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	<title>Arquivo para Primeira República - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Jul 2026 12:32:42 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Degenal de Jesus da Silva – Novas perspectivas históricas sobre a educação na Primeira República a brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 11:37:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; São 512 páginas muito bem escritas, cirurgicamente fundamentadas e ricas em informações sobre um dos períodos históricos mais estudados no campo da historiografia brasileira, sobretudo quando o assunto é instrução escolar, notadamente, pública. Em seu novo livro, A  PRIMEIRA REPÚBLICA E SEUS INVISÍVEIS, o Prof. Dr. Degenal &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fedegenal-de-jesus-da-silva-novas-perspectivas-historicas-sobre-a-educacao-na-primeira-republica-a-brasileira%2F&amp;linkname=Degenal%20de%20Jesus%20da%20Silva%20%E2%80%93%20Novas%20perspectivas%20hist%C3%B3ricas%20sobre%20a%20educa%C3%A7%C3%A3o%20na%20Primeira%20Rep%C3%BAblica%20a%20brasileira" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fedegenal-de-jesus-da-silva-novas-perspectivas-historicas-sobre-a-educacao-na-primeira-republica-a-brasileira%2F&amp;linkname=Degenal%20de%20Jesus%20da%20Silva%20%E2%80%93%20Novas%20perspectivas%20hist%C3%B3ricas%20sobre%20a%20educa%C3%A7%C3%A3o%20na%20Primeira%20Rep%C3%BAblica%20a%20brasileira" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fedegenal-de-jesus-da-silva-novas-perspectivas-historicas-sobre-a-educacao-na-primeira-republica-a-brasileira%2F&amp;linkname=Degenal%20de%20Jesus%20da%20Silva%20%E2%80%93%20Novas%20perspectivas%20hist%C3%B3ricas%20sobre%20a%20educa%C3%A7%C3%A3o%20na%20Primeira%20Rep%C3%BAblica%20a%20brasileira" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fedegenal-de-jesus-da-silva-novas-perspectivas-historicas-sobre-a-educacao-na-primeira-republica-a-brasileira%2F&amp;linkname=Degenal%20de%20Jesus%20da%20Silva%20%E2%80%93%20Novas%20perspectivas%20hist%C3%B3ricas%20sobre%20a%20educa%C3%A7%C3%A3o%20na%20Primeira%20Rep%C3%BAblica%20a%20brasileira" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fedegenal-de-jesus-da-silva-novas-perspectivas-historicas-sobre-a-educacao-na-primeira-republica-a-brasileira%2F&#038;title=Degenal%20de%20Jesus%20da%20Silva%20%E2%80%93%20Novas%20perspectivas%20hist%C3%B3ricas%20sobre%20a%20educa%C3%A7%C3%A3o%20na%20Primeira%20Rep%C3%BAblica%20a%20brasileira" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/edegenal-de-jesus-da-silva-novas-perspectivas-historicas-sobre-a-educacao-na-primeira-republica-a-brasileira/" data-a2a-title="Degenal de Jesus da Silva – Novas perspectivas históricas sobre a educação na Primeira República a brasileira"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>ão 512 páginas muito bem escritas, cirurgicamente fundamentadas e ricas em informações sobre um dos períodos históricos mais estudados no campo da historiografia brasileira, sobretudo quando o assunto é instrução escolar, notadamente, pública. Em seu novo livro, A  PRIMEIRA REPÚBLICA E SEUS INVISÍVEIS, o <strong><b>Prof. Dr. Degenal de Jesus da Silva</b></strong> foca a sua atenção, desta feita, nos trabalhadores e em outros grupos sociais na busca por reconhecimento nas festas cívicas do Brasil (1890-1930).</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<blockquote><p>Natural de Aracaju (em 18 de dezembro de 1982), é filho de Reinaldo Gomes da Silva (in memoriam) e Rita Francisca de Jesus. Fez toda a sua formação básica em Lagarto, como aluno da rede pública municipal e do antigo CEFET (atualmente, Instituto Federal de Sergipe – IFS). Notabilizou-se por sua dedicação aos estudos, dono de uma lhaneza sem igual e de uma capacidade toda singular de se comunicar e de expressar suas ideias, seja oralmente, seja por escrito.</p></blockquote>

			</div></div>
<p>Tive a satisfação de ser seu professor em três oportunidades diferentes. Primeiro, no Ensino Fundamental, em Lagarto, no Colégio Municipal Frei Cristóvão de Santo Hilário. Depois, no Curso de Licenciatura em História da Faculdade José Augusto Vieira, entre os anos de 2004 e 2009, também em Lagarto. Ali, pude testemunhar seu crescimento e amadurecimento intelectual. Na FJAV, esteve aos cuidados do Prof. Dr. Magno Francisco de Jesus, que o encaminhou à pesquisa sobre História da Educação.</p>
<p>Aliás, em 2024, Magno Francisco, eu, Degenal e o professor João Paulo Gama, organizamos e publicamos o livro “<em><i>Temas de História da Educação no Brasil</i></em>”, que além de contar com textos de nossa autoria, teve a participação de inúmeros pesquisadores de algumas partes do país, a exemplo de São Paulo, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Pernambuco e Pará. É comercializado nacionalmente pelas principais plataformas.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Dionisio-Republicano.webp"><img decoding="async" class=" wp-image-99790 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Dionisio-Republicano-209x300.webp" alt="" width="174" height="249" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Dionisio-Republicano-209x300.webp 209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Dionisio-Republicano.webp 348w" sizes="(max-width: 174px) 100vw, 174px" /></a>Mais tarde, a vida tornou a me presentear com a sua convivência, desta feita como seu orientador no Mestrado em História da Universidade Federal de Sergipe, quando, em 2015, defendeu com galhardia a dissertação <strong><b>Dionísio Republicano: as Festas dos Grupos Escolares Sergipanos e os Outros Olhares (1911-1930)</b></strong>. Em 2021, a pesquisa foi publicada em formato de livro, o qual tive a honra de apresentar. Neste trabalho, Degenal pontuou sua contribuição no campo da historiografia sergipana e alçou voos ainda maiores.</p>
<p>É especialista em História do Brasil pela Faculdade PIO X (2012) e doutor em História pela Universidade Federal  de Juiz de Fora (2025), tendo sido orientado pela Profª Drª Cláudia Viscari. Nesta instituição, esteve plenamente envolvido nas atividades do grupo de pesquisa do Laboratório de História e Política Social, sob a coordenação do Prof. Dr. Odilon Caldeira Neto. Foi ali que ele gestou o livro que ora apresento, mote da apresentação do presente texto.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/A-Primeira-Republica-e-os-seus-invisiveis.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-99789 aligncenter" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/A-Primeira-Republica-e-os-seus-invisiveis-203x300.jpg" alt="" width="231" height="341" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/A-Primeira-Republica-e-os-seus-invisiveis-203x300.jpg 203w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/A-Primeira-Republica-e-os-seus-invisiveis.jpg 675w" sizes="(max-width: 231px) 100vw, 231px" /></a></p>
<p>Dividido em sete capítulos, A PRIMEIRA REPÚBLICA E SEUS INVISÍVEIS se propõe a analisar a dinâmica social que emergiu com a Proclamação da República no Brasil, tendo como aporte investigativo e lugar de investigação as festas institucionalizadas pelo novo regime, de modo particular as festas cívicas (de que ele já havia tratado tão bem no primeiro livro). Para tanto, vale-se de um conceito muito importante, qual seja o da invisibilidade social dos grupos subalternos e alijados pelo Estado da noção e projeto de pátria, nação, sociedade, entre outros.</p>
<p>Polígrafo, sem ser divagante, erudido sem ser chato e enfadonho, ou mesmo cabotino, Degenal de Jesus da Silva atravessa o período que vai do ano de 1890 a 1930, em seu  A PRIMEIRA REPÚBLICA E SEUS INVISÍVEIS, dando conta de deslindar seu objeto de pesquisa de forma muito pertinente e eficiente, valendo-se da discussão sobre as festas cívicas daquele Brasil, das festas cívicas em Sergipe, apurando a sua lente para os grupos escolares da época de Graccho Cardoso.</p>
<p>O livro é um deleite para quem se aventura a lê-lo, pois há que se ter fôlego para a empreitada. Mas, Degenal colabora em muito, com uma escrita objetiva, analítica é bem verdade, e ao mesmo tempo fluida, capaz de prender a atenção do leitor, seja ele interessado na temática, acadêmico ou até mesmo não necessariamente desse matiz. A obra é ilustrada com imagens, fontes jornalísticas e também tabelas, que ajudam em sua compreensão.</p>

			</div></div>
<p>Nós agradecemos ao jovem Prof. Dr. Degenal de Jesus da Silva, que de forma tão honrosa nos representa muito bem na seara dos estudos sobre História da Educação no Brasil e em Sergipe. Seu novo livro, sem sombra de dúvidas, não demorará muito para estar entre os mais importantes dos últimos anos, sobre o assunto ao qual ele se propôs a debater e provocar novas investidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O PROBLEMA NÃO É BRASÍLIA, É A AVENIDA PAULISTA!</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-problema-nao-e-brasilia-e-a-avenida-paulista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2019 12:19:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Emerson Sousa (*) Tornou-se popular, desde as manifestações de 2013, a proposição “Mais Brasil, menos Brasília!”. A ideia aí subjacente é a de que o principal entrave ao desenvolvimento do país estaria na estrutura político-burocrática que reside na capital nacional e que, em se reduzindo essa presença, o alcance da sustentabilidade econômica seria apenas &#8230;</p>
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<figure id="attachment_16764" aria-describedby="caption-attachment-16764" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/economia-herética.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16764 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/economia-herética-300x132.png" alt="" width="300" height="132" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/economia-herética-300x132.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/economia-herética-768x338.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/economia-herética-1024x450.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/economia-herética.png 1096w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-16764" class="wp-caption-text">Economia Herética</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Tornou-se popular, desde as manifestações de 2013, a proposição “Mais Brasil, menos Brasília!”. A ideia aí subjacente é a de que o principal entrave ao desenvolvimento do país estaria na estrutura político-burocrática que reside na capital nacional e que, em se reduzindo essa presença, o alcance da sustentabilidade econômica seria apenas uma questão de tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, caso se joguem luzes na história econômica do país, há de se ver que talvez o problema não esteja no Planalto Central, mas se localize em latitudes mais subtropicais. Para ser mais preciso, os problemas da nossa estrutura produtiva provavelmente tenham suas origens na região da avenida Paulista.</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">Antes de qualquer coisa, é preciso ressaltar que não se quer aqui estigmatizar as pessoas que transitam ou se alojam na centenária via pública. Apenas se deseja dar um posicionamento geográfico ao conjunto de percepções, ideias e interesses que, dos mais diversos modos, condicionam as relações sociais de produção em todo o país.</p>
<p style="text-align: justify;">A gênese da lógica que sustenta o presente argumento está no papel assumido pelo Brasil no contexto da divisão internacional do trabalho. Desde o século XVI, a economia brasileira sempre foi destinada a atender a demanda das nações centrais por produtos primários.</p>

			</div></div>
<p style="text-align: justify;">Tanto é assim que se é possível separar a história do país a partir dos <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.todamateria.com.br/ciclos-economicos-do-brasil/">ciclos desses mesmos itens</a>.</span> Primeiro foi o açúcar, depois o café, o ouro e as pedras preciosas, a borracha e, atualmente, o minério de ferro e os grãos de soja.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse cenário, as localidades que serviram de mediação entre as áreas de produção e a metrópole, exercendo o controle político-econômico desse processo em nome dos países centrais; cidades tais como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, sempre foram a mais perfeita tradução dos interesses externos presentes nestas terras.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>PAULISTA E O INTERESSE DO CAPITAL FINANCEIRO</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Nos dias atuais, dado o seu grau de centralidade em serviços financeiros, é na capital paulista que se localiza o nódulo principal do capitalismo brasileiro e, consequentemente, esse se organiza no sentido de ser apenas um fornecedor de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.significados.com.br/commodities/"><em>commodities</em></a></span>, sendo a avenida Paulista o mais acabado símbolo dessa trajetória.</p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, essa composição organizativa afeiçoa toda a estrutura produtiva do país a partir desse mesmo molde, não permitindo a emergência de paradigmas de desenvolvimento que destoem dessa lógica, haja vista representarem riscos reais e imediatos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ocorre que tal fenômeno, que já foi hegemônico na Primeira República (1889-1930), perdendo muito do seu ímpeto nos 50 anos seguintes, vem recuperando suas forças desde o início da década de 1980.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa época em diante, o Brasil vem sistematicamente diminuindo a participação da indústria em seu produto e aumentando o peso dos produtos básicos em sua pauta de exportações.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulatinamente, todo um parque industrial formado entre 1930 e 1980, foi desmontado enquanto o agronegócio exportador – externamente dependente de insumos e maquinário – vem se tornado o principal dínamo da economia brasileira. E tudo isso sempre com o beneplácito da banca sediada na avenida Paulista.</p>
<p style="text-align: justify;">Para que isso ocorra, a Paulista vem modificando o arcabouço coordenativo da economia brasileira, de modo mais intenso, desde a posse de Fernando Collor na Presidência República e persistindo, em graus diferenciados, até o mandato Bolsonaro.</p>
<p style="text-align: justify;">Abertura comercial e financeira, desvinculação de receitas da União, tripé macroeconômico, desonerações de exportações, reformulação das leis trabalhistas, teto de gastos e reformas da previdência são medidas que atendem aos imperativos da  avenida Paulista em seu projeto de um Brasil potência primário-exportadora.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão é que essa realidade requer um país primarizado, com atividades de baixos níveis de produtividade e de pouco valor agregado, além de totalmente dependente. Com o agravante de o Brasil ser uma nação de quase 210 milhões de habitantes, dimensões continentais e iníquos níveis das mais sortidas desigualdades.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>BRASÍLIA: UMA ARENA POLÍTICA</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, Brasília sempre foi mais um espaço de enfrentamento desses ditames do que de atrapalho para o país. Pois é na capital federal que o Brasil consegue debater de modo democrático sobre os seus problemas. Não é à toa que foi lá que se gestou a mais cidadã de nossas Constituições, em 1988.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi em Brasília, dentre outras coisas, que se criou os fundos constitucionais e as superintendências de desenvolvimento. Foi de lá que saiu o comando para iniciativas como a Zona Franca de Manaus ou a aposentadoria rural, coisas que muito dificilmente teriam guarida na avenida Paulista.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se olha para a história do Brasil, fica nítido que o país apenas se desenvolveu de modo consistente nos momentos em que os seus interesses se afastaram da Paulista e, coincidentemente ou não, se aproximaram de Brasília.</p>
<p style="text-align: justify;">Sob a óptica aqui defendida, a avenida Paulista tão somente é uma sala corporativa de comando, ao passo em que a estrutura política à disposição em Brasília a transforma numa arena de diálogos entre os mais diversos cantos do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, é preciso rever esse preconceito com a capital federal e entender que o desenvolvimento social é mais um fenômeno político do que puramente econômico e que é melhor alcançado quando discutido num ambiente em que todos são ouvidos, o que só pode ocorrer mais facilmente em Brasília do que na avenida Paulista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(*)</strong> Emerson Sousa – Mestre em Economia pelo NUPEC/UFS e doutorando em Administração pelo NPGA/UFBA</p>
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