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	<title>Arquivo para paradoxo - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Uma breve história do idealismo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/uma-breve-historia-do-idealismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tacio Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2026 09:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[ancestral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Tácio Brito (*) Gosto de dizer, com a ternura reservada a um ancestral íntimo, que fui um jovem de um idealismo quase arquitetônico. Minha mente era uma cidadela de postulados, murada por axiomas e governada por uma visão de mundo de uma geometria dolorosamente rígida. Esta era a minha arquitetura cognitiva: uma fortaleza erguida &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-breve-historia-do-idealismo%2F&amp;linkname=Uma%20breve%20hist%C3%B3ria%20do%20idealismo" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-breve-historia-do-idealismo%2F&amp;linkname=Uma%20breve%20hist%C3%B3ria%20do%20idealismo" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-breve-historia-do-idealismo%2F&amp;linkname=Uma%20breve%20hist%C3%B3ria%20do%20idealismo" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-breve-historia-do-idealismo%2F&amp;linkname=Uma%20breve%20hist%C3%B3ria%20do%20idealismo" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-breve-historia-do-idealismo%2F&#038;title=Uma%20breve%20hist%C3%B3ria%20do%20idealismo" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/uma-breve-historia-do-idealismo/" data-a2a-title="Uma breve história do idealismo"></a></p><blockquote>
<p data-selectable-paragraph="">Por Tácio Brito (*)</p>
</blockquote>
<p id="cd5e" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl alu" data-selectable-paragraph=""><span class="dropcap ">G</span>osto de dizer, com a ternura reservada a um ancestral íntimo, que fui um jovem de um idealismo quase arquitetônico. Minha mente era uma cidadela de postulados, murada por axiomas e governada por uma visão de mundo de uma geometria dolorosamente rígida. Esta era a minha arquitetura cognitiva: uma fortaleza erguida não como monumento à coragem, mas como uma elaborada defesa contra o caos. Cada crença inflexível era uma muralha contra a vertigem da incerteza; cada ideal de perfeição, um escudo contra o eco constante que me assombrava, o sussurro da Síndrome do Impostor:</p>
<blockquote>
<p class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl alu" data-selectable-paragraph="">“Você é uma fraude. A qualquer momento, eles irão descobrir.”</p>
</blockquote>
<p class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl alu" data-selectable-paragraph="">Viver naquela fortaleza era um exercício de vigilância perpétua. O mundo, para mim, era um texto pré-escrito, um Codex cujas regras eu precisava decifrar e seguir à risca para ser digno. O maniqueísmo (a crença em heróis e vilões, salvadores e destruidores) não era uma filosofia, mas um mecanismo de simplificação. Se eu pudesse classificar tudo em caixas de “bom” ou “mau”, talvez conseguisse controlar a ansiedade de ser, eu mesmo, classificado como “insuficiente”. Era um idealismo nascido do medo, um esforço exaustivo para ludibriar meu eu mais autêntico, aprisionando-o em nome de uma segurança que jamais foi real.</p>
<p class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl alu" data-selectable-paragraph="">Até que a vida, com sua indiferença sísmica, decidiu testar as fundações da minha cidadela. E não o fez com um único golpe, mas com um maremoto avassalador. Problemas na família, pressões no trabalho, fissuras nas relações. A realidade se infiltrava pelas rachaduras da minha construção perfeita, e as crenças centrais que a sustentavam (“Se eu for perfeito, estarei seguro”; “Errar é prova de que sou uma farsa”) começaram a ruir. A estrutura não suportou o peso da própria rigidez.</p>
<p id="4964" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij ng nh im nj nk nl nn no np nr ns nt nv nw tq nx he bl" data-selectable-paragraph="">O colapso foi ensurdecedor e solitário. Lembro-me de estar sentado metaforicamente no chão, entre os escombros das minhas certezas, o pó das minhas antigas leis cobrindo tudo. E foi ali, na vulnerabilidade absoluta, que a verdadeira transformação começou, não como um ato autorealizado, mas como um milagre de conexão.</p>
<p id="eb27" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl" data-selectable-paragraph="">Foram mãos que se estenderam na penumbra. Amigos que se tornaram ferreiros da minha alma. Eles não tentaram reconstruir minhas muralhas; eles se sentaram comigo no pó, oferecendo o mais raro dos presentes: espaços de segurança. Nesses refúgios, eu pude finalmente desempacotar os destroços das minhas crenças. Mas o amor deles não era passivo. Eles eram um paradoxo de ternura e força. Quando eu desabava, seus braços eram o acolhimento para meus sentimentos. Contudo, quando minhas antigas máscaras e fantasmas se reerguiam por hábito, eles se tornavam guerreiros. Batalhavam contra minhas distorções cognitivas, não com a brutalidade da crítica, mas com a precisão cuidadosa de um cirurgião, me forçando a confrontar as inverdades que eu contava a mim mesmo. Eram eles que me lembravam: <em class="nd"><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/sic-mundus-creatus-est/" target="_blank" rel="noopener">Sic Mundus Creatus Est</a></span>,</em> o mundo é criado pela palavra. E as palavras que eu usava para me definir estavam me envenenando.</p>
<figure id="attachment_96431" aria-describedby="caption-attachment-96431" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas.webp"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-96431 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas.webp" alt="Amigos" width="1024" height="1024" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas.webp 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas-300x300.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas-150x150.webp 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas-768x768.webp 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96431" class="wp-caption-text">Mãos que se estenderam na penumbra. Amigos que se tornaram ferreiros da minha alma.</figcaption></figure>
<p id="83e0" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl" data-selectable-paragraph="">Esse broquel, essa aliança entre cuidado e confronto, me deu a permissão para iniciar a minha alquimia pessoal. Com o apoio dessas testemunhas compassivas, comecei a examinar cada pedaço quebrado do meu antigo idealismo, não para lamentá-lo, mas para entendê-lo como o que realmente era: a armadura de uma criança assustada.</p>
<p id="f220" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl" data-selectable-paragraph="">E então, o <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/o-axioma-da-apoteose/" target="_blank" rel="noopener">Axioma da Apoteose</a></span> se manifestou de uma nova forma. Não na epifania solitária do conhecimento intelectual, mas na compreensão avassaladora da conexão humana. Meu antigo eu, imenso e inflado por ideais, implodiu sob a própria gravidade. Foi um colapso estelar, um processo de pressão inimaginável no qual a destruição não gerou o nada, mas forjou algo novo. Naquele forno, a matéria leve da certeza simplista e do medo foi fundida em elementos mais pesados e complexos: a flexibilidade, a autocompaixão, a sabedoria de que a identidade não é uma estátua, mas um rio.</p>
<p id="4f61" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl" data-selectable-paragraph="">Hoje, compreendo que não é preciso estar sozinho para ser forte; a verdadeira resiliência floresce na conexão autêntica, com pessoas dispostas a lutar <em class="nd">por</em> você e, quando necessário, <em class="nd">com</em> você. A jornada ainda continua. O sussurro do Impostor não desapareceu por completo, mas sua voz não mais me governa. Aprendi que posso reescrever meu próprio <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/codex-vitae/" target="_blank" rel="noopener"><em class="nd">Codex Vitae</em></a></span>, que posso observar a vida através de inúmeros prismas sem que isso me fragilize. Meu eixo não está mais em uma ideia externa, mas na confiança interna de que sou capaz de fluir. Minha história não é a de um idealista que fracassou, mas a de um ser humano que aprendeu, graças àqueles que seguraram a luz, que a verdadeira fortaleza não tem muros, mas pontes. E a maior de todas as minhas criações não é uma teoria ou um texto, mas <strong class="ne hm">a própria liberdade de ser, a cada dia, o autor de mim mesmo</strong>.</p>
<p data-selectable-paragraph="">
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-breve-historia-do-idealismo%2F&amp;linkname=Uma%20breve%20hist%C3%B3ria%20do%20idealismo" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-breve-historia-do-idealismo%2F&amp;linkname=Uma%20breve%20hist%C3%B3ria%20do%20idealismo" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-breve-historia-do-idealismo%2F&amp;linkname=Uma%20breve%20hist%C3%B3ria%20do%20idealismo" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-breve-historia-do-idealismo%2F&amp;linkname=Uma%20breve%20hist%C3%B3ria%20do%20idealismo" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-breve-historia-do-idealismo%2F&#038;title=Uma%20breve%20hist%C3%B3ria%20do%20idealismo" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/uma-breve-historia-do-idealismo/" data-a2a-title="Uma breve história do idealismo"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/uma-breve-historia-do-idealismo/">Uma breve história do idealismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O paradoxo do oásis aberto</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-paradoxo-do-oasis-aberto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tacio Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2025 09:15:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Tácio Brito (*) No grande e idealizado mercado de ideias que imaginamos ser a praça pública da civilização, erguemos um santuário para a nossa mais celebrada virtude: a tolerância. E, como seu guardião e arauto, entronizamos um princípio que acreditamos ser absoluto e inegociável: a liberdade de expressão. Defendemos este oásis com uma fé quase religiosa, &#8230;</p>
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<p data-selectable-paragraph="">Por Tácio Brito (*)</p>
</blockquote>
<p id="fe58" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl xq" data-selectable-paragraph=""><span class="m xr xs xt bp xu xv xw xx xy dt"><span class="dropcap ">N</span>o </span>grande e idealizado mercado de ideias que imaginamos ser a praça pública da civilização, erguemos um santuário para a nossa mais celebrada virtude: <strong class="wu mi"><em class="xz">a tolerância</em></strong>. E, como seu guardião e arauto, entronizamos um princípio que acreditamos ser absoluto e inegociável: <strong class="wu mi"><em class="xz">a liberdade de expressão</em></strong>. Defendemos este oásis com uma fé quase religiosa, convencidos de que suas portas devem permanecer abertas a todos, sem exceção, para que qualquer viajante, não importa quão estranhas ou até mesmo ofensivas sejam suas crenças, possa entrar e saciar sua sede no poço do diálogo.</p>
<p class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl xq" data-selectable-paragraph="">Essa é uma visão bela, uma utopia de racionalidade nascida do otimismo do Iluminismo. Sua mais eloquente defesa talvez se encontre em <em class="xz">“<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://efabiopablo.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/02/sobre-a-liberdade-col-saraiva-de-bolso.pdf" target="_blank" rel="noopener">Sobre a Liberdade”</a></span></em><span style="color: #008000;">, de John Stuart Mill.</span> Para Mill, a praça pública é um campo de batalha onde as ideias colidem, e a verdade, por sua própria resiliência, emerge vitoriosa. Mesmo as opiniões falsas, ele argumentava, têm seu valor: elas forçam a verdade a se defender, a se aprimorar, a não se petrificar em dogma. Neste modelo, a censura de qualquer ideia, por mais perniciosa que pareça, é um ato de arrogância, uma presunção de infalibilidade que empobrece a todos. O oásis de Mill é robusto, autolimpante, um ecossistema onde a luz da razão, com o tempo, desinfeta as sombras da falsidade. O problema, como a história do século XX e a cacofonia digital do século XXI nos ensinaram de forma brutal, é que esta visão é um mapa para um território que não existe mais, <em class="xz">se é que um dia existiu</em>.</p>
<p id="8de3" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">A realidade é que o oásis aberto, em sua tolerância ilimitada, contém a semente de seu próprio aniquilamento. Esta é a advertência cortante do filósofo Karl Popper, um homem que testemunhou em primeira mão a ascensão do totalitarismo na Europa. Em uma nota de rodapé quase esquecida de <em class="xz">“A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”</em>, Popper formulou o que hoje conhecemos como o <strong class="wu mi"><em class="xz">Paradoxo da Tolerância</em></strong>: uma sociedade que tolera o intolerante acabará por ser destruída por ele. A lógica é, em minha visão, implacável. O intolerante não chega ao oásis para debater; ele chega para envenenar o poço. Ele não joga segundo as regras do diálogo; ele as explora como uma arma para destruí-las. Ele reivindica a proteção da liberdade de expressão não para participar da busca pela verdade, mas para espalhar a mentira que, uma vez triunfante sobre as demais ideias, silenciará todas as outras vozes. <em class="xz">Tolerar aquele que prega a abolição da tolerância não é um ato de virtude; é um ato de suicídio.</em></p>
<figure id="attachment_94257" aria-describedby="caption-attachment-94257" style="width: 847px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-215637.png"><img decoding="async" class="wp-image-94257 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-215637.png" alt="A Verdade" width="847" height="563" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-215637.png 847w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-215637-300x199.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-215637-768x510.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-215637-310x205.png 310w" sizes="(max-width: 847px) 100vw, 847px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94257" class="wp-caption-text">Obra A Verdade, de 1899, do artista J.C. Leyendecker</figcaption></figure>
<p class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">A contemporaneidade nos tem trazido a encarnação deste paradoxo. Assistimos, perplexos, à ascensão de discursos que, sob o manto sagrado da &#8220;liberdade de expressão&#8221;, corroem os próprios alicerces da realidade compartilhada. O mercado de ideias de Mill pressupunha um terreno comum, um acordo tácito sobre fatos básicos e regras de argumentação. <em class="xz">Mas o que fazer quando uma das partes se recusa a jogar racionalmente, insistindo que a terra é plana, que as vacinas são um complô e que a realidade é o que quer que sua ideologia dite em uma euforia dogmática? </em>Aqui, entramos no território de Jean Baudrillard e seus conceitos de simulacro e hiper-realidade. O debate já não ocorre no oásis; ele ocorre em oásis paralelos, em bolhas de realidade onde os fatos foram substituídos por simulações, e a verdade, pela sua cópia hiper-real que é mais atraente e emocionalmente satisfatória. A mentira deliberada, a teoria da conspiração, o discurso de ódio e a desinformação científica não são mais vozes marginais em um debate saudável; tornaram-se correntes poderosas, amplificadas por algoritmos que lucram com a indignação e a polarização.</p>
<p id="c0ca" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv wx wy wz xb xc xd xf xg xh xj xk xl xn xo gx xp go bl" data-selectable-paragraph="">E é neste ponto que a hipocrisia se revela em sua forma mais grotesca. Aqueles que mais ruidosamente bradam por uma &#8220;liberdade de expressão absoluta&#8221;, que se apresentam como santos mártires da “Primeira Emenda” (por mais estranho que isso pareça), são, quase sempre, os primeiros a revelar que sua defesa é, na verdade, radicalmente condicional. Sua liberdade é seletiva. É uma rua de mão única.</p>
<p id="5f66" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">Eles defendem com fúria o seu direito de atacar, insultar, desumanizar e espalhar falsidades. Mas uma fúria justiceira, igualmente intensa, se levanta contra a liberdade de outros os criticarem, responsabilizarem ou, o pior de todos os pecados, de os ignorarem. A liberdade de expressão que defendem é uma <strong class="wu mi"><em class="xz">liberdade infantil</em></strong>, que exige todos os direitos e nenhuma responsabilidade. É o direito de gritar &#8220;fogo!&#8221; em um teatro lotado, mas se a gerência do teatro os expulsa para proteger o público, eles acusam o teatro de tirania e censura. É o direito de espalhar veneno no banquete, mas se os outros convidados se recusam a sentar à sua mesa, eles se declaram vítimas de uma &#8220;cultura do cancelamento&#8221;.</p>
<p id="7604" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">Esta postura é uma performance de vitimização. O pretenso &#8220;lobo solitário&#8221; da opinião impopular revela-se um mestre na arte de se apresentar como um cordeiro sacrificial. Ao enquadrar qualquer consequência por seu discurso — seja uma crítica, a perda de um patrocinador ou a suspensão de uma conta em rede social — como um ato de &#8220;censura&#8221;, eles executam uma manobra retórica brilhante: desviam a atenção de sua própria agressão e se reposicionam como vítimas, confiscando o capital moral da discussão.</p>
<figure id="attachment_94258" aria-describedby="caption-attachment-94258" style="width: 843px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-220312.png"><img decoding="async" class="wp-image-94258 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-220312.png" alt="Imagem Monstro no Espelho" width="843" height="563" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-220312.png 843w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-220312-300x200.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-220312-768x513.png 768w" sizes="(max-width: 843px) 100vw, 843px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94258" class="wp-caption-text">Pintura Monstro no Espelho, de Gary Wray, em 2009</figcaption></figure>
<p class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">Enquanto se pintam como mártires da liberdade, eles próprios praticam a mais brutal das censuras. Não a censura estatal, mas a censura pelo assédio, pela intimidação, pela ameaça. Eles não buscam refutar o argumento do oponente; buscam silenciar o oponente através de campanhas de difamação, de <strong class="wu mi"><em class="xz">doxxing</em></strong>, de ameaças veladas ou explícitas. A liberdade que eles buscam não é a liberdade de participar do diálogo, mas a liberdade de <strong class="wu mi"><em class="xz">dominar a conversa</em></strong>, a liberdade de não ter consequências. O objetivo não é o debate, mas a intimidação. Não é a verdade, mas a retórica rasa da confusão. É a tática de inundar a praça pública com tanto ruído e tanta falsidade que o cidadão comum, exausto e desorientado, desiste de procurar a verdade e se recolhe ao cinismo ou à tribo que lhe oferecer a narrativa mais simples e emocionalmente satisfatória.</p>
<p id="db95" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wu mi"><em class="xz">O que fazer, então? </em></strong>Estamos condenados a escolher entre um oásis que se autodestrói por sua ingenuidade e uma fortaleza murada que, para se proteger, se torna tão dogmática quanto aquilo que combate?</p>
<p id="f2fb" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">Talvez o caminho não esteja nos extremos. Talvez a verdadeira tolerância não seja a aceitação passiva de todas as ideias, <strong class="wu mi">mas o compromisso ativo com a saúde do próprio oásis</strong>. E isso nos leva a uma visão mais próxima da de <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.google.com/search?sa=X&amp;sca_esv=9b71fdfd242cb4b2&amp;sxsrf=AE3TifOcscXKWY7y00TSDJexU7zIaGt8ag:1760836038804&amp;q=John+Rawls&amp;si=AMgyJEsoqqCSw2F100vuSHAv-MXE1DXZXlZGG72uGog_DgBXqeW4ga0nZc583mBQ2aVpAjLw7RgonDre-iSN6o8DqbXW1U71vLzYJDh6Xgi01zA_AqxpR68%3D&amp;ved=2ahUKEwig6Oa0ia-QAxWzH7kGHeXROV0QyNoBKAB6BAgZEAA&amp;ictx=1&amp;biw=1536&amp;bih=695&amp;dpr=1.25" target="_blank" rel="noopener">John Rawls</a></span> e sua ideia de uma sociedade justa. Para Rawls, <em class="xz">uma sociedade liberal deve tolerar diferentes concepções do bem, mas não pode tolerar aquilo que ameaça a &#8220;estrutura básica&#8221; da própria justiça e da cooperação social</em>.</p>
<figure id="attachment_94259" aria-describedby="caption-attachment-94259" style="width: 845px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-221122.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-94259 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-221122.png" alt="Lenda nórdica" width="845" height="563" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-221122.png 845w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-221122-300x200.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-221122-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 845px) 100vw, 845px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94259" class="wp-caption-text">Lenda nórdica da amarração do lobo gigante Fenrir</figcaption></figure>
<p id="f36a" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">Proteger o oásis não é um ato de intolerância; é um ato de autopreservação. É a compreensão madura de que a liberdade de expressão não é um direito absoluto de gritar no vácuo, mas um contrato social. E o primeiro artigo deste contrato, implícito e inegociável, é o compromisso de não incendiar a biblioteca que nos abriga a todos. A linha a ser traçada não é entre ideias &#8220;boas&#8221; e &#8220;ruins&#8221;, mas entre o discurso que, mesmo errado, participa do jogo do diálogo, e o discurso que busca destruir o próprio tabuleiro de jogo. A linha é traçada contra a desinformação deliberada que visa erodir a confiança, contra o discurso de ódio que nega a humanidade do outro, e contra a apologia à violência que ameaça a segurança do próprio oásis. É a distinção entre o herege, que nos força a pensar, e o vândalo, que apenas quer ver o mundo queimar. <em class="xz">Tolerar o herege é um dever. Tolerar o vândalo é uma traição.</em></p>
<p data-selectable-paragraph="">
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		<title>A lei do esforço contrário em livros sagrados</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-lei-do-esforco-contrario-em-livros-sagrados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Nilton Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 11:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Nilton Santana (*)   O desejo de termos sempre experiências positivas é em si um sofrimento. Dito de outra forma, o desejo de ter experiências positivas é em si uma experiência negativa. Caso você deseje ser rico, mais pobre você se sente, independente da abundância da sua renda. Caso deseje ser bonito, mais feio &#8230;</p>
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<blockquote><p><em>Nilton Santana (*)</em></p></blockquote>
<p><strong> </strong></p>
<span class="dropcap ">O</span> desejo de termos sempre experiências positivas é em si um sofrimento. Dito de outra forma, o desejo de ter experiências positivas é em si uma experiência negativa. Caso você deseje ser rico, mais pobre você se sente, independente da abundância da sua renda. Caso deseje ser bonito, mais feio você se sente, independente de quanta beleza você já possua. Quanto mais queremos ser felizes, mais infelizes nos sentimos, quanto mais bem-estar desejamos, mais insatisfeitos estamos.</p>
<p>A lei do esforço contrário está presente em textos sagrados de diferentes tradições, a lei é paradoxal e esclarece que toda a vulnerabilidade nasce do desejo de estar no controle. Quando desejamos muito algo, o contrário é o que nos assalta. No momento em que você busca a felicidade, acaba percebendo o quanto é infeliz. E o pior, coloca a felicidade como se fosse uma meta futura: “Quando eu tiver isso, serei feliz.” Diz assim o incauto. Todos nós temos esses arroubos em nossos pensamentos: “quando eu estiver em tal situação, ou tiver determinada coisa serei feliz, estarei bem, estarei pleno.”</p>
<p>A lei do esforço invertido se aplica ao nosso interior, observar os seus erros cotidianos te faz ser mais bem-sucedido e amável. Enfrentar seus medos te fará mais confiante. Como toda verdade universal, a lei do esforço contrário é também dita por Jesus Cristo. Em Mateus 16: 25 temos: “Pois aquele que quiser salvar a sua vida, a perderá, mas o que perder sua vida por causa de mim, a encontrará.” Quem quiser salvar vai perder e quem quiser perder vai salvar. Esse é o grande paradoxo que para ser entendido temos que explicar a Vida.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Imagine que você esteja preocupado com a apresentação que vai acontecer no meio da semana no seu trabalho. Supomos que você já tomou todas as medidas possíveis para ocorrer tudo bem: você já estudou, já assinalou as partes relevantes e organizou em sua apresentação os pontos que irá ressaltar, inclusive você já treinou toda a sua apresentação. Tudo já está preparado e organizado, até mesmo as tonalidades de voz e os exemplos que serão usados já estão anotados e prontos para serem usados. E agora você está no final de semana em uma praia, ou em um restaurante, ou em algum parque de alimentação aproveitando o tempo com sua família. A atitude de um tolo seria divagar sobre a apresentação. Seria dar vazão à ansiedade pensando no que pode dar errado sem dar um único descanso. A atitude de um sábio seria esquecer todo o resto e aproveitar com profundidade o sublime momento com sua família. O tolo quer garantir que tudo ocorra bem no futuro e, assim, acaba perdendo o presente, acaba perdendo a vida que acontece ali. O sábio quer aproveitar o presente e dessa forma ganha a vida que acontece ali. E até mesmo durante a apresentação ambos terão desempenhos diferentes: o tolo irá pensar no que os ouvintes pensarão, no que acontecerá após a sua apresentação. O sábio pensará somente na sua apresentação que acontecerá com a máxima naturalidade. Se a apresentação renderá frutos, não sabemos.</p>

			</div></div>
<figure id="attachment_79316" aria-describedby="caption-attachment-79316" style="width: 349px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/bhagavad-gita-323797_1280.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-79316" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/bhagavad-gita-323797_1280-300x225.jpg" alt="" width="349" height="262" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/bhagavad-gita-323797_1280-300x225.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/bhagavad-gita-323797_1280-1024x768.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/bhagavad-gita-323797_1280-768x576.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/bhagavad-gita-323797_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 349px) 100vw, 349px" /></a><figcaption id="caption-attachment-79316" class="wp-caption-text">Bhagavad Gita</figcaption></figure>
<p>O exemplo acima lembra o ensinamento do Bhagavad Gita<a href="#_ftn2" name="_ftnref2"><sup>[1]</sup></a>. Dentre as muitas lições que há na sagrada narrativa existe a ideia de que o empenho é totalmente seu, o resultado não. Por isso que no Bhagavad Gita diz que a <span class="sigijh_hlt">“Tua preocupação é com a ação, não com os frutos, nunca!”</span> Em suas ações esteja plenamente imerso na ação que acontece no momento presente, os frutos poderão vir ou não. E aqui a Sabedoria Tradicional que permeia todas as religiões, filosofias e formas de pensamento expõe no Gita o mesmo que está na Bíblia: <span class="sigijh_hlt">O importante é semear</span>. Continue sempre semeando porque não sabemos em qual terreno a semente irá germinar<a href="#_ftn3" name="_ftnref3"><sup>[2]</sup></a>. O Bhagavad Gita dirá que a ação desapegada do resultado é uma ação sagrada. Penso que é sagrada devido à total imersão do indivíduo naquilo que está fazendo no “agora”. Quando estamos totalmente imersos em uma ação benéfica, estamos fazendo uma atividade sagrada, independente de onde a ação é realizada. No livro, Krishna diz para Arjuna durante a batalha de Hastinapura: “Desempenhe seu dever com equilíbrio, ó Arjuna, abandonando todo o apego a sucesso ou fracasso. Tal equanimidade chama-se yoga.”<a href="#_ftn4" name="_ftnref4"><sup>[3]</sup></a> Esteja presente aqui no atual momento. Até a leitura deste texto será sagrada se ao momento presente você estiver imerso.</p>
<p>Tente lembrar-se de um momento em que você esteve plenamente em paz e satisfeito. Tente lembrar-se de um momento em que você esteve feliz. Eu não sei de qual momento você recordou. Porém, eu afirmo da maneira mais absoluta possível que em seus momentos de felicidade você esteve profundamente envolvido no que acontecia no presente. Cabe ressaltar que você estava mergulhado no momento presente.</p>
<p>Mas o que viver no agora tem a ver com a lei do esforço contrário?</p>
<p>Simples. Aquele que gerar alguma expectativa, gerar algum desejo e colocar as suas aspirações no futuro como orientadores de sua vida, acaba não aproveitando o momento presente. Se a vida acontece no momento presente podemos afirmar que a pessoa que vive em prol do futuro acabará “perdendo a vida”. Aquele que quiser perder as suas expectativas e orientar-se para o Agora, acabará “encontrando a vida”, ou “salvando a vida”. Ou seja, passará a viver de fato. <span class="sigijh_hlt">O convite aqui é para deixar de alimentar toda e qualquer ideia de expectativa. </span><span class="sigijh_hlt">Ao abandonarmos as expectativas nasce a verdadeira vida.</span></p>
<p>Lembro que o passado também é uma constante que pode nos fazer “perder a vida”. Quando vivemos no passado nos tornamos seu prisioneiro porque ficamos em um círculo que nos impede de vivenciar o presente. O passado nos serve para a vida prática quando dele retiramos lições. <span class="sigijh_hlt">Aprenda com o passado, mas não se torne prisioneiro dele. O passado não é seu carcereiro, o passado é seu professor.</span></p>
<p>É fácil viver no momento presente? Sim e Não! Não para os indivíduos envoltos na incessante loucura dos pensamentos que nos sacodem para uma miríade de lados. E sim para os indivíduos contemplativos. Notamos através de textos religiosos e filosóficos que a trajetória humana direcionada pela sabedoria conduz para este caminho. A sua trajetória mais cedo ou mais tarde te orientará para este caminho tão mencionado por Krishna e por Cristo. E não são necessários esforços, você precisa somente iniciar a arte de contemplar. Veja que existe esforço para viver no passado e no futuro, mas para viver no presente não há esforço algum, somente observar, somente contemplar. Não quero ser santo, não quero ser bom. Quero apenas viver no presente e usufruir da dádiva que é a Vida. Viver no momento presente é a única forma de realmente Viver!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p><strong>BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém. </strong>São Paulo: Paulus, 2002.</p>
<p><strong>Canção do Venerável</strong> (Baghavadgita) / tradução do sânscrito, prefácio e notas Carlos Alberto Fonseca. São Paulo: Globo, 2009.</p>
<p>Bhagavad-gita 2.48. <strong>Bhaktivedanta Vedabase, </strong>2024. Disponível em &lt;<a href="https://vedabase.io/pt-br/library/bg/2/48/">https://vedabase.io/pt-br/library/bg/2/48/</a>&gt;, Acesso em 06 de julho de 2024.</p>
<p>______________</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2"><sup>[1]</sup></a> A grafia modifica-se muito: Bhagavad Gita, Bhagavad-Gita e até Bhagavadgita. O importante é que o livro aqui citado pode ser traduzido do sânscrito como “Canção do Venerável”.</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3"><sup>[2]</sup></a> Lucas, 8: 4-8.</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4"><sup>[3]</sup></a> Bhagavad Gita 2:48</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Avalovara (e suas mulheres) &#8211; Notas sobre Abel, a mulher sem nome, Roos e Cecília</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2020 09:00:07 +0000</pubDate>
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<p style="text-align: justify;">Osman Lins é um exímio construtor de máscaras, pois mascarados são seus personagens no enredo mítico de sua obra-prima: o romance AVALOVARA. Mascarados não por não conterem em si “nenhum caráter”, como o ilustre Macunaíma, de Mário de Andrade, mas sim por serem elas (as personagens) entidades existentes primordialmente numa esfera de imaginação onírica que, por diversos momentos, sufoca a presença de uma anunciada realidade. Osman Lins (1924-1978), pernambucano de Vitória de Santo Antão, literalmente põe as personagens sobre a palma da mão do leitor, como que almejando um fenômeno receptivo baseado em referencialidades mais espontâneas ou automáticas. Assim sendo, não basta a simples leitura, a mera decodificação dos códigos linguísticos, o comum debruçar-se sobre a obra para a boa compreensão da trama.</p>
<p style="text-align: justify;">A atitude decisiva do leitor perante o texto é agora o que importa mais, pois o leitor tem diante das vistas um multilivro, um polilivro, cuja fabricação das compreensões vai se basear nos caminhos tomados por ele, sujeito que lê. Com o leitor podendo compor histórias variadas e variáveis a partir de uma história central, as personagens em Avalovara também passam a agregar dentro de suas existencialidades o caráter de mutabilidade, moldando-se, sempre que requeridas, a partir das rotas desejadas pelo leitor. Essa foi uma fórmula encontrada por Osman Lins para lutar contra o fantasma do fim/esgotamento do gênero romance – ideia muito em voga nos anos 70, década em que Avalorava foi publicado, mais especificadamente em 1973.</p>
<figure id="attachment_26900" aria-describedby="caption-attachment-26900" style="width: 273px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/03/osman-lins-escritor.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26900" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/03/osman-lins-escritor-273x300.jpg" alt="" width="273" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/03/osman-lins-escritor-273x300.jpg 273w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/03/osman-lins-escritor.jpg 401w" sizes="auto, (max-width: 273px) 100vw, 273px" /></a><figcaption id="caption-attachment-26900" class="wp-caption-text">Osman Lins, escritor pernambucano</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Para ele, com a disponibilidade escancarada do poder de coagir e coproduzir a narrativa, tanto o leitor quanto o romance se fortificariam enquanto sujeito e/ou gênero textual, respectivamente, e por conseguinte apagariam qualquer vestígio factual acerca da não-sobrevivência do romance dentro do vasto universo da literatura. O início dessa revolução estrutural na obra do escritor pernambucano se dá com a publicação de NOVE, NOVENA, livro de narrativas curtas datado do ano de 1966. Inclusive, e para fortificar a preocupação diante do referido tema, a questão da estrutura romanesca, principalmente os elementos espaço-temporais, foi objeto de pesquisa durante toda a vida acadêmico-intelectual do autor.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a professora doutora Ermelinda Ferreira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): “<em>Sua insistência no estudo da estrutura, sobretudo a do espaço narrativo – tema de sua tese de doutorado – e sua exigência por um leitor participativo, presente em textos construídos como jogos verbais e visuais, vistas à luz das questões postas pelo avanço dos mais recentes meios de comunicação, adquirem aquela clareza a que ele tanto aspirava quando falava de sua obra”.</em></p>
<figure id="attachment_26904" aria-describedby="caption-attachment-26904" style="width: 159px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Emerlinda-Ferreira-professora.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-26904" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Emerlinda-Ferreira-professora.jpg" alt="" width="159" height="199" /></a><figcaption id="caption-attachment-26904" class="wp-caption-text">Professora Emerlinda Ferreira, da UFPE</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Comparável a O JOGO DA AMARELINHA (Rayuela), obra labiríntica máxima do belga-argentino Júlio Cortázar, AVALOVARA é, por assim dizer, um romance desprovido de sequenciamento lógico, onde o espaço (o quadrado) bifurca-se no contato com o tempo (a espiral) num movimento de contágio temático que beira o assombroso. O espaço é a própria edificação das personagens, que habitam inatamente o território da racionalidade, figurada pelo quadrado, e que sem cerimônia transitam sobre o plano simbólico-metafórico-onírico de um local que é apenas simulação, mas perfeitamente existível, a espiral. <em>“Avalovara é uma obra virtual, se entendemos virtual como o oposto ao atual, e não ao real. Real sem ser atual e ideal sem ser abstrata, esta obra ditava, há três décadas, os preceitos de uma nova forma para a escrita e para a leitura, elaborando-se não como um romance de ficção científica, mas como uma ficção científica do próprio romance, como uma metáfora cibernética de um futuro possível para a literatura, projeção imaginária e idealizada de um suporte que viesse somar uma riqueza de possibilidades à palavra, potencializando-a e aos seus efeitos no mundo”</em>, reforça a professora Ermelinda.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobreposta ao quadrado da razão, a espiral mágico-mitológica do enredo elabora a passos vagarosos e milimetricamente pensados os fragmentos de uma moldura única. Cada fragmento constitui uma personagem que, por sua vez, representa a necessária estrutura para que o outro passe a existir, mesmo que este outro aparentemente apareça destituído de realismo. Realismo, no caso de AVALOVARA, não é nem de longe um dos objetivos que norteiam o leitmotiv da obra. É como se o irreal, visto aqui como uma opção de recurso literário, funcionasse a vapores plenos em matéria de complexidade formal e conteudista.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda personagem surge de uma aresta, de uma esquina onde uma lacuna possibilita uma entrada, mesmo sabendo que só há uma entrada para o mundo da razão, ou seja, para o quadrado, que é pela ponta da espiral, ou seja, a voz do narrador: caminho sem-razão. Sendo assim, todo personagem é um só, o espaço delimitado e percorrido pela espiral: o quadrado. A espiral representa o infinito, o quadrado simboliza o além-infinito. A espiral está dentro do quadrado que, apesar de ser o <em>ad infinitum,</em> é um território demarcado, portanto finito em sua infinitude.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/03/livro-avalovara.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26901 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/03/livro-avalovara-203x300.jpg" alt="" width="203" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/03/livro-avalovara-203x300.jpg 203w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/03/livro-avalovara.jpg 634w" sizes="auto, (max-width: 203px) 100vw, 203px" /></a>As personagens escorregam pelo corpo imaginário da espiral e elaboram um trançado de ações que se movimentam para um centro aglutinador de energia, para uma espécie de olho de furacão. De acordo com Ermelinda Ferreira, <em>“Osman Lins acopla seus motivos clássicos, grande parte deles de influência medieval, traduzindo talvez um paradoxo que se percebe em toda a sua obra, tantas vezes verbalizado em seus textos de intervenção e de crítica: um misto de amor e de horror à tecnologia, à máquina, ao ruído contemporâneo, que o fazem desviar a atenção constantemente para a arte antiga. Este sentimento ambíguo de desejo e repúdio com relação à modernidade; este apreço confesso à história e ao ritual, ao lado da criação de procedimentos narrativos que aniquilam a linearidade e a sequencialidade históricas, encontram tradução em Avalovara, na busca de ambientação na arte medieval (pintura, música e literatura), representada pelos volteios da espiral, posta “sobre” ou “dentro” de um arcabouço racional (o quadrado)”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Abel, <em>personae</em>-narrador do livro, divide seu protagonismo com o amor de sua vida: uma personagem <em>mulher sem nome</em>, representada por um símbolo gráfico circular pontuado ao centro e com duas espécies de aspas na parte superior. A mulher que não possui nome é criação de Abel, portanto também protagoniza o romance que Abel está escrevendo. Isso reforça a ideia de que AVALOVARA é, segundo o próprio Osman Lins, uma “alegoria da arte do romance”. Há um romance dentro de um romance, uma história dentro de outra, uma ficção no interior de uma ficção. <em>A mulher sem nome</em> na verdade não existe, ou existe para além dos muros da realidade que não é real, ou seja, a realidade do romance escrito por Abel. Para Marisa Balthasar Soares, professora doutora da USP, AVALOVARA “<em>ficcionaliza sua própria elaboração”, onde “é proposto um enredo em jogo palindrômico, que nada tem de gratuito, mas, pelo contrário, promove a possibilidade de ruptura com a linearidade do tempo narrativo. A mesma ruptura perseguida pelo personagem central Abel, um escritor marcado pela tensão entre a história imediata e um projeto literário de cunho universalizante, fundado no tempo mítico e para quem o passado não se cristaliza, mas se faz, como na utopia benjaminiana, a condição de transformação do presente”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Abel a descreve como sendo ela filha de um ciborgue, simulacro de duas existências, mulher feita de metades e junções. Ao passo que a ama, Abel também a odeia, por saber que a única verdade da personagem amada é que ela não pertence ao mesmo plano existencial que o seu. “<em>É na experiência de amor e morte de Abel junto a três mulheres – que ambiguamente são personagens do romance, no mesmo grau de ficção em que está Abel e, simultaneamente, sugerem-se como personagens de segundo grau, isso é, criações dele – que surge a experiência do tempo único”</em>, diz Marisa. <em>A mulher sem nome</em> é fruto da imaginação de Abel. Abel, por sua vez, é fruto da imaginação de Osman Lins e a entidade que melhor representa o quadrado.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Em um mesmo corpo reúnem-se o mecânico e o orgânico, a cultura e a natureza, o simulacro e o original, a ficção científica e a realidade social, exatamente o que encontramos no romance de Osman Lins</em>”, confirma Ermelinda. O corpo da personagem é um disco rígido, onde as memórias de Abel são armazenadas sem piedade. Tudo é depositado nela: dor, angústia, revelações, lembranças, alegrias, tristezas… Tudo amontoado numa caótica limpeza físico-espiritual da alma de Abel, por isso “<em>ela circula numa atmosfera algo imprecisa e nebulosa à qual não escapam percepções que hoje nos parecem frutos de uma visão premonitória de um novo suporte técnico para a ficção, intimamente relacionado com a estrutura do hipertexto”</em>, reitera Ermelinda. Como escreve o próprio narrador, ele se serve à mulher como “<em>uma imensa máquina que mói e derrama sobre seu corpo, triturados, os anais do universo, a gigantesca massa de eventos e processos não só do mundo visível, mas do imaginado e do inimaginável</em>”. <em>A mulher sem nome</em> é o amor em grau máximo para Abel, material significativo para explosões emotivo-racionais, o que lhe é causa para inúmeros destemperamentos e alguns vários rumores de desconfiança.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não é só a relação com a personagem sem nome que é conflituosa e difícil. Com Roos – alemã, símbolo de um platonismo cru – os percursos que dão para o amor são tortuosos para Abel, muitas vezes nebulosos. Mesmo relacionada ao paradoxo do encontro desencontrado, Roos é o índice da compaixão. Roos é o próprio percurso, a estrada que leva Abel para a vida. Roos é o próprio pássaro Avalovara, no qual Abel viaja por imensidões inestimáveis montado em seu dorso de penas imaginárias. Sem Roos, nem Cecília nem <em>a mulher sem nome</em> existiriam. Já Cecília é o encontro, a certeza que se chega a algum lugar, mesmo que este lugar não tenha piso, parede, terra. Cecília é também o tempo, por isso é inesgotável e onipresente. Cecília está em Roos e na mulher inominada. Cecília está no plano do romance de Abel e no plano narrativo que Abel representa (o quadrado).</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as mulheres de AVALOVARA são metafóricas, imitações de um desejo. São elas o próprio romance que Abel está escrevendo, ou seja, A viagem e o rio. Uma depende da outra para ser, uma acontece depois da outra e antes da outra. Após a andança amorosa de Abel, que percorreu Pernambuco e Europa, e que por fim desemboca em São Paulo, ele encontra o percurso certeiro para o amor considerado perfeito. Abel morre e assim todo o mosaico está completo. O bordado terminado. A catedral, com suas naves repletas de simbologias, erguida aos céus dos sentidos. Com Abel morto, <em>a mulher sem nome</em>, Roos e Cecília se libertam do quadrado. São agora somente a espiral. E tudo pode acontecer. Só depende do leitor e de como ele fará a releitura, ou melhor, só depende de como e para onde ele seguirá, claro, preso às asas do pássaro mítico de Osman Lins.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Germano Viana Xavier</strong> é mestre em Letras e jornalista profissional (DRT BA 3647). Desenvolve estudos e pesquisas sobre Literatura e Direitos Humanos – Comunicação e Cultura – Literatura e Letramentos – Língua Portuguesa – Linguística – Cinema – Educação e Educomunicação. Idealizador/Coordenador Geral do Jornal de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS (ISSN 2357 8025), periódico fundado em março de 2012 e que circula no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Irlanda. Escreve desde 2007 o blog <a href="http://oequadordascoisas.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O EQUADOR DAS COISAS</a>, cujo arquivo conta hoje com aproximadamente 2.000 textos de sua autoria. Em 2016, seu livro de contos SOMBRAS ADENTRO foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura. Possui publicações em livros, jornais e revistas literárias diversas. Baiano desterrado, natural da Chapada Diamantina, tem 35 anos e atualmente habita o agreste meridional pernambucano. Canal no YouTube: <a href="https://www.youtube.com/oequadordascoisas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.youtube.com/oequadordascoisas</a></p>
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