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	<title>Arquivo para reportagem - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 31 Jul 2025 22:05:56 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A agonia da grande reportagem</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-agonia-da-grande-reportagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2025 22:05:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mídia, Cultura e Ebulições]]></category>
		<category><![CDATA[amigo]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
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		<category><![CDATA[Joel Silveira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luciano Correia (*) &#160; No mundo inteiro o jornalismo vive uma fase de precarização, dos salários ao faturamento das empresas, perdendo relevância com a substituição do lugar da notícia pelas narrativas, produzidas e turbinadas por gente de fora do circuito, os tais influencers. O problema aqui não é o espírito corporativista contra invasões &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&amp;linkname=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&amp;linkname=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&amp;linkname=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&amp;linkname=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&#038;title=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-agonia-da-grande-reportagem/" data-a2a-title="A agonia da grande reportagem"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luciano Correia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>o mundo inteiro o jornalismo vive uma fase de precarização, dos salários ao faturamento das empresas, perdendo relevância com a substituição do lugar da notícia pelas narrativas, produzidas e turbinadas por gente de fora do circuito, os tais influencers. O problema aqui não é o espírito corporativista contra invasões de terceiros. Influencer, essa categoria amorfa e imprecisa, não tem compromisso com os protocolos do jornalismo, o rigor técnico na apuração dos fatos e uma moral regida pela ética. E se ética parecer um conceito abstrato, vai uma definição de corpus bem conceituado: o código de ética do jornalismo.</p>
<p>Influencer, de maneira geral, nem sabe o que é isso, e está menos ainda preocupado com essa conversa sobre ética, que lhe parece cosmética, perfumaria pura para dourar o discurso do jornalismo chamado de profissional. Jornalista não: pode ser raso na forma e no conteúdo, fraco no texto e medíocre na visão do mundo, mas passou pelo domínio de uma ferramenta tão fabulosa quanto o soro caseiro. Me refiro à linguagem jornalística, esse conjunto de regras simples, portanto não muito complexo, que através de um conceito chamado de lead dá conta da narração de um fato com a integridade mínima para informar num parágrafo de cinco linhas.</p>
<p>Isso nem todos dominam. Os advogados, por exemplo, alguns cultos, intelectuais refinados e muitas vezes oradores brilhantes, nem sempre conseguem dar conta de uma simples notícia factual. O jornalismo mais antigo, de antes do diploma, acusava dezenas e centenas de advogados em redações no país inteiro. Muitos, de fato, dominaram a linguagem objetiva do jornalismo, outros se perdiam numa peroração retórica de textos palavrosos. Ou, como dizia Caetano: demasiadas palavras, fraco impulso de vida.</p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure id="attachment_92202" aria-describedby="caption-attachment-92202" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-92202 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1-300x199.jpeg" alt="Joel Silveira" width="300" height="199" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1-300x199.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1-1024x678.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1-768x509.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1-1536x1018.jpeg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1-310x205.jpeg 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-92202" class="wp-caption-text">Joel Silveira</figcaption></figure>
<p>Essas reflexões me vieram à mente a propósito da exibição, essa semana, na disciplina de Jornalismo Especializado, do documentário Garrafas ao Mar: a Víbora Manda Lembranças, do grande jornalista Geneton Moraes Neto.  O filme é uma robusta aula de Jornalismo, baseada na trajetória daquele que é considerado o maior repórter da história da imprensa no Brasil, Joel Silveira. Para sorte dos sergipanos, tão carentes de homens notáveis, além dos políticos medalhados que frequentam banquetes nos salões da Corte, em Brasília. Joel é nascido em Lagarto, criado em Aracaju, onde viveu até os 18 anos.</p>
<p>O documentário apresenta o resultado de vinte anos de trabalho de Geneton em entrevistas e conversas com Joel, de quem se tornou, além de amigo, parceiro em um livro, pelo menos. A Víbora, apelido dado por Assis Chateaubriand, o todo poderoso dono dos Diários Associados e da Rede Tupi de Televisão, destila sua fumegante verve contra a mediocridade vigente na política, na imprensa e na sociedade de forma geral, contra os defensores da neutralidade jornalística, que Nelson Rodrigues chamou de “idiotas da objetividade”.</p>
<p>Conta, por exemplo, da solidão que sofreu na Aracaju dos anos 80, quando voltou a viver aqui, a convite do governo do Estado, para ocupar a Secretaria da Cultura. Segundo ele, a aridez da cidade era tanta que só tinha uma pessoa com quem podia conversar, o então arcebispo Dom Luciano Cabral Duarte. “Ele era culto, cultíssimo, e a gente tinha um acordo: nem eu falava de mulheres, nem ele falava de Deus”, relembra Joel, que em outras entrevistas confessou que os assuntos discutidos versavam de música (clássica, evidentemente), literatura e filosofia.</p>

			</div></div>
<figure id="attachment_92201" aria-describedby="caption-attachment-92201" style="width: 199px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-92201 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1-199x300.jpeg" alt="Joel Silveira" width="199" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1-199x300.jpeg 199w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1-678x1024.jpeg 678w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1-768x1159.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1-1018x1536.jpeg 1018w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1.jpeg 1060w" sizes="(max-width: 199px) 100vw, 199px" /></a><figcaption id="caption-attachment-92201" class="wp-caption-text">Joel Silveira conversando com Luciano Correia</figcaption></figure>
<p>Formado em jornalismo há pouco tempo, e ainda exercendo minha tola fúria na então alternativa e vibrante Folha da Praia, fiz a besteira que me acompanhou por quase toda minha vida: comprar pra mim a briga dos outros. Do nada, cutuquei a serpente com vara curta e recebi de volta um assustador bilhete, timbrado, com o poderoso nome de Joel Silveira no canto da folha, com a ternura digna da fama: “Você ainda vai engolir esta merda”. Não engoli. Beberrão, como sempre fui, mulherengo, como sempre admirei, aquele homem infinitamente maior do que eu se tornou meu amigo.</p>
<p>Ainda guardo fresca na memória a imagem de um Joel maestro, ouvindo Mozart às quatro da manhã e regendo uma orquestra imaginária no quintal do poeta Amaral Cavalcante. Era minha despedida para uma de minhas diásporas. Ganhei de presente uma fita K-7 de Mozart e a conversa com o maior repórter da imprensa brasileira, entre várias rodadas de uísque. Esse jornalista extraordinário, destemido e desprendido, o sujeito que fez da reportagem jornalística quase uma obra de arte.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A Cultura na encruzilhada</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-cultura-na-encruzilhada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jan 2025 19:03:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mídia, Cultura e Ebulições]]></category>
		<category><![CDATA[conferência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luciano Correia (*) &#160; A edição de 31 de dezembro da Folha de S. Paulo traz uma matéria sobre o que o jornal aponta como “fim da lua de mel” entre o governo e o setor cultural, aludindo a uma imagem de “fim de festa”. A reportagem parte de uma carta publicada pelos &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luciano Correia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> edição de 31 de dezembro da Folha de S. Paulo traz uma matéria sobre o que o jornal aponta como “fim da lua de mel” entre o governo e o setor cultural, aludindo a uma imagem de “fim de festa”. A reportagem parte de uma carta publicada pelos realizadores audiovisuais denunciando uma “falta de rumo na política cinematográfica nacional”. As razões para esse diagnóstico resultam da decisão do governo federal, apresentada numa Medida Provisória, de reduzir os recursos previstos para a Lei Aldir Blanc II, de 3 bilhões anuais para metade desse valor.</p>
<p>Para entender o caso: a Lei Aldir Blanc previa originalmente o repasse de R$ 15 bilhões para o setor artístico, através de depósitos anuais de R$ 3 bilhões até 2027. O Ministério da Cultura explica o corte pela baixa execução dos recursos dos primeiros repasses, de apenas 208 milhões de reais num total de 3 bilhões. E condiciona futuras liberações à execução do que foi pago até agora. Tem razão o Ministério da Cultura, e olhe que esse é um órgão do governo que quase nunca tem razão em quase tudo.</p>
<figure id="attachment_84403" aria-describedby="caption-attachment-84403" style="width: 441px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ministra-margareth-menezes.jpeg"><img decoding="async" class=" wp-image-84403" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ministra-margareth-menezes-300x179.jpeg" alt="" width="441" height="263" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ministra-margareth-menezes-300x179.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ministra-margareth-menezes.jpeg 768w" sizes="(max-width: 441px) 100vw, 441px" /></a><figcaption id="caption-attachment-84403" class="wp-caption-text">Ministra da Cultura, Margareth Menezes Foto: Raffa Neddermeyer/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A não aplicação mostra as fragilidades de um setor que muito berra e pouco trabalha, afinal, não há explicação para que os recursos da União sigam dormitando nas gavetas de estados e municípios. Secretarias, fundações e gente para executá-los é o que nunca faltou. <span class="sigijh_hlt">Agora mesmo a ministra Margareth Menezes exibiu numa entrevista à EBC os fartos números de uma Conferência Nacional de Cultura, gabando-se de ter levado mais de cinco mil delegados ao convescote oficial em Brasília. Pelo visto, a Conferência não serviu pra nada, nem mesmo pra apaziguar os ânimos dos segmentos que agora brandem uma nota pública denunciando o abandono do cinema e audiovisual.</span></p>
<p>Por outro lado, tal como a política cultural do governo Bolsonaro, que substituiu o Ministério por uma Secretaria, dando o tom da importância que essa área tinha no seu governo, o atual Ministério do governo Lula não mudou muita coisa. Com Bolsonaro foi até mais fácil executar a Aldir Blanc I. Como o presidente e toda sua equipe tinham horror à cultura, só promulgou a Lei porque era imposição do Congresso. No seu notório desprezo pelas artes, repassou os recursos e deixou que estados e municípios se virassem para a execução. Quem tinha expertise com leis federais conseguiu fazer da Aldir Blanc um instrumento de política cultural para a população, a exemplo de nossa gestão na Funcaju, com 100% dos recursos aplicados, um dos seis melhores índices em todo o país.</p>
<p>No governo Lula o Congresso também impôs a execução da Paulo Gustavo e das demais edições da Aldir Blanc II, esse assunto de que trata a matéria da Folha. <span class="sigijh_hlt">Mas o Ministério da Cultura de Margareth, aparelhado de cabo a rabo pelos identitários, sob inspiração de Janja da Silva, botou inúmeros bodes na sala, como a exigência de implantação de Plano, Conselho e Fundo Municipal de Cultura.</span> Nós mesmos, como ainda não tínhamos plano nem fundo no município de Aracaju, corremos para aprontar um projeto de lei no apagar das luzes do primeiro semestre, com a Câmara prestes a entrar no recesso junino. Corri aos vereadores e pedi a todas as bancadas o apoio para a aprovação do plano. As animosidades entre Câmara e gestão foram momentaneamente esquecidas e as leis foram aprovadas por unanimidade.</p>
<p>Qual não foi minha surpresa quando, na noite de 10 de junho, véspera do prazo final para municípios se tornarem aptos a receber os recursos, assistimos à ministra Margareth anunciar em suas redes a dilatação do prazo, implicando num adiamento de todo o cronograma de execução das leis. A decisão, conforme eu advertira junto a dezenas de artistas sergipanos, deveria atrasar o repasse dos recursos, o que de fato ocorreu. O pior de uma canetada dessas, além do pouco respeito aos estados e municípios que se esmeram em fazer o dever de casa, é a péssima mensagem que passa para um setor que busca, antes de tudo, por profissionalizar-se. Nem Bolsonaro chegou a tanto. Mas voltarei a esse tema outras vezes. Isso é só uma introdução sobre o relato de uma experiência governamental na área da cultura.<span class="sigijh_hlt"> Temos muito que conversar.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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