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	<title>Arquivo para peça - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 12 Sep 2025 01:17:11 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Golpes e contragolpes — o Brasil e trottoir da impunidade</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/golpes-e-contragolpes-o-brasil-e-trottoir-da-impunidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 10:00:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Ainda estarrecido com o voto do ministro Luiz Fux, procuro, sob pena de ser ou parecer tão injusto quanto o nobre magistrado da Suprema Corte do Brasil, compreender, com muito esforço, as razões de sua longuíssima peça jurídica (mais de 13 horas), no mínimo, tão contraditória quanto &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/golpes-e-contragolpes-o-brasil-e-trottoir-da-impunidade/">Golpes e contragolpes — o Brasil e trottoir da impunidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fgolpes-e-contragolpes-o-brasil-e-trottoir-da-impunidade%2F&amp;linkname=Golpes%20e%20contragolpes%20%E2%80%94%20o%20Brasil%20e%20trottoir%20da%20impunidade" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fgolpes-e-contragolpes-o-brasil-e-trottoir-da-impunidade%2F&amp;linkname=Golpes%20e%20contragolpes%20%E2%80%94%20o%20Brasil%20e%20trottoir%20da%20impunidade" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fgolpes-e-contragolpes-o-brasil-e-trottoir-da-impunidade%2F&amp;linkname=Golpes%20e%20contragolpes%20%E2%80%94%20o%20Brasil%20e%20trottoir%20da%20impunidade" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fgolpes-e-contragolpes-o-brasil-e-trottoir-da-impunidade%2F&amp;linkname=Golpes%20e%20contragolpes%20%E2%80%94%20o%20Brasil%20e%20trottoir%20da%20impunidade" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fgolpes-e-contragolpes-o-brasil-e-trottoir-da-impunidade%2F&#038;title=Golpes%20e%20contragolpes%20%E2%80%94%20o%20Brasil%20e%20trottoir%20da%20impunidade" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/golpes-e-contragolpes-o-brasil-e-trottoir-da-impunidade/" data-a2a-title="Golpes e contragolpes — o Brasil e trottoir da impunidade"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span>inda estarrecido com o voto do ministro Luiz Fux, procuro, sob pena de ser ou parecer tão injusto quanto o nobre magistrado da Suprema Corte do Brasil, compreender, com muito esforço, as razões de sua longuíssima peça jurídica (mais de 13 horas), no mínimo, tão contraditória quanto a sua atuação ao longo de sua trajetória no Supremo Tribunal Federal. Até que se prove o contrário, a meu ver, ele prestou um desserviço à nação e abriu precedentes jurídicos perigosos para aqueles que agem com a certeza da impunidade.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Se por um lado o meu ser cristão entende que é necessário perdoar/anistiar erros, pois todos erramos, essa mesma índole religiosa me ensina que a justiça precede ao perdão. Nesse sentido, estariam os acusados cientes de seus erros? Estariam dispostos a não mais cometê-los e ensinar a outros a não agirem da mesma forma? Estariam cientes das consequências de seus atos criminosos, que puseram o país à beira de mais um tempo de supressão das liberdades e imposição de um regime de governo opressor e assassino, quais sejam as características de todo tipo de ditadura?</p>

			</div></div>
<p>O salvo conduto dado pelo ministro Luiz Fux a alguns golpistas e amantes de torturadores, a exemplo de Jair Bolsonaro, é equivalente à uma licença para matar, dado que para matar não é necessário apenas uma arma de fogo, como justificou o magistrado para não imputar a essa gente a sentença condenatória de formação de organização criminosa. Essa turma foi omissa com as vítimas da COVID-19 e nada fez para demover os ânimos daqueles que queriam a volta da ditadura militar. Perseguiu educadores, intelectuais e produtores de cultura. Isto é tão mortal quanto um punhal ou um fuzil.</p>
<p>Inocentar, perdoar e anistiar esse tipo de gente e condenar aqueles que eles manipularam para invadir e destruir as sedes dos poderes é perpetuar a prostituição jurídica: ser benevolente com os poderes e terrível com os mais humildes, e até mesmo com os ingênuos ou mesmo os desprovidos de inteligência e de vontade própria. Portanto, não há justiça; há conivência, subserviência e impunidade. E, se não há justiça, não pode haver perdão, sob pena de cometer-se injustiça com quem, de fato, mereça o perdão.</p>
<p>Como professor, historiador e formador de opinião, até que se prove o contrário, lamento muito o que ocorreu nesta última quarta-feira, na sessão da Primeira Turma do STF, em voto proferido e protagonizado pelo eminente ministro Luiz Fux. Ainda bem que ele ainda pode exercer, livremente, seu ofício, e eu o meu de escrever e procurar ensinar e orientar as pessoas, provocar, ao menos, o debate. Pois, do contrário, ao inocentar Bolsonaro dos crimes a ele imputados, sobretudo de abolição do Estado Democrático de Direito, ele pode estar escancarando as portas da extrema direita que entende, que em nome da liberdade de expressão, pode fazer tudo e nada acontecer.</p>
<p>Nesse sentido, temo, nobre ministro, não somente por mim e por minha família, mas também pelo senhor, quando essa gente retomar o poder, seja por eleição ou por golpe (como de fato tentaram) e resolver caçar seu direito de “praticar a justiça” e o meu de discordar e de criticar do senhor e do seu ato, que no mínimo, flerta, fragorosamente com a normalização/banalização do erro/crime e com a impunidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Conexões profundas em pessoas rasas</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/conexoes-profundas-em-pessoas-rasas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jul 2024 16:05:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; A história que segue é de um conhecido dos bancos escolares dos anos 70, que encontrei no happy-hour, na última sexta-feira, mas que poderia ser a história de muitos homens por aí, que certamente você caro leitor, amiga leitora, conhece. Há anos não o via. Passei alguns minutos &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> história que segue é de um conhecido dos bancos escolares dos anos 70, que encontrei no happy-hour, na última sexta-feira, mas que poderia ser a história de muitos homens por aí, que certamente você caro leitor, amiga leitora, conhece. Há anos não o via. Passei alguns minutos rebobinando a memória procurando saber de onde o conhecia. Finalmente lembrei. Sentados próximos, entabulamos conversa.</p>
<p>Após anos casado e, com uma fidelidade canina, que faria até padres se envergonharem, ele se viu abandonado, jogado na sarjeta. Não havia mais tempo nem para aquele “sexozinho” casual; afinal uma década de fidelidade o cancelou do clube ativo da luxúria. E, assim, ele foi promovido a diretor executivo do clube da solidão.</p>
<p>Só lhe restou a amarga realidade de um mundo que seguiu em frente enquanto ele ficou para trás. Ah! Os homens! Não evoluíram como as mulheres. E&#8230; se perderam; estão a tatear como lagartixa em areia quente.</p>
<p>O tempo, indomável e implacável, não lhe deu trégua. Chutado para fora como um empregado sem aviso prévio, sem justa causa, nosso protagonista, sem ter para onde ir numa noite de sexta, levemente embriagado, resolveu encarar o mercado novamente.</p>
<p>É como voltar ao mercado de trabalho depois de anos à deriva. Tudo mudou. Um mundo novo, que ele não conhecia, de repente lhe fora apresentado.</p>
<p>Baladas? Nunca foi a praia dele. Detesta multidões. Pensa que é um herói trágico numa peça grega. Seu Nirvana é o sofá de casa. Refestelado, despreocupou-se, viu o mundo passar.</p>
<p>Sair com amigos? Todos casados, pais de família ou beberrões solitários que só sabem falar de seus fracassos, e para isso já bastam os dele. “Conversar com eles era como assistir a um documentário deprimente sobre os habitantes do Saara”, disse-me.</p>
<p>Discreto, para não se expor, resolveu publicar no perfil das redes sociais fotos antigas e caseiras de Tony Ramos, seu herói televisivo. Afinal, no mundo dominado por séries descartáveis de TV, qual a chance de alguém conhecer as novelas épicas? Seu público seriam as mulheres de sua idade. Qual mulher mais velha não daria match no Tony Ramos? E lá foi nosso herói, testando as redes com um ícone da TV como guia.</p>
<p>Pouco sóbrio, e ainda se familiarizando com as novas tecnologias, preso à tela do celular, aprendendo como funciona o supermercado de carne humana.</p>
<p>Entre um chopp e outro, olhos fixos na tela, fotos aparecem, mulheres belas, repletas de filtros, e ele frenético a deslizar o dedo, descartando à esquerda quem não lhe interessa, e para a direita quem lhe desperta algum desejo.</p>
<p>Observo-o, ele está como a folhear uma Playboy ou Status, revistas masculinas que marcaram nossa época; só que agora, admirando carne feminina no smartphone.</p>
<p>É um jogo banal, mas é o que ele tem de diversão numa sexta às 22h.</p>
<p>Nesse rolar de dedos, se perde a chance de encontrar algo real, algo além da superfície, da embalagem, mas é o jogo do presente. Certamente é o que precisa neste momento.</p>
<p>A Internet é um alien que mudou o mundo e consumiu nossas almas. É o entretenimento digital num nível que faria Kafka revirar no túmulo, ou talvez dar risadas. Estamos no mundo líquido, diria Zygmunt Bauman. Tudo é fluidez.</p>
<p>Mas se esse é o jogo, ele está aprendendo a jogar vorazmente. Que a sorte o surpreenda. Alguma alma solitária, em algum lugar, deve estar olhando para os olhos de Tony Ramos e pensando: &#8220;Humm, que coroa atraente&#8221;.</p>
<p>E quem sabe, nesse mar de solidão, de polarização até no flerte, ele encontre uma bela alma ou uma bela bunda, não necessariamente nesta ordem. Afinal, o amor nos tempos da tecnologia é assim: uma combinação de superficialidade, esperança, e um toque de desespero, com uma pitada de humor trágico.</p>
<p>Na era das conquistas digitais, onde deslizar para a direita ou esquerda decide o destino de um potencial amor, somos todos prisioneiros do instantâneo. Alguns procuram conexões profundas em pessoas rasas.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>“Muitos empreendimentos nascem na feirinha”, orgulha-se Isabele Ribeiro, criadora da Feirinha da Gambiarra</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/muitos-empreendimentos-nascem-na-feirinha-orgulha-se-isabele-ribeiro-criadora-da-feirinha-da-gambiarra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Sep 2021 09:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de um ano e meio sem atividades, a Feirinha da Gambiarra voltou com toda força em mais uma edição – a 21a -,  e reuniu cerca de 60 expositores na praça Zilda Arns, no bairro Jardins, no dia 12. O sucesso  levou a organizadora, Isabele Ribeiro, a programar uma próxima edição, e já está &#8230;</p>
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<figure id="attachment_43871" aria-describedby="caption-attachment-43871" style="width: 489px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-40.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-43871" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-40-300x233.png" alt="" width="489" height="380" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-40-300x233.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-40-768x597.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-40.png 900w" sizes="(max-width: 489px) 100vw, 489px" /></a><figcaption id="caption-attachment-43871" class="wp-caption-text">Isabele: &#8220;Muitos empreendimentos nascem na feirinha” Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Nas edições anteriores à pandemia, com cerca de 90 expositores, o faturamento médio foi de R$ 220 mil. O número é significativo e estimula as pessoas a continuarem os negócios, tanto que “muitos empreendimentos nascem na feirinha”, diz Isabele Ribeiro.  Além das feirinhas, que agora serão mensais, os expositores podem colocar os produtos nas duas Lojas da Gambiarra, nos Shoppings Jardins e Riomar e, depois, podem partir para uma carreira solo. Tanto podem vender online quanto nas lojas físicas. “E nós acompanhamos todo esse processo”, orgulha-se Isabele.</p>
<p>Arquiteta, urbanista e com pós-graduação em gestão pública, Isabele começou a feirinha em 2012, a partir de um brechó que mantinha no bairro São José. Mas numa viagem ao Rio de Janeiro, conheceu a Feira Hippie de Ipanema, e veio com a ideia de fazer uma feira semelhante em Aracaju, ali mesmo no brechó. A partir daí foram 21 feiras, que ela pretende levar para outros Estados do país.</p>
<p>Atualmente, Isabele faz outra pós-graduação  em Marketing e  Comunicação Digital, e está conversando com representantes de outros Estados para expandir a Feirinha da Gambiarra, que hoje é um  grupo de empresas, formado pela própria feirinha: Loja Gambiarra e Estúdio Gambiarra.</p>
<p>Esta semana, Isabele conversou com  o <strong>Só Sergipe</strong>. Vale a pena ler para conhecer um pouco mais sobre o trabalho de Isabele Ribeiro.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Depois de um ano e meio com as atividades suspensas, a Feirinha Gambiarra retornou no último domingo, 12, na praça Zilda Arns. Como foi essa retomada?</strong></p>
<p><strong>ISABELE RIBEIRO &#8211;</strong> Terminamos o evento super felizes, pois foi uma pressão muito grande de vários setores, do público. Fizemos com muito planejamento e responsabilidade, com a autorização de todos os órgãos necessários: Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância Sanitária, Emsurb, SMTT e Secretaria do Meio Ambiente. Estávamos muito tranquilos e ao mesmo tempo preocupados para fazermos um evento redondinho, seguro para os expositores, cantores, equipe de suporte e, claro, para o público. Estávamos muito conscientes do que estávamos fazendo. Cumprimos com a quantidade de pessoas determinada pelo decreto, por isso tínhamos o controle da entrada, colocamos totem de álcool em gel em todo o espaço. Preparamos o público para isso, lembrando a todos que estamos numa pandemia, que todos precisavam contribuir usando máscaras dentro do espaço, usando álcool em gel, mantendo o afastamento necessário para que pudéssemos dar a continuidade do evento. Então, foi muito tranquilo. Todos os expositores venderam muito bem, saíram felizes, superou a nossa expectativa e do público.</p>
<figure id="attachment_43868" aria-describedby="caption-attachment-43868" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-38.png"><img decoding="async" class="wp-image-43868 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-38.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-38.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-38-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-38-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-38-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-38-660x330.png 660w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-43868" class="wp-caption-text">A feirinha na praça Zilda Arns, no bairro Jardins, cumprindo os protocolos de segurança devido à pandemia Foto: Estúdio Gambiarra/Jonatha Dionísio</figcaption></figure>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Quantos expositores participaram desta edição?</strong></p>
<p><strong>ISABELE RIBEIRO &#8211;</strong> Numa feirinha em outros momentos, sem pandemia, temos uma média de 90 expositores, mas nessa feira da praça Zilda Arns abrimos para 60, com uma média de público de 300 pessoas, respeitando o limite necessário.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Teremos outras feiras?</strong></p>
<p><strong>ISABELE RIBEIRO –</strong> Já abrimos as inscrições para os expositores de diversos setores, pois faremos uma nova edição da feirinha. Abrimos uma seleção, fazemos uma curadoria. Temos parte de gastronomia, doces e salgados, bebidas, expositores de artesanato contemporâneo, vestuário, papelaria, decoração. E uma infinidade de produtos feitos por pequenos empreendedores, que começam sua marca do zero. Muitos empreendimentos nascem na feirinha, depois vão para as nossas lojas colaborativas nos dois shoppings e saem de lá montando suas próprias lojas on-line ou física. E nós acompanhamos todo esse crescimento.</p>
<figure id="attachment_43880" aria-describedby="caption-attachment-43880" style="width: 160px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/WhatsApp-Image-2021-09-18-at-18.46.23.jpeg"><img decoding="async" class=" wp-image-43880" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/WhatsApp-Image-2021-09-18-at-18.46.23-248x300.jpeg" alt="" width="160" height="194" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/WhatsApp-Image-2021-09-18-at-18.46.23-248x300.jpeg 248w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/WhatsApp-Image-2021-09-18-at-18.46.23-848x1024.jpeg 848w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/WhatsApp-Image-2021-09-18-at-18.46.23-768x927.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/WhatsApp-Image-2021-09-18-at-18.46.23.jpeg 1060w" sizes="(max-width: 160px) 100vw, 160px" /></a><figcaption id="caption-attachment-43880" class="wp-caption-text">&#8216;Salve a data: 03/10&#8217; Post da 22ª feirinha</figcaption></figure>
<p><strong>SÓ SERGIPE – E quando será a próxima feira?</strong></p>
<p><strong>ISABELE RIBEIRO &#8211;</strong> A próxima feira está sendo planejada para o início de outubro e acontecerá na praça Zilda Arns.</p>
<p><strong>SO SERGIPE – A Feirinha da Gambiarra tem agora  um diferencial, nessa retomada dos negócios presenciais?</strong></p>
<p><strong>ISABELE RIBEIRO –</strong> A feirinha existe desde 2012, portanto são muitos anos na estrada. São 21 edições grandes, em diversos lugares da cidade. Algumas empresas nos contratam para fazermos feirinhas em outros espaços, a exemplo do Shopping Riomar. Fomos contratados pelo Shopping Jardins para fazermos uma edição kids. Já passamos por diversos espaços públicos, nas edições das feirinhas normais, sempre gratuitas. Já estivemos na Biblioteca Pública Ephifânio Dórea, ocupamos ruas no bairro São José, Parque da Sementeira e agora na Zilda Arns. Temos uma estrada e queremos continuar com esse mesmo intuito de fortalecer o pequeno empreendedor, o senso de pertencimento do aracajuano com a sua cidade. A gente provoca isso. É um cenário onde provocamos a venda, a capitalização dos pequenos empreendedores, e sempre adotamos uma ONG (organização não governamental) a cada evento. Nessa edição adotamos a pobreza menstrual e vamos doar para diferentes instituições que cuidam de mulheres em vulnerabilidade social, em situação de rua. Pretendemos sair de Aracaju, levar para outros Estados e temos algumas propostas. Estamos analisando cuidadosamente, pois gostamos de entregar um produto que seja seguro para as pessoas, que seja um evento saudável, muito familiar. Quem vai, sabe que é um evento familiar, tem criança de colo, idoso,  jovens, todas as tribos misturadas. Então, é muito gostoso nesse sentido.</p>
<figure id="attachment_43872" aria-describedby="caption-attachment-43872" style="width: 220px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-43872" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-3-180x300.jpg" alt="" width="220" height="367" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-3-180x300.jpg 180w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-3-613x1024.jpg 613w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-3-768x1282.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-3-920x1536.jpg 920w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-3.jpg 1150w" sizes="auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px" /></a><figcaption id="caption-attachment-43872" class="wp-caption-text">Estátua viva, o Mago Levitador Foto: Rose Garcia</figcaption></figure>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Um detalhe que chamou a atenção foram os artistas que fizeram estátuas vivas. Como a senhora chegou até eles?</strong></p>
<p><strong>ISABELE RIBEIRO –</strong> As estátuas vivas são feitas por atores venezuelanos que estão sempre por ali e pediram autorização</p>
<p>e locamos eles na praça. Eles enriqueceram o evento.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – A senhora falou em levar a feirinha para outros estados. Já foi realizada alguma no interior de Sergipe?</strong></p>
<p><strong>ISABELE RIBEIRO –</strong> Sobre as edições no interior, estamos nesse processo de planejamento. Antes da pandemia estávamos em negociação, mas  fazemos tudo com muito cuidado. Quem sabe daqui para a frente, com a pandemia diminuindo, a gente consiga colocar em prática.</p>
<figure id="attachment_43878" aria-describedby="caption-attachment-43878" style="width: 407px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-42.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-43878" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-42-300x233.png" alt="" width="407" height="316" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-42-300x233.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-42-768x597.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Design-sem-nome-42.png 900w" sizes="auto, (max-width: 407px) 100vw, 407px" /></a><figcaption id="caption-attachment-43878" class="wp-caption-text">Uma das primeiras feirinhas no bairro São José Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p><strong>SÓ SERGIPE – A senhora disse que a primeira feirinha foi em 2012. Mas como nasceu a ideia?</strong></p>
<p><strong>ISABELE RIBEIRO –</strong> Eu tinha um brechó, no bairro São José, e recebia  muitas mulheres que tinham marcas,  eram ilustradoras e vendiam camisetas, os produtos eram muito legais. Chegou uma hora que eu não tinha mais espaço para vender no meu brechó. Até que fui para o Rio de Janeiro, vi a Feirinha Hippie, em Ipanema, e me encantei. Retornei para Aracaju com esse desejo de fazer uma feirinha. Comecei com 12 expositores, foi no boca a boca mesmo, chamando as pessoas, convidamos uns amigos músicos para animarem. Foi muito intuitivo mesmo, com desejo de fazer alguma coisa. Nessa primeira edição, recebemos um número grande de pessoas, precisamos fechar a rua, foi muito bacana. O nome gambiarra veio daquelas luzes, das lâmpadas interligadas, é aquela veia empreendedora do brasileiro.  Daí fizemos alusão às novas ideias juntas e conectadas . Isso é gambiarra, e ficou até hoje.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Gostaria de saber um pouco sobre a presença da Feirinha da Gambiarra nos dois shoppings de Aracaju. </strong></p>
<p><strong>ISABELE RIBEIRO –</strong> São pouco mais de 60 marcas nos dois shoppings. Na verdade, é outra empresa, chamada Loja da Gambiarra, filha da Feirinha da Gambiarra. Sou eu e mais dois sócios. As lojas são modelos de negócios, onde as marcas produzem as peças. Toda burocracia na venda, nota fiscal, impostos, marketing, vendedores, toda essa estrutura é com a Loja Gambiarra. A ideia é fortalecer os pequenos empreendedores no mesmo conceito da Feirinha, que só ocorre uma vez, enquanto na loja fica direto. A ideia é que a loja seja esse suporte para eles.</p>
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		<title>&#8220;Não existe uma política de gestão para o setor de teatro&#8221;, lamenta o ator Jorge Lins</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/nao-existe-uma-politica-de-gestao-para-o-setor-de-teatro-lamenta-o-ator-jorge-lins/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2020 08:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[ator]]></category>
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		<category><![CDATA[teatro sergipano]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=29698</guid>

					<description><![CDATA[<p>Juliana Melo (*) “Não existe uma política cultural de gestão para a área, com financiamentos e apoio aos grupos teatrais. O maior problema que eu enxergo é a falta de dinheiro para manter os teatros que temos aqui na capital”.   O desabafo é do ator, produtor cultura e fundador do Grupo Raízes, Jorge Lins, que &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">“Não existe uma política cultural de gestão para a área, com financiamentos e apoio aos grupos teatrais. O maior problema que eu enxergo é a falta de dinheiro para manter os teatros que temos aqui na capital”.   O desabafo é do ator, produtor cultura e fundador do Grupo Raízes, Jorge Lins, que considera os dois teatros de Aracaju – Atheneu e Tobias Barreto &#8211;  bons. Ele diz isso, não só por conta do olhar de um ator atento, mas também como alguém que já percorreu diversos teatros pelo Brasil afora. Criador de diversos prêmios em Sergipe, dentre eles o famoso Sanfona de Ouro, Jorge Lins, conta também, um pouco de sua carreira e revela detalhes interessantes, como o fato de ser formado em Direito, mas nunca tirou a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Com jeito todo seu de ser, de detestar paletó e gravata, Jorge Lins fala também como surgiu o Grupo Raízes e de que maneira inusitada foi dado esse nome ao grupo. Aliás, sobre isso, ele diz que gostaria que o nome do grupo fosse mais conhecido do que o seu próprio, pois, segundo ele, as pessoas não se referem ao Raízes, mas sim ao ‘grupo do Jorge Lins’. Essa semana, o ator conversou com o Só Sergipe.</p>
<figure id="attachment_29700" aria-describedby="caption-attachment-29700" style="width: 275px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ator-jorge-lins.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29700 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ator-jorge-lins-275x300.jpg" alt="" width="275" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ator-jorge-lins-275x300.jpg 275w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ator-jorge-lins-768x838.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ator-jorge-lins.jpg 880w" sizes="auto, (max-width: 275px) 100vw, 275px" /></a><figcaption id="caption-attachment-29700" class="wp-caption-text">Jorge Lins: &#8220;faltam financiamentos e recursos&#8221;</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Além do isolamento social qual o maior problema que o teatro enfrenta para se efetivar na capital? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JORGE LINS &#8211;</strong> Falta recurso. O maior problema que eu enxergo é a falta de dinheiro para manter os teatros que temos aqui na capital. É uma luta muito grande. Nós temos dois teatros razoáveis que é o Atheneu e o Tobias Barreto. Anteriormente à pandemia eu vinha viajando o Brasil todo e pude ver que os teatros da capital são bons, com um estacionamento bacana. O problema é que não existe uma política cultural de gestão na área cultural com financiamentos, com apoio aos grupos teatrais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS &#8211;  Ainda este ano seria construído um novo teatro para capital na Orla de Atalaia, o teatro Sesc. O que o senhor acha a respeito desse projeto?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JL &#8211; </strong> Já se foi falado muito sobre realizar novos teatros, mas eu nunca cheguei a ver projetos, não vi nenhum projetista e ninguém da área cultural que conhece esses projetos. Só existem ditos desde tempos. Então, eu particularmente acredito que Sergipe precisa de muito mais do que um novo teatro. O estado necessita de um trabalho de gestão cultural, de uma verba especifica para o investimento cultural.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – O senhor é formado em Direito. Por que escolheu esse curso?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> JL &#8211;</strong> Eu me formei no ano de 80 e nem tenho a carteira da OAB. Naquela época era inaceitável uma pessoa viver de arte, até hoje é complicado, não é? Arte não dá dinheiro. Então minha família queria que eu cursasse Direto, eu resolvi fazer o curso. Eu gosto da arte, detesto ternos. Meu negócio é me vestir de uma maneira que eu fique à vontade. Mas o fato de ter realizado um curso superior na Universidade Federal de Sergipe me abriu muitas portas, foi muito importante para mim. Na época eu fui professor concursado da escola técnica, que hoje é o IFS, e a formação me abriu a mente. Mas eu nunca pensei em ser advogado e nem de levar a profissão à frente. Na época nós não tínhamos as opções que temos hoje como comunicação, psicologia, teatro, música, apesar de que eu não me formaria em teatro porque teatro eu já faço há muito tempo. Desde os meus 15 anos que eu estou envolvido em teatro. Quando eu me formei eu peguei meu certificado, coloquei em um quadro e dei para minha mãe, ela brincando comigo colou no banheiro de casa (risos).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS &#8211; Como surgiu sua paixão pela arte?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JL &#8211;</strong> Eu não sei exatamente ao certo como surgiu esse gosto. É engraçado, mas eu não sei. Eu sei que já existem várias histórias que eu contei, mas o início disso ao certo nem eu sei. Na minha casa ninguém nunca tinha feito teatro, meus irmãos e meu pai tinham um gosto muito grande pela literatura. Eu cresci nesse ambiente, mas meu negócio era matemática. Quando eu fui para o colégio Atheneu, descobri esse mundo da escrita, de participar de jornais do colégio. Eu sempre conto isso, mas eu nem sei se é verdade. Eu tentei jogar handebol porque as meninas só namoravam com os meninos do esporte, mas eu não era bom no esporte. Então eu falei, vou fazer teatro, aí eu acho que consigo a &#8216;mina&#8217; ( risos).  Quando eu tinha 15 anos  vi minha professora de história fazendo um espetáculo sobre o Santos Dumont. Eu gostei muito daquilo, pensei: caramba isso eu acho que eu consigo fazer. Mas isso é tentar explicar o inexplicável. Eu acabei entrando no grupo de teatro do Atheneu,  sempre tive essa coisa de líder e acabei ficando à frente do grupo teatral do colégio sem nem perceber.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS &#8211;  Existe algum fato da sua infância que talvez tenha ajudado nesse talento todo que  o senhor  tem para se reinventar e criar as suas histórias no teatro?</strong></p>
<figure id="attachment_29702" aria-describedby="caption-attachment-29702" style="width: 240px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/show-sanfona-de-ouro.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-29702" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/show-sanfona-de-ouro-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/show-sanfona-de-ouro-240x300.jpg 240w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/show-sanfona-de-ouro.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px" /></a><figcaption id="caption-attachment-29702" class="wp-caption-text">Boa pedida para julho</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>JL –</strong> (Risos). Desde menino que eu criava história com tampinhas de garrafas. Eu tinha 365 delas, de garrafa normal mesmo. Eu dava nome a elas, todas elas. Eu, inclusive, tenho escoliose na minha coluna por conta disso, eu brincava deitado no chão de lado, ficava muito tempo nessa posição. Eu chorava com as tampas de garrafa, minha mãe achava um barato isso. Era um mundo meu e enquanto os outros estavam jogando na rua, eu estava com minhas tampinhas de garrafa, criando. Eu acho que o teatro na minha vida é influencia disso. Quando eu tinha 7 anos, meu irmão já tinha 13 e eu não o acompanhava nas brincadeiras por conta da diferença de idade. Nunca tive um irmão para brincar muito, então eu acho que a tampa de garrafa foi essencial. Eu contava histórias com elas, narrava jogos com elas. Sempre fiz essas loucuras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS &#8211;  Na sua carreira existe alguma coisa que você considera como ruim? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JL &#8211; </strong>Por vezes, eu sinto que existe uma competição entre o Jorge Lins e o Grupo Raízes. Isso é um estigma muito ruim na minha vida. Eu comecei escrevendo, para depois começar a ser ator e eu nunca me considerei um bom ator, isso é um detalhe importante. Aracaju criou muito estigma que eu era muito conhecido como ator, mas eu sempre fui um cara muito mais de dirigir e produzir. Porém, como fui um dos primeiros a fazer teatro, eu fiquei muito conhecido por ser o cara do teatro, sabe. O Imbuaça é o Imbuaça, poucos sabem quem é o diretor. O meu grupo é denominado grupo do Jorge Lins e não usam o  nome Raízes, eu sou mais conhecido do que o grupo. Há festivais de teatro no interior que empregam o nome de grupo de Jorge Lins ao invés do nome Grupo Raízes. Isso é muito ruim.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS &#8211;  Como surgiu a ideia de montar o grupo Raízes e por que esse nome ?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JL &#8211;  </strong>Como eu estava cada vez mais engajado no teatro, resolvi montar meu grupo. O nome foi bem interessante porque não se chamava Grupo Raízes, mas sim, Grupo Máscaras e Trastes, porém esse nome era grande demais para o cartaz que eu havia pedido para construir. O rapaz que estava preparando me disse que o nome não caberia no espaço e sugeriu que eu colocasse Grupo Raízes.  Eu até poderia dizer que o nome tem todo um significado, mas não(risos), foi exatamente assim que aconteceu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS &#8211;  Qual a diferença entre o Grupo Raízes, Oficinas do Ator e a Companhia Brasileira de Teatro ?  </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JL &#8211;</strong> A Oficinas surgiu nos períodos de férias.  Junho, julho, dezembro e janeiro, eram meses fracos para o Raízes; poucos atores viajavam para o interior fazendo as peças e havia pouca renda para isso. Eu pensei na Oficinas como uma maneira de ganhar renda e descobrir novos talentos para os meus projetos artísticos. Quem se destaca ganha lugar no Raízes. O trabalho do Raízes é autoral, educativo e mais voltado para histórias ligadas a Sergipe . Quando eu quero assinar peças que consistem em grandes clássicos e grandes histórias possuindo um elevado número de atores em cena eu assino como sendo produzidas pela Companhia Brasileira de Teatro, a exemplo desses grandes espetáculos temos a peça do falecido político Marcelo Deda, os Filhos dos Beatles e Cazuza. A companhia surgiu justamente para diferenciar o conteúdo das peças que levam a assinatura do Raízes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS &#8211; Como faz para participar das suas oficinas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JL &#8211;</strong> É só se inscrever entrando em contato comigo pelo número (79) 9 9920-7842.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS &#8211;  Existe alguma taxa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/sanfona-de-ouro.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-29701 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/sanfona-de-ouro-161x300.jpg" alt="" width="161" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/sanfona-de-ouro-161x300.jpg 161w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/06/sanfona-de-ouro.jpg 514w" sizes="auto, (max-width: 161px) 100vw, 161px" /></a>JL &#8211; </strong>Sim, são 100 reais da inscrição e 200 reais por mês de duração da Oficinas. Atualmente estamos trabalhando com módulos de dois meses. Após concluído, os participantes recebem o certificado de 45 horas de aula, sendo elas exercícios voltados para a montagem do espetáculo que os alunos farão no fim do módulo. Esse valor pode ser recuperado por meio das vendas dos ingressos para esse espetáculo, podendo até lucrar. Quem consegue vender todos os ingressos, recebe mais ingresso, então além de cobrir as despesas das aulas e da inscrição os alunos podem receber a mais.  Atores do Raízes recebem para trabalhar. O Grupo Raízes foi o primeiro grupo teatral a remunerar os atores na capital .</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS &#8211;  Como surgiu o desejo de idealizar prêmios para fomentar a cultura Sergipe e premiar quem faz arte na capital? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JL &#8211;</strong> Na verdade eu sempre gostei de homenagear meus amigos. O primeiro prêmio que eu fiz foi o Sanfona de Ouro, há 39 anos. Eu vi o troféu na Bahia que homenageia os destaques do carnaval e pensei em fazer um aqui para homenagear os melhores do São João. Fiz bem simplesinho, aí o negócio foi pegando e cresceu, então eu fui fazendo o Destaques da Cultura e o Prêmio Educar-SE. Esse surgiu por causa do projeto escola que é dentro do Raízes e visa levar peças teatrais para as crianças no horário do colégio, sempre peças educativas. Eu queria homenagear as escolas que trabalhavam comigo, surgiu o Educar-SE. Hoje existe um portal Educar-SE e guia Educar-SE. Fizemos também prêmio para o destaque do turismo no restaurante Zodíaco. Os prêmios só foram crescendo.</p>
<p>(*) Estagiária sob orientação do jornalista Antônio Carlos Garcia</p>
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