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	<title>Arquivo para poetisa - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>A poética do cotidiano em Cama de Vento, de Ilda Rezende </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Acacia Rios]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jan 2025 13:45:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura&Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Acácia Rios (*) &#160; Quando uma dona de casa&#8230;  Resolve ser poeta, ai ai, a coisa pega Pois os objetos caseiros passam a ter Vários outros significados. (&#8230;) A pia pirou ao ver o pinto pelado A tábua tapou o buraco da pia O tanque criou asa e voou com o sabão  O &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-poetica-do-cotidiano-em-cama-de-vento-de-ilda-rezende/">A poética do cotidiano em Cama de Vento, de Ilda Rezende </a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
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<blockquote><p>Por Acácia Rios (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Quando uma dona de casa&#8230;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em> Resolve ser poeta, ai ai, a coisa pega</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Pois os objetos caseiros passam a ter</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Vários outros significados. (&#8230;)</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A pia pirou ao ver o pinto pelado</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A tábua tapou o buraco da pia</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>O tanque criou asa e voou com o sabão </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>O batedor de bife, mesmo desdentado ama a carne de boi</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>O rolo, quem diria amassou a massa e casou com a pizza</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>E aí, a dona de casa fez com que o forno elaborasse </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>essa baita poesia.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Ilda Rezende</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span class="dropcap ">C</span>ama de vento e outros poemas</em>, de Ilda Rezende (Criação Editora, 2024), que veio a público em dezembro passado, tem apresentação da ensaísta Maruze Reis, orelha do poeta Ronaldson Sousa e delicada capa de Lau Rocha. A bem cuidada edição antecipa o prazer da leitura, em que podemos ver uma poética do cotidiano que abarca extensa linha temporal e as mudanças espaciais em virtude das demandas familiares.</p>
<figure id="attachment_84371" aria-describedby="caption-attachment-84371" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ilda-rezende.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-84371" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ilda-rezende-300x225.png" alt="" width="300" height="225" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ilda-rezende-300x225.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ilda-rezende-1024x768.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ilda-rezende-768x576.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ilda-rezende.png 1280w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-84371" class="wp-caption-text">Ilda Rezende autografando um dos livros</figcaption></figure>
<p>O livro é dividido em duas partes, como o próprio título sugere. A primeira (Cama de vento), com 51 poemas e a segunda (Outros poemas), com 48. Os temas, tratados muitas vezes com bom humor, são variados: o cotidiano, a memória, as mudanças de cidade, velhas e novas paisagens, saudade, amor e perdas.</p>
<p>Cada poema é burilado, aperfeiçoado, enxuto. Basta compararmos, por exemplo, &#8216;Imagem virtual&#8217; (p. 50) e &#8216;Bye, bye juventude&#8217; (p. 35, grafado inicialmente &#8216;&#8230;Bye&#8230;Bye&#8230; Juventude&#8217;), ambos publicados originalmente em Poemas de Oficina (1992), primeira antologia da qual participei como poeta, mas não Ilda. Ela já vinha trilhando esse percurso e, pouco a pouco, foi consolidando a sua poesia. Ao comparar os poemas, percebo que a autora os revisitou e fez algumas alterações, o que demonstra seu esmero e amadurecimento 32 anos depois da primeira publicação.</p>
<p>Vale a pena citar as mudanças para comprovar que o processo criativo não se esgota quando escrevemos um poema ou um texto em prosa. Em &#8216;Imagem virtual&#8217;, a mais significativa é esta:</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><span class="sigijh_hlt">Primeira versão (1992) </span></p>
<p>A cidade está em paz</p>
<p>porém &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; (eu também estou assim).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Versão atual (2004): </span></p>
<p>A cidade está em paz</p>
<p>Porém inquieta</p>
<p>(eu também estou assim)</p>

			</div></div>
<p>O tempo cuidou de preencher os pontilhados com &#8216;inquieta&#8217;. Seguindo a lição do mestre Drummond, seu poeta de cabeceira, mergulhou no reino das palavras.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Já em &#8216;Bye, bye juventude&#8217;, a mudança é mais sutil, porém, demonstra que o poema não foi simplesmente trasladado de um livro para outro. &#8220;E se misturando ao vento que passou&#8221; passa a ser grafado assim: &#8220;Mistura-se ao vento que passou&#8221;, em que opta por eliminar o gerúndio, tornando o verso mais assertivo.</p>

			</div></div>
<p>Dito isso, observo também que a poeta se reinventa não apenas nos versos, mas também em seu próprio nome, passando a assinar os textos sem o último sobrenome, Costa, como fizera em diversas publicações.</p>
<p>Não se pode separar a escrita da vida. Mãe de seis filhos homens, nas horas de descanso lia Drummond, que lhe é referência explícita em &#8216;Dever de casa&#8217; (p.51): &#8220;Agora vou deixar um pouco essa lida&#8230; /Lendo Carlos Drummond de Andrade/É nela a poesia com que me deleito quase todos os dias/Se não fosse dona de casa, com certeza/Arrumaria versos.&#8221; (p. 51).</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-01-at-21.59.24.jpeg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-84370 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-01-at-21.59.24-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-01-at-21.59.24-225x300.jpeg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-01-at-21.59.24-768x1024.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-01-at-21.59.24.jpeg 780w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a>Em &#8216;Toma tendência, oh! Ilda&#8217; (p.84), no entanto, há um diálogo menos óbvio com o &#8216;Poema de sete faces&#8217;, a partir do famoso verso &#8220;Vai, Carlos, ser gauche na vida&#8221;. Senão, vejamos. A poeta vive uma dualidade entre as obrigações domésticas e a sua paixão, que é a poesia. O eu lírico dialoga com Ilda, portanto, podemos afirmar que, assim como o de Drummond, seu poema é confessional e autobiográfico. Tomar tendência (variante de tenência, ou seja, tomar juízo) significa retomar o seu papel social e familiar e abandonar o seu lado gauche, rebelde. Afinal, quem já viu dona de casa escrever poemas?</p>
<p>Ilda é poeta forjada em oficinas de escrita. Tenho muita alegria em dizer que fomos alunas de Maruze Reis na antiga Fundação Estadual de Cultura (Fundesc) e, como é comum entre colegas de turma, acompanhamos os progressos mútuos. Naquele momento, compartilhávamos a grande mesa oval da sala com Ariesnelde, Berílio Vieira, Getúlio Ribeiro, Ieda Vilela, João Roberto Rezende Costa (filho de Ilda e meu amigo desde então), Lúcia Marques, Rosivaldo Andrade, Solange Galvão Sampaio, Sonia Barreto, Vagner Ferreira Freitas, Valdemir Ribeiro da Costa, Daniel Marcos Andrade.</p>
<p>Nascida em Porto da Folha e criada em Itabi (cidades sergipanas que, ao lado do Rio de Janeiro (Leblon, aeroporto Santos Dummont) e Aracaju aparecem repetidas vezes em seu livro), aos 87 anos, Ilda esbanja uma poesia de grande valor. Nos seus versos, a lida com a casa e o cotidiano anda <em>pari passu</em> com o exercício do olhar, que se renova ao sabor do vento.</p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Texto revisado por Joara Carvalho (<strong><span style="color: #008000;">@profajoaracarvalho</span></strong>)</p>

			</div></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Sobre a escritora luso-angolana Luísa Fresta</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/sobre-a-escritora-luso-angolana-luisa-fresta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2024 18:53:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura&Afins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Germano Viana Xavier (*) &#160; É com enorme satisfação que esboço aqui uma apresentação sobre a escritora Luísa Fresta, voz poderosa de nossa literatura contemporânea em Língua Portuguesa. Sua carreira literária é marcada por textos de tonalidades muito diversificadas, perfazendo um percurso que vai da literatura infantojuvenil às formas mais clássicas e tradicionais da &#8230;</p>
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<blockquote>
<div>
<p>Por Germano Viana Xavier (*)</p>
</div>
</blockquote>
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<p>&nbsp;</p>
</div>
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<span class="dropcap ">É</span> com enorme satisfação que esboço aqui uma apresentação sobre a <span class="sigijh_hlt">escritora Luísa Fresta<span class="sigijh_hlt">, voz poderosa de nossa literatura contemporânea em Língua Portuguesa</span></span>. Sua carreira literária é marcada por textos de tonalidades muito diversificadas, perfazendo um percurso que vai da <span class="sigijh_hlt">l</span><span class="sigijh_hlt">iteratura infantojuvenil às formas mais clássicas e tradicionais da poesia, passando por outros importantes gêneros como o conto e a crônica</span>.</p>
</div>
<div>
<p>Luísa Fresta é amplitude portuguesa e angolana, uma dupl’alma concentrada em uma força-motriz-feminina que entrelaça Angola, Portugal, Brasil, Áfricas e Mundos em um coração delicado e dedicado a enxergar a mais pura arte literária nas situações mais comuns ou nas circunstâncias mais rudes. Suas mãos tecem um conjunto de textos que pontuam suas múltiplas influências culturais e humanas como quem aborda o próprio espelho das grandezas da vida. Uma mulher que a todo instante nos apresenta à lusofonia e ao africano, uma mulher que não se cansa em opinar sobre livros, filmes, artes em geral&#8230; uma mulher em constante movimento.</p>
</div>
<div>
<p>Com a escritora Luísa Fresta, aprendi que o essencial está por vir, ainda no próximo verso, ainda no próximo parágrafo, porque a literatura está no que avança e no que nos desdobra, no que nos recobra e no que nos aplaina, apontando para as mazelas mundanas mais irrefutáveis. Com a escritora Luísa Fresta, aprendi que é necessário perceber e revelar os centros das pequenas coisas, os núcleos sísmicos dos elementos que fazem a vida de todas as pessoas, mesmo que estas fontes interiores e, por vezes, ulteriores de e acerca da vida sejam ou estejam integradas à própria faculdade vital do ser humano: o viver, o estar vivo-e-além.</p>
</div>
<div>
<figure id="attachment_41959" aria-describedby="caption-attachment-41959" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-41959" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-41959" class="wp-caption-text">Germano num encontro com Luísa Fresta e a irma Zeza Fresta, em Portugal</figcaption></figure>
<p>Ao lado de Luísa Fresta, numa jornada de parcerias que já ultrapassa uma década, aprendi que o verdadeiro poeta fotografa o caos, que o verdadeiro escritor registra os medos de nós-gentes e articula a chama que fará o fogo-máximo de nossas idas e vindas, de nossas descobertas e, também, de nossas decepções. Luísa Fresta soa quase sempre maternal, como uma mãe que ensina às suas crias os segredos do caminho.</p>
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<p>A escritora Luísa Fresta nos questiona, em seus textos, se a felicidade é um bônus ou uma guilhotina. Dentro de suas palavras, tombamos por cima das farturas e das fraturas dos símbolos mundanos, adentramos o sagrado nas coisas triviais e bulimos com o absurdo das naturalidades cotidianas oriundas de convenções sociais e institucionais. Tudo isso, regado com uma pessoalíssima dose de maturidade artística e pessoal. Aliás, ensinagens não faltam nas páginas dos livros e na obra geral escrita por Luísa Fresta. E isso me chama muito a atenção. Luísa Fresta sempre está a nos ensinar algo. E de uma forma muito espontânea e inteligente.</p>
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<p>A escritora Luísa Fresta, por vezes, quase ignora o real para nos abrir um mundo de percepções suavemente surreais, quando no tempo das intermitências e das incertezas da vida, colocando-nos numa posição de combate e, também, de respeito perante o tempo futuro. Afinal, <span class="sigijh_hlt">o que faremos da vida que nos resta? O que estamos fazendo com o nosso Hoje, com o nosso Agora?</span> Aquela velha batalha já por demais esgotada e profética: cada dia que passa é um dia a menos, não um dia a mais. Luísa Fresta tenta parar o tempo para que possamos observá-lo, tamanho o seu poder perante todos nós. Luísa Fresta é, por fim, a voz de uma humanidade revista e ressonhada, cheia de memórias e refundada em anunciações.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>No Natal, presente é estar presente.</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/no-natal-presente-e-estar-presente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Dec 2023 13:27:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[árvore de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[descartável]]></category>
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		<category><![CDATA[poetisa]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Todos corridos, parece que o tempo acelerou as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos. Não temos tempo para nada. Estamos açambarcados de coisas quase sempre inócuas. Perdemos tempo com questiúnculas. Vivemos a época do descartável. Não precisa nem quebrar, basta avariar. Joga-se fora, troca-se, coloca outro &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fno-natal-presente-e-estar-presente%2F&amp;linkname=No%20Natal%2C%20presente%20%C3%A9%20estar%20presente." title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fno-natal-presente-e-estar-presente%2F&amp;linkname=No%20Natal%2C%20presente%20%C3%A9%20estar%20presente." title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fno-natal-presente-e-estar-presente%2F&amp;linkname=No%20Natal%2C%20presente%20%C3%A9%20estar%20presente." title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fno-natal-presente-e-estar-presente%2F&amp;linkname=No%20Natal%2C%20presente%20%C3%A9%20estar%20presente." title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fno-natal-presente-e-estar-presente%2F&#038;title=No%20Natal%2C%20presente%20%C3%A9%20estar%20presente." data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/no-natal-presente-e-estar-presente/" data-a2a-title="No Natal, presente é estar presente."></a></p><blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">T</span>odos corridos, parece que o tempo acelerou as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos. Não temos tempo para nada. Estamos açambarcados de coisas quase sempre inócuas. Perdemos tempo com questiúnculas. Vivemos a época do descartável.<span class="sigijh_hlt"> Não precisa nem quebrar, basta avariar. Joga-se fora, troca-se, coloca outro no lugar. Isso serve para objetos, coisas e relacionamentos.</span></p>
<p>É Natal outra vez. Tempo de reunir, juntar, ajuntar, aglomerar, para celebrar. Mas celebrar o que mesmo? O Papai Noel e suas renas? O panetone e os presentes? Roupas novas e reluzentes?</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Com o mundo cada vez mais mercantilista, onde o consumismo virou religião, falar em Jesus Cristo ficou quase démodé.</span></p>
<p>O número de agnósticos cresce no mundo todo, especialmente nos países ditos “desenvolvidos”.</p>
<p>A mídia nos bombardeia a cada segundo: compra, compra, compra.</p>
<p>Importamos novo modismo norte americano, mais um, a Black Friday, onde compramos o que não precisamos, gastando o que não temos, nos endividamos. Tempos em que tudo tem preço, nada tem valor.</p>
<p>Aprendi que o melhor desconto da tal Black Friday foi aquele que não comprei o que não precisava e economizei 100%.</p>
<p>Natal para mim remete ao tempo em que minha querida e saudosa mãe Dinha, com seu salário de professora primária, ia ao comércio, nos armazéns e comprava “pano”, como era chamado o tecido e seus aviamentos. Depois íamos todos na costureira, nossa vizinha, para tirar as medidas e fazer a roupa nova de toda a família para a noite de Natal. Nossa pequena casa, com piso em cimento corrido, vermelho, era encerrado com um escovão pesado e cera parquetina vermelha. A pequena árvore de Natal verde, com ponteira dourada, bolas que lembravam casca de ovo de tão frágeis, e pisca-pisca de frutinhas e Papai Noel a enfeitar nossa pequena casa. Na radiola Telefunken, pé de palito, madeira clara, tocava ‘Jingle  bell’.</p>
<p>Embaixo da árvore, os presentes que, por mágica, amanheciam debaixo de nossas camas de campanha no dia seguinte. Presentes de Papai Noel.</p>
<p>As melhores comidas que tenho registradas em minha memória gustativa vêm dessa época. Arroz com passas e abacaxi, farofa, pernil, torta de camarão, macarronada e peru. Detalhe, o peru era comprado vivo e morto na véspera. Nessa época não exista chester. Acompanhado de refrigerantes e espumante George Aubert, da garrafa verde, que à época era chamado de champanhe. E, o melhor, as sobremesas: pavê, bolos, torta fria e rabanadas. O Natal era a única época do ano que se comia nozes, tâmaras, damasco, castanhas portuguesas e queijo do reino Jong, o famoso queijo cuia.</p>
<p>Tudo tão simples, tão marcante. Antes da meia noite, íamos: mamãe e os filhos maiores, para a igreja do bairro assistir à Missa do Galo.</p>
<p>Hoje, fico a me perguntar como minha mãe, com seu minguado salário de professora primária fazia para nos sustentar. Milagre de mãe, bênçãos divinas.</p>
<p>Nos Natais eu ganhava carros de fricção ou de controle remoto. Tive carro de polícia, dos bombeiros, ambulância; além de Forte Apache. Quando o dinheiro dava, até autorama e ferrorama da marca Estrela, o maior fabricante de brinquedo da época, eu ganhava.</p>
<p>Hoje tudo mudou. Os brinquedos são eletrônicos e tecnológicos, de última geração. Crianças de dois anos se entretêm com celulares e tablets.</p>
<p>Naqueles natais não se via tantas pessoas passando fome em nosso entorno.</p>
<p>É vergonhoso e aviltante ver 30 milhões de pessoas passando fome, segundo o IBGE, em um país tão rico, um dos maiores produtores de alimentos do mundo.</p>
<p>O Brasil com enorme concentração de renda e má distribuição, nos torna iníquos e bestiais. Sai governo, entra governo, de todas as colorações partidárias, muitas promessas, e as coisas só pioram.</p>
<p>Se você não tem muito para dar, dê atenção e afeto neste Natal, são coisas que nunca envelhecem, não saem de moda. E lembre-se que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, o filho de DEUS.</p>
<p>Mas é Natal, é nascimento, tempo de renovar a esperança de tempos melhores. Fico com a simplicidade da poetisa goiana Cora Coralina: “Enfeite a árvore de sua vida com guirlandas de gratidão! Coloque no coração laços de cetim rosa, amarelo, azul, carmim. Decore seu olhar com luzes brilhantes, estendendo as cores em seu semblante. Em sua lista de presentes em cada caixinha embrulhe um pedacinho de amor, carinho, ternura, reconciliação, perdão. Tem presente de montão no estoque do nosso coração e não custa um tostão”. E lembre-se: o Natal não é somente em dezembro, mas o ano todo.</p>
<p>Feliz Natal para todos, com saúde, fé, paz, amor, respeito e proteção divina.</p>
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		<title>Os versos grávidos de Maíra Ferreira</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/os-versos-gravidos-de-maira-ferreira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Sep 2023 14:45:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura&Afins]]></category>
		<category><![CDATA[A Primeira Morte]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[Maíra Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poetisa]]></category>
		<category><![CDATA[versos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Germano Xavier(*) &#160; “os velhos que um dia seremos estão pedindo perdão” Excerto do poema face a face, de Maíra Ferreira &#160; Maíra Ferreira é o nome da poetisa que estreia sua inaugural fatalidade no mundo das palavras impressas. A PRIMEIRA MORTE é o nome do livro da poetisa e é também o nome do &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-versos-gravidos-de-maira-ferreira%2F&amp;linkname=Os%20versos%20gr%C3%A1vidos%20de%20Ma%C3%ADra%20Ferreira" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-versos-gravidos-de-maira-ferreira%2F&amp;linkname=Os%20versos%20gr%C3%A1vidos%20de%20Ma%C3%ADra%20Ferreira" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-versos-gravidos-de-maira-ferreira%2F&amp;linkname=Os%20versos%20gr%C3%A1vidos%20de%20Ma%C3%ADra%20Ferreira" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-versos-gravidos-de-maira-ferreira%2F&amp;linkname=Os%20versos%20gr%C3%A1vidos%20de%20Ma%C3%ADra%20Ferreira" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-versos-gravidos-de-maira-ferreira%2F&#038;title=Os%20versos%20gr%C3%A1vidos%20de%20Ma%C3%ADra%20Ferreira" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/os-versos-gravidos-de-maira-ferreira/" data-a2a-title="Os versos grávidos de Maíra Ferreira"></a></p><blockquote><p>Por Germano Xavier(*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>“os velhos que um dia</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>seremos estão pedindo</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>perdão”</strong></p>
<p style="text-align: right;">Excerto do poema <em><strong>face a face</strong></em>, de Maíra Ferreira</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/A-primeira-morte-livro-de-Maira-Ferreira.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-70435 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/A-primeira-morte-livro-de-Maira-Ferreira-198x300.jpg" alt="" width="198" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/A-primeira-morte-livro-de-Maira-Ferreira-198x300.jpg 198w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/A-primeira-morte-livro-de-Maira-Ferreira-675x1024.jpg 675w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/A-primeira-morte-livro-de-Maira-Ferreira-768x1165.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/A-primeira-morte-livro-de-Maira-Ferreira-1013x1536.jpg 1013w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/A-primeira-morte-livro-de-Maira-Ferreira-1350x2048.jpg 1350w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/A-primeira-morte-livro-de-Maira-Ferreira.jpg 1688w" sizes="auto, (max-width: 198px) 100vw, 198px" /></a>Maíra Ferreira é o nome da poetisa que estreia sua inaugural fatalidade no mundo das palavras impressas. A PRIMEIRA MORTE é o nome do livro da poetisa e é também o nome do poema que abre seu livro de poemas: “quando era criança tinha um medo/de borboletas como quem não suporta/tamanha delicadeza desde sempre”. Poema-fala de uma grandiosidade perigosa gerada a partir do que é sutil e mantido entre ternuras.</p>
<p>Figuras infantis brincando de ofuscar nossas fatigadas vistas são encontradas nas ladeiras que as estrofes não ousam subir nem descer, como em “entre os instantes e eu vejo pensando que é tudo/na verdade simples e o mundo é no fundo/isso mesmo só isso tudo isso”. Melhor deixar tudo intacto no meio do percurso. Esplendores alheios fazem o papel dos arruaceiros derrotadores de silêncios e iconoclastas.</p>
<p>Cantos de erros em datas importantes que maculam as imensidões, tal qual no trote “e logo é tarde e já se perdeu tudo/o que nunca se teve”. Parece poesia feita em rota marginal, apesar da nítida presença dos saberes universais de ordem. A veia de Maíra discute a pressa das horas sem construção, a vida gasta sem ter motivo real. E pede autorização para romper cada vez mais.</p>
<p>Poema lindo é “pequena princesa”, versos com sal. Referências depostas e provadas no abrir das rimas inexistentes, o livro de Maíra é um exemplo de paraíso caótico. Cada poema é uma viagem, cada um é uma chegada e cada qual uma partida. Somos atingidos. A poesia vence no final da escaramuça, eis a única certeza que o desavisado leitor tem logo no passeio das páginas primeiras.</p>
<p>A palavra como artefato. Arma para dizer, mesmo que nada se compreenda ou mesmo que nada sofra incorporações. A PRIMEIRA MORTE dá vida a uma voz nova que tem vez no singular mundinho das frases quebradas com sanha que todos os poetas inventam de inventar. Outra coisa: poesia que debocha e quem ri não é o leitor. O leitor antes sofre sabendo-se infame e partícipe de todas as peripécias devotadas. O leitor dessas primeiras mortes de Maíra é parte do cortejo. O funeral é de espantos.</p>
<p>Assim: “quando me perguntarem vou ser/completamente aberta/horrivelmente honesta/e por isso aviso/nenhuma verdade vai sair/de mim”. Maíra Ferreira, pois, é o nome da poesia que tem autoridade para ser inaugural, não decepcionar e, ainda mais, para ser horizonte no universo das palavras que mancham papéis de preto em tipos misturados. Falseia tudo cobrindo os equadores (centro) das coisas com o limão das bocas em ira. Palavras grávidas: logo nascerão outras de seu ventre. Favor, não duvidar. Favor, desejar.</p>
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		<title>A voz de Anna Akmátova (ou As emoções da razão)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jun 2023 14:27:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sim, os russos também sofrem. Os russos também confessam suas dores, seus amargores, seus dissabores. Os russos, apesar da sisudez e do aspecto aparentemente indiferente às coisas do coração e da alma, também comem do pão que o diabo amassa, diariamente, nos quatro cantos da Terra. Os russos, por fim, também sentem felicidade. E a &#8230;</p>
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<figure id="attachment_25901" aria-describedby="caption-attachment-25901" style="width: 214px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-25901" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg" alt="literatura" width="214" height="209" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg 409w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 214px) 100vw, 214px" /></a><figcaption id="caption-attachment-25901" class="wp-caption-text">Germano Viana Xavier (*)</figcaption></figure>
<p>Sim, os russos também sofrem. Os russos também confessam suas dores, seus amargores, seus dissabores. Os russos, apesar da sisudez e do aspecto aparentemente indiferente às coisas do coração e da alma, também comem do pão que o diabo amassa, diariamente, nos quatro cantos da Terra. Os russos, por fim, também sentem felicidade. E a literatura, mais uma vez funcionando como poço de guardações, opera um de seus papéis primordiais: revelar um tempo determinado, dotado de pormenores sígnicos, ou um mundo de símbolos, mesmo que a partir dos sentires de uma só pessoa, de um só poeta, de um só escritor.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Anna Andrêievna Gorienko, nascida em 23 de junho de 1889, adotou o nome Anna Akhmátova e com ele fez registrar uma das passagens mais belíssimas da poesia russa moderna.</span> De opiniões fortes e de atitudes tidas como ameaçadoras para a época, Akhmátova desempenhou papel fundante para a consolidação da voz feminina na Rússia pós-revolução de 1917. Vivendo num tempo marcado pela opressão dos vários modos de expressão humana, a poeta de “soberana presença, nariz aquilino e lábios altivos” – como gostava de dizer &#8211; não se deixou corromper pela gratuidade das fraquezas e das rendições da rotina.</p>
<p>Mesmo sofrendo durante toda a sua vida males diversos, muitos de base emocional, a poeta abotoou seu casaco, saiu à rua e fez frente ao frio das horas. Anna não copiou modelos poéticos para criar sua lírica, não imitou suas precedentes russas para germinar seu discurso de luta pela classe feminina, não precisou se ancorar em cânones para aparecer diante de seus leitores. Ela simplesmente deu origem a um novo modo de fazer poesia, agora mais intimista, sem deixar de prezar pelo despojado de recepção rápida. Linguagem clara, versos desrimados, ausência de metáforas, temáticas do cotidiano, ritmo aberto e alígero são algumas das características gerais presente em toda a obra da artista.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Os poemas de “Noite” (Viétcher), seu primeiro livro, destacam-se por serem responsáveis pela elaboração de uma fase inicial muito mais baseada na consciência crítica da autora frente a sua própria vida e aos acontecimentos que, por um ou mais motivos, chegaram a interferir no curso normal de suas respectivas vivências.</span> O apreço à reflexão sobre si mesma indica uma maturação da mulher enquanto ser de ação, que agora não só pensa o pensar, mas também pensa o agir do pensamento, ou seja, a sua atuação no meio em que se vive.</p>
<p>Apesar de se apresentar com uma carga muito grande de intimismos – o que pode ser confundido com uma espécie de fraqueza sentimental -, “Noite” encerra uma ideia generalizada sobre as transformações envolvendo mulher e sociedade, a partir do momento em que fica presente a participação desta voz feminil na tomada de decisões que o cotidiano lhe implica, seja ele familiar ou social. Uma mulher que sente as dores de um matrimônio mal resolvido e que tem no sarcasmo e na ironia prováveis armas para combater o mal que lhe assola são os caminhos mais utilizados pela artista, que também explora os espaços do vazio, do arrependimento e da frustração.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">“Rosário” (Tchiôtcki), seu segundo livro, diferente do primeiro, já deixa mais evidente uma voz humana mais consciente de si mesma e do outro, mais centrada nos efeitos dos problemas vividos que perdida na visão do que deles poderiam vir a suceder ou suas causas.</span> Em versejos simples e velozes, Anna vai se permitindo conhecer perante o seu leitor, como em: “&#8230; componho versos bem alegres sobre a vida caduca, caduca e belíssima”. Uma vida lhe atormenta, e esta vida faz-se necessária estar exposta, não para o usufruto da lírica da poeta, mas para o aprendizado da alma de um tempo pelos olhos alheios. Há uma espécie de desenvolvimento dos temas que foram matéria basal para seu livro inaugural, com apelos agora mais voltados à paciência e ao agir tolerante, sem o abandono de sua marca rebelde, contrastante da maioria, que reluta, indiferente às tiranias.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Anna Akhmátova escreveu mais de uma dezena de livros em vida, e muitas antologias de sua obra já foram organizadas e publicadas em diversos países. </span>Entre os títulos, estão Revoada Branca, Tanchagem, Anno Domini MCMXXI, Junco, Réquiem: um ciclo de poemas, Sétimo Livro, Poemas Não-Coligidos e sua obra-prima Poema sem Herói. Deixou a certeza de que a palavra é um instrumento eficazmente feroz quando objetiva limpar as frestas de um tempo feito para se esquecer lembrando.</p>
<p>_________</p>
<p>(*) <strong>Germano Xavier</strong> nasceu em Iraquara, Chapada Diamantina-Bahia, em 1984. É jornalista pela UNEB e mestre em Letras pela UPE. Publicou o livro Clube de Carteado (Franciscana, 2006). Seu livro de contos intitulado Sombras Adentro (ainda não publicado) foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura (2016). Em 2021, publicou o livro O Homem Encurralado (Penalux); e em 2022 , Esplanada do Tempo, que compreende a segunda parte da Trilogia do Centauro. Escreve para encontrar o equador de todas as coisas.</p>
</div>
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		<title>Na minha gaveta: os olhares, as reflexões e os poemas da artista Carolina</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/na-minha-gaveta-os-olhares-as-reflexoes-e-os-poemas-da-artista-carolina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Jun 2021 10:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dia pediram à artista Carolina que definisse o amor e ela passou o dia em devaneio questionando-se.  E no seu devanear, entre as mais diversas ponderações, ela diz que “o amor não tem fórmula/ nem modelo/ mas tem olhar e aconchego”. É assim, literalmente, brincando com as palavras que Carolina Pinheiro Machado Teles, 21 &#8230;</p>
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<p style="text-align: left;">Um dia pediram à artista Carolina que definisse o amor e ela passou o dia em devaneio questionando-se.  E no seu devanear, entre as mais diversas ponderações, ela diz que “<em>o amor não tem fórmula/ nem modelo/ mas tem olhar e aconchego</em>”. É assim, literalmente, brincando com as palavras que Carolina Pinheiro Machado Teles, 21 anos, transforma suas reflexões e olhares em poesia e já  conta com cerca de 180 poemas – um deles foi musicado – e 50 textos ritmados. O sonho de Carolina, que não se acha poetisa, mas uma artista, é juntá-los todos num livro. Enquanto esse sonho não se realiza, os poemas e outras performances dela podem ser lidos e assistidos no seu Instagram <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.instagram.com/naminhagaveta/">@naminhagaveta</a></span></strong>.</p>
<p style="text-align: left;">“<em>Quando surgem os versos na mesa de cirurgia é porque a poesia tem seu jeito de curar</em>”, ensina o poema “Mesa de Cirurgia”, inspirado no dia a dia de Carolina, que cursa o oitavo período do curso de Medicina. Ela diz que tem vontade de ser uma médica artista! “Quando pequena, dizia que iria ser uma médica bailarina, mas depois de me formar em ballet, pelos exames da Royal Academy of Dance, acabei me dirigindo à poesia, como outro grande foco artístico”. Por enquanto, ela não decidiu que área da Medicina seguir, mas considera relevantes a Oftalmologia, Reumatologia, Psiquiatria, entre outras. “Mas confesso que me encanto bastante com a Oftalmologia”, diz.</p>
<p>&#8220;<em>Colocava os óculos por culpa da miopia/ olhava bem para a vida enxergando poesia</em>&#8220;.  Sem dúvida,  um poema tem diversas intepretações, depende dos olhos de quem o lê. Quem sabe esse poema pode ser o recado que Carolina dá aos pais Aírton Teles e Andréa Pinheiro,  que quer seguir a carreira deles. Oftalmologistas, Aírton e Andréa, com  olhares atentos, dão luz aos olhos dos seus pacientes.</p>
<p>Enquanto decide qual caminho profissional trilhar sob as bênçãos de Hipócrates, Carolina segue com a “<em>arte que às vezes arde</em>” e com a “<em>estrofe às vezes sofre</em>”, tendo o DNA do avô paterno, o médico e poeta Aírton Teles Barreto que, em setembro de 1979 foi eleito para a cadeira 35 da Academia Sergipana de Letras, mas não foi empossado, pois em janeiro de 1980 a morte o arrebatou deste mundo aos 56 anos. “Os poemas do meu avô eram de muita sensibilidade, muito fortes e esse jeito me encantou bastante”, define, Carolina que os conheceu através do pai.</p>
<p style="text-align: left;">Leitora que não se prende a um só gênero e que viaja em aventuras literárias um pouco mais inusitadas, Carolina, além do avô, tem a influência de alguns poetas modernos como  a indiana <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rupi_Kaur">Rupi Kaur,</a></span></strong> 28 anos,  e nas canções de  Rubel e Ana Vitória. “E a respeito de outros autores que me chamaram a atenção, tem a <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/04/04/cultura/1522818455_771877.html">Maya Angelou</a></span></strong> que, a partir daí comecei a dar essa interpretação. Ela aborda várias questões sociais, e o jeito dela é como se desse um novo olhar para as coisas e isso eu achei muito enriquecedor”, ressaltou. Maya Angelou foi uma grande poetisa norte-americana, lutou pelos direitos civis e tal como Carolina, também foi bailarina.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;"><strong>O encontro da dança e da poesia</strong></p>
<figure id="attachment_40951" aria-describedby="caption-attachment-40951" style="width: 183px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T212550.753.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-40951" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T212550.753-300x300.png" alt="" width="183" height="183" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T212550.753-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T212550.753-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T212550.753-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T212550.753-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T212550.753.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 183px) 100vw, 183px" /></a><figcaption id="caption-attachment-40951" class="wp-caption-text">Duo MariaMilena</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T222833.276.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-40963 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T222833.276-300x300.png" alt="" width="211" height="211" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T222833.276-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T222833.276-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T222833.276-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T222833.276-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T222833.276.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 211px) 100vw, 211px" /></a>“<em>E a vida segue bem assim eu por aqui/ você por lá/ me abraça com sua voz que me aquece sem nem me tocar</em>”, revela Carolina no poema Novos Jeitos, musicado pela dupla <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.instagram.com/mariamilenaduo/">MariaMilena,</a></span></strong> apresentado pela primeira vez no Teatro Atheneu, em 28 de fevereiro deste ano. E como na estrofe, “<em>que deixa a imaginação fluir</em>”,  Carolina criou uma coreografia especialmente para música Novos Jeitos.</p>
<p>E como foi que o poema se transformou em música? “É uma história muito legal. Na época de colégio, eu dancei com Milena e fizemos amizade. O tempo seguiu, as vidas se divergiram e segui com &#8216;na minha gaveta&#8217;. Um dia, a Maria me mandou mensagem, perguntando se podia musicar alguma poesia minha. Ela tinha falado isso uma vez, só que passou. Quando ela me perguntou novamente, eu disse que topava e começamos a experimentar. Gosto de dizer que uma me encontrou pela dança, a Milena; e outra pela poesia, que foi Maria. Nos damos muito bem e é um duo que quero levar para vida toda”, garantiu.</p>

			</div></div>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T220052.325.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-40960 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T220052.325.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T220052.325.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T220052.325-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T220052.325-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T220052.325-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T220052.325-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p><strong>‘‘Ressignificando propósitos”</strong></p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T233932.449.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-40964 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T233932.449-300x300.png" alt="" width="296" height="296" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T233932.449-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T233932.449-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T233932.449-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T233932.449-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Design-sem-nome-2021-06-04T233932.449.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 296px) 100vw, 296px" /></a>“<em>Eu e o mundo e arte junto em formato de poesia</em>”, diz Carolina em um de seus poemas, que parece ser a ressignificação dos propósitos, quando ela  deixou de lado a ideia de resenhar  sobre livros no Instagram @naminhagaveta e, com o tempo, passou a publicar as poesias que estavam guardadas no seu diário. “O nome &#8216;na minha gaveta’ foi uma aventura para eu decidir. Inicialmente, minha intenção era compartilhar leituras, porque já li muitos livros e meu ciclo de amigos não falava sobre as mesmas leituras que as minhas. Isso porque eu acabava lendo livros de autores não tão conhecidos ou temas não muito falados”, disse.</p>
<p>“<em>O futuro os aguarda de mãos dadas com a arte pulsante. Vamos viver verso por verso. Estrofe e poesia. Avante</em>”. E assim foi para Carolina, que em @naminhagaveta “guarda tudo que eu mais gosto, sendo arte, de uma forma atenciosa. Com o tempo decidi escrever poesia. Para mim, &#8216;na minha gaveta&#8217; é algo guardado com carinho para que as pessoas possam se identificar também. Uma história meio viajada, que acabou ressignificando propósitos. Acho que fica muito legal quando pensamos dessa forma”.</p>
<p>&#8220;Costumo dizer que na minha gaveta tem tudo o que não cabe só em meu coração e, ao abri-la, eu me sinto a garota mais feliz do mundo&#8221;, pontuou.</p>
<p style="text-align: justify;">Carolina não se considera poeta. “Acho que é um crescente. Eu digo que me sinto artista, porque acho que de tudo a gente faz um pouco. Mas na minha gaveta me dá essa sensação de ser poeta”, confessa. “Eu sinto que o melhor elogio do mundo é quando me chamam de artista. Eu simplesmente amo essa palavra. Ela representa tanto sobre mim. Envolve tudo o que eu pude eternizar em palavras, em dança e no peito de quem eu faço sorrir”, escreveu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8230;E o amor?</strong></p>
<p>“Perguntaram-me sobre o que eu achava do amor. Meu Deus, como vou explicar esse sentimento?  Comecei a viajar, a curtir novas visões do amor, pois, às vezes, o enxergamos muito longe ou idealizado”, diz Carolina, ao explicar como surgiu esse poema que ela, inclusive, declama no vídeo que você poderá assistir no final deste texto.</p>
<p>Ao tentar encontrar uma definição, Carolina diz que<em> “o amor é tanta coisa ao mesmo tempo que nem dá para conter no coração!</em>”  E depois de discorrer sobre tema tão amplo e complexo e prolixo, ela diz: <em>“pequenas definições são insuficientes, o segredo é sentir. O amor é tanta coisa. Quem sou eu para resumir?”</em></p>
<p><iframe loading="lazy" title="A arte de Carolina" width="618" height="348" src="https://www.youtube.com/embed/vXltDb0OUQM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ana C., aos seus próprios pés</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/ana-c-aos-seus-proprios-pes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Apr 2021 11:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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<p style="text-align: justify;">Mulher alterada em muitos sentidos, estigmatizada e polida com diversos títulos e &#8220;encaixes tribais&#8221; &#8211; como por exemplo o de escritora &#8220;marginal&#8221; -, Ana Cristina Cesar ou simplesmente Ana C., como era mais conhecida, tinha tudo para não ser quem foi (alguns até acreditam no inverso, como eu). Mulher nascida em berço de ouro no Rio de Janeiro, ou quase de ouro, filha de pais protestantes e investida numa parcela da sociedade por demais jocosa e mesquinha, Ana C. tão logo cresceu foi adentrando na ciranda de pedra escondida por detrás da literatura. Sempre reclusa, fechada em cenhos, foi com esse instrumento nas mãos que Ana C. escreveria a sua curta e marcante história de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seu livro A teus pés, originalmente publicado ainda antes de sua morte, Ana C. demonstra, sem deixar brechas no que tange a possíveis confundimentos, o quanto estava distante de toda estirpe de rotulagem literária em voga no seu tempo. É óbvio a aceitação da ideia de que ela bebeu do Tropicalismo, do modo de escrita &#8220;marginal&#8221; &#8211; diferente &#8211; de uma penca de escritores que estavam conquistando espaço no cenário das letras no Brasil, a tomar como exemplo Paulo Leminski, o Polaco, assim como de outros escritores que muito a influenciaram, como Katherine Mansfield, Clarice Lispector e T.S.Eliot, como também é evidente que a literatura produzida por essa carioca que veio ao mundo no ano de 1952 não se restringe a esses fatores simplesmente.</p>
<p style="text-align: justify;">A teus pés, livro que a consagra, diz de maneira nada morna a que se destinavam os versos tortos de Ana Cristina Cesar. Breves, intensos, intimistas, autobiográficos e com uma aura misteriosa sobre o corpo e o não-corpo de cada poema, é com conforto que se pode dizer que ela tracejou sua letra como quem adornava o fazer de uma literatura perene, que não iria morrer instantaneamente às vistas de uma primária decaída. A primeira impressão que é transportada ao leitor é a de que há uma escritora lutando consigo mesma, num duelo que não tem um fim estipulável mesmo quando as páginas findam, numa batalha que atravessa todo o tempo de escrita hipnotizando-nos por meio de uma sedução estética disforme e ímpar.</p>
<p style="text-align: justify;">A obra, que é aberta com uma belíssima coleção de fotografias e com prefácio de Armando Freitas Filho, entoa um canto que parece se autorrequerer e se autodenominar forte e destemido. Mesmo na falta de algo, a sugestão para a completude ou para o seu desejo é presente: &#8220;Eu tenho uma ideia./Eu não tenho a menor ideia./Uma frase em cada linha. Um golpe de exercício.&#8221;, diz no poema inicial, primeiro dentre muitos que não recebem título, o que dá ao conjunto textual um aspecto de interligações tanto no fator linguístico quanto no discursivo. Mulher transitiva, transitória, feita de transes, pouquíssimo apegada ao que quer que fosse, Ana C. começa a destilar um emaranhado de confissões que chegam aos olhos de quem lê como verdades absolutas.</p>
<p style="text-align: justify;">A linha limítrofe entre a poeta e a mulher sofre um desgaste importante na medida em que a leitura é realizada. &#8220;Muito sentimental./Agora pouco sentimental.&#8221;, diz, revelando-se, sem querer se revelar. Acreditar ou não, tudo isso é uma outra história. No poema Inverno Europeu, escreve prosaicamente: &#8220;Não sou personagem do seu livro e nem que você queira não me recorta no horizonte teórico da década passada.&#8221;, ou ainda em Marfim: &#8220;As aparências desenganam. Estou desenganada. Não reconheço você, que é tão quieta, nessa história. (&#8230;) Palavra que não mexe mais no barril de pólvora plantado sobre a torre de marfim.&#8221; Nesta sua intempestuosidade, Ana C. continua se dissecando, como se num esforço de autoconhecimento: &#8220;Te apresento a mulher mais discreta do mundo: essa que não tem nenhum segredo&#8221;, excerto do poema Noite Carioca.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Livro-A-teus-pes.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-39637 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Livro-A-teus-pes-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Livro-A-teus-pes-225x300.jpg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Livro-A-teus-pes-768x1024.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Livro-A-teus-pes.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a>O processo confessional que se dá em A teus pés é tão genialmente cerzido que, mesmo quando toda a confissão parece óbvia e reticente, a dúvida vigora como única percepção plausível. Quando diz &#8220;Sou fiel aos acontecimentos biográficos&#8221; e &#8220;Não imito a minha nostalgia&#8221;, ou em &#8220;É daqui que eu tiro versos, desta festa &#8211; com arbítrio silencioso e origem que não confesso&#8230;&#8221;, a escritora acaba se resguardando ainda mais, como quem espertamente se utiliza de uma bruma para escapar de alguma possível afetação. Surge então a imagem de uma mulher na contramão de tudo, principalmente de seu entendimento. Reluz cintilante a pessoa que é capaz de driblar a sua própria fé, de amar estranhamente, que possui em mãos a cartilha para todas as curas.</p>
<p style="text-align: justify;">Não obstante, Ana Cristina desliga-se de tudo: &#8220;Eu não estava nem aí. (&#8230;) Duvido muito.&#8221; Nesse ínterim, reforça ainda mais seu teor de rebeldia: &#8220;Não olho para trás e sai da frente que essa é uma rasante. Garras afiadas, e pernalta.&#8221;, como escreve no poema Atrás dos olhos das meninas sérias. Ana é talvez feita do ingrediente do &#8220;Tesão do talvez.&#8221;, que engole &#8220;&#8230; desaforos mas com sinceridade.&#8221;, que &#8220;Só e sempre procura essas frases soltas no seu livro que conta a história que não pode ser contada.&#8221;, verso do poema Duas Antigas I. Mulher que fez &#8220;misérias nos caminhos do conhecer.&#8221;, que hoje livra os outros da verdade e que escreve &#8220;coisas assim,/para pessoas que nem sei mais/quem são,/de uma doçura/venenosa/de tão funda&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">A teus pés é um livro escrito por uma poeta que em 29 de outubro de 1983 pulou do prédio onde seus pais Waldo Aranha e Maria Luiza moravam, escrevendo de uma vez por todas seu poema mais revelador: o suicídio. Ana morreria ali, nascendo como uma rosa que não consegue esconder a beleza de suas íntimas desgraças, e que tampouco refuta diante do instante de se desbravar o desconhecido. Porque assim havia de ser, como bem ela avisou em um de seus poemas em prosa: &#8220;Às vezes me despeço com brutalidade. Chego a parecer ingrata.&#8221; Talvez fosse tudo o que ela quisesse dizer naquele momento. E que disse. Ou apenas escondera as palavras sob o capacho na entrada de uma casa qualquer, labirinto-mundo.</p>
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<div style="text-align: justify;"><strong>*Germano Viana Xavier</strong> é mestre em Letras e jornalista profissional (DRT BA 3647). Desenvolve estudos e pesquisas sobre Literatura e Direitos Humanos – Comunicação e Cultura – Literatura e Letramentos – Língua Portuguesa – Linguística – Cinema – Educação e Educomunicação. Idealizador/Coordenador Geral do Jornal de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS (ISSN 2357 8025), periódico fundado em março de 2012 e que circula no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Irlanda. Escreve desde 2007 o blog <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://oequadordascoisas.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O EQUADOR DAS COISAS</a>,</span> cujo arquivo conta hoje com aproximadamente 2.000 textos de sua autoria. Em 2016, seu livro de contos SOMBRAS ADENTRO foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura. Possui publicações em livros, jornais e revistas literárias diversas. Baiano desterrado, natural da Chapada Diamantina, tem 35 anos e atualmente habita o agreste meridional pernambucano. Canal no YouTube: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/oequadordascoisas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.youtube.com/oequadordascoisas</a></span></div>
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<p style="text-align: justify;"><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  </em><em>Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></p>
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		<title>“Vejo em você, Aracaju, a energia de Deus”</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/vejo-em-voce-aracaju-a-energia-de-deus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Mar 2021 15:38:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Encantadora, maravilhosa, bem sinalizada, limpa, energia de Deus”. Esses são alguns dos adjetivos para Aracaju, que hoje completa 166 anos, por algumas pessoas que residem em outros estados e em outros países, mas que têm profunda relação de amor com a capital de Sergipe. Ou porque sempre estão aqui a passeio ou a negócio, ou &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvejo-em-voce-aracaju-a-energia-de-deus%2F&amp;linkname=%E2%80%9CVejo%20em%20voc%C3%AA%2C%20Aracaju%2C%20a%20energia%20de%20Deus%E2%80%9D" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvejo-em-voce-aracaju-a-energia-de-deus%2F&amp;linkname=%E2%80%9CVejo%20em%20voc%C3%AA%2C%20Aracaju%2C%20a%20energia%20de%20Deus%E2%80%9D" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvejo-em-voce-aracaju-a-energia-de-deus%2F&amp;linkname=%E2%80%9CVejo%20em%20voc%C3%AA%2C%20Aracaju%2C%20a%20energia%20de%20Deus%E2%80%9D" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvejo-em-voce-aracaju-a-energia-de-deus%2F&amp;linkname=%E2%80%9CVejo%20em%20voc%C3%AA%2C%20Aracaju%2C%20a%20energia%20de%20Deus%E2%80%9D" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvejo-em-voce-aracaju-a-energia-de-deus%2F&#038;title=%E2%80%9CVejo%20em%20voc%C3%AA%2C%20Aracaju%2C%20a%20energia%20de%20Deus%E2%80%9D" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/vejo-em-voce-aracaju-a-energia-de-deus/" data-a2a-title="“Vejo em você, Aracaju, a energia de Deus”"></a></p><p style="text-align: justify;">“Encantadora, maravilhosa, bem sinalizada, limpa, energia de Deus”. Esses são alguns dos adjetivos para Aracaju, que hoje completa 166 anos, por algumas pessoas que residem em outros estados e em outros países, mas que têm profunda relação de amor com a capital de Sergipe. Ou porque sempre estão aqui a passeio ou a negócio, ou porque nasceram aqui e foram morar em outros países pelas mais diversas razões. Lá onde estão, o coração permanece conectado a essa terra, por um motivo ou outro.</p>
<p style="text-align: justify;">O assistente social e expert em calistenia, Marcos Vinicius,  nasceu em Vila Velha, no Espírito Santo, e ainda criança veio para Sergipe, só tem a agradecer a Aracaju, inclusive se &#8220;considera filho de coração dessa terra tão querida e amada&#8221;. Ele foi buscar na canção “Cheiro da Terra”, do Grupo Cataluzes, a forma de homenagear a cidade. “Eu quero o cheiro das manhãs da minha terra, ver o sol nascer na serra e o vento norte soprar.”</p>
<p style="text-align: justify;">E o que dizer do professor de idiomas Flávio Guimarães, que em 1987 deixou o Rio de Janeiro e escolheu Aracaju para seguir a sua carreira militar na Força Aérea Brasileira? O plano inicial dele era passar cinco anos, mas passou 30. Hoje, morando em Viseu, Portugal, ele só tem boas recordações. Que o diga também o italiano Paolo Gaburri, cujo amor da sua vida é uma sergipana. Ele tem planos de deixar a Itália, quando se aposentar, e vir morar em Aracaju.</p>
<p style="text-align: justify;">E que declaração de amor da artista plástica e poetisa feirense, Joelma Morbeck: “Vejo em você, Aracaju, a energia de Deus, pela sua natureza plena e abundante”.</p>
<figure id="attachment_38333" aria-describedby="caption-attachment-38333" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-20.26.53.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-38333" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-20.26.53-300x225.jpeg" alt="" width="300" height="225" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-20.26.53-300x225.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-20.26.53-1024x768.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-20.26.53-768x576.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-20.26.53-1536x1153.jpeg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-20.26.53.jpeg 1599w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38333" class="wp-caption-text">Flávio Guimarães e família</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>Flávio Guimarães, professor de idiomas (Portugal) </strong>&#8211;  “Em 1987, cheguei em Aracaju, vindo do Rio de janeiro. Escolhi Aracaju para viver porque, entre as opções que tinha, era a mais próxima de minha cidade. Cheguei em Aracaju para trabalhar como controlador de voo (militar da Força Aérea Brasileira). Tive o privilégio de ser obrigado a reinventar minha forma de viver numa cidade relativamente pequena, sem shopping centers e com um modo de vida bem diferente do que estava acostumado. Gostei tanto que levou quase dois anos até que percebesse que não estava de férias e que teria que construir minha vida. Pretendia ficar em Aracaju por cinco anos (no máximo). Pois é! Fiquei por 30 anos. Casei-me, tenho 2 filhos nascidos em Aracaju e hoje vivo em Viseu (Portugal). Estou a reinventar minha vida mais uma vez e trago na memória os momentos de muita felicidade que vivi em Aracaju, dos muitos amigos que fiz. Parabéns Aracaju e a esse belo povo que lá vive!”</p>
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<figure id="attachment_38334" aria-describedby="caption-attachment-38334" style="width: 105px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-19.03.42.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-38334" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-19.03.42-169x300.jpeg" alt="" width="105" height="187" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-19.03.42-169x300.jpeg 169w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-19.03.42.jpeg 439w" sizes="auto, (max-width: 105px) 100vw, 105px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38334" class="wp-caption-text">Reginaldo Pereira</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>Reginaldo Pereira, repórter fotográfico (Feira de Santana) </strong>– “Amigos e irmãos de Sergipe, estado vizinho que tem esta capital belíssima. É sempre um prazer ir a Aracaju desfrutar das suas coisas maravilhosas. Destaco a limpeza da cidade. Uma capital que me chama a atenção e muitas sequer chegam ao chulé (desculpem o termo), mas é uma realidade. Aracaju é uma cidade muito bem cuidada, arborizada, sinalizada. Cada vez mais que vou a Aracaju, saio de lá com vontade de voltar imediatamente. Se eu tivesse que morar em outro lugar, que não fosse Feira de Santana, sincera e honestamente eu ia morar em Aracaju. Aliás, é projeto meu morar em Aracaju. É muito linda e as pessoas são muito educadas. Isso para mim é o suficiente. Aracaju é uma das melhores capitais do Brasil. Um abraço Aracaju. Feliz aniversário”.</p>

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<figure id="attachment_38339" aria-describedby="caption-attachment-38339" style="width: 118px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.25.43.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-38339" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.25.43-215x300.jpeg" alt="" width="118" height="165" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.25.43-215x300.jpeg 215w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.25.43-735x1024.jpeg 735w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.25.43-768x1070.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.25.43.jpeg 919w" sizes="auto, (max-width: 118px) 100vw, 118px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38339" class="wp-caption-text">Marcos Vinicius</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>Marcos Vinicius Barbosa da Fonseca, assistente social</strong>  <strong>(Vila Velha &#8211; Espírito Santo) </strong>– “Eu escolhi um trecho da música “Cheiro da Terra”, do grupo Cataluzes, que me parece tão atual para homenagear Aracaju. Diz o seguinte: “Dia após dia, noite e dia sem cessar, tanta dor, tanta agonia eu assim não vou ficar.  Eu quero o cheiro das manhãs da minha terra, ver o sol nascer na serra e o vento norte soprar.” É isso que eu quero para nossa terra querida. Rica em flora, fauna, rios, praias e gente bonita.  Aracaju, feliz aniversário!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_38335" aria-describedby="caption-attachment-38335" style="width: 140px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-18.52.03.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-38335" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-18.52.03-300x225.jpeg" alt="" width="140" height="105" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-18.52.03-300x225.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-18.52.03-1024x768.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-18.52.03-768x576.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-18.52.03.jpeg 1078w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38335" class="wp-caption-text">René Góis</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>René Gois, motorista</strong> <strong> (EUA)</strong>– “Estou aqui para parabenizar minha linda Aracaju, terrinha que me acolheu desde o meu nascimento até a minha mudança para os EUA. Pequena e Grande Aracaju, que ela seja ainda muito maior que já é, muita saudade. Grande abraço a todos os aracajuanos”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure id="attachment_38351" aria-describedby="caption-attachment-38351" style="width: 134px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T143005.920.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-38351" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T143005.920-300x300.png" alt="" width="134" height="134" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T143005.920-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T143005.920-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T143005.920-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T143005.920-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T143005.920.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 134px) 100vw, 134px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38351" class="wp-caption-text">A sergipana Ângela, com o marido Paolo</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paolo Gaburri, empresário (Itália)</strong> – “Oi Aracaju, <a href="https://www.sosergipe.com.br/sergipanos-que-vivem-no-exterior-contam-como-lidam-com-a-pandemia/">eu sou Paolo, italiano</a>. Aracaju, terra que amo demais, minha segunda casa e não vejo a hora de morar por aí. Parabéns, Aracaju, pelos 166 anos”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ângela Gaburri, master chef (Itália)–</strong> “Hoje é aniversário de nossa terra maravilhosa. Aracaju, a terra do caranguejo, do caju e das araras. Mesmo morando na Itália, Aracaju me faz muita falta, tenho muita saudade. Meus parabéns para Aracaju.</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_38341" aria-describedby="caption-attachment-38341" style="width: 116px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.28.35.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-38341" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.28.35-300x225.jpeg" alt="" width="116" height="87" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.28.35-300x225.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.28.35-1024x768.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.28.35-768x576.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.28.35-1536x1152.jpeg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-12.28.35.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 116px) 100vw, 116px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38341" class="wp-caption-text">Rogério Oliveira</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>Rogério de Oliveira Costa, master chef</strong> (Londres)<strong>,</strong>– “Minha cidade amanheceu iluminada para celebrar mais um ano de vida. Parabéns para a cidade na qual nasci e que me orgulha sempre! Hoje, <span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="https://www.sosergipe.com.br/do-bugio-para-o-mundo-historia-de-um-master-chef-sergipano/">vivendo aqui em Londres,</a></span> sinto muita saudade da minha terra querida. Muitas felicidades pelos seus 166 anos”.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure id="attachment_38337" aria-describedby="caption-attachment-38337" style="width: 147px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-10.47.42.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-38337" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-10.47.42-300x225.jpeg" alt="" width="147" height="110" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-10.47.42-300x225.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-10.47.42-768x576.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-17-at-10.47.42.jpeg 960w" sizes="auto, (max-width: 147px) 100vw, 147px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38337" class="wp-caption-text">Jaciara Silva</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jaciara Sá Neves, professora (Feira de Santana)</strong>– “O que posso dizer de Aracaju&#8230; é que ela é tudo de bom. Uma cidade limpa, acolhedora, um belo jardim. Cada dia mais bela. Se um dia eu resolver sair da Bahia, Aracaju é a cidade que escolho para morar. Parabéns a todos de Aracaju e que fique cada dia mais linda para eu visitar sempre”.</p>
<p>&nbsp;</p>

			</div></div>
<figure id="attachment_38336" aria-describedby="caption-attachment-38336" style="width: 173px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-17.36.39.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-38336" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-17.36.39-300x300.jpeg" alt="" width="173" height="173" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-17.36.39-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-17.36.39-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WhatsApp-Image-2021-03-16-at-17.36.39.jpeg 720w" sizes="auto, (max-width: 173px) 100vw, 173px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38336" class="wp-caption-text">Joelma Morbeck</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>Joelma Morbeck, artista plástica e poetisa (Feira de Santana)</strong>– “Aracaju, cidade maravilhosa. Como eu sou feliz quando chego aí! Lembro da primeira vez que coloquei os pés em Aracaju, minha filha tinha 10 anos, e eu senti uma emoção muito forte. Tive a impressão que já vivi nessa cidade. E de lá para cá,  só momentos felizes. Aí, eu fiz amizades boas, trabalhos maravilhosos onde me realizei como artista. Me banho nessas águas que Aracaju me oferece tão bem, aí tem tudo. Tem o amor de Deus. Vejo em você, Aracaju, a energia de Deus, pela sua natureza plena e abundante. Gratidão, muita gratidão. E feliz aniversário”.</p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure id="attachment_38344" aria-describedby="caption-attachment-38344" style="width: 134px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T140202.281.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-38344" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T140202.281-300x300.png" alt="" width="134" height="134" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T140202.281-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T140202.281-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T140202.281-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T140202.281-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Design-sem-nome-2021-03-17T140202.281.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 134px) 100vw, 134px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38344" class="wp-caption-text">Joanilde Carvalho</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>Joanilde Carvalho, empresária (Entre Rios)</strong> -Aracaju tão linda e maravilhosa,  é o nosso aconchego. Com a paz de interior, há quatro anos me acolheu! Metade baiana, metade sergipana, deixo o meu agradecimento a essa terra, que é um ponto de apoio e ajuda a preparar os nossos filhos a terem um futuro melhor. Tenho muito respeito e carinho por esta cidade. E usou os verso de Vinícius de Morais e Tom Jobim para expressar o seu amor pela capital &#8220;eu sei que vou te amar, p<span class="Rxerq">or toda a minha vida eu vou te amar</span>&#8220;.</p>

			</div></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Meu encontro com Sophia de Mello Breyner</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/meu-encontro-com-sophia-de-mello-breyner/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2020 10:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura&Afins]]></category>
		<category><![CDATA[água marinha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lisbon Art Stay, em algum dia de janeiro de 2020. Quando pagamos o bilhete que dava direito ao ingresso no Oceanário de Lisboa, ali dentro da sala de recepção do Lisbon Art Stay, jamais imaginaria o que estava por acontecer em minha vida. A Rua dos Sapateiros parecia tranquila àquela hora da manhã. Lisboa é &#8230;</p>
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<figure id="attachment_25901" aria-describedby="caption-attachment-25901" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25901" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg" alt="" width="300" height="293" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg 409w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-25901" class="wp-caption-text">Germano Xavier</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Quando pagamos o bilhete que dava direito ao ingresso no Oceanário de Lisboa, ali dentro da sala de recepção do Lisbon Art Stay, jamais imaginaria o que estava por acontecer em minha vida. A Rua dos Sapateiros parecia tranquila àquela hora da manhã. Lisboa é uma cidade tímida nas primeiras horas do dia, bem como acontece com grande parte das cidades turísticas pelo mundo. Depois de um rápido preparo, lá fui eu. Na verdade, estávamos em número de três. Porém, a experiência que narro aqui certamente só a mim cabe explanar. Tomamos autocarros e bondinhos, cruzamos viadutos, atravessamos pontes, e logo o bairro do Chiado começou a ser visto através dos reflexos das janelas.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo do dia era desbravar a região do Parque das Nações, realizar algumas visitas naquela freguesia e, em especial, conhecer o grande expositor de vida marinha da capital portuguesa. Não gosto de zoológicos ou de locais semelhantes, confesso, todavia resolvi apostar algumas horas naquilo de estar entre animais exóticos confinados. O Parque das Nações é um imenso conglomerado de espaços físicos voltados a exposições ao ar livre, congressos e movimentos de arte ou negócios diversificados. Particularmente, naquele dia, fazia bastante frio, mas tranquilamente suportável.</p>
<p style="text-align: justify;">Fomo-nos achegando ao local. O rio Tejo mostrava-se bravio, com suas águas fazendo ondas nervosas e balouçantes, auxiliadas pelos ventos fortes que por ali emanavam logo ao meio da manhã. Depois de voltearmos por quase a totalidade dos espaços, tomamos a direção ao Aquário Central do Oceanário, maior da Europa e segundo maior do mundo.</p>
<figure id="attachment_31136" aria-describedby="caption-attachment-31136" style="width: 393px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/07/sophia-de-mello.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-31136" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/07/sophia-de-mello-300x158.jpg" alt="" width="393" height="207" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/07/sophia-de-mello-300x158.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/07/sophia-de-mello.jpg 310w" sizes="auto, (max-width: 393px) 100vw, 393px" /></a><figcaption id="caption-attachment-31136" class="wp-caption-text">Poetisa Sophia de Mello</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Subimos as rampas. Placas me chamavam a atenção. Foi como estar diante de uma espécie de anunciação. Todas elas davam conta de nos preparar para uma exposição de poemas, na área central do Oceanário, precisamente de uma exposição de poemas da escritora <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen">Sophia de Mello Breyner Andersen</a></span>. Enfim, entramos. E, para minha sorte, os corredores não se mostravam abarrotados de pessoas. Um sinal de que seria possível ver tudo com calma.</p>
<p style="text-align: justify;">Os grandes vidros, a enorme quantidade de água marinha represada, os peixes e as outras criaturas marinhas realmente despertavam muito a minha curiosidade, ao passo que não entendia como nós, seres humanos, chegamos ao ponto de sacrificar a liberdade de todos aqueles seres vivos daquela maneira. Isto nunca vai entrar em minha cabeça como algo saudável à sociedade. Porém, por ora, esqueçamos isto. Vamos ao motivo de eu estar escrevendo este texto.</p>
<p style="text-align: justify;">No alto do primeiro grande vidro, Sophia já nos alertava para toda a sua potencialidade poética: “Quando eu morrer voltarei para buscar/Os instantes que não vivi junto ao mar”. Depois de ler aquilo, não dava mais para me arrepender por ter ido ao Oceanário, tido por muitos como o melhor e mais completo em todo o planeta. Enquanto os outros dois companheiros de viagem se deliciavam com os mistérios do fundo do mar, eu me prostrava silenciosamente aos versos de Sophia. Espalhados por todo o Aquário Central, estavam “submersos” nas paredes poemas inteiros feitos de sal e saudade, de medo e de desejo, escritos por Sophia.</p>
<p style="text-align: justify;">Quase uma manhã inteira a ziguezaguear, a perambular, e a cada passo dado em direção ao fim do percurso, a certeza de que eu me aproximava e me apaixonava mais pelo ideário poético dos mares de Sophia de Mello Breyner Andersen. Foi um verdadeiro encontro. Inusitado, diriam alguns, como aqueles que sempre costumam nos marcar para todo o sempre. Um verdadeiro encontro, indubitavelmente. Guardei imagens em minha mente, em meu celular, e voltei ao Brasil com o intuito de estudá-la, de lê-la e também de homenageá-la, de alguma forma.</p>
<p style="text-align: justify;">Deste ímpeto, nasceu uma série de poemas bilíngues (português-francês) em homenagem à Sophia, com a grandiosa parceria da escritora luso-angolana Luísa Fresta, que belissimamente traduziu a série intitulada de AS COISAS MINHAS DE SOPHIA e que é constituída de 10 poemas.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Uma palhinha:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>AS COISAS MINHAS DE SOPHIA (Parte III)</h3>
<p>ao longe,</p>
<p>lá onde o sol se confunde com o fim,</p>
<p>uma água lisa e pura abraça</p>
<p>toda a impossível matéria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>nesta ondular existência sem sal,</p>
<p>os sonhos dos alguns</p>
<p>se abraçam, dissipados ao vento,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>e para conter</p>
<p>o avanço das misérias,</p>
<p>livres no horizonte e perdidas, fecho os olhos</p>
<p>e sinto toda uma escola de sensações.</p>
<p>autossuficiência | dor | escape</p>
<p>o alto mar engole o Grande Peixe</p>
<p>que é você, e por serem tão claros os tormentos,</p>
<p>outros azuis vão, seguidamente,</p>
<p>se modulando.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>MES CHOSES À MOI ET SOPHIA (Partie III – em francês)</h3>
<p>au loin,</p>
<p>là où le soleil se confond avec la fin,</p>
<p>des eaux lisses et pures enlacent</p>
<p>toute l’impossible matière.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>dans cette flottante existence sans sel,</p>
<p>les rêves de certaines personnes</p>
<p>se serrent, dissipés dans le vent,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>et pour contenir</p>
<p>l’avancée des misères,</p>
<p>égarées et libres à l’horizon, je ferme les yeux</p>
<p>et je ressens tout un éventail de sensations.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>l’autosuffisance | la douleur | la fuite, l’échappatoire</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>la haute mer avale le Grand Poisson</p>
<p>qui n’est autre que toi, et puisque les chagrins sont si clairs</p>
<p>d’autres bleus, modulaires</p>
<p>se suivent.</p>

			</div></div>
<figure id="attachment_31137" aria-describedby="caption-attachment-31137" style="width: 417px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/07/sophia-de-mello-II.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31137 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/07/sophia-de-mello-II.jpg" alt="" width="417" height="278" /></a><figcaption id="caption-attachment-31137" class="wp-caption-text">Mais uma imagem de Sophia</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Uma combinação incrível entre o azul vindo das lâminas das vidrarias do Aquário Central e o negro quase total dos corredores. Era o que eu via lá dentro. Em pequenas entradas que nos aproximavam dos vidros, bancos me serviam para sentar por bons minutos em contemplação passiva. Não era cansaço. Era estupefação. Na frente das banquetas, impressos na parede, ficavam instalados os poemas da Sophia, como já dito. Para os leitores. E para mim. Os peixes em círculos, vagando ao meu lado, transformaram-se em meros detalhes diante de meus olhos realmente interessados em Sophia.</p>
<p style="text-align: justify;">Se um dia alguém me perguntar como e quando conheci a poesia de Sophia de Mello Breyner Andersen, responderei sem titubear: nas paredes escurecidas do Aquário Central do Oceanário lisboeta, numa exposição de poemas que, depois, ficaria sabendo que tinha se iniciado em comemoração ao Dia do Mar, em 2004. Sophia, falecida em 2 de julho de 2004, sempre teve o mar como um de seus maiores personagens e motivos para encantamentos íntimos, tanto na esfera vital quanto em sua obra literária. Eu, a partir daquele dia, havia encontrado o Grande Peixe. E isto é demais até hoje.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Germano Viana Xavier</strong> é mestre em Letras e jornalista profissional (DRT BA 3647). Desenvolve estudos e pesquisas sobre Literatura e Direitos Humanos – Comunicação e Cultura – Literatura e Letramentos – Língua Portuguesa – Linguística – Cinema – Educação e Educomunicação. Idealizador/Coordenador Geral do Jornal de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS (ISSN 2357 8025), periódico fundado em março de 2012 e que circula no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Irlanda. Escreve desde 2007 o blog <a href="http://oequadordascoisas.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O EQUADOR DAS COISAS</a>, cujo arquivo conta hoje com aproximadamente 2.000 textos de sua autoria. Em 2016, seu livro de contos SOMBRAS ADENTRO foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura. Possui publicações em livros, jornais e revistas literárias diversas. Baiano desterrado, natural da Chapada Diamantina, tem 35 anos e atualmente habita o agreste meridional pernambucano. Canal no YouTube: <a href="https://www.youtube.com/oequadordascoisas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.youtube.com/oequadordascoisas</a></p>
<p style="text-align: justify;">** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</p>
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