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	<title>Arquivo para leveza - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 13 Dec 2025 13:10:23 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Idade não é prisão, é voo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/idade-nao-e-prisao-e-voo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Dec 2025 13:10:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Na semana passada ocupei o nobre espaço deste portal, para falar dos meus 67 anos completados no último 07 de dezembro. A passagem apressada do tempo me fascina desde sempre. “Sou passageiro do tempo”, coloquei no título da crônica. “Aprendi com o tempo que a coisa &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/idade-nao-e-prisao-e-voo/">Idade não é prisão, é voo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fidade-nao-e-prisao-e-voo%2F&amp;linkname=Idade%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20pris%C3%A3o%2C%20%C3%A9%20voo" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fidade-nao-e-prisao-e-voo%2F&amp;linkname=Idade%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20pris%C3%A3o%2C%20%C3%A9%20voo" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fidade-nao-e-prisao-e-voo%2F&amp;linkname=Idade%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20pris%C3%A3o%2C%20%C3%A9%20voo" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fidade-nao-e-prisao-e-voo%2F&amp;linkname=Idade%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20pris%C3%A3o%2C%20%C3%A9%20voo" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fidade-nao-e-prisao-e-voo%2F&#038;title=Idade%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20pris%C3%A3o%2C%20%C3%A9%20voo" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/idade-nao-e-prisao-e-voo/" data-a2a-title="Idade não é prisão, é voo"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>a semana passada ocupei o nobre espaço deste portal, para falar dos meus 67 anos completados no último 07 de dezembro. A passagem apressada do tempo me fascina desde sempre. “<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/sou-passageiro-do-tempo/" target="_blank" rel="noopener">Sou passageiro do tempo</a></span>”, coloquei no título da crônica.</p>
<p>“Aprendi com o tempo que a coisa mais importante da vida é o tempo da existência.&#8221;</p>
<p>Por isso, fiz um pacto silencioso com ele; deixei de tratá-lo como inimigo ou divindade, e ele, em retribuição, deixou de medir meus dias com a régua da pressa. Tê-lo como um inimigo é perda de tempo. Como não posso vencê-lo, aliei-me. Já não o imploro nem o temo, apenas o escuto respirar no intervalo entre um pensamento e outro. O tempo, compreendi, não passa, ele habita: está nas frestas das horas, nas rugas que se abrem como margens de um rio antigo, nas pausas em que o instante se reconhece eterno, escrevi.</p>
<p>Retomo o tema, pois somos, tão somente, viajantes deste mundo, caminhando entre sonhos, dores, vontades e incertezas. No fim, partiremos em silêncio, com uma muda de roupa, escolhida pelos outros, e as memórias do que um dia nos fez sentir vivos.</p>
<p>No outono da vida, aprendi que a minha idade não me limita. Ela me liberta. Liberta do medo de errar, da pressa de agradar, da obrigação de caber em moldes que nunca fizeram sentido. Hoje, tenho segurança em me posicionar, em dizer “não”, sem me alterar, coisa impensada até há pouco. A passagem do tempo me trouxe segurança.</p>
<p>Com o tempo, a gente entende que não precisa provar nada pra ninguém.</p>
<p>Nem ser o mais jovem, mais forte, ou o mais certo. Aliás, não temos certeza de nada. Só precisa ser inteiro. A idade afasta rótulos e aproxima da essência.</p>
<p>Tiro o excesso, afino a escuta, fortaleço o que importa.</p>
<p>E&#8230; o que importa? Importa, viver. Ter tempo para coisas que edificam, que fortalecem, que são essenciais. Tempo para si, tempo para realizar desejos.</p>
<p>Entre o instante em que nascemos e a hora em que partimos, todos nós recebemos um espaço único — um espaço onde podemos, enfim, começar a viver, entre escolhas e consequências. Temos o livre arbítrio para tomarmos decisões, mas somos escravos dos resultados.</p>
<p>Aprendemos a dizer não para as expectativas alheias, não para quem nunca entendeu nossas noites sem dormir, e/ou o valor das moedas economizadas com tanto esforço.</p>
<p>Permita-se gastar. Não em excessos, mas em experiências, mimos e alegrias.</p>
<p>Não no barulho, mas no que realmente importa: sonhos, aconchego, sensações sinceras. Não corro atrás de novos planos grandiosos — busco momentos verdadeiros. O tempo, nesta fase da vida, é a moeda mais preciosa.</p>
<p>E ele deve trazer sabores, prazeres, leveza, não apenas preocupações.</p>
<p>Seus filhos cresceram. Seguiram seus próprios caminhos — e isso é como deve ser.</p>
<p>Você, caro leitor, amiga leitora, lhes deu tudo: casa, cuidado, presença, amor. Agora chegou sua vez.</p>
<p>Sem culpa. Sem olhar para trás. Não é egoísmo. É merecimento.</p>
<p>Cuide do seu corpo com gentileza. Movimente-se. Respire fundo.</p>
<p>Coma com prazer, sem pressa, saboreando e degustando com qualidade. Visite o médico — não por medo, mas por respeito à vida. Isso especialmente para nós homens, tão resistentes.</p>
<p>Em dezembro, mime-se. Presenteei-se, isso melhora a autoestima.  Com coisas bonitas, novas experiências, pequenas delícias. Novas descobertas. Esteja aberto ao novo , e isso vale para novos amores.  Compartilhe alegrias com quem está ao lado.</p>
<p>Aprendi que dinheiro não aquece uma cama vazia — mas o carinho aquece.</p>
<p>Não viva no ontem. As lembranças são presentes, não âncora.</p>
<p>Acompanhe o tempo — Leia. Ouça. Aprenda. Conecte-se com novas tecnologias.</p>
<p>A internet não pertence só aos jovens — é ferramenta necessária para estar atualizado e conectado. Ouça os mais jovens.</p>
<p>A vida não premia quem sofre, premia quem desperta. Despertar é perceber que nenhuma experiência foi aleatória, que tudo serviu para moldar você para o que veio depois. É quando a gente para de pedir licença e começa a ocupar espaço.</p>
<p>Nos nossos termos, no nosso tempo. A idade não é prisão. É voo.</p>
<p>Não tema o amanhã. Faça da passagem do tempo um aliado, não um algoz. Viva!</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Leveza para todos</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/leveza-para-todos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andre Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2025 13:23:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dia Desses]]></category>
		<category><![CDATA[angústia]]></category>
		<category><![CDATA[antigo]]></category>
		<category><![CDATA[emocional]]></category>
		<category><![CDATA[Enem]]></category>
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		<category><![CDATA[vestibular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por André Brito (*) &#160; Dia desses eu estava lembrando a quantidade enorme de alunos (e até alguns pais) me procurando para um “refrigério na alma” quanto ao ENEM. São tantas pessoas angustiadas, oprimidas por uma ansiedade sem precedentes, que a gente, que trabalha com educação, precisa dar um F5 constante no conhecimento para &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por André Brito (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ia desses eu estava lembrando a quantidade enorme de alunos (e até alguns pais) me procurando para um “refrigério na alma” quanto ao ENEM. São tantas pessoas angustiadas, oprimidas por uma ansiedade sem precedentes, que a gente, que trabalha com educação, precisa dar um F5 constante no conhecimento para aprender a lidar com essas situações de cunho emocional dessa galera.</p>
<p>Uma coisa interessante nesse processo é que esses embates emocionais se acentuaram sobremaneira nos últimos vinte anos. Por exemplo, quem fazia o antigo vestibular (como eu fiz) se preocupava com aprovação etc. e tal. Mas pouco se viam olhares desesperados em razão da tão requerida prova.</p>
<p>Hoje, o que se enxerga em tudo que é canto: terapias escapando pelas frestas das telhas, crises de ansiedade desencadeadas por vírgulas no caminho, desesperos infindos por uma nota mediana que se tirou no simulado de redação. Até parece que o mundo está acabando ali.</p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Gente, por favor, leveza. Ficar pilhado ou pilhada não resolve a parada, tá ligado, tá ligada!? O que gera confiança é você mesclar estudo, planejamento, ação e LEVEZA. Angustiar-se com o que nem chegou ainda só piora o quadro.</p>

			</div></div>
<p>E a família tem um papel fundamental nesse processo. Não adianta transformar a cabeça das pessoas em panela de pressão. Só piora o quadro. A maior força que se dá a alguém que vai fazer ENEM é não pressionar. É dar a condição necessária para caminhar e deixar seguir. Quem não ajuda não pode atrapalhar, entendeu ou não entendeu? O meu sonho não pode ser o sonho de outra pessoa, sendo assim, não posso forçar ninguém a sonhar o meu sonho.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Enem-2.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-94996 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Enem-2-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Enem-2-300x200.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Enem-2.jpg 600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>— Mas André, e se eu não passar?</p>
<p>Passa ano que vem. Quem foi que disse que a estrada termina assim e por aqui? A vida segue, são cenas de próximos capítulos, os quais nem sabemos se virão de fato! Não espere a aquarela descolorir, busque leveza agora. Isso não é apenas para quem vai fazer ENEM. É para todos. Afinal de contas, todos os dias fazemos vestibular da vida. Nem sempre passamos, mas insistimos em fazer porque essa é a nossa vocação.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A jaca, o verão e a vida </title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-jaca-o-verao-e-a-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Acacia Rios]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Mar 2025 09:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura&Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[estação]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[jaca]]></category>
		<category><![CDATA[leveza]]></category>
		<category><![CDATA[Ronaldson]]></category>
		<category><![CDATA[Verão]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Acácia Rios (*) &#160; Numa mesa do quintal Sobre jornais velhos A jaca se abria em mil bagos amarelos Cheiro e resina colavam-se nas digitais. (&#8230;) Pinceladas de amarelo jaca No tabuleiro de xadrez Desenham calçadas aromáticas. Poética da jaca, Acácia Rios Uma crônica com a leveza da estação, é o que proponho &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-jaca-o-verao-e-a-vida/">A jaca, o verão e a vida </a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&#038;title=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-jaca-o-verao-e-a-vida/" data-a2a-title="A jaca, o verão e a vida "></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por <span lang="PT-BR">Acácia Rios (*)</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p lang="PT-BR" style="text-align: right;">
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">Numa mesa do quintal</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">Sobre jornais velhos</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">A jaca se abria em mil bagos amarelos</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">Cheiro e resina colavam-se nas digitais.</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">(&#8230;)</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">Pinceladas de amarelo jaca</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">No tabuleiro de xadrez</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">Desenham calçadas aromáticas.</span></em></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR" style="text-align: right;"><span lang="PT-BR">Poética da jaca, </span><strong><span lang="PT-BR">Acácia Rios</span></strong></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR">
</div>
<div>
<p lang="PT-BR">
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><span class="dropcap ">U</span>ma crônica com a leveza da estação, é o que proponho aqui, ao falar sobre uma fruta que, no verão, domina todas as outras – a jaca. É o momento em que as esquinas do centro da cidade sabem ao seu cheiro. Os carrinhos, que antes tinham apenas pedaços uniformes, agora carregam também bandejas, potes e sacos plásticos repletos de bagos amarelos, limpos e livres de visgo. </span></p>
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<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Mas na minha infância não era assim. Lembro que havia certa cerimônia quando se ia cortar a fruta. Eu assistia a tudo a certa distância. Jornais sobre a mesa para o visgo não grudar na madeira, óleo de cozinha para untar as mãos, uma peixeira e um pano de prato à mão para alguma eventualidade. Depois de eliminado o perigo do visgo no cabelo e na roupa das crianças, minha mãe retirava os bagos, punha-os numa vasilha e só então comíamos. </span></p>
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<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Para mim, ao contrário dos adultos, não importava se a fruta era dura ou mole, pois sempre era doce. Doce o aroma e a cor: amarelo-jaca, a cor preferida da minha mãe. </span></p>
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<figure id="attachment_86993" aria-describedby="caption-attachment-86993" style="width: 207px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-86993" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1-207x300.jpeg" alt="Litorâneos, Ronaldson Sousa" width="207" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1-207x300.jpeg 207w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1-706x1024.jpeg 706w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1-768x1114.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1-1059x1536.jpeg 1059w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1.jpeg 1103w" sizes="auto, (max-width: 207px) 100vw, 207px" /></a><figcaption id="caption-attachment-86993" class="wp-caption-text">Capa do livro Litorâneos, Ronaldson Sousa</figcaption></figure>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Eis que encontro-a majestosa no poema ‘Jaca galáxia’, de Ronaldson (</span><span lang="PT-BR">Litorâneos</span><span lang="PT-BR">, 2016, 2. ed), cujo título abarca a sua grandiosidade e beleza. Sempre me alegra muito revisitar esse livro porque, como um raio-X, ele reflete o autor e suas raízes. Uma das três partes da obra (Funduras&amp;frugais) é dedicada às frutas litorâ</span><span lang="PT-BR">neas, que se relacionam com os sabores da infância/adolescência. Uma delas, a jaca, evocada em um jogo imagético repleto de ambiguidade, erotismo e lirismo. </span></p>
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<p lang="PT-BR" style="text-align: right;"><em><span lang="PT-BR">“Jogada no chão da imensa cozinha/ naquele momento, solene,/ a fruta/ era o centro do espaço/ da casa de vovó, Dona Fia./ Acesos em seu cheiro, mais que fruta (de uma puta que acorda/ a sanha e o sonho dos bambinos) / mas pelo paladar não pelas virilhas.”</span></em><span lang="PT-BR"> (p. 89)</span></p>
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<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Em meio à multiplicidade de imagens que a fruta sugere, Ronaldson completa a ideia do título e a desenvolve numa sequência de palavras do campo semântico de ‘galáxia’: meteoro, mundo, espaço, planetária, asteróides, cometas, via láctea, nebulosas. </span></p>
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<p lang="PT-BR" style="text-align: right;"><em><span lang="PT-BR">“A jaca é como galáxia / (seu </span><span lang="PT-BR">big bang</span><span lang="PT-BR"> de elastano) / sua gravitação de caroços e gomos / sua cola que segura risos / do açúcar que escorre da boca / impreciso.” </span></em><span lang="PT-BR">(p. 91)</span></p>
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<figure id="attachment_86994" aria-describedby="caption-attachment-86994" style="width: 188px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-86994" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-188x300.jpeg" alt="História da Minha Infância, Gilberto Amado" width="188" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-188x300.jpeg 188w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-641x1024.jpeg 641w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-768x1227.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58.jpeg 903w" sizes="auto, (max-width: 188px) 100vw, 188px" /></a><figcaption id="caption-attachment-86994" class="wp-caption-text">Capa do Livro História da Minha Infância, Gilberto Amado</figcaption></figure>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Outras referências, desta vez na prosa, encontro em </span><span lang="PT-BR">História da minha infância </span><span lang="PT-BR">(1954), do escritor, jornalista e diplomata sergipano Gilberto Amado. Uma delas, quando descreve o sítio nos arredores de Itaporanga d&#8217;Ajuda, onde costumava passar as férias, destacando o seu forte olor. “(&#8230;) e em torno [da casa], as jaqueiras carregadas de jaca madura incomodando até de tanto cheirar.” (p. 71)</span></p>
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<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">A outra é quando fala sobre o ambiente escolar. Amado diz que “muitos alunos levavam no bolso, para comer na aula, caroços de jaca assados.” (p. 62). Na minha casa, embora a jaca ocupasse um lugar especial, nunca soube que se assasse ou cozinhasse a semente. Talvez fosse uma prática do interior ou um recurso utilizado por famílias pobres.</span></p>
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<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">É uma fruta generosa, pois dela tudo se aproveita: para além dos seus deliciosos gomos amarelos, também chamados de ‘carne vegetal’, dado o seu poder nutricional, as cascas ou bagaço servem para o gado e seus caroços são assados.</span></p>
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<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Há algum tempo não ouço a expressão “cair feito uma jaca”, mas ela sempre reverbera em mim quando o tema é essa fruta. Isso porque me faz lembrar Geralda Magela, amiga querida que há alguns anos nos deixou. Costumava contar uma anedota passada no interior de Minas Gerais, em que ela, depois de chocar-se com outra pessoa num tumulto, perdeu o equilíbrio e, citando aqui suas palavras, “caiu como uma jaca”. </span></p>
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<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Geralda divertia-se com a imagem da jaca esborrachada no chão e gostava de comparar-se a ela. Adorava todas as frutas e me ensinou a comê-las de manhã porque davam mais energi<wbr />a durante todo o dia. E assim o faço.</span></p>
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<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Há outra referência, esta, relacionada à minha infância. Lembro do dia em que assisti a um episódio de </span><span lang="PT-BR">O sítio do pica-pau amarelo</span><span lang="PT-BR">, e</span><span lang="PT-BR">m que uma jaca cai sobre o Visconde de Sabugosa e o mata. Chorei muito e lamentei não tornar a ver aquele personagem sempre sensato e ao mesmo tempo terno, que aguentava pacientemente as grosserias da boneca Emília. </span></p>
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<p lang="PT-BR" style="text-align: right;"><em><span lang="PT-BR">“ — Pronto! — gritou ela [Emília]. Está achado o Viscondinho. Quando as duas jacas caíram, uma se abateu sobre mim, e a outra sobre ele. Mas como fiquei com as pernas de fora, todos me viram e correram a me salvar. Já o Visconde ficou totalmente soterrado ou “enjacado”, só com a cartolinha de fora, mas com aquela folha tapando.” </span></em><span lang="PT-BR">(Capítulo ‘A segunda jaca’)</span></p>
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<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">No entanto – que maravilha que é a ficção &#8211; Monteiro Lobato faz com que a tia Nastácia providencie outro sabugo de milho e, depois de algumas ideias malucas de Pedrinho para recobrar-lhe a vida, eis que, para minha felicidade, o personagem ressurge.</span></p>
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<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">No verão, é uma alegria sentir o cheiro de jaca nas ruas, espalhado pelo vento que vem da costa e atravessa o rio Sergipe, incensando tudo ao meu redor. No tabuleiro que é Aracaju, a jaca se plasma em memória atávica e vital.</span></p>
<p lang="PT-BR"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/jaca.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-87028 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/jaca.jpg" alt="jaca, fruta exótica" width="1209" height="500" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/jaca.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/jaca-300x124.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/jaca-1024x423.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/jaca-768x318.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
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<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&#038;title=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-jaca-o-verao-e-a-vida/" data-a2a-title="A jaca, o verão e a vida "></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-jaca-o-verao-e-a-vida/">A jaca, o verão e a vida </a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vermeer e o Vinho</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/vermeer-e-o-vinho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jul 2024 11:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Léo Mittaraquis (*) &#160; Bem conhecida é a tela &#8220;A Taça de Vinho&#8221; produzida por um dos grandes gênios da pintura holandesa, Johannes Vermeer (1632-1675). Este viveu pouco, o que me faz recordar (e quando o esqueci?) o hipocrático e seneceano adágio &#8220;Ars Longa, Vita Brevis&#8221;. Vermeer foi batizado em 31 de outubro de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvermeer-e-o-vinho%2F&amp;linkname=Vermeer%20e%20o%20Vinho" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvermeer-e-o-vinho%2F&amp;linkname=Vermeer%20e%20o%20Vinho" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvermeer-e-o-vinho%2F&amp;linkname=Vermeer%20e%20o%20Vinho" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvermeer-e-o-vinho%2F&amp;linkname=Vermeer%20e%20o%20Vinho" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvermeer-e-o-vinho%2F&#038;title=Vermeer%20e%20o%20Vinho" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/vermeer-e-o-vinho/" data-a2a-title="Vermeer e o Vinho"></a></p><blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">B</span>em conhecida é a tela &#8220;A Taça de Vinho&#8221; produzida por um dos grandes gênios da pintura holandesa, Johannes Vermeer (1632-1675). Este viveu pouco, o que me faz recordar (e quando o esqueci?) o hipocrático e seneceano adágio &#8220;Ars Longa, Vita Brevis&#8221;.</p>
<p>Vermeer foi batizado em 31 de outubro de 1632, na assim denominada Nova Igreja Reformada. Cresceu como protestante. Seu nome cristão &#8216;Johannes&#8217; era preferido ao ser considerado muito prosaico &#8220;Jan&#8221; pelos protestantes de classe alta.</p>
<p>Agora, o por demais curioso: sabe-se, até hoje, mais sobre uma múmia egípcia do que sobre a vida de Vermeer. E isso sempre me chamou a atenção ao ponto do quase aborrecimento. Por causa dos hiatos na sua linha do tempo, mais de uma vez me vi em busca de informações. E em louvor de quê? Ora, sou apaixonado pela obra deste artista.</p>
<p>Imagine você, leitor, pouco ou nada se sabe sobre a infância de Vermeer. O que se especula é que o artista deve ter começado seu aprendizado em algum momento  da década de 1640. Ou seja, quando era adolescente. Bem, não diz muito. Nonada!</p>
<p>Um fato podemos, graças aos Céus, aceitar: ele existiu, ele viveu.</p>
<p>E prumodequê trago o pintor à baila? &#8220;Negócio seguinte&#8221;, como diria o já ido jornalista e escritor contracultural, abandonado pelo Brasil, Luiz Carlos Maciel: não obstante amar todas as suas telas, ou, pelo menos, as que conheço, uma, em especial, me causou um estranho sentimento de saudade, de identificação difícil de explicar. E qual seria a dita cuja?</p>
<p>Justamente a já citada, en passant, avançando duas casas, logo no início desta quase missiva: &#8220;A Taça de Vinho&#8221;.</p>
<p>Em uníssono, concomitantemente, duas referências de peso e de leveza na minha percepção do mundo: o vinho e a bela arte. Peso e leveza para ambos, bem entendido, e não respectivamente.</p>
<p>Ao que parece, a julgar pela informação que se repete em várias publicações, o artista holandês Johannes Vermeer pintou &#8220;A Taça de Vinho&#8221; em 1659. Estaria o pintor por volta dos vinte e sete anos.</p>
<p>E o que mostra a tela? Em síntese, duas pessoas, uma sentada e uma em pé. A mulher, sentada, a beber. O estilo da pintura segue, como se sabe, a Escola de Delft, esta que foi concebida no final da década de 1650 pelo pintor Pieter de Hooch.</p>
<p>Peço que o generoso leitor observe bem: ao invés de posicionadas, ou limitadas, em primeiro ou segundo plano, as figuras principais estão ao centro da cena.</p>
<p>Sim, os dois ao centro. Porém a figura feminina está ao mais à frente. Mesmo que exale certa aura de submissão. Em se tratando de Vermeer, autor de, pelo menos, quarenta telas em que a mulher é, de alguma forma, o tema, isso significa muito.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-04-at-08.53.25.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-78913 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-04-at-08.53.25-300x300.jpeg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-04-at-08.53.25-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-04-at-08.53.25-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-04-at-08.53.25-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-04-at-08.53.25-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-04-at-08.53.25.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>O espaço, talvez uma sala, está a ser bem revelado pela luminosidade que se derrama pela janela. A mulher trajando cores (vermelho claro, quase um coral, e branco) é eternizada no aparentemente banal ato de beber vinho. Este que foi oferecido pelo cavalheiro que se mantém apoiado na mesa, enquanto segura o recipiente despreocupadamente. O uso de cores quase flutuantes, por causa da suavidade; a luz e a sombra criam uma atmosfera em que a vida se apresenta como que suspensa, parada, no tempo.</p>
<p>Há quem afirme ser esta obra um exercício de transição. Eu digo: &#8220;é daí?&#8221;. Pouco vejo de dramático nisso.</p>
<p>O que me importa é que o vinho também é um personagem. Também se porta como modelo. Está &#8220;vestido&#8221; com cristal, eis a taça.</p>
<p>A taça é levada de forma tranquila, contemplativa, à boca, o que empresta à cena algo de dissimulada sensualidade. Baco está presente, mas, certamente, convidou também a Eros. Há algum mistério delicioso&#8230;</p>
<p>Atentemos para o rosto da mulher: sugere que está um tantinho oculto pela taça quase vazia. E a sua roupa? Ela se encontra elegantemente vestida,  para agradar ao seu convidado.</p>
<p>Voltando à tela e à taça&#8230; como ele criou um senso de intimidade tão inigualável? Cabe esclarecer que esta questão não está a ser posta por mim como autor da mesma. É uma inquietação frequente a acessar os pesquisadores e estudiosos das Belas-Artes.</p>
<p>Retornemos ao conceito de dramatização. O que estão a fazer, de fato, os personagens na tela? Não o sabemos com plena certeza.</p>
<p>Ao lado de outros críticos, se devo especular, diria que há uma possibilidade de que a imagem retrate um namoro, embora os papéis desempenhados pelas duas pessoas envolvidas não sejam imediatamente aparentes. É quase como se ele estivesse tentando deixar a mulher embriagada, sem pressa, já que, pelo que se interpreta, assim que ela terminar sua taça de vinho, ele lhe servirá outra.</p>
<p>Em sentido geral, quanto ao autor e suas produções, eu diria que as obras de Vermeer deram o tom para representações da alta burguesia da época, em um nível social refinado. Este tipo de cenário exigia uma representação pictórica mais fina e suave.</p>
<p>A tela, &#8220;A Taça de Vinho&#8221;, representa muito bem esta perspectiva.</p>
<p>Bem, como diriam no Looney Tunes Cartoon: &#8220;That&#8217;s all folks&#8221;</p>
<p>Santé!</p>
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