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	<title>Arquivo para opressão - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Raduan Nassar, que amava tanto a literatura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2021 11:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura&Afins]]></category>
		<category><![CDATA[A Festa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre que leio um texto escrito por Raduan Nassar me vem uma pergunta à cabeça: “O que terá feito esse homem das letras se “afastar” tanto assim da literatura?” Como é já sabido por todos, Nassar, que é descendente de libaneses e natural de Pindorama, cidade que fica no interior do estado de São Paulo, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&amp;linkname=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&amp;linkname=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&amp;linkname=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&amp;linkname=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&#038;title=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/raduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura/" data-a2a-title="Raduan Nassar, que amava tanto a literatura"></a></p><div style="text-align: justify;">
<div dir="ltr">
<div style="text-align: justify;">
<figure id="attachment_25901" aria-describedby="caption-attachment-25901" style="width: 169px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-25901" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg" alt="" width="169" height="164" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg 409w" sizes="(max-width: 169px) 100vw, 169px" /></a><figcaption id="caption-attachment-25901" class="wp-caption-text">Germano Viana Xavier (*)</figcaption></figure>
<p>Sempre que leio um texto escrito por Raduan Nassar me vem uma pergunta à cabeça: “O que terá feito esse homem das letras se “afastar” tanto assim da literatura?” Como é já sabido por todos, Nassar, que é descendente de libaneses e natural de Pindorama, cidade que fica no interior do estado de São Paulo, após escrever os livros LAVOURA ARCAICA, em 1975, e UM COPO DE CÓLERA, em 1978, decidiu “abandonar” a literatura para viver no campo, perto de suas raízes, ali por volta do ano de 1984. Além destes dois livros, conta-se dele apenas mais uma coletânea de contos, intitulada de MENINA A CAMINHO, criada em meados dos anos 60 do século passado e somente publicada no Brasil em meados dos anos 90 do mesmo século.</p>
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</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Junto com a pergunta supracitada, vem sempre uma outra, que pego emprestada de um ensaio escrito por Ivan Ângelo, intitulado de NÓS, QUE AMÁVAMOS TANTO A LITERATURA, parte integrante do livro BRASIL: O TRÂNSITO DA MEMÓRIA, organizado por Jorge Schwartz e Saul Sosnowski: “Sobre quê um escritor deve escrever?” ou “Sobre quê circunstâncias um escritor deve escrever?” Se repararmos bem, Nassar publicou suas duas principais obras no interregno temporal em que se deu a Ditadura Militar no Brasil. Ponto. Mas ele não escreveu sobre o que quis e no momento em que quis que fossem escritos os seus livros? Não foi feliz por isso? Teria Nassar deixado de escrever e de publicar pelo simples fato de lhe faltar um por que para isso? Nassar só escrevia porque sentia que, assim, estaria desobedecendo ao regime autoritário em vigência naqueles idos? Mas por que se distanciar, se um escritor escreve sobre o que quiser e quando quiser? Questionamentos, apenas questionamentos&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">
<figure id="attachment_36666" aria-describedby="caption-attachment-36666" style="width: 539px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/filme-lavoura-arcaica.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-36666" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/filme-lavoura-arcaica-300x157.png" alt="" width="539" height="282" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/filme-lavoura-arcaica-300x157.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/filme-lavoura-arcaica.png 614w" sizes="(max-width: 539px) 100vw, 539px" /></a><figcaption id="caption-attachment-36666" class="wp-caption-text">Simone Spoladore e Leonardo Medeiros em cena de Lavoura Arcaica (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>De acordo com Ângelo (1994, p.69), “<i>alguns regimes autoritários procuram dizer aos escritores sobre o que eles devem escrever; outros preferem dizer aos escritores sobre o que eles não devem escrever”</i>. Para o autor de A FESTA, no Brasil os militares optaram por dizer aos escritores o que eles não deveriam escrever. Então, isso quer dizer que tanto LAVOURA ARCAICA quanto UM COPO DE CÓLERA são obras que saíram a contragosto de seu autor? Duvido muito. Recentemente, Raduan Nassar discursou contra o até então iminente processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff num evento do governo, em uma de suas raras aparições públicas. Sinal claro que Nassar não é desses que se calam diante de movimentos opressivos e/ou de fenômenos repressivos contra quaisquer formas de liberdade de expressão.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Teria Nassar preferido o exílio em 1984 justo porque o Brasil se livrara da Ditadura Militar de uma vez por todas? Aquele momento de plena esperança no futuro do país seria a melhor hora de um escritor descansar? Ao contrapor os postulados da teoria da literatura induzida, que prega que “alguns livros são escritos conjuntamente pelo escritor e pelo leitor, isto é, pelo público, pela sociedade (ÂNGELO, 1994, p.69)” e, principalmente, por uma dada necessidade social, Nassar teria apontado para o desprezo total para com o texto literário? Duvido muito. Raduan Nassar, que tanto amava a literatura, simplesmente escolheu se recolher. E se alguém precisava tomar uma atitude, Nassar talvez tenha entendido, e já muito antes, que esse alguém não era ele, que sua literatura não carecia ser ou existir para meramente suprir a fome de alguns ou para ser contra algo ou a favor de. A literatura, pois, muitas vezes, é também a palavra que não se escreve, o verbo que não se oraliza, o sentimento que não se compartilha.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Sabedor dos regimentos que a patrulha ideológica imposta pela Ditadura Militar imprimia aos escritores e artistas em geral, Nassar haveria de escolher, calando-se, não ajudar a determinar o que os escritores deveriam escrever, quando os próprios escritores passaram a selecionar, num exacerbado jogo de cautela, o que deveria vir a público ou não, para que não sucumbissem nos instantes do “ao vivo” diante do “Big Brother” tupiniquim daquela época. Nassar certamente sabe que escrever sob indução é sempre muito perigoso. Porém, é possível fazer literatura sem ter um por que ou um para quê?</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Decerto que o tempo e as circunstâncias em que se vive são perfeitamente e inteiramente capazes de interferir na produção de uma obra literária, mas afirmar veementemente que só há literatura se há indução para tal é melar tudo. O próprio período ditatorial nacional envergou a produção do livro mais famoso de Ivan Ângelo, assim como tantos outros que tomaram rumos total ou parcialmente diferentes do que previamente foram pensados por seus respectivos autores a partir da inclusão da obra em um dado contexto social e político de caráter caótico-transformador, seja para o bem ou para o mal.</div>
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<div style="text-align: justify;"><div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
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<div style="text-align: justify;"><strong>Sobre A FESTA, Ângelo (1994, p.71) conta que</strong></div>
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<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_36667" aria-describedby="caption-attachment-36667" style="width: 200px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-festa-de-Ivan-angelo.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36667" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-festa-de-Ivan-angelo-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-festa-de-Ivan-angelo-200x300.jpg 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-festa-de-Ivan-angelo.jpg 240w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></a><figcaption id="caption-attachment-36667" class="wp-caption-text">Capa do livro A Festa, de Ivan Ângelo</figcaption></figure>
<p><i>Foi um livro induzido, cobrado, pautado, porque a sociedade não tinha como se expressar e os livros eram um dos poucos espaços onde alguma coisa podia ser dita. Tudo o mais era fortemente censurado. Mas eu achei que isso poderia ser feito com domínio rigoroso do material, com controle absoluto do discurso político, com apoio único da eficiência na literatura mesma.</i></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">Como visto acima, a partir de muito esforço alguns autores conseguiam driblar a patrulha imposta pela censura, usando para isso de artimanhas as mais diversas. Todavia, isso não significava que o engajamento fosse símbolo máximo ou que fosse o caminho certeiro para a boa qualidade de uma obra ou para o estabelecimento do valor de um autor. A tomar o exemplo de Raduan Nassar, bem poderia ser dito que ele não quis se dar ao trabalho de se adaptar ao meio e que, por isso, preferiu enclausurar-se. Falácias e especulações postas de lado, mais lógico seria se se pensássemos que cada autor tem o seu tempo, que cada autor sofre suas mutações e que, em decorrência disso, também a sua palavra se modifica. E como para tudo há novos encaminhamentos&#8230;</div>
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<div style="text-align: justify;"><strong>No cenário da Ditadura Militar, ainda por falar dos escritores que vivenciaram o período,</strong></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><i>O que resultou de bom foi que perdemos a inocência, a ingenuidade. Deixamos de ser política e artisticamente naifs e desenvolvemos um design mais contemporâneo. Não naquela época do “corre que lá vem os home”, mas já em torno dos anos 60, em plena abertura. Alguns autores de ficção compreenderam que o momento da abertura não deveria ser usado para tirar a camisa e exibir as feridas. O que eles fizeram foi apurar sua arte para se desvencilhar do passado, dos estilos, linguagens e temas do tipo pecezão, ou do tipo formalista. Buscaram uma estética não oprimida, não terceiro-mundista, para falar da opressão</i> (ÂNGELO, 1994, p.72).</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p>Em sua obra, Raduan Nassar, mesmo distante dos olhos dos leitores, como o próprio Ângelo (1994, p.73) cita, escolheu eliminar “as contradições entre os papéis políticos que as pessoas representam e sua verdade mais profunda”. Está aí o aprendizado, está aí o ensinamento. Ser escritor é fazer as lições que precisam ser feitas, custem elas o que custarem. E se for para sumir do mapa por um baita tempo, que seja para reforçar a todos o amor que se tem pela literatura mais viva e pulsante. Raduan Nassar, como muitos escritores e artistas em geral cujas trajetórias de fuga são por demais semelhantes, será para sempre um escritor a caminho, esteja onde e quando estiver.</p>
</div>
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			</div></div></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
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<p style="text-align: justify;"><div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">Referência</p>
<p style="text-align: justify;">ANGELO, Ivan. Nós, que amávamos tanto a literatura. In: SOSNOWSKI, Saúl; SCHWARTZ, Jorge. (Org.). <strong>Brasil: o trânsito da memória</strong>. São Paulo: EDUSP, 1994.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
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			</div></div></div>
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<div><strong>Germano Viana Xavier</strong> é mestre em Letras e jornalista profissional (DRT BA 3647). Desenvolve estudos e pesquisas sobre Literatura e Direitos Humanos – Comunicação e Cultura – Literatura e Letramentos – Língua Portuguesa – Linguística – Cinema – Educação e Educomunicação. Idealizador/Coordenador Geral do Jornal de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS (ISSN 2357 8025), periódico fundado em março de 2012 e que circula no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Irlanda. Escreve desde 2007 o blog <a href="http://oequadordascoisas.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O EQUADOR DAS COISAS</a>, cujo arquivo conta hoje com aproximadamente 2.000 textos de sua autoria. Em 2016, seu livro de contos SOMBRAS ADENTRO foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura. Possui publicações em livros, jornais e revistas literárias diversas. Baiano desterrado, natural da Chapada Diamantina, tem 35 anos e atualmente habita o agreste meridional pernambucano. Canal no YouTube: <a href="https://www.youtube.com/oequadordascoisas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.youtube.com/oequadordascoisas</a></div>
</div>
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<p style="text-align: justify;"><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>“Quanto mais armas, mais opressão, mais perigo e mais mortes”, alerta o secretário de Defesa Social de Aracaju, coronel Luís Fernando</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/quanto-mais-armas-mais-opressao-mais-perigo-e-mais-mortes-alerta-o-secretario-de-defesa-social-de-aracaju-coronel-luis-fernando/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Dec 2020 09:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=35186</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Quanto mais armas, mais opressão, mais perigo e mais mortes”. Esse é o entendimento do secretário municipal de Defesa Social de Aracaju, o coronel da reserva da Polícia Militar de Sergipe, Luís Fernando Silveira de Almeida, 55 anos, ao comentar  a decisão do presidente Jair Bolsonaro de zerar a alíquota do imposto aplicado para  importação &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/quanto-mais-armas-mais-opressao-mais-perigo-e-mais-mortes-alerta-o-secretario-de-defesa-social-de-aracaju-coronel-luis-fernando/">“Quanto mais armas, mais opressão, mais perigo e mais mortes”, alerta o secretário de Defesa Social de Aracaju, coronel Luís Fernando</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquanto-mais-armas-mais-opressao-mais-perigo-e-mais-mortes-alerta-o-secretario-de-defesa-social-de-aracaju-coronel-luis-fernando%2F&amp;linkname=%E2%80%9CQuanto%20mais%20armas%2C%20mais%20opress%C3%A3o%2C%20mais%20perigo%20e%20mais%20mortes%E2%80%9D%2C%20alerta%20o%20secret%C3%A1rio%20de%20Defesa%20Social%20de%20Aracaju%2C%20coronel%20Lu%C3%ADs%20Fernando" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquanto-mais-armas-mais-opressao-mais-perigo-e-mais-mortes-alerta-o-secretario-de-defesa-social-de-aracaju-coronel-luis-fernando%2F&amp;linkname=%E2%80%9CQuanto%20mais%20armas%2C%20mais%20opress%C3%A3o%2C%20mais%20perigo%20e%20mais%20mortes%E2%80%9D%2C%20alerta%20o%20secret%C3%A1rio%20de%20Defesa%20Social%20de%20Aracaju%2C%20coronel%20Lu%C3%ADs%20Fernando" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquanto-mais-armas-mais-opressao-mais-perigo-e-mais-mortes-alerta-o-secretario-de-defesa-social-de-aracaju-coronel-luis-fernando%2F&amp;linkname=%E2%80%9CQuanto%20mais%20armas%2C%20mais%20opress%C3%A3o%2C%20mais%20perigo%20e%20mais%20mortes%E2%80%9D%2C%20alerta%20o%20secret%C3%A1rio%20de%20Defesa%20Social%20de%20Aracaju%2C%20coronel%20Lu%C3%ADs%20Fernando" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquanto-mais-armas-mais-opressao-mais-perigo-e-mais-mortes-alerta-o-secretario-de-defesa-social-de-aracaju-coronel-luis-fernando%2F&amp;linkname=%E2%80%9CQuanto%20mais%20armas%2C%20mais%20opress%C3%A3o%2C%20mais%20perigo%20e%20mais%20mortes%E2%80%9D%2C%20alerta%20o%20secret%C3%A1rio%20de%20Defesa%20Social%20de%20Aracaju%2C%20coronel%20Lu%C3%ADs%20Fernando" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquanto-mais-armas-mais-opressao-mais-perigo-e-mais-mortes-alerta-o-secretario-de-defesa-social-de-aracaju-coronel-luis-fernando%2F&#038;title=%E2%80%9CQuanto%20mais%20armas%2C%20mais%20opress%C3%A3o%2C%20mais%20perigo%20e%20mais%20mortes%E2%80%9D%2C%20alerta%20o%20secret%C3%A1rio%20de%20Defesa%20Social%20de%20Aracaju%2C%20coronel%20Lu%C3%ADs%20Fernando" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/quanto-mais-armas-mais-opressao-mais-perigo-e-mais-mortes-alerta-o-secretario-de-defesa-social-de-aracaju-coronel-luis-fernando/" data-a2a-title="“Quanto mais armas, mais opressão, mais perigo e mais mortes”, alerta o secretário de Defesa Social de Aracaju, coronel Luís Fernando"></a></p><p style="text-align: justify;">“Quanto mais armas, mais opressão, mais perigo e mais mortes”. Esse é o entendimento do secretário municipal de Defesa Social de Aracaju, o coronel da reserva da Polícia Militar de Sergipe, Luís Fernando Silveira de Almeida, 55 anos, ao comentar  a decisão do presidente Jair Bolsonaro de<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.sosergipe.com.br/governo-zera-aliquota-de-imposto-de-importacao-de-revolveres-pistolas-e-outros-500-produtos/"> zerar a alíquota do imposto</a> </span>aplicado para  importação de revólveres e pistolas, que passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2021.</p>
<p style="text-align: justify;">Formado em Direito, com pós-graduação em “Gerenciamento Estratégico em Segurança Pública”, Luís Fernando lamenta que armas nas mãos da população, “estão matando os negros, pobres, crianças com balas perdidas”. E diante do cumprimento de promessa de campanha, para facilitar que a população se arme, Luís Fernando prevê tempos  sombrios se avizinhando.</p>
<figure id="attachment_35188" aria-describedby="caption-attachment-35188" style="width: 492px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/luis-fernando-com-E-Nogueira.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-35188" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/luis-fernando-com-E-Nogueira-300x214.jpg" alt="" width="492" height="351" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/luis-fernando-com-E-Nogueira-300x214.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/luis-fernando-com-E-Nogueira-1024x731.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/luis-fernando-com-E-Nogueira-768x548.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/luis-fernando-com-E-Nogueira.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 492px) 100vw, 492px" /></a><figcaption id="caption-attachment-35188" class="wp-caption-text">Em maio de 2017, Edvaldo Nogueira anunciou Luís Fernando como secretário de Defesa Social Foto: Janaína Santos/PMA</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Avesso do avesso ao capitão-presidente, um armamentista juramentado, o coronel, defensor dos Direitos Humanos, vê como uma falácia a teoria bolsonarista de que população armada não é subjugada. Para ele tudo ocorre ao contrário, pois as pessoas armadas matam e poderão ser as próprias vítimas das armas que adquiriram com a falsa ilusão de que estariam se protegendo. “Se o policial bem preparado, perde arma num assalto, imagine o que pode ocorrer com as pessoas que não têm esse preparo”,  provoca.</p>
<p style="text-align: justify;">Há três anos e meio como secretário de Defesa Social de Aracaju, Luís Fernando se prepara para mais trabalho a partir de janeiro de 2021, justamente, em virtude dessa alíquota zero. E vai mais além:  aquele policial militar ou civil que defende a liberação de armas, o aumento das vendas, está chamando o problema para ele.</p>
<p style="text-align: justify;">“Aqui [Aracaju], que é um dos lugares mais pacatos da nossa Federação, imagina o que não vai ser de uma briga de trânsito, estando uma das pessoas armadas?  Uma briga de condomínio, como terminará se uma delas ou as duas estiveram armadas?”, questiona o coronel que, quando ainda ativo na patente de capitão, ficou preso por quatro dias por determinação do então comandante da Polícia Militar, por ter pedido autorização para participar de um curso sobre Direitos Humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa semana, o coronel Luís Fernando, um carioca filho de um salva-vidas e de uma enfermeira, duas pessoas que sempre trabalharam para salvar as pessoas, conversou com o <strong>Só Sergipe</strong> e mostrou que é totalmente contrário a essa cultura armamentista e  que salvar vidas importa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SÓ SERGIPE – O presidente Jair Bolsonaro zerou a alíquota para importação de revólveres, pistolas, dentre outros produtos. Especificamente, sobre as armas, como o senhor viu essa medida do governo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LUÍS FERNANDO &#8211;</strong> Primeiro, entendo que o mundo passa por um momento extremamente delicado e que nós teríamos mil prioridades antes dessa para abrir mão de receita. Quer queira ou não,  quando uma alíquota cai de 20% para zero, dependendo do volume de compras, pois existem colecionadores e algumas pessoas que têm interesse de possuir um armamento melhor,  muitos vão comprar. Mas também é preocupante de que forma vai ser isso, o quantitativo, porque há decretos que vão e vêm. Essa questão da posse e do porte de arma está muito confuso. O que sei, e não tenho a menor dúvida disso, é que essa teoria de armar a população, pois ela armada não é subjugada, é tudo o contrário. O que vemos é que as armas nas mãos da população estão matando os negros, pobres, crianças com balas perdidas. Então, quanto mais armas, mais opressão, mais perigo e mais mortes.</p>
<figure id="attachment_15481" aria-describedby="caption-attachment-15481" style="width: 391px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/armas-de-fogo.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-15481" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/armas-de-fogo-300x181.jpeg" alt="" width="391" height="236" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/armas-de-fogo-300x181.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/armas-de-fogo-768x462.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/armas-de-fogo.jpeg 980w" sizes="auto, (max-width: 391px) 100vw, 391px" /></a><figcaption id="caption-attachment-15481" class="wp-caption-text">Pistolas e revólveres poderão ser importados com alíquota zero</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – A campanha política do candidato Jair Bolsonaro foi, justamente, facilitar o acesso a armas para toda a população. E desde então isso gera críticas, divide opiniões. Agora, com esse decreto, poderemos vislumbrar que teremos um futuro complicado com aumento da violência pelo país?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LF – </strong>Não tenho dúvida disso. A tendência é que, quanto mais armar as pessoas, mais violência vai haver. O que temos visto ultimamente em Sergipe são pessoas disparando armas sem noção nenhuma, tem gente que ingere bebidas alcóolicas, sai armada e faz besteira. Aqui, que é um dos lugares mais pacatos da nossa Federação, imagina o que não vai ser uma briga de trânsito, estando uma das pessoas armadas?  Uma briga de condomínio como terminará, se uma delas ou as duas estiveram com armas?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Para se ter o porte e a posse de uma arma é necessário equilíbrio emocional, além de muita técnica, não é? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LF – </strong>Sim, exige muito controle, preparação, um estado psicológico extremamente estável. Armas são  para  as polícias e Forças Armadas. A população tem que andar desarmada e exigir uma polícia honesta, bem preparada que faça a sua defesa, e não armar todo mundo. E não sabemos em que mãos essas armas vão parar. Sabemos que no Rio de Janeiro, o tráfico, antes, e hoje as milícias, dominam os territórios, as pessoas. Fecha loja, abre loja, decreta toque de recolher. Isso não aconteceria se tivesse alguma forma de coação do poder armado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – As pessoas se armando, da forma que o presidente Bolsonaro quer, vai aumentar o trabalho das forças de segurança?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LF –</strong> Não tenha a menor dúvida.  O policial militar e  civil que defendem a liberação de armas, o aumento de vendas de armas, eles estão chamando o problema para eles mesmos. Primeiro, eles podem estar abordando uma pessoa na rua, como se faz hoje, não com relaxamento, mas com um pouco de tranquilidade, eles farão mais desconfiados. Qualquer gesto pode fazer com que o policial venha a disparar arma, na legítima defesa putativa, porque  achará  que o abordado está armado. Porque vai partir do princípio de que qualquer pessoa pode estar armada. E outra: quem comprar arma, ou terá que ter um preparo extraordinário, para estar sempre muito atento, ou vai perder essa arma para o bandido, que age no fator surpresa. Se os policiais perdem armas ao serem assaltados por bandidos, pois ficam distraídos, imagine o cidadão comum que não tem aquela ideia fixa de que tem de estar em segurança o tempo todo. Imagina os que vão beber, dirigir, brigar por causa de um carro mal parado numa rua de condomínio, e acontecer uma tragédia. Hoje já vivemos isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Ou então ser morto pela própria arma que ele comprou, suspostamente, para protegê-lo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LF –</strong> Isso, pela própria arma. Por um manuseio errado. Ou uma criança pegar uma arma. É uma temeridade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS- Esse é um aspecto. Mas o bandido, ao abordar uma pessoa, toma a arma dela e a mata. Isso acontece.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LF –</strong> Exatamente. Se bobear pode morrer. A gente vê casos no Rio de Janeiro, com policiais fazendo ‘bico’, no qual o bandido toma a arma e o mata.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – O presidente emitiu esse decreto, tem mais outros 504 produtos. O senhor não acha que o presidente poderia restringir esse decreto para atender, somente, os operadores de segurança pública?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LF –</strong> A questão é o policial estar bem armado, pois nós vivemos durante muito tempo um monopólio de uma única empresa com armas que não são da melhor qualidade. Obviamente que as armas importadas têm uma qualidade melhor. Ótimo que o policial esteja bem armado, mas entendo que o Estado é que tem que prouver. Independente de preço, de alíquota, essa é uma obrigação do Estado. O policial precisa estar bem armado, com equipamento de proteção individual, bem treinado, bem remunerado e muito bem selecionado, para que não tenhamos no nosso meio  pessoas sem escrúpulos. Infelizmente, o senso  comum acha que armar todo mundo é a melhor solução, o que não é verdade. Ter uma arma é fator de insegurança.</p>
<p><strong>SS &#8211; Além das mortes,  que é algo trágico, um tiro pode deixar sequelas irreversíveis, os pacientes ficam muito tempo no hospital, a depender da gravidade, e isso gera despesa para o Estado. Isso é igualmente grave?</strong></p>
<p><strong>LF</strong> -Sim, os gastos no Sistema Único de Saúde com pessoas feridas são imensos no país. Tem gente que fica meses numa Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).</p>
<p>.</p>
<figure id="attachment_35187" aria-describedby="caption-attachment-35187" style="width: 503px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/luis-fernando-secretario-defesa-social.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35187" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/luis-fernando-secretario-defesa-social-300x180.jpg" alt="" width="503" height="302" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/luis-fernando-secretario-defesa-social-300x180.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/luis-fernando-secretario-defesa-social-1024x614.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/luis-fernando-secretario-defesa-social-768x461.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/luis-fernando-secretario-defesa-social.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /></a><figcaption id="caption-attachment-35187" class="wp-caption-text">Luís Fernando: &#8220;flexibilização é um perigo para todos&#8221; Foto: Sérgio Silva/PMA</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Bom, falando da secretaria municipal de Defesa Social que o senhor dirige, o seu serviço vai aumentar a partir de janeiro, diante da facilidade financeira dada pelo presidente com mais armas circulando?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LF –</strong> A flexibilização é um perigo para todos. Para as forças de segurança, para a população, principalmente, a mais desassistida, mais carente que vive à mercê de pessoas que fazem uso da força e do poderio da arma para subjugá-la. É uma temeridade mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Vi, recentemente, no bairro Luzia, numa pequena colisão entre um carro e uma moto, que o dono do carro sacou a  arma, deu um tapa no rosto do motociclista e ficou tudo por isso mesmo. O motociclista foi embora humilhado. Depois disseram que o rapaz que sacou a arma era um delegado de polícia. Se um delegado,  presume-se, deve ter equilíbrio para usar uma pistola, imagine quem não tem preparação.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LF –</strong> Uma arma você saca para fazer o domínio da outra pessoa, se ela estiver em situação suspeita. Verificando que não há nada, agradece, pede desculpas e manda embora. E outra coisa: há muita gente que acha que somente ela está armada. Numa dessas, saca uma arma, não espera que a outra também esteja, e dispara, e olha o problema.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Há quem defenda que o presidente poderia zerar a alíquota dos produtos que compõem a cesta básica, pois ajudaria mais. O senhor concorda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LF &#8211;</strong> Com certeza, seria uma última coisa diante da situação do povo brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS -Nesse cenário todo, quais são seus projetos para a Secretaria Municipal de Defesa Social na próxima gestão do prefeito Edvaldo Nogueira?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LF –</strong> É o uso cada vez mais aprofundado de tecnologia, de inteligência, para que se trabalhe com o mínimo de violência e o máximo de informação. Essa aí é a nossa visão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Na campanha eleitoral, alguns candidatos disseram, que se eleitos, promoveriam mais integração entre a Guarda Municipal e os demais setores da segurança pública. Mas, eu pergunto: ali foi discurso de candidato? Esse contato já existe?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>LF –</strong> Nós temos um relacionamento muito bom com as Polícias Civil, Militar e Federal, principalmente, no que tange a parte de inteligência.  E com a Polícia Militar fazemos algumas operações conjuntas com a Guarda Municipal. É total verdade essa parceria.</p>
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