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	<title>Arquivo para Lagarto-SE - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Paredes – poemas de Assuero Cardoso Barbosa para desanuviar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 12:34:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; “Minha mãe correu ferrolhos”. Este é o verso que inicia uma das estrofes mais belas e profundas do novo livro do poeta lagartense Assuero Cardoso Barbosa. E escolho este verso em especial pela carga de memória e afeto que me trouxe ao lê-lo. Imediatamente, o título do &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/paredes-poemas-de-assuero-cardoso-barbosa-para-desanuviar/">Paredes – poemas de Assuero Cardoso Barbosa para desanuviar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fparedes-poemas-de-assuero-cardoso-barbosa-para-desanuviar%2F&amp;linkname=Paredes%20%E2%80%93%20poemas%20de%20Assuero%20Cardoso%20Barbosa%20para%20desanuviar" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fparedes-poemas-de-assuero-cardoso-barbosa-para-desanuviar%2F&amp;linkname=Paredes%20%E2%80%93%20poemas%20de%20Assuero%20Cardoso%20Barbosa%20para%20desanuviar" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fparedes-poemas-de-assuero-cardoso-barbosa-para-desanuviar%2F&amp;linkname=Paredes%20%E2%80%93%20poemas%20de%20Assuero%20Cardoso%20Barbosa%20para%20desanuviar" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fparedes-poemas-de-assuero-cardoso-barbosa-para-desanuviar%2F&amp;linkname=Paredes%20%E2%80%93%20poemas%20de%20Assuero%20Cardoso%20Barbosa%20para%20desanuviar" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fparedes-poemas-de-assuero-cardoso-barbosa-para-desanuviar%2F&#038;title=Paredes%20%E2%80%93%20poemas%20de%20Assuero%20Cardoso%20Barbosa%20para%20desanuviar" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/paredes-poemas-de-assuero-cardoso-barbosa-para-desanuviar/" data-a2a-title="Paredes – poemas de Assuero Cardoso Barbosa para desanuviar"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">“M</span>inha mãe correu ferrolhos”. Este é o verso que inicia uma das estrofes mais belas e profundas do novo livro do poeta lagartense Assuero Cardoso Barbosa. E escolho este verso em especial pela carga de memória e afeto que me trouxe ao lê-lo. Imediatamente, o título do poema “Desanuviar” (p. 29) me fez lembrar alguns dos dizeres de dona Claudemira (minha mãe). Aliás, um dos meus prediletos e do qual me valho em diversas situações da vida, sobretudo quando as coisas estão tensas ou quando estou sob pressão, pois sinto a necessidade, e busco, de me libertar um pouco, respirar, distensionar, enfim, desanuviar.  Como dizia dona Mira: “retirar aquela nuvem sombria que embaça a alegria da vida”.</p>
<figure id="attachment_98458" aria-describedby="caption-attachment-98458" style="width: 189px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-scaled.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-98458" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-225x300.jpg" alt="Assuero Cardoso Barbosa, autografando o livro &quot;Paredes&quot;" width="189" height="252" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-225x300.jpg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-769x1024.jpg 769w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-768x1023.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-1153x1536.jpg 1153w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-1538x2048.jpg 1538w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-scaled.jpg 1922w" sizes="(max-width: 189px) 100vw, 189px" /></a><figcaption id="caption-attachment-98458" class="wp-caption-text">Assuero Cardoso Barbosa autografando o seu livro &#8220;Paredes&#8221; Fotos: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p>E foi com esse sentimento que li e mergulhei nos poemas do livro “Paredes”, lançado numa noite emocionante, leve e concorrida do dia 25 de abril, sábado último, no hall de entrada da Casa de Cultura Sílvio Romero (antigo Grupo Escolar, 1923), na cidade de Lagarto-SE. O livro com 131 poemas que revelam um poeta maduro e ainda mais sensível e criativo. Resultado da Política Nacional Aldir Blanc (MINC – Governo Federal), a produção do livro contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Lagarto, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, na pessoa do titular da pasta, o artista plástico José Antônio Prata Neto (Nenê), que tem feito, com sua equipe dedicada, um excelente trabalho de difusão, estímulo e valorização da cultura lagartense.</p>
<p>Nascido em Lagarto, no dia 13 de setembro de 1965, Assuero Cardoso Barbosa está entre os maiores poetas da história cultural de Sergipe. Despontou para a arte poética no início dos anos 1980, conquistando seu primeiro prêmio de destaque em 1984, com o terceiro lugar no II Concurso de Poesia Falada de Lagarto. Daí em diante foi uma ascendência meteórica, construindo uma carreira firme e sólida, inclusive na docência. As premiações se seguiram, seja em nível de Sergipe (Aracaju, Propriá, Estância, Tobias Barreto) seja em nível nacional, a exemplo de Penedo-AL, São Paulo-SP, Mococa-SP, Cachoeira- ES e Gramado-RS).</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Publicou seu primeiro livro de poesia, “Nu e Noturno”, em 1991. Até a presente data, além de “Paredes”, também publicou “Tribo” (1997), “Lua Lírica” (2001), “A cerca de vidros” (2009), “Lagarto em Verso e Trova” (2012), “Um quarto de hora” (2014), “A saga de Zefa Ninguém” (2016) e “Antologia Poética” (2021). Sem deixar de mencionar o livro “O espectro no espelho” (2005), de contos e crônicas, e “Das atrações às traições” (2024), que reúne contos e minicontos. Ao todo foram 10 livros lançados, afora inúmeras participações em antologias e outros livros.</p>

			</div></div>
<p>Com ele, tive a grata satisfação de dividir alguns projetos editoriais, a saber: “Limites Democráticos do Brasil, de Abelardo Romero Dantas” (2009); “Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro” (2011); “Nos bailes da vida” (2013), em comemoração aos cinquenta anos da Banda Los Guaranys; na edição Centenária do livro “O Triunfo”, de autoria de Ranulfo Prata (2019); em “Letras em Movimento” (2019); e “Laudelino Freire – Ensaios, História e Memória” (2023).</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Por toda essa trajetória bem-sucedida, não faltaram reconhecimentos por seu trabalho, com participações em agremiações literárias e também honrarias, tais como: Auditório Assuero Cardoso Barbosa (Centro Cultural Adalberto Fonseca – Lagarto/SE) &#8211; 2000; Comenda Sílvio Romero (Câmara de Vereadores de Lagarto, 2001); membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras – ES, 2012; Comenda Monsenhor Daltro (Prefeitura Municipal de Lagarto, 2012); Destaque da Educação – EDUCAR-SE, 2012; Membro fundador da Academia Lagartense de Letras (2013); Dia Municipal da Poesia – Prefeitura Municipal de Lagarto, dia 13 de maio – Lei nº 756 de 2017; membro da Academia de Letras Brasil/Suíça (Núcleo Sergipe, 2020); Moção de Congratulação da Câmara de Vereadores de Lagarto, 2021; membro honorário e título de comendador pela Academia Tobiense de Letras, 2021; Prêmio REALCE 2022/2023; menção honrosa da Academia Riachãoense de Letras, Artes e Cultura, 2023; Medalha Mérito Educacional Manoel José Bomfim – Assembleia Legislativa de Sergipe, 2024; e Sócio Honorário da Academia Riachãoense de Letras, Artes e Cultura, 2025.</p>

			</div></div>
<figure id="attachment_98457" aria-describedby="caption-attachment-98457" style="width: 169px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio.webp"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-98457" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-169x300.webp" alt="Claudefranklin e esposa com o poeta Assueredo" width="169" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-169x300.webp 169w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-576x1024.webp 576w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-768x1365.webp 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-864x1536.webp 864w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-1152x2048.webp 1152w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio.webp 1206w" sizes="(max-width: 169px) 100vw, 169px" /></a><figcaption id="caption-attachment-98457" class="wp-caption-text">CaudefranKlin e a esposa, Patrícia Monteiro</figcaption></figure>
<p>Conheço Assuero Cardoso Barbosa desde agosto de 1994, quando de nossa convivência professoral no Colégio Cenecista Laudelino Freire, em Lagarto, onde nasceu uma amizade fraterna que sobreviveu às vicissitudes do tempo e das relações humanas e a todas as suas mazelas, incluindo mexericos, ruídos de comunicação e malquereres, posto que foi um sentimento de afeto, amor recíproco e de gratidão que prevaleceu. Devo a ele e ao saudoso professor José Cláudio Monteiro Santos tudo que me tornei, sobretudo no campo das letras e da arte de escrever.</p>
<p>Com sua bondade, desprendimento, aversão à vaidade e generosidade, aliados ao talento singular e inconteste, Assuero Cardoso Barbosa é hoje o nosso “<strong>poeta-mor</strong>”, “mor”, como disse na noite do lançamento de “Paredes” no que a etimologia tem de melhor para além de “maior” <em>(maiorem – latim)</em>. Também o é “amor” (aférese). E a noite em que “Paredes” foi apresentada não poderia ter sido melhor, pois o céu, estrelado, pediu licença à chuva, desanuviou-se, e a lua lírica (como frisou o confrade José Uesele, cerimonialista na oportunidade) veio dar o ar da graça e saudar o nosso poeta.</p>
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		<title>Nem às paredes confesso</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/nem-as-paredes-confesso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jun 2024 11:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Amália Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[canções]]></category>
		<category><![CDATA[estabelecimento]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
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		<category><![CDATA[Lagarto-SE]]></category>
		<category><![CDATA[Nem às paredes confesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Parte de minha infância, fui criado num bar. Na verdade, no Bar e Mercearia São José, hoje uma residência, ainda da família, na esquina entre as ruas Senhor do Bonfim e Mizael Vieira, 188. O estabelecimento, muito frequentado por políticos, esportistas e populares, pertencia ao meu saudoso &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">P</span>arte de minha infância, fui criado num bar. Na verdade, no Bar e Mercearia São José, hoje uma residência, ainda da família, na esquina entre as ruas Senhor do Bonfim e Mizael Vieira, 188. O estabelecimento, muito frequentado por políticos, esportistas e populares, pertencia ao meu saudoso pai, José Almeida Monteiro. Ali, embora não houvesse aparelhos de som na forma como conhecemos hoje, seja por rádio ou à capela, acompanhado por violão, sempre se curtia o melhor da música brasileira dos anos 50, 60 e 70.</p>
<p>Pois bem, num fortuito encontro de família, na casa de minha sogra, dona Lindete, em Lagarto-SE, num final de sábado, regado a petiscos e cerveja, eis que meu cunhado, Marcos Paulo, nosso DJ de ocasião, nos brindou com uma seleção de canções que me fez lembrar aquele velho e bom tempo de infância, na companhia paterna, em seu ambiente de trabalho. Rolou de tudo um pouco, de Agnaldo Timóteo (1936-2021) a Núbia Lafayette (1937-2007). Entre as canções, destaco uma, que eu, particularmente, gosto muito, “Risque” (1952), de autoria de Ary Barroso, famosa na interpretação de Altemar Dutra (1940-1983), aliás, o cantor predileto de meu saudoso pai.</p>
<p>Mas o que dominou mesmo aquele afável encontro familiar foi a canção “Nem às paredes eu confesso”, que caiu nas graças de minha sogra, repetindo seu refrão não somente com galhofa (viúva, dando a entender que havia um pretendente em vistas), mas também com o jeito divertido que lhe é característico, e com uma boa e deliciosa caipirinha, então. Virava e mexia, todos, ao seu tempo e modo, tirava uma onda com a frase título da música, inclusive com trocadilhos do tipo: “Meu candidato nas próximas eleições municipais? Nem às paredes confesso”. E lá se foi noite adentro.</p>
<p>Eu, particularmente, jurava que essa canção fosse de Nelson Gonçalves (1919-1998). E de fato ele a interpretou pela primeira vez em 1969, ficando para a história. De igual modo, Roberto Carlos (1989) e Bibi Ferreira, falecida em 2019 (Álbum Histórias e Canções, de 2017). “Nem às paredes eu confesso” é um fado de autoria de Artur Ribeiro / Maximiano de Sousa e Ferrer Trindade, gravado em 1957, em Lisboa (Portugal) e famoso internacionalmente na voz de Amália Rodrigues.</p>
<p>Conhecida como a Rainha do Fado, Amália da Piedade Rodrigues viveu 79 anos, entre os anos 1920 e 1999, tendo nascido em Pena, Portugal. Dona de uma belíssima voz e conhecida por uma profunda performance nas suas interpretações, Amália levou o fado a ser conhecido internacionalmente, atuando como cantora, mas também como atriz, iniciando sua vida artística em 1940, com atração musical de uma peça teatral. Ela teve uma marcante passagem pelo Rio de Janeiro, onde atuou no Casino Copacabana e fazendo parcerias importantes, a exemplo de Fernando de Freitas e Frederico Valério. Fez sucesso, também, nos Estados Unidos, com gravações e encenações importantes, seja no teatro, seja no cinema. Foi uma grande difusora da cultura portuguesa, sobretudo de sua lírica e língua pelo mundo.</p>
<p>Além da célebre frase que dá título à canção, destaco outros trechos ricamente poéticos e profundos, a exemplo de “Sem que eu te peça / Nem me dês nada que ao fim / Eu não mereça”. Trata de uma letra e uma melodia que se encaixam perfeitamente em qualquer idioma. Mas, no português falado no Brasil caiu como uma luva. Se lá, é o fado, aqui, pode ser um samba-canção, uma linda seresta, ou mesmo, se considerarmos o tempo presente, uma boa sofrência, no melhor que esse estilo pode nos brindar, afinal, há canções, como esta que inspirou o presente texto, que além de atemporais e universais, têm a capacidade de nos encantar.</p>
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