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	<title>Arquivo para Maria de Nazaré - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Padre Zezinho, memória musical e Maria de Nazaré</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 11:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Em 2015, tive a alegria de mergulhar em sua vida e discografia, ouvindo cada canção com atenção e também entusiasmo, posto que sou fã dele desde criança, há pelo menos quarenta anos. Na ocasião, publiquei pela Revista Práxis Pedagógica, da Faculdade PIO X (Aracaju-SE), um artigo científico &#8230;</p>
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]]></description>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2015, tive a alegria de mergulhar em sua vida e discografia, ouvindo cada canção com atenção e também entusiasmo, posto que sou fã dele desde criança, há pelo menos quarenta anos. Na ocasião, publiquei pela <em>Revista Práxis Pedagógica</em>, da Faculdade PIO X (Aracaju-SE), um artigo científico intitulado: “<em>Padre Zezinho, um cidadão do infinito: canções e reflexões – uma análise sócio teológica e histórica</em>”.</p>
<p>Naquela ocasião, dediquei-me a compreender a evangelização engajada e comprometida do artista da fé católica mais popular do Brasil, até a presente data. Possuia sua criatividade em anunciar, mas também a sua coragem de denunciar, por meio da música religiosa, inclusive em meio ao regime civil-militar dos anos 60 até os anos 80 do século XX.</p>
<figure id="attachment_81737" aria-describedby="caption-attachment-81737" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-81737" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1.png 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81737" class="wp-caption-text">Padre Zezinho, um ícone da Igreja Católica<br />Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>Nascido no dia 8 de junho de 1941, em Machado, Minas Gerais, <strong><em>José Fernandes de Oliveira</em></strong> descobriu sua vocação para o altar em tenra idade, sendo coroinha aos 7 anos. Com passagens pelos seminários de Lavras (Minas Gerais) e de Corupá (Santa Catarina), firmou passos largos e sedimentados rumo ao sacerdócio, cuja ordenação aconteceu em dezembro de 1966, pela Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus.</p>
<p>A partir daquele momento, ele passou a entender que precisava levar Jesus Cristo e fazê-lo alcançar o coração e a sensibilidade da juventude, entendendo que as Missas deveriam ser mais atraentes para ela e também o uso da música como instrumento de evangelização e conversão. Vale salientar que o Brasil já começava a experimentar os primeiros efeitos revolucionários do Concílio Vaticano II (1962-1965): a Igreja se abria cada vez mais para os apelos e demandas do mundo.</p>
<p>Em 1968, ele iniciou sua carreira com o single “Shalom (ou Canção da Amizade)”, pela Edições Paulinas Discos-gravadora. Com 83 anos, segue lúcido, produzindo, evangelizando e sendo reconhecido pelas novas gerações de cantores católicos, leigos ou não, com regravações de seus sucessos que marcaram seus 56 anos como artista, fugindo e se esquivando da peja midiática e performática de alguns do mesmo gênero.</p>
<p>Este ano, na esteira das celebrações dos 50 anos do LP “Histórias que eu conto e canto”, pela Paulinas Comep, faz-se memória a um de seus maiores hits, “Maria de Nazaré”, talvez entre os mais tocados de todos os tempos. E, nesse sentido, vale dizer, antes de qualquer análise ou reflexão, que é uma canção atemporal e que resiste ao esquecimento, dada à sua profundidade teológica e à sua capacidade de tocar fundo em crianças e adultos de várias idades.</p>
<p>Lançado no final do ano de 1974, “Histórias que eu conto e canto” é composta por dez faixas, sendo cinco no Lado A e mais cinco no Lado B. Eu, particularmente, gosto muito de todas. Para além de “Maria de Nazaré”, uma atenção especial para “Jesus Cristo me deixou inquieto”, da qual destaco o seguinte verso: “Nunca mais eu pude olhar o mundo, / sem sentir aquilo que Jesus sentiu”.</p>
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<p>Em “Distração” (faixa 1), no preâmbulo da canção, Padre Zezinho narra:</p>
<p style="text-align: right;"><em>“Às vezes, no buliço do mundo, no vai e vem do cotidiano, é preciso tomar tempo, parar um pouco e deixar que fale o coração; alguns falam por carta, outros em diário, outros ainda em livros e revistas; e dou graças a Deus porque existe que não guarda para si, apena, a riqueza de sentimentos que o mundo foi trazendo até eles; eu nunca sonhei em ser cantor, poeta e nem compositor; quis e tão somente quero ser gente, cristão e padre; mas, foram os jovens que me disseram que o importante não era um Padre Zezinho músico, cantor ou artista e sim Padre Zezinho que lhe falasse de um jeito que eles entendem”.</em></p>

			</div></div>
<p>E muito disso está em todas as suas canções. “Maria de Nazaré” foi e é uma canção cativante, que assim como Nossa Senhora “fez mais forte a minha fé e por filho me adotou”. É um convite à oração, uma ode à Mãe do Céu, uma canção de ninar, uma declaração de amor, singela e assertiva, sem idolatria, com afeto filial. É uma canção leve, profunda e ao mesmo tempo simples, de acordes que embalam sonhos, esperanças e renova a alegria juvenil da gente.</p>
<p>Isto, por si só, a característica de “Maria de Nazaré” se manter ainda um sucesso, já se diz muita coisa, sobretudo se considerarmos o tempo em que vivemos, pautado pela cultura da valorização do chulo, grosseiro, descartável e artificial, incluindo aí a própria “inteligência”. A propósito, em sua nova encíclica, o Papa Francisco adverte: “<em>Na era da inteligência artificial, não podemos esquecer que a poesia e o amor são necessários para salvar o humano. O que nenhum algoritmo conseguirá abarcar, por exemplo, aquele momento de infância que se recorda com ternura</em>” (Dilexit nos – Amou-nos).</p>
<p>E assim, nessa toada de “Maria de Nazaré”, me pego pensando e escrevendo novamente em Deus: “De novo pensando em Jesus Cristo (&#8230;) / E novamente volto a ser quem sou”; um homem livre, que às voltas com mil perguntas, chorando e enxugando as lágrimas, tal qual Padre Zezinho, “Sou a consciência que examina tudo<br />
/ Tudo que a ciência põe na minha mão”; no meu caso, em particular, as palavras e suas ordenações poéticas, provocantes e inquietantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>____________________</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://discografiapadrezezinho.blogspot.com">https://discografiapadrezezinho.blogspot.com</a></span></p>
<p>SANTOS, Claudefranklin Monteiro<em>. Padre Zezinho, um cidadão do infinito: canções e reflexões – uma análise sócio teológica e histórica</em>. <strong>Práxis Pedagógica</strong>: Revista do Curso de Pedagogia, Aracaju, Vol. 3; Nº 4, Jan/Jun 2015. <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://periodicos.piodecimo.edu.br/online/index.php/praxis/article/view/126">https://periodicos.piodecimo.edu.br/online/index.php/praxis/article/view/126</a>.</span></p>
<p>Padre Zezinho. História que eu conto e canto. São Paulo: Edições Paulinas Discos, 1974. LP.</p>
<p>&nbsp;</p>
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