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	<title>Arquivo para mundo - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Jul 2026 18:50:29 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Modelo do Pix desafia controle financeiro dos EUA sobre o Brasil</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/modelo-do-pix-desafia-controle-financeiro-dos-eua-sobre-o-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 13:57:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[bancarização]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O Pix brasileiro virou um dos alvos do governo dos Estados Unidos (EUA), entre outros motivos, por desafiar o controle financeiro de Washington sobre a infraestrutura brasileira de pagamentos eletrônicos. A avaliação é de especialistas em economia e relações internacionais consultados pela Agência Brasil. A razão do governo de Donald Trump para incluir o &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/modelo-do-pix-desafia-controle-financeiro-dos-eua-sobre-o-brasil/">Modelo do Pix desafia controle financeiro dos EUA sobre o Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmodelo-do-pix-desafia-controle-financeiro-dos-eua-sobre-o-brasil%2F&amp;linkname=Modelo%20do%20Pix%20desafia%20controle%20financeiro%20dos%20EUA%20sobre%20o%20Brasil" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmodelo-do-pix-desafia-controle-financeiro-dos-eua-sobre-o-brasil%2F&amp;linkname=Modelo%20do%20Pix%20desafia%20controle%20financeiro%20dos%20EUA%20sobre%20o%20Brasil" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmodelo-do-pix-desafia-controle-financeiro-dos-eua-sobre-o-brasil%2F&amp;linkname=Modelo%20do%20Pix%20desafia%20controle%20financeiro%20dos%20EUA%20sobre%20o%20Brasil" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmodelo-do-pix-desafia-controle-financeiro-dos-eua-sobre-o-brasil%2F&amp;linkname=Modelo%20do%20Pix%20desafia%20controle%20financeiro%20dos%20EUA%20sobre%20o%20Brasil" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmodelo-do-pix-desafia-controle-financeiro-dos-eua-sobre-o-brasil%2F&#038;title=Modelo%20do%20Pix%20desafia%20controle%20financeiro%20dos%20EUA%20sobre%20o%20Brasil" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/modelo-do-pix-desafia-controle-financeiro-dos-eua-sobre-o-brasil/" data-a2a-title="Modelo do Pix desafia controle financeiro dos EUA sobre o Brasil"></a></p><p>&nbsp;</p>
<p><strong>O Pix brasileiro virou um dos alvos do governo dos Estados Unidos (EUA), entre outros motivos, por desafiar o controle financeiro de Washington sobre a infraestrutura brasileira de pagamentos eletrônicos. A avaliação é de especialistas em economia e relações internacionais consultados pela Agência Brasil.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1697099&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1697099&amp;o=node" /></p>
<p>A razão do governo de Donald Trump para incluir o Pix entre as justificativas para o <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-07/brasil-diz-que-nao-ha-justificativas-para-tarifas-impostas-pelos-eua" target="_blank" rel="noopener">tarifaço de 25%</a></span> <strong>seria, em primeiro lugar, geopolítica, e não estritamente econômica motivada pela concorrência com empresas dos EUA como Visa, MasterCard ou Whatsapp Pay.</strong></p>
<p>O professor de economia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Maicon Cláudio da Silva destaca que o <strong>ataque ao Pix tem relação direta com a perda de poder e controle dos EUA sobre o sistema financeiro do Brasil.</strong></p>
<blockquote><p>“Esse tipo de medida deixa evidente que os EUA não querem perder esse poder que eles têm hoje sobre o sistema financeiro em boa parte do mundo. Não à toa, a China não usa Visa e Mastercard. Ela tem sistemas próprios, e isso tem a ver com uma maior soberania e autonomia desse país”, disse.</p></blockquote>
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<figure style="width: 360px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" title="UFRRJ/ Divulgação" src="https://imagens.ebc.com.br/KV1c7JdXulUPA-WzAw7wPkjqgNA=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/20/1457-enquadrada_copy.jpg?itok=x1Lg9Uk3" alt="20/07/2026 - O professor de economia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Maicon Cláudio da Silva.  Foto UFRRJ/ Divulgação" width="360" height="239" /><figcaption class="wp-caption-text">Professor de economia da UFRRJ, Maicon Cláudio da Silva diz que ataque ao Pix tem relação direta com perda de poder dos EUA sobre sistema financeiro do Brasil &#8211; Foto: UFRRJ/ Divulgação</figcaption></figure>
</div>
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<div class="meta">Silva lembrou que o <strong>Pix aumentou a bancarização da população brasileira, trazendo ganhos econômicos também para as empresas dos EUA. </strong>“Movimentos econômicos que antes ocorriam só no dinheiro passaram a ocorrer via sistema financeiro, através do Pix. Isso facilita o acesso das pessoas a contas bancárias e, eventualmente, também a cartão de crédito”, explicou.</div>
</div>
</div>
<p>Em 2025, os cartões movimentaram R$ 4,5 trilhões na esteira da expansão do Pix. Um crescimento de 10,1%, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).</p>
<h2>Perdas econômicas imediatas</h2>
<p>Como os EUA têm superávit comercial com o Brasil, <strong>o tarifaço tende a prejudicar mais as empresas americanas</strong>, observou o professor da UFRRJ. Nesse contexto, os interesses econômicos imediatos são deixados de lado.</p>
<blockquote><p>“Do ponto de vista imediato, essas taxas acabam prejudicando mais os EUA. Por isso, essa é uma política econômica internacional focada em exercer poder por meio das sanções e tarifaços de maneira a pressionar os países a se submeterem aos EUA”, finalizou.</p></blockquote>
<h2>Pix como instrumento de poder</h2>
<p>O professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra (ESG) Ronaldo Carmona destacou que<strong> o Pix se tornou um instrumento de poder do Brasil, ampliando a soberania econômica e financeira do país.</strong></p>
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<figure style="width: 365px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" title="Sindicato dos Bancários da Bahia" src="https://imagens.ebc.com.br/oFTQu1a4aWOPyLAvJrUMibExcxM=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/07/20/maxresdefault.jpg?itok=bUWwt4IC" alt="20/07/2026 - O professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra (ESG), Ronaldo Carmona. Foto: Sindicato dos Bancários da Bahia/ Divulgação" width="365" height="205" /><figcaption class="wp-caption-text">Professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra (ESG), Ronaldo Carmon diz que Pix se tornou instrumento de poder do Brasil &#8211; Foto: Sindicato dos Bancários da Bahia</figcaption></figure>
</div>
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<div class="meta">“Ao aumentar a autonomia e a soberania do país, o Brasil promove o comércio exterior bilateral com outros países em moedas nacionais, fugindo da arbitragem e da senhoriagem [receita oriundo da emissão de moeda] do dólar”, comentou.</div>
</div>
</div>
<p>Carmona citou ainda o fato de o Banco Central ter acordos de cooperação técnica com 47 países para implementação de sistemas semelhantes ao Pix em outras nações, o que pode fragilizar ainda mais o controle de Washington sobre as transações financeiras em outras partes do mundo.</p>
<h2>O Pix barra sanções</h2>
<p><strong>Sistemas de pagamentos nacionais, como o Pix, limitam a aplicação de sanções econômicas dos EUA contra instituições e indivíduos, “diferentemente do que ocorre com sistemas americanos”, explicou Ronaldo Carmona.</strong></p>
<p>Isso porque os sistemas de pagamento com sede nos EUA costumam cumprir todas as sanções da Casa Branca.</p>
<p>Maicon Cláudio da Silva, professor de economia da UFRRJ, citou as sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o bloqueio a Cuba como casos em que Washington projeta poder sobre países soberanos por meio de bloqueios financeiros.</p>
<p>“O avanço do bloqueio econômico dos EUA contra Cuba acabou levando a Visa e a Mastercard a deixar de operar na ilha. Ao controlar os meios de pagamento, os EUA podem, a qualquer momento, tomar algum tipo de sanção econômica contra países ou indivíduos”, explicou.</p>
<h2>Europa busca soberania financeira</h2>
<p>Em artigo publicado dias antes do anúncio do tarifaço contra o Brasil, a revista inglesa <em>The Economist </em>afirma que o Pix brasileiro, assim como outras iniciativas da União Europeia (UE), tem ameaçado a “supremacia” financeira dos EUA.</p>
<p>“A ascensão de sistemas ‘soberanos’, especialmente na Europa – uma grande fonte dos negócios internacionais da Visa e da Mastercard –, poderia corroer suas invejáveis margens operacionais de mais de 50%”, diz a revista especializada em finanças globais.</p>
<p>Recentemente, a UE anunciou o Euro Digital, sistema de pagamentos eletrônicos semelhante ao Pix, de acesso gratuito e público, com previsão de lançamento do projeto-piloto em 2027.</p>
<p>A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, não escondeu que o objetivo é reduzir a dependência dos sistemas estrangeiros.</p>
<p>&#8220;Dependemos predominantemente das redes americanas, mas também, por vezes, das chinesas, para organizar os pagamentos. Precisamos de uma solução europeia porque queremos ser soberanos internamente&#8221;, afirmou ao portal Euronews.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Principado do Vazio</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-principado-do-vazio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tacio Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 09:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Tácio Brito (*) &#160; Há uma parcela da minha vida, uma parcela importante dela, à qual me dediquei a projetos diversos. Sendo uma pessoa de interesses multíplices sempre empenhei minha energia em tornar verdadeiras minhas aspirações de mundo. Entretanto, como tudo no mundo, invariavelmente nos encontramos com pessoas que, embebidas da vaidade e &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Tácio Brito (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á uma parcela da minha vida, uma parcela importante dela, à qual me dediquei a projetos diversos. Sendo uma pessoa de interesses multíplices sempre empenhei minha energia em tornar verdadeiras minhas aspirações de mundo. Entretanto, como tudo no mundo, invariavelmente nos encontramos com pessoas que, embebidas da vaidade e da bajulação, se interpõem contra os criadores e frutificadores, a estes dedico este texto, uma exploração da natureza da vaidade humana e sua consequente solidão.</p>
<p id="cdc9" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg ana" data-selectable-paragraph="">Existe uma fome na alma humana, um pavor primordial que sussurra em nossos momentos de silêncio: o medo de sermos, em última análise, <strong class="xb mp"><em class="xx">insignificantes</em></strong>. No grande vácuo que se estende entre o nascimento e a morte, somos confrontados com a tarefa titânica de construir um significado, de tecer uma narrativa que justifique nossa breve e quase imperceptível passagem pela existência no teatro do universo. Este é o trabalho mais árduo, a verdadeira <strong class="xb mp"><em class="xx">poiesis</em></strong> da vida.</p>
<p id="b751" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">E muitos de nós, aterrorizados pela magnitude desta tela em branco que se ergue diante de nossos olhos, fogem.</p>
<p id="2689" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Fogem em vez de se engajarem na difícil alquimia de forjar um valor interno. É o processo que exige vulnerabilidade, fracasso e a aceitação da própria imperfeição. Se voltam para uma miragem que, à primeira vista, é mais fácil e sedutora: <strong class="xb mp"><em class="xx">a vaidade</em></strong>. E junto dela, como um encosto, a busca incessante pelo <strong class="xb mp"><em class="xx">micropoder</em></strong>.</p>
<blockquote class="yo yp yq">
<p id="6462" class="wz xa xx xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">“Vanitas vanitatum, dixit Ecclesiastes, vanitas vanitatum, omnia vanitas”. Eclesiastes 1:2</p>
</blockquote>
<p id="8c17" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">É um fenômeno que observamos em toda parte, a metástase silenciosa que adoece nossas organizações, nossas comunidades, nossas empresas. Pessoas que, movidas por uma insegurança profunda ou por um vazio existencial que não ousam nomear, se embebem na vaidade dos títulos, das medalhas, dos &#8220;penduricalhos&#8221;. Elas não buscam a substância; buscam os símbolos. E para dar a esses símbolos um peso que eles não possuem, elas constroem para si um reino.</p>
<p id="0c7a" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph=""><strong class="xb mp"><em class="xx">É o Principado do Vazio.</em></strong></p>
<p id="bd82" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">O monarca deste principado não governa um território vasto, mas um feudo minúsculo: a comissão de um projeto, a moderação de um grupo online, a gerência de um pequeno departamento, a presidência de uma instituição&#8230; Sua coroa não é de ouro, mas de papel timbrado. Seu cetro é o título pomposo, o jargão corporativo, a regra obscura do manual que só ele conhece. Seu poder não reside em criar, em inspirar ou em facilitar, mas em regular, em limitar, em controlar. Ele é o carcereiro do portão, e sua maior alegria é a de poder dizer <strong class="xb mp"><em class="xx">&#8220;não&#8221;</em></strong>.</p>
<figure id="attachment_99673" aria-describedby="caption-attachment-99673" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luis-xiv.webp"><img decoding="async" class="wp-image-99673 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luis-xiv.webp" alt="Retrato de Luis XIV da França de Hyacinthe Rigaud" width="720" height="1004" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luis-xiv.webp 720w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luis-xiv-215x300.webp 215w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99673" class="wp-caption-text">Retrato de Luis XIV da França de Hyacinthe Rigaud</figcaption></figure>
<p id="17b7" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Ele se veste com o uniforme da importância, uma indumentária pesada, não com as insígnias de batalhas vencidas, mas com as medalhas de reuniões comparecidas, de e-mails respondidos com cópia para a diretoria, de procedimentos zelosamente aplicados, de papéis com sua assinatura. Cada &#8220;penduricalho&#8221; é um testemunho não de sua contribuição valiosa, mas de sua presença passiva, de sua antiguidade, de sua maestria sobre a burocracia.</p>
<blockquote class="yo yp yq">
<p id="a0b3" class="wz xa xx xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">“O desejo de estar no Círculo Íntimo lubrifica todo o mecanismo do mundo. (…) Enquanto você não fizer parte dele, desejará entrar. Mas uma vez que você entre, descobrirá que há um círculo ainda mais íntimo, mais secreto, mais autêntico. Você passará a vida toda se esforçando para entrar, descobrindo que cada novo círculo é apenas uma casca vazia, e você morrerá de sede no limiar da fonte que acreditava estar lá dentro.” C.S. Lewis em seu livro <strong class="xb mp">“O Peso da Glória”</strong></p>
</blockquote>
<p id="b899" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">E é aqui que a tragédia dessa dança se desvela. As organizações e comunidades não são máquinas; <strong class="xb mp"><em class="xx">são ecossistemas vivos</em></strong>. Elas precisam de jardineiros: pessoas apaixonadas, criativas, que desejam plantar, cultivar, ver as coisas florescerem. Mas o monarca do Principado do Vazio, do alto de sua arrogância e inveja da vitalidade do outro, não é um jardineiro. Ele é um carcereiro, um vigia como o da <em class="xx">Torre</em>. E ele vê cada nova semente, cada ideia que não partiu dele, não como uma promessa de vida, mas como <strong class="xb mp"><em class="xx">uma ameaça</em></strong> à sua torpe e tola soberania.</p>
<p id="4e76" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xe xf xg xi xj xk xm xn xo xq xr xs xu xv ph xw jx bg" data-selectable-paragraph="">O jardineiro chega com as mãos cheias de terra e entusiasmo, e se depara com o carcereiro, que lhe exige o preenchimento de um formulário em três vias para o uso do regador. O inovador propõe um novo caminho, e o ímpio o informa de que o comitê para a avaliação de novos caminhos só se reúne na terceira quinta-feira de meses ímpares. A pessoa de talento, que busca realizar, se vê enredada em uma teia de micro-agressões, de informações sonegadas, de aprovações adiadas, tudo orquestrado para reafirmar quem detém o controle do portão.</p>
<p id="3e94" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">E então, as boas pessoas <strong class="xb mp"><em class="xx">partem</em></strong>. Não com um estrondo, mas com um suspiro de exaustão. Os jardineiros não lutam contra os carcereiros; eles <strong class="xb mp"><em class="xx">simplesmente procuram um solo mais fértil</em></strong>. E o que resta no Principado do Vazio é um silêncio cadavérico da vaidade, asséptico, sem vida. A organização, antes um ecossistema vibrante, se transforma em um mausoléu de procedimentos. O monarca, enfim, venceu. Ele expurgou todos os que desafiavam sua ilusória autoridade, todos os que ousavam criar sem sua permissão. Ele agora reina, absoluto e inconteste, sobre um reino de ecos.</p>
<p id="a049" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">E esta é, senão a mais dura ironia. Na sua busca desesperada por se sentir importante, o monarca do micropoder se esvazia de toda a importância real. Ele sacrifica a vitalidade do todo pela validação de sua máscara. E no final, ele se senta em seu trono, em uma sala perfeitamente ordenada e absolutamente morta, polindo seus títulos, ajustando seus penduricalhos, o soberano inconteste de um reino que já não tem mais súditos. Apenas a sua própria e retumbante<strong class="xb mp"> <em class="xx">insignificância</em></strong>.</p>
<p id="4853" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Mas a história não precisa terminar com o triunfo do vazio, nem com a partida silenciosa de todos os jardineiros. A <strong class="xb mp"><em class="xx">Narrativa Simpoiética</em></strong> nos ensina que, mesmo no coração da burocracia, a capacidade de forjar significado e de escolher o que realmente vale a pena reside em cada um de nós.</p>
<p id="a3cb" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">O verdadeiro valor não está nos títulos que ostentamos, mas nas conexões que cultivamos. Não está nas medalhas, mas nas sementes que plantamos. O que realmente importa é a<em class="xx"> </em><strong class="xb mp"><em class="xx">Confluência Narrativa</em></strong>: a capacidade de entrelaçar a nossa história com a de outros, criando algo maior, mais resiliente, mais belo.</p>
<p id="b96d" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Diante de um solo infértil, governado por um Principado do Vazio, a escolha que se apresenta é profundamente pessoal, e depende inteiramente dos valores que você carrega em si, do que considera genuinamente valioso.</p>
<figure id="attachment_99678" aria-describedby="caption-attachment-99678" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/semeador-de-Arles-1.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-99678 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/semeador-de-Arles-1.webp" alt="“Semeador em Arles” de Vincent van Gogh" width="720" height="569" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/semeador-de-Arles-1.webp 720w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/semeador-de-Arles-1-300x237.webp 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99678" class="wp-caption-text">“Semeador em Arles” de Vincent van Gogh</figcaption></figure>
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<p id="98d2" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Pois há aqueles cuja integridade se manifesta na resiliência do reformador. São os que, com uma paciência louvável, decidem ficar e adubar o solo árido, acreditando que mesmo a terra mais dura pode ser amaciada. Eles são a prova de que a mudança, por vezes, nasce da persistência teimosa, da pequena flor que insiste em brotar no concreto.</p>
<p id="1e18" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Mas há também aqueles cuja integridade não permite que se demorem em um ambiente que lhes é hostil ou que os põe em crise constante. São os pioneiros, os que entendem que sua energia mais preciosa deve ser investida não em lutar contra a seca, mas em encontrar um novo campo para cultivar. A escolha de buscar solos mais férteis não é um ato de desistência, mas um ato de sabedoria, é o reconhecimento de que seu propósito é frutificar.</p>
<figure id="attachment_99680" aria-describedby="caption-attachment-99680" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/campo-de-trigo.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-99680 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/campo-de-trigo.webp" alt="“Campo de Trigo Verde com Ciprestes” de Vincent van Gogh" width="720" height="591" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/campo-de-trigo.webp 720w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/campo-de-trigo-300x246.webp 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99680" class="wp-caption-text">“Campo de Trigo Verde com Ciprestes” de Vincent van Gogh</figcaption></figure>
<p id="1f2d" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Ambos os caminhos são válidos. <strong class="xb mp"><em class="xx">Ambos contribuem para o florescer do mundo</em></strong>. A escolha entre ser o que restaura o velho jardim ou o que funda o novo depende de uma única coisa: a honestidade com o seu próprio <em class="xx">Codex Vitae</em>.</p>
<p id="05e6" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">A resposta para o vazio não está em preenchê-lo com símbolos, mas em nutri-lo com substância. E a forma como escolhemos fazer isso — seja transformando o deserto em um oásis ou levando nossas sementes para um vale desconhecido — é o que define a verdadeira riqueza de nossa jornada.</p>
<p data-selectable-paragraph="">
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		<title>Parada no estaleiro</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/parada-no-estaleiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 12:35:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[destino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Após longo tempo sem férias, tirei dez dias. Foram dias para respirar novos ares, conhecer novas paragens, novas pessoas. Criar novas memórias. Sim, viajar é guardar na memória momentos únicos, indeléveis. Às vezes nem sempre agradáveis. Uma viagem nunca termina. A viagem começa quando se escolhe &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd"><span class="dropcap ">A</span>pós longo tempo sem férias, tirei dez dias. Foram dias para respirar novos ares, conhecer novas paragens, novas pessoas. Criar novas memórias. Sim, viajar é guardar na memória momentos únicos, indeléveis. Às vezes nem sempre agradáveis.</p>
<p>Uma viagem nunca termina. A viagem começa quando se escolhe o lugar ou lugares a visitar, os roteiros a serem percorridos. O que se deseja conhecer, que sabores queremos provar.</p>
<p>Depois vem a viagem propriamente dita. Fazer check-in, se acomodar em uma aeronave, afivelar o cinto, desembarcar do outro lado. E, finalmente, quando retornamos para casa e tudo se transforma em lembranças, memórias. As boas são recordações. As ruins, aprendizado.</p>
<p>Durante dez dias viajei pelos EUA: primeiro Seattle, depois Orlando, meu lugar preferido no mundo, depois de São Luís do Maranhão, minha ilha do Amor.</p>
<figure id="attachment_99408" aria-describedby="caption-attachment-99408" style="width: 186px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/livro-thadeu.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-99408" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/livro-thadeu.jpg" alt="Livro de Luiz Thadeu" width="186" height="279" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/livro-thadeu.jpg 311w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/livro-thadeu-200x300.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 186px) 100vw, 186px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99408" class="wp-caption-text">Livro de Luiz Thadeu: uma história de superação</figcaption></figure>
<p>Cruzar a soleira de casa e cair no mundo foi a maneira que encontrei para compensar os cinco anos que passei preso a leitos hospitalares ou recolhido em casa por causa do grave acidente que sofri em julho de 2003 e que mudou minha trajetória para sempre.</p>
<p>Como o imponderável acontece sem planejamento prévio, pois é algo que ocorre sem ser previsto, medido ou avaliado, algo novo aconteceu comigo nesta viagem.</p>
<p>Ainda em Seattle, no hotel onde me hospedei, ao escorar a porta do banheiro, cortei o calcanhar da perna direita. Sangue jorrou longe, o qual contive com a ajuda dos funcionários do hotel. Não dei a devida atenção à gravidade que o fato necessitava.</p>
<p>Fiz pequenos curativos durante o período em que lá estive. Como todo bom andarilho, andei por todas as partes da bela Seattle. Incursionei por sítios turísticos; fiz tour caminhando, com um grupo que estava hospedado no mesmo lugar que eu.</p>
<p>No aeroporto de Seattle, no retorno, no longo trajeto dos saguões, as dores aumentaram. Desembarquei em Orlando, onde o amigo José Leônidas me esperava, com dores lancinantes. Passei menos de doze horas na cidade. Seu José Leônidas me deu um spray que apliquei no local; alívio momentâneo.</p>
<p>Voo longo até Guarulhos, SP. Acomodado em assento minúsculo, as dores voltaram ainda mais fortes.</p>
<p>Outro voo até o destino final. Em São Luís ainda fiquei três dias adiando a ida ao médico. Coisa de homem teimoso. Como as dores não diminuíam, marquei consulta com o ortopedista, já que não conseguia colocar o pé no chão. Desconfiava que tivesse fraturado algum osso.</p>
<p>Raio X em mãos, dr. Gregório Ribeiro constatou pequena fissura no calcâneo. Devidamente medicado, as dores arrefeceram. Já consigo pisar sem medo. Mas não deixa de ser irônico que a porta tenha atingido logo o calcanhar, que sustenta todo o corpo, ou seja, o responsável por me permitir caminhar por esse mundão.</p>
<p>Com o problema ortopédico, aumentou a quantidade de medicamentos que ingiro diariamente, além dos remédios de uso contínuo — por causa da idade e das comorbidades adquiridas —, agora são mais dois: antibiótico e anti-inflamatório.</p>
<p>Lembrei do meu velho e saudoso pai, Luiz Magno Gomes e Silva, que no outono da vida, repetia: “O homem está no lucro quando bebe mais cerveja que remédio”.</p>
<p>No estaleiro, a cada seis horas ingiro um comprimido. As cervejas estão gelando para quando puder bebê-las.</p>
<p>Ando pelo mundo, já pisei, com minhas inseparáveis muletas, em mais de uma centena e meia de países, em todos os continentes, e nunca tinha acontecido algo parecido. O improvável não avisa quando vai acontecer.</p>
<p>Como uma viagem nunca acaba, ficaram as lembranças do hotel em Seattle, a imprudência de escorar uma porta pesada com o calcanhar e, principalmente, a demora em procurar o médico. “Coisas de homem teimoso”, como diria a ex.</p>
<p>Toda viagem começa com o primeiro passo. Vamos em frente, há muito a caminhar, a desbravar, a conhecer. De preferência com mais responsabilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sou caminhante; ando no traçado do tempo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/sou-caminhante-ando-no-tracado-do-tempo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 14:55:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Os dias seguem no varal do tempo, sem dar satisfação. Maio se foi, junho está à porta.  Sigo observando meu entorno, sem compreender muito. O tempo não precisa que eu entenda nada. Sou apenas um caminhante, que anda no traçado do tempo, em busca de mim &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span>s dias seguem no varal do tempo, sem dar satisfação. Maio se foi, junho está à porta.  Sigo observando meu entorno, sem compreender muito. O tempo não precisa que eu entenda nada.</p>
<p>Sou apenas um caminhante, que anda no traçado do tempo, em busca de mim mesmo. Sem saber nada e com muito a aprender. Mesmo curioso com a vida, “todas as vezes que penso que sei as respostas, ela embaralha tudo”, cito Luiz Fernando Veríssimo.</p>
<p>A vida não acontece em linha reta; ela dá voltas. E, nas voltas que dá, todo mundo tem sua vez de ficar de cabeça para baixo.</p>
<p>Me nutro de Clarice Lispector: “Depois do medo, vem o mundo”. Sigo com medo, empurrado pelo tempo. Às vezes tenho medo de seguir em frente, de ir sozinho, em busca do melhor. Depois, com calma, percebo que seguir em frente é a opção certa.</p>
<p>“Se a vida não for fácil pra você, trate de ficar forte”, ecoa o conselho de minha saudosa mãe, Maria da Conceição, para quem a vida nunca foi mamão com açúcar.</p>
<p>Diante de inúmeras situações que não posso mudar, tento acionar o botão do silêncio. Em um mundo cada vez mais barulhento, o silêncio é um luxo reservado a poucos.</p>
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<p><strong>Silêncio, essa presença tão mal compreendida pela modernidade tagarela, não é ausência, é potência em repouso.</strong> Nele habita uma forma de linguagem mais sutil do que qualquer gramática, mais honesta do que qualquer retórica. Ao saber distinguir entre o silêncio autêntico e o simples mutismo, há algo decisivo: que o ser genuíno da fala se preserva frequentemente na contenção, e que o discurso mais pleno é aquele que sabe o que não deve dizer. O silêncio, quando verdadeiro, é um templo, e sua arquitetura se ergue sobre o não dito, sobre o intervalo entre o impulso de falar e a escolha de calar, intervalo em que o pensamento, não domesticado pelo signo, permanece vivo em toda a sua ambiguidade fecunda. Se falar é prata, o silêncio é ouro. Observo no meu entorno todos corridos, apressados; não entendo aonde querem chegar.</p>

			</div></div>
<p>Bestialmente aceleramos o tempo; parece que estamos constantemente em busca de um senso de propósito e realização. É comum ouvir amigos dizerem que precisam estar sempre ocupados com alguma atividade importante, seja ela no trabalho ou em seus hobbies e/ou projetos pessoais. Isso me leva a pensar que, a todo momento, estamos fazendo algo importante e que, na busca por ressignificar nossa existência. Ledo engano. Além de assoberbados, estamos exaustos.  Ando enfadado de mim.</p>
<p>Na terça-feira, 26/05, a convite do escritor carioca, Paulo Panesi, participei de uma live, com Vera Costa, colega da faculdade de Agronomia e amiga de jornada. Ela é moradora de Barreirinhas, santuário ecológico. Falamos do tempo como um ativo a nosso favor. E como aproveitar os dias, sem pressa, pois <strong>a vida acontece durante nossas tempestades diárias</strong>.</p>
<p>Bem-abençoado todo aquele que tem tempo para realizar pequenos desejos.</p>
<p>É tempo de sair do trilho e entrar na trilha. O trilho é seguro, mas alguém já trilhou por ali. O trilho são padrões, crenças herdadas. Comportamentos repetidos. Tudo previsível. Tudo conhecido. A trilha exige presença, coragem e decisão. Na trilha não há garantia. Nela você precisa ouvir a si mesmo. Talvez seja por isso que na trilha a vida ganha profundidade.</p>
<p>Existem momentos em que o trilho é necessário, mas a vida perde sentido quando não temos coragem de sair dele. É neste momento que a trilha chama.</p>
<p>Porque chega uma hora em que a trilha chama, é quando a vida acontece.</p>
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<p>&#8220;Não tenho pressa. Pressa de quê? Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.</p>
<p>Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas, ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra. Não; não sei ter pressa.</p>
<p>Se estendo o braço, chego exatamente aonde o meu braço chega. Nem um centímetro mais longe. Toco só onde toco, não aonde penso.</p>
<p>Só me posso sentar onde estou. E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras, mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa, e vivemos vadios da nossa realidade.</p>
<p>E estamos sempre fora dela porque estamos aqui”,  Alberto Caeiro.</p>

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<p>“O caminho se faz caminhando”, cito Antônio Machado, poeta espanhol.</p>
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		<title>&#8220;A vida não nos pertence, somos só visitantes neste mundo”</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-vida-nao-nos-pertence-somos-so-visitantes-neste-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 09:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
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		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[relógio]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Na semana passada retornei de viagem. Passei dias longe do meu cotidiano. Sempre que posso, me ausento, na busca de coisas novas. Gosto de flanar, sem lenço e documento, em algum canto desconhecido. Sair da rotina, ser viajante, transeunte, giramundo em terras estrangeiras. Desembarquei em uma &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">N</span>a semana passada retornei de viagem. Passei dias longe do meu cotidiano. Sempre que posso, me ausento, na busca de coisas novas. Gosto de flanar, sem lenço e documento, em algum canto desconhecido. Sair da rotina, ser viajante, transeunte, giramundo em terras estrangeiras.</p>
<p>Desembarquei em uma madrugada chuvosa. Dormi exausto: cansado de voos longos, conexões rápidas, poltronas apertadas e desconfortáveis.</p>
<p>Acordei e vi mensagens comunicando o falecimento de uma prima querida. Educada, discreta, com uma vida de grandes realizações, Franciângela Viana Silva partiu cedo, aos 58 anos. Havíamos marcado um novo café, já que tínhamos o hábito e gosto de bebermos bons cafés. Nosso café, tantas vezes adiado, se perdeu no cipoal do tempo.</p>
<p>O tempo parou num clique de câmera, congelou a alegria, e a saudade veio depois, como sempre vem, em silêncio e com atraso. O sorriso que brilhou num instante eterno tornou-se eco de um tempo irrecuperável, e é justamente nesse eco, onde vibra o indizível da memória, que habita a dor mais silenciosa e mais civilizada: a saudade. Não a saudade sentimental dos espíritos frágeis, mas lembranças metafísicas de quem compreende, com alguma crueldade interior, que o passado não é apenas aquilo que foi, mas aquilo que nunca mais poderá ser.</p>
<p>Vivo e sobrevivo num tempo em que tudo parece escapar, mesmo quando é capturado. O momento, tal qual uma fotografia, em sua aparência de eternidade, nada mais é do que a moldura do efêmero, a tatuagem luminosa de um instante já consumido.</p>
<p>No domingo fui visitar, em um leito de UTI, um querido mestre dos bancos escolares da faculdade de Agronomia. Mestre João Batista Braga brigava pela vida. Ao acordar no dia seguinte, soube que ele fizera a passagem. Por diversas vezes marquei de visitá-lo, em sua casa no Cutim. Ficamos de tomar um vinho, jogar conversa fora, relembrar o passado. Homem decente, elegante no trato, discreto, fala mansa, era um ótimo papo.</p>
<p>Tive o privilégio de conviver duas vezes com mestre Braga: como seu aluno e como colegas de profissão no INCRA. Culto, um cabedal de conhecimento, tínhamos sempre bons assuntos para discorrer. Nossas últimas conversas foram sobre minhas andanças pelo mundo.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“A vida não nos pertence, não, somos só visitantes neste mundo, hoje estamos aqui, amanhã ninguém sabe. Vivemos como donos da estrada, como reis sentados na varanda, fazemos planos para cem anos, sem saber se amanhã ainda acordamos. Decoramos casa emprestada, pintamos sonhos na madrugada, mas o tempo passa sem pedir licença e leva tudo sem dar sentença. A juventude vai embora devagar, a saúde um dia pode falhar, os amigos mudam e o amor também, só Deus conhece o destino de alguém. Quando a vida bater na porta, não há dinheiro que encontre a resposta, fama, luxo ou posição para impedir a despedida do coração. A vida é casa alugada, nós somos só inquilinos. Hoje brindamos sorrindo, amanhã seguimos outro caminho. Entrega a chave, meu irmão, nada que cabe na mão, tudo passa nesse mundo, só o amor deixa lembrança no coração”, ouvi essa canção na internet, que mostra bem que não somos, apenas estamos… de passagem.</p>

			</div></div>
<blockquote><p>“Sou pó de estrada e bruma de ampulheta, um sino antigo em trânsito e cansaço, que leva o próprio adeus dentro do passo. Trago nos olhos húmus de profeta e um elixir de eras sobre a pressa. Cada relógio é só ferrugem quieta.  E o tempo não passa: me atravessa!”, cito o poema “Passageiro do tempo”, de Rinaldo Nunes.</p></blockquote>
<p>No intervalo de três dias perdi duas pessoas queridas, mostrando que a vida não avisa quando vamos embora. Deixei de tomar café com Franciângela e um vinho com João Braga. Restaram memórias e saudades.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Quando o marketing educa</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/quando-o-marketing-educa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2026 13:42:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[administração]]></category>
		<category><![CDATA[aeroporto]]></category>
		<category><![CDATA[banheiros]]></category>
		<category><![CDATA[cartazes]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[economista]]></category>
		<category><![CDATA[manutenção]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
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		<category><![CDATA[mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Em andanças pelo mundo, tive a oportunidade de conhecer os maiores aeroportos em todos os continentes. Gosto do frenesi dos aeroportos, verdadeiras cidades, sempre com grande movimento. Gente de todas as partes, raças, costumes e línguas. Todas as vezes que desembarquei no aeroporto de Schiphol,um dos &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>m andanças pelo mundo, tive a oportunidade de conhecer os maiores aeroportos em todos os continentes. Gosto do frenesi dos aeroportos, verdadeiras cidades, sempre com grande movimento. Gente de todas as partes, raças, costumes e línguas.</p>
<p>Todas as vezes que desembarquei no aeroporto de Schiphol,um dos mais belos do mundo, um pequeno detalhe me chamou a atenção. Nos mictórios, tinha o desenho de uma pequena mosca na louça. Achei que fosse mais uma intervenção artística, já que a Holanda, onde fica o aeroporto, é um país cheio de obras de arte. Terra de Vincent Van Gogh, Rembrandt, Johannes, Frans Hals e muitos outros, de inúmeros museus, esbarra-se facilmente em obras de arte por toda parte.</p>
<p>Recentemente li a razão da pintura das moscas nos mictórios.</p>
<p>A administração do Aeroporto de Schiphol tinha um problema caro e irritante: os banheiros masculinos. Não importava quanto gastassem em limpeza, sinalização ou avisos educados. O “desperdício” fora do lugar era constante.</p>
<p>O custo de manutenção estava fora de controle. Tentaram tudo: cartazes pedindo colaboração; regras mais duras; produtos químicos mais fortes. Nada funcionava.</p>
<figure id="attachment_97672" aria-describedby="caption-attachment-97672" style="width: 193px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-97672" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35-300x300.jpg" alt="" width="193" height="193" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35-1024x1024.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35-768x768.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Design-sem-nome-35.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 193px) 100vw, 193px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97672" class="wp-caption-text">Todos querem acertar o alvo</figcaption></figure>
<p>Até que um economista chamado Richard Thaler sugeriu algo radical. Ele não propôs uma regra. Nem uma punição. Propôs um alvo.</p>
<p>A solução custava centavos. Eles colaram uma pequena mosca preta, realista, dentro de cada mictório. Bem perto do ralo. Só isso. O resultado foi quase absurdo. Os custos de limpeza caíram 80% em poucos meses.</p>
<p>O “erro de mira” despencou. Sem campanhas. Sem ordens. Sem fiscalização. Por quê? Porque o ser humano tem um impulso automático de jogar. Dê um alvo e ele tenta acertar. Sem pensar. Sem perceber.</p>
<p>Thaler chamou isso de<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.suno.com.br/artigos/nudge/" target="_blank" rel="noopener"><strong> Nudge</strong></a></span> – o empurrãozinho. <strong>A ideia é simples e poderosa: você não precisa proibir nada, nem mudar incentivos financeiros para mudar comportamento. Basta redesenhar a escolha.</strong></p>
<p>Outro exemplo clássico, que virou case, é a disposição dos produtos nas gôndolas dos supermercados. Apenas com um arranjo, ao colocar frutas na altura dos olhos e doces em prateleiras mais altas, o consumo de comida saudável subiu 25%. Ninguém proibiu o açúcar, apenas tornou a maçã mais fácil. Tudo tem uma logística por trás, que funciona.</p>
<p>A lição para negócios e para a vida. As pessoas raramente fazem o certo porque você pediu. Elas fazem o que é mais fácil ou mais divertido no momento. Se o cliente não compra, talvez o site seja confuso. Se o funcionário não segue o processo, talvez o processo seja chato. Se a criança não guarda os brinquedos, talvez a caixa seja difícil de abrir. Esses exemplos mostram a criatividade e o poder de transformação do marketing.</p>
<p>O Marketing genial não manda. Ele desenha a mosca, troca os produtos de lugar, e os resultados aparecem. Sabemos que o mundo é movido por impulsos invisíveis.</p>
<p>Recentemente vi, no YouTube, uma campanha publicitária em que alunos de arquitetura ficavam em um estacionamento de um grande shopping center, observando motoristas que estacionavam nas vagas destinadas por lei a PcD, pessoa com deficiência. Grande parte dos que ali estacionavam não eram pessoas com mobilidade reduzida. Após o motorista estacionar, os alunos apareciam com uma cadeira de rodas.</p>
<p>O motorista atônico se recusava a usar a cadeira, ao que os estudantes mostravam a mensagem: “Se usou a vaga do deficiente, também deve usar a cadeira”. Muitos se retiraram envergonhados.</p>
<p>Ainda precisamos evoluir muito para uma melhor convivência em sociedade. É de grande importância campanhas publicitárias para despertar na população noções de civilidade. O marketing educa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquando-o-marketing-educa%2F&amp;linkname=Quando%20o%20marketing%20educa" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquando-o-marketing-educa%2F&amp;linkname=Quando%20o%20marketing%20educa" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquando-o-marketing-educa%2F&amp;linkname=Quando%20o%20marketing%20educa" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquando-o-marketing-educa%2F&amp;linkname=Quando%20o%20marketing%20educa" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquando-o-marketing-educa%2F&#038;title=Quando%20o%20marketing%20educa" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/quando-o-marketing-educa/" data-a2a-title="Quando o marketing educa"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/quando-o-marketing-educa/">Quando o marketing educa</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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		<title>Viva as mulheres!</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/viva-as-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 10:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[admiração]]></category>
		<category><![CDATA[carinho]]></category>
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		<category><![CDATA[terra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Quando Deus criou o mundo, primeiro criou o homem, para depois criar a mulher, ensinam as Sagradas Escrituras. Isso, para os que creem. Colocou-os em um imenso jardim, que recebeu o nome de Éden. Depois veio a desobediência, e a história por ser demais conhecida e repetida, &#8230;</p>
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<blockquote><p>Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">Q</span>uando Deus criou o mundo, primeiro criou o homem, para depois criar a mulher, ensinam as Sagradas Escrituras. Isso, para os que creem. Colocou-os em um imenso jardim, que recebeu o nome de Éden. Depois veio a desobediência, e a história por ser demais conhecida e repetida, deixo para o amigo leitor, a querida leitora a conclusão. O certo é que Deus, com imensa sabedoria, criou uma companheira para compor com o homem um casal, e, assim, suavizar sua caminhada terrena. Sabia Deus que um homem só não iria a lugar nenhum.</p>
<p>Desde que Deus os criou, uma coisa é certa&#8230; Quem mais evoluiu foi a mulher. Depois de séculos sendo subjugadas, menosprezadas, proibidas, foram as que mais evoluíram, ocupando espaços em todas as áreas. Tenho inúmeras amigas mulheres. Como é bom ouvi-las. Não sou nenhum Chico Buarque de Holanda, que segundo relatos, tem alma feminina, e colocou sua sensibilidade em belas canções. Mas, também aprendi a ouvi-las.</p>
<figure id="attachment_52461" aria-describedby="caption-attachment-52461" style="width: 213px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/05/IMG-20220506-WA0049.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-52461" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/05/IMG-20220506-WA0049-213x300.jpg" alt="mãe" width="213" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/05/IMG-20220506-WA0049-213x300.jpg 213w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/05/IMG-20220506-WA0049.jpg 727w" sizes="auto, (max-width: 213px) 100vw, 213px" /></a><figcaption id="caption-attachment-52461" class="wp-caption-text">Maria da Conceição: amor incondicional</figcaption></figure>
<p>Nascido de uma mulher forte, decidida, atemporal, empoderada, vindo de um tempo em que esse termo nem existia; minha mãe, Maria da Conceição, era professora primária, tocava uma casa e tomava conta de seis filhos. Tudo ao mesmo tempo. Após suas batalhas diárias, bastava-lhe um banho, um vestido limpo e cheiroso, batom nos lábios para haver a transformação. Sim, as mulheres têm o poder de se reinventarem após um batom, um lápis ao redor dos olhos, um rímel, e/ou pintar as unhas. Isso, sem falar no cabelo. Mulher quando não tem o que mudar, muda o corte ou a cor do cabelo, e, assim, segue em frente. Poderosa.</p>
<p>São as mulheres que, com seus ventres, povoam o mundo. Você, caro leitor, amiga leitora, já parou para pensar que não há nenhuma guerra comandada por uma mulher? Sabe por quê? Nenhuma mulher enviaria seu filho para um campo de batalha, sabendo que poderia perdê-lo. Basta observar a bestialidade e sandice das guerras atuais. São os senhores inescrupulosos que enviam soldados para o front, para morrerem, enquanto ficam em casa, sãos e salvos.</p>
<p>São as mulheres, que vão visitar seus filhos na cadeia, após seus delitos. Com o coração apertado, estão lá, para dar amor, carinho e apoio. Geralmente, quando uma criança nasce com problema, muitos pais a abandonam. As mães jamais. O que salva o mundo é amor de mãe.</p>
<p>As mulheres são mais resistentes, vivem mais, pois se cuidam mais. Vão mais ao médico. Isso explica porque há mais viúvas que viúvos. As mulheres se protegem mais, têm uma rede de amizade que as sustenta. Mulher cozinha, lava, passa e arruma a casa para outra. Desconheço algum homem que cozinhe, lave, passe, ou arrume a casa para outro.</p>
<p>Triste ver a epidemia de feminicídio que assola o Brasil. A mentalidade machista de que homem é dono de mulher tem que mudar urgentemente. Homem não é dono de coisa alguma. Homem saiu de dentro de uma mulher, embora desconfie que muitos são filhos de chocadeira, tamanha atrocidade que fazem, e desrespeito com a mulher. Homem é dependente de mulher, isso, sim. Tem que endurecer as leis para colocar esses mentecaptos na cadeia.</p>
<p>Mulheres, vocês são o sal da terra; são vocês que dão cor, sabor e perfume por onde passam. Imaginem um mundo sem mulheres. Inimaginável: seria punk, dark, feio e malcheiroso. Um caos. Mulheres iluminam o mundo com seu sorriso, seu jeito de ser. As mulheres fazem o diferencial por onde passam. Se uma mulher, executiva de uma empresa multinacional, olhar algo que não lhe agrada, é capaz de descer do salto, pegar uma vassoura, e limpar da forma adequada. Homem não faz isso. Não é conosco.</p>
<p>Em andanças por diversos países, especialmente árabes, vejo a corja de homens juntos, sem mulheres. Talvez esteja aí a explicação para tantos conflitos.</p>
<p>Sou dos tais que acham que o carinho e o cuidado de uma mulher salvam o mundo, pelo menos o meu. Sou dependente de vocês, mulheres.</p>
<p>Mulher é algo tão maravilhoso que: Homem gosta de Mulher, Mulher tá pegando mulher, e tem homem querendo ser Mulher.</p>
<p>Meu respeito, carinho e admiração a todas as mulheres que fazem meu mundo mais feliz, perfumado, colorido e prazeroso.</p>
<p>Um brinde a todas as mulheres que com seus ventres povoam o mundo, com seu amor nos salvam todos os dias.</p>
<p>Neste dia 08 de março e em todos os dias do ano, Viva as Mulheres.</p>
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		<title>O espelho partido: o trumpismo e a fragilidade da democracia americana</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-espelho-partido-o-trumpismo-e-a-fragilidade-da-democracia-americana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 17:21:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[espelho]]></category>
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		<category><![CDATA[trumpismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Jorge Santana (*) &#160; A ascensão de Donald Trump ao poder máximo dos Estados Unidos não é apenas um evento eleitoral. Trata-se de um enigma sociológico que desafia a compreensão tradicional sobre a resiliência das democracias liberais. Durante décadas, o mundo olhou para Washington como o grande baluarte das liberdades políticas, sustentado por &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Jorge Santana (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> ascensão de Donald Trump ao poder máximo dos Estados Unidos não é apenas um evento eleitoral. Trata-se de um enigma sociológico que desafia a compreensão tradicional sobre a resiliência das democracias liberais. Durante décadas, o mundo olhou para Washington como o grande baluarte das liberdades políticas, sustentado por uma arquitetura institucional de freios e contrapesos supostamente imune a aventuras autoritárias. O fenômeno do trumpismo, porém, obriga-nos a uma pergunta incômoda: estaríamos diante de um processo contemporâneo de fascistização? E, se sim, como a maior democracia do planeta permitiu que suas engrenagens fossem tensionadas de forma tão profunda?</p>
<p>A resposta, perturbadora, tem se tornado cada vez mais clara no meio acadêmico. O uso do termo “fascismo”, antes tratado como exagero retórico ou militância política, passou a ocupar espaço legítimo no debate intelectual. O historiador Robert Paxton, referência mundial no estudo dos fascismos europeus do século XX, declarou publicamente — em textos e entrevistas amplamente repercutidos após os eventos de 6 de janeiro de 2021 — que suas antigas reservas ao uso do conceito haviam sido superadas. Para Paxton, o incentivo explícito ou tácito à violência política, o desprezo sistemático pelas normas institucionais e a recusa em aceitar limites legais aproximam o trumpismo das experiências históricas de Mussolini e Hitler, ainda que em contexto distinto.</p>
<p>Essa erosão institucional não se manifesta apenas no plano simbólico. Ela se traduz em um ambiente de insegurança democrática que atinge o próprio campo intelectual. Jason Stanley, professor da Universidade de Yale e autor de <em><strong>Como Funciona o Fascismo</strong></em>, tem alertado reiteradamente que os Estados Unidos exibem traços estruturais típicos de regimes autoritários de inspiração fascista. Em entrevistas recentes à imprensa internacional, Stanley destacou como universidades, o Judiciário e a imprensa se tornaram alvos preferenciais de campanhas de intimidação política, revelando a fragilidade de instituições que dependem, em última instância, de um consenso ético mínimo para funcionar. Quando esse consenso é corroído, os freios e contrapesos deixam de ser garantias automáticas e passam a operar sob permanente ameaça.</p>
<p>Reconhecer esse processo não implica negar a existência de resistências institucionais ainda ativas nos Estados Unidos. O fascismo histórico, como lembram Paxton e outros estudiosos, jamais se impôs por ruptura súbita. Ele avançou por normalização, cumplicidade e medo, utilizando as próprias ferramentas da democracia para subvertê-la por dentro. O culto à personalidade, a desumanização de opositores — frequentemente retratados como inimigos internos ou “parasitas” — e a reescrita seletiva da história nacional compõem um repertório conhecido, que muitos acreditavam ter sido definitivamente enterrado em 1945.</p>
<p>O que distingue o caso americano é sua escala. Se o fascismo europeu do século XX mergulhou o continente em ruínas, o que significaria a consolidação de um regime com traços análogos à frente da maior potência econômica e militar do planeta? Os Estados Unidos capturados por um autoritarismo messiânico não representaria apenas o colapso de um experimento democrático doméstico, mas uma ameaça direta à ordem internacional construída no pós-guerra. Quando um do principais garantidores da estabilidade global passa a flertar abertamente com a força bruta e o desprezo ao direito internacional, o mundo inteiro ingressa numa zona de sombra.</p>
<p>O diagnóstico, ao menos entre estudiosos do autoritarismo, já foi feito. Resta saber se ainda há tempo para a cura institucional ou se estamos apenas registrando, com atraso, o esgotamento histórico da era liberal — corroída não por inimigos externos, mas pelas forças que sempre acreditou ter derrotado.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Governo de Sergipe investe na modernização da rede pública para o ano letivo de 2026</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/governo-de-sergipe-investe-na-modernizacao-da-rede-publica-para-o-ano-letivo-de-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 22:35:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Informe publicitário]]></category>
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		<category><![CDATA[ano letivo]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ações estruturantes, tecnologia e formação orientam o novo ciclo da educação estadual &#160; Com foco na inovação, na ampliação do uso pedagógico da tecnologia e na qualificação dos profissionais da educação, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), inicia o ano letivo de 2026 com um conjunto de &#8230;</p>
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<h3>Ações estruturantes, tecnologia e formação orientam o novo ciclo da educação estadual</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com foco na inovação, na ampliação do uso pedagógico da tecnologia e na qualificação dos profissionais da educação, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), inicia o ano letivo de 2026 com um conjunto de ações estruturantes voltadas à modernização da rede pública estadual de ensino.</p>
<p>As diretrizes do novo ciclo educacional são organizadas a partir da Jornada Pedagógica 2026, realizada entre os dias 20 e 30 de janeiro, que funciona como o principal espaço institucional de planejamento, alinhamento e formação da rede. É nesse momento que gestores, professores e equipes técnicas estruturam os planos pedagógicos, integram as novas políticas públicas educacionais, alinham metas e se preparam para a implementação das ações de modernização nas unidades escolares. Em 2026, a Jornada assume papel estratégico na preparação das equipes para o uso de tecnologias, inteligência artificial, metodologias inovadoras e novas ferramentas educacionais no cotidiano das escolas.</p>
<p>Entre as iniciativas estruturantes está a ampliação do Programa Sergipe no Mundo, que passa a contemplar, também, professores da rede estadual. A medida foi aprovada por lei no final de 2025 pela Assembleia Legislativa de Sergipe e fortalece a política de internacionalização da educação sergipana. A partir de 2026, cada país participante contará com, pelo menos, um professor selecionado, além de outras ações formativas.</p>
<p>O programa prevê, ainda, parcerias com instituições de referência internacional, como a Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, onde educadores poderão participar de uma imersão acadêmica em Nova York. Ao todo, 200 estudantes serão contemplados nesta edição do Sergipe no Mundo, que passa a incluir três novos destinos: China, Singapura e o Vale do Silício, na Califórnia.</p>
<p>A integração entre tecnologia e educação é uma diretriz permanente da gestão estadual. Em 2026, a Jornada Pedagógica traz como eixo central os avanços tecnológicos aplicados ao ensino, com destaque para o uso da inteligência artificial, robótica e outras ferramentas digitais em sala de aula, preparando professores e alunos para as novas demandas educacionais.</p>
<h3>Investimentos em infraestrutura e tecnologia</h3>
<p>Um dos principais eixos das ações para 2026 é a atualização tecnológica das escolas estaduais. A Seed concluiu a implantação de internet de fibra ótica e Wi-Fi seguro em 100% da rede, além de colocar em funcionamento 252 laboratórios de informática. Para assegurar que todas as unidades tenham acesso aos recursos digitais, o Estado também investiu em laboratórios móveis, destinados às escolas que ainda não possuem estrutura física fixa.</p>
<figure id="attachment_96557" aria-describedby="caption-attachment-96557" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-96557 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-scaled.jpg" alt="laboratório de informática " width="2560" height="1440" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-scaled.jpg 2560w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-300x169.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-1024x576.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-768x432.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-1536x864.jpg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Laboratorio-de-informatica_Foto-Cesar-de-Oliveira-2048x1152.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96557" class="wp-caption-text">Laboratório de informática Foto: César de Oliveira</figcaption></figure>
<p>Ao todo, foram adquiridos 56 carrinhos de recarga e 1.680 notebooks, com investimento superior a R$ 6,1 milhões. Nesta primeira etapa, os kits serão destinados a 56 das 67 escolas que ainda não contam com laboratório de informática fixo. As demais unidades serão contempladas em nova remessa. As soluções portáteis permitem levar computadores e conectividade para qualquer sala de aula, sem a necessidade de obras estruturais.</p>
<p>Além das aulas regulares, os laboratórios de informática desempenham papel estratégico no desenvolvimento de projetos de iniciação científica e no apoio à participação dos estudantes em olimpíadas do conhecimento.</p>
<p>O diretor do Departamento de Educação (DED), Genaldo Freitas, explica que o objetivo é a universalização dos recursos de informática e conectividade. &#8220;Para as escolas que não possuem espaço físico para um laboratório fixo, a Secretaria adquiriu esses laboratórios móveis. O laboratório, hoje, funciona como uma sala de aula viva, onde estamos inserindo a Inteligência Artificial no currículo estadual&#8221;, pontuou.</p>
<p>Para o diretor do Centro de Excelência Abdias Bezerra, em Ribeirópolis, Gilson Bezerra, os espaços ampliam as possibilidades pedagógicas. &#8220;Utilizamos o laboratório para pesquisas em áreas como Ciências da Natureza e para dar suporte aos nossos times olímpicos. Os professores indicam temas e os alunos utilizam a estrutura para estudar. Temos, agora, o laboratório Maker com impressoras 3D instaladas pelo Governo que integram a tecnologia em todos os projetos da escola&#8221;, enfatizou.</p>
<p>O protagonismo estudantil também é fortalecido com a ampliação do acesso à tecnologia. A diretora do Centro de Excelência Dom Luciano José Cabral Duarte, Daniela Santana, ressaltou o impacto direto no cotidiano escolar. “Nossa escola tem um protagonismo muito forte, nossos alunos frequentam constantemente o laboratório de informática para desenvolver atividades e pesquisas. Seja com as aulas de robótica, seja com as eletivas, o laboratório é amplamente utilizado nas diversas áreas do conhecimento, além de pesquisas científicas dos nossos alunos”, destacou.</p>
<figure id="attachment_96560" aria-describedby="caption-attachment-96560" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-96560 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-scaled.jpg" alt="Alunos de robótica" width="2560" height="1708" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-scaled.jpg 2560w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-300x200.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-1024x683.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-768x512.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-1536x1025.jpg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Robotica_Foto-Ascom-Seed-2048x1367.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96560" class="wp-caption-text">Alunos de robótica  Foto: Ascom/Seed</figcaption></figure>
<p>Os investimentos já apresentam resultados regionais. Na região sul do estado, o gestor da DRE 1, Franz Russemberg, destacou o impacto na educação profissional. “Em 2025, mais de 2 mil alunos dessa regional frequentaram cursos de mídias digitais e manutenção de computadores nos laboratórios da rede”, frisou.</p>
<p>A consolidação das ações estruturais passa, também, pela qualificação dos profissionais da educação. A implementação das novas tecnologias é tema central da Jornada Pedagógica 2026, que prevê formações específicas para gestores, técnicos e professores. Atualmente, cerca de 300 docentes da rede estadual já passaram por capacitação voltada ao uso das ferramentas tecnológicas e da inteligência artificial em sala de aula.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Uma breve história do idealismo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/uma-breve-historia-do-idealismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tacio Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2026 09:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[ancestral]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[colpaso]]></category>
		<category><![CDATA[exaustivo]]></category>
		<category><![CDATA[força]]></category>
		<category><![CDATA[Fortaleza]]></category>
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		<category><![CDATA[jovem]]></category>
		<category><![CDATA[ludibriar]]></category>
		<category><![CDATA[maniqueísmo]]></category>
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		<category><![CDATA[palavra]]></category>
		<category><![CDATA[paradoxo]]></category>
		<category><![CDATA[ternura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Tácio Brito (*) Gosto de dizer, com a ternura reservada a um ancestral íntimo, que fui um jovem de um idealismo quase arquitetônico. Minha mente era uma cidadela de postulados, murada por axiomas e governada por uma visão de mundo de uma geometria dolorosamente rígida. Esta era a minha arquitetura cognitiva: uma fortaleza erguida &#8230;</p>
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<p data-selectable-paragraph="">Por Tácio Brito (*)</p>
</blockquote>
<p id="cd5e" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl alu" data-selectable-paragraph=""><span class="dropcap ">G</span>osto de dizer, com a ternura reservada a um ancestral íntimo, que fui um jovem de um idealismo quase arquitetônico. Minha mente era uma cidadela de postulados, murada por axiomas e governada por uma visão de mundo de uma geometria dolorosamente rígida. Esta era a minha arquitetura cognitiva: uma fortaleza erguida não como monumento à coragem, mas como uma elaborada defesa contra o caos. Cada crença inflexível era uma muralha contra a vertigem da incerteza; cada ideal de perfeição, um escudo contra o eco constante que me assombrava, o sussurro da Síndrome do Impostor:</p>
<blockquote>
<p class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl alu" data-selectable-paragraph="">“Você é uma fraude. A qualquer momento, eles irão descobrir.”</p>
</blockquote>
<p class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl alu" data-selectable-paragraph="">Viver naquela fortaleza era um exercício de vigilância perpétua. O mundo, para mim, era um texto pré-escrito, um Codex cujas regras eu precisava decifrar e seguir à risca para ser digno. O maniqueísmo (a crença em heróis e vilões, salvadores e destruidores) não era uma filosofia, mas um mecanismo de simplificação. Se eu pudesse classificar tudo em caixas de “bom” ou “mau”, talvez conseguisse controlar a ansiedade de ser, eu mesmo, classificado como “insuficiente”. Era um idealismo nascido do medo, um esforço exaustivo para ludibriar meu eu mais autêntico, aprisionando-o em nome de uma segurança que jamais foi real.</p>
<p class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl alu" data-selectable-paragraph="">Até que a vida, com sua indiferença sísmica, decidiu testar as fundações da minha cidadela. E não o fez com um único golpe, mas com um maremoto avassalador. Problemas na família, pressões no trabalho, fissuras nas relações. A realidade se infiltrava pelas rachaduras da minha construção perfeita, e as crenças centrais que a sustentavam (“Se eu for perfeito, estarei seguro”; “Errar é prova de que sou uma farsa”) começaram a ruir. A estrutura não suportou o peso da própria rigidez.</p>
<p id="4964" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij ng nh im nj nk nl nn no np nr ns nt nv nw tq nx he bl" data-selectable-paragraph="">O colapso foi ensurdecedor e solitário. Lembro-me de estar sentado metaforicamente no chão, entre os escombros das minhas certezas, o pó das minhas antigas leis cobrindo tudo. E foi ali, na vulnerabilidade absoluta, que a verdadeira transformação começou, não como um ato autorealizado, mas como um milagre de conexão.</p>
<p id="eb27" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl" data-selectable-paragraph="">Foram mãos que se estenderam na penumbra. Amigos que se tornaram ferreiros da minha alma. Eles não tentaram reconstruir minhas muralhas; eles se sentaram comigo no pó, oferecendo o mais raro dos presentes: espaços de segurança. Nesses refúgios, eu pude finalmente desempacotar os destroços das minhas crenças. Mas o amor deles não era passivo. Eles eram um paradoxo de ternura e força. Quando eu desabava, seus braços eram o acolhimento para meus sentimentos. Contudo, quando minhas antigas máscaras e fantasmas se reerguiam por hábito, eles se tornavam guerreiros. Batalhavam contra minhas distorções cognitivas, não com a brutalidade da crítica, mas com a precisão cuidadosa de um cirurgião, me forçando a confrontar as inverdades que eu contava a mim mesmo. Eram eles que me lembravam: <em class="nd"><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/sic-mundus-creatus-est/" target="_blank" rel="noopener">Sic Mundus Creatus Est</a></span>,</em> o mundo é criado pela palavra. E as palavras que eu usava para me definir estavam me envenenando.</p>
<figure id="attachment_96431" aria-describedby="caption-attachment-96431" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-96431 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas.webp" alt="Amigos" width="1024" height="1024" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas.webp 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas-300x300.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas-150x150.webp 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/conflito-guerra-e-almas-768x768.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96431" class="wp-caption-text">Mãos que se estenderam na penumbra. Amigos que se tornaram ferreiros da minha alma.</figcaption></figure>
<p id="83e0" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl" data-selectable-paragraph="">Esse broquel, essa aliança entre cuidado e confronto, me deu a permissão para iniciar a minha alquimia pessoal. Com o apoio dessas testemunhas compassivas, comecei a examinar cada pedaço quebrado do meu antigo idealismo, não para lamentá-lo, mas para entendê-lo como o que realmente era: a armadura de uma criança assustada.</p>
<p id="f220" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl" data-selectable-paragraph="">E então, o <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/o-axioma-da-apoteose/" target="_blank" rel="noopener">Axioma da Apoteose</a></span> se manifestou de uma nova forma. Não na epifania solitária do conhecimento intelectual, mas na compreensão avassaladora da conexão humana. Meu antigo eu, imenso e inflado por ideais, implodiu sob a própria gravidade. Foi um colapso estelar, um processo de pressão inimaginável no qual a destruição não gerou o nada, mas forjou algo novo. Naquele forno, a matéria leve da certeza simplista e do medo foi fundida em elementos mais pesados e complexos: a flexibilidade, a autocompaixão, a sabedoria de que a identidade não é uma estátua, mas um rio.</p>
<p id="4f61" class="pw-post-body-paragraph nb nc hl ne b ij nf ng nh im ni nj nk nl nm nn no np nq nr ns nt nu nv nw nx he bl" data-selectable-paragraph="">Hoje, compreendo que não é preciso estar sozinho para ser forte; a verdadeira resiliência floresce na conexão autêntica, com pessoas dispostas a lutar <em class="nd">por</em> você e, quando necessário, <em class="nd">com</em> você. A jornada ainda continua. O sussurro do Impostor não desapareceu por completo, mas sua voz não mais me governa. Aprendi que posso reescrever meu próprio <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/codex-vitae/" target="_blank" rel="noopener"><em class="nd">Codex Vitae</em></a></span>, que posso observar a vida através de inúmeros prismas sem que isso me fragilize. Meu eixo não está mais em uma ideia externa, mas na confiança interna de que sou capaz de fluir. Minha história não é a de um idealista que fracassou, mas a de um ser humano que aprendeu, graças àqueles que seguraram a luz, que a verdadeira fortaleza não tem muros, mas pontes. E a maior de todas as minhas criações não é uma teoria ou um texto, mas <strong class="ne hm">a própria liberdade de ser, a cada dia, o autor de mim mesmo</strong>.</p>
<p data-selectable-paragraph="">
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