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	<title>Arquivo para ritualística - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>A inteligência da reunião maçônica</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-inteligencia-da-reuniao-maconica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jader Abrão]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Dec 2024 11:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Jader Frederico Abrão (*) &#160; Outro dia, conversando com um grupo de Irmãos da “Ordem”, deparei com algumas críticas em ataque ao desenvolvimento programático das reuniões ritualísticas desenvolvidas sob o REAA. Disse um deles: “Enquanto não encerrada uma reunião, todos os assuntos devem ser discutidos e deliberados, pois assuntos podem surgir inesperadamente a &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Jader Frederico Abrão (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span>utro dia, conversando com um grupo de Irmãos da “Ordem”, deparei com algumas críticas em ataque ao desenvolvimento programático das reuniões ritualísticas desenvolvidas sob o REAA. Disse um deles: “Enquanto não encerrada uma reunião, todos os assuntos devem ser discutidos e deliberados, pois assuntos podem surgir inesperadamente a cada momento, e como maçons, devemos resolver os problemas e não os postergar”. Outro Irmão assim protestou: “As reuniões devem caminhar com maior objetividade, pois no salão social nos aguardam os familiares”.</p>
<p>De estalo, percebi que tais protestos ferem de morte os principais objetivos da Ordem maçônica, sempre realizados durante o desenvolvimento inteligente das nossas reuniões ritualísticas, sendo estas as únicas responsáveis por cumprir diversas funções institucionais, incluindo o aperfeiçoamento do maçom — o mais importante objetivo da Ordem maçônica.</p>
<p>Lembrei que há quase 25 anos, ingressei nas fileiras da Loja Vale do Pirapitinga — 3094, do Oriente de Cumari-Goiás, com a promessa única de passar por uma iniciação. À parte das orientações e das informações previamente recebidas dos membros daquela importante Oficina, dentre eles o meu pai, busquei entender melhor o significado da palavra Iniciação e entendi que significava o ato de começar, ingressar em algo ou em circunstância, e, também, significava o ato de ser elevado de uma condição para outra, de um nível para outro nível superior. Então, após iniciado, fez total sentido o compromisso em polir a própria pedra bruta conforme os ensinamentos ritualísticos simbólicos e espirituais, encontrados nas dinâmicas das reuniões maçônicas, ordinárias ou extraordinárias, que sempre oportunizam a cada maçom um caminho mais rápido para a construção do Templo individual, justo e perfeito, orientado sob constante ligação ao Grande Arquiteto do Universo.</p>
<p>Na obra literária intitulada “Grau do Aprendiz e seus Mistérios”, de autoria de Jorge Adoum, Editora Pensamento, pag. 13/14, temos que <em><i>“O grande objetivo da Maçonaria é o despertar do poder latente que se acha em cada ser, e converter o homem em Deus, consciente de sua divindade sem limitações e dúvidas. O Maçom tem que trabalhar inteligentemente para o bem dos demais. Seu esforço tem que ser dedicado ao progresso universal. Deve ajudar o Grande Arquiteto do Universo em sua Obra. O Maçom deve construir e aprender por suas próprias experiências, sem apoiar-se nos demais; ele tem que dar sempre sem esperar recompensa. O Aprendiz tem o Mestre externo por guia na Senda até encontrar seu próprio Mestre Interno e ver sua própria luz em seu mundo interior. Conhecer a Verdade e praticar a Verdade é o caminho do Maçom e de todos os homens.”</i></em></p>
<p>Com o passar dos anos, ficou claro que o objetivo principal da maçonaria não está nas deliberações da Ordem do Dia, nem mesmo nos jantares ou confraternizações, mas sim no magistério, servindo de escola da virtude e da perfeição. Por esta máxima comecei a perceber o grandioso zelo e a iluminada sabedoria existentes em tudo que envolve as atividades oferecidas pela maçonaria ao iniciado, pois nada é ao acaso ou impensado. Inteligentemente, o magistério tem destaque na programação cronológica das reuniões maçônicas e, sobre estas, passaremos à reflexão.</p>
<p>Nós, maçons, devemos dedicar com zelo e amor, na condução de nossas rotinas diárias, amenizando as ansiedades, prevenindo os embates, iluminando os caminhos com parcimônia e calmaria, o que não é simples de alcançar, sobretudo no mundo moderno. Podemos até dizer que as ansiedades morais e as atribulações emocionais não são patrimônio exclusivo do homem contemporâneo, já que a composição predial atual de uma Loja Maçônica segue a mesma arquitetura adotada há muito tempo, inclusive com a presença do Átrio e de suas mesmas atribuições de purificar os pensamentos e as energias. As vicissitudes da vida, portanto, caminham ao nosso lado até a Sala dos Passos Perdidos, onde se colocam ardentes e desejosas em transpor o Átrio. Avaliando este contexto, percebemos que a Ordem maçônica desenvolveu o Átrio como mecanismo de auxílio à melhor preparação do bem-estar psicológico do maçom.</p>
<p>A dinâmica das reuniões maçônicas foi estabelecida por nossos antepassados, que iluminados estabeleceram foco, em <em><i>prima facie</i></em>, na estabilidade moral, espiritual e emocional do ser humano, inserindo o Átrio como espaço precedente ao Templo, onde ocupamos sob condição de relaxamento mental, de introspecção profunda e de total silêncio, proporcionando um ingresso ao ambiente sagrado, livre de pensamentos mundanos e de ansiedades parasitárias das nossas boas energias, oferecendo ao autoaperfeiçoamento uma mente translúcida e um coração sensível ao bem.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Design-sem-nome-24.png"><img decoding="async" class=" wp-image-83966 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Design-sem-nome-24-200x300.png" alt="" width="228" height="342" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Design-sem-nome-24-200x300.png 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Design-sem-nome-24.png 400w" sizes="(max-width: 228px) 100vw, 228px" /></a>Já no interior do Templo, abrindo ritualisticamente os trabalhos através da entrega espiritual de crença no Grande Arquiteto do Universo, todas as atenções imediatamente se voltam para o exercício mental de transcendência de uma condição existencial profana e material para maçônica e espiritual, em ligação plena à Luz da Virtude Suprema, nos possibilitando alcançar o Sagrado, de modo a construir uma egrégora no Templo sob as energias do verdadeiro amor, estabelecendo em corolário e de fato, a “abertura de uma Loja no Céu”. Neste momento buscamos o Livro da Lei como referência, que a tudo iluminará até o encerramento dos trabalhos. Somente assim conseguimos iniciar uma reunião maçônica, caso contrário, teremos somente uma reunião de profanos ocupando um Templo maçônico.</p>
<p>Seguindo, após este momento de transcendência em ligação plena ao Grande Arquiteto do Universo, nos dedicaremos a resolver os registros de notas relativos à última reunião, tendo como função a revisão e a chancela do próprio registro realizado em ata; também, a recordação dos assuntos recentemente tratados e a sua ciência por aqueles Irmãos, por acaso, faltosos; e, por último, a representação no subconsciente de todos, de um ato formal que passa a estabelecer o foco no presente, por estarem resolvidos os assuntos do passado.</p>
<p>Os trabalhos tomam força e vigor com o início de uma fase administrativa que busca conhecer os assuntos que deverão ser colocados sob a apreciação e a deliberação dos presentes, ocorrendo através da verificação de correspondências de expedientes administrativos, recebidas e enviadas, inclusive, daquelas recolhidas durante os trabalhos pelo Mestre de Cerimônia, com o fito de amealhar propostas e informações. Após, finalizando a fase de levantamento de assuntos a serem tratados, dá-se início às manifestações e deliberações, que ocorrem através da Ordem do Dia, salvo prévio Escrutínio, se porventura, houver sindicâncias pendentes de deliberação.</p>
<p>A Ordem do Dia é também um importantíssimo momento em que somos experimentados como ferramentas a operar na Obra do Divino e sob a Sua vontade. As nossas manifestações e deliberações, devem ser guiadas por influência do Grande Arquiteto do Universo. De regra, todos os presentes apreciarão os assuntos pendentes de deliberação, tendo direito de expressar e votar, sendo em muitas oportunidades tratados temas urgentes, sensíveis e importantes, às vezes exigindo uma abordagem pragmática, o que poderá até gerar efeito sísmico na linha de espiritualidade comum e necessária à reunião maçônica. Portanto, esta fase que se inicia com o levantamento dos assuntos pendentes é finalizada mediante suas apreciações e deliberações, que de forma inteligente e proposital, foi incluída no início dos trabalhos, devendo ocupar a reunião maçônica apenas neste momento.</p>
<p>Com o encerramento da Ordem do Dia, os trabalhos se voltam à última fase da reunião e a partir desse momento a dinâmica dos trabalhos passa a desenvolver atos e comportamentos que a todo momento estimulam o aperfeiçoamento individual e a fraternidade entre os Irmãos, sendo em muitos ritos o momento apropriado para receber os visitantes e as Autoridades Maçônicas.</p>
<p>Dá-se, então, continuidade à reunião após o ingresso de visitantes — se for o caso —, passando ao novo momento que será abrilhantado pelo estudo. O Tempo de Estudos, que de regra é realizado dentro do período de ¼ de hora, autoriza a reflexão sobre qualquer tema, desde que não fira a individualidade dos pensamentos e das ideias, fazendo-nos imergir em conhecimentos diversos que deveras agigantam a nossa bagagem cultural, social, científica, moral, emocional, espiritual, ritualística. Desta forma, a reunião dá o primeiro passo rumo ao seu encerramento, trabalhando a garantia da plena estabilidade e conforto, moral e espiritual, dos presentes, proporcionando crescimento e fraternidade.</p>
<p>Tomados pela maravilhosa energia dessa nova fase, a seguir nos é oportunizado o momento de doação através do Tronco de Solidariedade, de Benevolência ou de qualquer outra denominação correlata adotada por cada instituição maçônica, através do qual, mais importante que a doação, é submeter frequentemente e didaticamente o maçom à experiência existencial do ato de doar, de desapego, de beneficência. É um momento no qual além do magnífico resultado próprio da “doação”, conseguiremos também — na reunião que se desenvolve — experimentar o resultado espiritual de “viver em doação,” podendo ser mais gratificante ao doador que ao socorrido. Portanto, temos que perceber que a dinâmica da Sessão Maçônica, não foi idealizada somente para deliberação, mas principalmente para o aperfeiçoamento do ser humano.</p>
<p>Satisfeito o momento do Tronco é chegada a oportunidade de apresentarmos palavras ao engrandecimento e a bem da Ordem Maçônica e ao engrandecimento e a bem de todos os Irmãos. Aquele de nós que pede permissão para falar e levantando profere palavras ásperas, ofensivas, deletérias, dentre outras possíveis negatividades, é um obreiro que apesar de iniciado demonstra dificuldade em ver a Luz. Podendo ser um Irmão que não se dedicou a transcender da matéria em ligação plena ao Grande Arquiteto do Universo, por isso, não conseguindo amar e respeitar a Ordem Maçônica, bem como, os seus Irmãos. Podendo ser talvez, ainda, um IGNORANTE que não foi instruído, que não estudou, que não estuda e que talvez nunca estudará, e, por isso, amealhando conhecimentos superficiais, desconhece totalmente o que este meio espera e pode proporcionar ao mesmo, não compreendendo a nobreza e a espiritualidade latente no ambiente em que está inserido e na reunião ritualística que exige uma compostura nobre, discreta e elevada.</p>
<p>O momento de expressarmos a bem da Ordem em Geral e do quadro em particular, é um momento de dizermos palavras iluminadas, para tudo e para todos, é o momento de engrandecermos o ambiente através da elevação energética alavancada por iluminadas manifestações, inclusive, engrandecendo nós mesmos pelo poder do amor que praticamos através do amor falado que deve saltar dos nossos corações em direção ao mundo. Por esta capacidade de sermos amor pelas palavras, acabamos por efetivamente praticar o amor, assim, abraçando todos e sendo abraçados por todos, envolvidos pelo poder da virtude emanada pelo Grande Arquiteto do Universo. Desta maneira, a palavra sempre será AO BEM DA ORDEM EM GERAL E AO BEM DO QUADRO EM PARTICULAR.</p>
<p>Neste momento a ritualística nos faz seres iluminados, quando nos oportuniza experimentar a explicitude do amor ao próximo através das manifestações dos nossos reconhecimentos, das nossas gratidões e das nossas intenções, e o resultado disto em nós, não tem preço.</p>
<p>Não esqueço dos discursos de outrora, numa época em que encharcados de amor, de espiritualidade e de força, homens cultos e homens simples, iniciados, faziam ressoar com todas as forças dos pulmões e dos corações, verdadeiras arpas sagradas aos corações sensíveis ao bem. Temos que devolver à Maçonaria mundial, aos Obreiros e a nós mesmos, a consciência de que uma Sessão Maçônica é palco para líderes benfazejos, que espiritualizados e energizados, declaram e trabalham na Terra sob uma Loja “aberta no céu”.</p>
<p>Por fim, após as conclusões por quem de direito, ocorre a finalização de uma homilia na qual tudo é consagrado ao Grande Arquiteto do Universo, realizando sob o olhar atendo do Pavilhão Nacional, com extremo respeito, o fechamento do Livro da Lei que representa uma grande Luz para todos nós iniciados. Após, declarando encerrados os trabalhos, a saída do ambiente interno do Templo ocorre de maneira respeitosa e orientada, tendo os corações repletos de amor e de paz.</p>
<p>A reunião ritualística é muito mais que apenas um momento para deliberação de assuntos pendentes, sobretudo, é a única oportunidade ofertada pela instituição para compartilharmos o alimento salutar e sagrado que enobrece a alma e possibilita o autoaperfeiçoamento, e por isto, todos devemos mergulhar nos estudos da ritualística que nos conduz com firmeza ao sucesso das nossas aspirações maçônicas, para tanto, é imprescindível que defendamos com todas as nossas forças a realização de nossas reuniões através da serenidade, do compromisso e da entrega à ritualística.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como desenvolver estratégias para um planejamento maçônico</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/como-desenvolver-estrategias-para-um-planejamento-maconico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rivaldo Frias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Oct 2024 11:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rivaldo Frias dos Santos (*)   “Planejar é decidir antecipadamente o que deve ser feito, ou seja, um plano e uma linha de ação preestabelecida” Willian Newman &#160; Na condição de administrador de banco público, sempre procurei, por onde passei, implantar um planejamento estratégico com possíveis resultados satisfatórios para a empresa. Essa experiência &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Rivaldo Frias dos Santos (*)</p></blockquote>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: right;"><em>“Planejar é decidir antecipadamente o que deve ser feito, ou seja, um plano e uma linha de ação preestabelecida”</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Willian Newman</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>a condição de administrador de banco público, sempre procurei, por onde passei, implantar um planejamento estratégico com possíveis resultados satisfatórios para a empresa. Essa experiência resolvi trazer para a Maçonaria.</p>
<p>Nosso primeiro contato com planejamento maçônico, ocorreu no ano de 2005 quando fui eleito venerável mestre da Loja Maçônica Professor José de Alencar Cardoso, Oriente de Aracaju. Visando atender à necessidade dos trabalhos maçônicos e sociais da comunidade carente do bairro, elaboramos um planejamento que atendesse aos anseios da Maçonaria e dos irmãos, não somente dentro como fora da loja.</p>
<p>Nesse sentido, com a ajuda de todos os obreiros e da entidade para-maçônica APAC, na época administrada pela minha esposa, procuramos atender à comunidade carente do bairro com as feiras-livres,  com  distribuição de cestas básicas, roupas, eletrodomésticos e até livros para as crianças carentes do bairro, partindo da premissa de ser a Maçonaria uma instituição progressista e, consequentemente, visando o aprimoramento intelectual e moral do homem, atualizando-o nos vários ramos do conhecimento humano. Para alcançar a esses objetivos criamos programas de orientação e atualização maçônica através de apostilas, de seminários e encontros de mestres obreiros regulares de nossa loja.</p>
<p>Mais de vinte anos transcorreram e neste intervalo de tempo tivemos profundas modificações mundiais, resultantes, de pelo mínimo, da quantiplicação do conhecimento científico produzindo profundas e irreversíveis conquistas da tecnologia e, naturalmente, com reflexos na economia e sua projeção em todos os vetores sociais, modificando e ocasionando novos enfoque vivenciais.</p>
<figure id="attachment_81567" aria-describedby="caption-attachment-81567" style="width: 332px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/eye-8450218_1280.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-81567" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/eye-8450218_1280-300x225.jpg" alt="" width="332" height="249" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/eye-8450218_1280-300x225.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/eye-8450218_1280-1024x768.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/eye-8450218_1280-768x576.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/eye-8450218_1280.jpg 1280w" sizes="(max-width: 332px) 100vw, 332px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81567" class="wp-caption-text">O olho que tudo vê Imgem: Pixabay</figcaption></figure>
<p>Como podemos verificar, o planejamento em apreço está decalcado numa historiografia do passado, bem como em muitos conceitos já ultrapassados devido à grande literatura ou paraliteratura maçônica existente à disposição dos maçons modernos; que trazem alguns vícios do passado na modernidade do presente, avançando a velocidades supersônicas para o futuro; tornando clara a necessidade de prepararmos-nos para o porvir anunciado pelos computadores, pela biotecnologia, pela globalização da economia, das comunicações aproximando os povos para a totalização social, enquanto nós permanecemos divididos em regulares e irregulares; demonstrando o atraso social da Maçonaria nas suas concepções virtuais arcaicas em contraste com as idéias para o terceiro milênio, cujos profetas vislumbram uma série de novos avanços tecnológicos e suas consequências positivas e negativas.</p>
<p>Filósofos e vários especialistas fazem previsões do mundo futuro influenciados pela situação atual, onde, até o homem passa a ter um valor econômico pelas suas características de polivalência e transdisciplinaridade, sendo capazes de adaptar-se com facilidade às novas tecnologias, às novas condições ambientais. E, também, desenvolver lideranças efetivas, usar a informática e a internet, a televisão, o computador e celulares para obter respostas rápidas, bem como adotar um sistema eficaz de comunicação digital feita por meios de canais como e-mails, redes sociais, podcast, vídeos chamadas, blogs, sites, aplicativos de imagens instantâneas, entre outros. Mas, sobretudo, conhecer e praticar o planejamento estratégico com metas bem definidas, objetivos e espírito criativo.</p>
<p>É fácil notar a tendência dominante com o homem social, produtivo economicamente, voltado para a conquista do meio exterior, em detrimento de sua humanidade, como ser espiritual e eterno, preocupação real da Maçonaria bem explicitada em suas definições e princípios, cuja essência está na pergunta do telhamento:</p>
<p>— O que vindes aqui fazer?</p>
<p>— Vencer minhas paixões e fazer novos progressos na Maçonaria.</p>
<p>Temos lido inumeráveis livros, revistas maçônicas nas quais ao lado de poucos artigos com bons ensinamentos, encontramos uma maioria de trabalhos repetidos ou sem qualquer conteúdo veraz, e educativo. Porém não me recordo de nada ter visto sobre as paixões que, pelas proposições acima, constituem uma das razões da Maçonaria.</p>
<p>Sabemos quase de forma intuitiva o significado delas, porém não dentro de uma teoria de conhecimento, para a qual paixão é o sentimento ou emoção levado a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão. Descartes, por sua vez, dizia: “ser todo o pensamento que é excitado na alma sem o socorro da vontade, unicamente pelas impressões existentes no cérebro”. Todavia, ele destaca que o termo “paixão” designa, sobretudo, as emoções, e cita seis formas fundamentais: admiração, amor, ódio, desejo, alegria e tristeza, que são, no fundo, reações afetivas do indivíduo a certos objetos e repercutem nas necessidades e nas tendências.</p>
<p>Para todos os moralistas do século XXI, as paixões designam os “apetites” do ser vivo. Ribot ligava paixão à emoção dizendo ser ela uma emoção prolongada que, de certa forma, passou ao estado crônico. Kant, talvez, estava certo ao dizer: “A emoção atua como as águas que rompem um dique, a paixão como uma torrente que cava seu leito cada vez mais profundamente”. Ela é um sentimento que se tornou tirânico, exclusivo. A paixão é a polarização do psiquismo num único objeto excluindo todos os outros. Ela é uma perturbação do sentimento. Aos olhos do apaixonado, apenas um tema é valorizado: o amor por alguém, o acúmulo de bens materiais, o dinheiro, a conquista ou manutenção do poder.</p>
<p>Portanto a paixão é uma forma de desequilíbrio psíquico, uma verdadeira alienação, pois até certo ponto ela é uma paranoia sem os delírios sistematizados.</p>
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<p>Entretanto fica no ar a pergunta:</p>
<p>— Como dominar nossas paixões?</p>
<p>Citando Spinoza: “Uma inclinação que é uma paixão, deixa de sê-lo assim que dela formamos uma idéia clara e distinta”.</p>

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<p>Logicamente, não nos caberá pensar na formação do homem cifrão, pois ele é de interesse social e material como produtor e consumidor, cabendo a sua preparação à própria sociedade profana, ficando a nós a formação do homem eterno e humanizado e espiritualizado. Para esse objetivo é óbvio o fracasso da atual temática maçônica mais centrada no culto dos heróis revolucionários resultante do predomínio da historiografia apresentada em livros, palestras e discussões como as previstas no planejamento anexo feito em outra época. Isso implica em modificações radicais nos assuntos apresentados em lojas, porquanto somente nas religiões e nos ensinos filosóficos vamos encontrar a eternidade do homem transformado, para nós, em explicações simbólicas e/ou ritualísticas. Porém unicamente a ritualística rotineira, monótona e imposta autocraticamente, causa cansaço e desinteresse.</p>
<p>Todo planejamento deve ser passado por um prisma de bom senso, desdobrando-o nas várias raias coloridas de ensinamentos que, lentamente, irão dando idéias claras de nossas paixões, trazendo-nos não só o equilíbrio, mas até a felicidade que tanto procuramos nos bens materiais, mas ela é uma conquista da alma.</p>
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<p>_________________</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p><strong>Castelanni, José</strong> – “A Maçonaria Moderna Edit. A gazeta Maçônica- São Paulo, 1986;</p>
<p><b>                          </b> – Loja de Pesquisas Maçônicas, “Brasil” – Londrina 1989;</p>
<p>&nbsp;</p>
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