela Aparecida Frazão Torres, de 28 anos</strong>, em sua tese de doutorado <strong data-start="1000" data-end="1109">“Uso de Bioestimulantes na Otimização do Uso da Água, Produção e Qualidade da Melancieira cv. Manchester”</strong>, desenvolvida no Campus do Sertão da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Nossa Senhora da Glória. Rafaela é doutoranda em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).</p>
<p data-start="1311" data-end="1690">O experimento utiliza bactérias encontradas na natureza e selecionadas por apresentarem potencial para aumentar a tolerância das plantas à falta de água. Os pesquisadores testam irrigações diárias e em intervalos de três, cinco e sete dias. Nos primeiros resultados, alguns tratamentos permitiram reduzir em cerca de <strong data-start="1628" data-end="1656">50% a quantidade de água</strong>, sem queda observada na produção.</p>
<p data-start="1692" data-end="2061">As bactérias foram isoladas <strong data-start="1720" data-end="1749">no Alto Sertão de Sergipe</strong> em trabalho conduzido pelo engenheiro agrônomo <strong data-start="1797" data-end="1816">Walisson Vieira</strong>,  CEO da empresa BiotechSe Biotecnologia Agroindustrial, instalada no SergipeTec, em Aracaju. Antes de chegar ao campo, os microrganismos passam por identificação e testes para avaliar sua eficiência e excluir aqueles que possam ser patogênicos.</p>
<p data-start="2063" data-end="2358">“Fizemos um trabalho de isolamento de bactérias que induzem tolerância à seca na região do Alto Sertão de Sergipe. Fizemos avaliações, identificação desse microrganismo, para saber quem ele é, se é patogênico ou não, porque, se for patogênico, ele não pode seguir no processo”, explica Walisson.</p>
<p data-start="2063" data-end="2358">
<figure id="attachment_101134" aria-describedby="caption-attachment-101134" style="width: 792px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-101134 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome.jpg" alt="Bactérias isoladas" width="792" height="528" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome.jpg 600w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 792px) 100vw, 792px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101134" class="wp-caption-text">Bactérias isoladas pelo engenheiro agrônomo Wallison Vieira Foto: Wallison  Vieira</figcaption></figure>
<p data-start="2360" data-end="2603">
<p data-start="2360" data-end="2603">Os microrganismos testados pertencem ao gênero <strong data-start="2407" data-end="2419">Bacillus</strong>. Segundo Walisson, podem ser inoculados nas sementes ou aplicados no sulco de plantio, dependendo da interação com a planta. Na pesquisa de Rafaela, são aplicados diretamente no solo.</p>
<p data-start="2605" data-end="2870">“É fazer com que a gente consiga reduzir a quantidade de água ofertada à planta, no caso, a melancia, permitir que a gente aumente o intervalo dessa irrigação, consumindo menos água, garantindo que a planta tenha maior tolerância e uma ótima produtividade”, afirma.</p>
<h3 data-section-id="1d2nl2o" data-start="2872" data-end="2908">Sergipe produz 3,3 mil toneladas</h3>
<p data-start="2910" data-end="3293">A pesquisa ocorre em um Estado que ainda tem pequena participação na produção regional de melancia. Sergipe produziu <strong data-start="3027" data-end="3054">3.326 toneladas em 2024</strong>, numa área de 155 hectares, segundo a Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. O volume equivale a cerca de <strong data-start="3165" data-end="3221">0,45% das 731.087 toneladas produzidas pelo Nordeste</strong>, região responsável por aproximadamente <strong data-start="3262" data-end="3292">37% da produção brasileira</strong>.</p>
<p data-start="2910" data-end="3293">
<figure id="attachment_101146" aria-describedby="caption-attachment-101146" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-101146 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2.jpg" alt="" width="1209" height="800" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2-300x199.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2-1024x678.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2-768x508.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2-310x205.jpg 310w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101146" class="wp-caption-text">Plantação de melancias em Poço Redondo</figcaption></figure>
<p data-start="3295" data-end="3509">
<p data-start="3295" data-end="3509">Desde dezembro, Rafaela mora em <strong data-start="3327" data-end="3354">Nossa Senhora da Glória</strong>, onde acompanha os experimentos no Campus do Sertão. A escolha do tema surgiu justamente devido às limitações de água enfrentadas pela agricultura no semiárido.</p>
<p data-start="3511" data-end="3700">“A ideia surgiu do princípio de que, de maneira geral, o semiárido sofre muito em relação ao déficit hídrico. Não só no cultivo da melancia, mas em vários outros tipos de cultura”, explica.</p>
<p data-start="3702" data-end="3803">Para ela, a pequena participação sergipana na produção também revela espaço para expansão da cultura.</p>
<p data-start="3805" data-end="4022">“Por que não cultivar melancia, trazer essa estratégia para Sergipe também, trazer esses bioestimulantes para tentar mitigar o efeito do déficit nessa região e aumentar, consequentemente, a produtividade?”, questiona.</p>
<h3 data-section-id="1aq2vvf" data-start="4024" data-end="4070">Testes atravessam períodos de chuva e seca</h3>
<p data-start="4072" data-end="4403">A tese está dividida em <strong data-start="4096" data-end="4117">três experimentos</strong> para observar o comportamento das plantas em diferentes condições climáticas. O primeiro já foi concluído e atravessou parte do período chuvoso. O segundo será realizado entre setembro e dezembro, no período seco, e o terceiro está previsto para começar por volta de fevereiro de 2027.</p>
<p data-start="4405" data-end="4488">No primeiro experimento, as plantas responderam bem até ao maior intervalo testado.</p>
<p data-start="4490" data-end="4712">“A gente tem plantas que passam sete dias sem irrigação. As plantas se comportaram muito bem, pelo menos nesse primeiro experimento. Elas suportaram esse déficit de sete dias e produziram muito bem também”, afirma Rafaela.</p>
<figure id="attachment_101150" aria-describedby="caption-attachment-101150" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-6.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-101150 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-6.jpg" alt="" width="1209" height="600" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-6.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-6-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-6-1024x508.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-6-768x381.jpg 768w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101150" class="wp-caption-text">Da esquerda para direita, planta não tratada e planta tratada com Bacillus Foto: Walisson Vieira</figcaption></figure>
<h3 data-section-id="evtbhe" data-start="4714" data-end="4742">De 25 para até 12 litros</h3>
<p data-start="4744" data-end="5288">Orientador da tese, o professor <strong data-start="4776" data-end="4805">Marcos Eric Barbosa Brito</strong>, da UFS, pesquisador do CNPq e integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Agricultura Sustentável (INCTAgriS), dimensiona o resultado: em períodos de maior demanda, uma planta nas condições estudadas pode necessitar de aproximadamente <strong data-start="5058" data-end="5087">25 litros de água por dia</strong>. Com alguns dos microrganismos, o volume aplicado caiu para <strong data-start="5148" data-end="5166">12 a 13 litros</strong>, mantendo a produção. Foram obtidos frutos de aproximadamente <strong data-start="5229" data-end="5247">11 a 12 quilos</strong>. Os resultados ainda estão em avaliação.</p>
<p data-start="4744" data-end="5288">
<figure id="attachment_101140" aria-describedby="caption-attachment-101140" style="width: 1301px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prof.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101140 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prof.webp" alt="Professor Marcos Erick, da Universidade Federal de Sergipe Foto: Acervo Pessoal" width="1301" height="867" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prof.webp 1301w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prof-300x200.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prof-1024x682.webp 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prof-768x512.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 1301px) 100vw, 1301px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101140" class="wp-caption-text">Professor Marcos Erick, da UFS, disse que a melancia foi escolhida para o estudo por causa do potencial produtivo</figcaption></figure>
<p data-start="5290" data-end="5566">
<p data-start="5290" data-end="5566">A redução pode significar também economia de energia, pelo menor funcionamento dos equipamentos de irrigação, e melhor aproveitamento da água disponível. Para agricultores que possuem uma quantidade limitada desse recurso, há ainda a possibilidade de ampliar a área cultivada.</p>
<p data-start="5568" data-end="5772">“Imagine um produtor que tem uma outorga, que tem uma disponibilidade de água. Nessa situação, ele pode dobrar a área dele ou diminuir o custo com energia e com água pela metade”, exemplifica Marcos Eric.</p>
<p data-start="5774" data-end="6082">A busca por eficiência hídrica ganha importância diante das condições do semiárido. Segundo o pesquisador, a demanda potencial por evapotranspiração na região supera <strong data-start="5940" data-end="5960">2.000 milímetros</strong>, enquanto as chuvas ficam em torno de <strong data-start="5999" data-end="6023">700 a 750 milímetros</strong>. Poços também podem apresentar baixa vazão e água salobra.</p>
<p data-start="6084" data-end="6322">“A ideia é justamente achar estratégia para que a planta consiga crescer, desenvolver mesmo com uma baixa disponibilidade hídrica. Mesmo se a gente estiver usando irrigação, que possa usar essa irrigação de forma mais eficiente”, explica.</p>
<h3 data-section-id="uni2w9" data-start="6324" data-end="6348">Ciclo de até 70 dias</h3>
<p data-start="6350" data-end="6605">A melancia foi escolhida também pelo potencial produtivo. Marcos Eric explica que a cultura possui ciclo relativamente curto, de <strong data-start="6479" data-end="6495">60 a 70 dias</strong>, boa aceitação comercial e, havendo disponibilidade de irrigação, permite mais de um cultivo ao longo do ano.</p>
<p data-start="6607" data-end="6774">“A cultura tem potencial, tem esse valor agregado do fruto e também o ciclo, por ser curto, dá para adaptar e fazer vários sistemas de produção durante o ano”, afirma.</p>
<p data-start="6607" data-end="6774">
<figure id="attachment_101141" aria-describedby="caption-attachment-101141" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/melanc-aberta.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101141 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/melanc-aberta.webp" alt="Melancia produzida no sertão sergipana Foto: Acervo Pessoal" width="1200" height="800" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/melanc-aberta.webp 1200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/melanc-aberta-300x200.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/melanc-aberta-1024x683.webp 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/melanc-aberta-768x512.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101141" class="wp-caption-text">Melancia produzida no sertão sergipano, alvo de estudos</figcaption></figure>
<p data-start="6776" data-end="7018">
<p data-start="6776" data-end="7018">Os próximos experimentos deverão indicar quais microrganismos e estratégias de irrigação apresentam os melhores resultados. As conclusões poderão ser repassadas aos agricultores por meio de dias de campo, cartilhas e outras ações de extensão.</p>
<p data-start="7020" data-end="7140">Para Rafaela, acompanhar a pesquisa no sertão aproxima o conhecimento científico da realidade de quem trabalha no campo.</p>
<p data-start="7142" data-end="7293">“É muito bom você viver de perto, ver a realidade do produtor e trazer, através do seu conhecimento, alternativas para que ele consiga prosperar”, diz.</p>
<p data-start="7142" data-end="7293">
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Energisa reforça rede elétrica em Sergipe para enfrentar El Niño</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/energisa-reforca-rede-eletrica-em-sergipe-para-enfrentar-el-nino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 13:09:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa Civil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Distribuidora intensifica ações preventivas e usa drones e tecnologias de monitoramento diante da previsão de um El Niño muito forte &#160; A Energisa Sergipe intensificou inspeções na rede elétrica, mobilizou drones, realizou milhares de serviços com a rede energizada, ampliou o monitoramento termográfico, limpou mais de 290 quilômetros de faixas de servidão e inspecionou preventivamente &#8230;</p>
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<h4><span style="color: #008000;"><em>Distribuidora intensifica ações preventivas e usa drones e tecnologias de monitoramento diante da previsão de um El Niño muito forte</em></span></h4>
<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd">A Energisa Sergipe intensificou inspeções na rede elétrica, mobilizou drones, realizou milhares de serviços com a rede energizada, ampliou o monitoramento termográfico, limpou mais de 290 quilômetros de faixas de servidão e inspecionou preventivamente quase 49 mil postes para preparar o sistema elétrico para os possíveis impactos do El Niño. As ações foram apresentadas pelo gerente de Operações da empresa, <strong>Thyago Tanouss</strong>, nesta quarta-feira (16), durante o <strong>Seminário Estadual de Mitigação dos Efeitos do El Niño em Sergipe</strong>, realizado no auditório da Biblioteca Pública Estadual Epiphanio Dória, em Aracaju.</p>
<p class="isSelectedEnd">Promovido pela Subsecretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil (SPDEC), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi), o encontro reuniu especialistas, gestores públicos e representantes de instituições ligadas às áreas de energia, recursos hídricos, agricultura, meio ambiente, assistência social, saúde e Defesa Civil para discutir medidas de prevenção, preparação e resposta aos possíveis impactos do fenômeno climático em Sergipe.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além das inspeções e manutenções preventivas, a Energisa informou que realizou melhorias e substituições em 116 transformadores, dos quais 50 foram contemplados especificamente pelas ações preparatórias para o enfrentamento dos impactos associados ao El Niño. A distribuidora também mantém ferramentas capazes de acompanhar as condições meteorológicas e o comportamento da rede elétrica em tempo real.</p>
<p class="isSelectedEnd">As medidas ganham importância diante da rápida intensificação do fenômeno climático. O boletim mais recente do Climate Prediction Center (CPC), da NOAA, divulgado em 10 de setembro, aponta que o El Niño está se fortalecendo e estima probabilidade superior a 90% de atingir intensidade muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte de 2026/2027. Em agosto, a anomalia da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 chegou a +1,8°C.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Organização Meteorológica Mundial (OMM) também considera o El Niño firmemente estabelecido e prevê que ele continuará se intensificando nos próximos meses, com probabilidade próxima de 100% de persistir até fevereiro de 2027. A organização alerta que um episódio muito forte pode provocar alterações significativas nos padrões de temperatura e chuva e ampliar riscos de eventos extremos.</p>
<h2>Plano de contingência</h2>
<p class="isSelectedEnd">É diante desse cenário que a Energisa colocou em prática seu Plano de Contingência em Sergipe. Entre as ações preventivas informadas pela distribuidora estão a inspeção de mais de 14.485 estruturas com drones, 7.674 serviços em linha viva — realizados sem necessidade de interromper o fornecimento —, monitoramento termográfico de 71.833 estruturas, limpeza de mais de 290 quilômetros de faixas de servidão e inspeção preventiva de 48.821 postes em áreas urbanas.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Para enfrentar esses momentos e restabelecer o fornecimento de energia o mais rápido possível, a Energisa vem aplicando seu Plano de Contingência. São ações que vão desde a manutenção da rede elétrica até investimentos em modernização e tecnologias que permitem uma resposta mais ágil em situações de emergência. A atuação integrada com os órgãos públicos é muito importante para mitigar impactos e atuar de forma rápida”, afirmou Thyago Tanouss.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dos 116 transformadores que passaram por melhorias ou substituições, 50 foram incluídos especificamente nas ações de preparação para os possíveis impactos associados ao fenômeno climático.</p>
<p class="isSelectedEnd">As iniciativas, segundo a distribuidora, integram um conjunto de investimentos contínuos para fortalecer a confiabilidade do sistema elétrico, ampliar a capacidade de resposta em situações de contingência e reduzir os impactos de eventos climáticos severos para a população sergipana.</p>
<h2>Tecnologia acompanha rede 24 horas</h2>
<p class="isSelectedEnd">Outra frente da estratégia é tecnológica. A empresa utiliza o NetClima, ferramenta que permite acompanhar as condições meteorológicas em tempo real no Centro de Operações Integradas, e o ADMS (Advanced Distribution Management System), sistema avançado utilizado para a gestão da rede de distribuição.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Energisa, as informações permitem avaliar cenários e antecipar a mobilização de equipes e recursos diante de situações meteorológicas de maior risco. O Centro de Operações Integradas funciona 24 horas por dia, com profissionais especializados acompanhando continuamente o desempenho da rede.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Temos acesso a dados em tempo real que auxiliam nossas equipes na avaliação de cenários e na mobilização de recursos. O Centro de Operação Integrado funciona 24 horas por dia, com profissionais especializados acompanhando continuamente o desempenho da rede e atuando de forma imediata para restaurar o fornecimento em caso de ocorrências”, explicou Tanouss.</p>
<h2>O que é o El Niño</h2>
<p class="isSelectedEnd">O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e integra o chamado El Niño-Oscilação Sul (Enos). Essas alterações no oceano e na atmosfera interferem na circulação atmosférica e podem modificar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.</p>
<p class="isSelectedEnd">No Brasil, o fenômeno costuma favorecer redução das chuvas em áreas do Norte e Nordeste e aumento da precipitação no Sul, embora seus efeitos variem de um episódio para outro e também dependam das condições dos oceanos Atlântico e Índico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução em 2026 foi rápida. Em março, quando o Pacífico ainda caminhava da La Niña para a neutralidade, as previsões apontavam 62% de probabilidade de estabelecimento do El Niño no trimestre junho-julho-agosto.</p>
<p class="isSelectedEnd">No trimestre março-maio, a região Niño 3.4 já registrava anomalia média de +0,5°C, chegando a +0,9°C somente em maio. Em setembro, a situação é bem diferente: boletim conjunto elaborado por INMET, INPE, ANA, Cemaden, Serviço Geológico do Brasil, Defesa Civil Nacional e Censipam apontou probabilidade superior a 90% de o fenômeno atingir intensidade muito forte no trimestre setembro-outubro-novembro.</p>
<p class="isSelectedEnd">A OMM projeta uma anomalia média de aproximadamente +3,6°C na temperatura da superfície do mar da região Niño 3.4 no trimestre setembro-novembro, com trajetória de intensificação até novembro e dezembro. Trata-se de uma projeção dos modelos, e não da temperatura já observada.</p>
<p class="isSelectedEnd">O quadro coloca o episódio de 2026/2027 sob atenção especial quando comparado aos grandes El Niños das últimas décadas. Entre os episódios historicamente mais fortes estão os de 1982/83, 1997/98 e 2015/16. O evento de 2015/16, por exemplo, atingiu índice oceânico de +2,6°C segundo a série histórica utilizada pela NOAA.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Climate Prediction Center ressalta, porém, que a intensidade do aquecimento do Pacífico não permite determinar automaticamente a dimensão dos impactos em cada região. Mesmo episódios muito fortes podem produzir efeitos diferentes dependendo da interação com outros componentes do sistema climático.</p>
<h2>Sergipe articula resposta</h2>
<p class="isSelectedEnd">A preparação para o El Niño não está restrita ao setor elétrico. O Governo de Sergipe já havia determinado, em junho, a instalação de uma sala de situação para acompanhar o fenômeno. Foram mobilizadas as secretarias estaduais de Planejamento; Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura; Agricultura; Meio Ambiente; Assistência Social; Saúde, além da Defesa Civil, Adema e Corpo de Bombeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Seminário Estadual de Mitigação dos Efeitos do El Niño deu continuidade a essa articulação. Na área de recursos hídricos, <strong>Luiz Felipe Bispo Viana, da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse)</strong>, tratou da gestão hídrica integrada e de estratégias para preservar o abastecimento humano e a produção agrícola durante o El Niño.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na agropecuária, <strong>Braz Melo Costa Junior, do Banco do Nordeste</strong>, abordou medidas voltadas à construção de uma agropecuária mais resiliente. A prevenção de queimadas foi tratada pelo <strong>tenente-coronel Gideão Oliveira dos Santos, do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já <strong>Tiago Molina Schnorr, do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), da Defesa Civil Nacional</strong>, apresentou estratégias de preparação e resposta a emergências relacionadas ao El Niño. O <strong>Ministério do Meio Ambiente</strong> participou com o analista de infraestrutura <strong>Marcos Oliveira Santana</strong>, que apresentou o Sistema Estratégico sobre Desertificação e Seca (Sedes), destinado ao monitoramento, análise e alerta para gestão de riscos associados à seca e à desertificação.</p>
<p class="isSelectedEnd">No campo agropecuário, algumas medidas adotadas no estado já funcionam como instrumentos de adaptação a períodos de estiagem. A Emdagro, por exemplo, distribuiu em 2026 mais de 138 mil raquetes de palma forrageira para 144 produtores de oito municípios do semiárido. O objetivo declarado é ampliar a reserva estratégica de alimento para os rebanhos durante períodos prolongados de falta de chuva. Desde 2023, o programa acumula mais de 1,08 milhão de raquetes distribuídas a 857 produtores de 38 municípios.</p>
<h2>Trabalho conjunto</h2>
<p class="isSelectedEnd">O subsecretário estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Queiroz, destacou durante o seminário a importância da integração entre as instituições para ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência e reforçou a parceria mantida com a Energisa.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Sabemos da importância de manter todo o sistema integrado e preparado para reduzir os impactos do El Niño. Trata-se de um trabalho conjunto, do qual a Energisa faz parte, atuando lado a lado com a Defesa Civil e demais instituições envolvidas. Por meio de grupos de trabalho e ações coordenadas, buscamos prevenir ocorrências e minimizar possíveis impactos na rede elétrica. Por isso, essa parceria é de fundamental importância para garantir uma resposta mais rápida e eficiente à população”, afirmou.</p>
<h2>Nordeste exige atenção</h2>
<p class="isSelectedEnd">Para Sergipe e o restante do Nordeste, uma das principais preocupações é a possibilidade de redução das chuvas e aumento das temperaturas. O INMET explica que episódios de El Niño tendem a favorecer períodos mais secos na faixa norte do Nordeste, afetando a disponibilidade hídrica e atividades agrícolas, principalmente aquelas dependentes de chuva.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para setembro de 2026, especificamente, o INMET prevê que os volumes de chuva no Nordeste permaneçam, em sua maioria, dentro da faixa climatológica do mês, embora existam setores da região com previsão de precipitação abaixo da média. Isso significa que os efeitos do El Niño não devem ser interpretados como ausência generalizada de chuva em todos os estados ou períodos.</p>
<p>A combinação entre o acompanhamento meteorológico, medidas preventivas na infraestrutura elétrica, gestão dos recursos hídricos, preparação da agropecuária, prevenção de queimadas e atuação da Defesa Civil forma a estratégia discutida pelas instituições para reduzir os possíveis impactos do El Niño em Sergipe.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Rally apresenta dez anos de pesquisa para tornar pecuária do semiárido mais produtiva</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/rally-apresenta-dez-anos-de-pesquisa-para-tornar-pecuaria-do-semiarido-mais-produtiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 13:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[animal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Antônio Carlos Garcia (*) Após dez anos de pesquisas, o Rally Forrageiras para o Semiárido apresentou, na terça-feira (11), em Nossa Senhora da Glória, um conjunto de tecnologias voltado à produção de alimentos para os rebanhos em condições de baixa disponibilidade hídrica. Realizado na Unidade de Referência Tecnológica (URT) da Embrapa Semiárido, no Sertão &#8230;</p>
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<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="1y8v6dt" data-start="0" data-end="87">Por Antônio Carlos Garcia (*)</p>
</blockquote>
<p data-start="89" data-end="736"><span class="dropcap ">A</span>pós dez anos de pesquisas, o Rally Forrageiras para o Semiárido apresentou, na terça-feira (11), em Nossa Senhora da Glória, um conjunto de tecnologias voltado à produção de alimentos para os rebanhos em condições de baixa disponibilidade hídrica. Realizado na Unidade de Referência Tecnológica (URT) da Embrapa Semiárido, no Sertão de Sergipe, o encontro reuniu pesquisadores, especialistas e produtores rurais para conhecer os resultados de experimentos com capins, palma, sorgo, milheto e outras forrageiras adaptadas ao semiárido, além de estratégias para reduzir custos, aumentar a produtividade e garantir segurança alimentar aos animais.</p>
<p data-start="738" data-end="1267">A apresentação dos resultados ocorre em um momento estratégico para a pecuária sergipana. A irregularidade das chuvas e os efeitos do El Niño sobre o ciclo agrícola comprometeram a produção de milho em áreas do Sertão. Com menor oferta de silagem, produtores já recorrem à compra de alimento em municípios como Carira e Pedro Alexandre, na Bahia. O aumento dos custos preocupa uma região cuja produção de leite pode cair pelo menos 20%, segundo estimativas levantadas no contexto da atual dificuldade enfrentada pelos produtores.</p>
<figure id="attachment_100517" aria-describedby="caption-attachment-100517" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-30.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100517 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-30.jpg" alt="Muitos pessoas participaram do Rally Forrageiras" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-30.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-30-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-30-1024x510.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-30-768x382.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-30-660x330.jpg 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100517" class="wp-caption-text">Muitos pessoas participaram do Rally Forrageiras</figcaption></figure>
<p data-start="1269" data-end="1710">Coordenadora do projeto Forrageiras para o Semiárido, a engenheira agrônoma <strong data-start="1345" data-end="1366">Alenilda Carvalho</strong> explica que o projeto nasceu em 2017 a partir de uma parceria entre a Embrapa e o Instituto CNA, sob mentoria do pesquisador João Martins, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A proposta era reunir alternativas capazes de formar um “cardápio” de forrageiras e tornar a pecuária do semiárido mais sustentável e resiliente.</p>
<p data-start="1712" data-end="1915">Na primeira fase, foram testadas <strong data-start="1745" data-end="1772">30 espécies forrageiras</strong>, sendo 18 variedades de capins, sete variedades de palma, três variedades de lenhosas leguminosas e oito variedades de milho, sorgo e milheto.</p>
<p data-start="1917" data-end="2106">“Os melhores resultados obtidos na <strong>fase um</strong> do projeto, que nasceu em 2017, trouxemos agora para uma<strong> fase dois</strong>. Dessa vez, com o componente animal, na condição de pastejo”, explica Alenilda.</p>
<p data-start="2108" data-end="2439">Nessa segunda etapa, foram utilizados <strong data-start="2146" data-end="2252">massai, bufel árido, sandropó, guaruana, piatã, paiaguás, capim-marandu, capim-corrente e capim-tamani</strong>. Os experimentos receberam animais das categorias de <strong data-start="2306" data-end="2347">gado de leite, gado de corte e ovinos</strong>, em condições de pastejo que procuraram reproduzir a realidade enfrentada pelos produtores.</p>
<p data-start="2441" data-end="2690">O desafio considerado pela pesquisa é produzir em uma região onde a precipitação acumulada pode ficar abaixo de <strong data-start="2553" data-end="2579">500 milímetros por ano</strong>. Por isso, as unidades experimentais foram classificadas entre condições de chuva abaixo e acima desse volume.</p>
<h3 data-section-id="1yb0tv0" data-start="2692" data-end="2722">Pesquisa chega ao produtor</h3>
<p data-start="2724" data-end="2865">Para Alenilda, o Rally representa o encerramento oficial de um ciclo de pesquisas iniciado em 2017 e a entrega dos resultados aos produtores. “Hoje, com o Rally Forrageiras, a gente está fazendo essa entrega oficial desses dez anos de pesquisa, onde essas informações estão compiladas em um guia de bolso, que vai ser distribuído hoje aqui nesse evento para os produtores”, afirma.</p>
<figure id="attachment_100510" aria-describedby="caption-attachment-100510" style="width: 600px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-29.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100510 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-29.jpg" alt="Alenilda Carvalho" width="600" height="400" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-29.jpg 600w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-29-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100510" class="wp-caption-text">Alenilda Carvalho: O projeto reúne quatro fases desenvolvidas entre 2017 e 2025</figcaption></figure>
<p data-start="3108" data-end="3271">O material reúne informações sobre as forrageiras mais indicadas para diferentes condições de precipitação, além de recomendações de acordo com a categoria animal.</p>
<p data-start="3273" data-end="3594">A publicação mostra quais materiais podem ser utilizados em ambientes com baixa precipitação e em regiões com chuva superior a 500 milímetros. Também organiza as alternativas entre gramíneas para o período seco e gramíneas para o período chuvoso, além de indicações para sistemas de produção de <strong data-start="3568" data-end="3593">leite, corte e ovinos</strong>.</p>
<p data-start="3596" data-end="3738">O projeto reúne quatro fases desenvolvidas entre <strong data-start="3645" data-end="3660">2017 e 2025</strong>. Com o Rally, esse ciclo é encerrado e uma nova etapa começa a ser preparada.</p>
<p data-start="3740" data-end="3837">“A gente fecha esse período do projeto e dá o start inicial para uma fase três”, afirma Alenilda.</p>
<p data-start="3839" data-end="4054">Segundo ela, a terceira fase deverá trabalhar com sistemas de produção, incluindo a possibilidade de pastejo direto na palma. A intenção é reunir o conjunto de forrageiras pesquisadas dentro de um sistema produtivo.</p>
<p data-start="4056" data-end="4291">“Na fase três, o nosso objetivo é reunir todo esse cardápio dentro de um sistema, como um sistema de LPF, por exemplo, um sistema que agregue e aumente ainda mais a capilaridade dessas forrageiras dentro da unidade produtiva”, explica.</p>
<p data-start="4056" data-end="4291"><div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h3 data-section-id="1gzgil7" data-start="4293" data-end="4334">Milho não serve para todas as regiões</h3>
<p data-start="4336" data-end="4691">A pesquisa também procura evitar que o produtor adote uma tecnologia sem considerar as características de sua propriedade. Alenilda cita como exemplo sistemas de produção de milho altamente tecnificados desenvolvidos em regiões como o Oeste brasileiro, onde há disponibilidade de irrigação, enquanto boa parte do semiárido trabalha em sistema de sequeiro.</p>
<p data-start="4693" data-end="4777">Para as regiões com menor volume de chuva, ela recomenda materiais mais resistentes. “Em regiões que chove abaixo de 400 milímetros, por exemplo, (&#8230;) é o milheto, sem sombra de dúvidas”, afirma.</p>
<p data-start="4892" data-end="5064">O milheto pode chegar ao ponto de corte para ensilagem aproximadamente <strong data-start="4963" data-end="4992">70 dias depois do plantio</strong>, permitindo ao produtor formar estoque de alimento para o período seco.</p>
<p data-start="5066" data-end="5287">Na sequência, vem o sorgo. Segundo Alenilda, acima de <strong data-start="5120" data-end="5147">500 milímetros de chuva</strong> o sorgo pode ser utilizado. Já em regiões com precipitação entre <strong data-start="5213" data-end="5237">700 e 800 milímetros</strong>, o milho pode ser trabalhado com maior segurança.</p>
<p data-start="5289" data-end="5495">A distribuição da chuva também é importante. Em locais onde o período chuvoso não ultrapassa <strong data-start="5382" data-end="5394">140 dias</strong>, a recomendação é utilizar materiais mais resistentes e resilientes, principalmente sorgo e milheto.</p>
<p data-start="5289" data-end="5495">
			</div></div>
<h3 data-section-id="3zeg5n" data-start="5497" data-end="5537">Forragem interfere no fluxo de caixa</h3>
<p data-start="5539" data-end="5644">A escolha da alimentação dos animais tem efeito direto sobre a economia da propriedade, segundo Alenilda.</p>
<p data-start="5646" data-end="5804">“Quando a gente coloca um cardápio dentro da propriedade, eu estou dando segurança alimentar para os meus animais e também para o meu fluxo de caixa”, afirma.</p>
<p data-start="5806" data-end="5952">Um animal que continua ganhando peso durante o período seco pode permanecer menos tempo na propriedade, principalmente os destinados à terminação.</p>
<p data-start="5954" data-end="6170">“Eu tenho um animal que poderia passar 24 meses dentro de um sistema para chegar ao peso de abate, com 12 meses em um sistema onde tenha um cardápio, um sistema que tem segurança alimentar para esse animal”, explica.</p>
<p data-start="6172" data-end="6294">A consequência é uma conversão mais rápida do alimento consumido em ganho de peso e, portanto, maior eficiência econômica.</p>
<p data-start="6296" data-end="6443">A estratégia combina <strong data-start="6317" data-end="6358">palma forrageira, silagem e pastagens</strong>, distribuídas de acordo com as necessidades do animal e os períodos de chuva e seca.</p>
<p data-start="6445" data-end="6606">“Eu tenho aí um ambiente sustentável, uma pecuária sustentável e um ambiente onde eu garanto ali o meu fluxo de caixa positivo no final de um ano agrícola”, diz.</p>
<h3 data-section-id="147zsir" data-start="6608" data-end="6642">Palma mantém papel estratégico</h3>
<p data-start="6644" data-end="6724">A palma forrageira ocupa lugar de destaque no sistema recomendado pela pesquisa. “A palma dentro do sistema em regiões de semiárido é o divisor de águas”, afirma Alenilda.</p>
<p data-start="6818" data-end="7039">Segundo ela, pesquisas mostram melhora no desempenho de animais de leite e de corte alimentados com palma. Como a planta também contém grande quantidade de água, os animais podem gastar menos energia com a busca por água.</p>
<p data-start="7041" data-end="7170">A palma também é uma fonte de energia. Segundo Alenilda, aproximadamente <strong data-start="7114" data-end="7169">65% correspondem a energia, carboidratos e açúcares</strong>.</p>
<p data-start="7172" data-end="7378">No período seco, quando os capins perdem parte de seu valor nutritivo em razão da fisiologia natural das plantas, a palma pode ser associada à silagem e às pastagens para manter a eficiência da alimentação.</p>
<p data-start="7380" data-end="7465">Ela ressalta, entretanto, que a palma não pode ser fornecida como alimento exclusivo. “A palma é 80% água. Então, eu posso causar um distúrbio no meu animal”, explica. Quando combinada com silagem, capim e outras forrageiras, especialmente as nativas, a palma passa a integrar um sistema mais equilibrado.</p>
<h3 data-section-id="1xafkys" data-start="7689" data-end="7740">Embrapa aposta na transferência de conhecimento</h3>
<p data-start="7742" data-end="7920">Coordenador da Embrapa no local onde o Rally foi realizado, <strong data-start="7802" data-end="7819">Rafael Dantas</strong> afirma que o evento consolida a parceria entre Embrapa, Instituto CNA, CNA e federações do Nordeste.</p>
<figure id="attachment_100511" aria-describedby="caption-attachment-100511" style="width: 908px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-28.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100511" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-28.jpg" alt="Rafael Dantas" width="908" height="605" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-28.jpg 600w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-28-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 908px) 100vw, 908px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100511" class="wp-caption-text">Rafael Dantas: o evento consolida a parceria entre Embrapa, Instituto CNA, CNA e federações do Nordeste</figcaption></figure>
<p data-start="7922" data-end="8143">“O Rally Forrageiras é justamente para você trazer todas as tecnologias que já foram trabalhadas durante o projeto Forrageiras, trazer essas informações para que o produtor rural tenha acesso a essas informações”, afirma.</p>
<p data-start="8145" data-end="8247">O evento reúne ainda materiais didáticos, informações sobre mecanização agrícola e outras tecnologias. “Não seria nem um dia de campo, seria uma grande feira do conhecimento”, define Rafael.</p>
<p data-start="8338" data-end="8571">A programação inclui palestra magna sobre alternativas forrageiras para animais, a carreta do Forrageiras para o Semiárido, com vídeos explicativos e dinâmicas, apresentação e distribuição do manual de bolso e três estações de campo.</p>
<p data-start="8573" data-end="8715">Uma estação apresenta os <strong data-start="8598" data-end="8624">resultados da pesquisa</strong>. Outra trata da <strong data-start="8641" data-end="8668">conservação de forragem</strong>. A terceira é dedicada à <strong data-start="8694" data-end="8714">palma forrageira</strong>.</p>
<p data-start="8717" data-end="8815">Para Rafael, a transferência de conhecimento é o principal instrumento de parceria com o produtor. “A entrega de material propagativo, por exemplo, como semente, muda ou uma cartilha, isso é estanque, é momentâneo. Mas o conhecimento, a técnica e a tecnologia que são passados para o produtor, isso não tem preço”, afirma.</p>
<h3 data-section-id="3kbey5" data-start="9042" data-end="9090">Estações mostram onde o produtor pode ganhar</h3>
<p data-start="9092" data-end="9293">O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Sergipe (Faese), <strong data-start="9164" data-end="9180">Gustavo Dias</strong>, destaca justamente a importância das estações para transformar a pesquisa em uma ferramenta prática de decisão.</p>
<figure id="attachment_100509" aria-describedby="caption-attachment-100509" style="width: 855px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-27.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100509 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-27-1024x510.jpg" alt="Rally forrageiras para o semi-árido" width="855" height="426" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-27-1024x510.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-27-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-27-768x382.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-27-660x330.jpg 660w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-27.jpg 1209w" sizes="auto, (max-width: 855px) 100vw, 855px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100509" class="wp-caption-text">Participantes se preparando para a visita às estações na unidade da Embrapa Semiárido</figcaption></figure>
<p data-start="9295" data-end="9438">Segundo ele, os experimentos permitem ao produtor comparar as diferentes variedades e entender o potencial de cada uma dentro de sua realidade. “As estações mostram a capacidade de cada variedade de capim ou de forragem ou da variedade de milho, para mostrar ao produtor quanto ele consegue produzir na sua área, o quanto ele consegue baixar o custo, qual o volume que ele consegue produzir, qual é a tecnologia que ele tem que inserir na sua área”, afirma.</p>
<p data-start="9755" data-end="9851">Gustavo considera importante que o produtor possa acompanhar os resultados diretamente no campo.“Você vê in loco os produtores realmente atentos, realmente perguntando, realmente querendo entender”, diz.</p>
<p data-start="9962" data-end="10056">Segundo ele, o produtor sai do evento levando conhecimento, informação, tecnologia e inovação. O presidente da Faese também destacou a dimensão econômica da atividade agropecuária em Sergipe. Segundo Gustavo, o agro representa <strong data-start="10190" data-end="10227">mais de 30% da economia do Estado</strong> e somente a bacia leiteira sergipana produz <strong data-start="10272" data-end="10320">mais de 2 milhões de litros de leite por dia</strong>.</p>
<h3 data-section-id="1pgbf2z" data-start="10323" data-end="10360">Mais produtividade em menos tempo</h3>
<p data-start="10362" data-end="10456">Gustavo também compara a produtividade atual da pecuária com a realidade de alguns anos atrás. Segundo ele, há seis a oito anos um boi de 20 arrobas poderia levar quatro ou cinco anos para chegar ao peso. Atualmente, o mesmo animal pode atingir 20 arrobas em aproximadamente <strong data-start="10638" data-end="10670">dois anos a dois anos e meio</strong>.</p>
<p data-start="10673" data-end="10876">Na pecuária leiteira, vacas que produziam entre 10 e 15 litros por dia já eram consideradas excepcionais. Hoje, segundo Gustavo, novilhas em Sergipe chegam a produzir <strong data-start="10840" data-end="10875">30 a 35 litros de leite por dia</strong>. “O melhor girolando do Brasil está aqui em Sergipe, está com vocês, produtores rurais”, afirmou.</p>
<p data-start="10976" data-end="11211">A evolução também aparece na produção de silagem. De acordo com Gustavo, uma produtividade de <strong data-start="11070" data-end="11103">15 a 20 toneladas por hectare</strong> era considerada muito alta. Atualmente, os produtores conseguem alcançar <strong data-start="11177" data-end="11210">45 a 50 toneladas por hectare</strong>. “Por isso que a gente faz esse dia de campo aqui para vocês realmente entenderem o quanto é importante a gente produzir a nossa matéria seca, quanto é importante a gente produzir as nossas forragens”, disse.</p>
<p data-start="11422" data-end="11595">Para ele, o objetivo do Sistema Faese/Senar é levar capacitação, tecnologia, conhecimento e inovação para que propriedades rurais se transformem em negócios mais eficientes. “Transforme sua propriedade. Em vez de ser uma propriedade rural, transforme-a numa empresa rural”, afirmou.</p>
<h3 data-section-id="1dt4z44" data-start="11721" data-end="11765">Drones entram na rotina das propriedades</h3>
<p data-start="11767" data-end="11914">A tecnologia apresentada no Rally não se restringiu às forrageiras. Os produtores também conheceram soluções de mecanização e aplicação por drones. <strong data-start="11916" data-end="11933">Victor Lisboa</strong>, da Base Drones, empresa que representa a DJI Agricultura em Sergipe, afirma que o equipamento está se tornando mais acessível aos produtores.</p>
<figure id="attachment_100516" aria-describedby="caption-attachment-100516" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-31.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100516 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-31.jpg" alt="Drones" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-31.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-31-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-31-1024x510.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-31-768x382.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-31-660x330.jpg 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100516" class="wp-caption-text">Drone, uma realidade no campo</figcaption></figure>
<p data-start="12078" data-end="12223">“O drone está cada vez que passa mais tecnologia, ficando mais seguro e o preço baixando. Está sendo mais acessível ao pequeno produtor”, afirma. Segundo ele, o mercado começou concentrado nos prestadores de serviço, mas o produtor rural passou a perceber que o equipamento também pode ser um investimento para uso próprio e prestação de serviços a terceiros.</p>
<p data-start="12440" data-end="12587">A Base Drones atua em Sergipe com venda, treinamento, pós-venda e peças. Segundo Victor, é a única revenda autorizada da DJI Agricultura no Estado. No evento, a empresa apresentou o <strong data-start="12623" data-end="12631">T100</strong>, drone com capacidade de 100 litros, além dos modelos <strong data-start="12686" data-end="12699">T25 e T70</strong>.</p>
<p data-start="12702" data-end="12891">O modelo mais acessível apresentado é o <strong data-start="12742" data-end="12750">T25P</strong>, de 20 litros, considerado por Victor mais adequado à realidade da região em razão do relevo e do tamanho geralmente menor das propriedades.</p>
<p data-start="12893" data-end="13074">O kit custa atualmente <strong data-start="12916" data-end="12929">R$ 87 mil</strong>, com drone, três baterias e carregador. Por aproximadamente <strong data-start="12990" data-end="13003">R$ 91 mil</strong>, o produtor pode adquirir também o gerador necessário para a operação.</p>
<p data-start="13076" data-end="13362">A empresa oferece capacitação para os compradores. Segundo Victor, o <strong data-start="13145" data-end="13151">CA</strong>, que ele compara a uma habilitação para pilotar o equipamento, envolve curso on-line de aproximadamente sete dias e uma prova. A Base Drones também realiza de dois a três dias de treinamento na própria fazenda. O equipamento pode ser utilizado na propriedade e também para prestar serviços a vizinhos ou outros produtores.</p>
<p data-start="13477" data-end="13726">Victor cita o caso de um cliente que investiu aproximadamente <strong data-start="13539" data-end="13553">R$ 120 mil</strong>. Em dois meses, segundo ele, o piloto cedido pela empresa calculou que, caso o produtor tivesse prestado serviços com o equipamento, teria faturado cerca de <strong data-start="13711" data-end="13725">R$ 124 mil</strong>. “Então, em dois meses, o drone se pagou”, afirma.</p>
<p data-start="13779" data-end="13895">Além da redução de custos, o equipamento permite trabalhar em áreas onde máquinas terrestres enfrentam dificuldades.</p>
<p data-start="13897" data-end="14118">“Ele disputa mais com o trator. É economia de água, produto, é mais assertivo, menos amassamento na propriedade. Tem lugar que se estiver encharcado, o trator não entra, o autopropelido não entra, e o drone está lá”, afirma. A Base Drones também oferece assistência técnica e mantém peças para pronta entrega.</p>
<p data-start="14292" data-end="14769" data-is-last-node="" data-is-only-node="">No conjunto, o Rally mostra que a adaptação da pecuária ao semiárido passa por uma combinação de fatores: <strong data-start="14398" data-end="14549">escolha adequada das forrageiras, produção de alimentos para a seca, conservação de forragem, genética, tecnologia, mecanização e gestão dos custos</strong>. Depois de uma década de pesquisas, o desafio agora é fazer com que esse conhecimento saia dos campos experimentais e seja incorporado às propriedades, transformando produtividade em resultado econômico para o produtor.</p>
<p data-start="14292" data-end="14769" data-is-last-node="" data-is-only-node="">
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		<title>BNB e Deso assinam contrato para obras de infraestrutura em sete municípios de Sergipe</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/bnb-e-deso-assinam-contrato-para-obras-de-infraestrutura-em-sete-municipios-de-sergipe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Nov 2021 19:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Banco do Nordeste e a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) assinaram contrato de crédito nesta terça-feira (9), destinado a obras públicas de infraestrutura em sete municípios sergipanos. Com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o crédito de R$ 216 milhões é destinado à implantação e ampliação de sistemas de abastecimento &#8230;</p>
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<figure id="attachment_45603" aria-describedby="caption-attachment-45603" style="width: 377px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/11/WhatsApp-Image-2021-11-09-at-15.31.02.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-45603" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/11/WhatsApp-Image-2021-11-09-at-15.31.02-300x200.jpeg" alt="" width="377" height="251" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/11/WhatsApp-Image-2021-11-09-at-15.31.02-300x200.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/11/WhatsApp-Image-2021-11-09-at-15.31.02-768x512.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/11/WhatsApp-Image-2021-11-09-at-15.31.02-310x205.jpeg 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/11/WhatsApp-Image-2021-11-09-at-15.31.02.jpeg 1024w" sizes="auto, (max-width: 377px) 100vw, 377px" /></a><figcaption id="caption-attachment-45603" class="wp-caption-text">Solenidade de assinatura foi realizada no Palácio dos Despachos, em Aracaju Foto: Ascom BNB</figcaption></figure>
<p>O projeto envolve realização de obras de construção civil e aquisição de materiais e equipamentos, para atender à implantação de sistema de esgotamento sanitário nos municípios de Boquim, Carira, Itabaianinha, Riachão do Dantas, Tobias Barreto, Nossa Senhora da Glória e Simão Dias.</p>
<p>Nas duas últimas cidades, também serão feitas obras de ampliação dos sistemas de abastecimento de água. No caso de Nossa Senhora da Glória, a Estação de Tratamento de Água (ETA) está localizada no município de Porto da Folha, numa região tratada como Semiárido Prioritário. Ao todo, em torno de 242 mil moradores devem ser beneficiados diretamente.</p>
<p>&#8220;Uma máxima diz que cada real em saneamento é economia de cinco reais em saúde pública. E este é o maior contrato de crédito para investimento em saneamento que o governo de Sergipe e a Deso fazem até hoje. Um marco para o saneamento básico do estado, principalmente porque é a ampliação da oferta de água para moradores que precisam bastante. Agradecemos ao empenho das equipes do governo estadual, da Deso e do BNB para concretizar este contrato. Agora é cair em campo para executar as obras&#8221;, declarou o diretor-presidente da Deso, Carlos Melo.</p>
<p>Viabilizado por meio do Programa de Financiamento à Infraestrutura Complementar da Região Nordeste (FNE Proinfra), o crédito do Banco do Nordeste corresponde a 79,9% do valor do orçamento previsto, que totaliza R$ 270 milhões. O restante do valor virá de recursos da própria Deso.</p>
<p>&#8220;A parceria com o setor público é uma das estratégias do Banco do Nordeste para dar andamento a projetos relevantes para a infraestrutura da nossa região. Esse contrato com a Deso é a maior operação de crédito da história do BNB em Sergipe, que demonstra importância pelo valor financeiro, mas sobretudo por atender a uma necessidade básica da população: o investimento em obras de saneamento&#8221;, disse o superintendente estadual do BNB, César Santana.</p>
<p>&#8220;Estamos ajudando a desenvolver o estado, por isso contamos com apoio total do Banco do Nordeste para a assinatura desse contrato tão importante. A parceria nos dá condições para implementar essas ações, que beneficia indiretamente uma grande população. É bom lembrar sempre que investir em abastecimento de água e esgotamento sanitário é uma questão de saúde, portanto o projeto é muito relevante do ponto de vista social, porque contribui para cuidar da vida das pessoas&#8221;, afirmou o governador Belivaldo Chagas.</p>
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		<title>Aplicações do Banco do Nordeste  em Sergipe superam os R$ 867 milhões</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/aplicacoes-do-banco-do-nordeste-em-sergipe-superam-os-r-867-milhoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Nov 2021 12:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Banco do Nordeste em Sergipe investiu R$ 867,4 milhões por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), de janeiro a outubro de 2021, correspondendo ao total de 22,7 mil operações. As aplicações globais do Banco do Nordeste alcançaram, até outubro de 2021, o valor total de R$ 34,2 bilhões, correspondentes a 4,1 &#8230;</p>
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<p>As aplicações globais do Banco do Nordeste alcançaram, até outubro de 2021, o valor total de R$ 34,2 bilhões, correspondentes a 4,1 milhões de operações. Do recurso investido na área de atuação do BNB, que abrange os nove estados da Região e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, R$ 21,2 bilhões são oriundos do principal funding da instituição, o FNE, por meio do qual foram contratadas 556,6 mil operações.</p>
<p>Os números representam crescimento em comparação ao mesmo período do ano passado, em 3,8% em aplicações globais (R$ 33 bilhões em 2020), e 5,5% de contratações com recursos do FNE (R$ 20,1 bilhões em 2020).</p>
<p>Segundo o presidente do BNB, Anderson Possa, a instituição superou ainda a meta de janeiro a outubro de 2021 em contratações com recursos do FNE. &#8220;Esse resultado reflete a excelência do trabalho das equipes do BNB no dia a dia. É fruto da contribuição e dedicação de cada funcionário em prol do desenvolvimento econômico e social da região&#8221;.</p>
<p>Das operações realizadas com recursos do FNE, 65,6% foram contratadas com empreendimentos localizados em zonas do semiárido, região estratégica na programação desse funding. Trata-se do investimento de R$ 13,9 bilhões, que dinamizaram a economia de localidades economicamente menos favorecidas, promovendo a integração competitiva desses municípios à base produtiva regional. Foram contratadas 416 mil operações nessa área, equivalentes a 74,8% do total contratado em todos os estados atendidos pelo Banco no período.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Os investimentos beneficiaram os diversos setores da economia regional, com destaque para o segmento rural, Agricultura e Pecuária, com R$ 7,4 bilhões aplicados nestes 10 meses do ano (35,1% do valor total aplicado), equivalentes a 528,9 mil operações. O segmento de Comércio e Serviços contratou R$ 4,1 bilhões (19,5% do valor total aplicado), em 19,1 mil operações; o Industrial, R$ 1,6 bilhão (7,5%), correspondentes a 3,1 mil contratos; Turismo, R$ 296,4 milhões (1,4%), para 732 operações; e a Agroindústria, R$ 259,5 milhões (1,2%) aplicados em 319 empreendimentos. Na Infraestrutura, as aplicações somaram R$ 7,3 bilhões (34,5%).</p>

			</div></div>
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		<title>Pesquisa sobre o licuri, desenvolvida pela Unit/SE em parceria com o ITP, é aprovada em edital da Capes/Fapitec</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/pesquisa-sobre-o-licuri-desenvolvida-pela-unit-se-em-parceria-com-o-itp-e-aprovada-em-edital-da-capes-fapitec/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 18:55:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O grupo de pesquisadores do Programa de Pós-graduação em Engenharia de Processos (PEP), da Universidade Tiradentes &#8211; Unit/SE, aprovou no Edital nº 4/2021 &#8211; Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) &#8211; Apoio ao Desenvolvimento da Região Semi-árida Brasileira, o projeto intitulado “Processamento integral da biomassa do licuri para fortalecimento da Economia circular no semi-árido”, no &#8230;</p>
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<p>“O projeto foi dividido em cinco subprojetos de pesquisa que valorizam a economia, ao mesmo modo que prezam pelo rigor científico, tendo alto valor estratégico à ciência e à produção de derivados do licuri, com vistas a valorizar o processamento integral com a melhoria das condições de vida das pessoas da região do semiárido”, explica Profa. Dra. Cleide Mara Faria Soares, Profa. da Pós Graduação da Universidade Tiradentes e pesquisadora do Instituto de Tecnologia e Pesquisa – ITP.</p>
<p>A proposta tem como objetivo geral obter um novo conceito de produto da biorrefinaria, oriundo do processamento integral do licuri para se ter diferentes bioprodutos, com vistas ao potencial de replicabilidade em cooperativas ou comunidades vinculadas ao plantio de licuri, fruto que pode ser encontrado nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h2>Os cinco subprojetos são:</h2>
<p>1.Extração de bioativos da biomassa licuri utilizando processos assistidos por microondas, ultrassom e enzimas &#8211; Coordenado pelo Prof. Dr. Ranyere Lucena de Souza;</p>
<p>2.Valorização da fibra de licuri por processos de extração e purificação de bioativos integrado ao tratamento de biomassa para obtenção de ração animal e fibra tratada &#8211; Coordenado pelo Prof. Dr. Álvaro Silva Lima</p>
<p>3.Pré-tratamento de resíduos lignocelulósicos de Licuri para produção biotecnológica de “enzimas verdes” acoplada à produção sequencial de biometano e biofertilizantes &#8211; Coordenado pelo Prof. Dr. Luiz Fernando Romanholo</p>
<p>4.Desenvolvimento de processo integrado envolvendo coprodutos de licuri para síntese de emulsificante, ésteres líquidos de cera e biolubrificantes &#8211; Coordenado pela Profa. Dra. Cleide Mara Faria Soares</p>
<p>5.Desenvolvimento de modelos híbridos e sistemas inteligentes para otimização dos processos integrados de extração e esterificação a partir do aproveitamento dos resíduos de Licuri &#8211; Coordenado pela Profa. Dra. Manuela Souza Leite</p>

			</div></div>
<p>A parceria estabelecida entre a Universidade Tiradentes (UNIT/Se), e o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), busca contribuir para o equilíbrio regional da P, D &amp; I, uma vez que procura estabelecer uma rede de colaboração entre as Instituições com a Cooperativa do Piemonte da Diamantina – COOPES e outras possíveis cooperativas no semiárido.</p>
<p>De acordo com a Profa. Cleide Soares, a interação entre pesquisadores, docentes e discentes, em consonância com a COOPES para a realização do projeto em tema de interesse comum, além de aspectos ambientais, viabiliza o desenvolvimento de tecnologias limpas para o processamento integral da biomassa do licuri.</p>
<p>&#8220;A equipe multidisciplinar e a parceria Cooperativa do Piemonte da Diamantina – COOPES, permitirá a valorização e conversão dos produtos oriundos do processamento integral do licuri. Os resultados poderão ser reconhecidos, nacionalmente e internacionalmente, a partir dos artigos científicos produzidos e principalmente com os bioprodutos e/ou processos estabelecidos para atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) que será através da inovação e do uso de tecnologias limpas e renováveis”, ressalta.</p>
<p>A proposta visa atender os conceitos principais de uma economia circular (CE), uma vez que pretende reduzir a produção de resíduos, recuperar fontes em final de vida de seus produtos e trazê-los de volta à economia / mercado, minimizando a pressão ambiental, com interesse crescente no isolamento e na valorização do processamento integral do licuri.</p>
<p>“A transição, se bem-sucedida, partirá de uma economia linear para uma circular, a qual requer novas políticas e estrutura financeira, conscientização do público em geral e o apoio dos formuladores de políticas e das partes interessadas do ponto de vista financeiro. Assim o apoio da FAPITEC e da CAPES é uma grande oportunidade para se realizar este novo passo na pesquisa com intuito de obter o processamento integral da biomassa do licuri para fortalecimento da economia circular no semi-árido, a fim de atender os conceitos principais da economia circular (CE)”, finaliza.</p>
<p>Texto e foto: Assessoria de Imprensa | ITP</p>
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