<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo para pancreatite crônica - Só Sergipe</title>
	<atom:link href="https://www.sosergipe.com.br/tag/pancreatite-cronica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.sosergipe.com.br/tag/pancreatite-cronica/</link>
	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Nov 2023 14:47:17 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>
	<item>
		<title>Canto para minha morte: uma ode à vida</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/canto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Nov 2023 14:18:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[escravo]]></category>
		<category><![CDATA[inquietante]]></category>
		<category><![CDATA[jaz]]></category>
		<category><![CDATA[lápide]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[ode]]></category>
		<category><![CDATA[pancreatite crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Raul Seixas]]></category>
		<category><![CDATA[túmulo]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=72135</guid>

					<description><![CDATA[<p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Fim último e natural da existência humana, a morte ainda é uma realidade inquietante para muitos de nós e isso se traduz na aversão que as pessoas têm sobre o tema e até mesmo de lugares sagrados, como o cemitério, mormente apenas procurado no dia dedicado aos Finados. &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/canto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida/">Canto para minha morte: uma ode à vida</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcanto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida%2F&amp;linkname=Canto%20para%20minha%20morte%3A%20uma%20ode%20%C3%A0%20vida" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcanto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida%2F&amp;linkname=Canto%20para%20minha%20morte%3A%20uma%20ode%20%C3%A0%20vida" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcanto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida%2F&amp;linkname=Canto%20para%20minha%20morte%3A%20uma%20ode%20%C3%A0%20vida" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcanto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida%2F&amp;linkname=Canto%20para%20minha%20morte%3A%20uma%20ode%20%C3%A0%20vida" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcanto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida%2F&#038;title=Canto%20para%20minha%20morte%3A%20uma%20ode%20%C3%A0%20vida" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/canto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida/" data-a2a-title="Canto para minha morte: uma ode à vida"></a></p><blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fim último e natural da existência humana, a morte ainda é uma realidade inquietante para muitos de nós e isso se traduz na aversão que as pessoas têm sobre o tema e até mesmo de lugares sagrados, como o cemitério, mormente apenas procurado no dia dedicado aos Finados. Isso quando o são ou apenas no dia em se faz necessário sepultar alguém muito próximo.</p>
<p>Eu, particularmente, carreguei comigo, por anos, um trauma da morte, sobretudo quando aos oito anos de idade, vi meu pai num caixão. Aquilo foi terrível! O que me causou uma profunda antipatia com tudo que lhe dissesse respeito, como velórios e funerárias. Mas, com o tempo, eu fui encarando a morte ou procurando encará-la de outra forma, principalmente à medida em que ela foi se acumulando na minha realidade existencial, a perda de pessoas muito amadas, a exemplo de meu irmão mais velho, minha mãe e um filho prematuro.</p>
<p>À luz das Sagradas Escrituras e da relação de São Francisco com ela, procurei lhe dar uma nova atenção. Primeiro, como algo inevitável e para a qual devo sim me preparar, como quem planeja a compra de um bem, de um imóvel ou se organizar para uma viagem. No Cântico dos Cânticos, atribuído ao Santo de Assis, há uma passagem que diz: “Louvado sejas, meu Senhor, pela Irmã nossa, a morte corporal, da qual nenhum homem vivente pode escapar”. Por isso mesmo, em algumas de suas icnografias ele aparece com uma caveira na mão ou aos pés.</p>
<p>É fato que não quero morrer agora, beirando o meio século, amo a vida. Mas, não posso abrir mão dessa realidade. Temo mais deixar viúva e órfãos do que necessariamente morrer. Temo mais ainda, como cristão, não ser merecedor do descanso eterno e do Colo da Virgem Maria. Temo, ainda, viver dando trabalho numa cama agonizando. Dado que é necessário não mais temer ou aprender com o <span class="sigijh_hlt">filósofo Sêneca (falecido no ano 65, em Roma): <span class="sigijh_hlt">“</span></span><span class="sigijh_hlt">(&#8230;) quem aprendeu a morrer, desaprendeu a ser escravo”</span>.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Deixa de ser escravo dos bens materiais, não se deprime, cultiva a esperança e sepulta a ansiedade, não vive em função da vida ou julgamento alheio, das convenções sociais, dos impulsos da raiva e do ódio, das maquinações do orgulho, da vaidade e da soberba e, quando adoece, percebe que nada é mais importante do que a saúde, o viço da vida, o ar que respiramos e a beleza das coisas que nunca admiramos, pois andamos muito ocupados com futilidades.</p>

			</div></div>
<p>E, nesse sentido, vale destacar uma canção de Raul Seixas (1945-1989), do LP “Há Dez Mil ano atrás” (1976), “Canto para minha morte”, em que o cantor baiano faz uma reflexão original e profunda, interpretada de forma poética e ao som de um tango argentino, da qual, destaco algumas passagens:  “Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez”; “A morte, surda, caminha ao meu lado<br />
/ E eu não sei em que esquina ela vai me beijar”; e “Vou te encontrar vestida de cetim / Pois em qualquer lugar esperas só por mim”.</p>
<p>A morte encontrou Raul no dia 21 de agosto de 1989, vítima de pancreatite crônica e hipoglicemia, com apenas 44 anos de idade, na cidade de São Paulo. Foi encontrado morto, num apartamento modesto, onde morava sozinho, deixando um grande legado sobre a vida e também sobre a morte, como nesta canção, em que, em síntese, nos diz que ela virá como um ladrão e das formas mais inusitadas, não nos deixando, muitas vezes, tempo para resolver coisas que nos escravizavam a ela e não nos permitia dignamente viver.</p>
<p>Que venha então a morte, a irmã morte e que ela seja santa. Aos que partiram, além de nossa gratidão, o cultivo da memória, seja numa oração, num pensamento bom, seja numa vela acesa no túmulo ou numa rosa deixada sobre lápide onde, normalmente, se diz: “aqui jaz”. Espero em Deus que estejam em paz. Dado que: “A vida é frágil e viver / É um lindo momento / Quando se sabe amar” (A Tempestade e o Sol – Júlio e Kim).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcanto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida%2F&amp;linkname=Canto%20para%20minha%20morte%3A%20uma%20ode%20%C3%A0%20vida" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcanto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida%2F&amp;linkname=Canto%20para%20minha%20morte%3A%20uma%20ode%20%C3%A0%20vida" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcanto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida%2F&amp;linkname=Canto%20para%20minha%20morte%3A%20uma%20ode%20%C3%A0%20vida" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcanto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida%2F&amp;linkname=Canto%20para%20minha%20morte%3A%20uma%20ode%20%C3%A0%20vida" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcanto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida%2F&#038;title=Canto%20para%20minha%20morte%3A%20uma%20ode%20%C3%A0%20vida" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/canto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida/" data-a2a-title="Canto para minha morte: uma ode à vida"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/canto-para-minha-morte-uma-ode-a-vida/">Canto para minha morte: uma ode à vida</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
