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	<title>Arquivo para maldição - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 04 Jan 2026 13:27:54 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O case Panamá: lições para demais países da América Latina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano César Faria Souto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Jan 2026 12:48:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Juliano César Souto (*) &#160; Maldição do ouro negro, regimes fracassados e o limite das intervenções &#160; &#160; Passei esta semana no Panamá em clima de lazer. Caminhando pelo Casco Viejo, impressionado com o Panamá moderno,  observando o funcionamento cotidiano da cidade, das pessoas e o papel silencioso do Canal do Panamá, ficou &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Juliano César Souto (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Maldição do ouro negro, regimes fracassados e o limite das intervenções</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">P</span>assei esta semana no Panamá em clima de lazer. Caminhando pelo Casco Viejo, impressionado com o Panamá moderno,  observando o funcionamento cotidiano da cidade, das pessoas e o papel silencioso do Canal do Panamá, ficou evidente algo que os livros explicam, mas só a experiência confirma: o Panamá escolheu funcionar.</p>
<p>Essa percepção ganha ainda mais força quando contrastada com a trajetória da Venezuela ao longo do último século e os fatos que culminaram neste final de semana. Dois países estratégicos, ambos com um recurso central — um de passagem, outro de extração — e resultados radicalmente diferentes.</p>
<p>A Venezuela é um retrato clássico da maldição dos recursos. O petróleo, em vez de base para construir capacidades, tornou-se uma finalidade política. Sob regimes sucessivos, culminando no chavismo, o petróleo passou a financiar benefícios compensatórios, sustentar lideranças personalistas e substituir o planejamento por renda fácil.</p>
<p>Como ensinam Daron Acemoglu e James A. Robinson, em &#8220;Por que as Nações Fracassam&#8221;, quando a riqueza dispensa o esforço institucional, ela fortalece elites extrativistas e enfraquece o futuro. O resultado  é desindustrialização, dependência total do Estado e colapso quando o recurso deixou de sustentar o sistema.</p>
<p>A falência institucional abre  espaço para sanções, isolamento e discursos de intervenção externa. Mas a história mostra que quando as  intervenções substituem governos locais, não se  constroem nações. Sem instituições, qualquer normalidade é provisória.</p>
<p>O Panamá também teve regimes autoritários e tutela externa. A diferença veio quando o país separou seu recurso estratégico do poder político. A criação da Autoridad del Canal de Panamá blindou o Canal com gestão técnica, meritocrática e planejamento de longo prazo.</p>
<p>Enquanto a Venezuela transformou o petróleo em finalidade única, o Panamá usou o Canal como base: âncora fiscal, indutor de serviços, logística, turismo e estabilidade.</p>
<p>Não é uma discussão distante da nossa realidade. Em diferentes momentos dos últimos 50 anos, o Brasil também vem flertando com soluções de curto prazo, expansão permanente do Estado e mecanismos que aliviam o presente às custas do futuro. A diferença entre funcionar ou fracassar, como mostram Panamá e Venezuela, está menos na intenção e mais na arquitetura institucional que se escolhe preservar.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h4>Conclusão:</h4>
<p>A lição é clara. Recursos não salvam países. Intervenções não criam nações. Regimes carismáticos não substituem instituições.</p>
<p>O Panamá não é perfeito, mas funciona. A Venezuela precisa de um caminho que dificilmente virá de fora. Soberania não é retórica. É um arranjo institucional que funciona quando ninguém está olhando.</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>____________________</p>
<p>A reflexão dialoga com a literatura sobre a “maldição dos recursos naturais” (resource curse), em especial com Terry Lynn Karl, Michael Ross e Richard Auty, e com a abordagem institucional de Daron Acemoglu e James A. Robinson em Por que as Nações Fracassam.</p>
<p><strong>Por que as Nações Fracassam — Daron Acemoglu &amp; James A. Robinson</strong></p>
<p>Explica por que instituições extrativistas transformam recursos em atraso econômico e instabilidade política. Não é um livro “sobre petróleo”, mas é o arcabouço conceitual mais importante.</p>
<p><strong>The Resource Curse — Richard M. Auty</strong></p>
<p>Foi Auty quem cunhou o termo resource curse nos anos 1990. Mostra por que países ricos em recursos crescem menos que países sem recursos</p>
<p><strong>The Paradox of Plenty — Terry Lynn Karl</strong></p>
<p>Mostra como o petróleo cria Estados rentistas, populismo fiscal e ciclos recorrentes de colapso político..</p>
<p><strong>Oil Wealth and the Poverty of Politics — Michael L. Ross</strong></p>
<p>Analisa como o petróleo corrói instituições democráticas. Ross demonstra empiricamente que países dependentes de petróleo: taxam menos , prestam menos contas, concentram poder executivo</p>
<p><strong>The Oil Curse — Michael L. Ross</strong></p>
<p>Analisa como o petróleo corrói instituições democráticas. Ross demonstra empiricamente que países dependentes de petróleo: taxam menos , prestam menos contas, concentram poder executivo</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Brasileiro, um povo de mentalidade bandeirante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Oct 2022 19:33:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O país que conhecemos pelo nome de Brasil – termo que significa “vermelho como a brasa” – é fruto de um processo extremamente violento de invasão e conquista. Toda essa façanha é historicamente demarcada por eventos de sutil crueldade pontuados por desinibida brutalidade, vide o exemplo de Cristóvão de Barros em suas “Guerras Justas” nas &#8230;</p>
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<p>O país que conhecemos pelo nome de Brasil – termo que significa “vermelho como a brasa” – é fruto de um processo extremamente violento de invasão e conquista.</p>
<p>Toda essa façanha é historicamente demarcada por eventos de sutil crueldade pontuados por desinibida brutalidade, vide o exemplo de Cristóvão de Barros em suas “Guerras Justas” nas terras hoje chamadas de Sergipe.</p>
<p>Patrocinada pela escravização de africanos e pelo apresamento e extermínio dos povos originários, a ocupação do território brasileiro sempre se deu passando ao largo de valores civilizatórios.</p>
<p>E tal qual profetizara Joaquim Nabuco, em sua obra Minha Formação, esses fenômenos ainda permanecem como  uma marca nacional, habitando o nosso imaginário e delineando a nossa conduta tal qual uma “religião viva e natural”.</p>
<p>Não é por acaso que, nos livros escolares, nossa história não é delimitada por estágios de evolução sociopolíticos, mas sim por ciclos econômicos, em que o pau-brasil deu lugar à cana-de-açúcar, esta ao café e este à soja, entremeados pelo ouro mineiro e pela borracha amazônica.</p>
<p>E, nesse contexto, o mando sempre foi concentrado nas mãos do mais forte em detrimento da garantia de direitos para a população em geral.</p>
<p>Para o brasileiro, a palavra igualdade, se não for utopia, é insulto.</p>
<p>Por esse motivo que cidadania é um conceito distante, incompreensível e incompreendido por nosso povo.</p>
<p>Para a minoria dirigente a cidadania é um motivo de escândalo – o famoso: “Onde já se viu isso?” – e para a maioria dirigida “coisa de comunista”.</p>
<p>Também por causa disso que preferimos a promoção da caridade esporádica à concretização de uma justiça social perene, como bem o dissera Dom Hélder Câmara.</p>
<p>Por resultado temos um povo de mentalidade bandeirante, numa alusão aos sertanistas do período colonial que penetraram no interior do país em busca de riquezas minerais e que, de quebra, destruíram quilombos e destroçaram tribos nativas por onde passaram.</p>
<p>Sob essa perspectiva inexiste o conceito de solidariedade social, a qualidade de vida é uma conquista individual, as regras são dadas pelos poderosos e as carências sociais derivam da pura e simples preguiça dos atingidos.</p>
<p>Nessa quadra, políticas públicas são vistas como perda de tempo e o mercado é a única forma de se atender às necessidades das pessoas, na cristalização daquilo o que o psicanalista Christian Dunker chama de “A Lógica do Condomínio”.</p>
<p>Não é à toa que o Brasil é o país mais desigual do mundo fora da África.</p>
<p>Aqui, os 10% mais ricos possuem um volume de renda três vezes superior ao detido pelos 40% mais pobres.</p>
<p>Para fins de comparação, na Noruega essa relação é inversa. Os mais pobres ficam com a maior parte da renda em relação aos mais ricos.</p>
<p>Aceitemos, porque dói menos: nós somos um povo iníquo, injusto e violento. E os nossos indicadores sociais estão aí para provar isso.</p>
<p>Lembrando que todo esse cenário não é decorrência de uma maldição divina, mas sim fruto de uma decisão política consciente de nossa gente que, sistematicamente, sempre abominou a cidadania.</p>
<p>E isso acontece porque nós criamos um ambiente social e político em que os ganhos dos mais ricos são mantidos às custas do trabalho dos mais pobres, bem ao gosto de nossa mentalidade bandeirante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>__________</p>
<p><strong>(*)</strong> <strong>Emerson Sousa é Doutor em Administração pelo NPGA/UFBA  e Mestre em Economia pelo NUPEC/UFS </strong></p>
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