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	<title>Arquivo para romances - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Helena do Vale</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/helena-do-vale/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 09:00:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Trata-se do título original de um dos mais importantes e também do quarto romance escrito por José Maria Machado de Assis (1839-1908). A obra completa agora em 2026, 150 anos de sua primeira publicação: Rio de Janeiro, 1896. Conhecido como um dos maiores, se não o maior &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">T</span>rata-se do título original de um dos mais importantes e também do quarto romance escrito por José Maria <strong><b>Machado de Assis</b></strong> (1839-1908). A obra completa agora em 2026, 150 anos de sua primeira publicação: Rio de Janeiro, 1896. Conhecido como um dos maiores, se não o maior nome da Literatura Brasileira, o autor mereceu recentemente uma nova, robusta e atualizada biografia, <em>O Filho do Inverno</em>, cujo primeiro volume, com 640 páginas, foi lançado em outubro de 2025 pela Ação Editora (RJ).</p>
<figure id="attachment_96737" aria-describedby="caption-attachment-96737" style="width: 201px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091446.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-96737" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091446-201x300.png" alt="Machado, o Filho do Inverno, de C.S.Soares" width="201" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091446-201x300.png 201w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091446.png 358w" sizes="(max-width: 201px) 100vw, 201px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96737" class="wp-caption-text">Machado, o Filho do Inverno, de C.S.Soares</figcaption></figure>
<p>No dia 27 de janeiro último, seu autor, Cláudio Sousa Soares (C. S. Soares), concedeu uma entrevista ao programa Conexão Roberto D&#8217;Avila e apresentou alguns detalhes da obra, cujas impressões de leitura apresentarei, em breve, aqui mesmo nesta coluna. Por ora, adianto que não se trata tão somente de mais uma biografia de Machado, mas de uma promissora análise de sua trajetória de vida, que neste primeiro volume desfaz a ideia de que o escritor carioca fosse indiferente às suas origens afrodescendentes e à causa do fim da escravidão no Brasil.</p>
<p>Voltando minhas atenções a <em>Helena</em>, foi para mim uma experiência de leitura que em muito agregou ao meu interesse e conhecimento sobre seu autor. Algo que surgiu naturalmente no início deste ano, quando me senti instado a ler seu primeiro romance, <em>Ressurreição</em>, de 1872. Como essa coisa do hiperfoco está em voga, eis que me surpreendo a (re)ler os romances seguintes de sua autoria. Estou, no momento, na metade do texto de <em>Iaiá Garcia</em> (1878).</p>
<p>Entremeando tais leituras, aqui e ali, também dei uma atenção a alguns de seus estudiosos e críticos. No que se refere especificamente a <em>Helena</em>, destaco a professora aposentada da Universidade Federal de Minas Gerais, Ana Maria de Almeida, que se dedicou por anos à Faculdade de Letras desta instituição. Na décima nona edição do romance, publicado pela editora Ática, em 1995, em texto intitulado <em>Um jogo dissimulado</em>, a pesquisadora faz uma análise do estilo narrativo de Machado na referida obra, ressaltando o que diz ser a existência não somente de um núcleo conflituoso, mas também de “vários elementos conflitantes” nela.</p>
<p>Ainda segundo a professora, “Helena”, como na maior parte de seus romances, o autor encontrou uma maneira de apresentar aos seus leitores a decadência da sociedade do Segundo Império Brasileiro, às voltas com “(&#8230;) <em><i>os problemas decorrentes da evolução política e social do país</i></em>” (p. 14). Nesse sentido, a questão do casamento, não mais como uma instituição sacramental, católica, mas como um combinado de interesses os mais diversos, colocando em jogo personagens como Helena, que &#8211; não resistindo às &#8220;máscaras da simulação” (destaca Almeida) &#8211; vê sua vida se esvaindo até a morte.</p>
<figure id="attachment_96736" aria-describedby="caption-attachment-96736" style="width: 198px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091219.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-96736" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091219-198x300.png" alt="Helena, romance de Machado de Assis" width="198" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091219-198x300.png 198w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091219.png 398w" sizes="(max-width: 198px) 100vw, 198px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96736" class="wp-caption-text">Helena, romance de Machado de Assis</figcaption></figure>
<p>Tudo isso porque descobrira que aquilo que parecia ser um sentimento incestuoso com o seu presumido irmão, Dr. Estácio (matemático e contador), na verdade tinha sido um mal-entendido e consequências de alguns dos inúmeros vacilos morais do Conselheiro do Vale. Uma soma de notícias que, embora devidamente esclarecidas, não valia o amor verdadeiro que nasceu entre ambos, tendo que ser sufocado e abortado pelo medo do escândalo e do escárnio social.</p>
<p>Não prevalecendo a força do amor, mas o imperativo das conveniências sociais da época, não restou à intrépida Helena ceder ao desgosto e este à doença e esta, por sua vez, ao fim trágico da personagem, ao estilo “Romeu e Julieta” (1597), de William Shakespeare (1564-1616), de quem Machado foi assíduo leitor, levando boa parte de seu estilo narrativo e dramático para as suas obras, sejam romances, como também crônicas e poesia.</p>
<p>Revisitar a obra de Machado está sendo muito salutar para mim, nesta quadra de minha vida. A maturidade intelectual e também de minha existência tem me permitido perscrutar melhor as suas obras no que elas têm de mais fascinante: a genial tecedura narrativa. Aliada a isto, também, a riqueza de tipos que ele criou, sobretudo femininos, a crítica social toda singular e a erudição não enfadonha e ostentadora, mas leve e fluida, como deve ser a vida e, por que não, também a Literatura.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>A série Vaga-lume e o prazer de ler boas histórias — a ilha como espaço de aventuras fantásticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Acacia Rios]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2024 17:40:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Acácia Rios (*) &#160;   Logo que cheguei ao convés, na manhã seguinte, o aspecto da ilha modificara-se por completo.  (&#8230;) Os montes suspendiam-se acima da vegetação como campanários de rocha nua.  Todos tinham formas bizarras e o monte do Óculo,  que dominava todos os outros por uma diferença de mais de cem &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Acácia Rios (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"> <em> Logo que cheguei ao convés, na manhã seguinte, o aspecto da ilha modificara-se por completo. </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>(&#8230;) Os montes suspendiam-se acima da vegetação como campanários de rocha nua. </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Todos tinham formas bizarras e o monte do Óculo, </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>que dominava todos os outros por uma diferença de mais de cem metros, </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>era igualmente o de configuração mais estranha, </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>subindo a pino de quase todos os lados e terminando de súbito no cume cortado, </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>como se fosse um pedestal para pôr uma estátua.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Robert Louis Stevenson, A ilha do tesouro </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>e tem uma coleção cuja memória é compartilhada por milhares de leitores intergeracionais, ela se chama Vaga-lume, da editora Ática. Capas, títulos e ilustrações contribuem para seduzir o leitor em formação, ávido por percorrer páginas sempre cheias de aventuras. Ela é um capítulo à parte na história editorial brasileira e integrou a nossa trajetória estudantil de uma maneira irreversível. Estas são algumas das minhas divagações quando me deparo com <em>O outro lado da ilha (1995)</em>, de José Maviael Monteiro (1931-1992), em exposição para trocas na Biblioteca Municipal Ivone de Menezes, e que integra a referida série.</p>
<p>Eu já lia muito quando me apaixonei pela coleção, mas ela me ajudou, sobretudo, a sistematizar a leitura em termos didático-pedagógicos, pois eu era uma leitora indisciplinada. Começar, por exemplo, com <em>A Ilha perdida</em> (1973, publicada pela primeira vez em 1944 pela Brasiliense), que é uma aventura divertida, e chegar a <em>Éramos seis</em> (obra de 1943 mas que passou a integrar a coleção), ambos de Maria José Dupré, significava ao mesmo tempo um aprofundamento temático e um amadurecimento no processo de leitura, preparando-nos, assim, para títulos ainda mais complexos vida afora.</p>
<p>Traduzido para outros idiomas e adaptado para a televisão, <em>Éramos seis</em> me arrancou lágrimas, mas também reflexões. O enredo parte da família como núcleo social e a integra<span style="color: #ff0000;"> </span>a um sistema mais complexo que é a sociedade. Perdas afetivas, econômicas, separações, solidão e a finitude fazem parte da dinâmica dessa família e, ver as transformações dos personagens na história, nos alerta desde a adolescência para a transitoriedade da vida.</p>
<p>Mas só percebi isso depois. A essa altura, eu já tinha passado por <em>Memórias póstumas de Brás Cubas</em>, de Machado, <em>Amor de perdição</em>, do português Camilo Castelo Branco e por uma antologia de Fernando Pessoa, cujo poema &#8216;Autopsicografia&#8217; me impressionou bastante, mesmo sem entendê-lo muito bem. As palavras &#8216;calhas, deveras, &#8216;comboios&#8217;, por exemplo (algumas obras com palavras que pareciam quase outro idioma), para não falar em &#8216;ósculo&#8217; (beijo), foram formando parte de mim pela repetição. Sempre voltava aos mesmos livros, até que fui montando a minha própria biblioteca. Mas até então, esses eram alguns dos títulos que estavam à minha disposição e que eu ia lendo e relendo ao sabor do dia. Obviamente, sem nenhum critério lógico ou didático.</p>
<p>Talvez <em>O outro lado da ilha </em>não seja uma das histórias mais conhecidas da série, mas ela me fascinou devido à referência a caranguejos gigantes, supostamente pré-históricos, maiores até do que o da Passarela do Caranguejo, na praia de Atalaia. Intrigante a princípio, tudo ganha mais sentido quando leio a biografia do autor e vejo que se trata de um sergipano. Apesar de não ser conhecido entre muitos de nós (saiu muito novo de Aracaju e morou no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde começou a sua trajetória nas letras), vê-se logo uma relação atávica com a cultura do caranguejo, presente no nosso DNA, que fez com que o autor o levasse ao plano da ficção, dando-lhe uma dimensão mítica. Digo isso porque, na minha infância, era comum toparmos com caranguejos perdidos atravessando o jardim ou a casa, construída sobre seu habitat. E essas imagens perduram.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-30.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-81118 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-30.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-30.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-30-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-30-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-30-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-30-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<figure id="attachment_81121" aria-describedby="caption-attachment-81121" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-31.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81121 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-31.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-31.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-31-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-31-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-31-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-31-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81121" class="wp-caption-text">Fotos: Sílvio Rocha</figcaption></figure>
<p>A ilha como acidente geográfico, desde os descobrimentos, teve uma representação simbólica envolta em lendas, mistérios, piratas, tesouros, animais fantasiosos e perigosos e histórias de assombração, o que servia para afastar da posse outros aventureiros. A medievalista francesa Claude Kapller, em seu livro <em>Monstros, demônios e encantamentos no fim da Idade Média</em> (1994, Martins Fontes) descreve o mundo insular como um lugar onde &#8220;os objetos animam-se, deslocam-se, metaformoseiam-se (&#8230;). Os viajantes andam no rastro dos viajantes sobrenaturais, cruzam seus caminhos (&#8230;). O mundo está tão saturado de coisas espantosas que sempre é possível encontrar uma maravilha tão convincente quanto aquela de que se está falando, ou até mais (&#8230;). No entanto, longe de serem indiferentes, ou desencantados, esses viajantes conservam uma maravilhosa capacidade de espantar-se e admirar-se e uma amável propensão a continuar fabulando em suas próprias narrativas.&#8221;</p>
<p>Ao trazer a ilha como espaço de desenvolvimento do enredo no mundo contemporâneo, José Maviael Monteiro, formado em História Natural, retoma o tema (marcado em nossa memória, sobretudo, por Stevenson em <em>A ilha do tesouro</em>), e nos leva a uma reserva natural que tem apenas um lado explorado cientificamente. Dessa forma, atiça a curiosidade dos jovens personagens que acompanham o cientista e também a dos leitores para o que pode haver do outro lado da ilha, aumentando, assim, a atmosfera de mistério.</p>
<p style="text-align: right;"> <em> — Não foi sonho&#8230; Eu vi&#8230; </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Vi o caranguejo enorme ali na janela querendo entrar&#8230;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em> Aquela bocona batendo na janela&#8230; </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Acordei com o barulho dele batendo no vidro&#8230; </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Não foi sonho&#8230; </em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>O outro lado da ilha, José Maviael Monteiro</strong></p>
<p>No que diz respeito à apresentação visual, a contra-capa dos exemplares tem uma colagem de quase todos os títulos e ela servia como um guia. Quase podíamos obedecer à sequência cronológica, e isso fazia com que aumentasse a vontade de chegar logo ao final da lista, onde estavam as histórias policiais como <em>O mistério do cinco estrelas </em>e <em>O rapto do garoto de ouro</em> (1982), ambos de Marcos Rey (que passou a ser o escritor preferido do meu irmão David) e ainda <em>O escaravelho do diabo</em> (1974), de Lúcia Machado de Almeida<em>.</em> Isso sem falar n&#8217;<em>As aventuras de Xisto e</em> <em>Xisto no espaço</em>, da mesma autora, ambos publicados em 1982. Não posso deixar de mencionar o meu prazer em colecioná-los. Outra lembrança é que, entre os colegas da sala, havia trocas de alguns títulos. Circulavam entre nós, inclusive, alguns menos didáticos&#8230; Clandestinamente, claro. Mas essa é outra história.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-03-at-11.37.10-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-81117 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-03-at-11.37.10-1-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-03-at-11.37.10-1-199x300.jpg 199w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-03-at-11.37.10-1.jpg 585w" sizes="auto, (max-width: 199px) 100vw, 199px" /></a>Agora falemos em números. A Vaga-lume foi criada em 1973. Inicialmente a Ática publicava títulos já lançados por outras editoras e, pouco a pouco, foi formando o catálogo com histórias escritas especialmente para a coleção. De acordo com a Wikipédia, até 2008 a série tinha mais de 100 obras. Formada por 43 escritores, até 2021 tinha vendido 8 milhões de exemplares. Repassada a outro grupo editorial, a Vaga-lume passou por uma reformulação na sua programação visual, como podemos notar nas últimas publicações. Na minha opinião, menos atraentes que a original.</p>
<p>Dentre os inúmeros títulos da Biblioteca Ivone de Menezes, onde estive numa tarde de quarta-feira entre atividades de leitura e escrita com os alunos do Colégio Estadual Jornalista Paulo Costa, saí pensando n&#8217;<em>O outro lado da ilha,</em> nos caranguejos gigantes criados pelo meu conterrâneo e em como me isso remeteu ao nosso imaginário. Também pudera. Os nascidos em Aracaju dormimos sobre mangues e não é de se estranhar se sonhamos com os seus habitantes. Viventes, quiçás, do outro lado de nós mesmos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Inscrições abertas para o Prêmio Sesc de Literatura 2021</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/inscricoes-abertas-para-o-premio-sesc-de-literatura-2021/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2021 15:08:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você tem um romance ou conto que está por terminar na gaveta? Então agora é um ótimo momento para retomar a produção e, quem sabe, o próximo autógrafo a ser dado ser o seu. Tudo isso porque a edição 2021 do Prêmio Sesc de Literatura está com inscrições abertas até o dia 19/02, nas categorias &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">O prêmio não traz só uma vitória, mas também abre as portas do mercado editorial aos vencedores, uma vez que os livros que saem vitoriosos são publicados e distribuídos pela Editora Record. Na edição 2020 os vencedores foram o carioca Caê Guimarães, com o romance “Encontro Você no Oitavo Round” e gaúcho Tônio Caetano, com a coletânea de contos “Terra nos Cabelos”.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Como é a seleção</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Uma vez realizadas as inscrições on-line pelo site <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fecomercio-se.us2.list-manage.com/track/click?u=547cc57c59f410cefe6c5e36a&amp;id=42ecabfc0e&amp;e=82d10e6faf" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://fecomercio-se.us2.list-manage.com/track/click?u%3D547cc57c59f410cefe6c5e36a%26id%3D42ecabfc0e%26e%3D82d10e6faf&amp;source=gmail&amp;ust=1613053074117000&amp;usg=AFQjCNHethxkIIXcyaY1hLY7FrZXgQRLPw">https://sesc.com.br/<wbr />portal/site/premiosesc</a>,</span>  as obras finalizadas são enviadas para subcomissões julgadoras, que estão em todas as regiões do país. Uma vez pré-selecionadas, as obras vão para a comissão final.</p>
<p style="text-align: justify;">Na comissão final, há duas pessoas responsáveis pela categoria Conto e duas pessoas pela categoria Romance, e é mantido o sigilo das obras vencedoras até o anúncio do resultado final. Em 2020 foram 1.358 inscritos, sendo 692 romances e 666 livros de contos, sendo que as comissões finais foram organizadas em Pernambuco e no Rio de Janeiro e cada uma recebeu 30 obras pré-selecionadas das subcomissões. As comissões finais foram compostas pelos profissionais Renata Pimentel e Samarone Lima para os romances e Ana Paula Maia e Marcelo Moutinho para os contos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O Prêmio Sesc de Literatura</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Existente desde 2003, o Prêmio Sesc de Literatura identifica escritores inéditos, com obras cuja obra literária possui qualidade para edição e circulação nacional, sendo que em todas as edições já foram mais de 16 mil livros inscritos e 31 novos autores revelados. O prêmio não só inclui os vencedores em programações literárias do Sesc como abre as portas do mercado editorial a eles. E mais que oferecer esta oportunidade a novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura cumpre um importante papel na área cultural, proporcionando uma renovação no panorama literário brasileiro.</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Finscricoes-abertas-para-o-premio-sesc-de-literatura-2021%2F&amp;linkname=Inscri%C3%A7%C3%B5es%20abertas%20para%20o%20Pr%C3%AAmio%20Sesc%20de%20Literatura%202021" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Finscricoes-abertas-para-o-premio-sesc-de-literatura-2021%2F&amp;linkname=Inscri%C3%A7%C3%B5es%20abertas%20para%20o%20Pr%C3%AAmio%20Sesc%20de%20Literatura%202021" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Finscricoes-abertas-para-o-premio-sesc-de-literatura-2021%2F&amp;linkname=Inscri%C3%A7%C3%B5es%20abertas%20para%20o%20Pr%C3%AAmio%20Sesc%20de%20Literatura%202021" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Finscricoes-abertas-para-o-premio-sesc-de-literatura-2021%2F&amp;linkname=Inscri%C3%A7%C3%B5es%20abertas%20para%20o%20Pr%C3%AAmio%20Sesc%20de%20Literatura%202021" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Finscricoes-abertas-para-o-premio-sesc-de-literatura-2021%2F&#038;title=Inscri%C3%A7%C3%B5es%20abertas%20para%20o%20Pr%C3%AAmio%20Sesc%20de%20Literatura%202021" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/inscricoes-abertas-para-o-premio-sesc-de-literatura-2021/" data-a2a-title="Inscrições abertas para o Prêmio Sesc de Literatura 2021"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/inscricoes-abertas-para-o-premio-sesc-de-literatura-2021/">Inscrições abertas para o Prêmio Sesc de Literatura 2021</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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