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	<title>Arquivo para melodia - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>O Poder das Músicas Juninas: Comunicação Assertiva que aquece o coração</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-poder-das-musicas-juninas-comunicacao-assertiva-que-aquece-o-coracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego da Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 11:53:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicação Assertiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Diego da Costa (*) &#160; Quando chega junho em Sergipe, não é só o cheiro de milho, amendoim cozido e canjica que invade as casas e ruas: é principalmente a música que embala nossos encontros, atravessa gerações e comunica sentimentos de pertencimento, alegria e memória. As festas juninas, repletas de tradição, mostram como &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Diego da Costa (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando chega junho em Sergipe, não é só o cheiro de milho, amendoim cozido e canjica que invade as casas e ruas: é principalmente a música que embala nossos encontros, atravessa gerações e comunica sentimentos de pertencimento, alegria e memória. As festas juninas, repletas de tradição, mostram como a música vai muito além do entretenimento — ela é uma poderosa ferramenta de comunicação assertiva, transformando palavras e melodias em pontes que unem pessoas.</p>
<h4>Por que as músicas juninas comunicam tanto?</h4>
<p>A força de canções como &#8220;Olha pro céu, meu amor, veja como ele está lindo&#8230;&#8221; (da clássica composição de Luiz Gonzaga e José Fernandes) está em aproximar as pessoas de modo natural e sincero. A música tem o poder de comunicar emoções, criar vínculo, transmitir histórias e valores, muitas vezes melhor do que longos discursos.</p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><strong>Música é linguagem universal:</strong> Nas festas juninas, qualquer pessoa, de qualquer idade, entende e sente a mesma mensagem quando escuta &#8220;Isso aqui tá bom demais!&#8221; ou &#8220;Anarriê, olha a cobra! É mentira!&#8221;.</p>
<p><strong>Melodia, corpo e emoção:</strong> As músicas juninas estimulam a expressão corporal, danças coletivas e sorrisos — elementos que facilitam a comunicação espontânea e tornam a rotina mais leve.</p>
<p><strong>Tradição que comunica identidade:</strong> Canções como &#8220;São João na Roça&#8221;, &#8220;Pagode Russo&#8221; e &#8220;Asa Branca&#8221; reforçam nossas raízes, convidando todos a celebrar o coletivo e lembrar da importância do contato olho no olho. A nossa Alma Nordestina vibra e dança em todo momento.</p>

			</div></div>
<h4>Alguns exemplos marcantes:</h4>
<p>“<strong>Olha pro céu, meu amor, vê como ele está lindo! Olha pra aquele balão multicor que lá no céu vai subindo&#8230;</strong>”</p>
<p>Um convite poético para compartilhar momentos especiais, criando conexão instantânea.</p>
<p>“<strong>Isso aqui tá bom demais! Olha, quem tá fora quer entrar. Mas quem tá dentro não sai!</strong>”</p>
<p>Reforça o sentimento de pertencimento, acolhimento e valorização do coletivo.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-34.png"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-90710 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-34.png" alt="festejos juninos" width="1209" height="100" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-34.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-34-300x25.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-34-1024x85.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-34-768x64.png 768w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p>A comunicação assertiva é aquela que transmite a mensagem com clareza, respeito e empatia. Nas festas juninas, as músicas conseguem unir tudo isso: fortalecem laços, ensinam tradições e acabam com qualquer distância. Uma boa música dita o ritmo da festa, ajuda a expressar sentimentos muitas vezes difíceis de colocar em palavras e mostra que, nos momentos mais alegres ou nostálgicos, sempre podemos “dançar juntos”.</p>
<p>Levar para a vida a lição das músicas juninas significa valorizar uma comunicação mais afetiva, direta e acolhedora. Permita-se ser tocado pelas melodias e letras neste mês e lembre-se: comunicar bem é, antes de tudo, criar laços verdadeiros.</p>
<p>Viva o São João, viva as músicas que nos comunicam!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Deixe-me outro dia</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/deixe-me-outro-dia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 14:04:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[acidente doméstico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; O tema do presente artigo foi inspirado na canção de Erasmo Carlos/Roberto Carlos (1968), sucesso na voz de Agnaldo Timóteo (1936-2021). Aquele ano, incrivelmente o de acirramento da linha dura do regime militar no Brasil, também foi um dos mais prósperos, com “Última canção”, “Sabiá”, “Para não &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> tema do presente artigo foi inspirado na canção de Erasmo Carlos/Roberto Carlos (1968), sucesso na voz de Agnaldo Timóteo (1936-2021). Aquele ano, incrivelmente o de acirramento da linha dura do regime militar no Brasil, também foi um dos mais prósperos, com “Última canção”, “Sabiá”, “Para não dizer que não falei das flores”, “É proibido proibir”. Surgimento da “Tropicália” e intensificação dos Festivais de Música da TV.</p>
<p>Para o advogado e radialista, André Luiz da Silva (2019), “Deixe-me outro dia, menos hoje”: “<em>É uma canção de amor que fala da tentati­va de evitar uma partida, que pode ser definitiva</em>”. Essa era a tônica de boa parte das canções até aquela virada dos anos 60 para os anos 70. Até então, e por algum tempo ainda, vozes masculinas, com impostação, cadência, ritmo poético e romântico, de melodia tristonha, vão dando espaço a outras mais agitadas, frenéticas, rebeldes (de fato), mas não mais, necessariamente, vozes do tipo tenor. O rádio dá espaço para a TV. A produção musical pedia de seus artistas que fossem cada vez mais midiáticos, que respondessem, por exemplo, às demandas da juventude, daí novos sucessos como os da “Jovem Guarda”.</p>
<p>Com o falecimento de um outro Agnaldo, o Rayol (86 anos), no último dia 4 de novembro, vítima de complicações de um acidente doméstico (queda no banheiro), me pus a pensar que, certamente, estamos vivendo o fim de uma era. A era das grandes vozes masculinas do Brasil. É bem verdade que ainda temos grandes intérpretes, compositores e músicos, a exemplo do próprio Roberto Carlos ou mesmo Ney Matogrosso, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, todos eles, ainda, vivos, longevos e na ativa; e Milton Nascimento, claro (curtindo sua aposentadoria dos palcos). Mas estes, em que pesem as suas importâncias históricas e musicais, não estão no patamar que eu aqui entendo como grandes vozes masculinas, tal qual foram Agnaldo Timóteo, Agnaldo Rayol, Antônio Marcos, Altemar Dutra, Paulo Sérgio, Noite Ilustrada, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto, Nelson Ned, Vicente Celestino&#8230; e tantos outros que já partiram para a eternidade que a minha memória consegue alcançar no momento.</p>
<p>Veja bem. Não estou tratando de empobrecimento da música brasileira. Mas de mudança de gênero e de formas de produzir a música nacional. É bem verdade que, com o tempo, essa última turma foi relegada à categoria pejorativa de brega ou mesmo de cafona, antigo, ultrapassado. Os arranjos mais bem elaborados, com orquestras, e a voz impostada e firme já não mais foram encontrando espaço nas décadas seguintes, embora seguissem sendo ouvidas e executadas, em menor escala.</p>
<p>Não se trata aqui, pois, de saudosismo e se o fosse, penso que não estaria cometendo uma heresia. Mas de uma reflexão em torno daquilo que constitui o rico repertório da música produzida no Brasil no século XX, tendo vozes masculinas como mote. Se eu fosse escrever sobre as vozes femininas, essa análise iria ainda mais longe, sobretudo se eu principiasse por nomes como Núbia Lafayette, Elis Regina, Maria Betânia e Alcione.</p>
<p>Ainda bem que suas vozes [grandes vozes da música brasileira] não morrem, sobretudo com os registros fonográficos de outrora e atuais, pelo menos enquanto forem lembradas, executadas, estudadas e revisitadas, sejam em regravações ou mesmo em novas interpretações, e até mesmo compondo trilhas sonoras de novelas de época, por exemplo. Tornar a ouvi-las ou fazê-lo numa primeira oportunidade faz bem ao coração e à alma, nesses tempos apressados e de pouca criatividade e novidade musicais. Nesse sentido, peço que não nos deixem agora em que tanto precisamos de sentimento e de poesia. “Deixe-me [nos] outro dia sim, porém hoje não”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A poesia do circo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Acacia Rios]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 15:33:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Acácia Rios (*) &#160; O circo chegou. Na verdade, a qualquer momento vai desfazer a sua grande lona azul, o picadeiro, o trapézio, a arquibancada, o globo da morte, a caixa mágica, já tendo cumprido a sua função de reviver no nosso imaginário a sua beleza lúdica e transitória. É impossível sair dele &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Acácia Rios (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-80760 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<span class="dropcap ">O</span> circo chegou. Na verdade, a qualquer momento vai desfazer a sua grande lona azul, o picadeiro, o trapézio, a arquibancada, o globo da morte, a caixa mágica, já tendo cumprido a sua função de reviver no nosso imaginário a sua beleza lúdica e transitória. É impossível sair dele imune. O espetáculo termina, mas imagens continuam pululando na minha cabeça e adentram o sonho, em que me aparece, com sua roupa branca colada ao corpo, aquele menino de família circense que conheci na escola. Mas só soube disso quando, levada pelo meu pai, reconheci-o como um dos jovens acrobatas.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-80719 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1-204x300.jpeg" alt="" width="204" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1-204x300.jpeg 204w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1-697x1024.jpeg 697w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1-768x1128.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1-1045x1536.jpeg 1045w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1.jpeg 1089w" sizes="auto, (max-width: 204px) 100vw, 204px" /></a>Dos circos da infância, lembro bem de alguns pobres leões de escassa e opaca juba (talvez até sem dentes) que me comoviam mais do que me divertiam. Não havia um ao qual meu pai não me levasse. Mas com o passar do tempo, as idas ao circo foram rareando e esse hiato passou a ser preenchido pela poética em torno do tema, como por exemplo, O <em>grande circo místico</em> de Edu Lobo e Chico Buarque, inspirado no poema homônimo de Jorge de Lima (1938); pela música &#8220;O circo chegou&#8221;, do outro Jorge, o Ben; pelo poema &#8216;O circo o menino e a vida&#8217;, de Mário Quintana e também pelo &#8216;Improviso para a moça do circo&#8217;, de Ferreira Gullar, cuja estrofe norteia esta crônica. Atenho-me aqui sobretudo a essas referências.</p>
<p>Chico Buarque, grande leitor de poesia, estabelece uma relação de intertextualidade com o poema de Lima e &#8211; com a mesma maestria de &#8220;Geni e o Zepelin&#8221; em relação ao conto &#8220;Bola de sebo&#8221;, de Guy de Maupassant &#8211; vai além do texto original e constrói um universo a partir dos personagens apenas citados pelo poeta alagoano. Os 46 versos de &#8216;O grande circo místico&#8217;, parte de <em>A túnica inconsútil </em>(1938), contam a história de vários personagens da dinastia do circo austríaco Knieps. A beleza místico-espiritual do poema levou Chico a desenvolver algumas das trajetórias pessoais e atemporais, das quais se destaca &#8216;A história de Lily Braun&#8217;, contada na voz de Gal Costa, uma das faixas mais bonitas, na minha opinião.</p>
<p>As referências poéticas continuam em minha cabeça e vão saltando de uma melodia a outra. Começo a solfejar &#8216;O circo chegou&#8221;, de Benjor, especificamente a estrofe em que o palhaço anuncia &#8220;<span class="sigijh_hlt">Uma grande vidente/ que tudo sabe, que tudo vê / Que tudo sente / E agora com vocês/ a grande atração/ a internacional Deise/ a mulher do homem que come raio-laser</span>.&#8221; Refiro-me a esse trecho em particular porque gosto muito do efeito da palavra final cuja licença poética retira o &#8220;r&#8221; de &#8216;laser&#8217; para que possa rimar com &#8216;Deise&#8217;, uma supressão que o aproxima, e muito, da oralidade.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-80749 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra-300x300.png" alt="" width="176" height="176" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 176px) 100vw, 176px" /></a>O circo de Benjor tem de tudo e um pouco mais, desde animais com habilidades humanas e homens com habilidades animais, passando pelo &#8220;mágico que engole espada e come fogo&#8221;, até chegar a Deise. A dimensão metamórfica faz parte da atração circense desde sempre. Uma delas é a Monga, a mulher que se transforma em gorila, número que particularmente me encanta. Trata-se, se não me engano, de uma ilusão cuja técnica consiste na sobreposição de imagens. Mas na hora em que a metamorfose ocorre e a jaula é aberta, a plateia foge de medo e eu, coração acelerado, faço parte desse grupo.</p>
<p>Voltando à poesia, o olhar do menino sobre as moças do circo aparece tanto no poema de Mario Quintana como no de Ferreira Gullar. Em &#8216;O circo o menino e a vida&#8217; (<em>Nariz de vidro,</em> 1984), o poeta gaúcho debruça-se sobre a equilibrista: &#8220;<span class="sigijh_hlt">A moça do arame/ equilibrando a sombrinha/ era de uma beleza instantânea e fulgurante!/ (&#8230;) ia equilibrando-se e despindo-se/ só para judiar</span>&#8220;. De forma semelhante, nos versos de Gullar (<em>Na vertigem do dia</em>, 1991), o menino se apaixona por Sonia, a mulher acrobata, &#8220;<span class="sigijh_hlt">estrela de quatro pontas/ braços brancos pernas brancas/ girando no ar (&#8230;)/ Mas eis que, sã e salva/ cais em pé no picadeiro/ e o público aplaude/ Agradeces/ já convertida em mulher.</span>&#8221; Ambos retratam com muita beleza o encanto do circo e a sensualidade das artistas, que deixavam entrever algumas partes do corpo. A esse assombro do eu lírico de ambos com a visão das partes desnudas, Manuel Bandeira chamaria de alumbramento.</p>
<p>Penso outra vez no meu colega da escola que, da mesma forma que chegou, foi embora, assim como o circo, esse ente transitório. Nunca mais tinha pensado nele até então, nem em seu corpo, que era ao mesmo tempo infantil e musculoso devido ao trapézio, mas também às responsabilidades precoces da vida itinerante.</p>
<p>Dou-me conta de que essas referências poéticas, das quais usufruí espaçadamente ao longo da vida, vieram todas de supetão, como uma overdose de beleza estética. O espetáculo termina. Saio do circo, mas o circo não sai de mim.</p>
<p>&nbsp;</p>
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