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	<title>Arquivo para poética - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Olha o tempo Zara!</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/olha-o-tempo-zara/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Salvador do Nascimento Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 09:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[antologia]]></category>
		<category><![CDATA[Candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[cultuado]]></category>
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		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Umbanda]]></category>
		<category><![CDATA[Zara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Salvador do Nascimento Filho (*) &#160; A introdução da música Tempo, de Caetano Veloso, cantada por Rita Beneditto, que esteve em Aracaju no mês de julho de 2026 participando do projeto Arrastafé, traz um trecho introdutório em ioruba que assim diz: “é, tempo, macura dilê. É, tempo, macura tata. É da muraxó, é &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Folha-o-tempo-zara%2F&amp;linkname=Olha%20o%20tempo%20Zara%21" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Folha-o-tempo-zara%2F&amp;linkname=Olha%20o%20tempo%20Zara%21" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Folha-o-tempo-zara%2F&amp;linkname=Olha%20o%20tempo%20Zara%21" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Folha-o-tempo-zara%2F&amp;linkname=Olha%20o%20tempo%20Zara%21" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Folha-o-tempo-zara%2F&#038;title=Olha%20o%20tempo%20Zara%21" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/olha-o-tempo-zara/" data-a2a-title="Olha o tempo Zara!"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Salvador do Nascimento Filho (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> introdução da música Tempo, de Caetano Veloso, cantada por Rita Beneditto, que esteve em Aracaju no mês de julho de 2026 participando do projeto Arrastafé, traz um trecho introdutório em ioruba que assim diz:</p>
<blockquote><p><em>“é, tempo, macura dilê. É, tempo, macura tata. É da muraxó, é o macuriá”</em>.</p></blockquote>
<p>Trata-se da música Oração ao Tempo! Em uma das músicas cantadas por Marcelo D2, álbum Iboru, na canção “Pra curar a dor do mundo”, composta por Luiz Antônio, cita o trecho: macura dile.</p>
<p>Em meus estudos orientados por nosso Tata de Ioruba, essa frase prévia, introdutória, na música, remete ao Orixá Iroko, o mesmo que tem ligação direta com o tempo, sendo ele o próprio tempo. No Candomblé, Iroko (tempo) é um dos mais antigos orixás do panteão africano, corresponderia ao Nkisi Tempo, em Angola, chamado de Kitembo. Iroko foi a primeira árvore plantada que teve como função auxiliar diretamente a todos os Orixás para que descessem através dela, do orum (mundo espiritual) até a terra (àiyé); serviu de escada sagrada. Na nação Ketu, é cultuado como Iroko, e, na nação Jeje, é cultuado como Loko.</p>
<p>Na nação Angola ou Congo, é o Inquice Tempo. No ritual de bate-folha na Umbanda, que objetiva limpar os chakras, a aura, resultando em bem-estar, caminhos abertos, é um ritual de benzimento de proteção fortíssimo. Existe um momento em que, entrecruzando as folhas sagradas (ewé), canta-se:</p>
<blockquote><p>“O tempo dá, o tempo tira, o tempo passa e a folha vira. Olha o Tempo Zará”.</p></blockquote>
<p>Zara Tempo é a saudação ao Orixá Tempo, ou seja, o tempo é a casa que cresce. Ninguém passa pelo orum, pela terra, atropelando o senhor tempo, ele existe na vida de todo ser vivente, da coletividade, de cada coisa, nele reside a dinâmica do fator cronológico: nascer, viver, morrer.</p>
<p>A vida é um longo processo de aprendizado e, nesse contexto, tive uma poesia classificada na Seleção de Poesia Brasileira, Poesia Livre 2025, Antologia Poética, edição 50, novos poetas, organizador Isaac Almeida Ramos, que reflete sobre o tempo:</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: center;"><strong>Tempo</strong></p>
<p style="text-align: center;">Não deixarei de referenciar sua imponência,</p>
<p style="text-align: center;">mesmo diante de tanto contratempo.</p>
<p style="text-align: center;">Não deixarei de cantar meu canto, e num canto</p>
<p style="text-align: center;">no cantar dos meus lábios ouvindo o som da minha voz.</p>
<p style="text-align: center;">Não deixarei de refletir que mesmo o sol e dia, lua e noite,</p>
<p style="text-align: center;">também sabem de sua importância para o universo.</p>
<p style="text-align: center;">Não deixarei no esquecimento os ciclos: nascer, crescer,morrer.</p>
<p style="text-align: center;">Não deixarei de refletir a palavra dita, o olhar cruzado com outro,</p>
<p style="text-align: center;">as bocas unidas, os rebentos que nascem, o aviso na porta,</p>
<p style="text-align: center;">a circunstância que surge e outra que se finda.</p>
<p style="text-align: center;">Não deixarei de defender sua importância ou sua frivolidade.</p>
<p style="text-align: center;">Alguns lhe aguardam sentados, outros trabalham aguardando você chegar.</p>
<p style="text-align: center;">Não deixarei de refletir que mesmo o relógio que marca a hora exata, atrasada ou adiantada,</p>
<p style="text-align: center;">é seu aliado, seus ponteiros indicam sua passagem pela vida.</p>
<p style="text-align: center;">Não esquecerei a tinta que não se apaga, do grafite que perde a cor,</p>
<p style="text-align: center;">dos diplomas pendurados e da constante Inteligência envelhecida.</p>
<p style="text-align: center;">Não deixarei de lhe perguntar o que é a vida ou o que é a morte,</p>
<p style="text-align: center;">e que não serão esquecidas as criaturas que o impressionaram,</p>
<p style="text-align: center;">quando seu valoroso momento chegou ao final: <em>ne varietur</em> no livro funeral.</p>
<p style="text-align: center;">Até você tem o seu, e até o seu fica em silêncio, esperando seu momento.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>TEMPO !</strong></p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A poética do cotidiano em Cama de Vento, de Ilda Rezende </title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-poetica-do-cotidiano-em-cama-de-vento-de-ilda-rezende/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Acacia Rios]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jan 2025 13:45:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura&Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Ilda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Acácia Rios (*) &#160; Quando uma dona de casa&#8230;  Resolve ser poeta, ai ai, a coisa pega Pois os objetos caseiros passam a ter Vários outros significados. (&#8230;) A pia pirou ao ver o pinto pelado A tábua tapou o buraco da pia O tanque criou asa e voou com o sabão  O &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Acácia Rios (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Quando uma dona de casa&#8230;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em> Resolve ser poeta, ai ai, a coisa pega</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Pois os objetos caseiros passam a ter</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Vários outros significados. (&#8230;)</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A pia pirou ao ver o pinto pelado</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A tábua tapou o buraco da pia</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>O tanque criou asa e voou com o sabão </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>O batedor de bife, mesmo desdentado ama a carne de boi</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>O rolo, quem diria amassou a massa e casou com a pizza</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>E aí, a dona de casa fez com que o forno elaborasse </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>essa baita poesia.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Ilda Rezende</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span class="dropcap ">C</span>ama de vento e outros poemas</em>, de Ilda Rezende (Criação Editora, 2024), que veio a público em dezembro passado, tem apresentação da ensaísta Maruze Reis, orelha do poeta Ronaldson Sousa e delicada capa de Lau Rocha. A bem cuidada edição antecipa o prazer da leitura, em que podemos ver uma poética do cotidiano que abarca extensa linha temporal e as mudanças espaciais em virtude das demandas familiares.</p>
<figure id="attachment_84371" aria-describedby="caption-attachment-84371" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ilda-rezende.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-84371" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ilda-rezende-300x225.png" alt="" width="300" height="225" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ilda-rezende-300x225.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ilda-rezende-1024x768.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ilda-rezende-768x576.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/ilda-rezende.png 1280w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-84371" class="wp-caption-text">Ilda Rezende autografando um dos livros</figcaption></figure>
<p>O livro é dividido em duas partes, como o próprio título sugere. A primeira (Cama de vento), com 51 poemas e a segunda (Outros poemas), com 48. Os temas, tratados muitas vezes com bom humor, são variados: o cotidiano, a memória, as mudanças de cidade, velhas e novas paisagens, saudade, amor e perdas.</p>
<p>Cada poema é burilado, aperfeiçoado, enxuto. Basta compararmos, por exemplo, &#8216;Imagem virtual&#8217; (p. 50) e &#8216;Bye, bye juventude&#8217; (p. 35, grafado inicialmente &#8216;&#8230;Bye&#8230;Bye&#8230; Juventude&#8217;), ambos publicados originalmente em Poemas de Oficina (1992), primeira antologia da qual participei como poeta, mas não Ilda. Ela já vinha trilhando esse percurso e, pouco a pouco, foi consolidando a sua poesia. Ao comparar os poemas, percebo que a autora os revisitou e fez algumas alterações, o que demonstra seu esmero e amadurecimento 32 anos depois da primeira publicação.</p>
<p>Vale a pena citar as mudanças para comprovar que o processo criativo não se esgota quando escrevemos um poema ou um texto em prosa. Em &#8216;Imagem virtual&#8217;, a mais significativa é esta:</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><span class="sigijh_hlt">Primeira versão (1992) </span></p>
<p>A cidade está em paz</p>
<p>porém &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; (eu também estou assim).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Versão atual (2004): </span></p>
<p>A cidade está em paz</p>
<p>Porém inquieta</p>
<p>(eu também estou assim)</p>

			</div></div>
<p>O tempo cuidou de preencher os pontilhados com &#8216;inquieta&#8217;. Seguindo a lição do mestre Drummond, seu poeta de cabeceira, mergulhou no reino das palavras.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Já em &#8216;Bye, bye juventude&#8217;, a mudança é mais sutil, porém, demonstra que o poema não foi simplesmente trasladado de um livro para outro. &#8220;E se misturando ao vento que passou&#8221; passa a ser grafado assim: &#8220;Mistura-se ao vento que passou&#8221;, em que opta por eliminar o gerúndio, tornando o verso mais assertivo.</p>

			</div></div>
<p>Dito isso, observo também que a poeta se reinventa não apenas nos versos, mas também em seu próprio nome, passando a assinar os textos sem o último sobrenome, Costa, como fizera em diversas publicações.</p>
<p>Não se pode separar a escrita da vida. Mãe de seis filhos homens, nas horas de descanso lia Drummond, que lhe é referência explícita em &#8216;Dever de casa&#8217; (p.51): &#8220;Agora vou deixar um pouco essa lida&#8230; /Lendo Carlos Drummond de Andrade/É nela a poesia com que me deleito quase todos os dias/Se não fosse dona de casa, com certeza/Arrumaria versos.&#8221; (p. 51).</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-01-at-21.59.24.jpeg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-84370 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-01-at-21.59.24-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-01-at-21.59.24-225x300.jpeg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-01-at-21.59.24-768x1024.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-01-at-21.59.24.jpeg 780w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a>Em &#8216;Toma tendência, oh! Ilda&#8217; (p.84), no entanto, há um diálogo menos óbvio com o &#8216;Poema de sete faces&#8217;, a partir do famoso verso &#8220;Vai, Carlos, ser gauche na vida&#8221;. Senão, vejamos. A poeta vive uma dualidade entre as obrigações domésticas e a sua paixão, que é a poesia. O eu lírico dialoga com Ilda, portanto, podemos afirmar que, assim como o de Drummond, seu poema é confessional e autobiográfico. Tomar tendência (variante de tenência, ou seja, tomar juízo) significa retomar o seu papel social e familiar e abandonar o seu lado gauche, rebelde. Afinal, quem já viu dona de casa escrever poemas?</p>
<p>Ilda é poeta forjada em oficinas de escrita. Tenho muita alegria em dizer que fomos alunas de Maruze Reis na antiga Fundação Estadual de Cultura (Fundesc) e, como é comum entre colegas de turma, acompanhamos os progressos mútuos. Naquele momento, compartilhávamos a grande mesa oval da sala com Ariesnelde, Berílio Vieira, Getúlio Ribeiro, Ieda Vilela, João Roberto Rezende Costa (filho de Ilda e meu amigo desde então), Lúcia Marques, Rosivaldo Andrade, Solange Galvão Sampaio, Sonia Barreto, Vagner Ferreira Freitas, Valdemir Ribeiro da Costa, Daniel Marcos Andrade.</p>
<p>Nascida em Porto da Folha e criada em Itabi (cidades sergipanas que, ao lado do Rio de Janeiro (Leblon, aeroporto Santos Dummont) e Aracaju aparecem repetidas vezes em seu livro), aos 87 anos, Ilda esbanja uma poesia de grande valor. Nos seus versos, a lida com a casa e o cotidiano anda <em>pari passu</em> com o exercício do olhar, que se renova ao sabor do vento.</p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Texto revisado por Joara Carvalho (<strong><span style="color: #008000;">@profajoaracarvalho</span></strong>)</p>

			</div></div>
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		<title>Deixe-me outro dia</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/deixe-me-outro-dia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 14:04:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; O tema do presente artigo foi inspirado na canção de Erasmo Carlos/Roberto Carlos (1968), sucesso na voz de Agnaldo Timóteo (1936-2021). Aquele ano, incrivelmente o de acirramento da linha dura do regime militar no Brasil, também foi um dos mais prósperos, com “Última canção”, “Sabiá”, “Para não &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> tema do presente artigo foi inspirado na canção de Erasmo Carlos/Roberto Carlos (1968), sucesso na voz de Agnaldo Timóteo (1936-2021). Aquele ano, incrivelmente o de acirramento da linha dura do regime militar no Brasil, também foi um dos mais prósperos, com “Última canção”, “Sabiá”, “Para não dizer que não falei das flores”, “É proibido proibir”. Surgimento da “Tropicália” e intensificação dos Festivais de Música da TV.</p>
<p>Para o advogado e radialista, André Luiz da Silva (2019), “Deixe-me outro dia, menos hoje”: “<em>É uma canção de amor que fala da tentati­va de evitar uma partida, que pode ser definitiva</em>”. Essa era a tônica de boa parte das canções até aquela virada dos anos 60 para os anos 70. Até então, e por algum tempo ainda, vozes masculinas, com impostação, cadência, ritmo poético e romântico, de melodia tristonha, vão dando espaço a outras mais agitadas, frenéticas, rebeldes (de fato), mas não mais, necessariamente, vozes do tipo tenor. O rádio dá espaço para a TV. A produção musical pedia de seus artistas que fossem cada vez mais midiáticos, que respondessem, por exemplo, às demandas da juventude, daí novos sucessos como os da “Jovem Guarda”.</p>
<p>Com o falecimento de um outro Agnaldo, o Rayol (86 anos), no último dia 4 de novembro, vítima de complicações de um acidente doméstico (queda no banheiro), me pus a pensar que, certamente, estamos vivendo o fim de uma era. A era das grandes vozes masculinas do Brasil. É bem verdade que ainda temos grandes intérpretes, compositores e músicos, a exemplo do próprio Roberto Carlos ou mesmo Ney Matogrosso, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, todos eles, ainda, vivos, longevos e na ativa; e Milton Nascimento, claro (curtindo sua aposentadoria dos palcos). Mas estes, em que pesem as suas importâncias históricas e musicais, não estão no patamar que eu aqui entendo como grandes vozes masculinas, tal qual foram Agnaldo Timóteo, Agnaldo Rayol, Antônio Marcos, Altemar Dutra, Paulo Sérgio, Noite Ilustrada, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto, Nelson Ned, Vicente Celestino&#8230; e tantos outros que já partiram para a eternidade que a minha memória consegue alcançar no momento.</p>
<p>Veja bem. Não estou tratando de empobrecimento da música brasileira. Mas de mudança de gênero e de formas de produzir a música nacional. É bem verdade que, com o tempo, essa última turma foi relegada à categoria pejorativa de brega ou mesmo de cafona, antigo, ultrapassado. Os arranjos mais bem elaborados, com orquestras, e a voz impostada e firme já não mais foram encontrando espaço nas décadas seguintes, embora seguissem sendo ouvidas e executadas, em menor escala.</p>
<p>Não se trata aqui, pois, de saudosismo e se o fosse, penso que não estaria cometendo uma heresia. Mas de uma reflexão em torno daquilo que constitui o rico repertório da música produzida no Brasil no século XX, tendo vozes masculinas como mote. Se eu fosse escrever sobre as vozes femininas, essa análise iria ainda mais longe, sobretudo se eu principiasse por nomes como Núbia Lafayette, Elis Regina, Maria Betânia e Alcione.</p>
<p>Ainda bem que suas vozes [grandes vozes da música brasileira] não morrem, sobretudo com os registros fonográficos de outrora e atuais, pelo menos enquanto forem lembradas, executadas, estudadas e revisitadas, sejam em regravações ou mesmo em novas interpretações, e até mesmo compondo trilhas sonoras de novelas de época, por exemplo. Tornar a ouvi-las ou fazê-lo numa primeira oportunidade faz bem ao coração e à alma, nesses tempos apressados e de pouca criatividade e novidade musicais. Nesse sentido, peço que não nos deixem agora em que tanto precisamos de sentimento e de poesia. “Deixe-me [nos] outro dia sim, porém hoje não”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Carlos Cauê lança Tempo das Esperas no Museu da Gente Sergipana</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/carlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jul 2024 14:39:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O escritor, jornalista e publicitário Carlos Cauê lança seu novo livro ‘Tempo das Esperas’ na quarta-feira, dia 17 de julho. O evento acontece no Museu da Gente Sergipana a partir das 18h e apresenta a mais nova obra de poesia de Cauê. ‘Tempo das Esperas’ reúne a produção poética do autor nos últimos anos, inclusive &#8230;</p>
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<figure id="attachment_78998" aria-describedby="caption-attachment-78998" style="width: 390px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-78998" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas-300x300.jpeg" alt="" width="390" height="390" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 390px) 100vw, 390px" /></a><figcaption id="caption-attachment-78998" class="wp-caption-text">Capa do novo livro</figcaption></figure>
<p>Carlos Cauê explica a divisão e o que apresenta em cada uma das partes. “Esta obra é dividida em quatro partes e cada uma reflete sobre um tema específico. Na primeira parte, &#8216;eis o homem&#8217;, fala sobre a condição do homem e as suas relações com o próprio homem, com Deus, com o próximo. É uma temática existencial, que lida com a condição humana. Depois, trata a relação com o tempo, como uma categoria absoluta que rege todas as coisas e que todos nós precisamos reverenciar. Na terceira parte, intitulada de ‘pausa’, aborda o dilema da vida e da morte que foi imposto durante a pandemia, a inquietação do homem neste período. E, por fim, traz o tempo das esperas, como um aceno de esperança, do por vir. Da necessária capacidade do homem para continuar vivendo e levando a sua vida e sua luta adiante”, explica o autor.</p>
<p>A poesia de Carlos Cauê sempre é uma poesia mesclada de uma reflexão filosófica sobre a vida, sobre a humanidade, sobre o tempo, sobre Deus e sobre a relação do homem com o divino. Este é o segundo livro de poemas lançado por ele. Em 2014, o autor apresentou o livro ‘Amorável’. Além destas produções, Cauê publicou os livros de contos ‘Contos de Vida e Morte’, em 1999, e, em 2021, &#8216;Sinfonia da Desesperança&#8217;, ambientado na pandemia. Além disso, na dramaturgia, teve duas peças encenadas: em 2004, ‘Viva – A Vida em um Ato’, e, em 2023, &#8216;Passatempo&#8217;.</p>
<p>‘Tempo das Esperas’ tem prefácio de Ronaldson Sousa e apresentação de João Augusto Gama. A capa é de Ronaldson e Rafael Balthazar, a partir da obra “A criação de Adão” (1511), de Michelangelo, sobre a qual Ronaldson criou as ilustrações do livro e a diagramação é de Adilma Menezes.</p>
<p><b>Sobre o autor</b></p>
<p>Carlos Cauê é escritor, publicitário e jornalista. Alagoano de Maceió, apaixonou-se por Aracaju ao ingressar na Universidade Federal de Sergipe (UFS), no início dos anos 1980. Recebeu os títulos de cidadão aracajuano, através da Câmara Municipal de Aracaju, e sergipano, através da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe. Cauê especializou-se em Marketing Político, comandando diversas campanhas eleitorais em Sergipe.</p>
<p>Na gestão pública sergipana, foi presidente da Fundação Cultural de Aracaju e secretário da Cultura de São Cristóvão, quando recriou o Festival de Arte de São Cristóvão (Fasc). Foi secretário da Comunicação do Governo de Sergipe e da Prefeitura de Aracaju.</p>
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		<title>Pena que Lavra, Tintura e Grada &#8211; A propósito de &#8220;Caderno Croqui (1985 — 1996)</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/pena-que-lavra-tintura-e-grada-a-proposito-de-caderno-croqui-1985-1996/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Feb 2024 11:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Léo Mittaraquis (*) &#160; O poeta e o artista plástico/gráfico [assim eu o considero] propõe-se ao apanhado. E entre dois marcos, 85 e 96, dispõe seus versos e seus traços. Em ambos há cores. E diria, também, sua música. Ora, pois, sim: Ronaldson, ademais, é elegante compositor. Sei que o artista dialoga bem com o &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/pena-que-lavra-tintura-e-grada-a-proposito-de-caderno-croqui-1985-1996/">Pena que Lavra, Tintura e Grada &#8211; A propósito de &#8220;Caderno Croqui (1985 — 1996)</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> poeta e o artista plástico/gráfico [assim eu o considero] propõe-se ao apanhado. E entre dois marcos, 85 e 96, dispõe seus versos e seus traços. Em ambos há cores. E diria, também, sua música. Ora, pois, sim: Ronaldson, ademais, é elegante compositor.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-75372 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-1-194x300.jpeg" alt="" width="194" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-1-194x300.jpeg 194w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-1.jpeg 615w" sizes="auto, (max-width: 194px) 100vw, 194px" /></a>Sei que o artista dialoga bem com o potencial polissêmico inerente à poesia. Contudo, não é sensato perceber suas produções de forma aleatória, tudo a significar tudo, sem vela nem leme. <span class="sigijh_hlt">O escritor sabe à larga valer-se da palavra, conhecedor que é, além da Literatura, também da nossa língua portuguesa. Há sequência e sentido. Volpi entre a bala e a embalagem. Bule velho, transversal ao tronco de velha árvore. Esquisso ao longo da estação mais fria do ano, que se situa entre o outono e a primavera.</span></p>
<p>O projeto gráfico da obra é impecável. Responde bem às expectativas do leitor. As ilustrações conversam de forma consistente, pertinente, com os textos. São, por si tão somente, testemunhas extremamente confiáveis da perspectiva plástica do artista ante o mundo [o dele e este que, mesmo não sendo nosso por merecimento, ocupamos]. Não será este sabatino escriba que irá tagarelar, poema a poema, desenho a desenho, qual engenheiro de obra pronta e consolidada.</p>
<p>Sim, é isto: não me lançarei à exaustiva empreitada de comentar todo o livro, de ponta a ponta. A coisa é digna e boa. Neste ponto, sem surpresas – Ronaldson, desde há muito, se afirmou como poeta, como referência literária na terrinha e alhures.</p>
<p>Meditei, após leitura e releitura desta obra que se faz respeitar e admirar, e a mim mesmo disse: verdade seja dita, é um saboroso reencontro.</p>
<p>Volto no tempo, anos oitenta, do começo até o finzinho. Época em que eu não escrevia poemas, mas, sim, cometia hediondos crimes sob os olhos escandalizados de Calíope. Eu não era poeta, longe disso. Apenas um pedante e pernóstico, sob o manto da arrogância, a escrever [escrever?] frases de efeito, metáforas sem fundamento, amontoando-as.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-2.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-75373 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-2-197x300.jpeg" alt="" width="212" height="323" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-2-197x300.jpeg 197w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-2.jpeg 569w" sizes="auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px" /></a>Hoje, é de bom-tom esclarecer-se, continuo pedante, pernóstico e arrogante, porém, pari passu, tornei-me escritor [e crítico] a lidar com mestria nas composições.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Ronaldson, já naquela época, sabedor das coisas, e do que ainda teria de saber, ia, aos poucos, mostrando a que veio. Li “Gradação (ou A Flauta Submarina)”, e um estalo doído e esclarecedor ocorreu na cachola: “este sim, é poeta, entende do riscado”. Outros tantos poemas que li só reafirmaram o observado.</span></p>
<p>O consolidado, não obstante dinâmico, vívido, mundo poético do escritor Ronaldson.</p>
<p>Em “Caderno Croqui”, um mundo de memórias. Não no mero sentido da comum [ainda que muito importante] capacidade mental que permite armazenar e recuperar informações – esta caracterizada pela percepção, codificação e armazenamento. Ferramenta do dia a dia.</p>
<p>Na verbal e imagética lavra ronaldsoniana, a memória manifesta-se numa riquíssima evocação habilmente mesclada, isto é [a parafrasear Frances A. Yates], o poema e o desenho, pelas mãos deste artista, se impõem na supremacia dos significados inerentes ao visual, sob traços e termos bem-dispostos diante de nós, leitores.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">“Caderno Croqui” é a materialização plástica e verbal do denso estofo lírico de Ronaldson. Ao ler e olhar o livro, me vejo sob o compromisso de externar o que esta produção literária me passa sobre o autor: cada poema, cada desenho emana um ritmo nítido, próprio e marcante. O artista, via estes recursos, compartilha momentos de transformação e de revelação</span>. Trajetória poética, trajetória de vida, devidamente articuladas, ainda que não se recusem ao fator da inexorabilidade tão própria aos percalços próprios à existência, pois, estes são, também, o motor da construção poética.</p>
<p>O autor é profuso em temas e soluções, mas, num sedutor paradoxo, se utiliza do aproveitamento racional e eficiente, versado que é na exigência de especificidade que a cada poeta a poesia inspira.</p>
<p>Por consequência feliz, “Caderno Croqui” põe o leitor a refletir, a sonhar, a observar e fantasiar. Ou seja: do mundo poético de Ronaldson, cada leitor apreende um lote e traz ao seu ambiente pessoal, mediante imagens e sentimentos que se manifestam, então, em formas singulares.</p>
<p>Como gesto de memória, de inspeção do estado patrimonial do seu espírito transcendente e estético, Ronaldson, nesta sua publicação, demonstra que fixou, sem amarras demasiadamente cerradas, diversos lugares de revivescências. Entre o ontem e o presente, o poeta se move na direção que lhe melhor aprouver.</p>
<p>E como ele mesmo diria: “Olho a vida/Sombreada na estrada/Que eu mesmo fiz”.</p>
<p>É isto.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sobre &#8220;Todas as coisas sem nome&#8221;, de Walther Moreira Santos</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/sobre-todas-as-coisas-sem-nome-de-walther-moreira-santos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Nov 2023 12:34:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura&Afins]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[evangélicos]]></category>
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		<category><![CDATA[Walther Moreira Santos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Germano Viana Xavier (*) &#160; Todas as coisas sem nome (2014) é o terceiro livro escrito por Whalter Moreira Santos que leio nesta vida. Antes dele, tive o prazer de ler Dentro da chuva amarela (2006) e O  metal de que somos feitos (2013) &#8211; se procurar bem, você encontrará minhas impressões sobre esses &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsobre-todas-as-coisas-sem-nome-de-walther-moreira-santos%2F&amp;linkname=Sobre%20%E2%80%9CTodas%20as%20coisas%20sem%20nome%E2%80%9D%2C%20de%20Walther%20Moreira%20Santos" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsobre-todas-as-coisas-sem-nome-de-walther-moreira-santos%2F&amp;linkname=Sobre%20%E2%80%9CTodas%20as%20coisas%20sem%20nome%E2%80%9D%2C%20de%20Walther%20Moreira%20Santos" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsobre-todas-as-coisas-sem-nome-de-walther-moreira-santos%2F&amp;linkname=Sobre%20%E2%80%9CTodas%20as%20coisas%20sem%20nome%E2%80%9D%2C%20de%20Walther%20Moreira%20Santos" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsobre-todas-as-coisas-sem-nome-de-walther-moreira-santos%2F&amp;linkname=Sobre%20%E2%80%9CTodas%20as%20coisas%20sem%20nome%E2%80%9D%2C%20de%20Walther%20Moreira%20Santos" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsobre-todas-as-coisas-sem-nome-de-walther-moreira-santos%2F&#038;title=Sobre%20%E2%80%9CTodas%20as%20coisas%20sem%20nome%E2%80%9D%2C%20de%20Walther%20Moreira%20Santos" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/sobre-todas-as-coisas-sem-nome-de-walther-moreira-santos/" data-a2a-title="Sobre “Todas as coisas sem nome”, de Walther Moreira Santos"></a></p><blockquote><p>Por Germano Viana Xavier (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todas as coisas sem nome (2014) é o terceiro livro escrito por Whalter Moreira Santos que leio nesta vida. Antes dele, tive o prazer de ler Dentro da chuva amarela (2006) e O  metal de que somos feitos (2013) &#8211; se procurar bem, você encontrará minhas impressões sobre esses dois últimos aqui na internet também. O Whalter é um sujeito singular, muito ativo em várias esferas das artes. Coincidentemente, este seu Todas as coisas sem nome, que ganhei do próprio autor, foi o vencedor do IV Prêmio Pernambuco de Literatura 2016, justamente no ano em que o meu Sombras adentro (ainda não publicado) ficou entre os 14 finalistas dentre cerca de 250 obras inscritas.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/10/todas-coisas-livro.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-72103 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/10/todas-coisas-livro-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/10/todas-coisas-livro-225x300.jpg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/10/todas-coisas-livro.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a>O livro é um apanhado de 14 contos com enredos bem diversificados, todos eles muito bem escritos, muito bem pronunciados (uns mais que outros, claro) e muito bem manipulados. Um bom escritor a gente conhece de pronto. Walther Moreira Santos tem o que nos oferecer em termos de literatura. Numa das últimas edições da Festa Literária do Alto do Moura, em Caruaru, num evento organizado em parceria com o SESC, tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e de trocar algumas palavras, e o mesmo tom inquiridor presente em seus textos é facilmente percebido quando o escutamos. Até quando mesmo autor e obra se distanciam? Ah, estas fronteiras&#8230;</p>
<p>Em Todas as coisas sem nome, alguns contos trazem as aparências do fantástico bem às vistas, às claras. Sua prosa (poética &#8211; por que não dizer assim?) intensifica o significado das analogias usadas e amplifica o discurso das personagens. Com naturalidade, as tramas evoluem sob nossos olhares, atentos. Um ou outro conto menos interessante ou menos acabado não trazem prejuízo algum para o geral do compêndio. Na arte da ficção, sem dúvidas o escritor da cidade pernambucana de Vitória de Santo Antão é já um mestre bem estabelecido, e não ao léu são todos os seus títulos premiados e/ou laureados.</p>
<p>Por fim, um tira-gosto já bem conhecido da obra que circula por aí, pelos quatro cantos do ciberespaço: &#8220;Um filho trata dos espólios do pai pedófilo; outro descobre motivos para manter a fábrica de balas de prata do pai; um menino abusado pelo tio evangélico consegue vingança inesperada; a morte de um escritor muda a rotina de uma ilha. Esses são alguns dos enredos dos contos que compõem o livro, flertando com o fantástico e a prosa poética, com uma linguagem precisa e técnica apurada. Eu e minhas tantas palavras &#8211; quando Deus é silêncio. Eu e meus tantos escritos-vaidades. Vivendo em um mundo onde pão, poesia e Verbo são uma só coisa. Enquanto o Mundo-Realidade é feito de Concreto, Fábrica de mentiras, Golpes de Estado, Rios Envenenados, Florestas Incendiadas, Estupros Coletivos, Crianças Explodindo com vinte quilos de PETN amarrados no corpo&#8221;.</p>
<p>Uma dica: para chuvas amarelas internas, é sempre bom andar sem guarda-chuva.</p>
<style></style><div class="wplp_outside wplp_widget_46365" style="max-width:100%;"><span class="wpcu_block_title">Últimas do Literatura & Afins</span><div id="wplp_widget_46365" class="wplp_widget_default wplp_container vertical swiper wplp-swiper default cols3" data-theme="default" data-post="46365" style="" data-max-elts="10" data-per-page="3"><div class="wplp_listposts swiper-wrapper" id="default_46365" style="width: 100%;" ><div class="swiper-slide" style=""><div class="insideframe"><div id="wplp_box_top_46365_77884" class="wpcu-front-box top equalHeightImg" ><div class="wplp-box-item"><a href="https://www.sosergipe.com.br/nivaldo-tenorio-e-as-camadas-do-conto/"  class="thumbnail"><span class="img_cropper" style="margin-right:4px;margin-bottom:4px;margin-left:4px;max-width:100%;"><img decoding="async" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91.png" style="aspect-ratio:4/3;" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-660x330.png 660w" alt="Nivaldo Tenório e as camadas do conto" class="wplp_thumb" /></span></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/nivaldo-tenorio-e-as-camadas-do-conto/"  class="title">Nivaldo Tenório e as camadas do conto</a></div></div><div id="wplp_box_left_46365_77884" class="wpcu-front-box left wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_right_46365_77884" class="wpcu-front-box right wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_bottom_46365_77884" class="wpcu-front-box bottom " ><div class="wplp-box-item"><span class="custom_fields">
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		<title>À acadêmica Jane Guimarães, saudações beletristas</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-academica-jane-guimaraes-saudacoes-beletristas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jul 2023 12:45:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos &#160; No atual quadro da Academia Sergipana de Letras, das 40 cadeiras, 9 delas são ocupadas por mulheres, a saber: Ana Maria do Nascimento Fonseca Medina, Clara Leite de Rezende, Jane Alves Nascimento Moreira de Oliveira, Aglaé D’Ávila Fontes, Luzia Maria da Costa Nascimento, Patrícia Verônica Nunes Carvalho Sobral de &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-academica-jane-guimaraes-saudacoes-beletristas/">À acadêmica Jane Guimarães, saudações beletristas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-academica-jane-guimaraes-saudacoes-beletristas%2F&amp;linkname=%C3%80%20acad%C3%AAmica%20Jane%20Guimar%C3%A3es%2C%20sauda%C3%A7%C3%B5es%20beletristas" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-academica-jane-guimaraes-saudacoes-beletristas%2F&amp;linkname=%C3%80%20acad%C3%AAmica%20Jane%20Guimar%C3%A3es%2C%20sauda%C3%A7%C3%B5es%20beletristas" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-academica-jane-guimaraes-saudacoes-beletristas%2F&amp;linkname=%C3%80%20acad%C3%AAmica%20Jane%20Guimar%C3%A3es%2C%20sauda%C3%A7%C3%B5es%20beletristas" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-academica-jane-guimaraes-saudacoes-beletristas%2F&amp;linkname=%C3%80%20acad%C3%AAmica%20Jane%20Guimar%C3%A3es%2C%20sauda%C3%A7%C3%B5es%20beletristas" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-academica-jane-guimaraes-saudacoes-beletristas%2F&#038;title=%C3%80%20acad%C3%AAmica%20Jane%20Guimar%C3%A3es%2C%20sauda%C3%A7%C3%B5es%20beletristas" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-academica-jane-guimaraes-saudacoes-beletristas/" data-a2a-title="À acadêmica Jane Guimarães, saudações beletristas"></a></p><blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>No atual quadro da Academia Sergipana de Letras, das 40 cadeiras, 9 delas são ocupadas por mulheres, a saber: Ana Maria do Nascimento Fonseca Medina, Clara Leite de Rezende, Jane Alves Nascimento Moreira de Oliveira, Aglaé D’Ávila Fontes, Luzia Maria da Costa Nascimento, Patrícia Verônica Nunes Carvalho Sobral de Souza, Marlene Alves Calumby, Carmelita Pinto Fontes e Ester Fraga Vilas Boas Carvalho Nascimento.</p>
<p>Antes delas, de saudosa memória, as imortais: Gizelda Santana de Morais, Ofenísia Soares Freire, Maria Lígia Madureira Pina, Núbia Nascimento Marques e Maria Thétis Nunes. Conforme já mencionei em outra crônica<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, quem abriu os caminhos para a entrada de mulheres no Sodalício, <span class="sigijh_hlt">após muita resistência e persistência, foi a escritora e professora Núbia Nascimento Marques (1927-1999), eleita em 1978, depois de uma reforma nos estatutos da ASL em 1976, que permitiu a entrada de mulheres.</span></p>
<figure id="attachment_69061" aria-describedby="caption-attachment-69061" style="width: 347px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/07/clauderfranklin-e-jane.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-69061" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/07/clauderfranklin-e-jane.jpg" alt="" width="347" height="463" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/07/clauderfranklin-e-jane.jpg 1200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/07/clauderfranklin-e-jane-225x300.jpg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/07/clauderfranklin-e-jane-768x1024.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/07/clauderfranklin-e-jane-1152x1536.jpg 1152w" sizes="auto, (max-width: 347px) 100vw, 347px" /></a><figcaption id="caption-attachment-69061" class="wp-caption-text">Clauderfranklin e Jane, na ocasião de sua eleição na ASL</figcaption></figure>
<p>Ainda este ano, o quadro feminino da Academia Sergipana de Letras estará com um percentual de 25%. Algo, por si só, inédito e também histórico. O que, a meu ver, mostra enfim o amadurecimento da instituição e a superação, em definitivo, de sua peja misógina, tenha sido ela construída de forma natural ou não pelas próprias inconstâncias e circunstâncias da temporalidade e da própria História.</p>
<p>No cômputo geral, Jane Guimarães, eleita na última segunda-feira, 17 de julho, será a 14ª mulher a ocupar uma cadeira na Academia Sergipana de Letras. Modéstia à parte, eu já cantava essa pedra há muito tempo. Em crônica publicada no jornal Correio de Sergipe, no dia 2 de julho de 2022 (A-2), assim me expressei e aqui o reitero: “<em>Jane Guimarães Vasconcelos Santos está entre os nomes mais notáveis da cena cultural sergipana, com grande potencial para voos maiores, cuja candura, simplicidade, discrição e honestidade estão entre seus melhores e maiores atributos, qualidades que definem sua personalidade e sua poesia humanista</em>”.4</p>
<p>Formada em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Tiradentes, Pós-Graduada em Sistema de Informação e Tecnologias Educacionais/UNIT, Pós-Graduada em Qualidade e Produtividade no Trabalho/UFS, <strong>Jane Guimarães Vasconcelos Santos</strong> nasceu em Aracaju, no dia 20 de novembro de 1969. É filha de Ana Rute Guimarães Vasconcelos Santos e Jaime dos Santos, aposentado do Banco do Brasil (falecido em 2019). Tem duas irmãs: Shirley Guimarães e Karina Guimarães. É casada com Walter Rodrigues de Melo Costa, com quem tem dois filhos: Walter Henrique e Nathalie Guimarães.</p>
<p>Seu pai foi e é a sua grande referência cultural, tendo sido um grande incentivador de boas leituras, sobretudo a partir das histórias em quadrinhos e clássicos da literatura infanto-juvenil. Na juventude, curtia a ginástica rítmica, tendo treinado por muitos anos, e colecionava papel de cartas, além de álbum de figurinhas e aos finais de semana, frequentava a praia, o Iate Clube e a AABB.</p>
<p>Em 2015, Jane Guimarães lançou seu primeiro livro, “Palavras que falam e outras Histórias”. Antes disso, teve participações em diversas antologias e em eventos literários e culturais. Em 2017, veio o segundo trabalho de poesias, “Memorial de Afetos”. E, recentemente, em 2022, “Aracaju, berço de inspiração”. Com ela e o confrade Suênio Waltemberg, eu tive a oportunidade de organizar o livro “Letras em Movimento”, lançado em 2019, pelo Movimento Cultural Antônio Garcia Filho (MAC).</p>
<p>No dia 24 de setembro de 2015, Jane Guimarães ingressou na Academia de Letras de Aracaju, na condição de fundadora, ao lado de Francisco Diemerson de Souza Pereira. No ano seguinte, foi eleita e tomou posse no Movimento Cultural Antônio Garcia Filho (MAC), da Academia Sergipana de Letras, no dia 8 de novembro de 2016. Com minha posse para a cadeira de número 28 da Academia Sergipana de Letras, assumiu a coordenação do MAC em minha substituição em março de 2019, até a presente data. Naquele mesmo ano, passou a fazer parte do grupo que fez os preparativos para a fundação da Academia Sergipana de Educação, tendo sido agraciada no dia 15 de outubro de 2020, como Membro Benemérita.</p>
<p>Nos últimos anos, três coordenadores do MAC foram alçados à condição de membros da Academia Sergipana de Letras. Em grande medida, isto não deixa de ser, além de um reconhecimento aos valiosos trabalhos da instituição à Casa das Letras de Sergipe, mas também justiça àqueles que vivem à ASL toda semana, muitas vezes com gestos de humildade e postura de serviço e doação, sem visar somente as honras e as glórias que a Imortalidade Beletrista ainda concede.</p>
<p>Bem-vinda, Jane Guimarães! Dizer que estou muito feliz com sua eleição seria chover no molhado ou ensinar o padre a celebrar missa. A sua poética humanista, como já lhe disse, inclusive publicamente, certamente encherá de viço e de naturalidade as dependências da Academia Sergipana de Letras, como a flores graciosas num jardim sortido de belezas e encantos diversos.</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> SANTOS, Claudefranklin Monteiro. Agora é que são elas? As mulheres na Academia Sergipana de Letras. Jornal Correio de Sergipe, Aracaju, 26 fev. 2021.</p>
<p>&nbsp;</p>
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