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	<title>Arquivo para lavoura - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>El Niño ameaça produção de leite em Santa Rosa do Ermírio, em Sergipe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 18:35:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>  O povoado produz atualmente cerca de 250 mil litros de leite por dia, enquanto Poço Redondo, considerando todo o município, ultrapassa 300 mil litros diários &#160; Por Antônio Carlos Garcia (*) &#160; A falta de chuva começa a ameaçar uma das principais atividades econômicas de Santa Rosa do Ermírio, povoado de Poço Redondo, no &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/el-nino-ameaca-producao-de-leite-em-santa-rosa-do-ermirio-em-sergipe/">El Niño ameaça produção de leite em Santa Rosa do Ermírio, em Sergipe</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fel-nino-ameaca-producao-de-leite-em-santa-rosa-do-ermirio-em-sergipe%2F&amp;linkname=El%20Ni%C3%B1o%20amea%C3%A7a%20produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20leite%20em%20Santa%20Rosa%20do%20Erm%C3%ADrio%2C%20em%20Sergipe" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fel-nino-ameaca-producao-de-leite-em-santa-rosa-do-ermirio-em-sergipe%2F&amp;linkname=El%20Ni%C3%B1o%20amea%C3%A7a%20produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20leite%20em%20Santa%20Rosa%20do%20Erm%C3%ADrio%2C%20em%20Sergipe" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fel-nino-ameaca-producao-de-leite-em-santa-rosa-do-ermirio-em-sergipe%2F&amp;linkname=El%20Ni%C3%B1o%20amea%C3%A7a%20produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20leite%20em%20Santa%20Rosa%20do%20Erm%C3%ADrio%2C%20em%20Sergipe" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fel-nino-ameaca-producao-de-leite-em-santa-rosa-do-ermirio-em-sergipe%2F&amp;linkname=El%20Ni%C3%B1o%20amea%C3%A7a%20produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20leite%20em%20Santa%20Rosa%20do%20Erm%C3%ADrio%2C%20em%20Sergipe" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fel-nino-ameaca-producao-de-leite-em-santa-rosa-do-ermirio-em-sergipe%2F&#038;title=El%20Ni%C3%B1o%20amea%C3%A7a%20produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20leite%20em%20Santa%20Rosa%20do%20Erm%C3%ADrio%2C%20em%20Sergipe" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/el-nino-ameaca-producao-de-leite-em-santa-rosa-do-ermirio-em-sergipe/" data-a2a-title="El Niño ameaça produção de leite em Santa Rosa do Ermírio, em Sergipe"></a></p><h4><span style="color: #008000;"><em> </em></span></h4>
<h4><span style="color: #008000;"><em>O povoado produz atualmente cerca de 250 mil litros de leite por dia, enquanto Poço Redondo, considerando todo o município, ultrapassa 300 mil litros diários</em></span></h4>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Antônio Carlos Garcia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> falta de chuva começa a ameaçar uma das principais atividades econômicas de Santa Rosa do Ermírio, povoado de Poço Redondo, no Alto Sertão de Sergipe. Com a baixa produção de milho, os produtores de leite já começaram a comprar silagem em outras regiões para alimentar o gado. A água também passou a pesar nos custos das propriedades. O presidente da Associação Amigos do Leite, Odair José de Oliveira, estima que a produção poderá cair até 20%, dependendo da intensidade e da duração dos efeitos do El Niño.</p>
<figure id="attachment_100450" aria-describedby="caption-attachment-100450" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-08-at-11.47.07-scaled.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-100450 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-08-at-11.47.07-scaled.jpeg" alt="Odair José, presidente da Associação Amigos do Leite" width="2560" height="1706" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-08-at-11.47.07-scaled.jpeg 2560w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-08-at-11.47.07-300x200.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-08-at-11.47.07-1024x683.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-08-at-11.47.07-768x512.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-08-at-11.47.07-1536x1024.jpeg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-08-at-11.47.07-2048x1365.jpeg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100450" class="wp-caption-text">Odair José, presidente da Associação Amigos do Leite</figcaption></figure>
<p>O problema tem peso econômico porque Santa Rosa do Ermírio está no centro de uma das principais regiões produtoras de leite de Sergipe. Segundo Odair, o povoado produz atualmente cerca de 250 mil litros de leite por dia, enquanto Poço Redondo, considerando todo o município, ultrapassa 300 mil litros diários.</p>
<p>A escassez de alimento começa na lavoura. Segundo informações levantadas pela reportagem junto ao setor produtivo, a quebra da produção de milho na região chegou a aproximadamente 90%, comprometendo a produção de silagem usada na alimentação do gado.</p>
<p>“O gargalo que teve foi esse El Niño. Nós não tiramos lavoura para fazer silagem para o gado. A silagem é muito pouca”, afirma Odair. Em algumas áreas, segundo ele, o milho sequer conseguiu se desenvolver. A alternativa encontrada pelos produtores foi buscar alimento em outras regiões, principalmente em Carira, em Sergipe, e Pedro Alexandre, na Bahia.</p>
<h3><strong>Silagem já vem de outras regiões</strong></h3>
<p>O preço da silagem está entre <strong>R$ 350 e R$ 400 por tonelada</strong>, segundo Odair. Os produtores fazem as compras individualmente, o que dificulta a negociação de grandes volumes. Parte do alimento armazenado nas propriedades ainda garante a alimentação do rebanho, mas o estoque deve durar somente até outubro. “Aí depois é onde a gente vai ter que se virar para salvar os animais e salvar a produção regional também”, afirma.</p>
<p>Para Odair, a prioridade é evitar que a falta de alimento provoque redução do rebanho e, consequentemente, da produção de leite. Uma das principais reivindicações é uma linha de crédito pelo <strong>Banese</strong>, com juros baixos e prazo de dois anos, para financiar a compra de ração e outros alimentos. “Precisamos de uma linha de crédito para ração, com juros baixos e prazo de dois anos para salvar os animais da região”, afirma.</p>
<h3><strong>Produtores pedem limpeza de 400 aguadas</strong></h3>
<p>A falta de alimento não é o único problema. A água também está ficando escassa nas propriedades. Segundo Odair, os produtores começaram a comprar água por volta de abril. Uma carrada transportada do Rio São Francisco custa aproximadamente <strong>R$ 450</strong>.</p>
<p>Em uma das propriedades da região, a despesa chega a cerca de <strong>R$ 100 mil por mês somente com água</strong>. Diante da situação, os produtores levaram as reivindicações ao secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, <strong>Zeca Ramos da Silva</strong>.</p>
<p>Além da linha de crédito, pediram a limpeza das aguadas utilizadas pelos criadores. Segundo Odair, o secretário se comprometeu a providenciar a limpeza de aproximadamente <strong>400 aguadas da região</strong> e a avaliar formas de ajudar os produtores na compra de silagem. Uma nova reunião entre o secretário, a Associação Amigos do Leite e alguns produtores está prevista para a próxima semana.</p>
<p>A demanda por água ocorre em uma região onde o próprio Governo de Sergipe reconhece a necessidade de ampliar a segurança hídrica. Poço Redondo é o município mais beneficiado pelo projeto da <strong>Adutora do Leite</strong>, principalmente Santa Rosa do Ermírio. A estrutura deverá levar água bruta do Rio São Francisco para a região e atender criadores de cinco municípios do Alto Sertão.</p>
<p>A obra ainda está na fase de estudos e projetos. Portanto, <strong>não há confirmação oficial de que a construção física tenha começado</strong>. O Governo prevê a implantação da adutora como uma das principais ações de segurança hídrica para a cadeia leiteira.</p>
<p>Enquanto a obra não chega, o Estado vem recorrendo a medidas emergenciais. Segundo a Coderse, desde o início de 2025 já foram preparadas <strong>103 aguadas em Poço Redondo</strong>, incluindo sete de médio porte, para ampliar a capacidade de armazenamento de água para as propriedades rurais.</p>
<h3>El Niño já está instalado</h3>
<p>A meteorologista <strong>Wanda Tathyana de Castro Silva</strong>, da <strong>Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac)</strong>, explica que as chuvas ficaram abaixo da média ainda durante a transição para o El Niño e que o fenômeno já está instalado.</p>
<figure id="attachment_100448" aria-describedby="caption-attachment-100448" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/meteorologista-wanda-tathyana.webp"><img decoding="async" class="wp-image-100448 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/meteorologista-wanda-tathyana.webp" alt="Meteorologista Wanda Tathyana" width="1024" height="683" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/meteorologista-wanda-tathyana.webp 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/meteorologista-wanda-tathyana-300x200.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/meteorologista-wanda-tathyana-768x512.webp 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100448" class="wp-caption-text">Meteorologista Wanda Tathyana:  chuvas ficaram abaixo da média Foto: Ascom/Semac</figcaption></figure>
<p>Segundo ela, o comportamento do Oceano Atlântico pode amenizar os efeitos do fenômeno em Sergipe. “Se o Atlântico estiver aquecido, mesmo o El Niño atuando, favorece a chegada de sistemas meteorológicos e chuvas aqui no Estado, minimizando os impactos desse fenômeno”, explica Wanda.</p>
<p>A ressalva é importante porque a meteorologista diferencia o período em que ocorreram as perdas nas lavouras da instalação efetiva do El Niño. Segundo ela, as chuvas de maio ficaram muito abaixo da média esperada: eram previstos entre 300 e 350 milímetros, mas foram registrados cerca de 180 milímetros.</p>
<h3>Poço Redondo é o maior produtor de leite de Sergipe</h3>
<p>Os números oficiais mostram por que uma crise na alimentação do rebanho de Santa Rosa do Ermírio tem potencial para produzir efeitos econômicos muito além das propriedades rurais. A <strong>Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2024, do <a href="https://www.gov.br/pt-br/apps/ibge">IBGE</a></strong>, mostra que Poço Redondo produziu <strong>121 milhões de litros de leite em 2024</strong>, com valor de produção de <strong>R$ 283,5 milhões</strong>. O município ficou entre os 20 maiores produtores de leite do Brasil.</p>
<p>Poço Redondo, Porto da Folha e Nossa Senhora da Glória produziram juntos <strong>316 milhões de litros</strong>, quase metade dos <strong>678,5 milhões de litros produzidos em Sergipe</strong> em 2024. Além do volume, Poço Redondo se destaca pela produtividade. Dados da <strong>Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro)</strong>, vinculada à Seagri, apontam média de <strong>3.960 litros por vaca por ano</strong>, contra 2.336 litros em Sergipe e 1.343 litros na média brasileira. A produtividade do município é, portanto, quase três vezes superior à nacional.</p>
<p>Santa Rosa do Ermírio é o principal polo produtor de leite de Poço Redondo. O Governo de Sergipe também informa que o leite é a principal fonte de renda de <strong>90% das famílias do povoado</strong>, o que amplia a dimensão econômica da atividade. O plantel da região está entre <strong>20 mil e 25 mil vacas leiteiras</strong>.</p>
<p>O leite produzido nas propriedades é destinado principalmente a grandes empresas do setor, entre elas <strong>Piracanjuba, Nativille, Ouro Bom e Natulact</strong>.</p>
<h3>Mais custo para produzir leite</h3>
<p>A combinação de falta de silagem e escassez de água altera a estrutura de custos das propriedades. O produtor que normalmente produz parte do alimento dentro da própria fazenda agora precisa comprar silagem de outros municípios, pagar pelo transporte e adquirir água para manter o rebanho.</p>
<p>Para Odair, esse aumento de custos ocorre justamente quando existe o risco de queda na produção. Ele estima que, se a estiagem persistir e os efeitos do El Niño forem intensos, a produção de leite poderá recuar até <strong>20%</strong>. A preocupação não é apenas com a próxima safra de milho, mas com a capacidade de manter os animais alimentados e hidratados durante os próximos meses.</p>
<h3>Uma cadeia que movimenta milhões</h3>
<p>O impacto ultrapassa as propriedades. A cadeia leiteira envolve produtores, trabalhadores, transportadores, fornecedores de ração, comércio e indústrias de beneficiamento.</p>
<p>Poço Redondo movimentou <strong>R$ 283,5 milhões com a produção de leite em 2024</strong>. Uma redução significativa da produção representa perda potencial de receita para os produtores e menor circulação de dinheiro em toda a cadeia. Enquanto buscam crédito, água e silagem, os produtores de Santa Rosa do Ermírio tentam atravessar o período seco sem reduzir os rebanhos.</p>
<p>A próxima reunião com o secretário de Agricultura será mais uma tentativa de encontrar soluções emergenciais. Para Odair, a prioridade é garantir alimento e água suficientes para manter os animais e preservar a produção.</p>
<p>Em uma das principais regiões leiteiras de Sergipe, a seca já deixou de ser apenas uma preocupação climática. <strong>Virou uma questão de custo, renda e sobrevivência econômica das propriedades.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Economia brasileira cresce 3,4% em 2024, maior alta desde 2021</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/economia-brasileira-cresce-34-em-2024-maior-alta-desde-2021/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2025 14:57:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A economia brasileira cresceu 3,4% em 2024, a maior expansão desde 2021. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de bens e serviços produzidos no país foi divulgado na manhã desta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento. De acordo com o &#8230;</p>
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<p><strong>A economia brasileira cresceu 3,4% em 2024, a maior expansão desde 2021. </strong>O resultado do Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de bens e serviços produzidos no país foi divulgado na manhã desta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1633568&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1633568&amp;o=node" /></p>
<p><strong>O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento. De acordo com o IBGE, o PIB brasileiro chega a R$ 11,7 trilhões.</strong></p>
<p>Os setores de serviços e indústria empurraram o PIB para cima, com altas de 3,7% e 3,3%, respectivamente, na comparação com 2023. <strong>Por outro lado, a agropecuária apresentou recuo de 3,2%.</strong></p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h3>Crescimento nos últimos anos:</h3>
<p>2020 (início da pandemia): -3,3%<br />
2021: 4,8%<br />
2022: 3%<br />
2023: 3,2%<br />
2024: 3,4%</p>

			</div></div>
<p>O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).</p>
<p>Pelo lado da produção, o IBGE destaca que três segmentos foram responsáveis por cerca da metade do crescimento do PIB em 2024:</p>
<p>&#8211; Outras atividades de serviços (5,3%)<br />
&#8211; Indústria de transformação (3,8%)<br />
&#8211; Comércio (3,8%)</p>
<p><strong>Especificamente dentro da indústria, o destaque foi a construção, com alta de 4,3%.</strong></p>
<p>A agropecuária apresentou queda depois de ter crescido 16,3% em 2023. Entre os motivos para o recuo estão efeitos climáticos diversos, que impactaram várias culturas importantes da lavoura, tendo como destaque a soja (-4,6%) e o milho (-12,5%).</p>
<h2>Consumo</h2>
<p>Pelo lado do consumo, o destaque foi o consumo das famílias, que se expandiu 4,8%. <strong>De acordo com a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a explicação está ligada à disponibilidade de renda para a população.</strong></p>
<p>“Para o consumo das famílias tivemos uma conjunção positiva, como os programas de transferência de renda do governo, a continuação da melhoria do mercado de trabalho e os juros que foram, em média, mais baixos que em 2023”, analisa.</p>
<p>O Brasil <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-01/taxa-de-desemprego-fica-em-62-no-ultimo-trimestre-de-2024" target="_blank" rel="noopener">terminou 2024 com taxa de desemprego de 6,6%</a>,</span> a menor já registrada. Segundo o IBGE, a taxa básica de juros (Selic) média de 2024 ficou em 10,9% ao ano (a.a.), contra 13% a.a. em 2023.</p>
<p>A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que representa os investimentos, também foram destaque, com alta de 7,3%. Apesar de ser uma alta superior ao consumo das famílias, tem peso menor no cálculo do PIB. O consumo do governo cresceu 1,9%</p>
<p><strong>As importações apresentaram alta de 14,7% em 2024; e as exportações, 2,9%.</strong></p>
<h2>Quarto trimestre</h2>
<p><strong>No quarto trimestre, especificamente, a economia se expandiu 0,2%, o que é considerável estabilidade.</strong> Para Palis, um dos motivos de o país não ter crescido mais nos três meses do ano foi a inflação e o aumento dos juros – medida do Banco Central para combater o aumento de preços, porém com efeito de <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-12/economia-ano-fecha-com-alta-do-pib-emprego-recorde-e-juros-altos" target="_blank" rel="noopener">freio na atividade econômica</a>.</span></p>
<p>“No quarto trimestre de 2024 o que chama atenção é que o PIB ficou praticamente estável, com crescimento nos investimentos, mas com queda no consumo das famílias. Isso porque no quarto trimestre tivemos um pouco de aceleração da inflação, principalmente a de alimentos”, diz Palis”.</p>
<p>“Continuamos tendo melhoria no mercado de trabalho, mas com uma taxa já não tão alta. E os juros começaram a subir em setembro do ano passado, o que já impactou no quarto trimestre”, explica Rebeca.</p>
<p>O PIB per capita – que representa o PIB dividido pelo número de habitantes &#8211; alcançou R$ 55.247,45, um avanço de 3% ante 2023, já descontada a inflação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Pesquisadores do ITP desenvolvem bionseticida para combater a mosca negra do citros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Sep 2018 19:58:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[bionseticida]]></category>
		<category><![CDATA[citricultura]]></category>
		<category><![CDATA[citros]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[mosca negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A citricultura ainda continua sendo um dos principais produtos agrícolas da economia sergipana. Junto com a cocoicultura concentra cerca de 90% da produção da lavoura permanente do Estado, que é composta por mais sete tipos de frutas: banana, goiaba, limão, mamão, manga, maracujá e tangerina, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">O boletim mais recente do “Acompanhamento conjuntural da cultura da laranja”, publicado em 2017 pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), órgão ligado à Secretaria de Estado da Agricultura, mostrou queda na produção do fruto entre os anos de 2010 e 2016 de 60,69%. A redução começou a ser acentuada da safra de 2012 para a de 2013, quando a produção caiu de 821.940 t/ano para 626.440 t/ano. Nos anos seguintes as quedas na produção foram de: 12.213t em 2014; de 61.410t em 2015; e de 63.661t em 2016.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda de acordo com a Emdagro, os fatores que têm contribuído para essa redução ano após ano são: setor formado, na grande maioria, por pequenos produtores rurais que não conseguem se organizar para desenvolver a atividade, como, por exemplo, montando cooperativas; pomares antigos; falta de investimento em tecnologia, e a escassez de chuvas. Porém, além destes motivos que são “velhos” conhecidos de quem atua ou acompanha o setor citrícola, outro complicador passou a fazer parte do cenário em fevereiro de 2014: o Aleurocanthuswoglumi, popularmente conhecido como mosca negra dos citros.</p>
<p style="text-align: justify;">A mosca negra é um inseto que se alimenta da seiva da planta, por isso, reduz a produção dos frutos, que também ficam menores. Além disto, no momento em que está se alimentando, a praga produz um líquido que proporciona o desenvolvimento de um fungo, conhecido como fumagina. Esse fungo cobre as folhas da planta como se fosse uma película negra, impedindo-a de realizar a fotossíntese e podendo levá-la a morte.</p>
<div class="legendaImagem" style="text-align: justify;">
<div class="legendaImagemLeg">Quando não mata a planta a deixa deficitária, reduzindo a quantidade de frutos e ainda, os deixando com baixa qualidade, problema que reflete drasticamente na renda do pequeno citricultor e, consequentemente, na economia estadual, pois Sergipe, historicamente, foi um dos maiores produtores de laranja do Nordeste e do país.</div>
</div>
<p style="text-align: justify;">A infestação da mosca negra tem causado grave problema nos municípios que formam o Polo Citrícola Sergipano: Boquim, Salgado, Cristinápolis, Umbaúba, Itabaianinha, Lagarto, Arauá, Tomar do Geru, Riachão do Dantas, Indiaroba, Santa Luzia do Itanhy, Estância, Pedrinhas e Itaporanga D’Ajuda. “Os estudos de monitoramento desta praga indicam que os primeiros focos no Estado surgiram no município de Salgado. Possivelmente o inseto foi introduzido a partir de restos de colheita trazidos em caminhões de outros Estados, quando da compra de laranja nos pomares locais”, explicou o Dr. Marcelo da Costa Mendonça, pesquisador do Laboratório de Nanotecnologia e Nanomedicina (LNMed) do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) e também pesquisador da Emdagro.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo ele, a mosca negra possui características que favorecem o aumento da população e a infestação dos pomares de citros, que são: capacidade de migração rápida e de reprodução veloz, bem como, de utilizar plantas de outras culturas como hospedeiras. Por conta desses fatores, a mosca negra conseguiu se alastrar por Sergipe em pouco tempo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BIOINSETICIDA PARA O COMBATE</strong></p>
<div class="legendaImagem" style="text-align: justify;">
<figure style="width: 287px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" src="http://www.itp.org.br/uploads/usuario/2018/09/15/patricia_severino.jpg" alt="Dra. Patrícia Severino" width="287" height="297" /><figcaption class="wp-caption-text">Dra. Patrícia Severino</figcaption></figure>
<div class="legendaImagemLeg"></div>
</div>
<p style="text-align: justify;">As dificuldades em conter o problema da mosca negra do citros advêm, dentre outros fatores, dos elevados gastos para realizar as ações necessárias de controle, ações que os pequenos produtores sergipanos não conseguem custear. “A realidade do pequeno produtor de citros hoje é o abandono dos pomares e, aqueles que ainda resistem, estão com a produção muito baixa e com a qualidade das frutas comprometida. Essa situação reflete na economia dos produtores e dos municípios que são berço da citricultura sergipana e, por fim, atinge também o Estado”, observou o pesquisador.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ajudar a mudar esse quadro, os doutores Marcelo Mendonça e a Patrícia Severino, que também é pesquisadora do LNMed/ITP, estão realizando, em parceria, estudos e análises para dois projetos de pesquisa que visam combater pragas agrícolas, dentre elas, a mosca negra. Patrícia Severino coordena o projeto intitulado “Desenvolvimento de nanobioinseticida preparada a partir do óleo essencial de laranja com aplicação no controle de insetos na agricultura”, que está sendo financiado pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB); e Marcelo Mendonça coordena o projeto “Desenvolvimento de nanobioinseticida a partir do óleo essencial de plantas e de microrganismo entemopatogênico, com aplicação no controle de insetos pragas na agricultura”, financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE)/CAPES/PROMOB – Projeto de Mobilidade Acadêmica.</p>
<p style="text-align: justify;">De maneira pioneira no Nordeste, os pesquisadores do ITP obtiveram o óleo essencial a partir do resíduo de Citrus processado pela indústria de suco local. A partir deste óleo foi desenvolvida uma formulação que, durante os ensaios, não apresentou citotoxicidade em células e teve eficiente atividade antimicrobiana e antiparasitária. O produto está sendo utilizado em testes de controle da mosca negra em todos os estágios de vida do inseto, que são as fases de ovo, ninfa e adulta.</p>
<div class="legendaImagem" style="text-align: justify;">
<figure style="width: 285px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://www.itp.org.br/uploads/usuario/2018/09/15/Marcelo_da_Costa_Mendon%C3%A7a_26082015_0075.JPG" alt="Dr. Marcelo Mendonça" width="285" height="247" /><figcaption class="wp-caption-text">Dr. Marcelo Mendonça</figcaption></figure>
<div class="legendaImagemLeg">“Os resultados, embora iniciais, indicam que o produto em desenvolvimento é eficiente, pois o formulado promoveu uma característica ao óleo que possibilita ser utilizado como bioinseticida, controlando as fases de ovo e de ninfa. Seguiremos com os testes para a fase adulta, quando deveremos criar o inseto em laboratório para avaliar a eficiência do produto nesta fase de vida da mosca negra”, comentou o pesquisador. Segundo Dr. Marcelo Mendonça, poderia ser considerado um contrassenso imaginar a utilização de recursos da própria planta para controlar a praga que a está atacando. Mas não é, pois os óleos e extratos vegetais têm sido estudados e aplicados em várias áreas, inclusive, na formulação de inseticidas biológicos para o controle de insetos pragas na agricultura.</div>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ainda de acordo com o pesquisador, a mosca negra causou forte impacto negativo para o negócio citrícola sergipano, pois esta cultura é, principalmente, plantada por pequenos produtores que já vivem em dificuldade pelo grande endividamento, e por isso, não conseguem investir no controle da praga, cujos produtos além de trazerem outras consequências para o ambiente, são caros. “O que estamos produzindo é uma forma alternativa ao que existe para o controle da praga, alternativa eficiente, com custo de produção mais baixo, portanto, mais barato para o consumidor final e mais seguro do ponto de vista dos danos causados pelos inseticidas tradicionais”, frisaram os pesquisadores Marcelo Mendonça e Patrícia Severino.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles disseram, ainda, que embora os estudos atuais sejam direcionados para a mosca negra, nada impede que a formulação seja utilizada para sanar outros problemas, como pragas de outras culturas, ou em áreas como a saúde humana e veterinária. “Pretendemos ampliar as pesquisas nesse segmento de produtos naturais avaliando a aplicação para várias áreas. Esperamos, desta forma, levar soluções para a sociedade e contribuir para a melhoria das condições de vida da população”, concluíram os pesquisadores.</p>
<p>Fonte:  ITP</p>
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