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	<title>Arquivo para praç.a do Jansen - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Nem tudo está perdido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2026 14:22:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Domingo, 16 de agosto. Final de tarde. Após dia quente, normal na Ilha do Amor, recebi mensagem de Rodrigo, meu filho, dizendo que estava a caminho, para nos encontrarmos na praça da Lagoa da Jansen, que fica em frente ao meu condomínio. Desço e encontro: Ana &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fnem-tudo-esta-perdido%2F&amp;linkname=Nem%20tudo%20est%C3%A1%20perdido" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fnem-tudo-esta-perdido%2F&amp;linkname=Nem%20tudo%20est%C3%A1%20perdido" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fnem-tudo-esta-perdido%2F&amp;linkname=Nem%20tudo%20est%C3%A1%20perdido" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fnem-tudo-esta-perdido%2F&amp;linkname=Nem%20tudo%20est%C3%A1%20perdido" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fnem-tudo-esta-perdido%2F&#038;title=Nem%20tudo%20est%C3%A1%20perdido" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/nem-tudo-esta-perdido/" data-a2a-title="Nem tudo está perdido"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>omingo, 16 de agosto. Final de tarde. Após dia quente, normal na Ilha do Amor, recebi mensagem de Rodrigo, meu filho, dizendo que estava a caminho, para nos encontrarmos na praça da Lagoa da Jansen, que fica em frente ao meu condomínio.</p>
<p>Desço e encontro: Ana Paula, Rodrigo e Heitor, neto querido de um ano e meio, que está começando a andar e precisa de espaço. A praça é território da alegria. Quando arrefece o calor, é na praça que pais levam filhos e tutores seus pets. Algazarra garantida. Crianças e adolescentes com suas bicicletas, patinetes motorizados, patins, skates. Cuidado redobrado com Heitor, que corre ziguezagueado, sem medo do seu entorno. Em uma cidade carente de praças e áreas verdes, tenho o privilégio de morar em frente a um espaço razoavelmente bem cuidado pelo poder público. Não conheço nenhuma praça em São Luís que seja lavada regularmente pela prefeitura como a da Lagoa da Jansen. Além de policiada.</p>
<p>Acomodado no banco, eis que, de repente, um garoto, de no máximo 12 anos, passa em alta velocidade em sua bicicleta. Um aparelho celular cai. Ana Paula apanha o aparelho e chama o menino, para informá-lo de que deixara o celular para trás. O garoto acelerou; perdemo-lo de vista.</p>
<p>Logo em seguida, outro garoto, agora mais devagar, se aproxima. Pergunto se ele conhecia o garoto que havia deixado o celular que caiu. “Sim”, respondeu ele. Ana Paula entrega-lhe o aparelho.</p>
<p>Não demorou muito, o primeiro garoto retornou com o celular em mãos. “Vocês passaram no teste”, diz ele. “Que teste?”, pergunto.</p>
<p>“Nós estamos fazendo um experimento, deixamos o celular cair de propósito para saber se vão nos devolver”, diz ele e completa: “O celular é só a carcaça, não funciona”. E sai em nova disparada.</p>
<p>Fiquei surpreso e intrigado. Não sei o nome do garoto. Não sei se o teste é para um estudo sobre honestidade ou para fazer uma estatística sobre quem devolve ou não o aparelho de celular. Quem sabe, um trabalho para a escola.</p>
<p>Testes de honestidade em praças públicas são experimentos sociais comuns na internet e nas TVs. Neles, criadores de conteúdo deixam objetos de valor (como celulares, carteiras ou notebooks) sozinhos em bancos de praças e calçadões para gravar a reação dos pedestres com câmeras escondidas. A maioria das pessoas costuma ignorar o objeto ou devolvê-lo.</p>
<p>Geralmente, alguém finge deixar cair dinheiro ou uma carteira no chão da praça.</p>
<p>Um item caro, como um notebook ou celular, fica sobre um banco sem vigilância aparente. Uma equipe grava de longe para ver se quem passa devolve o item ou tenta furtar. Em muitos vídeos, pessoas devolvem o item perdido ou avisam o dono, surpreendendo quem duvidava da bondade alheia.</p>
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<p>A honestidade mora nas pequenas coisas do dia a dia, como devolver um troco errado na padaria ou falar a verdade quando ninguém está olhando. Ela parece fora de moda, mas é o fio invisível que segura a vida em paz. Ser honesto dá leveza à vida. São exemplos de civilidade, tão fora de moda atualmente.</p>

			</div></div>
<p>Recentemente, ao abrir a porta do apartamento, deparei-me com Josi, empregada dos vizinhos. Ela contava para a zeladora do prédio, Nilde, a angústia que passou até devolver uma quantia que depositaram indevidamente em sua conta, através de um Pix. “Enquanto não devolvi o dinheiro, não sosseguei”, disse Josi aliviada. “O dinheiro não era meu”.</p>
<p>São exemplos como o de Josi que provam que nem tudo está perdido. Certamente, esse dinheiro seria útil a Josi, mas ela preferiu devolver.</p>
<p>Fico feliz que o mundo que Heitor está conhecendo tenha gente honesta e ética.</p>
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