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	<title>Arquivo para ruído - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Rede Globo &#8211; império da desfaçatez e dos equívocos</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/rede-globo-imperio-da-desfacatez-e-dos-equivocos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 12:27:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; É inegável a contribuição da Rede Globo para a história do entretenimento no Brasil, sobretudo por conta de suas novelas de qualidade. Mas, ao longo dos anos, desde sua fundação, sua credibilidade é questionada quando ela interfere na vida política do país, de modo particular por meio &#8230;</p>
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]]></description>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">É </span>inegável a contribuição da <a href="https://redeglobo.globo.com/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #008000;">Rede Globo</span></a> para a história do entretenimento no Brasil, sobretudo por conta de suas novelas de qualidade. Mas, ao longo dos anos, desde sua fundação, sua credibilidade é questionada quando ela interfere na vida política do país, de modo particular por meio de uma cobertura jornalística que fere princípios como isenção, responsabilidade e verdade.</p>
<p>Assunto da última semana nas redes sociais, a desastrosa e tendenciosa arte de um <em><i>PowerPoint</i></em> criado em torno do escândalo do <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.bancomaster.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Banco Master</a></span> colocou, mais uma vez, a empresa, mais de perto o programa <em><i>Estúdio i</i></em>, numa onda avassaladora de questionamentos políticos e também de outros setores, como o do jornalismo brasileiro. O péssimo ruído levou a emissora, por meio da jornalista Andréa Sadi (visivelmente constrangida), na última segunda-feira, a pedir desculpas pela atabalhoada arte, sem se desculpar com as pessoas e instituições envolvidas no caso, a exemplo do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores, entre outros. Afora deixar de fora quem realmente está implicado no caso.</p>
<p>Esta não foi a primeira vez que a Rede Globo fez bobagem, leia-se mais uma desfaçatez e um de tantos outros equívocos que a empresa cometeu numa trajetória, que não fosse isto, seria mais digna de celebração e aplausos do que de desconfiança e questionamentos. Quando os Marinhos são traídos pela vaidade, pela soberba, subestimando a inteligência e a sensibilidade do povo brasileiro, que os mantém e os sustenta, dá e deu nessa esparrela “jornalística”.</p>
<p>Num tempo recente, é bem verdade que a Rede Globo foi importante na luta contra a desinformação durante a pandemia de COVID-19, como também contra o flerte  da turma de  extrema-direita com um eventual novo golpe militar no Brasil. Mas, essa mesma emissora, em outros tempos, andou pisando na bola ou, para não ser injusto, apostando errado.</p>
<p>Para ilustrar essa assertiva, vou me valer de três situações, duas de cunho histórico e uma no que diz respeito à sua programação.</p>
<p>A TV Globo foi fundada durante o regime militar brasileiro, no dia 26 de abril de 1965. Por isso mesmo, foi omissa com relação aos desmandos dos governos militares, vindo a engrossar a campanha pró-diretas somente quando viu que era um desejo da maioria da população.</p>
<p>Durante as primeiras campanhas para a presidência do Brasil redemocratizado, em 1989, colaborou para demonizar candidaturas de esquerda, como as de Leonel Brizola e principalmente a de Lula, e abraçou a campanha de Fernando Collor, eleito e depois alvo de impeachment por corrupção. E por conta também de corrupção, atualmente preso domiciliar, numa bela e rica cobertura de Maceió.</p>
<p>Embora não seja um terceiro exemplo, mas para corroborar os dois anteriores, essa mesma Globo embarcou na onda do lavajatismo do juiz Sérgio Mouro, que abriu espaço para a ascensão do  líder de extrema direita à presidência do Brasil, Jair Bolsonaro, cassado e preso por tentativa de golpe de estado.</p>
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<p>Por fim, pergunto: qual a contribuição efetiva para a vida social e cultural do país do programa Big Brother? Nessa esteira de produzir porcarias e dar mancadas políticas nas últimas décadas, a emissora carrega o epíteto de “Globo Lixo”, seja da direita, do centro ou mesmo da esquerda política do Brasil, de acordo com as conveniências de momento, que a mesma emissora provoca com sua inconstância.</p>

			</div></div>
<p>Infelizmente nada do que foi expressado aqui sobre a Rede Globo não se trata de um “qualquer semelhança é mera ficção”. Gostaria muito de fazer memória de uma emissora que aprendi a admirar, quando ocupou seu precioso tempo a nos brindar com: “Sitio do Pica Pau Amarelo”, “Fantástico”, “Chacrinha”, “Show da Xuxa”, “Globo Repórter” (dos tempos de Sérgio Chapelin), “Globo de Ouro”, “Altas Horas”, “Programa do Jô”, “Chico Anysio”, “Turma do Balão Mágico”, “Os Trapalhões”, “O Bem Amado”&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title> O paradoxo do Som do Silêncio no retorno laboral</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-paradoxo-do-som-do-silencio-no-retorno-laboral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Heuller Roosewelt Silva Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Feb 2026 09:00:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Heuller Roosewelt Silva Melo (*) &#160; O Som do Silêncio é um paradoxo poético e filosófico presente na própria contradição da expressão: Como algo pode ter som e, ao mesmo tempo, estar em silêncio? Dependendo da lente, esse paradoxo pode ser definido de várias formas, seja pela perspectiva científica, filosófica e/ou transcendental de &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Heuller Roosewelt Silva Melo (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> Som do Silêncio é um paradoxo poético e filosófico presente na própria contradição da expressão: Como algo pode ter som e, ao mesmo tempo, estar em silêncio? Dependendo da lente, esse paradoxo pode ser definido de várias formas, seja pela perspectiva científica, filosófica e/ou transcendental de se comunicar com ou sem sons. O silêncio adquire contornos que vão da ausência à plenitude:</p>
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<p><strong>Na física</strong>, o silêncio é a ausência de vibração sonora perceptível. Mas, mesmo em um ambiente aparentemente silencioso, ainda se persistem sons sutis — a respiração, os batimentos cardíacos, o leve zumbido do mundo ao seu redor. O verdadeiro silêncio absoluto é raro e, quando experimentado, pode ser desconcertante.</p>
<figure id="attachment_96603" aria-describedby="caption-attachment-96603" style="width: 217px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-scaled.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-96603" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-232x300.jpg" alt="Claude Debussy" width="217" height="281" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-232x300.jpg 232w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-792x1024.jpg 792w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-768x993.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-1188x1536.jpg 1188w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-1584x2048.jpg 1584w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-scaled.jpg 1980w" sizes="(max-width: 217px) 100vw, 217px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96603" class="wp-caption-text">Claude Debussy  Foto: Wikipedia</figcaption></figure>
<p><strong>Na filosofia e na psicologia</strong>, o silêncio pode ser visto como um estado de introspecção, um espaço onde o ruído externo cessa e a mente se volta para dentro. Muitas vezes, é no silêncio que encontramos nossas verdades mais profundas, e isso pode ser ao mesmo tempo fascinante e assustador.</p>
<p><strong>Na música e na arte</strong>, o silêncio é um elemento esteticamente essencial. Assim como dizia o compositor francês Claude Debussy: “A música é o silêncio entre as notas”. Ou seja, esse vazio sonoro tem um papel tão importante quanto as próprias notas, criando contraste, expectativa e emoção.</p>
<p><strong>Na espiritualidade</strong>, o silêncio é frequentemente associado à paz, meditação e conexão com o divino. Muitas tradições espiritualistas enfatizam o poder do silêncio para alcançar sabedoria e clareza.</p>

			</div></div>
<p>Durante esses dias de folga (nem tanta folga assim, né — a gente “parado” corre mais do que quando “tá aí na atividade”), experimentei um tipo diferente de sossego. Não aquele silêncio ruidoso provocado pelas notificações desligadas ou das manhãs sem pressa, mas o silêncio saudoso que ao mesmo tempo se fez ausente e presente — aquele que ecoa quando se percebe o quanto certos sons nos habitam sem a gente perceber.</p>
<p>A falta do som da máquina de café finalizando a bebida, do gole d&#8217;água da colega ao lado, do riso solto dos colegas no corredor, dos passos apressados daquele que não “perde a hora”, ou mesmo dos “Bom dia!” que se multiplicam como pequenos abraços verbais. Foi durante essa pausa que me dei conta de que essas sonoridades cotidianas não são simples ruídos — são identificações de trilhas sonoras de coletividade e pertencimento.</p>
<p>E na montagem desse material foi inevitável lembrar da canção <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.google.com/search?sca_esv=5eff3cc154b4857b&amp;sxsrf=ANbL-n6qkEdTJ4s7Gmpqf59_e6HArouzBg:1769863719364&amp;q=letra+de+disturbed+the+sound+of+silence&amp;si=AL3DRZHfNA2WT_tDX5qfaTElfH1Ozfi0H4va7HZWZNmKGSJpiBD299Sp1Evpv8jNDW6DomkOiJ_oe3k4tR7hWGXMKAfqCqizaqperVrbOdCmX0Sc4ucWfE3BIt09EQMhKAaOK06hs67xKZ4vFqdLUw8fh1imiZZXHOMqpKyTNa0Sta2EXaBwEpE%3D&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwj9payS6LWSAxWBpZUCHZ6qC6AQw_oBegQIKhAB&amp;ictx=1&amp;biw=1536&amp;bih=730&amp;dpr=1.25&amp;aic=0" target="_blank" rel="noopener">The Sound of Silence,</a></span> de Simon &amp; Garfunkel, na qual poeticamente eles nos mostram que há silêncios que gritam e sons que se calam. “Hello darkness, my old friend&#8230; ” — diz a canção, revelando que é na ausência que ouvimos a nós mesmos. Percebemos nela que o som do outro nos habita — descobrimos que o “barulho” dos outros é parte da nossa própria identidade em movimento.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/a-voz-do-silencio-helena-Blavatsky.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-96605 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/a-voz-do-silencio-helena-Blavatsky-220x300.jpg" alt="A voz do silêncio" width="220" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/a-voz-do-silencio-helena-Blavatsky-220x300.jpg 220w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/a-voz-do-silencio-helena-Blavatsky.jpg 733w" sizes="(max-width: 220px) 100vw, 220px" /></a>Na obra <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Voz_do_Sil%C3%AAncio" target="_blank" rel="noopener"><em>A Voz do Silêncio</em></a></span>, de Helena Blavatsky, aprendemos que o verdadeiro som que importa é aquele que só se ouve no silêncio profundo. Ela descreve um “som que mata o som ” — uma vibração silenciosa que emana do coração espiritual quando silenciamos o ego e as distrações. Para ouvir essa voz, é preciso calar a mente inferior ligada ao ego e aos desejos materiais, é preciso apertar o botão do mute do falatório interno. Não é um silêncio vazio, mas uma escuta ativa da vida, do outro e de si mesmo.</p>
<p>Já em <em>O Livro Vermelho</em>, de Carl Gustav Jung, nos é apresentado seu testamento espiritual e criativo, deliberadamente um mergulho no inconsciente, escutando o silêncio da alma e os arquétipos que ecoam no vazio. Aqui, o silêncio não é ausência de som, mas o espaço fértil onde a alma fala. Esse livro é ideal para quem busca integrar as antíteses — razão e emoção, luz e sombra, ruído e silêncio, num confronto entre o caos, a sombra e o self.</p>
<p>O silêncio pode ser reconfortante ou perturbador, pode significar solidão ou plenitude, pode ser ausência ou presença. É um conceito que desafia os sentidos e nos obriga a olhar para dentro — e talvez seja exatamente por isso que ele instiga tantas pessoas.</p>
<p>Voltar ao trabalho é, portanto, muito mais do que retomar atividades. É desvendar o valor humano do ambiente compartilhado, onde cada som tem nome, rosto, história. É redescobrir os sons da coletividade — as vozes, as risadas, o tilintar da rotina, os silêncios compartilhados. É compreender que existe um tipo de som que não pode ser replicado lá fora ou em reclusão: o som da equipe em movimento, da ideia em ebulição, do olhar que escuta mesmo sem dizer. Onde o eco de uma ideia compartilhada pode ser tão poderoso quanto o silêncio respeitado de quem está ao lado.</p>
<p>Retornar ao time com gratidão — seja pelo descanso, seja pela pausa, seja sobretudo pela certeza de que nada substitui a harmonia de se estar entre pessoas que vibram na mesma egrégora — é também reconhecer que o som que mais me fez falta… foi o de vocês.</p>
<p>Porque o silêncio pode até ser necessário para o reencontro consigo…</p>
<p>Mas é o som da convivência que nos devolve à vida coletiva.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: center;">   O silêncio não é vazio.</p>
<p style="text-align: center;">   Ele é a argila que molda a escuta,</p>
<p style="text-align: center;">   o ventre do verbo,</p>
<p style="text-align: center;">   o eco do sagrado.</p>
<p style="text-align: center;">   Quando tudo grita,</p>
<p style="text-align: center;">   quem cala, carrega o mundo nas costas.</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>No próximo domingo: </strong><strong><u>A Voz do Vazio, no contraponto do Paradoxo do Silêncio</u></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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