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	<title>Arquivo para mundo - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Sou caminhante; ando no traçado do tempo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/sou-caminhante-ando-no-tracado-do-tempo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 14:55:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Os dias seguem no varal do tempo, sem dar satisfação. Maio se foi, junho está à porta.  Sigo observando meu entorno, sem compreender muito. O tempo não precisa que eu entenda nada. Sou apenas um caminhante, que anda no traçado do tempo, em busca de mim &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/sou-caminhante-ando-no-tracado-do-tempo/">Sou caminhante; ando no traçado do tempo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsou-caminhante-ando-no-tracado-do-tempo%2F&amp;linkname=Sou%20caminhante%3B%20ando%20no%20tra%C3%A7ado%20do%20tempo" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsou-caminhante-ando-no-tracado-do-tempo%2F&amp;linkname=Sou%20caminhante%3B%20ando%20no%20tra%C3%A7ado%20do%20tempo" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsou-caminhante-ando-no-tracado-do-tempo%2F&amp;linkname=Sou%20caminhante%3B%20ando%20no%20tra%C3%A7ado%20do%20tempo" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsou-caminhante-ando-no-tracado-do-tempo%2F&amp;linkname=Sou%20caminhante%3B%20ando%20no%20tra%C3%A7ado%20do%20tempo" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsou-caminhante-ando-no-tracado-do-tempo%2F&#038;title=Sou%20caminhante%3B%20ando%20no%20tra%C3%A7ado%20do%20tempo" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/sou-caminhante-ando-no-tracado-do-tempo/" data-a2a-title="Sou caminhante; ando no traçado do tempo"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">O</span>s dias seguem no varal do tempo, sem dar satisfação. Maio se foi, junho está à porta.  Sigo observando meu entorno, sem compreender muito. O tempo não precisa que eu entenda nada.</p>
<p>Sou apenas um caminhante, que anda no traçado do tempo, em busca de mim mesmo. Sem saber nada e com muito a aprender. Mesmo curioso com a vida, “todas as vezes que penso que sei as respostas, ela embaralha tudo”, cito Luiz Fernando Veríssimo.</p>
<p>A vida não acontece em linha reta; ela dá voltas. E, nas voltas que dá, todo mundo tem sua vez de ficar de cabeça para baixo.</p>
<p>Me nutro de Clarice Lispector: “Depois do medo, vem o mundo”. Sigo com medo, empurrado pelo tempo. Às vezes tenho medo de seguir em frente, de ir sozinho, em busca do melhor. Depois, com calma, percebo que seguir em frente é a opção certa.</p>
<p>“Se a vida não for fácil pra você, trate de ficar forte”, ecoa o conselho de minha saudosa mãe, Maria da Conceição, para quem a vida nunca foi mamão com açúcar.</p>
<p>Diante de inúmeras situações que não posso mudar, tento acionar o botão do silêncio. Em um mundo cada vez mais barulhento, o silêncio é um luxo reservado a poucos.</p>
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<p><strong>Silêncio, essa presença tão mal compreendida pela modernidade tagarela, não é ausência, é potência em repouso.</strong> Nele habita uma forma de linguagem mais sutil do que qualquer gramática, mais honesta do que qualquer retórica. Ao saber distinguir entre o silêncio autêntico e o simples mutismo, há algo decisivo: que o ser genuíno da fala se preserva frequentemente na contenção, e que o discurso mais pleno é aquele que sabe o que não deve dizer. O silêncio, quando verdadeiro, é um templo, e sua arquitetura se ergue sobre o não dito, sobre o intervalo entre o impulso de falar e a escolha de calar, intervalo em que o pensamento, não domesticado pelo signo, permanece vivo em toda a sua ambiguidade fecunda. Se falar é prata, o silêncio é ouro. Observo no meu entorno todos corridos, apressados; não entendo aonde querem chegar.</p>

			</div></div>
<p>Bestialmente aceleramos o tempo; parece que estamos constantemente em busca de um senso de propósito e realização. É comum ouvir amigos dizerem que precisam estar sempre ocupados com alguma atividade importante, seja ela no trabalho ou em seus hobbies e/ou projetos pessoais. Isso me leva a pensar que, a todo momento, estamos fazendo algo importante e que, na busca por ressignificar nossa existência. Ledo engano. Além de assoberbados, estamos exaustos.  Ando enfadado de mim.</p>
<p>Na terça-feira, 26/05, a convite do escritor carioca, Paulo Panesi, participei de uma live, com Vera Costa, colega da faculdade de Agronomia e amiga de jornada. Ela é moradora de Barreirinhas, santuário ecológico. Falamos do tempo como um ativo a nosso favor. E como aproveitar os dias, sem pressa, pois <strong>a vida acontece durante nossas tempestades diárias</strong>.</p>
<p>Bem-abençoado todo aquele que tem tempo para realizar pequenos desejos.</p>
<p>É tempo de sair do trilho e entrar na trilha. O trilho é seguro, mas alguém já trilhou por ali. O trilho são padrões, crenças herdadas. Comportamentos repetidos. Tudo previsível. Tudo conhecido. A trilha exige presença, coragem e decisão. Na trilha não há garantia. Nela você precisa ouvir a si mesmo. Talvez seja por isso que na trilha a vida ganha profundidade.</p>
<p>Existem momentos em que o trilho é necessário, mas a vida perde sentido quando não temos coragem de sair dele. É neste momento que a trilha chama.</p>
<p>Porque chega uma hora em que a trilha chama, é quando a vida acontece.</p>
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<p>&#8220;Não tenho pressa. Pressa de quê? Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.</p>
<p>Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas, ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra. Não; não sei ter pressa.</p>
<p>Se estendo o braço, chego exatamente aonde o meu braço chega. Nem um centímetro mais longe. Toco só onde toco, não aonde penso.</p>
<p>Só me posso sentar onde estou. E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras, mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa, e vivemos vadios da nossa realidade.</p>
<p>E estamos sempre fora dela porque estamos aqui”,  Alberto Caeiro.</p>

			</div></div>
<p>“O caminho se faz caminhando”, cito Antônio Machado, poeta espanhol.</p>
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		<title>&#8220;A vida não nos pertence, somos só visitantes neste mundo”</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-vida-nao-nos-pertence-somos-so-visitantes-neste-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 09:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Na semana passada retornei de viagem. Passei dias longe do meu cotidiano. Sempre que posso, me ausento, na busca de coisas novas. Gosto de flanar, sem lenço e documento, em algum canto desconhecido. Sair da rotina, ser viajante, transeunte, giramundo em terras estrangeiras. Desembarquei em uma &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-vida-nao-nos-pertence-somos-so-visitantes-neste-mundo/">&#8220;A vida não nos pertence, somos só visitantes neste mundo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">N</span>a semana passada retornei de viagem. Passei dias longe do meu cotidiano. Sempre que posso, me ausento, na busca de coisas novas. Gosto de flanar, sem lenço e documento, em algum canto desconhecido. Sair da rotina, ser viajante, transeunte, giramundo em terras estrangeiras.</p>
<p>Desembarquei em uma madrugada chuvosa. Dormi exausto: cansado de voos longos, conexões rápidas, poltronas apertadas e desconfortáveis.</p>
<p>Acordei e vi mensagens comunicando o falecimento de uma prima querida. Educada, discreta, com uma vida de grandes realizações, Franciângela Viana Silva partiu cedo, aos 58 anos. Havíamos marcado um novo café, já que tínhamos o hábito e gosto de bebermos bons cafés. Nosso café, tantas vezes adiado, se perdeu no cipoal do tempo.</p>
<p>O tempo parou num clique de câmera, congelou a alegria, e a saudade veio depois, como sempre vem, em silêncio e com atraso. O sorriso que brilhou num instante eterno tornou-se eco de um tempo irrecuperável, e é justamente nesse eco, onde vibra o indizível da memória, que habita a dor mais silenciosa e mais civilizada: a saudade. Não a saudade sentimental dos espíritos frágeis, mas lembranças metafísicas de quem compreende, com alguma crueldade interior, que o passado não é apenas aquilo que foi, mas aquilo que nunca mais poderá ser.</p>
<p>Vivo e sobrevivo num tempo em que tudo parece escapar, mesmo quando é capturado. O momento, tal qual uma fotografia, em sua aparência de eternidade, nada mais é do que a moldura do efêmero, a tatuagem luminosa de um instante já consumido.</p>
<p>No domingo fui visitar, em um leito de UTI, um querido mestre dos bancos escolares da faculdade de Agronomia. Mestre João Batista Braga brigava pela vida. Ao acordar no dia seguinte, soube que ele fizera a passagem. Por diversas vezes marquei de visitá-lo, em sua casa no Cutim. Ficamos de tomar um vinho, jogar conversa fora, relembrar o passado. Homem decente, elegante no trato, discreto, fala mansa, era um ótimo papo.</p>
<p>Tive o privilégio de conviver duas vezes com mestre Braga: como seu aluno e como colegas de profissão no INCRA. Culto, um cabedal de conhecimento, tínhamos sempre bons assuntos para discorrer. Nossas últimas conversas foram sobre minhas andanças pelo mundo.</p>
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<p>“A vida não nos pertence, não, somos só visitantes neste mundo, hoje estamos aqui, amanhã ninguém sabe. Vivemos como donos da estrada, como reis sentados na varanda, fazemos planos para cem anos, sem saber se amanhã ainda acordamos. Decoramos casa emprestada, pintamos sonhos na madrugada, mas o tempo passa sem pedir licença e leva tudo sem dar sentença. A juventude vai embora devagar, a saúde um dia pode falhar, os amigos mudam e o amor também, só Deus conhece o destino de alguém. Quando a vida bater na porta, não há dinheiro que encontre a resposta, fama, luxo ou posição para impedir a despedida do coração. A vida é casa alugada, nós somos só inquilinos. Hoje brindamos sorrindo, amanhã seguimos outro caminho. Entrega a chave, meu irmão, nada que cabe na mão, tudo passa nesse mundo, só o amor deixa lembrança no coração”, ouvi essa canção na internet, que mostra bem que não somos, apenas estamos… de passagem.</p>

			</div></div>
<blockquote><p>“Sou pó de estrada e bruma de ampulheta, um sino antigo em trânsito e cansaço, que leva o próprio adeus dentro do passo. Trago nos olhos húmus de profeta e um elixir de eras sobre a pressa. Cada relógio é só ferrugem quieta.  E o tempo não passa: me atravessa!”, cito o poema “Passageiro do tempo”, de Rinaldo Nunes.</p></blockquote>
<p>No intervalo de três dias perdi duas pessoas queridas, mostrando que a vida não avisa quando vamos embora. Deixei de tomar café com Franciângela e um vinho com João Braga. Restaram memórias e saudades.</p>
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		<title>Quando o marketing educa</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/quando-o-marketing-educa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2026 13:42:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[administração]]></category>
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		<category><![CDATA[mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Em andanças pelo mundo, tive a oportunidade de conhecer os maiores aeroportos em todos os continentes. Gosto do frenesi dos aeroportos, verdadeiras cidades, sempre com grande movimento. Gente de todas as partes, raças, costumes e línguas. Todas as vezes que desembarquei no aeroporto de Schiphol,um dos &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>m andanças pelo mundo, tive a oportunidade de conhecer os maiores aeroportos em todos os continentes. Gosto do frenesi dos aeroportos, verdadeiras cidades, sempre com grande movimento. Gente de todas as partes, raças, costumes e línguas.</p>
<p>Todas as vezes que desembarquei no aeroporto de Schiphol,um dos mais belos do mundo, um pequeno detalhe me chamou a atenção. Nos mictórios, tinha o desenho de uma pequena mosca na louça. Achei que fosse mais uma intervenção artística, já que a Holanda, onde fica o aeroporto, é um país cheio de obras de arte. Terra de Vincent Van Gogh, Rembrandt, Johannes, Frans Hals e muitos outros, de inúmeros museus, esbarra-se facilmente em obras de arte por toda parte.</p>
<p>Recentemente li a razão da pintura das moscas nos mictórios.</p>
<p>A administração do Aeroporto de Schiphol tinha um problema caro e irritante: os banheiros masculinos. Não importava quanto gastassem em limpeza, sinalização ou avisos educados. O “desperdício” fora do lugar era constante.</p>
<p>O custo de manutenção estava fora de controle. Tentaram tudo: cartazes pedindo colaboração; regras mais duras; produtos químicos mais fortes. Nada funcionava.</p>
<figure id="attachment_97672" aria-describedby="caption-attachment-97672" style="width: 193px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-97672" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35-300x300.jpg" alt="" width="193" height="193" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35-1024x1024.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35-768x768.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35.jpg 1080w" sizes="(max-width: 193px) 100vw, 193px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97672" class="wp-caption-text">Todos querem acertar o alvo</figcaption></figure>
<p>Até que um economista chamado Richard Thaler sugeriu algo radical. Ele não propôs uma regra. Nem uma punição. Propôs um alvo.</p>
<p>A solução custava centavos. Eles colaram uma pequena mosca preta, realista, dentro de cada mictório. Bem perto do ralo. Só isso. O resultado foi quase absurdo. Os custos de limpeza caíram 80% em poucos meses.</p>
<p>O “erro de mira” despencou. Sem campanhas. Sem ordens. Sem fiscalização. Por quê? Porque o ser humano tem um impulso automático de jogar. Dê um alvo e ele tenta acertar. Sem pensar. Sem perceber.</p>
<p>Thaler chamou isso de<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.suno.com.br/artigos/nudge/" target="_blank" rel="noopener"><strong> Nudge</strong></a></span> – o empurrãozinho. <strong>A ideia é simples e poderosa: você não precisa proibir nada, nem mudar incentivos financeiros para mudar comportamento. Basta redesenhar a escolha.</strong></p>
<p>Outro exemplo clássico, que virou case, é a disposição dos produtos nas gôndolas dos supermercados. Apenas com um arranjo, ao colocar frutas na altura dos olhos e doces em prateleiras mais altas, o consumo de comida saudável subiu 25%. Ninguém proibiu o açúcar, apenas tornou a maçã mais fácil. Tudo tem uma logística por trás, que funciona.</p>
<p>A lição para negócios e para a vida. As pessoas raramente fazem o certo porque você pediu. Elas fazem o que é mais fácil ou mais divertido no momento. Se o cliente não compra, talvez o site seja confuso. Se o funcionário não segue o processo, talvez o processo seja chato. Se a criança não guarda os brinquedos, talvez a caixa seja difícil de abrir. Esses exemplos mostram a criatividade e o poder de transformação do marketing.</p>
<p>O Marketing genial não manda. Ele desenha a mosca, troca os produtos de lugar, e os resultados aparecem. Sabemos que o mundo é movido por impulsos invisíveis.</p>
<p>Recentemente vi, no YouTube, uma campanha publicitária em que alunos de arquitetura ficavam em um estacionamento de um grande shopping center, observando motoristas que estacionavam nas vagas destinadas por lei a PcD, pessoa com deficiência. Grande parte dos que ali estacionavam não eram pessoas com mobilidade reduzida. Após o motorista estacionar, os alunos apareciam com uma cadeira de rodas.</p>
<p>O motorista atônico se recusava a usar a cadeira, ao que os estudantes mostravam a mensagem: “Se usou a vaga do deficiente, também deve usar a cadeira”. Muitos se retiraram envergonhados.</p>
<p>Ainda precisamos evoluir muito para uma melhor convivência em sociedade. É de grande importância campanhas publicitárias para despertar na população noções de civilidade. O marketing educa.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Viva as mulheres!</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/viva-as-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 10:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[admiração]]></category>
		<category><![CDATA[carinho]]></category>
		<category><![CDATA[chocadeira]]></category>
		<category><![CDATA[corja]]></category>
		<category><![CDATA[homem]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[terra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Quando Deus criou o mundo, primeiro criou o homem, para depois criar a mulher, ensinam as Sagradas Escrituras. Isso, para os que creem. Colocou-os em um imenso jardim, que recebeu o nome de Éden. Depois veio a desobediência, e a história por ser demais conhecida e repetida, &#8230;</p>
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<blockquote><p>Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">Q</span>uando Deus criou o mundo, primeiro criou o homem, para depois criar a mulher, ensinam as Sagradas Escrituras. Isso, para os que creem. Colocou-os em um imenso jardim, que recebeu o nome de Éden. Depois veio a desobediência, e a história por ser demais conhecida e repetida, deixo para o amigo leitor, a querida leitora a conclusão. O certo é que Deus, com imensa sabedoria, criou uma companheira para compor com o homem um casal, e, assim, suavizar sua caminhada terrena. Sabia Deus que um homem só não iria a lugar nenhum.</p>
<p>Desde que Deus os criou, uma coisa é certa&#8230; Quem mais evoluiu foi a mulher. Depois de séculos sendo subjugadas, menosprezadas, proibidas, foram as que mais evoluíram, ocupando espaços em todas as áreas. Tenho inúmeras amigas mulheres. Como é bom ouvi-las. Não sou nenhum Chico Buarque de Holanda, que segundo relatos, tem alma feminina, e colocou sua sensibilidade em belas canções. Mas, também aprendi a ouvi-las.</p>
<figure id="attachment_52461" aria-describedby="caption-attachment-52461" style="width: 213px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/05/IMG-20220506-WA0049.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-52461" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/05/IMG-20220506-WA0049-213x300.jpg" alt="mãe" width="213" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/05/IMG-20220506-WA0049-213x300.jpg 213w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/05/IMG-20220506-WA0049.jpg 727w" sizes="(max-width: 213px) 100vw, 213px" /></a><figcaption id="caption-attachment-52461" class="wp-caption-text">Maria da Conceição: amor incondicional</figcaption></figure>
<p>Nascido de uma mulher forte, decidida, atemporal, empoderada, vindo de um tempo em que esse termo nem existia; minha mãe, Maria da Conceição, era professora primária, tocava uma casa e tomava conta de seis filhos. Tudo ao mesmo tempo. Após suas batalhas diárias, bastava-lhe um banho, um vestido limpo e cheiroso, batom nos lábios para haver a transformação. Sim, as mulheres têm o poder de se reinventarem após um batom, um lápis ao redor dos olhos, um rímel, e/ou pintar as unhas. Isso, sem falar no cabelo. Mulher quando não tem o que mudar, muda o corte ou a cor do cabelo, e, assim, segue em frente. Poderosa.</p>
<p>São as mulheres que, com seus ventres, povoam o mundo. Você, caro leitor, amiga leitora, já parou para pensar que não há nenhuma guerra comandada por uma mulher? Sabe por quê? Nenhuma mulher enviaria seu filho para um campo de batalha, sabendo que poderia perdê-lo. Basta observar a bestialidade e sandice das guerras atuais. São os senhores inescrupulosos que enviam soldados para o front, para morrerem, enquanto ficam em casa, sãos e salvos.</p>
<p>São as mulheres, que vão visitar seus filhos na cadeia, após seus delitos. Com o coração apertado, estão lá, para dar amor, carinho e apoio. Geralmente, quando uma criança nasce com problema, muitos pais a abandonam. As mães jamais. O que salva o mundo é amor de mãe.</p>
<p>As mulheres são mais resistentes, vivem mais, pois se cuidam mais. Vão mais ao médico. Isso explica porque há mais viúvas que viúvos. As mulheres se protegem mais, têm uma rede de amizade que as sustenta. Mulher cozinha, lava, passa e arruma a casa para outra. Desconheço algum homem que cozinhe, lave, passe, ou arrume a casa para outro.</p>
<p>Triste ver a epidemia de feminicídio que assola o Brasil. A mentalidade machista de que homem é dono de mulher tem que mudar urgentemente. Homem não é dono de coisa alguma. Homem saiu de dentro de uma mulher, embora desconfie que muitos são filhos de chocadeira, tamanha atrocidade que fazem, e desrespeito com a mulher. Homem é dependente de mulher, isso, sim. Tem que endurecer as leis para colocar esses mentecaptos na cadeia.</p>
<p>Mulheres, vocês são o sal da terra; são vocês que dão cor, sabor e perfume por onde passam. Imaginem um mundo sem mulheres. Inimaginável: seria punk, dark, feio e malcheiroso. Um caos. Mulheres iluminam o mundo com seu sorriso, seu jeito de ser. As mulheres fazem o diferencial por onde passam. Se uma mulher, executiva de uma empresa multinacional, olhar algo que não lhe agrada, é capaz de descer do salto, pegar uma vassoura, e limpar da forma adequada. Homem não faz isso. Não é conosco.</p>
<p>Em andanças por diversos países, especialmente árabes, vejo a corja de homens juntos, sem mulheres. Talvez esteja aí a explicação para tantos conflitos.</p>
<p>Sou dos tais que acham que o carinho e o cuidado de uma mulher salvam o mundo, pelo menos o meu. Sou dependente de vocês, mulheres.</p>
<p>Mulher é algo tão maravilhoso que: Homem gosta de Mulher, Mulher tá pegando mulher, e tem homem querendo ser Mulher.</p>
<p>Meu respeito, carinho e admiração a todas as mulheres que fazem meu mundo mais feliz, perfumado, colorido e prazeroso.</p>
<p>Um brinde a todas as mulheres que com seus ventres povoam o mundo, com seu amor nos salvam todos os dias.</p>
<p>Neste dia 08 de março e em todos os dias do ano, Viva as Mulheres.</p>
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		<title>O espelho partido: o trumpismo e a fragilidade da democracia americana</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-espelho-partido-o-trumpismo-e-a-fragilidade-da-democracia-americana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 17:21:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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		<category><![CDATA[norte americano]]></category>
		<category><![CDATA[partido]]></category>
		<category><![CDATA[trumpismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Jorge Santana (*) &#160; A ascensão de Donald Trump ao poder máximo dos Estados Unidos não é apenas um evento eleitoral. Trata-se de um enigma sociológico que desafia a compreensão tradicional sobre a resiliência das democracias liberais. Durante décadas, o mundo olhou para Washington como o grande baluarte das liberdades políticas, sustentado por &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Jorge Santana (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> ascensão de Donald Trump ao poder máximo dos Estados Unidos não é apenas um evento eleitoral. Trata-se de um enigma sociológico que desafia a compreensão tradicional sobre a resiliência das democracias liberais. Durante décadas, o mundo olhou para Washington como o grande baluarte das liberdades políticas, sustentado por uma arquitetura institucional de freios e contrapesos supostamente imune a aventuras autoritárias. O fenômeno do trumpismo, porém, obriga-nos a uma pergunta incômoda: estaríamos diante de um processo contemporâneo de fascistização? E, se sim, como a maior democracia do planeta permitiu que suas engrenagens fossem tensionadas de forma tão profunda?</p>
<p>A resposta, perturbadora, tem se tornado cada vez mais clara no meio acadêmico. O uso do termo “fascismo”, antes tratado como exagero retórico ou militância política, passou a ocupar espaço legítimo no debate intelectual. O historiador Robert Paxton, referência mundial no estudo dos fascismos europeus do século XX, declarou publicamente — em textos e entrevistas amplamente repercutidos após os eventos de 6 de janeiro de 2021 — que suas antigas reservas ao uso do conceito haviam sido superadas. Para Paxton, o incentivo explícito ou tácito à violência política, o desprezo sistemático pelas normas institucionais e a recusa em aceitar limites legais aproximam o trumpismo das experiências históricas de Mussolini e Hitler, ainda que em contexto distinto.</p>
<p>Essa erosão institucional não se manifesta apenas no plano simbólico. Ela se traduz em um ambiente de insegurança democrática que atinge o próprio campo intelectual. Jason Stanley, professor da Universidade de Yale e autor de <em><strong>Como Funciona o Fascismo</strong></em>, tem alertado reiteradamente que os Estados Unidos exibem traços estruturais típicos de regimes autoritários de inspiração fascista. Em entrevistas recentes à imprensa internacional, Stanley destacou como universidades, o Judiciário e a imprensa se tornaram alvos preferenciais de campanhas de intimidação política, revelando a fragilidade de instituições que dependem, em última instância, de um consenso ético mínimo para funcionar. Quando esse consenso é corroído, os freios e contrapesos deixam de ser garantias automáticas e passam a operar sob permanente ameaça.</p>
<p>Reconhecer esse processo não implica negar a existência de resistências institucionais ainda ativas nos Estados Unidos. O fascismo histórico, como lembram Paxton e outros estudiosos, jamais se impôs por ruptura súbita. Ele avançou por normalização, cumplicidade e medo, utilizando as próprias ferramentas da democracia para subvertê-la por dentro. O culto à personalidade, a desumanização de opositores — frequentemente retratados como inimigos internos ou “parasitas” — e a reescrita seletiva da história nacional compõem um repertório conhecido, que muitos acreditavam ter sido definitivamente enterrado em 1945.</p>
<p>O que distingue o caso americano é sua escala. Se o fascismo europeu do século XX mergulhou o continente em ruínas, o que significaria a consolidação de um regime com traços análogos à frente da maior potência econômica e militar do planeta? Os Estados Unidos capturados por um autoritarismo messiânico não representaria apenas o colapso de um experimento democrático doméstico, mas uma ameaça direta à ordem internacional construída no pós-guerra. Quando um do principais garantidores da estabilidade global passa a flertar abertamente com a força bruta e o desprezo ao direito internacional, o mundo inteiro ingressa numa zona de sombra.</p>
<p>O diagnóstico, ao menos entre estudiosos do autoritarismo, já foi feito. Resta saber se ainda há tempo para a cura institucional ou se estamos apenas registrando, com atraso, o esgotamento histórico da era liberal — corroída não por inimigos externos, mas pelas forças que sempre acreditou ter derrotado.</p>
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		<title>Governo de Sergipe investe na modernização da rede pública para o ano letivo de 2026</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/governo-de-sergipe-investe-na-modernizacao-da-rede-publica-para-o-ano-letivo-de-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 22:35:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Informe publicitário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ações estruturantes, tecnologia e formação orientam o novo ciclo da educação estadual &#160; Com foco na inovação, na ampliação do uso pedagógico da tecnologia e na qualificação dos profissionais da educação, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), inicia o ano letivo de 2026 com um conjunto de &#8230;</p>
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<h3>Ações estruturantes, tecnologia e formação orientam o novo ciclo da educação estadual</h3>
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<p>Com foco na inovação, na ampliação do uso pedagógico da tecnologia e na qualificação dos profissionais da educação, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), inicia o ano letivo de 2026 com um conjunto de ações estruturantes voltadas à modernização da rede pública estadual de ensino.</p>
<p>As diretrizes do novo ciclo educacional são organizadas a partir da Jornada Pedagógica 2026, realizada entre os dias 20 e 30 de janeiro, que funciona como o principal espaço institucional de planejamento, alinhamento e formação da rede. É nesse momento que gestores, professores e equipes técnicas estruturam os planos pedagógicos, integram as novas políticas públicas educacionais, alinham metas e se preparam para a implementação das ações de modernização nas unidades escolares. Em 2026, a Jornada assume papel estratégico na preparação das equipes para o uso de tecnologias, inteligência artificial, metodologias inovadoras e novas ferramentas educacionais no cotidiano das escolas.</p>
<p>Entre as iniciativas estruturantes está a ampliação do Programa Sergipe no Mundo, que passa a contemplar, também, professores da rede estadual. A medida foi aprovada por lei no final de 2025 pela Assembleia Legislativa de Sergipe e fortalece a política de internacionalização da educação sergipana. A partir de 2026, cada país participante contará com, pelo menos, um professor selecionado, além de outras ações formativas.</p>
<p>O programa prevê, ainda, parcerias com instituições de referência internacional, como a Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, onde educadores poderão participar de uma imersão acadêmica em Nova York. Ao todo, 200 estudantes serão contemplados nesta edição do Sergipe no Mundo, que passa a incluir três novos destinos: China, Singapura e o Vale do Silício, na Califórnia.</p>
<p>A integração entre tecnologia e educação é uma diretriz permanente da gestão estadual. Em 2026, a Jornada Pedagógica traz como eixo central os avanços tecnológicos aplicados ao ensino, com destaque para o uso da inteligência artificial, robótica e outras ferramentas digitais em sala de aula, preparando professores e alunos para as novas demandas educacionais.</p>
<h3>Investimentos em infraestrutura e tecnologia</h3>
<p>Um dos principais eixos das ações para 2026 é a atualização tecnológica das escolas estaduais. A Seed concluiu a implantação de internet de fibra ótica e Wi-Fi seguro em 100% da rede, além de colocar em funcionamento 252 laboratórios de informática. Para assegurar que todas as unidades tenham acesso aos recursos digitais, o Estado também investiu em laboratórios móveis, destinados às escolas que ainda não possuem estrutura física fixa.</p>
<figure id="attachment_96557" aria-describedby="caption-attachment-96557" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-scaled.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-96557 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-scaled.jpg" alt="laboratório de informática " width="2560" height="1440" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-scaled.jpg 2560w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-300x169.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-1024x576.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-768x432.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-1536x864.jpg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96557" class="wp-caption-text">Laboratório de informática Foto: César de Oliveira</figcaption></figure>
<p>Ao todo, foram adquiridos 56 carrinhos de recarga e 1.680 notebooks, com investimento superior a R$ 6,1 milhões. Nesta primeira etapa, os kits serão destinados a 56 das 67 escolas que ainda não contam com laboratório de informática fixo. As demais unidades serão contempladas em nova remessa. As soluções portáteis permitem levar computadores e conectividade para qualquer sala de aula, sem a necessidade de obras estruturais.</p>
<p>Além das aulas regulares, os laboratórios de informática desempenham papel estratégico no desenvolvimento de projetos de iniciação científica e no apoio à participação dos estudantes em olimpíadas do conhecimento.</p>
<p>O diretor do Departamento de Educação (DED), Genaldo Freitas, explica que o objetivo é a universalização dos recursos de informática e conectividade. &#8220;Para as escolas que não possuem espaço físico para um laboratório fixo, a Secretaria adquiriu esses laboratórios móveis. O laboratório, hoje, funciona como uma sala de aula viva, onde estamos inserindo a Inteligência Artificial no currículo estadual&#8221;, pontuou.</p>
<p>Para o diretor do Centro de Excelência Abdias Bezerra, em Ribeirópolis, Gilson Bezerra, os espaços ampliam as possibilidades pedagógicas. &#8220;Utilizamos o laboratório para pesquisas em áreas como Ciências da Natureza e para dar suporte aos nossos times olímpicos. Os professores indicam temas e os alunos utilizam a estrutura para estudar. Temos, agora, o laboratório Maker com impressoras 3D instaladas pelo Governo que integram a tecnologia em todos os projetos da escola&#8221;, enfatizou.</p>
<p>O protagonismo estudantil também é fortalecido com a ampliação do acesso à tecnologia. A diretora do Centro de Excelência Dom Luciano José Cabral Duarte, Daniela Santana, ressaltou o impacto direto no cotidiano escolar. “Nossa escola tem um protagonismo muito forte, nossos alunos frequentam constantemente o laboratório de informática para desenvolver atividades e pesquisas. Seja com as aulas de robótica, seja com as eletivas, o laboratório é amplamente utilizado nas diversas áreas do conhecimento, além de pesquisas científicas dos nossos alunos”, destacou.</p>
<figure id="attachment_96560" aria-describedby="caption-attachment-96560" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-96560 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-scaled.jpg" alt="Alunos de robótica" width="2560" height="1708" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-scaled.jpg 2560w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-300x200.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-1024x683.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-768x512.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-1536x1025.jpg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-2048x1367.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96560" class="wp-caption-text">Alunos de robótica  Foto: Ascom/Seed</figcaption></figure>
<p>Os investimentos já apresentam resultados regionais. Na região sul do estado, o gestor da DRE 1, Franz Russemberg, destacou o impacto na educação profissional. “Em 2025, mais de 2 mil alunos dessa regional frequentaram cursos de mídias digitais e manutenção de computadores nos laboratórios da rede”, frisou.</p>
<p>A consolidação das ações estruturais passa, também, pela qualificação dos profissionais da educação. A implementação das novas tecnologias é tema central da Jornada Pedagógica 2026, que prevê formações específicas para gestores, técnicos e professores. Atualmente, cerca de 300 docentes da rede estadual já passaram por capacitação voltada ao uso das ferramentas tecnológicas e da inteligência artificial em sala de aula.</p>
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		<item>
		<title>Uma breve história do idealismo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/uma-breve-historia-do-idealismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tacio Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2026 09:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[ancestral]]></category>
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		<category><![CDATA[ternura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Tácio Brito (*) Gosto de dizer, com a ternura reservada a um ancestral íntimo, que fui um jovem de um idealismo quase arquitetônico. Minha mente era uma cidadela de postulados, murada por axiomas e governada por uma visão de mundo de uma geometria dolorosamente rígida. Esta era a minha arquitetura cognitiva: uma fortaleza erguida &#8230;</p>
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<p data-selectable-paragraph="">Por Tácio Brito (*)</p>
</blockquote>
<p id="cd5e" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl alu" data-selectable-paragraph=""><span class="dropcap ">G</span>osto de dizer, com a ternura reservada a um ancestral íntimo, que fui um jovem de um idealismo quase arquitetônico. Minha mente era uma cidadela de postulados, murada por axiomas e governada por uma visão de mundo de uma geometria dolorosamente rígida. Esta era a minha arquitetura cognitiva: uma fortaleza erguida não como monumento à coragem, mas como uma elaborada defesa contra o caos. Cada crença inflexível era uma muralha contra a vertigem da incerteza; cada ideal de perfeição, um escudo contra o eco constante que me assombrava, o sussurro da Síndrome do Impostor:</p>
<blockquote>
<p class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl alu" data-selectable-paragraph="">“Você é uma fraude. A qualquer momento, eles irão descobrir.”</p>
</blockquote>
<p class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl alu" data-selectable-paragraph="">Viver naquela fortaleza era um exercício de vigilância perpétua. O mundo, para mim, era um texto pré-escrito, um Codex cujas regras eu precisava decifrar e seguir à risca para ser digno. O maniqueísmo (a crença em heróis e vilões, salvadores e destruidores) não era uma filosofia, mas um mecanismo de simplificação. Se eu pudesse classificar tudo em caixas de “bom” ou “mau”, talvez conseguisse controlar a ansiedade de ser, eu mesmo, classificado como “insuficiente”. Era um idealismo nascido do medo, um esforço exaustivo para ludibriar meu eu mais autêntico, aprisionando-o em nome de uma segurança que jamais foi real.</p>
<p class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl alu" data-selectable-paragraph="">Até que a vida, com sua indiferença sísmica, decidiu testar as fundações da minha cidadela. E não o fez com um único golpe, mas com um maremoto avassalador. Problemas na família, pressões no trabalho, fissuras nas relações. A realidade se infiltrava pelas rachaduras da minha construção perfeita, e as crenças centrais que a sustentavam (“Se eu for perfeito, estarei seguro”; “Errar é prova de que sou uma farsa”) começaram a ruir. A estrutura não suportou o peso da própria rigidez.</p>
<p id="4964" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij ng nh im nj nk nl nn no np nr ns nt nv nw tq nx he bl" data-selectable-paragraph="">O colapso foi ensurdecedor e solitário. Lembro-me de estar sentado metaforicamente no chão, entre os escombros das minhas certezas, o pó das minhas antigas leis cobrindo tudo. E foi ali, na vulnerabilidade absoluta, que a verdadeira transformação começou, não como um ato autorealizado, mas como um milagre de conexão.</p>
<p id="eb27" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl" data-selectable-paragraph="">Foram mãos que se estenderam na penumbra. Amigos que se tornaram ferreiros da minha alma. Eles não tentaram reconstruir minhas muralhas; eles se sentaram comigo no pó, oferecendo o mais raro dos presentes: espaços de segurança. Nesses refúgios, eu pude finalmente desempacotar os destroços das minhas crenças. Mas o amor deles não era passivo. Eles eram um paradoxo de ternura e força. Quando eu desabava, seus braços eram o acolhimento para meus sentimentos. Contudo, quando minhas antigas máscaras e fantasmas se reerguiam por hábito, eles se tornavam guerreiros. Batalhavam contra minhas distorções cognitivas, não com a brutalidade da crítica, mas com a precisão cuidadosa de um cirurgião, me forçando a confrontar as inverdades que eu contava a mim mesmo. Eram eles que me lembravam: <em class="nd"><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/sic-mundus-creatus-est/" target="_blank" rel="noopener">Sic Mundus Creatus Est</a></span>,</em> o mundo é criado pela palavra. E as palavras que eu usava para me definir estavam me envenenando.</p>
<figure id="attachment_96431" aria-describedby="caption-attachment-96431" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-96431 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas.webp" alt="Amigos" width="1024" height="1024" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas.webp 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas-300x300.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas-150x150.webp 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas-768x768.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96431" class="wp-caption-text">Mãos que se estenderam na penumbra. Amigos que se tornaram ferreiros da minha alma.</figcaption></figure>
<p id="83e0" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl" data-selectable-paragraph="">Esse broquel, essa aliança entre cuidado e confronto, me deu a permissão para iniciar a minha alquimia pessoal. Com o apoio dessas testemunhas compassivas, comecei a examinar cada pedaço quebrado do meu antigo idealismo, não para lamentá-lo, mas para entendê-lo como o que realmente era: a armadura de uma criança assustada.</p>
<p id="f220" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl" data-selectable-paragraph="">E então, o <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/o-axioma-da-apoteose/" target="_blank" rel="noopener">Axioma da Apoteose</a></span> se manifestou de uma nova forma. Não na epifania solitária do conhecimento intelectual, mas na compreensão avassaladora da conexão humana. Meu antigo eu, imenso e inflado por ideais, implodiu sob a própria gravidade. Foi um colapso estelar, um processo de pressão inimaginável no qual a destruição não gerou o nada, mas forjou algo novo. Naquele forno, a matéria leve da certeza simplista e do medo foi fundida em elementos mais pesados e complexos: a flexibilidade, a autocompaixão, a sabedoria de que a identidade não é uma estátua, mas um rio.</p>
<p id="4f61" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl" data-selectable-paragraph="">Hoje, compreendo que não é preciso estar sozinho para ser forte; a verdadeira resiliência floresce na conexão autêntica, com pessoas dispostas a lutar <em class="nd">por</em> você e, quando necessário, <em class="nd">com</em> você. A jornada ainda continua. O sussurro do Impostor não desapareceu por completo, mas sua voz não mais me governa. Aprendi que posso reescrever meu próprio <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/codex-vitae/" target="_blank" rel="noopener"><em class="nd">Codex Vitae</em></a></span>, que posso observar a vida através de inúmeros prismas sem que isso me fragilize. Meu eixo não está mais em uma ideia externa, mas na confiança interna de que sou capaz de fluir. Minha história não é a de um idealista que fracassou, mas a de um ser humano que aprendeu, graças àqueles que seguraram a luz, que a verdadeira fortaleza não tem muros, mas pontes. E a maior de todas as minhas criações não é uma teoria ou um texto, mas <strong class="ne hm">a própria liberdade de ser, a cada dia, o autor de mim mesmo</strong>.</p>
<p data-selectable-paragraph="">
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		<title>​O altar do cotidiano — uma genealogia do café</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-altar-do-cotidiano-uma-genealogia-do-cafe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Heuller Roosewelt Silva Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jan 2026 09:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[avô]]></category>
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		<category><![CDATA[café]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Heuller Roosewelt (*) &#160; – Quero cafééééé! &#160; ​Começo por esse grito que atravessou telas e virou memória digital, um icônico “meme” que animou as redes sociais uns bons anos atrás, mas que em mim ressoa como uma verdade universal. Um marco viral aos amantes dessa bebida intrínseca ao cenário nacional, se não &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Heuller Roosewelt (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><i><span class="dropcap ">– Q</span>uero cafééééé!</i></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>​Começo por esse grito que atravessou telas e virou memória digital, um icônico “<em><i>meme</i></em>” que animou as redes sociais uns bons anos atrás, mas que em mim ressoa como uma verdade universal. Um marco viral aos amantes dessa bebida intrínseca ao cenário nacional, se não global, pela espontaneidade e sinceridade&#8230; Não é apenas um apelo; é um chamado. Um desejo que escapa da garganta como quem pede colo, pausa ou um novo começo. Café não só se pede quebrando o silêncio. Ele nasce no ritual de dizer ao mundo que a vida só pode seguir depois que o aroma invade a sala e o primeiro gole aquece a alma.</p>
<p>Antes mesmo de compreender o mundo, eu já era exposto a ele de forma cerimoniosa. Lembro-me da xícara pequena demais para a importância que carregava; uma bebida que se fazia presente como um elemento partícipe da rotina familiar, um líquido que residiria na minha história, seja no paladar, no olfato, ou na expressão de outros registros sensoriais. Ainda assim, eu recebia o batismo de uma bebida quase toda feita de leite, uma colherinha de açúcar e apenas uma pitada do pó suficiente para tingir de bege aquele líquido matinal. Não era sobre sabor, era sobre pertencimento. Aos três anos, o “rapazinho” já tomava café; e isso dizia muito. Aquela cor na xícara era o passaporte que me colocava à mesa dos grandes, no sagrado e invisível território da convivência adulta.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Talvez por isso, ao vislumbrarmos a brancura deste mês de janeiro, que nos convoca à corajosa tarefa de olhar para dentro e cuidar da saúde mental, eu veja no café um aliado silencioso. Se o &#8220;<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://grupolutapelavida.org.br/2025/01/17/janeiro-branco-chama-atencao-para-promocao-de-uma-mente-saudavel/?gad_source=1&amp;gad_campaignid=21762810219&amp;gbraid=0AAAAAphVtJbThtTidd9_UVtn6LQvFBGsG&amp;gclid=Cj0KCQiAg63LBhDtARIsAJygHZ7ZSHp9fCb-i7r1JRSXxkIVACHTj8PaSobkoTxDdWv9YU_MHqEDPV0aAsKLEALw_wcB" target="_blank" rel="noopener"><strong><b>Janeiro Branco</b></strong></a></span>&#8221; propõe uma folha em branco para reescrevermos nossas emoções, o café é a tinta que dá contorno ao autocuidado. É na pausa para a xícara que o pensamento descansa e o peito desaperta; um momento de sanidade em meio ao caos. Cuidar do espírito exige essa mesma paciência do coador: deixar o que é essencial passar, reter o que é excesso e entender que a mente, assim como o grão, precisa de tempo e temperatura certa para não amargar. É o &#8220;mês branco&#8221; pedindo o respiro que só o &#8220;momento preto&#8221; do café consegue proporcionar.</p>

			</div></div>
<p>Justamente por esse meu <em><i>assunte</i></em> familiar, entendo que compartilhar café, esse item consumido por milhões de pessoas todos os dias, é mais do que interagir com uma simples bebida. Trata-se de um fenômeno cultural, com tradições e práticas singulares em várias partes do mundo, uma realidade com raízes profundas em muitos aspectos da vida humana. Minhas referências com essa bebida giram em torno das diversas aglomerações intimistas: seja entre aquelas que compartilhavam do mesmo sangue, seja daquelas que compartilhavam do mesmo ideal fraterno e calor humano.</p>
<p>Outrossim, lembro que o café também teria me deixado marcas – literalmente. Na casa de meus avós, no interior do sertão, o café era uma dose de carinho servida quente. Na arte de servir o café com leite (ou do leite com café), a garrafa térmica traiu o ritual, desprendeu a tampa e um tiquinho de água quente tocou o braço do guri (<em><i>eu</i></em>) à mesa do jantar. Tivemos aquele “<em><i>Deus nos acuda</i></em>” para sanar a quentura que avermelhou a pele, mas o susto de ter caído o líquido foi maior que o evento em si. O que ficou, contudo, foi a marca na memória: o zelo da avó que, com tanto carinho, preparou a bebida e tanto se preocupou em se desculpar pelo acidente. O vermelho passou rápido; já a memória do cuidado ficou gravada.</p>
<p>Na casa dos outros avós, o café era presença mesmo na ausência. Meu avô não podia tomá-lo, mas nunca abriu mão da xícara. Enchia-a de cevada e sentava-se à mesa como quem diz: “Estou aqui”. Ele não bebia do grão, mas bebia da comunhão. A roda à mesa se formava, a refeição se expunha e a conversa fluía. O papo dele era o centro gravitacional de uma roda de conversa onde o tempo não tinha pressa de passar, fosse em caneca de aço, xícara de louça ou copo de vidro. Ali, o café era mais o símbolo do que a bebida. Café também é isso: registros invisíveis que aquecem a lembrança e constroem nossa história.</p>
<p>São tantos cafés da manhã, tantos fins de tarde, tantas pausas improvisadas que se tornam verdadeiros rituais. No trabalho, na família, entre amigos, o café cria pontes invisíveis – uma alquimia dedicada ao prazer de confraternizar o dia a dia. Ele sempre marcou o tempo humano, não necessariamente o do relógio. Inaugura o dia, sela acordos, sustenta conversas difíceis e celebra aquelas mais simples. Onde há café, há a convivência; onde há café, há espaço para a fala, para o riso, e para o silêncio que não constrange. Em diferentes culturas, compartilhar uma xícara é sinônimo de acolhimento, socialização e conexão.</p>
<p>Nesses arquétipos tive plantada a semente do desejo de narrar. Ao relembrar os exemplos de meu avô, mestre na arte de desfiar a própria vida em relatos criativos, percebo o quanto aquilo me marcou. Meu ideal primeiro sempre foi conseguir expor tão bem os momentos de vida que se registravam através da palavra. Eu desejava reproduzir aquela empolgação da narrativa, aquela capacidade de costurar histórias com falas simples, ditas à mesa, no tempo certo, através das palavras e do aroma do vapor que sobe da xícara.</p>
<p>O café, antes automático, começou a apontar algo maior: um caminho possível entre rotina e sentido. O café sempre foi item essencial para o bom convívio e para marcar o cotidiano nosso de cada dia. Dos grãos tradicionais aos cafés especiais, o bom café encanta paladares e revela experiências únicas. Esse universo de sabores que cresce a cada safra acompanha a evolução de um consumidor mais curioso, informado e atento a esse prazer de consumir essa bebida. Nos corredores do trabalho, o som da máquina se faz notar com gratidão e os “Bom dia” funcionam como abraços verbais. Percebe-se, então, que somos feitos desses instantes mínimos: cafés compartilhados, olhares cúmplices e conversas despretensiosas que nos devolvem a humanidade diante de um sistema que nem sempre nos entende. Cada xícara é uma chance de recomeçar e passa a ser um convite para habitar o agora.</p>
<p>​Com o passar dos anos, o que era hábito virou destino. Foi depois de ter me importado com o que saboreava que o simples “cafezinho do expediente” deixou definitivamente de ser distração para se tornar uma nova direção. Ao estudar a fundo a alquimia do grão e mergulhar no universo dos baristas, fui apresentado ao conceito do que realmente é o café, e algo mudou em meu olhar. O gesto automático deu lugar à escolha consciente: aroma, tempo, silêncio. Descobri que apreciar café é abandonar a inércia do costume para habitar, enfim, a realidade da presença. Desfrutar desse sabor real é, acima de tudo, um ato de coragem.</p>
<p>Aprendi que a vida é tecida nesses detalhes: o gole d’água ao lado, o riso solto no corredor, os afetos que se multiplicam. O café sustenta a convivência porque ele é o &#8216;fio de ouro&#8217; das nossas relações. Em tempos de obsolescência programada, onde o que se quebra é descartado, ele nos ensina a arte do <em><i>Kintsugi</i></em>. Se a xícara cai e estilhaça, não descartamos a história; juntamos os pedaços e reconhecemos a beleza nas cicatrizes. No cotidiano, entre um café e outro, a vida se revela inteira. É ali que restauramos vínculos, colamos afetos e superamos dificuldades. A vida verdadeira não está nos grandes gestos teatrais, mas na coragem de restaurar e cuidar do que se mostra mais frágil.</p>
<p>Lá nos mangues do Rio Sergipe, nas ladeiras de São Cristóvão ou nas praças de Aracaju, o que nos salva é a conversa jogada fora. O café se torna o Norte para quem busca um propósito; é a prova de que ninguém deve desistir de um sonho por falta de direção. Às vezes, o futuro começa exatamente assim: silencioso, quente entre as mãos, e já que “<em><i>o mundo não para para a gente amarrar os sapatos</i></em>”, vamos aproveitar quando ele desacelera por alguns segundos enquanto tomamos uma xícara de café e nos deixamos simplesmente ser.</p>
<p><em><i>(Palavras que se perderam ao vento e se encontraram no tempo)</i></em></p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Conheça <em><strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.instagram.com/barbadecajucafe/" target="_blank" rel="noopener">Barba de Caju Cafeteria</a></span></strong></em></p>

			</div></div>
<p><em><i> </i></em><strong><em><b><i>#ParaTodosVerem</i></b></em></strong><em><i>: Imagem em formato horizontal. Sobre uma mesa de madeira, várias mãos seguram xícaras de café fumegante. As pessoas estão dispostas em roda, com os rostos fora de foco, destacando o café como elemento central. A cena transmite sensação de encontro, partilha e conversa, com luz suave e atmosfera acolhedora.</i></em></p>
<p><strong><b> </b></strong></p>
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		<item>
		<title>Ensinamentos de um lápis</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/ensinamentos-de-um-lapis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Jan 2026 14:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[lápis]]></category>
		<category><![CDATA[menino]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[pães]]></category>
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		<category><![CDATA[vovô]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; No derradeiro dia do ano, fui à padaria comprar alguns itens para um café da tarde. Iria reunir amigos fraternos em torno da mesa, no final do dia. Alguns deles não vi há algum tempo; o café tinha esse objetivo: reunir, agregar, congregar, compartilhar histórias, rebobinar memórias e &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>o derradeiro dia do ano, fui à padaria comprar alguns itens para um café da tarde. Iria reunir amigos fraternos em torno da mesa, no final do dia. Alguns deles não vi há algum tempo; o café tinha esse objetivo: reunir, agregar, congregar, compartilhar histórias, rebobinar memórias e falar de fatos do ano que findaria. Na correria do dia a dia, a pausa em torno da mesa do café era o lugar ideal para confraternizar. Como todos são aficionados pelo segundo líquido mais consumido no mundo, só perdendo para a água, que entra em sua confecção, esse era o mote para tomarmos um bom café.</p>
<p>Ao chegar em casa, vi no saco dos pães, uma bela história, que já conhecia, mas não lembrava por inteiro, a qual reproduzo aqui.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“Um menino observava seu avô escrevendo em um caderno e perguntou:<br />
– Vovô, você está escrevendo algo sobre mim?</p>
<p>O avô sorriu e disse ao netinho:<br />
– Sim, estou escrevendo algo sobre você. Entretanto, mais importante do que as palavras que estou escrevendo é este lápis que estou usando. Espero que você seja como ele quando crescer.</p>
<p>O menino olhou para o lápis e, não vendo nada de especial, intrigado, comentou:<br />
– Mas este lápis é igual a todos os que já vi. O que ele tem de tão especial?</p>
<p>– Bem, depende do modo como você olha. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir vivê-las, será uma pessoa de bem e em paz com o mundo – respondeu o avô.</p>
<p>– Primeira qualidade: Assim como o lápis, você pode fazer coisas grandiosas, mas nunca se esqueça de que existe uma “mão” que guia os seus passos e que, sem ela, o lápis não tem qualquer utilidade: a mão de Deus.</p>
<p>– Segunda qualidade: Assim como o lápis, de vez em quando você vai ter de parar o que está escrevendo e usar um “apontador”. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas, ao final, ele se torna mais afiado. Portanto, saiba suportar as adversidades da vida, porque elas farão de você uma pessoa mais forte e melhor.</p>
<p>– Terceira qualidade: Assim como o lápis, permita que se apague o que está errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos trazer de volta ao caminho certo.</p>
<p>– Quarta qualidade: Assim como no lápis, o que realmente importa não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro dele. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. O seu caráter será sempre mais importante do que a sua aparência.</p>
<p>– Finalmente, a quinta qualidade do lápis: Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo o que você fizer na vida deixará traços e marcas nas vidas das pessoas; portanto, procure ser consciente de cada ação, deixe um legado, marcando positivamente a vida das pessoas.” Autor desconhecido.</p>

			</div></div>
<p>Por fim, à medida que o lápis é usado, ele vai se desgastando até acabar e ser substituído por outro. Logo, é preciso saber que um dia nós também seremos substituídos. Quantos ensinamentos para um novo ano que está começando.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Uma besta chamada Trump e os EUA como flagelo do mundo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/uma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 12:04:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[americanos]]></category>
		<category><![CDATA[besta]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[esquerdopata]]></category>
		<category><![CDATA[excêntrico]]></category>
		<category><![CDATA[expediente]]></category>
		<category><![CDATA[flagelo]]></category>
		<category><![CDATA[Maduro]]></category>
		<category><![CDATA[megaempresário]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Antes que eu seja taxado de esquerdopata, adianto que o que está em questão aqui não é o apoio ou defesa de um regime ditatorial levado a cabo por Maduro na Venezuela. Mas a maneira autoritária e imperialista como ele foi retirado do poder esta semana pelos &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/uma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo/">Uma besta chamada Trump e os EUA como flagelo do mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo%2F&amp;linkname=Uma%20besta%20chamada%20Trump%20e%20os%20EUA%20como%20flagelo%20do%20mundo" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo%2F&amp;linkname=Uma%20besta%20chamada%20Trump%20e%20os%20EUA%20como%20flagelo%20do%20mundo" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo%2F&amp;linkname=Uma%20besta%20chamada%20Trump%20e%20os%20EUA%20como%20flagelo%20do%20mundo" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo%2F&amp;linkname=Uma%20besta%20chamada%20Trump%20e%20os%20EUA%20como%20flagelo%20do%20mundo" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo%2F&#038;title=Uma%20besta%20chamada%20Trump%20e%20os%20EUA%20como%20flagelo%20do%20mundo" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/uma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo/" data-a2a-title="Uma besta chamada Trump e os EUA como flagelo do mundo"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span>ntes que eu seja taxado de esquerdopata, adianto que o que está em questão aqui não é o apoio ou defesa de um regime ditatorial levado a cabo por Maduro na Venezuela. Mas a maneira autoritária e imperialista como ele foi retirado do poder esta semana pelos Estados Unidos da América, comandados pelo excêntrico e megaempresário Donald Trump.</p>
<p>De longe, sabemos que não é novidade os norte-americanos fazerem uso desse expediente, sobretudo quando seus interesses estão em jogo. Nas páginas da história da humanidade, desde que esta nação foi criada no dia 2 de julho de 1776, isto se repetiu inúmeras vezes e não tem direito internacional e Nações Unidas que se sustentem ou que justifiquem as suas existências.</p>
<p>De tempos em tempos, os EUA se sentem, sobretudo depois da II Guerra Mundial, com o direito de regrar o mundo, os povos e as soberanias das nações, usando os argumentos mais toscos e insustentáveis possíveis. Que o diga o episódio da invasão do Iraque, em 2003. Ou ainda, as mais recentes ações promovidas por Donald Trump, seja no seu primeiro mandato, como neste atual, que em apenas um ano já fez mais estragos no mundo do que nos últimos cem anos.</p>
<p>Definitivamente, o povo tem o governante que merece. Tanto é verdade que trouxeram Trump de volta, ainda mais empoderado, sem filtros, sem pudores, sem limites e totalmente sem noção e sem juízo. É uma besta, seja no sentido bíblico-apocalíptico, seja no sentido pejorativo (pessoa tola, estúpida, ignorante, ou alguém grosseiro e sem humanidade) e também no sentido literal (animal irracional, quadrúpede, ou cavalgadura), neste último caso com todas as licenças poéticas possíveis.</p>
<p>Evidente que não se pode generalizar, pois há pessoas muito boas e de boa índole nos Estados Unidos, ainda, mas Donald Trump é um reflexo de uma sociedade e de uma nação que está com sérios problemas de saúde mental, frutos de anos de história movidos por poder e ganância, armamentismo, fanatismo religioso, preconceito social, discriminação sexual, xenofobia e soberba, muita soberba, disfarçada de bons costumes e nacionalismo. Trump, valendo-me da linguagem do educador e intelectual sergipano Manoel Bomfim (1868-1932), é o efeito de um organismo doente. É uma bolha pustulenta que estoura sobre a pressão de um antígeno agressivo.</p>
<p>Até o fechamento do presente texto, dois episódios reforçam os argumentos aqui apresentados sobre o perigo que os EUA e o mundo correm frente às ações inconsequentes e irresponsáveis de Donald Trump. Um agente de imigração matou, a sangue frio, uma cidadã norte-americana de Minneapolis. As autoridades alegaram legítima defesa, mas as imagens gravadas do ocorrido provam o contrário e o que se viu foi uma execução. Ontem, em Portland, agentes federais de imigração atiraram em duas pessoas, que foram levadas para o hospital.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>E agora, quem poderá nos defender? Chapolim Colorado? Infelizmente, nem ele e tampouco Simón Bolívar (1783-1830). Creio em Deus, em Nossa Senhora de Guadalupe. Mais do que abertas, conforme título do famoso clássico de Eduardo Galeano (1971), as veias da América Latina, agora sagram e o povo centro e sul-americano teme o retorno do &#8220;Grande Porrete&#8221; (<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.google.com/search?q=Big+Stick&amp;sca_esv=13d5be0ef7350a07&amp;sxsrf=ANbL-n4qyG1JrF-rwCN5yZycnaBI2T07pA%3A1767921485661&amp;ei=TVdgaZ-CKK_Z1sQP7dCvkQU&amp;oq=grande+porrete&amp;gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiDmdyYW5kZSBwb3JyZXRlKgIIATIFEAAYgAQyBRAAGIAEMgYQABgWGB4yBhAAGBYYHjIIEAAYgAQYogQyCBAAGIAEGKIEMggQABiABBiiBEi7LFCnCFinHnADeAGQAQCYAeIDoAGfHqoBCTAuNC41LjMuMrgBAcgBAPgBAZgCEaACrh_CAgoQABhHGNYEGLADwgINEAAYgAQYigUYQxiwA8ICDhAAGOQCGNYEGLAD2AEBwgITEC4YgAQYigUYQxjIAxiwA9gBAcICChAjGMkCGPAFGCfCAgcQIxjwBRgnwgIREC4YgAQYsQMYgwEYxwEY0QPCAgsQABiABBixAxiDAcICCBAAGIAEGLEDwgIEECMYJ8ICChAAGIAEGIoFGEPCAhAQLhiABBiKBRhDGMcBGK8BwgIKEC4YgAQYigUYQ8ICEBAAGIAEGIoFGEMYsQMYgwHCAgoQIxjwBRjJAhgnwgILEC4YgAQYsQMYgwHCAg4QLhiABBixAxjHARjRA8ICCBAuGIAEGLEDwgILEC4YrwEYxwEYgATCAgUQLhiABMICChAAGIAEGBQYhwLCAg0QABiABBixAxiDARgKwgILEC4YgAQYxwEYrwHCAhQQLhiABBiXBRjcBBjeBBjgBNgBAcICCBAAGBYYHhgKmAMAiAYBkAYNugYGCAEQARgJkgcJMy4zLjYuMy4yoAfBowGyBwkwLjMuNi4zLjK4B4sfwgcGMi0xMS42yAdygAgB&amp;sclient=gws-wiz-serp&amp;mstk=AUtExfDHspHsG1yUZ7DlQsxv3Rhm4xxrPH8kH3AXYbL-YfkNHjOq1uSd42ox-3zyhRJT2sO-Uh5f0V8TXHAeqVlgPI2RvnSOY4i0urGoL8IGNkBykD_RabWURSIYc9qrpmO04nW7sE7wpTSRMtfCUBBIzJvZKmX4E_FtrmjZT2M8g4Xmm2mz33_7NpXaSAs5AXeftW5E4CjDl2LqP4Z6GamhQx6mwik_4a1bDd6XU6GolVZAY-1DtcJ293kdZbN9lh2ZCAUQsXxP6Yi4NuCppoa7waXf&amp;csui=3&amp;ved=2ahUKEwiE65KIpf2RAxV-qJUCHTopH1kQgK4QegQIARAB">Big Stick</a></span>) norte-americano da época de Theodore Roosevelt (1901-1909) ou mesmo da Doutrina Monroe, um zumbi histórico renascido das cinzas do inferno por Trump.</p>

			</div></div>
<p>Uma coisa é certa, ou se põe freios neste “cidadão” (melhor seria para todos nós, uma reforçada camisa de força, numa cela de segurança reforçada) ou o mundo (leia-se, as nações poderosas da Europa e da Ásia) irá repetir o mesmo erro que cometeu entre o final dos anos 30 e inícios dos anos 40 do século XX, ao subestimar a sandice e as consequências nefastas e mortais de Adolf Hitler, que culminaram com a II Guerra Mundial e com o assassinato/extermínio de milhares de judeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo%2F&amp;linkname=Uma%20besta%20chamada%20Trump%20e%20os%20EUA%20como%20flagelo%20do%20mundo" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo%2F&amp;linkname=Uma%20besta%20chamada%20Trump%20e%20os%20EUA%20como%20flagelo%20do%20mundo" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo%2F&amp;linkname=Uma%20besta%20chamada%20Trump%20e%20os%20EUA%20como%20flagelo%20do%20mundo" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo%2F&amp;linkname=Uma%20besta%20chamada%20Trump%20e%20os%20EUA%20como%20flagelo%20do%20mundo" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo%2F&#038;title=Uma%20besta%20chamada%20Trump%20e%20os%20EUA%20como%20flagelo%20do%20mundo" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/uma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo/" data-a2a-title="Uma besta chamada Trump e os EUA como flagelo do mundo"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/uma-besta-chamada-trump-e-os-eua-como-flagelo-do-mundo/">Uma besta chamada Trump e os EUA como flagelo do mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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