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	<title>Arquivo para posses - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>O menino antigo drummondiano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Oct 2021 09:00:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Livro velhinho, ultrajado pelo tempo, datado dos idos de 1973. Capa verde, rasgada na lombada, mas com um grande detalhe. Autor: Carlos Drummond de Andrade. Não tem como não ler, desse jeito. Título: Menino Antigo. Uma espécie de continuação de Boitempo I &#8211; Memória e base para o Boitempo III &#8211; Esquecer para lembrar. Hospedeiro incógnito é o Drummond das &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-menino-antigo-drummondiano%2F&amp;linkname=O%C2%A0menino%20antigo%20drummondiano" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-menino-antigo-drummondiano%2F&amp;linkname=O%C2%A0menino%20antigo%20drummondiano" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-menino-antigo-drummondiano%2F&amp;linkname=O%C2%A0menino%20antigo%20drummondiano" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-menino-antigo-drummondiano%2F&amp;linkname=O%C2%A0menino%20antigo%20drummondiano" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-menino-antigo-drummondiano%2F&#038;title=O%C2%A0menino%20antigo%20drummondiano" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-menino-antigo-drummondiano/" data-a2a-title="O menino antigo drummondiano"></a></p><figure id="attachment_25901" aria-describedby="caption-attachment-25901" style="width: 221px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-25901" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg" alt="" width="221" height="216" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg 409w" sizes="(max-width: 221px) 100vw, 221px" /></a><figcaption id="caption-attachment-25901" class="wp-caption-text">Germano Viana Xavier (*)</figcaption></figure>
<p>Livro velhinho, ultrajado pelo tempo, datado dos idos de 1973. Capa verde, rasgada na lombada, mas com um grande detalhe. Autor: Carlos Drummond de Andrade. Não tem como não ler, desse jeito. Título: Menino Antigo. Uma espécie de continuação de <em>Boitempo I &#8211; Memória</em> e base para o <em>Boitempo</em> <em>III</em> <em>&#8211; Esquecer para lembrar</em>. Hospedeiro incógnito é o Drummond das mil infâncias ancestrais, mais que suas sete faces tortas. O gauche, ainda, em revisitações e revelações numa poesia inaugural. Não sabe, ele, rever sem mexer nas feridas acortinadas de sua vida, também nossa. O grande poeta maioral do Brasil. Meu muito obrigado, Drummond.</p>
<p>Em “Pretérito mais que perfeito”, o poeta justifica os nascimentos e os desnascimentos que sofrera, que vivenciara. Espetaculariza a anta dos homens passados, a jacutinga dos ferros mineiros. Enfim, consagra, por si só, o malogro de uma pacata vida de nadas profundamente admiráveis. Poetiza, ele, antigo num instante que não possui mais, os heróis em regresso, sua terra de gerações-Andrades. Quando nos insere na “Fazenda dos 12 vinténs ou do pontal”, brincante Drummond desqualifica o que temos de posses, avista grandezas miúdas, reitera afeições por naturezas amiúdes, combate o que tem parcimônia e vai.</p>
<p>Em “Repertório Urbano”, Drummond é menino antigo mais ainda. Conclui que não pertence ao acolá-além-dele-mesmo. Começa a pedregulhar as janelas dos futuros. Atira em tudo que não serve para viver de Verdade. Você sabe o que é viver de Verdade? Sei eu? Ruas o atingem, pessoas o agridem, o vento impoluto, a manhã cinza dos agoras, o frio envenenado das marquises mortas esculpidas pelo dorso dos sem-teto. Todo um império de costumes mineiros-nacionais é desovado e logo averiguado com olhares legistas. Drummond nos ensina a desenterrar coisas vivas &#8211; talvez a coisa mais importante a se aprender. Não escapa viva&#8217;lma. Caem todos, por terra, atônitos. E o noticiário ainda vem pelos Correios. O sino das igrejas badala a hora gloriosa: somos uma só procissão que caminha sem saber para onde. Para onde, José?</p>
<p>O cidadão sem voz, aquele esfomeado que está na correnteza, preso nos galhos invisíveis dos trânsitos num sol a pino que não para de assolar. Drummond é quem nos proíbe de proibir. Tudo parece começar nele. Esse ranço doído em se aceitar somente o vertiginoso-falante desmorona. Tem até espaço para o imortal &#8220;doido&#8221; das cidades interioranas. Incrível. Impossível não lembrar do &#8220;doido oficial&#8221; da minha cidade natal chapadeira. Saudade de você, Pequeno! &#8211; E Macuca? Ah, mas Macuca não era doido, meu senhor! Macuca era uma entidade, quase um druída! Quase um Deus que lutava contra toda forma de sobriedade humana. Salve, &#8220;doidos oficiais&#8221; do meu Brasil! Brindemos por vossas heresias!</p>
<p>Já  “O pequeno e os grandes” é um caderno sobre política familiar. Sim, invertido. Daquele que postula a favor de certos crimes ligeiros que nos apetecem paixões e desordens infantes. Aqui Drummond chega a debochar dos seus, mas tudo com respeito. Óbvio que não seríamos os mesmos sem a mão em bênção diante de nossos pais. Óbvio que poderíamos desprecisar disso, também. Por tanta coisa a mais é que somos o análogo, a água parada da modernidade, que se agrega para romper em cachoeiras, batendo brutalmente contra a pedra mais dura. E quando nem se pensa, aí vem Drummond e corneta. E assim está selado. É trombeta ardendo sons sobre os fogos além-itabiranos. Queima os olhos dos que leem. Córneas em brasa. Íris em labaredas. Drummond é assim: castiga cegueiras que enxergam falsas visões.</p>
<div>(*) <strong>Germano Xavier</strong> nasceu em Iraquara, Chapada Diamantina-Bahia, em 1984. É jornalista pela UNEB e mestre em Letras pela UPE. Publicou o livro Clube de Carteado (Franciscana, 2006). Seu livro de contos intitulado Sombras Adentro (ainda não publicado) foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura (2016). Em 2021, publicou o livro O Homem Encurralado (Penalux), que compreende a primeira parte da Trilogia do Centauro. Escreve para encontrar o equador de todas as coisas.</div>
<div></div>
<div><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  </em><em>Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></div>
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