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	<title>Arquivo para literário - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Jornalista Nubem Bomfim lança hoje livro sobre a prefeita de Aracaju Emília Corrêa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 13:27:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O livro, que conta a história das 11 eleições municipais de Aracaju nos últimos 40 anos, intitulado É desse jeito – Emília Corrêa fura a bolha do Sistemão, será lançado hoje, 25 de novembro (terça-feira), às 19h, no Memorial de Sergipe, na praça de Eventos da Orla da Atalaia. O autor da obra, o jornalista &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalista-nubem-bomfim-lanca-hoje-livro-sobre-a-prefeita-de-aracaju-emilia-correa%2F&amp;linkname=Jornalista%20Nubem%20Bomfim%20lan%C3%A7a%20hoje%20livro%20sobre%20a%20prefeita%20de%20Aracaju%20Em%C3%ADlia%20Corr%C3%AAa" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalista-nubem-bomfim-lanca-hoje-livro-sobre-a-prefeita-de-aracaju-emilia-correa%2F&amp;linkname=Jornalista%20Nubem%20Bomfim%20lan%C3%A7a%20hoje%20livro%20sobre%20a%20prefeita%20de%20Aracaju%20Em%C3%ADlia%20Corr%C3%AAa" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalista-nubem-bomfim-lanca-hoje-livro-sobre-a-prefeita-de-aracaju-emilia-correa%2F&amp;linkname=Jornalista%20Nubem%20Bomfim%20lan%C3%A7a%20hoje%20livro%20sobre%20a%20prefeita%20de%20Aracaju%20Em%C3%ADlia%20Corr%C3%AAa" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalista-nubem-bomfim-lanca-hoje-livro-sobre-a-prefeita-de-aracaju-emilia-correa%2F&amp;linkname=Jornalista%20Nubem%20Bomfim%20lan%C3%A7a%20hoje%20livro%20sobre%20a%20prefeita%20de%20Aracaju%20Em%C3%ADlia%20Corr%C3%AAa" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalista-nubem-bomfim-lanca-hoje-livro-sobre-a-prefeita-de-aracaju-emilia-correa%2F&#038;title=Jornalista%20Nubem%20Bomfim%20lan%C3%A7a%20hoje%20livro%20sobre%20a%20prefeita%20de%20Aracaju%20Em%C3%ADlia%20Corr%C3%AAa" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/jornalista-nubem-bomfim-lanca-hoje-livro-sobre-a-prefeita-de-aracaju-emilia-correa/" data-a2a-title="Jornalista Nubem Bomfim lança hoje livro sobre a prefeita de Aracaju Emília Corrêa"></a></p><p data-start="247" data-end="675">O livro, que conta a história das 11 eleições municipais de Aracaju nos últimos 40 anos, intitulado <em>É desse jeito – Emília Corrêa fura a bolha do Sistemão</em>, será lançado hoje, 25 de novembro (terça-feira), às 19h, no Memorial de Sergipe, na praça de Eventos da Orla da Atalaia. O autor da obra, o jornalista Nubem Bomfim, explicou que escolheu essa data porque 25 de novembro é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.</p>
<p data-start="677" data-end="1112">Nubem Bomfim destacou que a data foi estabelecida pela ONU em 1999 e busca conscientizar a sociedade sobre a necessidade de eliminar a violência de gênero. Ele lembrou ainda que, em 25 de novembro de 1960, há 65 anos, as irmãs Mirabal — Pátria, Minerva e Maria Tereza — que se opuseram à ditadura de Rafael Trujillo, na República Dominicana, foram torturadas e brutalmente assassinadas, fato que inspirou a escolha da data.</p>
<p data-start="1114" data-end="1569">O lançamento, segundo Nubem, é um momento para a sociedade abraçar a causa em defesa das mulheres. “É justo e oportuno denunciar a violência de gênero e exigir políticas para sua erradicação.” O jornalista enfatiza que essa pauta é prioritária na gestão da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa. “Achei por bem lançar o livro num dia que simboliza uma data histórica para sensibilizar a opinião pública sobre o problema da violência contra a mulher.”</p>
<p data-start="1114" data-end="1569"><div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h3 data-start="1571" data-end="1595">Gênero literário</h3>
<p data-start="1597" data-end="1959">O autor escolheu o gênero narrativo para relatar, em uma crônica histórica, os fatos que antecederam as eleições de 2024, descrevendo cronologicamente as disputas eleitorais em Aracaju. Das 10 eleições anteriores à vitória de Emília, a esquerda venceu<strong data-start="1878" data-end="1886"> nove </strong>e perdeu apenas uma — a de 2010, para o engenheiro João Alves Filho.</p>
<p data-start="1961" data-end="2190" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A vitória da ex-vereadora e defensora pública aposentada representa a conquista do poder por uma mulher após 170 anos de Aracaju, marco que o livro registra como ruptura simbólica e histórica na política da capital sergipana.</p>
<p data-start="1961" data-end="2190" data-is-last-node="" data-is-only-node="">
			</div></div>
<p data-start="1961" data-end="2190" data-is-last-node="" data-is-only-node="">
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		<title>Escritor Antônio Camilo é eleito para a Academia Sergipana de Letras</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/escritor-antonio-camilo-e-eleito-para-a-academia-sergipana-de-letras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2025 12:42:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A Academia Sergipana de Letras (ASL) realizou  na tarde desta segunda-feira, 7, uma eleição para a entrada do mais novo membro da instituição. O escritor, advogado e analista judiciário do Tribunal de Justiça de Sergipe, Marco Antônio Camilo dos Santos, conhecido no meio literário como Antônio Camilo, passará a ocupar a Cadeira de número &#8230;</p>
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<p>A Academia Sergipana de Letras (<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://letrassergipanas.com.br/" target="_blank" rel="noopener">ASL</a></span>) realizou  na tarde desta segunda-feira, 7, uma eleição para a entrada do mais novo membro da instituição. O escritor, advogado e analista judiciário do Tribunal de Justiça de Sergipe, Marco Antônio Camilo dos Santos, conhecido no meio literário como Antônio Camilo, passará a ocupar a Cadeira de número 9, que está vaga desde dezembro de 2024, em virtude do falecimento do médico José Abud. A posse na Academia deverá ocorrer na primeira semana de maio.</p>
<p>Antônio Camilo é natural de Aracaju, filho da professora Maria Consuelo Camilo dos Santos e do servidor público federal Juarez Camilo dos Santos. O futuro imortal da ASL oferecerá sua contribuição à cultura sergipana desde 1987, tendo publicado seu primeiro livro em 2013. É poeta, cronista, contista, memorialista e biógrafo, já tendo publicado um total de 9 livros.</p>
<p>Atualmente, o autor é considerado um dos mais destacados escritores de Sergipe e o mais produtivo biógrafo. Tem livros prefaciados e apresentados pelo ex-presidente da República José Sarney; pelo ex-senador e ex-governador do Rio Grande do Sul, Pedro Simon; pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto; pelo ex-senador Francisco Guimarães Rollemberg; pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Augusto César Leite de Carvalho, dentre outras personalidades.</p>
<p>Seu livro &#8220;A  família do Coração Imaculado de Maria no Brasil&#8221; foi traduzido para o idioma italiano, sendo lançado em 2023 em Portugal e na Itália. Suas obras &#8220;Rochinha &#8211; Decano da Humildade&#8221; e &#8220;Antonio Carlos Valadares &#8211; O Realizador de Sonhos&#8221; foram selecionadas para integrar o acervo da Library of Congress, a Biblioteca do Congresso Americano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h3>Conheça as obras literárias do escritor Antônio Camilo</h3>
<p>* &#8220;Um presente de Deus &#8211; Histórias em Versos&#8221;</p>
<p>* &#8220;Contos de pérola&#8221;</p>
<p>* &#8220;Getúlio Sávio Sobral &#8211; Fé, Trabalho e Perseverança&#8221;</p>
<p>* &#8220;Elysio Carmelo &#8211; Um Homem Admirável&#8221;</p>
<p>* &#8220;A família do Coração Imaculado de Maria no Brasil&#8221;</p>
<p>* &#8220;Rochinha &#8211; Decano da Humildade&#8221;</p>
<p>* &#8220;Antonio Carlos Valadares &#8211; O Realizador de Sonhos&#8221;</p>
<p>* &#8220;Carlos Magalhães &#8211; Pode me chamar de Magá que eu não me incomodo&#8221;</p>
<p>* &#8220;José Trindade &#8211; Um homem singular. Um ser especial&#8221;</p>

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		<title>Imagens à sombra de Sontag – Quando uma musa quase me levou a ser &#8220;gauche na vida&#8221;</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/imagens-a-sombra-de-sontag-quando-uma-musa-quase-me-levou-a-ser-gauche-na-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jun 2024 11:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
		<category><![CDATA[cena]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=78233</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; “Nenhuma imagem se justifica por si mesma, mas na relação exata e específica que mantém com as imagens cronologicamente adjacentes — cuja relação constitui seu ‘sentido'&#8221; Susan Sontag, A Vontade Radical &#160; Como é possível ocorrer de um conservador, cultor da Tradição Ocidental, leitor e admirador dos grandes mestres &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>“Nenhuma imagem se justifica por si mesma, mas na relação exata e específica que mantém com as imagens cronologicamente adjacentes — cuja relação constitui seu ‘sentido'&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Susan Sontag, <strong>A Vontade Radical</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">C</span>omo é possível ocorrer de um conservador, cultor da Tradição Ocidental, leitor e admirador dos grandes mestres do conservadorismo, se apaixonar platônica e perdidamente por uma figura feminina e militante à esquerda? Resposta: basta que esta seja Susan Sontag. E antes que algum incauto, à borda do vulcão, resvale cratera adentro ao repetir a velha, inócua, falsa frase de que “os opostos se atraem”, adianto que essa “lei” só encontra feedback empírico no mundo físico bipolar. Ideologicamente antípoda, quedei-me perdido de amor por aquela mulher ainda, na época, com rostinho de garota, a respirar os convulsivos e fascinantes ares universitários dos anos sessenta, contudo vincado pelas profundas leituras que fizera, principalmente de Platão e Aristóteles, somando-se sua percepção, toda particular, marxista-adorniana.</p>
<p>Tipo assim: não se configura exclusividade de anjos tortos poder de indução ao desviar do caminho. Quase o fiz, mas, deu-se apenas de raspão. Recorri, célere, ao proverbial alerta: “Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição”.</p>
<p>Mas o primeiro livro de Sontag que li, em português, publicado no Brasil, foi “Sobre Fotografia”, vindo à público em 1983.</p>
<p>Pouco havia, antes, ouvido algo sobre a filósofa, romancista, crítica literária e sagaz analista das expressões audiovisuais. Ou, talvez, teria sido eu mesmo a não prestar a devida atenção. Afinal, Susan Sontag já se tornara um fenômeno intelectual, também no Brasil, ao final da década de sessenta.</p>
<p>Mas foi a produção ensaística “Sobre Fotografia” que provocou um verdadeiro ‘<em>flash’  </em> diante dos meus olhos e da minha mente.</p>
<p>Em “Sobre Fotografia”, uma coleção de seis ensaios (sendo o primeiro dedicado ao Mito da Caverna), esta extraordinária produção literária, não aborda tão somente os aspectos técnicos da fotografia. Susan Sontag decidiu-se por investigar as referências filosóficas desta forma de arte.</p>
<p>Num contexto em que, apesar de se discutir a captura de imagens, pouco se pensava o que seria a imagem documentada para além dela mesma, Sontag põe sobre a mesa algumas questões incômodas: o que a fotografia realmente captura? A partir de quais critérios uma fotografia pode ser considerada de boa ou má qualidade? O exercício de produção fotográfica é um exercício estético? Ou seja: a fotografia faz parte do campo das artes?</p>
<p>Ao concluir, naquela época, minha primeira leitura de Sontag, percebi, maravilhado, que a atraente e intensa pensadora me prevenia quanto ao risco de limitar a reflexão às questões primeiras, as quais já mencionei.</p>
<p>Pessoalmente, solitariamente, sempre desconfiara da paupérrima tautologia: “uma imagem vale mais que mil palavras”. Uma ova!</p>
<p>Sontag provocou, em mim, algo como também ofereceu a possibilidade de que eu alcançasse (o que de fato ocorreu) uma compreensão mais acurada sobre a nossa relação com as imagens e como elas moldam a nossa compreensão do mundo.</p>
<p>E então, entre tantas taças de vinho, por anos e anos (vendo, lendo, registrando imagens), empreendi uma jornada que me impôs incessantes desafios. O que redundou na mudança das minhas percepções sobre o fotografar.</p>
<p>Diria eu que fui levado a aplicar uma nova maneira de apreciar a arte da fotografia.</p>
<p>Susan Sontag me empurrou em direção a uma perspectiva perene, a qual não pode, creio, ser descartada em nenhum momento, pelo menos enquanto estamos neste mundo: a imagem fotográfica torna-se uma afirmação da nossa própria existência. Entendam, não as imagens soltas, repentinas, aleatórias (ainda que estas, nestas condições, produzam também efeitos dignos de se levar em conta), mas a imagem fotográfica, a imagem intencional, produzida por nós ou por outrem. Seja o registro amadorístico, seja o registro profissional. Ambos, em suas especificidades, embebidos por algum sentimento.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-78235 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-1-300x300.jpeg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-1-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-1-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-1-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-1-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-1.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>E o que tem a ver com vinho, além do ato de bebermos enquanto lemos e/ou olhamos? Estou a contar sobre mim, sobre como, sempre que possível, procurei documentar, ainda que de modo tosco, o rótulo que estava a ser consumido enquanto mantinha diante de mim, além da taça, a obra pela qual, naqueles momentos, meu interesse havia se manifestado.</p>
<p>Sei, por íntimos testemunhos, que outras pessoas, partícipes desta irmandade, também levam adiante o ritual.</p>
<p>Ao lado da garrafa de vinho, qual obra? Um livro, um filme, uma tela a reproduzir um motivo neoclássico, uma história em quadrinhos.</p>
<p>Quando &#8220;eternizo&#8221;, mediante fotos, os momentos do vinho somado à fruição de um objeto pertencente ao universo da Arte, direciono ao provável visualizador do fato um discurso prévio sobre o que tenho a intenção de dizer. Sobre o que sou, em parte, diante do mundo.</p>
<p>Sontag, vale dizer, seu pensamento, não se resume apenas, evidentemente, ao que ela documentou em &#8220;Sobre Fotografia&#8221;. Ela foi e, imortalizada por sua obra, ainda é, uma crítica muito lúcida que observou serem as imagens não nos oferecem tanto para que, tão somente vendo-as, possamos, de fato, aprender e entender alguma coisa.</p>
<p>Li e estudei outras de suas produções filosófico-literárias. Sou reticente, no caso dela, em indicar esta ou aquela leitura. A mim, técnica e esteticamente se impôs instrumental.</p>
<p>E eis o mote: é necessário que tenhamos outras referências para que saibamos, minimamente, o que estamos vendo.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-3.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-78238 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-3-208x300.jpeg" alt="" width="244" height="352" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-3-208x300.jpeg 208w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-3-708x1024.jpeg 708w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-3-768x1110.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-3.jpeg 830w" sizes="auto, (max-width: 244px) 100vw, 244px" /></a>A imagem que vejo e na qual, por instantes, vivo, composta por vinho, algum prato elaborado e um livro, um vinil, uma tela (filme ou pintura), e a partir da qual produzo a foto, elevam aos escassos interlocutores algo de discurso. Longe de ser neutro, diga-se de passagem. Como bem observa Susan Sontag: “Não há superfície neutra, discurso neutro, tema ou forma neutras. Uma coisa é neutra apenas com relação a algo mais — como uma intenção ou uma expectativa”.</p>
<p>Sim, em nada de neutralidade, esta condição que contradiz a si mesma dado o sufixo, “-dade” ou “-ade”, e sua intenção formadora a priori.</p>
<p>Componho a cena, intento publicá-la em alguma plataforma estruturante das redes sociais e (a parafrasear Georges Didi-Huberman, outro ícone à esquerda) ao expô-la, perco a tão cara e rara unidade de um mundo fechado. Lanço a imagem, e a mim, como imagem-conceito, e me encontro à solta no desconfortável universo flutuante, entregue a todos os ventos dos diversos e possíveis sentidos.</p>
<p>Poderia incluir, também, Vilém Flusser, György Lukács, István Mészáros e tantos outros congêneres. Afinal, discurso conservador algum se sustenta de forma funcional sem os fundamentos, as estacas hegelianas e marxistas, que evitam o soçobrar, o afundar no lamaçal das contradições.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-78234 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-300x300.jpeg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-13-at-11.05.14.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>O que pretendo, pois, ao expor imagens em que objetos, aparentemente dispostos ao acaso manifestam uma estrutura lexical? O que quero dizer ao, sistematicamente, publicar composições visuais em que o objeto vinho e os demais objetos referentes à alta cultura são expostos como parte do meu mundo e da minha representação?</p>
<p>Susan Sontag tornou-se uma das linhas-mestras no tear desta minha inquietude. Mas não fez com que eu me afastasse da margem scrutoniana. O dedicado amante dos Montrachet prevaleceu. Ainda bem.</p>
<p>Contudo Susan Sontag permanece essencial. Sigo com ela mediante seus livros. Mantenho-me em conserva, picles a fermentar na acidez antisséptica dum vinho branco sustentado pela mão direita.</p>
<p>Em tempo: Sontag tinha preferência por tequila e por Chardonnay barricado.</p>
<p>Santé!</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
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		<title>Crítico literário  Léo Mittaraquis promove o Primeiro  Encontro Vinífero-Literário, no Pedro dos Vinhos</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/critico-literario-leo-mittarquis-promove-o-primeiro-encontro-vinifero-literario-no-pedro-dos-vinhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2024 11:36:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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		<category><![CDATA[crítico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine-se sorvendo uma boa safra de espumantes, acompanhado de queijos, viajando com Marlow pela selva africana, conhecendo os meandros e perversões do projeto de exploração colonial. Essa viagem será possível no Primeiro Encontro Vinífero-Literário, que acontecerá no dia 26 de março, uma terça-feira, a partir das 19h30, no Pedro dos Vinhos, que fica na praça &#8230;</p>
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<p>Mas que viagem é essa e quem é Marlow? Esse é o personagem principal do livro Coração das Trevas, um dos grandes clássicos da literatura do século XX, escrito pelo polonês Joseph Conrad. Essa viagem terá, como timoneiro, o crítico literário e filósofo Léo Mittaraquis, que discorrerá sobre a obra, analisando-a sobre a ótica do autor, leitor e intérprete. “Desses, o mais importante é o leitor”, destaca Léo Mittaraquis, um profundo conhecedor da obra de Joseph Conrad.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>E quanto ao motivo de Mittaraquis ter selecionado esse livro para apresentar no primeiro evento promovido pelo Projeto Leitura Crítica?</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.19.03.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-75984 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.19.03-207x300.jpeg" alt="" width="146" height="212" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.19.03-207x300.jpeg 207w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.19.03-705x1024.jpeg 705w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.19.03-768x1115.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.19.03-1058x1536.jpeg 1058w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.19.03.jpeg 1102w" sizes="auto, (max-width: 146px) 100vw, 146px" /></a>Bem, ele diz que Conrad tem uma grande importância para a forma como a literatura iria ser produzida a partir do início do século passado. Conrad foi um dos primeiros grandes escritores da modernidade que se dedicou a escrever em inglês. Não obstante seus temas terem relação direta com o período colonialista do século dezoito, seu estilo é mais voltado para as primeiras décadas do século vinte. Conrad não incorre em atmosferas nostálgicas e nem excessivamente românticas. Foca na precisão dos seus detalhes e seus personagens principais pouco têm de heróis. Porém são, de costume, sensatos e práticos, com pouco senso de redenção. Sua inovação estilística também contribuiu para o surgimento de outras vozes “desiludidas” da literatura moderna.</p>
<p>&nbsp;</p>

			</div></div>
<p>O Primeiro Encontro Vinífero-Literário será, sem dúvida, o começo de muitos, acredita Léo Mittaraquis. “Esperamos criar essa cultura de discutir literatura de forma mais comprometida com a obra e com quem já sabe ou quer aprender, ampliando nossos horizontes”, afirmou.</p>
<p>Um detalhe importante, segundo Léo Mittaraquis: <span class="sigijh_hlt">“Os participantes terão direito ao consumo de excelentes espumantes e tábuas de frios. Além disso, todos os inscritos receberão, a título de brinde, um exemplar do livro de poemas de Léo Mittaraquis, “Sob a Régua do Expediente”.</span></p>
<p><span class="sigijh_hlt">As inscrições podem ser feitas pelo direct ou pelo WhatsApp 999914857 e estão limitadas a 12 vagas.</span></p>
<p>Léo Mitaraquis é um dos articulistas do <strong>Só Sergipe</strong> e escreve semanalmente aos sábados a coluna <strong>Leitura Crítica.</strong> Seu texto mais recente foi, justamente,<span style="color: #008000;"><strong><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/vinho-na-literatura-quando-o-rotulo-tambem-se-torna-um-personagem/" target="_blank" rel="noopener"> Vinho na Literatura – Quando o rótulo também se torna um personagem.</a></strong></span></p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h3><strong>O escritor</strong></h3>
<figure id="attachment_75986" aria-describedby="caption-attachment-75986" style="width: 201px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.20.22.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-75986" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.20.22-218x300.jpeg" alt="" width="201" height="277" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.20.22-218x300.jpeg 218w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.20.22-745x1024.jpeg 745w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.20.22-768x1055.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-17.20.22.jpeg 1067w" sizes="auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px" /></a><figcaption id="caption-attachment-75986" class="wp-caption-text">Joseph Conrad, autor de &#8220;Coração das Trevas</figcaption></figure>
<p>Joseph Conrad, nascido Józef Teodor Nałęcz Korzeniowski (Berdyczew, 3 de dezembro de 1857 – Bishopbourne, 3 de agosto de 1924) foi um escritor britânico de origem polonesa. Muitas das obras de Conrad centram-se em marinheiros e no mar.</p>
<p>Conrad foi educado na Polónia ocupada pela Rússia. O seu pai, um aristocrata empobrecido de Nałęcz, foi escritor e militante armado, sendo preso pelas suas atividades contra os ocupantes russos e condenado a trabalhos forçados na Sibéria. Pouco depois, a sua mãe morreu de tuberculose no exílio, e quatro anos depois também o seu pai, apesar de ter sido autorizado a voltar a Cracóvia.</p>
<p>Destas traumáticas experiências de infância durante a ocupação russa é possível que Conrad derivasse temas contra o colonialismo como no romance Coração das trevas. A sua última obra publicada em vida foi The Rover (1923), que conta a história de Jean Peyrol, um mestre-artilheiro que, após deixar o serviço da marinha revolucionária francesa, decide se retirar para uma fazenda na península de Giens.</p>

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		<title>Crítico literário Léo Mittaraquis: “Literatura e Filosofia dialogam intimamente; são campos de conhecimento simbióticos”</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/critico-literario-leo-mittaraquis-literatura-e-filosofia-dialogam-intimamente-sao-campos-de-conhecimento-simbioticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jan 2024 09:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[crítico]]></category>
		<category><![CDATA[crítico literário]]></category>
		<category><![CDATA[divergente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Antônio Carlos Garcia e Marcus Éverson Santos &#160; Leitor voraz, crítico literário, filósofo, apreciador de bons vinhos (seria um sommelier?), um Mestre Cuca. Esse é Léo Antônio Perrucho Mittaraquis, 62 anos, um carioca de Paquetá, descendente de gregos, que aos seis anos foi morar em Vitória da Conquista, Bahia, e que em 1972 chegou &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/critico-literario-leo-mittaraquis-literatura-e-filosofia-dialogam-intimamente-sao-campos-de-conhecimento-simbioticos/">Crítico literário Léo Mittaraquis: “Literatura e Filosofia dialogam intimamente; são campos de conhecimento simbióticos”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">L</span>eitor voraz, crítico literário, filósofo, apreciador de bons vinhos (seria um sommelier?), um Mestre Cuca. Esse é Léo Antônio Perrucho Mittaraquis, 62 anos, um carioca de Paquetá, descendente de gregos, que aos seis anos foi morar em Vitória da Conquista, Bahia, e que em 1972 chegou a Aracaju, vindo num caçuá com os pais – Léo Mittaraquis e  Vilma Perrucho Mittaraquis – que decidiram aportar em terras sergipanas.  “Sou sobrinho de Lia Mittaraquis, artista plástica naïf, que figurou na Times”, diz. Em Conquista, foi vizinho “parede com parede, do menestrel medieval do Nordeste, Elomar Figueira Melo. Em Aracaju, compôs a música “As coisas do Caçuá”, com Sergival, que alcançou sucesso. <span class="highlight highlight-yellow">Em tempo: o termo francês naïf, segundo o dicionário, quer dizer aquilo que retrata simplesmente a verdade, a natureza sem artifício ou esforço.</span>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/pROMO-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-74160 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/pROMO-1-169x300.png" alt="" width="227" height="403" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/pROMO-1-169x300.png 169w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/pROMO-1-576x1024.png 576w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/pROMO-1-768x1365.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/pROMO-1-864x1536.png 864w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/pROMO-1.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 227px) 100vw, 227px" /></a><span class="highlight highlight-yellow">Na última terça-feira, 9 de janeiro, Léo passou a integrar a seleta equipe de articulistas do <strong>Portal Só Sergipe</strong>, com a coluna <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/yhvh-razao-transcendencia-e-redencao-na-poesia-de-mateus-machado/" target="_blank" rel="noopener">Leitura Crítica, quando fez uma análise de parte da obra do escritor paulista Mateus Ma’ch’adö.</a></span></strong></span>
<p>Autor dos livros “Versos Inviáveis” e “sob a régua do expediente”, Léo Mittaraquis pretende, com a coluna e a sua conta no Instagram da Leitura Crítica (@leo.mittaraquis), “promover a cultura literária, estimular a autoinstrução, recuperar a prática do confronto civilizado dos pontos de vista [divergentes] relacionados às leituras realizadas”, dentre outros.</p>
<p>Mestre em Educação pela Universidade Federal de Sergipe, em 2010, onde se graduou em Filosofia Licenciatura Plena (2007), Mittaraquis conta que ingressou “tarde” na academia, aos quarenta anos. Tentou o doutorado em Letras, mas não obteve êxito. “E a responsabilidade é toda minha, fui incapaz”, diz com uma fina ironia. Só que não é bem assim.</p>
<p>Ao ingressar na UFS, em 2007, Mittaraquis já possuía um vasto alicerce literário,  que remonta a sua tenra idade, pois cresceu cercado pelos volumes da &#8220;Larousse&#8221;, da &#8220;Mirador&#8221;, da &#8220;Biblioteca da Criança&#8221;. Aos oitos anos de idade, ganhou dois livros, com ilustrações em xilogravura, fundamentais: “Vinte Mil Léguas Submarinas” e “Viagem ao Centro da Terra”, de Júlio Verne. “Li e reli inúmeras vezes”, assegura.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Esta entrevista tem a participação do filósofo, mestre e doutor em Educação, Marcus Éverson Santos, “irmão de armas” de Mittaraquis, que o questiona, por exemplo, sobre a diferença entre Literatura e Filosofia. </span>Léo entende que “Literatura e Filosofia dialogam intimamente. São campos de conhecimento simbióticos”. Também pede uma análise sobre crítica literária, passa sobre Ulisses, obra de James Joyce, que Mittaraquis é um estudioso. “Mas, creio, não passo vergonha numa conversa sobre Ulisses em torno de algumas garrafas de vinho&#8221;, arremata.</p>
<p>Sobre os autores sergipanos que admira, Léo diz que é o tipo de pergunta que “só amigos fazem: armadilha sobre a qual saber saltar é necessário e estratégico”.</p>
<span class="highlight highlight-yellow">Leia a <strong>entrevista</strong>, divirta-se, aumente seu cabedal de conhecimentos e sabia como Léo saltou dessa “armadilha”</span>.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; O senhor mantém no Instagram, Leitura Crítica, e me chamou a atenção uma parte do enunciado no qual, entre outras coisas, cita “velharias”. Como ela combina com os demais enunciados? Seria interessante, incluir uma boa música?</strong></p>
<p><strong>LÉO MITTARAQUIS &#8211; </strong>O termo &#8220;velharias&#8221; foi incluído de caso pensado. Aliás, como os demais que constituem o texto curto para apresentação do perfil. Refere-se, antes de tudo, à consciência que tenho de que eu e demais pessoas com percepção de mundo próximas da minha fazem parte de um espectro sociocultural em extinção. Sinto muita saudade dos tempos de antanho. Tempos nos quais a Alta Cultura não era [mal] vista, não era [mal] percebida como algo fútil, chato. Até mesmo uma animação, como Pernalonga, trazia referências inteligentes, até com certa complexidade. Tempo em que a série &#8220;Sitio do Picapau Amarelo&#8221; [versão de 1977] foi reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural. Tempo de comerciais altamente criativos [dispondo-se, não raro, de poucos recursos]. E, principalmente, para mim, tempo em que uma criança, a partir dos dois anos, ouvia a leitura compassada, elegante, feita pelos dedicados cultos pais, dos textos relacionados à cultura geral, publicados em jornais, revistas e, evidentemente, nas coleções de livros adquiridas com muito sacrifício, pois, éramos pobres.</p>
<p>Cresci cercado por volumes da &#8220;Larousse&#8221;, da &#8220;Mirador&#8221;, da &#8220;Biblioteca da Criança&#8221; [na qual estavam incluídas, além dos contos e novelas, peças de teatro], da coleção &#8220;Tesouro da Juventude&#8221;. Aprendi, com amor e fascínio, consultar os pesados e maravilhosos quatro volumes do dicionário &#8220;Lelo Universal&#8221;.</p>
<p>Assisti, em companhia do meu extremoso pai, no cine Madrigal, em Vitória da Conquista, em 1969, à insuperável, no gênero, produção cinematográfica &#8220;2001 — Uma Odisseia no Espaço&#8221;.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Assisti, com a família, ao lançamento do Saturno V, pela televisão e meu pai construiu, com latas de óleo Castrol, uma réplica com o intuito de explicar funcionamento e finalidade.</span></p>
<p>Por volta dos oito anos, ganhei dois livros, com ilustrações em xilogravura, também fundamentais: &#8220;Vinte Mil Léguas Submarinas&#8221; e &#8220;Viagem ao Centro da Terra&#8221;. Li e reli inúmeras vezes.</p>
<p>Depois, mediante a presença atuante dos meus pais, tive acesso a outras publicações: &#8220;A Ilha do Tesouro&#8221;, &#8220;Robinson Crusoe&#8221;&#8230;</p>
<p>Não me alongarei mais. Passaria horas e horas a responder somente a esta primeira pergunta.</p>
<p>E nem incluí a boa música. Iria de Pixinguinha, Jorge Ben [das antigas], Pink Floyd. Passaria pelos mestres do blues e do jazz, chegaria a compositores denominados clássicos, com predileção por Bach, Brahms, Vivaldi, Borodin, Mozart, Erik Satie entre outros.</p>
<p>No perfil há limitação de caracteres. Optei pelas &#8220;velharias&#8221;.</p>
<p>Porém, creio que proporcionei, nesta resposta, uma ideia razoável do significado subjetivo, transcendental, diria até, do termo &#8220;velharias&#8221;.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Embora possa parecer redundante, pelo próprio título, qual o objetivo da Leitura Crítica?</strong></p>
<p><strong> </strong><strong>LÉO MITTARAQUIS &#8211;</strong> O termo &#8220;crítico&#8221; [no feminino, crítica] tem sua etimologia em termos como separar, peneirar, julgar. &#8220;Leitura&#8221;, vem do Latim &#8220;legere&#8221;, e tem relação com atividades como eleger, colher, selecionar. Há quem diga que remonta a expressões ligadas à agricultura. Então, vejamos só, há algo de atávico, digamos assim, no exercício do criticar. Revolver e preparar a terra. Plantar, irrigar e colher.</p>
<p>Há que proceder com o julgamento do objeto em questão. No meu caso, no tocante ao perfil, às produções literárias, viso promover a cultura literária; estimular a autoinstrução; recuperar a prática do confronto civilizado dos pontos de vista [divergentes] relacionados às leituras realizadas; levar a efeito o trânsito investigativo [estético, reflexivo — pelo viés materialista e dialético, vale dizer, produção de cultura como produção humana] pelo macrocampo das Humanidades. Todavia sem me afastar in toto da condição transcendente.</p>
<p>Penso, sem perder o senso, e dizendo, no entanto, que talvez haja algo de exequível nesta proposta.</p>
<figure id="attachment_74153" aria-describedby="caption-attachment-74153" style="width: 426px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Design-sem-nome-49.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-74153" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Design-sem-nome-49-300x250.png" alt="Léo Mittaraquis" width="426" height="355" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Design-sem-nome-49-300x250.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Design-sem-nome-49.png 600w" sizes="auto, (max-width: 426px) 100vw, 426px" /></a><figcaption id="caption-attachment-74153" class="wp-caption-text">Amante da cozinha e de um bom vinho</figcaption></figure>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Também me chamou a atenção, seus conhecimentos em culinária e vinhos. Seria um casamento perfeito? </strong></p>
<p><strong>LÉO MITTARAQUIS &#8211;</strong> Sem dúvidas. A Literatura aborda, com frequência, a arte culinária. Como também os vinhos. &#8220;Almas Mortas&#8221;, de Gogol; &#8220;Em Busca do Tempo Perdido&#8221;, de Proust; &#8220;A Montanha Mágica, de Mann; &#8220;Rua das Ilusões Perdidas&#8221;, de Steinbeck; &#8220;Ilíada&#8221; e &#8220;Odisseia&#8221;, de Homero; &#8220;O Nome da Rosa&#8221;, de Eco; &#8220;Comédia Humana&#8221;, de Balzac&#8230;</p>
<p>Nessa pequena e injusta lista, comida e vinho desempenham algum papel em maior ou menor grau.</p>
<p>E, sim, amo cozinhar. Penso que cozinho bem. A esposa gosta, os amigos gostam. Amo o espaço da cozinha.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Na última terça-feira, o senhor estreou no Portal Só Sergipe e fez uma análise profunda sobre o escritor Mateus Ma’ch’adö.  Como está a preparação para os próximos artigos?</strong></p>
<p><strong>LÉO MITTARAQUIS</strong> &#8211; Abordar o livro &#8220;YHVH&#8221;, de Mateus Ma&#8217;ch&#8217;adö, foi [e ainda está a ser, pois, estou a lidar com a segunda e última parte do artigo], foi, como bem descreveu João Ubaldo Ribeiro, &#8220;trabalho de estivador&#8221;.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">E nem sei se consegui chegar próximo da excelência da obra.</span></p>
<p>Quanto aos próximos artigos, creio que escreva sobre um autor sergipano. Penso que me moverei assim: entre os clássicos e os contemporâneos; entre literatura de pertinho e produções doutras plagas.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; O senhor é crítico literário e essa condição me remete a uma pergunta. Na sua opinião, o brasileiro é um bom leitor ou está longe disso?</strong></p>
<p><strong>LÉO MITTARAQUIS</strong> &#8211; Quanto ao hábito da leitura, no Brasil, há leitores altamente qualificados [comprometidos com as implicações de uma leitura atenta, densa, profunda]; leitores que só desejam ler, sem maiores complicações [considero isso tocante e legítimo]; os maus leitores [ironicamente pululam entre os que se arrogam acadêmicos, intelectuais] e os muitos que simplesmente não gostam de ler. E estão no direito deles de não gostar. Não tenho inclinação alguma ao panfletário.</p>
<p>Mas, algo que já verifiquei, o descaso para com a boa leitura, não é privilégio do Brasil. EUA e Europa seguem, neste sentido, ladeira abaixo, com, é claro, as devidas exceções.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Ao falar de leitura, recordo-me de uma frase polêmica do escritor italiano Umberto Eco, em 2015, na Universidade de Torino. Ele disse que “a internet deu voz a uma legião de imbecis”.  Há muitas críticas que, em alguns casos, a internet é terra sem dono onde cada um fala o que quer. Essa frase de Umberto ainda ecoa?</strong></p>
<p><strong> </strong><strong>LÉO MITTARAQUIS &#8211;</strong> Ecoa em alto e bom som. E ecoará cada vez mais. Contudo, apesar de concordar com Eco, sempre mantive uma percepção realista e prática da Internet. A vejo como um amplificador de males que já existiam e que, face à natureza mesma da Internet, foram exponenciados. Mas, desejo frisar, há boas fontes de conhecimento em diversas áreas na Internet. Depende, então, de quem está a buscar o quê.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – O senhor é autor do livro Versos Inviáveis, que está à venda no Amazon.</strong></p>
<p><strong>LÉO MITTARAQUIS &#8211;</strong>   Sim, Versos Inviáveis é um livreco, o qual, por excesso de falta de dinheiro, não tive como materializá-lo em papel e tinta. E, até onde sei, está à venda por dois contos. Penso que os poemas ali reunidos não são de todo ruins. Também sou autor de &#8220;Sob a Régua do Expediente&#8221;, este em papel. Até que foi bem recebido.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-6.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-74168 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-6.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-6.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-6-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-6-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-6-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-6-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Léo, conte-nos um pouco sobre sua trajetória acadêmica.</strong></p>
<p><strong>LÉO MITTARAQUIS &#8211;</strong> Ingressei tarde na universidade. Ali pelos quarenta anos, creio. Até então, minha formação fora, quase que em sua totalidade, autodidata.</p>
<p>Não porque eu defendesse esse tipo de aprendizagem. Coisas da vida mesmo. Altos e baixos, como diria Jorge Luís Borges, nesta imensa confusão que é a existência.</p>
<p>Mas, aos trancos e barrancos, aprendi algumas coisas. Provavelmente o que me ajudou neste processo foi minha paixão pela leitura.</p>
<p>Ao ingressar, meu lastro literário, teórico possuía já alguma densidade.</p>
<p>Como aluno, na academia, fui do medíocre ao razoavelmente bom. Tanto durante a graduação como durante o mestrado. Muitas vezes cometi erros infantis, inclusive no que concerne às estratégias para sobreviver naquele ambiente.</p>
<p>Mas houve coisa boa: amizades maravilhosas que firmei, tanto entre colegas como entre professores.</p>
<p>Mas, no geral, minha atuação como aluno e, depois, como professor, ficou longe de ser uma Brastemp.</p>
<p>Por sinal, tentei, há coisa de dois anos, o doutorado para Letras. Não obtive êxito. E a responsabilidade é toda minha, fui incapaz. Aproveito, então, por respeito às normas da SUNAB, e aviso, aos que porventura se ponham a seguir-me, que sou mercadoria avariada e próxima ao final do prazo de validade. Assim, ninguém sentir-se-á enganado. Quem comprar o produto, o fará sabendo das deficiências.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-2-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-74191 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-2-1.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-2-1.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-2-1-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-2-1-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-2-1-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-2-1-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Se tivesse que escolher entre a filosofia e a literatura, qual dentre essas duas você se sente mais atraído?</strong></p>
<p><strong>LÉO MITTARAQUIS</strong> &#8211; Não há distinção em termos de importância, para mim, entre as duas áreas. Literatura e Filosofia dialogam intimamente. São campos de conhecimento simbióticos.</p>
<p>Basta ler um Nietzsche, um Pascal, para perceber a Poesia. E o que dizer do extraordinário Merleau-Ponty? &#8220;A Prosa do Mundo&#8221; é uma das minhas leituras recorrentes.</p>
<p>E ao lermos Musil? Eis nele algo do legado de Arthur Schopenhauer, na minha percepção. E quanto a Hermann Broch? Autor do monumental, &#8220;Os Sonâmbulos&#8221;? Dialogou direta ou indiretamente com Wittgenstein, Karl Kraus e Sigmund Freud — ainda que, em relação a este último, eu vivo às turras, pois, o conceito de &#8220;inconsciente&#8221; é misterioso para mim. Quanto a isto, sou um bocó.</p>
<p>Devo, no entanto, ressaltar que esta é a minha perspectiva. Estou, como sempre, à disposição para receber percepções divergentes.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Como você avalia o conceito de &#8220;Gênio&#8221; segundo o crítico literário Harold Bloom?</strong></p>
<p><strong>LÉO MITTARAQUIS &#8211;</strong> Há uma frase muito antiga, que li aos doze ou treze anos, salvo engano: &#8220;ninguém sabe realmente como a mente de um gênio funciona&#8221;. Pode ser que haja algo de romântico nisso. Mas não deixa de ser interessante para uma reflexão ao final de uma tarde fresca, com uma garrafa de Montrachet.</p>
<p>Harold Bloom está entre os pensadores que ratificam minha condição intelectual. Ao lê-lo, percebo-me tolo, estúpido, estulto e abestado. Ou seja, sou o radical oposto do que seria um gênio. Sei pouco, oh céus, muito pouco. E este pouco não sei bem pra que serve.</p>
<p>Quanto ao conceito mesmo de &#8220;gênio&#8221;, recomendável, antes de tudo, lembrar que o próprio Bloom observa que Bloom confessa que a sua escolha é totalmente arbitrária e que representa uma idiossincrasia.</p>
<p>Sua perspectiva, portanto, é assumidamente particular. Entretanto, quem não se identificaria com a lista bloomiana?</p>
<p>Quem discordaria de alguns dos nomes por ele elencados? Claro, não vamos mistificar, sempre há a possibilidade. Mas creio que não será longa a fila de discordantes.</p>
<p>Fascina-me à larga, parte do conceito que o gênio do momento, para consolidar sua posição, luta para superar, transcender e continuar o trabalho do gênio anterior.</p>
<p>Sou extremamente simpático a essa percepção. E razão literária, esta que adoto, compreende esta dialética: construir um sistema, elaborar uma crítica é, sempre, construir e elaborar contra alguém ou contra outras culturas.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Como você avalia a crítica literária nos dias atuais? Você segue alguma escola? Qual? </strong></p>
<p><strong>LÉO MITTARAQUIS &#8211;</strong> Não posso afirmar que sigo. Apesar de buscar manter-me atualizado até certo ponto. Pois há coisas que não me interessam.</p>
<p>Tenho me valido do materialismo filosófico, a partir da obra de Gustavo Bueno, aplicado à crítica da razão literária. A produção literária como produção cultural, portanto, humana, histórica e socialmente localizada, constituída de autor, obra, leitor e intérprete. E, queiramos ou não, ideologizada. No que concerne a esta condição, a este fenômeno, podemos e devemos também aplicar a lente taxonômica.</p>
<p>Sou também simpático à perspectiva crítica de Alfred Kazin, o qual sempre alertou quanto aos riscos de se ler mal e julgar mal uma obra a partir de conexões totalmente arbitrárias, formuladas num vocabulário crítico mecânico, sem o senso estético pessoal devidamente fundamentado. Kazin faleceu no final do século passado, mas suas observações continuam pertinentes. E comentamos, aqui, nesta entrevista, sobre o pensamento crítico de Bloom, alguém de quem não podemos, de forma alguma, nos esquecer.</p>
<p>Levo em consideração, também, a abordagem crítica e histórica de Paul Fry.</p>
<p>Mas não largo mão das minhas leituras outras: Guilherme Merquior, Augusto Meyer, Afrânio Coutinho, Susan Sontag, I. A. Richards [meu caso perene de amor com a respectiva teoria crítica], Pierre Bourdieu, o grande Almeida Fischer e Davi Arrigucci Jr.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-3-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-74190 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-3-1.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-3-1.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-3-1-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-3-1-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-3-1-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/minha-Imperatriz-Absoluta-do-Meu-Coracao-3-1-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Quais são os seus próximos projetos? </strong></p>
<p><strong>L</strong><strong>ÉO MITTARAQUIS &#8211;</strong> Meu projeto, isto é, minha intenção, é levar adiante este projeto, o Leitura Crítica. A idade provecta previne-me quanto a ir devagar com o andor que o santo é de barro. No mais viver e deixar viver.</p>
<p>Beber bons vinhos, fumar bons fumos, contar com os leais amigos. Continuar a ler e ler, revisitando, sempre, os clássicos. <span class="sigijh_hlt">Dedicar-me à minha Imperatriz Absoluta do Meu Coração, Iara. Devo muito a ela. Sempre a apoiar-me, sempre ao lado.</span></p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Quem dentre os escritores sergipanos você mais aprecia? </strong></p>
<p><strong>LÉO MITTARAQUIS &#8211;</strong> É o tipo de pergunta que só amigos fazem: armadilha sobre a qual saber saltar é necessário e estratégico.</p>
<p>Desde já, ao citar uns e não citar outros, cometerei, ainda que involuntariamente, injustiças. Resta-me contar com a compreensão dos não citados.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Eis então: Célio Nunes, Alberto Carvalho, Renato Mazze Lucas, Jackson da Silva Lima, Antônio Carlos Viana, Petrônio Gomes, Santo Souza, Ronaldson, Jozailto Lima, Marcelo Ribeiro, Wagner Ribeiro, Sílvio Romero, Jeová Santana, Francisco Dantas, Newman Sucupira&#8230; Ufa!</span></p>
<p>Apelo para minha terceira idade e ao prenúncio de senilidade, e rogo indulgência ante o esquecimento doutros.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Conte-nos um pouco sobre sua trajetória de estudos sobre o Ulisses, de James Joyce.</strong></p>
<p><strong>LÉO MITTARAQUIS  &#8211;</strong> Amor antigo, amor sofrido. Com direito ao mútuo mandar às favas: eu ao autor, o autor a mim.</p>
<p>Ulisses foi, é e sempre será um desafio à leitura e, muito mais, à crítica. E sei da minha insuficiência intelectual diante desta obra. Imaginem que até mesmo Carpeaux desistiu de continuar a decifrar a esfinge joyceana. Não por falta de competência. No caso de Carpeaux, foi saco cheio, mesmo.</p>
<p>Penso que, no que me diz respeito, ter lido disciplinadamente o livro, página a página, recorrendo a fontes autorizadas ao encontrar obstáculos, de início, aparentemente intransponíveis, já foi um feito e tanto. Ao concluir a leitura [leitura que se repetiria dali em diante] pela primeira vez, sabia que, a partir daquele instante, passara a fazer parte do segmento que, de fato, lera Ulisses na íntegra.</p>
<p>Não estou a afirmar, com isto, que compreendi muito bem a obra. Mas, creio, não passo vergonha numa conversa sobre Ulisses em torno de algumas garrafas de vinho.</p>
<p>Na minha modesta opinião, vale a pena o esforço.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Verdades vazias, cegueiras e mortes: as conflagrações retalhadas em Mosaico de Rancores, de Márcia Barbieri</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/verdades-vazias-cegueiras-e-mortes-as-conflagracoes-retalhadas-em-mosaico-de-rancores-de-marcia-barbieri/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2020 10:47:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>                                                                                               “Tento mergulhar, os olhos me impedem”.     &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;"><em>                                                                                               “Tento mergulhar, os olhos me impedem”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>                                                                                                              (Malu, em Mosaico de Rancores)</em></p>
<p style="text-align: justify;">A literatura é uma espécie de ferida, cuja dor é sentida na pele pelo sujeito-leitor, um dos principais elementos de ativação dos sentidos das palavras. Chagas invadem os olhos de quem ousa ler as páginas de um bom livro. É assim, simplesmente. Do bem e do mal, para aquém ou para além, uma força nada qualquer. Para sempre, nódoas ficarão. Na alma, nos olhos. Literatura. Arrebol de sangue e pulso. Víveres. E a literatura de Márcia Barbieri, mais especificamente em seu MOSAICO DE RANCORES (Terracota, 2013), é mais uma boa demonstração viva do que venho a tratar aqui nestas minhas impressões. A obra é um bruto recorte metafórico em prosa acerca de sentimentos bastante humanos, obtido prioritariamente a partir das visões da personagem Malu, que, cega de ciúmes por Lúcio, altera toda uma órbita existencial em prol de um alucinante arremate de ódio e amor ao convívio interpessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">“Ultimamente é para isso que me servem as palavras, para estancar meu sangue pisado”, fraseia Malu em uma das passagens do livro, personagem que na obra em si funciona como um <em>narrador não confiável</em>, termo cunhado em meados do século XX pelo crítico literário estadunidense Wayne C. Booth para designar a presença de um narrador &#8211; no caso de Mosaico de Rancores, uma personagem-narradora &#8211; sem credibilidade ou com sua legitimidade argumentativa comprometida. Como manda o figurino para tal efetivação de recurso, o elemento literário que narra apresenta-se em primeira pessoa. Ao contrário do que possa parecer, não há uma maior aproximação do leitor perante a obra por conta disso, mas sim um brando afastamento. Este tipo de narrador torna tudo questionável. A verdade torna-se uma calamidade, quase uma imposição. Chega-se ao ponto de não acreditar em nenhuma das personagens que transpassam o livro. E tudo se mostra inquieto.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo fato de toda a realidade exposta na obra de Barbieri caber-se isolada em vários pontos e entender-se distorcida em essência e até propositalmente, à semelhança do que acontece em Dom Casmurro, de Machado de Assis e, também, em Lolita, de Vladimir Nabokov, o leitor, pois, vê-se automaticamente inserido num vasto e vago e largo mistério em minúcias. E mistérios não são fáceis de desvendar. Com uma prosa muito poética, que é, antes de tudo, uma extensão de diálogo com o que há de mais primitivo no ser humano, Barbieri supera a mera escrita formal para expor o que quase sempre fica retido nas campânulas do Homem. E que, por tanto escondermos, dores, angústias, máculas, infernos, enxergamos romper daí várias formas de cegueira, até aquela que insistimos em não querer ver, como em moldes de ditado popular, a dizer de um rio a brotar “incoerente nas veias de um cardíaco”. Um mosaico de situações que corroboram alusões à <em>menipeia</em>, já que há no livro um jogo que enovela o cômico e o trágico, o livre linguajar e o conceito filosófico, o sagrado e o universal, misturados à loucura, à impressão da morte e ao sonho. <em>Prosimetrum</em> em monólogos: diálogos internos com a própria imagem. Narciso bem presente.</p>
<figure id="attachment_34732" aria-describedby="caption-attachment-34732" style="width: 206px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-34732" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores-200x300.jpg" alt="" width="206" height="309" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores-200x300.jpg 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores-681x1024.jpg 681w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores-768x1154.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores-1022x1536.jpg 1022w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores.jpg 1105w" sizes="auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px" /></a><figcaption id="caption-attachment-34732" class="wp-caption-text">Capa de Mosaico de Rancores</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">“O amor é assim, arrumação de camas, ruas sem saída, novelos de uma Ariadne perdida no labirinto”. A primeira parte do livro MOSAICO DE RANORES, intitulada de OLHOS DE CÃO, é uma espécie de introdução ao desconhecido – ou aos desconhecidos da alma da personagem Malu, aparentemente uma mulher sem controle sobre seus próprios sentimentos e sentidos. Uma mulher cujo alfabeto é lido e pronunciado através do olhar e da visão. “Tenho centenas de olhos cobrindo meu corpo e nenhum deles é capaz de prever a verdade”, expira Malu. Uma mulher que, aparentemente, espelha seus parcos momentos de felicidade e gozo na figura de Lúcio, seu par, fotógrafo e amante dos jardins de delícias da vida. Malu é Sísifo, condenada ao absurdo de viver a tarefa sem sentido da vida. A pedra parece sempre rolar sobre seus ombros. A pedra Lúcio? Lúcio não é também a própria Malu? Para Malu, “o desconhecido é uma puta oferecida” e ela crê “apenas na condição do poço”.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal qual Tirésias, em vaticínio edipiano, Malu parece somente encontrar a felicidade nos instantes em que não enxerga absolutamente nada. Então, abrir os olhos já significaria sofrer. Correndo “em disparada em direção ao descaminho”, a jovem Malu amargura-se ao ser presenteada por Deus não com um, mas com dois buracos negros em si. É o que ela pensa. Castigo? Por qual motivo? Querer a presença de Lúcio seria a razão legal de tanto sofrimento? Mas sentir que agora os “desejos rastejam feito cobras mansas, sem veneno”, não seria aporte para as suas mais recentes e apoteóticas condutas? Quem pode falar por Malu a não ser ela mesma? Quem é Lúcio aos olhos cegos de Malu? Por estar só, ou aparentar estar assim, Malu sente a morte, que “não sente o cheiro das flores nem vê a empáfia dos urubus”. A morte é um ser dissonante e “mil órbitas me observam”, pensa. “A morte avança em progressão geométrica”. Malu está cercada. Por quem?</p>
<p style="text-align: justify;">Caronte e sua barca, o morto e sua moeda na boca, Cérbero, Estige, o estranho da foice, todos presentes. Malu parece narrar, ao longo de toda a primeira parte de Mosaico de Rancores, o ritual de sua própria morte, mesmo quando vida. “A morte dói, mas a vida são agulhas torturando as pontas dos dedos”, retruca. E nisso tudo, o leitor a ver navios fica, também perseguido pela suposta loucura de Malu. Tudo cinde. Malu é Mnemósine, mas não quer ser memória, não deseja tê-la. Memória é pavor, agrura, memória é morte, é dor. Malu, para quem até os fantasmas são providos de carne e para quem a dor é inerente à carne&#8230; A carne que é mais símbolo de morte do que de vida, propriamente. E para quem Lúcio é muitas vezes a encarnação viva da morte, da sua morte. Diária ou eventual, mas a sua morte em particular. O leitor também se encarna. E vive a sandice metafórica da jovem. De novo, a dualidade vida X morte. A vida parece ser menor, pois “a morte é mais excitante, são cavalos vermelhos e selvagens”. A morte, assim como a vida, escondida por debaixo de panos coloridos. Enfim, Malu cria Nepente, a bebida do esquecer. Consegue?</p>
<p style="text-align: justify;">MOSAICO DE RANCORES é mais que simplesmente um título que versa sobre o ciúme, tão bruscamente retratado por Malu, que vocifera aos brados que “a dor dos ciúmes que eu esmago todas as noites entre meus dedos” é a sua diária oração, “uma queda brusca de estrelas”. Ao mesmo tempo em que se mostra indiferente ao mundo que a cerca, Malu representa a desobediência, o desordenamento. A desobediência de quem é deveras coerente com aquilo que pensa, apesar de tudo. “Tudo está enquadrado em uma foto que não posso ver”. E lembrar se torna insuportável. Mas o que faz com que Malu se sinta tão cega, a ponto de enxergar que seus fantasmas são assim, tão palpáveis, concretos e reais? Estar cego é ver demais? O que explica tão avessa disparidade?</p>
<p style="text-align: justify;">“Olhos parados, sem expressão, olhos de pouco ver”. Seria Lúcio a des-visão de Malu, o ver-pouco e/ou o excesso? Lúcio, “o fotógrafo de mil poses”, é um sujeito até certo ponto maltratado pela mente “diabólica” de Malu, que despeja todos os seus ranços na provável conduta promíscua de seu parceiro. Lúcio é um alguém sem sangue se comparado a Malu, corpo distante e alma de incertezas. Na primeira parte do livro, Lúcio é também boa parcela da memória de Malu, cuja vida se dá numa explosão de inquéritos. Um elemento que não está sempre presente, que some, que volta, que é impermanente e que quando volta é pego pelos braços-aranha de Malu. “Lúcio pensa que sou idiota, que não percebo suas estratégias de fuga. Poderia voltar correndo, entrar naquele estúdio e picar todas aquelas fotos indecentes”, verbaliza Malu. “O que posso fazer? Me fingir de idiota como a maioria? Fingir que sou cega?”, complementa num capítulo adiante. Lúcio parece sempre estar fugindo, apesar de sempre estar por perto. “Eu tinha certeza do seu sumiço e agora ele aparece dono de mim e eu procuro os pedaços que me roubaram”. Malu convive com as fugas de Lúcio, no sempre, pois “há vários labirintos entre o Gênesis e o Apocalipse”. Malu não aceita. Malu não aceita?</p>
<p style="text-align: justify;">“E cada pedaço de mim cavalga em tigres selvagens”. E a cada regresso de Lúcio, uma pausa. Uma Malu que também retorna. Malu o ama, não há dúvidas. Não. Há dúvidas! <em>Dubito, ergo cogito, ergo sum</em>. “Amá-lo é mergulhar com os bolsos cheios de pedras num rio verde e calmo, onde descansam libélulas e fantasmas de Virginia Woolf”. Por tudo o que lhe acomete, Malu diz cometer vários suicídios todos os dias. Seu corpo está enferrujado, não consegue mais “mastigar com ternura a singularidade das coisas”. O tempo a massacra. O ciúme, em determinado ponto, parece-lhe inútil. A tristeza, até ela!, parece se ausentar. Joga-se ao alcance de todos e não há quem a agarre. Uma queda eterna. Malu cai diante de si mesma, várias, incontáveis vezes, em luta incessante contra o amor, entidade que “traz restos de outras carnes, gosto de outras almas, salivas espessas de outras bocas, cascos galopantes de outras mãos”. Por isso, traiçoeiro. Malu é também o retrato de quem ama.</p>
<p style="text-align: justify;">“A cegueira me fez forte, me fez perversa. Tateio os seios da multidão. Retiro as vísceras do dia, nada sobra”. O amor de Lúcio a machuca. Malu é somente abismos. Olhos sempre abertos. Olhos de peixe. Luiz surge. Uma pequena redenção. Malu-Capitu? Quem trai quem? Big Bang. Malu se perde? Quem se perde? Há humanidade no amor, e na paixão? Um estrangeiro no leito. Vingança? Malu arrefece? Malu incendeia? Malu duvida. Malu testa a si mesma. Malu sofre com a conclusão de René Descartes. Cogito, cogito, cogito&#8230; Quem é Malu, afinal? A que ama Lúcio, a que não ama ninguém? A que ama a todos? Malu finge. Malu pode ser o disfarce perfeito. Trafica-se. Traficante de amor. Uma luta contra Deus. Renasce. “Erva daninha”. Malu é a imagem do pai. Seio de mais-morte. Um ponto de interrogação. Aliás, “tudo que pulsa presume a dor da existência”. Quando Malu gesta sua morte?</p>
<p style="text-align: justify;">“Malu precisa aprender a lidar com a realidade, está tão acostumada a manipular seus fantasmas que se esqueceu da consistência porosa da carne humana. Das dentadas que deixam marcas sobre a pele. Dos tombos, dos joelhos ralados, dos tapas no meio da cara. Dessa loucura cotidiana que arromba nosso esfíncter”. Na segunda parte do livro, intitulada de CLAREIRAS, Lúcio provoca: “Malu nunca será feliz. Precisamos ser medianos pra conseguir a felicidade e ela tem dificuldade em simplificar as coisas. Épica. Começa as narrativas pelo fim, percorre as entrelinhas e se perde. Nunca sabemos o início de suas histórias”. Lúcio é a morte. Malu é a vida, contorcida, imprevisível. Não se pode domar a vida, este mosaico. De rancores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cinco perguntas sobre o MOSAICO DE RANCORES:</strong></p>
<figure id="attachment_34733" aria-describedby="caption-attachment-34733" style="width: 218px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Marcia-Barbieri.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-34733" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Marcia-Barbieri-162x300.jpg" alt="" width="218" height="404" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Marcia-Barbieri-162x300.jpg 162w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Marcia-Barbieri.jpg 517w" sizes="auto, (max-width: 218px) 100vw, 218px" /></a><figcaption id="caption-attachment-34733" class="wp-caption-text">Márcia Barbieri e sua cria</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>Germano Xavier &#8211;</strong> Em seu livro Mosaico de Rancores, os passos da narrativa são marcados de dois modos diferentes, ora como uma construção de metáforas nada brandas sobre a vida ora como a voz irascível e tempestuosa das personagens Malu e Lúcio sobre a inaptidão perante a possibilidade do convívio. De que modo a cegueira dos dois, em seus tons passionais e demasiado humanos, ultrapassa o enredo e desemboca no leitor como sendo uma ferida de todos?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Márcia Barbieri &#8211;</strong> <em>De certo modo, a narrativa foi escrita pensando na inaptidão dos homens viverem em comunhão, da monstruosidade dos relacionamentos&#8230; é extremamente difícil conviver com alguém, cada indivíduo é uma singularidade, um cosmos. Além disso, o outro me parece um espelho mórbido, sempre reflete nossos piores defeitos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GX &#8211;</strong> A impressão é a de que todos os personagens no livro são cegos, por motivos díspares e semelhantes ao mesmo tempo. O amor é grosseiro, o ciúme é delator, o sexo é artifício, a dor é mansidão. Ao final, é a morte quem amamenta a vida ou é o contrário?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MB – </strong><em>Imagino que seja a morte que amamenta a vida porque sempre nos pautamos e contabilizamos a vida a partir da ideia que temos da morte.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GX &#8211;</strong> Curiosidade vaga. Como surgiu a ideia do livro? E como se deu o seu processo de escrita?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MB –</strong> <em>Não posso negar que a ideia inicial se deu pela minha própria inadequação em relação aos relacionamentos amorosos, assim como minha inaptidão para entender o sentimento de posse. O livro foi escrito de forma bem lenta, porque eu estava mais acostumada às narrativas curtas, quase desisti de terminá-lo, depois de um tempo voltei a ele e finalizei.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GX &#8211;</strong> “Tudo que pulsa presume a dor da existência”, frase presente no “rancor” número 92 do livro. Dizem que toda experiência humana fornece subsídios literários, Barbieri. Você concorda? O inverso é também verdadeiro?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MB –</strong> <em>Concordo plenamente, a vida serve de subsídio para a arte, assim como a arte serve de inspiração à vida.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GX &#8211;</strong> Referências inúmeras a poetas, escritores, pintores, cineastas e artistas em geral estão expostas nas páginas de Mosaico de Rancores. Parece-me que tal recurso ajuda a engrossar o caldo de contemporaneidade da obra em questão, Márcia. Isso se justifica? Qual a sua visão sobre este ponto?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MB –</strong> <em>Não acredito em ideia genuína, somos o tempo inteiro influenciados por outros artistas, tanto clássicos quanto contemporâneos. No “Mosaico de Rancores” queria mostrar com quais artistas dialogava.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GX &#8211;</strong> Muito além de Malu, Lúcio e Luiz, Elenir e o pai de Malu muito me intrigaram. Qual a importância destes personagens para o todo do Mosaico?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MB –</strong> <em>Elenir é um papel bem secundário, Luiz era importante para mostrar as fraquezas do relacionamento de Malu e Lúcio, e o pai de Malu era importante para evidenciar o quanto nos equivocamos ao longo do tempo&#8230; Temos olhos viciados.</em></p>
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<p style="text-align: justify;"><strong>Germano Viana Xavier</strong> é mestre em Letras e jornalista profissional (DRT BA 3647). Desenvolve estudos e pesquisas sobre Literatura e Direitos Humanos – Comunicação e Cultura – Literatura e Letramentos – Língua Portuguesa – Linguística – Cinema – Educação e Educomunicação. Idealizador/Coordenador Geral do Jornal de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS (ISSN 2357 8025), periódico fundado em março de 2012 e que circula no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Irlanda. Escreve desde 2007 o blog <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://oequadordascoisas.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O EQUADOR DAS COISAS</a>,</span> cujo arquivo conta hoje com aproximadamente 2.000 textos de sua autoria. Em 2016, seu livro de contos SOMBRAS ADENTRO foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura. Possui publicações em livros, jornais e revistas literárias diversas. Baiano desterrado, natural da Chapada Diamantina, tem 35 anos e atualmente habita o agreste meridional pernambucano. Canal no YouTube: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/oequadordascoisas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.youtube.com/oequadordascoisas</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></p>
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		<title>Um tripé literário de dor e esperança (ou Para que servem as histórias?)</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/um-tripe-literario-de-dor-e-esperanca-ou-para-que-servem-as-historias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2020 09:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura&Afins]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<category><![CDATA[contação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já pensou em quantas vezes estamos a contar histórias, dia após dia? Já parou para pensar que a todo instante estamos diante da necessidade de contar algo, de narrar algum acontecimento, de expor em forma de &#8220;contação&#8221; ou &#8220;resenha&#8221;, um fato recente ou até mesmo um mais antigo? Mas, para quê servem as histórias &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">Você já pensou em quantas vezes estamos a contar histórias, dia após dia? Já parou para pensar que a todo instante estamos diante da necessidade de contar algo, de narrar algum acontecimento, de expor em forma de &#8220;contação&#8221; ou &#8220;resenha&#8221;, um fato recente ou até mesmo um mais antigo? Mas, para quê servem as histórias que insistimos tanto em contar ou, pasmem, que precisamos, por um ou outro motivo, esconder? Certamente não chegaremos a nenhuma definição plena, mas podemos mexer neste imenso baú interpretativo que nos rodeia desde que começamos a nos importar com os efeitos da comunicação em nossas vidas &#8211; ou seja, desde sempre. Sim, chegaremos a respostas razoáveis, mas não definitivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os argumentos que podem ser utilizados para explicar (ou tentar responder) este questionamento nos remete à própria trajetória do Homem, de forma direta ou indireta. Nossos ancestrais possuíam o belo costume de se reunirem assim que a noite tombava através dos horizontes e, ao redor de fogueiras em brasa e de labaredas crepitantes, os mais velhos exerciam seus dotes e poderes de historiar (estoriar) aos mais jovens. Era desta forma que as lendas e os mitos iam sendo transmitidos gerações após gerações. E desta maneira a vida era perpetuada, as árvores eram tomadas de uma magia vital e as belezas naturais realçadas, os campos se alongavam em distâncias, os sóis se repartiam em vários tons e estações, e tudo o mais vencia a barreira imposta pelo ser-Tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Com esta força simbólica impressionante e incomensurável, o que temos a dizer, a falar, a gritar, a externar, sempre teve papel fundamental em nossas vidas, em nossa evolução enquanto seres humanos detentores de uma tal capacidade racional perante nossas escolhas e decisões. Seduzidos, pois, pelo fascínio causado pelas palavras, sempre estivemos diante de seus caprichos. Porém, a palavra dita, escrita, falada, cantada, expressa ou o que quer que seja, também é hoje uma espécie de arma contra as diversas formas de injustiça, de destemperança, de intolerância, de desigualdade, de afrontamento às nossas liberdades, de aprisionamento, de opressão e de terror. As histórias também servem para nos salvar de nós mesmos. Acredite!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/as-mil-e-uma-noites.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-27896 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/as-mil-e-uma-noites-265x300.jpg" alt="" width="170" height="192" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/as-mil-e-uma-noites-265x300.jpg 265w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/as-mil-e-uma-noites-905x1024.jpg 905w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/as-mil-e-uma-noites-768x869.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/as-mil-e-uma-noites-1358x1536.jpg 1358w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/as-mil-e-uma-noites-1810x2048.jpg 1810w" sizes="auto, (max-width: 170px) 100vw, 170px" /></a>Bem como Sherazade, personagem da milenar narrativa oriental AS MIL E UMA NOITES, que se viu na necessidade de envolver o sultão até mais não pode com suas historietas fantásticas na justa finalidade de escapar da morte, milhares de mulheres hoje se sentem na obrigação de narrar suas histórias ao mundo para que também não se tornem as mais novas vítimas do machismo, da repressão e de uma sociedade orientada por um mecanismo-dejeto que abafa o som da mulher e que tende sempre a expandir em ecos os guturais sons do homem, mas principalmente para incentivar outras mulheres a fazerem o mesmo. E é justamente aqui que a literatura, e a palavra, entra em ação e pode ainda mais fazer perante círculos viciosos desta natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos sabemos. Literatura é arte. Arte é também ação política. Literatura é enfrentamento e contestação. Literatura é denúncia e crítica, janela para o outro que também somos. A literatura está a todo instante se renovando, até mesmo em suas funções, em suas finalidades, em seu teor pragmático. Nesta toada, as histórias servem para expôr o que de mais impiedoso há nos convívios em sociedade, revelar as agruras das relações interpessoais antes camufladas, desvelar o que antes eram espectros impostores de uma perfeição padronizada pelos costumes e pelas crenças. A literatura contemporânea tem se concentrado nisso e talvez aqui esteja o seu grande mérito ou papel a ser desempenhado. Principalmente a literatura mais consciente, que não se prende ao sistema mercadológico que há por detrás de livros de venda em massa e editoras descompromissadas com a tais causas.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/o-peso-do-passaro-morto.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-27897 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/o-peso-do-passaro-morto-202x300.jpg" alt="" width="112" height="166" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/o-peso-do-passaro-morto-202x300.jpg 202w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/o-peso-do-passaro-morto-689x1024.jpg 689w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/o-peso-do-passaro-morto-768x1142.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/o-peso-do-passaro-morto-1033x1536.jpg 1033w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/o-peso-do-passaro-morto-1378x2048.jpg 1378w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/o-peso-do-passaro-morto.jpg 1439w" sizes="auto, (max-width: 112px) 100vw, 112px" /></a>Ao escrever, em 2018, uma resenha sobre o livro O PESO DO PÁSSARO MORTO, da escritora Aline Bei, fiz questão de interrogar aos meus leitores: &#8220;Quanto custa para uma pessoa ter de conviver com as suas negações de vida, os seus infortúnios, as suas farsas, as suas danças mirabolantes em prol do Nada, suas angústias e destemperanças, suas aflições e suas impossibilidades? É possível sair ileso de uma perda significante? E de duas? E de três? E de infinitas perdas? Até onde se pode ir com tamanho peso nas costas? E que tipo de lacuna se configura na alma de um ser humano quando ele não mais enxerga em si força suficiente para sonhar, ou simplesmente para continuar? Quanto custa para desentalar de dentro de nosso corpo (que vai morrendo) o caroço dos trágicos fins cotidianos que nos afetam sem pena? É possível estancar a dor que dói lá no fundo de nós?&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/a-princesa-salva-de-si-mesma.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27898 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/a-princesa-salva-de-si-mesma-190x300.jpg" alt="" width="190" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/a-princesa-salva-de-si-mesma-190x300.jpg 190w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/a-princesa-salva-de-si-mesma-649x1024.jpg 649w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/a-princesa-salva-de-si-mesma.jpg 664w" sizes="auto, (max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/redemoinho-em-dia-quente.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27899 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/redemoinho-em-dia-quente-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/redemoinho-em-dia-quente-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/redemoinho-em-dia-quente-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/redemoinho-em-dia-quente.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>O premiado livro da Aline Bei dialoga profundamente com dois outros livros que andei lendo neste ano de 2020: REDEMOINHO EM DIA QUENTE, de Jarid Arraes, e A PRINCESA SALVA A SI MESMA NESTE LIVRO, da Amanda Lovelace. Os três juntos formam um tripé que versa sobre a dor quase insustentável de não caber em si mesma, por conta de tanta negação e de tamanha violação, bem como funcionam como caminhos a se trilhar para que a esperança em dias melhores estejam sempre disponíveis àquelas que se disponham a seguir seus sonhos de ser no mundo. Enfim, viva está a literatura, motor de tantas histórias que ainda precisam ser narradas, difundidas e debatidas. Todavia, voltando, para que servem mesmo as histórias? Talvez a leitura destes três últimos livros aqui supracitados lhe ajudem a chegar à resposta. Tomara.</p>

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<p style="text-align: justify;"><strong>Germano Viana Xavier</strong> é mestre em Letras e jornalista profissional (DRT BA 3647). Desenvolve estudos e pesquisas sobre Literatura e Direitos Humanos – Comunicação e Cultura – Literatura e Letramentos – Língua Portuguesa – Linguística – Cinema – Educação e Educomunicação. Idealizador/Coordenador Geral do Jornal de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS (ISSN 2357 8025), periódico fundado em março de 2012 e que circula no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Irlanda. Escreve desde 2007 o blog <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://oequadordascoisas.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O EQUADOR DAS COISAS</a>,</span> cujo arquivo conta hoje com aproximadamente 2.000 textos de sua autoria. Em 2016, seu livro de contos SOMBRAS ADENTRO foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura. Possui publicações em livros, jornais e revistas literárias diversas. Baiano desterrado, natural da Chapada Diamantina, tem 35 anos e atualmente habita o agreste meridional pernambucano. Canal no YouTube: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/oequadordascoisas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.youtube.com/oequadordascoisas</a></span></p>
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