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	<title>Arquivo para rato - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 31 Jul 2025 20:25:04 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Série: Brasil — Geopolítica e Diplomacia: O Rato que ruge</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/serie-brasil-geopolitica-e-diplomacia-o-rato-que-ruge/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliano César Faria Souto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2025 17:43:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Empresarial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Juliano César Souto (*) &#160; Tarifaço :  Improvisação ou Estratégia &#160; 1. Um alerta que merece atenção Quando um dos economistas mais técnicos, respeitados e contundentes do Brasil publica um artigo com o título “O Rato que Ruge” — como fez Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central e colunista da Veja — é &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Juliano César Souto (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Tarifaço :  Improvisação ou Estratégia</h3>
<p>&nbsp;</p>
<h4>1. Um alerta que merece atenção</h4>
<p>Quando um dos economistas mais técnicos, respeitados e contundentes do Brasil publica um artigo com o título “O Rato que Ruge” — como fez Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central e colunista da Veja — é sinal de que há algo estruturalmente errado na política externa brasileira. A analogia utilizada por ele, inspirada no romance satírico de 1955, <em>The Mouse That Roared</em>, retrata com precisão o momento atual: um país com sérias vulnerabilidades internas decide provocar uma potência global em busca de dividendos simbólicos.</p>
<h4>2. Entre o rugido e a realidade</h4>
<p>Como já mostramos nos artigos anteriores da série <em>Brasil: Geopolítica e Diplomacia</em>, o país abandonou uma política externa de Estado, substituindo-a por discursos performáticos em organismos multilaterais, alinhamentos ideológicos e gestos improvisados de retaliação simbólica.</p>
<p>A retórica recente de desafio aos EUA, associada à defesa de uma moeda alternativa ao dólar na reunião do BRICS, às ações judiciais do STF contra big techs americanas e à contínua exposição midiática de autoridades brasileiras, compõe o enredo de uma estratégia com claros objetivos de política interna — especialmente para fortalecer a base eleitoral governista às vésperas de um novo ciclo eleitoral.</p>
<h4>2.1 . As isenções que revelam o verdadeiro jogo</h4>
<p>A publicação oficial do Annex I pelo governo americano, que detalha os produtos isentos da sobretaxa de 50%, desmonta a tese de que a retaliação seria apenas um gesto simbólico ou improvisado. Ao contrário, a seleção dos setores isentos revela uma estratégia cuidadosamente calibrada por interesses de Estado — não por impulsos pessoais de governantes.</p>
<p>Entre os<strong> produtos poupados da tarifa estão aeronaves civis, petróleo cru, gás natural, celulose, suco de laranja, fertilizantes, alumina, partes de turbinas e motores, computadores e componentes automotivos.</strong> São todos bens cuja taxação causaria prejuízos também à economia americana, por envolver cadeias de suprimento globais, interdependência empresarial ou pressão de lobbies internos.</p>
<p>Já os <strong>setores mais afetados pela sobretaxa — calçados, têxteis, móveis, carnes processadas, aço e alumínio beneficiados</strong> — correspondem, em sua maioria, a áreas com menor impacto estratégico direto para os EUA e forte peso na geração de empregos e divisas para o Brasil.</p>
<p>Essa seletividade comprova que diplomacia e comércio internacional continuam sendo instrumentos de Estado, orientados por interesses de longo prazo, mesmo sob governos populistas ou imprevisíveis. A retaliação foi milimetricamente construída para punir o Brasil sem penalizar setores sensíveis da economia americana — o que reforça a assimetria de poder e a fragilidade do Brasil ao entrar nessa disputa sem preparo técnico nem base diplomática sólida.</p>
<p>Mais do que a defesa de uma “moeda alternativa ao dólar”, o estopim dessa crise está na crescente hostilidade institucional brasileira contra empresas de tecnologia norte-americanas. As decisões monocráticas do STF, com forte exposição midiática e ameaça de multas bilionárias contra plataformas digitais (as chamadas big techs), geraram forte reação do Congresso e da diplomacia dos EUA, que passaram a tratar o Brasil como país pouco confiável para investimentos em tecnologia e liberdade de expressão.</p>
<p>Ao se posicionar contra as big techs de forma isolada, politizada e sem interlocução diplomática prévia com Washington ou com a OMC, o Brasil criou, com suas próprias mãos, o pavio da retaliação. E, ao manter o tom de confronto nas redes sociais e nas cúpulas multilaterais, deu aos EUA o pretexto necessário para acionar sua máquina tarifária — com impacto direto sobre setores da economia brasileira que nada têm a ver com a briga.</p>
<h4>3. Os riscos de brincar com o tabuleiro global</h4>
<p>A ausência de um embaixador dos EUA no Brasil, o silêncio dos BRICS após a sobretaxa americana e o isolamento crescente do Brasil em fóruns internacionais são sintomas de uma política externa que perdeu rumo, previsibilidade e profissionalismo.</p>
<p>As tarifas impostas por Donald Trump (mesmo que juridicamente frágeis) são politicamente eficazes. Elas reposicionam o Brasil como alvo, não como interlocutor, e tornam ainda mais difícil qualquer negociação bilateral racional.</p>
<h4>4. O teatro como palanque</h4>
<p>A atual estratégia externa parece seguir o roteiro de “The Mouse That Roared”: provocar para capitalizar politicamente a própria fragilidade. Trata-se de transformar o palco internacional em palanque doméstico — e converter tensões econômicas reais em narrativa eleitoral de confronto.</p>
<p>Como alerta Schwartsman: “Pode até fazer sentido, do ponto de vista político, rugir na esperança de dividendos eleitorais em 2026. Mas não há dúvida sobre quem sairá mais machucado nessa pancadaria, por mais estúpida que seja a iniciativa americana.”</p>
<h4>5. Conclusão</h4>
<p>A política externa precisa voltar a ser um instrumento técnico, altivo e estratégico de defesa do interesse nacional. O Brasil não precisa escolher um lado — precisa defender o seu, com coerência, diálogo e visão de longo prazo.</p>
<p>A história já mostrou que provocações simbólicas podem render aplausos passageiros, mas cobram faturas irreparáveis.</p>
<p><strong>“Quando a política externa vira palanque interno, o preço é pago pela sociedade — com juros, correção monetária e décadas de atraso.”</strong></p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h4>Nota explicativa:</h4>
<p>A expressão “O Rato Que Ruge” (The Mouse That Roared) tem origem literária e simbólica: é o título de um romance de 1955, adaptado para o cinema em 1959, protagonizado por Peter Sellers. A trama satiriza um pequeno país fictício, o Grão-Ducado de Fenwick, cuja economia está em colapso. Suas lideranças, ludibriadamente, decidem declarar guerra aos Estados Unidos — esperando perder e receber assim auxílio internacional. Surpreendentemente, acabam vencendo, capturam um cientista com uma arma poderosa e conseguem concessões econômicas e de mercado dos EUA.</p>
<h5>Sentido original da expressão</h5>
<p>A narrativa simboliza um ato teatral de confronto por parte de um ator pequeno, cujas consequências acabam invertendo as expectativas — um gesto grandioso de forma desproporcional, carregado de ironia política.</p>
<h5>Síntese da metáfora original:</h5>
<p>A desproporção entre força real e discurso simbólico revela que, em certas circunstâncias, atores pequenos podem, por acidente ou cálculo, alterar o equilíbrio global — ou se beneficiar da imprevisibilidade das grandes potências.</p>
<h5>Motivação e Reflexo do Pós-Guerra</h5>
<p>O romance é uma resposta direta ao cenário pós-Segunda Guerra Mundial:</p>
<p>Crítica à política externa americana, que premiava inimigos derrotados com reconstrução (Alemanha, Japão).</p>
<p>Ironia sobre a lógica da ajuda externa como mecanismo de controle e influência.</p>
<p>Alusão à guerra fria e ao uso simbólico de conflitos para ganhos estratégicos.</p>
<p>Aplicações e Releituras (1955–2025)</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Citações sobre o tempo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/citacoes-sobre-o-tempo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Apr 2024 09:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por LuizThadeu Nunes (*) &#160; Dias corridos, excesso de afazeres, espiral de compromissos. Todos apressados, eu no meio. Na semana passada, para compromissos profissionais estive quatro dias em Brasília. Uma sucessão de reuniões, inclusive com ministro de Estado e chefes de autarquias. Fui para um curso de capacitação, e para a Marcha de Secretários de &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ias corridos, excesso de afazeres, espiral de compromissos. Todos apressados, eu no meio. Na semana passada, para compromissos profissionais estive quatro dias em Brasília. Uma sucessão de reuniões, inclusive com ministro de Estado e chefes de autarquias. Fui para um curso de capacitação, e para a Marcha de Secretários de Turismo. A Marcha é um encontro anual. Retorno para a Ilha do Amor, com agenda cheia. Reuniões, encontros, simpósios; tudo para ontem. Fecho o dia e já tenho dificuldade em lembrar do que foi tratado nos encontros do dia anterior. Tenho respeito e admiração por quem guarda na memória: nomes, datas, locais e pautas. Desconfio que minha memória está gasta.</p>
<p>Para quem, como eu, que sempre se gabou de ter tempo para tudo, a coisa mudou.</p>
<p>Bastava me programar, que tinha tempo para o que gostava. Grande engano.</p>
<p>Tudo corrido, parece que o tempo acelerou, quando na verdade quem acelerou fui eu. O tempo é o mesmo. O tempo é imutável.</p>
<p>“Viver é algo tão espantoso que sobra pouco tempo para qualquer outra coisa”, escreveu Emily Dickinson.</p>
<p>Ouvi de um amigo sábio: “Você pode ter todo o dinheiro do mundo, mas nunca vai conseguir comprar o tempo. Cada instante vale muito”. Verdade!</p>
<p>Por causa dos compromissos assumidos pelo trabalho, adio o que me dá prazer. Não tenho lido os livros que se avolumam na estante. Não abro a garrafa de vinho que recebo, via Correios, com a assinatura, e que me garante meia dúzia de garrafas/mês.</p>
<p>Não visitei mais amigos queridos e familiares próximos. Semana corrida, chega o final de semana, o corpo pede para ficar em casa, de preferência de bobeira. Roupa gasta, pé no chão, uma rede por perto. Única coisa que não abro mão é de ouvir música, através da Alexa, que está rouca, e segue obediente tocando o que lhe ordeno.</p>
<p>Com as redes sociais ditando nosso dia, vejo mensagem chegando como disparo de metralhadora AK-47.</p>
<p>Não se tem mais sossego. A cada segundo chegam “demandas”, jargão dos novos tempos. Com o smartphone em mãos, fiquei refém de urgências, dos outros.</p>
<p>O tempo ensina que é preciso seguir, amadurecer e se fortalecer. É prudente usar o tempo com sabedoria. Valorizar os momentos, dos mais simples aos mais especiais, em busca de um propósito em tudo o que faz. O tempo não volta! O tempo mostra que as escolhas de hoje agem no futuro e podem mudar toda uma vida. Não despreze o tempo, não deixe para depois. O hoje é tudo o que você tem.</p>
<p>O tempo e a maré não esperam por ninguém. “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”, ensinou José Saramago.</p>
<p>O tempo não para nem volta atrás justamente para que sempre sigamos em frente!</p>
<p>“O tempo é um rato roedor das coisas, que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto”, cito Machado de Assis.</p>
<p>“Não procures esconder nada; o tempo vê, escuta e revela tudo”,  na antiguidade disse Sófocles.</p>
<p>“Chegou um tempo que a vida é uma ordem”, Carlos Drummond de Andrade.</p>
<p>“O Tempo só anda de ida. A gente nasce, cresce, envelhece e morre. É só amarrar o Tempo no Poste”, fico com a singeleza do poeta Manoel de Barros.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>O rato, a ratoeira e o Rio</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-rato-a-ratoeira-e-o-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2018 11:47:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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		<category><![CDATA[Forças Armadas]]></category>
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		<category><![CDATA[vaca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa fazenda, um rato vivia tranquilamente até que um dia o fazendeiro trouxe uma ratoeira e isso o deixou aterrorizado.  No Rio de Janeiro, os bandidos tomaram conta do Estado, diante da inércia de muitos governadores – hoje, um deles, é bandido e está preso &#8211;  até que na sexta-feira passada, o presidente Michel Temer &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">Lá na fazenda, o rato, coitado, saiu para buscar ajuda dos outros bichos,  anunciando que havia uma ratoeira na casa, mas sem sucesso. A vaca, o porco, a galinha, todos diziam que o problema era do rato e não deles. O porco, mais sensível, até prometeu lembrar do rato em suas orações.</p>
<p style="text-align: justify;">A terra de ninguém, em que se transformou o Rio, será problema apenas dos cariocas e fluminenses? Ou, tal qual o rato desnorteado com a ratoeira, todos os brasileiros devem se preocupar com o que pode ocorrer naquela cidade?</p>
<p style="text-align: justify;">Muito provavelmente, os chefes do crime organizado já se organizaram (a redundância é proposital) e já têm diversos planos em mente. As Forças Armadas há tempos já se prepararam para essa empreitada. Qual é o inocente que vai acreditar que a intervenção no Rio foi decidida na madrugada de quinta para sexta-feira? Ela foi anunciada na sexta, isso sim!</p>
<p style="text-align: justify;">Antes da intervenção, o que se viu no Rio de Janeiro e nos demais Estados foram os governantes profissionais de plantão olhando para o próprio umbigo. Sempre se comportaram como a vaca, a galinha e o porco, nem ligando para as preocupações do rato que, nesse caso, somos todos nós.</p>
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<p style="text-align: justify;">Mas e agora?  A história mostra que os governantes nunca estiveram preocupados com o rato,  e mesmo, neste momento, ao ouvirem o estalar da ratoeira colocadas pelas Forças Armadas no Rio de Janeiro, não vão nem querer saber.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante da classe política que temos (e já tivemos), não é difícil imaginar que eles se comportarão tal qual o porco, a galinha e a vaca.</p>
<p style="text-align: justify;">E como na fábula, o desejo é que esses políticos profissionais, em outubro, tenham o mesmo fim do porco, da galinha e da vaca.</p>

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<p style="text-align: justify;">Quer saber o fim dos bichos? Leia a fábula.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://hcroberty.blogspot.com.br/2013/12/a-fabula-do-rato-e-ratoeira.html" target="_blank" rel="noopener">http://hcroberty.blogspot.com.br/2013/12/a-fabula-do-rato-e-ratoeira.html</a></p>
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