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	<title>Arquivo para Ozzy Osbourne - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 25 Jul 2025 12:15:06 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Os tempos mudaram e os tempos são estranhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 09:00:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; O título do presente texto é de um trecho da canção Mama, I’m Coming Home (1991), de Ozzy Osbourne, falecido na última terça-feira, 22. Para além de ser uma homenagem a uma das maiores lendas do rock, também é uma oportunidade para refletir os recentes acontecimentos ocorridos no &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/os-tempos-mudaram-e-os-tempos-sao-estranhos/">Os tempos mudaram e os tempos são estranhos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-tempos-mudaram-e-os-tempos-sao-estranhos%2F&amp;linkname=Os%20tempos%20mudaram%20e%20os%20tempos%20s%C3%A3o%20estranhos" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-tempos-mudaram-e-os-tempos-sao-estranhos%2F&amp;linkname=Os%20tempos%20mudaram%20e%20os%20tempos%20s%C3%A3o%20estranhos" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-tempos-mudaram-e-os-tempos-sao-estranhos%2F&amp;linkname=Os%20tempos%20mudaram%20e%20os%20tempos%20s%C3%A3o%20estranhos" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-tempos-mudaram-e-os-tempos-sao-estranhos%2F&amp;linkname=Os%20tempos%20mudaram%20e%20os%20tempos%20s%C3%A3o%20estranhos" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-tempos-mudaram-e-os-tempos-sao-estranhos%2F&#038;title=Os%20tempos%20mudaram%20e%20os%20tempos%20s%C3%A3o%20estranhos" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/os-tempos-mudaram-e-os-tempos-sao-estranhos/" data-a2a-title="Os tempos mudaram e os tempos são estranhos"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> título do presente texto é de um trecho da canção <em>Mama, I’m Coming Home</em> (1991), de <span style="color: #000000;"><strong><em>Ozzy Osbourne</em></strong></span>, <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://exame.com/pop/ozzy-osbourne-eutanasia-ou-morte-natural-veja-as-principais-teorias/" target="_blank" rel="noopener">falecido na última terça-feira, 22</a></span>. Para além de ser uma homenagem a uma das maiores lendas do rock, também é uma oportunidade para refletir os recentes acontecimentos ocorridos no Brasil e no mundo, em que algumas pessoas ainda insistem (e subestimam a inteligência que julgam ter) em acreditar na capacidade dos Estados Unidos da América de liderar o mundo livre e de um Deputado Federal brasileiro ser o real defensor dos interesses nacionais.</p>
<p>Sinceramente, ou o mundo capotou e morri no acidente (talvez ainda esteja em coma) ou eu fui imerso num manicômio geral do qual ninguém teve a gentileza de me avisar. Se ambas as opções são verdadeiras, valho-me, então, de Sílvio Brito para de suas palavras também fazer as minhas: “Pare o mundo que eu quero descer” (1985).</p>
<p>Por essa época, há exatos 40 anos, marco histórico da jovem democracia brasileira, Ulisses Guimarães propugnava uma máxima que atravessa os tempos mantendo seu sentido e importância originais:</p>
<blockquote><p>“<strong>Discordar, sim. Divergir, sim</strong>. <strong>Descumprir, jamais</strong>. <strong>Afrontá-la, nunca. Traidor da Constituição é traidor da Pátria</strong>”.</p></blockquote>
<p>Nesse sentido, a “patriótica” família Bolsonaro tem dado os piores exemplos possíveis desde que assaltou a política nacional (pasmem, por meio da liberdade democrática), jogando a nação à beira de uma eventual crise econômica sem precedentes, tendo como padrinho da desgraça nacional um dos mais cínicos tiranos dos últimos tempos, revestido de democrata e defensor da liberdade de expressão, o megalomaníaco empresário norte-americano Donald Trump.</p>
<p>Na canção de Ozzy Osbourne <em>Road to Nowhere</em> (1985), há um trecho que diz &#8220;The wreckage of my past keeps haunting me&#8221; (Os destroços do meu passado continuam me assombrando). Se considerarmos que a democracia brasileira ainda não alcançou meio século de existência e que segue correndo riscos, nada é mais atual do que essa afirmação do cantor britânico, polêmico por seu comportamento tresloucado, mas lúcido e cirúrgico em sua poesia. E essa é a ideia, diante do que temos visto e ouvido: a sensação de sentirmos o bafo quente de um regime autoritário em nosso cangote desde que voltamos a decidir nossos destinos políticos, seja pelo voto livre e secreto, seja pela harmonia entre os três poderes, contemporizado pela Constituição.</p>
<p>O pior desses tempos que mudaram é que eles, de fato, têm sido muito estranhos. E aqui, destaco a <strong>subversão da verdade</strong>. E quantos têm se valido da subversão da verdade para agarrar-se ao poder a todo custo e atrair tantos para o seu rebanho. Antes, e acima de tudo: “Deus, Pátria e Família”; agora, “farinha pouca, meu pirão primeiro”, leia-se: “fazer a América grande outra vez” ou “I love you, Trump”. Afora isso, a subversão de princípios como “liberdade”, “direitos fundamentais”, “democracia”, “direitos humanos”. A quem interessam os efeitos da mentira, senão aos que mentem? Quem paga a conta? E Deus, que tem a ver com toda essa paranóia? Quem mente não é de Deus!</p>
<p>Aqui recordo das palavras de Jesus Cristo, que nos adverte em João 8, 44:</p>
<blockquote><p>“<em>Vós sois do diabo, vosso pai, e quereis realizar os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque nele não há verdade: <strong>quando ele mente fala do que lhe é próprio porque é mentiroso e pai da mentira</strong></em>”.</p></blockquote>
<p>O que me consola disso tudo é saber que todos aqueles que rosnam arrogância e prepotência, que arrotam empáfia e cospem nas leis e acham que estão acima de tudo e da pátria (até mesmo de Deus), acabam como todos nós: morrendo sem nada valer e sem nada levar, além das frias carnes de seu cadáver, que tornar-se-á picanha para os vermes, parafraseando aqui Machado de Assis, em <em>Memórias Póstumas de Brás Cubas</em> (1881). O mesmo Machado que certa feita, com muita propriedade escreveu:</p>
<blockquote><p>“<em>A soberania nacional é a coisa mais bela do mundo, com a condição de ser soberania e de ser nacional</em>”.</p></blockquote>
<p>Descanse em paz, Ozzy Osbourne! Mais do que o “Príncipe das Trevas”, você foi uma espécie de arauto do tempo presente, sobretudo quando um dia musicou uma máxima que atinge em cheio o coração dos pais da mentira:</p>
<blockquote><p>“<em>Eu falei com Deus esta manhã e ele não gosta de você / Você está contando a todas estas pessoas o pecado original / Ele diz que te conhece melhor do que você jamais o conhecerá</em>”.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/ozzy-osbourne-da-arte-de-viver-a-consciencia-de-morrer/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #008000;"><strong>Ozzy Osbourne – da arte de viver à consciência de morrer</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ozzy Osbourne – da arte de viver à consciência de morrer</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/ozzy-osbourne-da-arte-de-viver-a-consciencia-de-morrer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2025 13:06:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Embora me considere eclético em termos musicais, suas canções não estão entre as minhas preferidas, sobretudo quando o assunto é algo mais pesado. Sim, curto um bom e velho rock in roll e até mesmo algo mais nesse estilo hard, a exemplo de Guns N´ Rose, Mettalica, &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/ozzy-osbourne-da-arte-de-viver-a-consciencia-de-morrer/">Ozzy Osbourne – da arte de viver à consciência de morrer</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>mbora me considere eclético em termos musicais, suas canções não estão entre as minhas preferidas, sobretudo quando o assunto é algo mais pesado. Sim, curto um bom e velho rock in roll e até mesmo algo mais nesse estilo hard, a exemplo de Guns N´ Rose, Mettalica, Scorpions. Mas, o Black Sabbath e toda uma escola do gênero heavy metal que eles criaram, imprimiram e inspiraram, nem tanto assim. Uma canção aqui ou outra ali, vá lá. Entretanto, é sempre tempo de render um tributo a um dos maiores nomes deste tipo de arte musical, que além de ter feito da arte a própria vida, também, com muita coragem e dignidade, o faz com a iminência da morte.</p>
<p>Sou da geração 1985, quando, aos 10 anos de idade, pude testemunhar pela TV a primeira edição do <em><i>Rock in Rio</i></em>. De lá para cá, alcancei outros momentos, grupos e sujeitos icônicos, alguns dos quais tive a oportunidade de ver pessoalmente, em shows no Brasil, a exemplo de Paul MacCartney, Ringo Star e Dire Straits. Por isso mesmo, a gente vai criando aquele <em><i>feeling</i></em> de saber como algo vai marcar e se transformar em referência de uma época e até mesmo atemporal.</p>
<p>E o show da formação original do Black Sabbath (banda britânica fundada em 1986), realizado no último sábado, 5 de julho, em Birmingham, região central da Inglaterra, não demorará muito para estar entre estes grandes momentos da história musical internacional e do qual faremos menção algumas vezes, com destaque e, porque não dizer, emoção. A banda, com aquela formação (o baixista Geezer Butler, o guitarrista Tony Iommi, o baterista Bill Ward e Ozzy Osbourne) não se reunia fazia 20 anos.</p>
<p>O show em Birmingham, com cerca de 10 horas de duração, contando com dezenas de outros artistas e bandas, foi <strong>um tributo não somente à Black Sabbath, mas, de modo particular ao seu grande nome, Ozzy Osbourne, com 76 anos de idade</strong>. O grupo já viveu vários momentos e pelo menos quatro tipos diferentes de formação, com sucessos como “Paranoid” e “Iron Man” (1970), “Children of the grave” (1971), “Changes” (1972), entre outros, com aproximadamente 40 trabalhos em LP e CD, com layouts, letras e canções impactantes e até mesmo polêmicas e escandalosas.</p>
<p>Às voltas com uso de drogas e álcool e atrapalhando o desenvolvimento da banda, Ozzy Osbourne foi convidado a se retirar da Black Sabbath em 1979. Leia-se, foi expulso. No ano seguinte, teve que se reinventar numa carreira solo que não demorou muito para conhecer o sucesso. A começar pelo primeiro álbum, “Blizzard of Ozz”, onde na capa ele já imprimia a imagem de Madman ou de “Príncipe das Trevas”. No megashow de sábado, ele cantou alguns de seus maiores hits, inclusive da carreira solo, entre eles destaco “Mama, I’m Coming Home”, de 1991.</p>
<p>E aí, para mim, foi o grande momento daquele show tributo. Ali estava ele, Ozzy Osbourne, sentado majestosamente em seu trono de morcegos, todo preto, com roupas e unhas pretas, crucifixo prateado pendendo do pescoço, <strong>levando às lágrimas aproximadamente 40 mil pessoas no local e outras 5,8 milhões, incluindo eu</strong>. Ao som de “Mama, I’m Coming Home” muito sentimento e harmonia em meio a um público marcado por uma postura geralmente mais dura e dark, além de uma estética controversa e pouco usual, equivocadamente associada ao satanismo. Um público que comumente se diverte com movimentos dançantes mais bruscos, com as populares “quebradas de cabeça”, estava copiosamente chorando e cantando com Ozzy. E que letra e melodia belíssimas de “Mama, I’m Coming Home”!</p>
<p><strong>Há pelo menos 5 anos, Ozzy Osbourn luta com as consequências físicas e mentais do mal de Parkinson.</strong> Ciente da irreversibilidade de seu quadro, ele tem encarado a doença com muita coragem, graças, sobretudo, ao amor e ao apoio de sua esposa, Sharon Rachel, com quem é casado desde 1982, afora a família e de alguns amigos mais próximos. Há quem afirme, sem nenhum exagero, que aquele show do dia 5 de julho foi a sua última aparição pública, seu <em><i>gran finale</i></em>. E que espetáculo, até mesmo para pessoas que não são seus fãs, como este que vos escreve.</p>
<p>O fato é que aquele show deixou marcas profundas no nosso tempo, tão avesso a sentimentos e empatia e muitas vezes reduzido a conceitos como os de “bem comportado” e “do bem”, que nem sempre refletem o que se pôde presenciar naquele dia histórico, onde a arte fez da vida e da iminência da morte celebrações de uma mesma existência. Por algumas horas, o mundo percebeu que para além de guerras e sujeitos toscos como Donald Trump, Elon Musk e companhia ilimitada, ainda há humanos sorvendo cada instante da graça de viver e fazendo da música uma experiência ainda mais universal, pacífica e transcendental.</p>
<p>&nbsp;</p>
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