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	<title>Arquivo para Mill - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>O paradoxo do oásis aberto</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-paradoxo-do-oasis-aberto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tacio Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2025 09:15:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[brutal]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Mill]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Tácio Brito (*) No grande e idealizado mercado de ideias que imaginamos ser a praça pública da civilização, erguemos um santuário para a nossa mais celebrada virtude: a tolerância. E, como seu guardião e arauto, entronizamos um princípio que acreditamos ser absoluto e inegociável: a liberdade de expressão. Defendemos este oásis com uma fé quase religiosa, &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-paradoxo-do-oasis-aberto/">O paradoxo do oásis aberto</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-paradoxo-do-oasis-aberto%2F&amp;linkname=O%20paradoxo%20do%20o%C3%A1sis%20aberto" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-paradoxo-do-oasis-aberto%2F&amp;linkname=O%20paradoxo%20do%20o%C3%A1sis%20aberto" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-paradoxo-do-oasis-aberto%2F&amp;linkname=O%20paradoxo%20do%20o%C3%A1sis%20aberto" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-paradoxo-do-oasis-aberto%2F&amp;linkname=O%20paradoxo%20do%20o%C3%A1sis%20aberto" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-paradoxo-do-oasis-aberto%2F&#038;title=O%20paradoxo%20do%20o%C3%A1sis%20aberto" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-paradoxo-do-oasis-aberto/" data-a2a-title="O paradoxo do oásis aberto"></a></p><blockquote>
<p data-selectable-paragraph="">Por Tácio Brito (*)</p>
</blockquote>
<p id="fe58" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl xq" data-selectable-paragraph=""><span class="m xr xs xt bp xu xv xw xx xy dt"><span class="dropcap ">N</span>o </span>grande e idealizado mercado de ideias que imaginamos ser a praça pública da civilização, erguemos um santuário para a nossa mais celebrada virtude: <strong class="wu mi"><em class="xz">a tolerância</em></strong>. E, como seu guardião e arauto, entronizamos um princípio que acreditamos ser absoluto e inegociável: <strong class="wu mi"><em class="xz">a liberdade de expressão</em></strong>. Defendemos este oásis com uma fé quase religiosa, convencidos de que suas portas devem permanecer abertas a todos, sem exceção, para que qualquer viajante, não importa quão estranhas ou até mesmo ofensivas sejam suas crenças, possa entrar e saciar sua sede no poço do diálogo.</p>
<p class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl xq" data-selectable-paragraph="">Essa é uma visão bela, uma utopia de racionalidade nascida do otimismo do Iluminismo. Sua mais eloquente defesa talvez se encontre em <em class="xz">“<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://efabiopablo.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/02/sobre-a-liberdade-col-saraiva-de-bolso.pdf" target="_blank" rel="noopener">Sobre a Liberdade”</a></span></em><span style="color: #008000;">, de John Stuart Mill.</span> Para Mill, a praça pública é um campo de batalha onde as ideias colidem, e a verdade, por sua própria resiliência, emerge vitoriosa. Mesmo as opiniões falsas, ele argumentava, têm seu valor: elas forçam a verdade a se defender, a se aprimorar, a não se petrificar em dogma. Neste modelo, a censura de qualquer ideia, por mais perniciosa que pareça, é um ato de arrogância, uma presunção de infalibilidade que empobrece a todos. O oásis de Mill é robusto, autolimpante, um ecossistema onde a luz da razão, com o tempo, desinfeta as sombras da falsidade. O problema, como a história do século XX e a cacofonia digital do século XXI nos ensinaram de forma brutal, é que esta visão é um mapa para um território que não existe mais, <em class="xz">se é que um dia existiu</em>.</p>
<p id="8de3" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">A realidade é que o oásis aberto, em sua tolerância ilimitada, contém a semente de seu próprio aniquilamento. Esta é a advertência cortante do filósofo Karl Popper, um homem que testemunhou em primeira mão a ascensão do totalitarismo na Europa. Em uma nota de rodapé quase esquecida de <em class="xz">“A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”</em>, Popper formulou o que hoje conhecemos como o <strong class="wu mi"><em class="xz">Paradoxo da Tolerância</em></strong>: uma sociedade que tolera o intolerante acabará por ser destruída por ele. A lógica é, em minha visão, implacável. O intolerante não chega ao oásis para debater; ele chega para envenenar o poço. Ele não joga segundo as regras do diálogo; ele as explora como uma arma para destruí-las. Ele reivindica a proteção da liberdade de expressão não para participar da busca pela verdade, mas para espalhar a mentira que, uma vez triunfante sobre as demais ideias, silenciará todas as outras vozes. <em class="xz">Tolerar aquele que prega a abolição da tolerância não é um ato de virtude; é um ato de suicídio.</em></p>
<figure id="attachment_94257" aria-describedby="caption-attachment-94257" style="width: 847px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-215637.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-94257 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-215637.png" alt="A Verdade" width="847" height="563" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-215637.png 847w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-215637-300x199.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-215637-768x510.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-215637-310x205.png 310w" sizes="(max-width: 847px) 100vw, 847px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94257" class="wp-caption-text">Obra A Verdade, de 1899, do artista J.C. Leyendecker</figcaption></figure>
<p class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">A contemporaneidade nos tem trazido a encarnação deste paradoxo. Assistimos, perplexos, à ascensão de discursos que, sob o manto sagrado da &#8220;liberdade de expressão&#8221;, corroem os próprios alicerces da realidade compartilhada. O mercado de ideias de Mill pressupunha um terreno comum, um acordo tácito sobre fatos básicos e regras de argumentação. <em class="xz">Mas o que fazer quando uma das partes se recusa a jogar racionalmente, insistindo que a terra é plana, que as vacinas são um complô e que a realidade é o que quer que sua ideologia dite em uma euforia dogmática? </em>Aqui, entramos no território de Jean Baudrillard e seus conceitos de simulacro e hiper-realidade. O debate já não ocorre no oásis; ele ocorre em oásis paralelos, em bolhas de realidade onde os fatos foram substituídos por simulações, e a verdade, pela sua cópia hiper-real que é mais atraente e emocionalmente satisfatória. A mentira deliberada, a teoria da conspiração, o discurso de ódio e a desinformação científica não são mais vozes marginais em um debate saudável; tornaram-se correntes poderosas, amplificadas por algoritmos que lucram com a indignação e a polarização.</p>
<p id="c0ca" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv wx wy wz xb xc xd xf xg xh xj xk xl xn xo gx xp go bl" data-selectable-paragraph="">E é neste ponto que a hipocrisia se revela em sua forma mais grotesca. Aqueles que mais ruidosamente bradam por uma &#8220;liberdade de expressão absoluta&#8221;, que se apresentam como santos mártires da “Primeira Emenda” (por mais estranho que isso pareça), são, quase sempre, os primeiros a revelar que sua defesa é, na verdade, radicalmente condicional. Sua liberdade é seletiva. É uma rua de mão única.</p>
<p id="5f66" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">Eles defendem com fúria o seu direito de atacar, insultar, desumanizar e espalhar falsidades. Mas uma fúria justiceira, igualmente intensa, se levanta contra a liberdade de outros os criticarem, responsabilizarem ou, o pior de todos os pecados, de os ignorarem. A liberdade de expressão que defendem é uma <strong class="wu mi"><em class="xz">liberdade infantil</em></strong>, que exige todos os direitos e nenhuma responsabilidade. É o direito de gritar &#8220;fogo!&#8221; em um teatro lotado, mas se a gerência do teatro os expulsa para proteger o público, eles acusam o teatro de tirania e censura. É o direito de espalhar veneno no banquete, mas se os outros convidados se recusam a sentar à sua mesa, eles se declaram vítimas de uma &#8220;cultura do cancelamento&#8221;.</p>
<p id="7604" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">Esta postura é uma performance de vitimização. O pretenso &#8220;lobo solitário&#8221; da opinião impopular revela-se um mestre na arte de se apresentar como um cordeiro sacrificial. Ao enquadrar qualquer consequência por seu discurso — seja uma crítica, a perda de um patrocinador ou a suspensão de uma conta em rede social — como um ato de &#8220;censura&#8221;, eles executam uma manobra retórica brilhante: desviam a atenção de sua própria agressão e se reposicionam como vítimas, confiscando o capital moral da discussão.</p>
<figure id="attachment_94258" aria-describedby="caption-attachment-94258" style="width: 843px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-220312.png"><img decoding="async" class="wp-image-94258 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-220312.png" alt="Imagem Monstro no Espelho" width="843" height="563" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-220312.png 843w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-220312-300x200.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-220312-768x513.png 768w" sizes="(max-width: 843px) 100vw, 843px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94258" class="wp-caption-text">Pintura Monstro no Espelho, de Gary Wray, em 2009</figcaption></figure>
<p class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">Enquanto se pintam como mártires da liberdade, eles próprios praticam a mais brutal das censuras. Não a censura estatal, mas a censura pelo assédio, pela intimidação, pela ameaça. Eles não buscam refutar o argumento do oponente; buscam silenciar o oponente através de campanhas de difamação, de <strong class="wu mi"><em class="xz">doxxing</em></strong>, de ameaças veladas ou explícitas. A liberdade que eles buscam não é a liberdade de participar do diálogo, mas a liberdade de <strong class="wu mi"><em class="xz">dominar a conversa</em></strong>, a liberdade de não ter consequências. O objetivo não é o debate, mas a intimidação. Não é a verdade, mas a retórica rasa da confusão. É a tática de inundar a praça pública com tanto ruído e tanta falsidade que o cidadão comum, exausto e desorientado, desiste de procurar a verdade e se recolhe ao cinismo ou à tribo que lhe oferecer a narrativa mais simples e emocionalmente satisfatória.</p>
<p id="db95" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wu mi"><em class="xz">O que fazer, então? </em></strong>Estamos condenados a escolher entre um oásis que se autodestrói por sua ingenuidade e uma fortaleza murada que, para se proteger, se torna tão dogmática quanto aquilo que combate?</p>
<p id="f2fb" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">Talvez o caminho não esteja nos extremos. Talvez a verdadeira tolerância não seja a aceitação passiva de todas as ideias, <strong class="wu mi">mas o compromisso ativo com a saúde do próprio oásis</strong>. E isso nos leva a uma visão mais próxima da de <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.google.com/search?sa=X&amp;sca_esv=9b71fdfd242cb4b2&amp;sxsrf=AE3TifOcscXKWY7y00TSDJexU7zIaGt8ag:1760836038804&amp;q=John+Rawls&amp;si=AMgyJEsoqqCSw2F100vuSHAv-MXE1DXZXlZGG72uGog_DgBXqeW4ga0nZc583mBQ2aVpAjLw7RgonDre-iSN6o8DqbXW1U71vLzYJDh6Xgi01zA_AqxpR68%3D&amp;ved=2ahUKEwig6Oa0ia-QAxWzH7kGHeXROV0QyNoBKAB6BAgZEAA&amp;ictx=1&amp;biw=1536&amp;bih=695&amp;dpr=1.25" target="_blank" rel="noopener">John Rawls</a></span> e sua ideia de uma sociedade justa. Para Rawls, <em class="xz">uma sociedade liberal deve tolerar diferentes concepções do bem, mas não pode tolerar aquilo que ameaça a &#8220;estrutura básica&#8221; da própria justiça e da cooperação social</em>.</p>
<figure id="attachment_94259" aria-describedby="caption-attachment-94259" style="width: 845px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-221122.png"><img decoding="async" class="wp-image-94259 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-221122.png" alt="Lenda nórdica" width="845" height="563" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-221122.png 845w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-221122-300x200.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Captura-de-tela-2025-10-18-221122-768x512.png 768w" sizes="(max-width: 845px) 100vw, 845px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94259" class="wp-caption-text">Lenda nórdica da amarração do lobo gigante Fenrir</figcaption></figure>
<p id="f36a" class="pw-post-body-paragraph ws wt ru wu b wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp go bl" data-selectable-paragraph="">Proteger o oásis não é um ato de intolerância; é um ato de autopreservação. É a compreensão madura de que a liberdade de expressão não é um direito absoluto de gritar no vácuo, mas um contrato social. E o primeiro artigo deste contrato, implícito e inegociável, é o compromisso de não incendiar a biblioteca que nos abriga a todos. A linha a ser traçada não é entre ideias &#8220;boas&#8221; e &#8220;ruins&#8221;, mas entre o discurso que, mesmo errado, participa do jogo do diálogo, e o discurso que busca destruir o próprio tabuleiro de jogo. A linha é traçada contra a desinformação deliberada que visa erodir a confiança, contra o discurso de ódio que nega a humanidade do outro, e contra a apologia à violência que ameaça a segurança do próprio oásis. É a distinção entre o herege, que nos força a pensar, e o vândalo, que apenas quer ver o mundo queimar. <em class="xz">Tolerar o herege é um dever. Tolerar o vândalo é uma traição.</em></p>
<p data-selectable-paragraph="">
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