<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo para jornalismo - Só Sergipe</title>
	<atom:link href="https://www.sosergipe.com.br/tag/jornalismo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.sosergipe.com.br/tag/jornalismo/</link>
	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 05 Mar 2026 20:54:42 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>
	<item>
		<title>A guerra do Oriente Médio e a guerra brasileira pelo mau jornalismo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 18:44:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mídia, Cultura e Ebulições]]></category>
		<category><![CDATA[barões]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[folha]]></category>
		<category><![CDATA[jornais]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mau]]></category>
		<category><![CDATA[paulistanos]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=97311</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luciano Correia (*) &#160; Os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de São Paulo são notórios alvos dos críticos do mau jornalismo, tendencioso, desonesto quase todos os dias. Curiosamente, vem do Estadão, desde meus tempos de faculdade, a repetição da falácia da imparcialidade. De tanto repetir, o jornal dos barões paulistanos &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo/">A guerra do Oriente Médio e a guerra brasileira pelo mau jornalismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo%2F&amp;linkname=A%20guerra%20do%20Oriente%20M%C3%A9dio%20e%20a%20guerra%20brasileira%20pelo%20mau%20jornalismo" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo%2F&amp;linkname=A%20guerra%20do%20Oriente%20M%C3%A9dio%20e%20a%20guerra%20brasileira%20pelo%20mau%20jornalismo" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo%2F&amp;linkname=A%20guerra%20do%20Oriente%20M%C3%A9dio%20e%20a%20guerra%20brasileira%20pelo%20mau%20jornalismo" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo%2F&amp;linkname=A%20guerra%20do%20Oriente%20M%C3%A9dio%20e%20a%20guerra%20brasileira%20pelo%20mau%20jornalismo" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo%2F&#038;title=A%20guerra%20do%20Oriente%20M%C3%A9dio%20e%20a%20guerra%20brasileira%20pelo%20mau%20jornalismo" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo/" data-a2a-title="A guerra do Oriente Médio e a guerra brasileira pelo mau jornalismo"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luciano Correia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span>s jornais <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.folha.uol.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><em>Folha de S. Paulo</em></a></span> e <em><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.estadao.com.br/" target="_blank" rel="noopener">O Estado de São Paulo</a></span></em> são notórios alvos dos críticos do mau jornalismo, tendencioso, desonesto quase todos os dias. Curiosamente, vem do <em>Estadão</em>, desde meus tempos de faculdade, a repetição da falácia da imparcialidade. De tanto repetir, o jornal dos barões paulistanos parece crer no mito defendido por eles para assacar contra a verdade. Ou não. Quem conhece os Mesquitas sabe que sua suposta decência não chega na esquina. Pelo manual da <em>Folha</em> e <em>Estadão</em>, o bom jornalismo tem que ouvir os dois lados da notícia, como se os fatos pudessem ser relatados somente por duas visões. E eles sabem que estão mentindo.</p>
<p>A imparcialidade é um mito, porque quem pauta, apura, cobre, escreve, edita e publica são pessoas inseridas nos seus mundos, em contextos que favorecem esta ou aquela visão de mundo. A começar pela decisão do que vai ser notícia e o que não merece ser publicizado. E quem teria a balança da relevância dos fatos para decidir essas questões? Qualquer um que mergulhe sério na tarefa de produzir jornalismo teria métricas apropriadas. Menos os jornalões da burguesia paulista, porta-vozes de uma extrema direita carcomida e atrasada, as tais elites brasileiras.</p>
<p>A cobertura da guerra no Oriente Médio é um primor de desserviço à boa causa do jornalismo, essa instituição tão fundamental, que <em>Estadão</em> e <em>Folha</em> tanto desprezam. No domingo, o vergonhoso panfleto da família Mesquita publicou a manchete: “Ninguém vai chorar pelo Irã”. Nem na Alemanha nazista qualquer veículo de imprensa se arvorou a publicar uma peça tão nojenta, um escárnio que só aprofunda a decadência de uma elite com DNA nazista, entreguista, sabujos de um imperialismo cuja ruína, se fosse obra de Deus, seria, sem dúvidas, do Deus de Alá.</p>
<p>E o que acontece com a <span style="color: #008000;"><em><a style="color: #008000;" href="https://www.globo.com/" target="_blank" rel="noopener">Rede Globo</a></em></span>, artífice de todas as patifarias ao longo de décadas, que somente neste quarto parágrafo comparece a esse inventário de vilanias servidas ao público pelas empresas e seus afoitos empregados? A <em>Rede Globo</em>, ora, está sendo a <em>Rede Globo</em> de sempre. Precisa ter estômago e paciência para assistir seus “especialistas” em política internacional se desdobrarem em malabarismos para distorcer os fatos e emitir opinião como sendo informação. No caso, a opinião dos patrões, claro. O pior, por incrível, não é a sabujice demonstrada por todos, mas o descarado despreparo exibido, sem que isso constranja qualquer um deles.</p>
<p>A internet, que não é só o território sem lei e o campo vasto para a expressão dos idiotas, mais uma vez se mostra útil neste aspecto: a possibilidade de sairmos dessas bolhas de desinformação e acessarmos canais e, aí sim, especialistas do mundo inteiro oferecendo uma visão multipolar, aprofundada e rica em fatos e dados, comprovados não por bruxarias ou preferências, mas pelos protocolos do jornalismo. Vale dizer: não existe jornalismo bom ou ruim, existe jornalismo puro e simples, coisas que o <em>Estadão</em> e a <em>Folha</em>, para suas desgraças, já deixaram de fazer há muito tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo%2F&amp;linkname=A%20guerra%20do%20Oriente%20M%C3%A9dio%20e%20a%20guerra%20brasileira%20pelo%20mau%20jornalismo" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo%2F&amp;linkname=A%20guerra%20do%20Oriente%20M%C3%A9dio%20e%20a%20guerra%20brasileira%20pelo%20mau%20jornalismo" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo%2F&amp;linkname=A%20guerra%20do%20Oriente%20M%C3%A9dio%20e%20a%20guerra%20brasileira%20pelo%20mau%20jornalismo" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo%2F&amp;linkname=A%20guerra%20do%20Oriente%20M%C3%A9dio%20e%20a%20guerra%20brasileira%20pelo%20mau%20jornalismo" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo%2F&#038;title=A%20guerra%20do%20Oriente%20M%C3%A9dio%20e%20a%20guerra%20brasileira%20pelo%20mau%20jornalismo" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo/" data-a2a-title="A guerra do Oriente Médio e a guerra brasileira pelo mau jornalismo"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-guerra-do-oriente-medio-e-a-guerra-brasileira-pelo-mau-jornalismo/">A guerra do Oriente Médio e a guerra brasileira pelo mau jornalismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A vida é arte; idade é apenas um número</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 15:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[experiência]]></category>
		<category><![CDATA[fotógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[idade]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[maturidade]]></category>
		<category><![CDATA[médicos]]></category>
		<category><![CDATA[nolt]]></category>
		<category><![CDATA[número]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=97176</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Na semana passada, a convite de Daniele Souza, participei de uma live. Daniele é jornalista, colega do curso de Jornalismo, que concluímos no final do ano passado. Mesmo sendo colegas de turma, nunca nos vimos. Moradora de Sertãozinho, PB, somos amigos virtuais. Como o curso era EAD, à &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero/">A vida é arte; idade é apenas um número</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero%2F&amp;linkname=A%20vida%20%C3%A9%20arte%3B%20idade%20%C3%A9%20apenas%20um%20n%C3%BAmero" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero%2F&amp;linkname=A%20vida%20%C3%A9%20arte%3B%20idade%20%C3%A9%20apenas%20um%20n%C3%BAmero" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero%2F&amp;linkname=A%20vida%20%C3%A9%20arte%3B%20idade%20%C3%A9%20apenas%20um%20n%C3%BAmero" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero%2F&amp;linkname=A%20vida%20%C3%A9%20arte%3B%20idade%20%C3%A9%20apenas%20um%20n%C3%BAmero" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero%2F&#038;title=A%20vida%20%C3%A9%20arte%3B%20idade%20%C3%A9%20apenas%20um%20n%C3%BAmero" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero/" data-a2a-title="A vida é arte; idade é apenas um número"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>a semana passada, a convite de Daniele Souza, participei de uma live. Daniele é jornalista, colega do curso de Jornalismo, que concluímos no final do ano passado.</p>
<p>Mesmo sendo colegas de turma, nunca nos vimos. Moradora de Sertãozinho, PB, somos amigos virtuais. Como o curso era EAD, à distância, não tive contato com nenhum colega, espalhado por diferentes cidades deste imenso Brasil.</p>
<p>Durante o período pandêmico, isolados, distantes um dos outros, fizemos nossa primeira live. Quatro anos depois, estávamos diante das telas dos smartphones falando de um novo tema: NOLT.</p>
<p>Já escrevi neste espaço sobre os NOLTs, retomo o tema.</p>
<p>O termo NOLT surgiu no fim de 2025 e ganhou grande repercussão no mundo todo graças às redes sociais. Ainda em novembro, escrevi um artigo abordando o tema.</p>
<p>NOLT<a href="https://portaldoenvelhecimento.com.br/nolt-o-mito-do-novo-velho-quando-a-busca-pela-juventude-eterna-invisibiliza-a-velhice-real/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">,</span></a> sigla para New Older Living Trend, é usado para pessoas 60+ que continuam ativas, com propósitos e planos de futuro.</p>
<p>Quem acha que pessoas com 60 anos ou mais estavam perto do fim, não entendeu nada do que está acontecendo agora. Se antes uma pessoa de 50 anos era considerada velha, agora, tudo mudou.</p>
<p>A maturidade deixou de ser sinônimo de pausa, perda ou invisibilidade e passou a representar um novo jeito de viver: com mais consciência, autonomia, posicionamento, positividade e interação.</p>
<p>NOLT não tem a ver com idade na carteira de identidade, mas com postura diante da vida. É não aceitar a ideia de que tudo diminui com o tempo, mas reconhecer que a maturidade traz valores importantes, como experiência, clareza, liberdade de escolha e presença.</p>
<p>Não se fala mais em idade, mas em mentalidade. Ter novos desafios a serem vencidos e conquistas muitas das vezes adiadas. Graças à ciência, à tecnologia, à indústria farmacêutica, e, principalmente, à mudança de hábitos, estamos vivendo mais. E isso impacta nas decisões que tomamos. Se antes se ficava no mesmo trabalho até a aposentadoria, hoje, se muda de trabalho com mais facilidade. Já foi o tempo em que tomar determinadas decisões era muito mais complicado.</p>
<p>Conheço pessoas próximas, que eram médicos, tinham bom rendimento, mas não estavam satisfeitas; largaram a medicina e enveredaram por coisas mais leves. Um amigo, outrora médico, hoje é fotógrafo e está feliz com sua escolha.</p>
<p>Outro amigo deixou o cargo em uma grande empresa e virou dono de sítio, onde cultiva orquídeas. Quantos estão deixando para trás projetos fracassados e saindo pelo mundo com mochila nas costas? Inúmeros. Conheci um espanhol, Juan Carlo, 69 anos, filhos criados, que encerrou um casamento de mais de 40 anos, virou motociclista e ganhou, literalmente, a estrada. Conheci-o em um hotel no Atacama, Chile.</p>
<p>“A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos”, cito John Lennon.</p>
<p>Durante a live, foram feitas algumas perguntas sobre como vejo o envelhecimento. “Estou gostando de envelhecer”, disse, “pois tenho uma segurança que não tinha quando mais jovem”. “Hoje, aos 67 anos, tenho projetos e planos de futuro, que me impulsionam a seguir em frente”. Acho que muita coisa boa ainda virá. Para isso, tenho que estar com a mente aberta. Desconstruir o velho, o que não serve mais, é construir coisas novas, que serão úteis para melhor aproveitar o tempo que ainda me resta. Estar aberto ao novo é melhor o caminho para um novo aprendizado.</p>
<p>Ser NOLT é cuidar do corpo sem obsessão, da mente com atenção e da passagem do tempo com propósito. É tempo de viver a maturidade como ela é: real, ativa, alegre e cheia de possibilidades. NOLT não deixa o tempo passar, faz o tempo acontecer. Os NOLTs trabalham, viajam, aprendem, investem em cursos, tecnologias e novos projetos. A experiência não é limite, é diferencial. Recomeçar não é voltar no início, é avançar com mais sabedoria. Viver após os 60 não é exceção, é tendência.</p>
<p>Muito melhor do que ser visto como velho, idoso, ou na terceira idade, é ser NOLT.</p>
<p>Porque a vida é arte, e somos nós os atores desta magnífica história!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero%2F&amp;linkname=A%20vida%20%C3%A9%20arte%3B%20idade%20%C3%A9%20apenas%20um%20n%C3%BAmero" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero%2F&amp;linkname=A%20vida%20%C3%A9%20arte%3B%20idade%20%C3%A9%20apenas%20um%20n%C3%BAmero" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero%2F&amp;linkname=A%20vida%20%C3%A9%20arte%3B%20idade%20%C3%A9%20apenas%20um%20n%C3%BAmero" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero%2F&amp;linkname=A%20vida%20%C3%A9%20arte%3B%20idade%20%C3%A9%20apenas%20um%20n%C3%BAmero" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero%2F&#038;title=A%20vida%20%C3%A9%20arte%3B%20idade%20%C3%A9%20apenas%20um%20n%C3%BAmero" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero/" data-a2a-title="A vida é arte; idade é apenas um número"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-vida-e-arte-idade-e-apenas-um-numero/">A vida é arte; idade é apenas um número</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O último romântico do jornalismo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-ultimo-romantico-do-jornalismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 12:24:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mídia, Cultura e Ebulições]]></category>
		<category><![CDATA[alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[distribuidora]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
		<category><![CDATA[Fausto Wolff]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[irrevernte]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[revistas]]></category>
		<category><![CDATA[romântico]]></category>
		<category><![CDATA[veículo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=96485</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luciano Correia (*) &#160; Não sei exatamente quando o jornalismo entrou na minha vida, pelo menos como leitor de revistas e jornais. Papai comprava revistas sem capa a um rapaz  chamado João de Holanda, que trabalhava na distribuidora de Zé Queiroz e as entregava semanalmente na Exatoria de Itabaiana as edições semanais de &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-ultimo-romantico-do-jornalismo/">O último romântico do jornalismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-ultimo-romantico-do-jornalismo%2F&amp;linkname=O%20%C3%BAltimo%20rom%C3%A2ntico%20do%20jornalismo" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-ultimo-romantico-do-jornalismo%2F&amp;linkname=O%20%C3%BAltimo%20rom%C3%A2ntico%20do%20jornalismo" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-ultimo-romantico-do-jornalismo%2F&amp;linkname=O%20%C3%BAltimo%20rom%C3%A2ntico%20do%20jornalismo" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-ultimo-romantico-do-jornalismo%2F&amp;linkname=O%20%C3%BAltimo%20rom%C3%A2ntico%20do%20jornalismo" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-ultimo-romantico-do-jornalismo%2F&#038;title=O%20%C3%BAltimo%20rom%C3%A2ntico%20do%20jornalismo" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-ultimo-romantico-do-jornalismo/" data-a2a-title="O último romântico do jornalismo"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luciano Correia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>ão sei exatamente quando o jornalismo entrou na minha vida, pelo menos como leitor de revistas e jornais. Papai comprava revistas sem capa a um rapaz  chamado João de Holanda, que trabalhava na distribuidora de Zé Queiroz e as entregava semanalmente na Exatoria de Itabaiana as edições semanais de Manchete, Fatos e Fotos, Capricho, Amiga, Contigo e as famosas Seleções de Reader’s Digest. Antigamente, edições da semana anterior eram vendidas sem o frontispício da marca por um valor muito abaixo do exibido na capa. Foi na Fatos e Fotos que tive o privilégio de ler semanalmente as colunas de Nelson Rodrigues e de Carlos Castelo Branco. Pouco depois, já iniciado na juventude, me acostumei a ler jornais e, quando ingressei na UFS para estudar Engenharia Química, me tornei um fã do irreverente semanário Pasquim.</p>
<p>O Pasquim não foi o único, mas era o principal veículo da imprensa alternativa que desafiava a ditadura e, em termos de mídia impressa, um contumaz crítico da imprensa corporativa careta e covarde, os jornalões Folha, Globo, Estadão e outros. Aqui mesmo tivemos a inusitada experiência da Folha da Praia, liderada por Amaral Cavalcante, onde batuquei minhas primeiras mal traçadas linhas em letra impressa. Foi lendo dois dos muitos grandes jornalistas do Pasquim que aprendi a escrever, se é que aprendi.</p>
<p>Dos jornalistas que mais me influenciaram, destacam-se o brilhante Tarso de Castro e o touro indomável Fausto Wolff. O terceiro foi, sem dúvidas, o alagoano-sergipano Fernando Sávio. E um quarto, Charles Bukowski, este da literatura, mas uma literatura tão carregada de realismo que parecia saltar das páginas dos jornais.  As 569 páginas de “A mão esquerda de Deus” constituem um esboço de autobiografia de Fausto Wolff, gaúcho de Santo Ângelo, misto de brigão e playboy, um homenzarrão de quase dois metros, tão valente quanto propenso a se derramar em lágrimas diante do sofrimento de uma criança. Sempre ligado à esquerda, exilado durante a ditadura militar e brizolista quando voltou ao país após a anistia, Wolff carregava em si as dores do mundo.</p>
<figure id="attachment_96488" aria-describedby="caption-attachment-96488" style="width: 218px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/a-mao-esquerda.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-96488" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/a-mao-esquerda-210x300.jpeg" alt="Livro A mão esquerda, de Fausto Wolff" width="218" height="311" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/a-mao-esquerda-210x300.jpeg 210w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/a-mao-esquerda.jpeg 214w" sizes="(max-width: 218px) 100vw, 218px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96488" class="wp-caption-text">Livro A mão esquerda, de Fausto Wolff</figcaption></figure>
<p>Em <em>A mão esquerda</em>&#8230; ele, como é típico nesses casos, se refugia em nomes fictícios para proteger pessoas reais, ele próprio escondido na alcunha de Percival von Traurigzeit, o Pérsio, um paralelo claro com seu nome de batismo, Faustin von Wolffenbüttel, transformado no polêmico e explosivo Fausto. O livro é um vai e vem no tempo e na história de uma família que, garante Fausto, tem origem em príncipes aristocráticos da Alemanha do século XIV. Conhecendo o personagem autor, é possível que aí esteja um dos momentos em que o texto é pura ficção. Ou não. Das remotas origens em guerras sangrentas entre povos bárbaros, chega-se aos imigrantes que aportaram no Rio Grande do Sul no século XIX, onde a família que um dia foi nobre e rica inicia uma saga de muito trabalho e luta contra a pobreza.</p>
<p>No Rio do Pasquim e dos jornais e revistas por onde passou, Wolff passeia pelas dezenas, quiçá centenas de lindas mulheres que foram parar em sua cama, algumas socialites ricas fascinadas por um jornalista romântico e sem tostão. Em certo momento ele proclama: “tudo que tenho são um punhado de livros e algumas roupas”. E certamente foi assim durante toda a sua vida, desde os trepidantes anos na Dinamarca, onde teve mulheres e fez uma filha, até os últimos dias, quando morreu no Rio de Janeiro, em 2008, aos 68 anos, vítima de uma hemorragia digestiva, não por acaso relacionada com os anos de muito uísque, chope e cigarros. Além do excelente jornalista que foi, crítico mordaz dos colegas mais apaixonados pelos patrões do que pela causa do jornalismo, foi também um escritor de peças teatrais e vários romances, dentre eles <em>Sandra na terra do antes</em>, escrito para resgatar as saudades da infância da primeira filha, nascida no Brasil.</p>
<p>Como jornalista, ele tem outro livro bastante lido nos anos de 1980: <em>Os palestinos: judeus da 3ª Guerra Mundial</em>, onde traça um paralelo entre a perseguição e exílio sofridos historicamente pelo povo judeu e a condição dos palestinos, vítimas do Estado sionista desde que este foi criado, em 1948, passando pela Guerra dos Seis Dias, em 1967, pela nova guerra do Yon Kippur, 1973, o massacre dos assentamentos de Sabra e Chatila, em 1982, até chegar aos horripilantes dias que correm em Gaza.</p>
<p>As farras, amores e a bebida em fartura talvez tenham sido o modo encontrado por um gigante de olhos azuis que nunca suportou as injustiças, fazendo daqueles expedientes sua válvula de escape. Como seu colega Tarso de Castro, também gaúcho e de texto ainda mais cáustico, Fausto Wolff encarnava um jornalismo cujo autor misturava-se com sua obra, o chamado jornalismo gonzo, assumidamente subjetivo e livre dessa bobagem chamada objetividade. Depois de Fausto, não houve mais ninguém que encarnasse esse personagem no jornalismo brasileiro.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Trecho</p>
<blockquote><p>“O mulherio adorava o John, o mais moço da turma, uma espécie de Babe Face Nelson, que quando não estava conosco, andava com um pessoal mais barra pesada. Ele achava que amava Isla pela simples razão de ela não ligar para ele, e ela, certamente, não ligava para ele porque ela a amava. Para os filósofos estoicos, a dialética era uma disciplina de lógica formal, Kant complicou mais as coisas quando expôs a dialética como uma tentativa de entender o que não se pode experimentar, Hegel identificou a dialética como um resultado de dois aspectos negativos de uma mesma questão, Marx e Engels adaptaram a dialética ao materialismo histórico, mas nunca, jamais, em tempo ou dimensão alguma, alguém poderá entender o conflito dialético entre a buceta e o coração de uma mulher”.</p></blockquote>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-ultimo-romantico-do-jornalismo%2F&amp;linkname=O%20%C3%BAltimo%20rom%C3%A2ntico%20do%20jornalismo" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-ultimo-romantico-do-jornalismo%2F&amp;linkname=O%20%C3%BAltimo%20rom%C3%A2ntico%20do%20jornalismo" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-ultimo-romantico-do-jornalismo%2F&amp;linkname=O%20%C3%BAltimo%20rom%C3%A2ntico%20do%20jornalismo" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-ultimo-romantico-do-jornalismo%2F&amp;linkname=O%20%C3%BAltimo%20rom%C3%A2ntico%20do%20jornalismo" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-ultimo-romantico-do-jornalismo%2F&#038;title=O%20%C3%BAltimo%20rom%C3%A2ntico%20do%20jornalismo" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-ultimo-romantico-do-jornalismo/" data-a2a-title="O último romântico do jornalismo"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-ultimo-romantico-do-jornalismo/">O último romântico do jornalismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A agonia da grande reportagem</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-agonia-da-grande-reportagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2025 22:05:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mídia, Cultura e Ebulições]]></category>
		<category><![CDATA[amigo]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[influencers]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Silveira]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[lead]]></category>
		<category><![CDATA[reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[víbora]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=92168</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luciano Correia (*) &#160; No mundo inteiro o jornalismo vive uma fase de precarização, dos salários ao faturamento das empresas, perdendo relevância com a substituição do lugar da notícia pelas narrativas, produzidas e turbinadas por gente de fora do circuito, os tais influencers. O problema aqui não é o espírito corporativista contra invasões &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-agonia-da-grande-reportagem/">A agonia da grande reportagem</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&amp;linkname=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&amp;linkname=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&amp;linkname=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&amp;linkname=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&#038;title=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-agonia-da-grande-reportagem/" data-a2a-title="A agonia da grande reportagem"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luciano Correia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>o mundo inteiro o jornalismo vive uma fase de precarização, dos salários ao faturamento das empresas, perdendo relevância com a substituição do lugar da notícia pelas narrativas, produzidas e turbinadas por gente de fora do circuito, os tais influencers. O problema aqui não é o espírito corporativista contra invasões de terceiros. Influencer, essa categoria amorfa e imprecisa, não tem compromisso com os protocolos do jornalismo, o rigor técnico na apuração dos fatos e uma moral regida pela ética. E se ética parecer um conceito abstrato, vai uma definição de corpus bem conceituado: o código de ética do jornalismo.</p>
<p>Influencer, de maneira geral, nem sabe o que é isso, e está menos ainda preocupado com essa conversa sobre ética, que lhe parece cosmética, perfumaria pura para dourar o discurso do jornalismo chamado de profissional. Jornalista não: pode ser raso na forma e no conteúdo, fraco no texto e medíocre na visão do mundo, mas passou pelo domínio de uma ferramenta tão fabulosa quanto o soro caseiro. Me refiro à linguagem jornalística, esse conjunto de regras simples, portanto não muito complexo, que através de um conceito chamado de lead dá conta da narração de um fato com a integridade mínima para informar num parágrafo de cinco linhas.</p>
<p>Isso nem todos dominam. Os advogados, por exemplo, alguns cultos, intelectuais refinados e muitas vezes oradores brilhantes, nem sempre conseguem dar conta de uma simples notícia factual. O jornalismo mais antigo, de antes do diploma, acusava dezenas e centenas de advogados em redações no país inteiro. Muitos, de fato, dominaram a linguagem objetiva do jornalismo, outros se perdiam numa peroração retórica de textos palavrosos. Ou, como dizia Caetano: demasiadas palavras, fraco impulso de vida.</p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure id="attachment_92202" aria-describedby="caption-attachment-92202" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-92202 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1-300x199.jpeg" alt="Joel Silveira" width="300" height="199" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1-300x199.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1-1024x678.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1-768x509.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1-1536x1018.jpeg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1-310x205.jpeg 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.21-1.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-92202" class="wp-caption-text">Joel Silveira</figcaption></figure>
<p>Essas reflexões me vieram à mente a propósito da exibição, essa semana, na disciplina de Jornalismo Especializado, do documentário Garrafas ao Mar: a Víbora Manda Lembranças, do grande jornalista Geneton Moraes Neto.  O filme é uma robusta aula de Jornalismo, baseada na trajetória daquele que é considerado o maior repórter da história da imprensa no Brasil, Joel Silveira. Para sorte dos sergipanos, tão carentes de homens notáveis, além dos políticos medalhados que frequentam banquetes nos salões da Corte, em Brasília. Joel é nascido em Lagarto, criado em Aracaju, onde viveu até os 18 anos.</p>
<p>O documentário apresenta o resultado de vinte anos de trabalho de Geneton em entrevistas e conversas com Joel, de quem se tornou, além de amigo, parceiro em um livro, pelo menos. A Víbora, apelido dado por Assis Chateaubriand, o todo poderoso dono dos Diários Associados e da Rede Tupi de Televisão, destila sua fumegante verve contra a mediocridade vigente na política, na imprensa e na sociedade de forma geral, contra os defensores da neutralidade jornalística, que Nelson Rodrigues chamou de “idiotas da objetividade”.</p>
<p>Conta, por exemplo, da solidão que sofreu na Aracaju dos anos 80, quando voltou a viver aqui, a convite do governo do Estado, para ocupar a Secretaria da Cultura. Segundo ele, a aridez da cidade era tanta que só tinha uma pessoa com quem podia conversar, o então arcebispo Dom Luciano Cabral Duarte. “Ele era culto, cultíssimo, e a gente tinha um acordo: nem eu falava de mulheres, nem ele falava de Deus”, relembra Joel, que em outras entrevistas confessou que os assuntos discutidos versavam de música (clássica, evidentemente), literatura e filosofia.</p>

			</div></div>
<figure id="attachment_92201" aria-describedby="caption-attachment-92201" style="width: 199px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-92201 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1-199x300.jpeg" alt="Joel Silveira" width="199" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1-199x300.jpeg 199w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1-678x1024.jpeg 678w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1-768x1159.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1-1018x1536.jpeg 1018w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-31-at-15.01.22-1.jpeg 1060w" sizes="(max-width: 199px) 100vw, 199px" /></a><figcaption id="caption-attachment-92201" class="wp-caption-text">Joel Silveira conversando com Luciano Correia</figcaption></figure>
<p>Formado em jornalismo há pouco tempo, e ainda exercendo minha tola fúria na então alternativa e vibrante Folha da Praia, fiz a besteira que me acompanhou por quase toda minha vida: comprar pra mim a briga dos outros. Do nada, cutuquei a serpente com vara curta e recebi de volta um assustador bilhete, timbrado, com o poderoso nome de Joel Silveira no canto da folha, com a ternura digna da fama: “Você ainda vai engolir esta merda”. Não engoli. Beberrão, como sempre fui, mulherengo, como sempre admirei, aquele homem infinitamente maior do que eu se tornou meu amigo.</p>
<p>Ainda guardo fresca na memória a imagem de um Joel maestro, ouvindo Mozart às quatro da manhã e regendo uma orquestra imaginária no quintal do poeta Amaral Cavalcante. Era minha despedida para uma de minhas diásporas. Ganhei de presente uma fita K-7 de Mozart e a conversa com o maior repórter da imprensa brasileira, entre várias rodadas de uísque. Esse jornalista extraordinário, destemido e desprendido, o sujeito que fez da reportagem jornalística quase uma obra de arte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&amp;linkname=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&amp;linkname=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&amp;linkname=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&amp;linkname=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-agonia-da-grande-reportagem%2F&#038;title=A%20agonia%20da%20grande%20reportagem" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-agonia-da-grande-reportagem/" data-a2a-title="A agonia da grande reportagem"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-agonia-da-grande-reportagem/">A agonia da grande reportagem</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Jornalismo que se aprendia no olhar e se aperfeiçoava na convivência</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/jornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Everaldo Goes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Apr 2025 19:41:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[convivência]]></category>
		<category><![CDATA[Feira Hoje]]></category>
		<category><![CDATA[jornal]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalistas]]></category>
		<category><![CDATA[olhar]]></category>
		<category><![CDATA[online]]></category>
		<category><![CDATA[site]]></category>
		<category><![CDATA[tutoriais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=89046</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Everaldo Goes (*) &#160; A cena parece saída de um filme: dois jornalistas, cansados, mas animados, sentam-se à mesa de um bar de esquina, máquinas de escrever ainda ecoando em suas mentes, enquanto a fumaça dos cigarros e o tilintar das garrafas formam a trilha sonora da madrugada. Era assim que muitas histórias nasciam &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/jornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia/">Jornalismo que se aprendia no olhar e se aperfeiçoava na convivência</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20que%20se%20aprendia%20no%20olhar%20e%20se%20aperfei%C3%A7oava%20na%20conviv%C3%AAncia" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20que%20se%20aprendia%20no%20olhar%20e%20se%20aperfei%C3%A7oava%20na%20conviv%C3%AAncia" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20que%20se%20aprendia%20no%20olhar%20e%20se%20aperfei%C3%A7oava%20na%20conviv%C3%AAncia" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20que%20se%20aprendia%20no%20olhar%20e%20se%20aperfei%C3%A7oava%20na%20conviv%C3%AAncia" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia%2F&#038;title=Jornalismo%20que%20se%20aprendia%20no%20olhar%20e%20se%20aperfei%C3%A7oava%20na%20conviv%C3%AAncia" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/jornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia/" data-a2a-title="Jornalismo que se aprendia no olhar e se aperfeiçoava na convivência"></a></p><header class="article-header"></header>
<header></header>
<blockquote><p>Por Everaldo Goes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> cena parece saída de um filme: dois jornalistas, cansados, mas animados, sentam-se à mesa de um bar de esquina, máquinas de escrever ainda ecoando em suas mentes, enquanto a fumaça dos cigarros e o tilintar das garrafas formam a trilha sonora da madrugada. Era assim que muitas histórias nasciam nas antigas redações: entre o fechamento do jornal e o primeiro gole da noite.</p>
<p>As redações de ontem eram verdadeiras casas para o jornalista. Eram lugares vibrantes, cheios de ruído, de papel amassado no chão, de discussões calorosas sobre política, sociedade e futebol. Jovens repórteres conviviam diariamente com veteranos — os chamados “decanos” — que, entre uma lauda e outra, ensinavam os caminhos invisíveis da profissão: como ganhar a confiança de uma fonte, como ler nas entrelinhas de um discurso, como perceber que uma grande reportagem pode nascer de uma informação pequena, quase despercebida.</p>
<figure id="attachment_89059" aria-describedby="caption-attachment-89059" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ponto-do-zequinha-em-feira.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-89059 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ponto-do-zequinha-em-feira.jpg" alt="Bar Ponto do Zequinha" width="400" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ponto-do-zequinha-em-feira.jpg 400w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ponto-do-zequinha-em-feira-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><figcaption id="caption-attachment-89059" class="wp-caption-text">Bar Ponto do Zequinha, em Feira de Santana, foi um dos points dos jornalistas Foto: redes sociais</figcaption></figure>
<p>O aprendizado não vinha em cursos online nem em tutoriais. Vinha na prática, no erro corrigido na hora pelo editor, no conselho dado sem cerimônia durante o expediente — ou no bar, depois do fechamento. Ali, fora do relógio, o jornalismo mostrava sua alma: feita de curiosidade, coragem e um compromisso visceral com a verdade, que ia muito além do salário.</p>
<p>Mas nem tudo era harmonia dentro dessas casas. Um conflito constante pairava no ar: redação versus setor comercial. Enquanto os repórteres e editores buscavam a verdade, doa a quem doer, o departamento comercial muitas vezes aparecia para lembrar que a sobrevivência do jornal dependia dos anúncios — inclusive daqueles que envolviam os investigados de uma matéria incômoda. “Esse é o cliente que mantém o jornal de pé”, diziam. E era verdade. Mas a tensão era inevitável: de um lado, o dever ético; do outro, a pressão financeira. Alguns jornais cederam. Outros resistiram com bravura, pagando o preço da independência.</p>
<p>Hoje, o cenário é outro. A velocidade da internet transformou todo mundo em “jornalista” — ou pelo menos em produtor e consumidor de notícias. Com um celular na mão, qualquer um pode transmitir informações em tempo real. Mas junto com essa democratização veio a perda de algo essencial: a convivência entre gerações, a experiência transmitida de forma viva, a reverência pela apuração paciente e pela escrita precisa.</p>
<p>As redações físicas encolheram ou simplesmente desapareceram. Muitos jornalistas trabalham de casa, sozinhos, sem o burburinho de colegas nem a oportunidade de aprender observando os mais experientes. A matéria investigativa, que exigia semanas ou meses de dedicação, muitas vezes dá lugar a conteúdos feitos às pressas, desenhados para agradar algoritmos e acumular curtidas.</p>
<figure id="attachment_89064" aria-describedby="caption-attachment-89064" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-25-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-89064 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-25-1.png" alt="Antiga sede do Jornal Feira Hoje" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-25-1.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-25-1-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-25-1-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-25-1-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-25-1-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-89064" class="wp-caption-text">Antiga sede do Jornal Feira Hoje, no bairro Muchila, em Feira de Santana, dezembro de 1984</figcaption></figure>
<p>O jornalismo, que antes buscava aprofundar a realidade, hoje frequentemente se vê pressionado a entregar o raso, o polêmico, o que viraliza. Não há mais tempo para o “barzinho depois do fechamento”, nem para a conversa longa que revelava detalhes escondidos de uma história.</p>
<p>Ainda assim, algo da velha alma jornalística resiste. Nas novas gerações, há jovens que, mesmo sem conviver com os antigos decanos, buscam resgatar a essência da profissão: a investigação séria, o texto bem construído, a responsabilidade com a informação pública. Eles fazem isso em novos formatos — podcasts, newsletters, canais independentes — mas com a mesma chama que movia os repórteres de ontem.</p>
<p>Talvez o jornalismo nunca volte a ser como naqueles bares esfumaçados, com máquinas de escrever na bagagem e histórias na ponta da língua. Mas enquanto houver quem acredite que uma boa apuração ainda vale mais do que a pressa, o espírito daquelas madrugadas seguirá vivo — mesmo que em outro endereço.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><em>Hoje (25/04/25) foi o sepultamento de Vera Alencar, esposa do jornalista Helder Alencar, ou simplesmente Doutor Helder, editor do Feira Hoje nos anos 1980, onde iniciei, como revisor.  Helder, também advogado, dedicou a vida à Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) como procurador do Estado. Nós, na Ascom/Uefs, não publicávamos um único texto considerado polêmico sem antes consultar a experiência de Doutor Helder.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_89062" aria-describedby="caption-attachment-89062" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-24-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-89062 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-24-1.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-24-1.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-24-1-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-24-1-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-24-1-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-24-1-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-89062" class="wp-caption-text">Micareta, 1983 Clube de Campo Cajueiro Caju Mirim: Helder Alencar e Verinha com o filhote Lucas &#8211; Jornal Feira Hoje, 17.4.83, p. 5, coluna de Oydema Ferreira</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>O texto acima, publicado originalmente no <strong>Feira Hoje,</strong> em 25.04.2025, é uma homenagem a tantos que ajudaram no crescimento de inúmeros jornalistas e que hoje estão em outro plano:</em></p>
<p><em>Anchieta Nery</em></p>
<p><em>Jorge Magalhães </em></p>
<p><em>Geraldo Lima</em></p>
<p><em>Socorro Pitombo</em></p>
<p><em>Adílson Simas</em></p>
<p><em>Conceição Lobo</em></p>
<p><em>Elis Regina </em></p>
<p><em>Egberto Costa</em></p>
<p><em>Fagundes</em></p>
<p><em>Maria Aparecida (Cida)</em></p>
<p><em>José Carlos Teixeira</em></p>
<p><em>Antônio Magalhães </em></p>
<p><em>Jackson Soares</em></p>
<p><em>Jorge Neves</em></p>
<p><em>Davino</em></p>
<p><em>Rudival Braga</em></p>
<p><em>Cid Daltro</em></p>
<p><em>Ruy Caribé</em></p>
<p><em>Lucy</em></p>
<p><em>Dona Nelza</em></p>
<p><em>Seo João (professor e padre, irmão de Modesto Cerqueira, que nos anos 1980 chefiava a revisão do Feira Hoje, quando necessário até a madrugada)</em></p>
<p><em>Modezil Cerqueira </em></p>
<p><em>Noide Cerqueira</em></p>
<p><em>Pedro Irujo</em></p>
<p><em>E outros…</em></p>
<p><em>A família dos jornais se estendia a outros setores, todos irmãos: motoristas,  digitadores, arte-finalistas…</em></p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20que%20se%20aprendia%20no%20olhar%20e%20se%20aperfei%C3%A7oava%20na%20conviv%C3%AAncia" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20que%20se%20aprendia%20no%20olhar%20e%20se%20aperfei%C3%A7oava%20na%20conviv%C3%AAncia" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20que%20se%20aprendia%20no%20olhar%20e%20se%20aperfei%C3%A7oava%20na%20conviv%C3%AAncia" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20que%20se%20aprendia%20no%20olhar%20e%20se%20aperfei%C3%A7oava%20na%20conviv%C3%AAncia" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia%2F&#038;title=Jornalismo%20que%20se%20aprendia%20no%20olhar%20e%20se%20aperfei%C3%A7oava%20na%20conviv%C3%AAncia" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/jornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia/" data-a2a-title="Jornalismo que se aprendia no olhar e se aperfeiçoava na convivência"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/jornalismo-que-se-aprendia-no-olhar-e-se-aperfeicoava-na-convivencia/">Jornalismo que se aprendia no olhar e se aperfeiçoava na convivência</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ivan Valença leva um pedaço do jornalismo sergipano</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/ivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano/</link>
					<comments>https://www.sosergipe.com.br/ivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2025 17:26:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mídia, Cultura e Ebulições]]></category>
		<category><![CDATA[Amaral Cavalcante]]></category>
		<category><![CDATA[Aracaju]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Valença]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[o bruxo]]></category>
		<category><![CDATA[sergipano]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=88935</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luciano Correia (*) &#160; Perdemos Ivan Valença, o bruxo, como gostava de chamá-lo o poeta Amaral Cavalcante. Leva consigo parte importante da história do jornalismo em Sergipe. Jornalista desde os 14 anos, mais adiante se arriscou num projeto grandioso: a fundação do Jornal da Cidade, em sociedade com Nazário Pimentel. Sua maior passagem, &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/ivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano/">Ivan Valença leva um pedaço do jornalismo sergipano</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano%2F&amp;linkname=Ivan%20Valen%C3%A7a%20leva%20um%20peda%C3%A7o%20do%20jornalismo%20sergipano" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano%2F&amp;linkname=Ivan%20Valen%C3%A7a%20leva%20um%20peda%C3%A7o%20do%20jornalismo%20sergipano" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano%2F&amp;linkname=Ivan%20Valen%C3%A7a%20leva%20um%20peda%C3%A7o%20do%20jornalismo%20sergipano" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano%2F&amp;linkname=Ivan%20Valen%C3%A7a%20leva%20um%20peda%C3%A7o%20do%20jornalismo%20sergipano" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano%2F&#038;title=Ivan%20Valen%C3%A7a%20leva%20um%20peda%C3%A7o%20do%20jornalismo%20sergipano" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/ivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano/" data-a2a-title="Ivan Valença leva um pedaço do jornalismo sergipano"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luciano Correia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">P</span>erdemos Ivan Valença, o bruxo, como gostava de chamá-lo o poeta Amaral Cavalcante. Leva consigo parte importante da história do jornalismo em Sergipe. Jornalista desde os 14 anos, mais adiante se arriscou num projeto grandioso: a fundação do Jornal da Cidade, em sociedade com Nazário Pimentel. Sua maior passagem, no entanto, foi pela Gazeta de Sergipe, a brava Gazeta Socialista de Orlando Dantas, onde foi editor e lapidou para o mercado profissionais como Ancelmo Góis. Até hoje Ancelmo tem Ivan como um guru, um pai profissional a quem devota admiração, carinho e respeito.</p>
<p>Conheci Ivan nesse período da Gazeta, mas foi na empresa que ele montou no início dos anos 80 que passei a ter uma convivência mais próxima, de colegas e amigos que nos tornamos. Além do extraordinário jornalista, também era um inovador, um cara que trouxe novidades para a provinciana Aracaju em vários momentos. A empresa a que me refiro era onde se fazia a composição e diagramação de dezenas de jornais que pipocaram naquela quadra da redemocratização do país, com muitos títulos alternativos dirigidos a públicos específicos, segmentados ou não.</p>
<p>Foi o serviço oferecido por ele que livrou jornais e jornalistas do árduo trabalho de composição e diagramação. O semanário Folha da Praia, que fez história na imprensa alternativa de Sergipe, foi um desses veículos beneficiados com essa visão de modernidade trazida por Ivan Valença. Comecei na Folha em 1981, ainda estudante de jornalismo na UFBa, quando o feitio do jornal era, literalmente, um trabalho artesanal. Isso fazia da redação uma festa de gente estranha e esquisita, malucos de todos os tipos que escreviam ou iam lá para fumar unzinho e trocar uma prosa com Amaral. Eu vinha para Aracaju nos feriados mais longos e ia complementar minha formação naquela universidade brutal e criativa da redação da Folha, com mestres como Fernando Sávio, Ilma Fontes, Henrique Barbudos, Odil Teles, Marcos Cardoso, Carlos Magno, Roninho, César de Oliveira, Iara Vieira, Zenóbio Melo e outros tantos, sob a batuta do genial Amaral Cavalcante.</p>
<p>Quando Ivan chegou no mercado com sua inovação maravilhosa, um pouco desse furdúncio da redação perdeu o ritmo, mas compensou com a nova convivência com o bruxo na rua Sete de Setembro, ali perto da Rodoviária Velha. Ivan era também um fã da Folha da Praia e dos seus principais articulistas. Crítico de cinema sem igual no estado, Valença esteve algumas vezes em Cannes e outros festivais de cinema importantes. Além de conhecer muito o assunto, abriu em Aracaju uma das primeiras locadoras de vídeo, ainda em VHS e depois em DVD. Quando o videocassete estava chegando por aqui, aí por 84 ou 85, ele me ligou dizendo da novidade e que tinha feito a encomenda de alguns aparelhos.</p>
<p>Escolhera alguns poucos amigos em Aracaju para participar dessa compra e me incluiu entre os eleitos. Foi assim que passei a ser proprietário de um belíssimo videocassete Philco-Hitachi com controle remoto por fio (Sic!) e que ainda trazia de cortesia a ocorrência de pequenos choques elétricos quando ia ligá-lo. Com sua visão antecipada das coisas, estava também criando clientela para o futuro negócio da videolocadora. Cansei de passar lá em finais de tarde para pegar dois ou três títulos. Se nessas ocasiões eu topasse com ele no balcão, era conversa pra mais de uma hora, de cinema, jornalismo, política e coisas assim.</p>
<p>No final da vida, talvez cansado de um país que definitivamente não deu certo, virou-se para posições liberais e de direita. Mas sempre fiel a seu pensamento lúcido e o combate civilizado. Foi o suficiente para ser cancelado em todas as esferas. Foi atacado sem piedade e sem considerar sua história e relevância na vida política e cultural de Sergipe.  Depois de perder sua fiel companheira Ana há alguns anos, figura de personalidade forte e inteligente, foi-se deixando abater pelas doenças e perdendo o gosto pela batalha da vida. No silêncio melancólico de uma casa de repouso, triste, pensativo e solitário, deu adeus a esse mundo que não o interessava mais. Estupendo jornalista Ivan Valença!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano%2F&amp;linkname=Ivan%20Valen%C3%A7a%20leva%20um%20peda%C3%A7o%20do%20jornalismo%20sergipano" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano%2F&amp;linkname=Ivan%20Valen%C3%A7a%20leva%20um%20peda%C3%A7o%20do%20jornalismo%20sergipano" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano%2F&amp;linkname=Ivan%20Valen%C3%A7a%20leva%20um%20peda%C3%A7o%20do%20jornalismo%20sergipano" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano%2F&amp;linkname=Ivan%20Valen%C3%A7a%20leva%20um%20peda%C3%A7o%20do%20jornalismo%20sergipano" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano%2F&#038;title=Ivan%20Valen%C3%A7a%20leva%20um%20peda%C3%A7o%20do%20jornalismo%20sergipano" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/ivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano/" data-a2a-title="Ivan Valença leva um pedaço do jornalismo sergipano"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/ivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano/">Ivan Valença leva um pedaço do jornalismo sergipano</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sosergipe.com.br/ivan-valenca-leva-um-pedaco-do-jornalismo-sergipano/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os aprendizados de 2024 e a esperança de viver 2025 com mais sabedoria</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/os-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Dec 2024 12:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>
		<category><![CDATA[autógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[ciclos]]></category>
		<category><![CDATA[continentes]]></category>
		<category><![CDATA[convidados]]></category>
		<category><![CDATA[desafio]]></category>
		<category><![CDATA[embaixador]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[familiares]]></category>
		<category><![CDATA[jornais]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[maketing]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[noticia]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=84200</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; O ano de 2024 se encaminha para o final, 2025 está à porta pedindo passagem. 2024, ano bissexto, 366 dias,  ganhamos um dia a mais para gastarmos do jeito que bem entendêssemos. Particularmente não gosto de anos pares, embora tenha nascido em um, 1958. Rompi o &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/os-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria/">Os aprendizados de 2024 e a esperança de viver 2025 com mais sabedoria</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria%2F&amp;linkname=Os%20aprendizados%20de%202024%20e%20a%20esperan%C3%A7a%20de%20viver%202025%20com%20mais%20sabedoria" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria%2F&amp;linkname=Os%20aprendizados%20de%202024%20e%20a%20esperan%C3%A7a%20de%20viver%202025%20com%20mais%20sabedoria" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria%2F&amp;linkname=Os%20aprendizados%20de%202024%20e%20a%20esperan%C3%A7a%20de%20viver%202025%20com%20mais%20sabedoria" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria%2F&amp;linkname=Os%20aprendizados%20de%202024%20e%20a%20esperan%C3%A7a%20de%20viver%202025%20com%20mais%20sabedoria" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria%2F&#038;title=Os%20aprendizados%20de%202024%20e%20a%20esperan%C3%A7a%20de%20viver%202025%20com%20mais%20sabedoria" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/os-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria/" data-a2a-title="Os aprendizados de 2024 e a esperança de viver 2025 com mais sabedoria"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> ano de 2024 se encaminha para o final, 2025 está à porta pedindo passagem. 2024, ano bissexto, 366 dias,  ganhamos um dia a mais para gastarmos do jeito que bem entendêssemos. Particularmente não gosto de anos pares, embora tenha nascido em um, 1958.</p>
<p>Rompi o ano de 2024 a bordo de uma aeronave da companhia United, em voo de Guarulhos, SP, para o aeroporto de Newark, Nova Jersey, EUA. Viagem longa em que pisei em três continentes. Além da América do Norte, visitei Amsterdam, Holanda, na Europa; e Shangai, China, na Ásia.</p>
<p>Em abril embarquei novamente para a Europa, agora para a Cidade do Porto, norte de Portugal, para o lançamento do livro “Das muletas fiz asas”, em terras lusitanas.</p>
<p>A convite do amigo Francisco Brandão, embaixador do Maranhão junto à comunidade portenha, e com a ajuda do editor Raimundo Gama, reuni amigos, convidados, familiares e o mestre José Augusto, que saiu de São Luís, atravessou o Atlântico, só para me prestigiar. Por lá palestrei e tive uma concorrida tarde de autógrafos.</p>
<p>Fui notícias em jornais do Porto e na TV da Ilha da Madeira, que visitei pela primeira vez. Passei a escrever para o jornal A Aurora do Lima, de Viana do Castelo, cidade próxima ao Porto, além de contribuir para o Novo Jornal, Luanda, Angola.</p>
<p>Iniciei uma série de palestras sobre “Felicidade”, ousadia de um engenheiro agrônomo, mais afeito aos números que às letras, que no outono da vida, se descobriu um Forrest Gump, andarilho e contador de histórias.</p>
<p>Palestrei para diferentes plateias: funcionários públicos, alunos de escolas públicas, oficiais do 24 BIS, falando de minha visão de mundo, e minhas andanças pelo mundo, após o grave acidente que sofri em 2003, no qual fiquei cinco anos sem caminhar.</p>
<p>Em agosto tomei posse na ABRASCI, Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura. A cerimônia de posse foi na ALERJ, Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Fundada em 1910, no Rio de Janeiro — é uma das mais antigas e renomada Academia de Letras do país.</p>
<p>Em outubro visitei Santiago, Chile, e fiz uma fascinante viagem à Mendoza, Argentina, uma das capitais mundiais do vinho. Em Mendoza fui matéria do principal jornal da região, Los Andes, e depois tive uma crônica publicada no mesmo periódico, em espanhol.</p>
<p>Em dezembro concluí o MBA em Gestão Pública, e em janeiro inicio outro, agora em Marketing e Publicidade. No primeiro semestre de 2025 concluo o curso de Jornalismo.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Como a vida é feita de ciclos, sempre em movimento, e o tempo não para, em novembro fechei um ciclo de quarenta anos e dez meses. Desafio novo, estar outra vez solteiro.</span></p>
<p>Às vezes a vida precisa de faxina. De reciclagem. De ressignificação. De nova direção. Isso inclui fechar algumas portas e dar fim a algumas histórias.</p>
<p>Nem tudo cabe na nova etapa de vida, e temos que ser corajosos para abrir mão daquilo que um dia teve significado e hoje não tem mais.</p>
<p>Nem sempre é fácil encerrar um capítulo. Dói, porém, às vezes o capítulo já se encerrou faz tempo, só a gente não percebeu.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">“Na vida, antes de tomar qualquer decisão, devemos escutar o silêncio. É nele que as respostas começam a nascer”, do livro “Os Miseráveis” de Victor Hugo.</span></p>
<p>Estou em silêncio, ruminando pensamentos, diante do vendaval que tomou conta de mim, querendo saber para onde o tempo sopra. Antes de qualquer decisão, há um instante em que o mundo se cala, e a alma, sutilmente, pede licença para falar. É nesse intervalo, entre o último eco e o próximo passo, que reside o silêncio – não como ausência de som, mas como a presença de tudo o que é essencial. O silêncio não é vazio; ele é o espaço onde as perguntas se desdobram e as respostas, tímidas, diante dos fatos que estou vivendo, começam a surgir.</p>
<p>Mas, como a vida me obrigou a ser forte, aprendi com as pancadas a ser resiliente e seguir em frente. “O que não mata, fortifica”, dizia minha saudosa mãe. Tenho pós doc<span style="color: #ff0000;"> </span>em perrengues, sou movido a desafios. “Ter problemas na vida é inevitável, deixar-se abater por eles é opcional”, sigo meu mantra.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">“Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver”, cito Ariano Suassuna.</span></p>
<p>Assim fecho 2024, com conquistas e realizações, e algumas perdas, que logo se transformarão em aprendizado. Avante! A vida não me cansa, pois ainda tenho muito para aprender e viver.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria%2F&amp;linkname=Os%20aprendizados%20de%202024%20e%20a%20esperan%C3%A7a%20de%20viver%202025%20com%20mais%20sabedoria" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria%2F&amp;linkname=Os%20aprendizados%20de%202024%20e%20a%20esperan%C3%A7a%20de%20viver%202025%20com%20mais%20sabedoria" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria%2F&amp;linkname=Os%20aprendizados%20de%202024%20e%20a%20esperan%C3%A7a%20de%20viver%202025%20com%20mais%20sabedoria" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria%2F&amp;linkname=Os%20aprendizados%20de%202024%20e%20a%20esperan%C3%A7a%20de%20viver%202025%20com%20mais%20sabedoria" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria%2F&#038;title=Os%20aprendizados%20de%202024%20e%20a%20esperan%C3%A7a%20de%20viver%202025%20com%20mais%20sabedoria" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/os-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria/" data-a2a-title="Os aprendizados de 2024 e a esperança de viver 2025 com mais sabedoria"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/os-aprendizados-de-2024-e-a-esperanca-de-viver-2025-com-mais-sabedoria/">Os aprendizados de 2024 e a esperança de viver 2025 com mais sabedoria</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cinco reportagens de Sergipe sobre café, mel, mandioca e aratu vencem Prêmio BNB de Jornalismo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/cinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 17:49:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[BNB]]></category>
		<category><![CDATA[catetorias]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[estadual]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalistas]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio]]></category>
		<category><![CDATA[UFS]]></category>
		<category><![CDATA[universitários]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=83877</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os vencedores nacionais e estaduais do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional foram homenageados nesta quarta-feira, 18, em Aracaju. Na solenidade, durante a confraternização anual com a imprensa sergipana, foram conhecidos dois vencedores: nas categorias Estadual Universitário e Estadual Profissional. Os outros três, que venceram nas categorias nacionais, já haviam sido anunciados &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/cinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo/">Cinco reportagens de Sergipe sobre café, mel, mandioca e aratu vencem Prêmio BNB de Jornalismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo%2F&amp;linkname=Cinco%20reportagens%20de%20Sergipe%20sobre%20caf%C3%A9%2C%20mel%2C%20mandioca%20e%20aratu%20vencem%20Pr%C3%AAmio%20BNB%20de%20Jornalismo" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo%2F&amp;linkname=Cinco%20reportagens%20de%20Sergipe%20sobre%20caf%C3%A9%2C%20mel%2C%20mandioca%20e%20aratu%20vencem%20Pr%C3%AAmio%20BNB%20de%20Jornalismo" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo%2F&amp;linkname=Cinco%20reportagens%20de%20Sergipe%20sobre%20caf%C3%A9%2C%20mel%2C%20mandioca%20e%20aratu%20vencem%20Pr%C3%AAmio%20BNB%20de%20Jornalismo" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo%2F&amp;linkname=Cinco%20reportagens%20de%20Sergipe%20sobre%20caf%C3%A9%2C%20mel%2C%20mandioca%20e%20aratu%20vencem%20Pr%C3%AAmio%20BNB%20de%20Jornalismo" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo%2F&#038;title=Cinco%20reportagens%20de%20Sergipe%20sobre%20caf%C3%A9%2C%20mel%2C%20mandioca%20e%20aratu%20vencem%20Pr%C3%AAmio%20BNB%20de%20Jornalismo" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/cinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo/" data-a2a-title="Cinco reportagens de Sergipe sobre café, mel, mandioca e aratu vencem Prêmio BNB de Jornalismo"></a></p><p>Os vencedores nacionais e estaduais do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional foram homenageados nesta quarta-feira, 18, em Aracaju. Na solenidade, durante a confraternização anual com a imprensa sergipana, foram conhecidos dois vencedores: nas categorias Estadual Universitário e Estadual Profissional. Os outros três, que venceram nas categorias nacionais, já haviam sido anunciados no dia 3 em Fortaleza.</p>
<p>Estudantes e profissionais da área foram reconhecidos por trabalhos de divulgação e valorização de ações nas áreas econômicas, sociais e ambientais, fundamentais para o fortalecimento da região Nordeste e do estado de Sergipe.</p>
<figure id="attachment_83881" aria-describedby="caption-attachment-83881" style="width: 341px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/bnb-geral.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-83881" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/bnb-geral-300x200.jpg" alt="" width="341" height="227" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/bnb-geral-300x200.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/bnb-geral-768x513.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/bnb-geral-310x205.jpg 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/bnb-geral.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 341px) 100vw, 341px" /></a><figcaption id="caption-attachment-83881" class="wp-caption-text">A entrega do Prêmio BNB de Jornalismo foi realizada durante confraternização com a imprensa sergipana</figcaption></figure>
<p>O primeiro prêmio (Estadual Universitário) foi entregue às estudantes Ana Carolina Izidoro, Janisse Bispo, Júlia Cavalcante e Maria Vitoria Pereira. Elas publicaram a matéria “Um Lugar Movido a Aratu”, na revista eletrônica Mais Contexto, da Universidade Federal de Sergipe (UFS).</p>
<p>“Foi muito gratificante para nós, estamos muito felizes. Foi uma matéria muito rica e importante para toda a equipe. Descobrimos o vilarejo Terra Caída, em Indiaroba, e abraçamos a pauta com tudo que podíamos, com todo amor, carinho, paciência e emoção que tínhamos e com certeza vamos voltar lá para agradecer a toda a população”, disse a estudante Júlia Cavalcante.</p>
<p>O segundo troféu (Estadual Profissional) ficou com os jornalistas Wesley Júnior, Josafá Neto e Clayton Cavalcante, com a reportagem “Empreendedores do Mel: da tradição sustentável à inovação apícola”, da Rádio UFS FM.</p>
<p>“Esse prêmio é simplesmente satisfatório. Posso resumir na palavra ‘satisfação’, porque o BNB faz esse trabalho brilhante há quatro décadas e nós, jornalistas, temos a função primordial de transmitir informação para o nosso público. Fico muito feliz em entrar para a história da premiação, juntamente com o pessoal da Rádio UFS”, contou o jornalista Wesley Júnior.</p>
<p><strong>Categorias nacionais</strong></p>
<p>O prêmio Nacional Áudio foi entregue aos jornalistas Juliana Almeida e Josafá Neto, da Rádio UFS FM, pela veiculação da matéria “Diamante negro: a expansão dos cafés especiais do interior do Nordeste para o mundo”.</p>
<p>A TV Sergipe conquistou o troféu Nacional Audiovisual. Os vencedores foram Anna Paula Ferreira, Rafael Carvalho, Jeová Luiz, Lucas Andrade e Marcílio Nocrato, com a reportagem “Mandioca: a riqueza do Agreste”, uma edição especial de São João do programa Estação Agrícola.</p>
<p>E o prêmio Nacional Universitário foi entregue a estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS), pela reportagem “Vozes da Maré”, veiculada na Rádio UFS FM. A equipe foi formada pelos alunos Ana Beatriz Andrade, Maria Daniele Caetano, Ronicleiton Paixão, Ronaldo Araújo, Luiz Fernando Farias, Sofia Cardoso e Tauã Ferreira.</p>
<p>O analista de comunicação do BNB em Sergipe, Daniel Brandi, explicou a relevância do prêmio para profissionais e estudantes. “O jornalismo praticado no estado é formado por pessoas muito criativas, que sabem revelar ao público histórias sobre a força do povo empreendedor, as riquezas do campo e da cidade. Dessa vez foram cinco prêmios, um recorde para Sergipe. E a chegada do prêmio universitário estadual é a cereja do bolo, porque inspira o profissional em formação, cada equipe, a percorrer os municípios em busca das melhores notícias”, disse.</p>
<p>O superintendente estadual do Banco do Nordeste, César Santana, destacou o reconhecimento dos veículos de comunicação sergipanos e regionais. “O papel da imprensa é muito importante porque democratiza o acesso a informações de utilidade pública. Então, é com grande alegria que o BNB realiza esse prêmio há 40 anos, porque reconhece e valoriza o trabalho da imprensa em Sergipe e em toda a área de atuação, que inclui os estados nordestinos e parte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Todos os jornalistas premiados estão de parabéns”, declarou.</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo%2F&amp;linkname=Cinco%20reportagens%20de%20Sergipe%20sobre%20caf%C3%A9%2C%20mel%2C%20mandioca%20e%20aratu%20vencem%20Pr%C3%AAmio%20BNB%20de%20Jornalismo" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo%2F&amp;linkname=Cinco%20reportagens%20de%20Sergipe%20sobre%20caf%C3%A9%2C%20mel%2C%20mandioca%20e%20aratu%20vencem%20Pr%C3%AAmio%20BNB%20de%20Jornalismo" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo%2F&amp;linkname=Cinco%20reportagens%20de%20Sergipe%20sobre%20caf%C3%A9%2C%20mel%2C%20mandioca%20e%20aratu%20vencem%20Pr%C3%AAmio%20BNB%20de%20Jornalismo" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo%2F&amp;linkname=Cinco%20reportagens%20de%20Sergipe%20sobre%20caf%C3%A9%2C%20mel%2C%20mandioca%20e%20aratu%20vencem%20Pr%C3%AAmio%20BNB%20de%20Jornalismo" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo%2F&#038;title=Cinco%20reportagens%20de%20Sergipe%20sobre%20caf%C3%A9%2C%20mel%2C%20mandioca%20e%20aratu%20vencem%20Pr%C3%AAmio%20BNB%20de%20Jornalismo" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/cinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo/" data-a2a-title="Cinco reportagens de Sergipe sobre café, mel, mandioca e aratu vencem Prêmio BNB de Jornalismo"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/cinco-reportagens-de-sergipe-sobre-cafe-mel-mandioca-e-aratu-vencem-premio-bnb-de-jornalismo/">Cinco reportagens de Sergipe sobre café, mel, mandioca e aratu vencem Prêmio BNB de Jornalismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Jornalismo no caminho da irrelevância</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/jornalismo-no-caminho-da-irrelevancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 20:30:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia, Cultura e Ebulições]]></category>
		<category><![CDATA[contemporânea]]></category>
		<category><![CDATA[desgraça]]></category>
		<category><![CDATA[desmoralização]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[eletrônica]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[inernet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[monopólio]]></category>
		<category><![CDATA[santinhos]]></category>
		<category><![CDATA[segundo turno]]></category>
		<category><![CDATA[sujeira]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<category><![CDATA[votação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=81742</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luciano Correia (*) &#160; O primeiro turno das eleições em Sergipe movimentou como nunca as redes digitais com os erros e acertos que isto representa. Essa esfera pública digital cada vez mais substitui a antiga esfera, essa também já caracterizada por uma Ágora eletrônica, nas décadas em que rádio e televisão foram absolutamente &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/jornalismo-no-caminho-da-irrelevancia/">Jornalismo no caminho da irrelevância</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-no-caminho-da-irrelevancia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20no%20caminho%20da%20irrelev%C3%A2ncia" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-no-caminho-da-irrelevancia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20no%20caminho%20da%20irrelev%C3%A2ncia" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-no-caminho-da-irrelevancia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20no%20caminho%20da%20irrelev%C3%A2ncia" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-no-caminho-da-irrelevancia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20no%20caminho%20da%20irrelev%C3%A2ncia" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-no-caminho-da-irrelevancia%2F&#038;title=Jornalismo%20no%20caminho%20da%20irrelev%C3%A2ncia" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/jornalismo-no-caminho-da-irrelevancia/" data-a2a-title="Jornalismo no caminho da irrelevância"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luciano Correia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro turno das eleições em Sergipe movimentou como nunca as redes digitais com os erros e acertos que isto representa. Essa esfera pública digital cada vez mais substitui a antiga esfera, essa também já caracterizada por uma Ágora eletrônica, nas décadas em que rádio e televisão foram absolutamente hegemônicos na condução da sociedade. Do terreno concreto mesmo, só restaram as famigeradas carreatas com seus minidiscursos e a sujeira dos santinhos nas ruas no dia da votação. Todo o resto é disputa nas redes.</p>
<p>A mudança de patamar, do analógico para o digital, por si só não representa avanços ou recuos. Nesse aspecto, a Internet é usada para o bem e para o mal. O importante na ascensão das novas mídias é a capacidade de cada um se tornar um emissor, cada cidadão pode ser uma voz, uma TV ou algo ainda mais avançado. Isso rompe com o monopólio da era eletrônica, quando um centro emissor, sem interações ou contrapartidas, gerava conteúdo para milhões. Por outro lado, o mau uso pode representar também a desgraça desse novo espaço público digital, como, aliás, estamos acostumados a ver.</p>
<p>O primeiro turno em Sergipe aprofundou a banalização das pesquisas eleitorais, com cada freguês encomendando os resultados que lhe convinha, para fazer barulho com números impressionantes sobre sua pretensa superioridade. Não foi, portanto, uma “guerra das pesquisas”, mas o abuso irresponsável de um recurso legítimo e importante no processo político. Tava mais para uma guerra de fake news. <span class="sigijh_hlt">Os tais institutos, pois, junto com seus partidos contratantes, foram os primeiros derrotados. </span>Mas há um derrotado maior na primeira rodada das eleições, e esse nos é muito caro: o jornalismo propriamente dito.</p>
<p>Se por um lado as redes permitem que cada ator social produza suas narrativas, essa liberdade não pode abusar dos princípios que definem a produção jornalística, tão simples e objetivas que são. Se fosse assim, que continuássemos dependentes do autoproclamado “jornalismo profissional”, uma pretensão da imprensa corporativa que busca assegurar seu domínio na opinião pública vendendo uma ideia de que os outros não fazem jornalismo, mas narrativas individuais e amadoras. Jornalismo não precisa ser “profissional”, porque esse conceito carrega interesses ideológicos e comerciais camuflados. Tampouco pode ser uma construção de narrativas a serviço de partidos, chefes políticos ou grupos privados cujas mensagens desprezam a realidade e distorcem a interpretação do mundo.</p>
<p>Aqui se viu de tudo, anomalias como “jornalista de dados”, cientistas políticos cumprindo a missão de jagunços midiáticos a serviço de neocoronéis de uma esquerda sem discurso, analistas posicionados na folha de pagamento de candidatos se esforçando para provar que suas análises tinham um pingo de honestidade, aí sim, profissional. <span class="sigijh_hlt">O resultado dessa patacoada eleitoral foi a desmoralização do sagrado direito à informação, a notícia como serviço público, o que, desgraçadamente, só confere ainda mais irrelevância a uma atividade que tem sido a maior vítima da proliferação dos canais “informativos” da Internet.</span></p>
<p>As causas dessa desgraça contemporânea são muitas, mas não trataremos disso por ora. É até compreensível que, diante desse cenário de pulverização do mercado de trabalho jornalístico, os trabalhadores da área busquem sobreviver no patamar digital se adaptando aos novos formatos. Mas a mudança do ambiente jamais deve prescindir dos princípios éticos, tão básicos e simples, que constituem os protocolos jornalísticos no mundo inteiro. <span class="sigijh_hlt">O jornalismo é uma conquista do Iluminismo e graças a ele temos conseguido o equilíbrio mínimo no funcionamento do mundo moderno, fiscalizando as ações dos poderes públicos e dos agentes privados. </span>Fazer comunicação sem observar esses critérios é mais criminoso do que o silêncio das censuras, sejam quais forem os fins e os meios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-no-caminho-da-irrelevancia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20no%20caminho%20da%20irrelev%C3%A2ncia" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-no-caminho-da-irrelevancia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20no%20caminho%20da%20irrelev%C3%A2ncia" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-no-caminho-da-irrelevancia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20no%20caminho%20da%20irrelev%C3%A2ncia" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-no-caminho-da-irrelevancia%2F&amp;linkname=Jornalismo%20no%20caminho%20da%20irrelev%C3%A2ncia" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjornalismo-no-caminho-da-irrelevancia%2F&#038;title=Jornalismo%20no%20caminho%20da%20irrelev%C3%A2ncia" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/jornalismo-no-caminho-da-irrelevancia/" data-a2a-title="Jornalismo no caminho da irrelevância"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/jornalismo-no-caminho-da-irrelevancia/">Jornalismo no caminho da irrelevância</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Que Risério é esse, hein?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/que-riserio-e-esse-hein/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Mar 2024 19:07:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Risério]]></category>
		<category><![CDATA[belíssimas]]></category>
		<category><![CDATA[canal]]></category>
		<category><![CDATA[canções]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[espetáculos]]></category>
		<category><![CDATA[fã]]></category>
		<category><![CDATA[faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[político]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[sessões]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Youtube]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=76050</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Luciano Correia (*) &#160; Conheço o antropólogo, poeta, ensaísta e historiador Antônio Risério de algumas das belíssimas canções que compôs para a música brasileira, belas parcerias com gente como Gil, Moraes Moreira ou Roberto Mendes. Ou seja, também é um refinado compositor, e dos bons. Depois fui encontrando com essa figura ímpar da cultura &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/que-riserio-e-esse-hein/">Que Risério é esse, hein?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fque-riserio-e-esse-hein%2F&amp;linkname=Que%20Ris%C3%A9rio%20%C3%A9%20esse%2C%20hein%3F" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fque-riserio-e-esse-hein%2F&amp;linkname=Que%20Ris%C3%A9rio%20%C3%A9%20esse%2C%20hein%3F" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fque-riserio-e-esse-hein%2F&amp;linkname=Que%20Ris%C3%A9rio%20%C3%A9%20esse%2C%20hein%3F" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fque-riserio-e-esse-hein%2F&amp;linkname=Que%20Ris%C3%A9rio%20%C3%A9%20esse%2C%20hein%3F" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fque-riserio-e-esse-hein%2F&#038;title=Que%20Ris%C3%A9rio%20%C3%A9%20esse%2C%20hein%3F" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/que-riserio-e-esse-hein/" data-a2a-title="Que Risério é esse, hein?"></a></p><blockquote><p>Por Luciano Correia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">C</span>onheço o antropólogo, poeta, ensaísta e historiador Antônio Risério de algumas das belíssimas canções que compôs para a música brasileira, belas parcerias com gente como Gil, Moraes Moreira ou Roberto Mendes. Ou seja, também é um refinado compositor, e dos bons. <span class="sigijh_hlt">Depois fui encontrando com essa figura ímpar da cultura brasileira em depoimentos para inúmeros documentários. </span>Por fim, fui arrebatado na condição de fã do seu canal no YouTube, onde ando me socorrendo da mediocridade que assola a TV e o rádio.</p>
<p>A partir de suas indispensáveis entrevistas no canal, fui abrindo novas fronteiras entre autores que atualmente dão conta das respostas para o vazio inaugurado pela debacle do socialismo real e a completa perda de rumo em que mergulhou a esquerda nesses tempos sombrios. Uma época marcada, de um lado, pelo ressurgimento da direita com força total no mundo inteiro, e, do outro, pela substituição das causas históricas da esquerda clássica pelo fascismo identitário dos que agora falam em seu nome, notadamente as franjas “ideológicas” do PT e do Psol em corpo inteiro.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-20-at-21.01.31.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-76052 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-20-at-21.01.31-198x300.jpeg" alt="" width="198" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-20-at-21.01.31-198x300.jpeg 198w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-20-at-21.01.31-676x1024.jpeg 676w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-20-at-21.01.31-768x1164.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-20-at-21.01.31-1014x1536.jpeg 1014w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-03-20-at-21.01.31.jpeg 1056w" sizes="auto, (max-width: 198px) 100vw, 198px" /></a>O primeiro desses autores foi o próprio Risério, em “Sobre o relativismo pós-moderno e a fantasia fascista da esquerda identitária”, livro indispensável para quem quer entender o Brasil de hoje e o que há de falsidade e mistificação no discurso dessa esquerda supostamente igualitária e reparadora de direitos. Li outros trabalhos sobre esse tema que muito me interessa, mas o assunto de hoje é a incursão de Risério no território da prosa, área onde também costuma transitar. <span class="sigijh_hlt">Trata-se de “Que você é esse?”, livro rejeitado pela Editora 34, </span>pela parte de seu conteúdo anti-Lula e PT, apresentado como ficção, mas, na verdade, construído sobre a mais concreta realidade vivida pelo autor no período em que transitou pelo rico e fascinante mercado do marketing político, com toda a pompa, desgraça e hipocrisia que rege a vida nesse mundo, principalmente os dois últimos.</p>
<p>Na apresentação, ele é classificado como “ficção política e livro erótico, romance de ideias e texto prospectivo”, um diário da vida do autor, sua visão e relação com o mundo, do mundo do trabalho e da cultura ao mundinho dos amigos e da (ufa!) adorável vagabundagem que recheia a vida dessa gente da publicidade. São 432 páginas que devorei em duas semanas, tentando descobrir a verdadeira identidade de seus instigantes personagens, alguns seguramente conhecidos meus. Amigos não, mas conhecidos sim. Ali estão escancaradamente reconhecíveis Duda Mendonça, João Santana, que eu conhecia como Patinhas, Duda Kertész et caterva. Estariam também Sidônio Palmeira, Carlinhos, Alfredo Vilela e outros contemporâneos de movimento estudantil? Quem seria o sujeito que chegou até a assumir um ministério do governo petista, o hoje deputado Jorge Solla?</p>
<p>Acontece que eu também vim da Bahia. Não como Gil, de cujo berço se origina entre os sertões de Vitória da Conquista e a opulência cultural da Cidade da Bahia nos anos 50 e 60, onde ganhou, no dizer dele mesmo, régua e compasso para se tornar quem se tornou. Da Bahia eu voltei depois dos quatro anos fundamentais na minha formação, tempo em que cursei Jornalismo na UFBa. Não peguei, por assim dizer, a época de ouro que pariu a Tropicália, o samba de Caymmi ou o grande nome do Cinema Novo, Gláuber Rocha. Mas “minha” Salvador era uma capital diversa, rica, a terceira cidade brasileira, onde ainda bebi num restinho de caldo cultural interessante, até que fosse tragada e rendida pelo marketing do turismo e dos carnavais segregadores das cordas,</p>
<p>Minha Salvador se materializava no espaço circunscrito aos limites da antiga EBC, a lendária Escola de Biblioteconomia e Comunicação do Canela e a vivência com os colegas da também tradicional Residência Universitária R1 do Corredor da Vitória, palco de lutas estudantis e da repressão da ditadura. Assim, entre um e outro universo, frequentei festas alternativas, espetáculos, casas de gente doida e criativa e os ambientes politizados do movimento estudantil baiano. Alguns exemplos: as sessões de cinema na sala Walter da Silveira da Biblioteca dos Barris ou no cine Guarany, hoje Gláuber Rocha, na praça Castro Alves, e as montagens vanguardistas do diretor Walter Seixas Junior na Escola de Teatro da UFBa.</p>
<p>Na antiga faculdade de teatro eu vi peças a partir de textos de Gláuber (“Que Viva Gláuber”) e algumas do teatrão de Nelson Rodrigues sob a direção luxuosa de Waltinho, um diretor que fascinou um tabaréu sergipano que só conhecia o “teatro chamado cordel” do Imbuaça de Mariano, Isabel Santos e Valdice Teles, também referência marcante na minha formação. Em frente à escola havia outra atração tão prazerosa, além da nudez daquelas meninas do teatro baiano, o Café Teatro, bar reduto da esquerda estudantil boêmia, artistas, jornalistas e desocupados que faziam daquele pedacinho do Canela um dos cantos mais alegres e luminosos da Cidade do São Salvador.</p>
<p>É o gancho para voltarmos ao meio ambiente descrito por Risério. A Salvador que vivi antecedeu à ascensão da axé music, uma música originada do fortíssimo veio criativo baiano mas que transbordou para a pura mercantilização e a criação de uma cultura em seu entorno: o império da bunda e dos rebolados, das abaixadas nas garrafas, das coreografias erótico-infantis, do culto a uma alegria desenfreada, do baiano malandro incrivelmente feliz. Como na música de Orestes Barbosa e Sílvio Caldas, os guizos falsos da alegria. Uma operação construída pelas estratégias de marketing da Bahiatursa.</p>
<p>Como estudante, não cheguei perto dessa turma de alto coturno que fez parte do mundo de Risério, tão bem (e mal) retratada em “Que você é esse?”, mas, pelo conhecimento e vivência do período, convivi com alguns deles, em maior ou menor distância. A vida na velha EBC da UFBa promoveu isso, no circuito entre as salas de aula, a cantina de Beré e o legendário flamboyant do pátio, onde assisti, entre outras coisas, uma conversa com Jorge Mautner, em apoio à candidatura de Galvão dos Novos Baianos em 82. Mautner, sozinho com o violão, fez uma gracinha pra gente. Embora não consiga identificar os personagens do livro, imagino que alguns estiveram conosco em salas de aulas, príncipes do trocadilho abobalhado, todos de direita, que odiavam a gente do movimento estudantil.</p>
<p>Alguns fizeram carreira graúda na publicidade e no marketing político, que Risério, chama de eleitoral, cada vez menos político, com suas táticas sujas e ausência total de princípios. Gente que andou pelo Sinjorba, o sindicato dos jornalistas da Bahia, admirados por estudantes como eu, e outros que passaram pelo DCE e UEE, hoje em casa guardados por Deus, contando o vil metal. Um deles, inclusive, foi o responsável pela campanha de Lula na eleição de 2022.</p>
<p>São esses personagens reais, transformados em ficção pela veia literária do poeta Risério, que estão na iluminista Cidade da Bahia da qual lambi um resto de lama criativa. Personagens que seguem protagonistas na passagem para a Bahia festeira e fútil dos dias atuais. O livro vale como ficção, ainda mais se sabemos que tudo aquilo foi capturado nas águas turvas do real. E vale tanto para leitores distantes da cena, onde e quando ela ocorreu, quanto, mais ainda, para observadores privilegiados, como eu, que tive a fortuna de ser, pelo menos, um simples coadjuvante, estudante pobre e periférico ao mundo glamourizado desses magos da publicidade e do marketing.</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fque-riserio-e-esse-hein%2F&amp;linkname=Que%20Ris%C3%A9rio%20%C3%A9%20esse%2C%20hein%3F" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fque-riserio-e-esse-hein%2F&amp;linkname=Que%20Ris%C3%A9rio%20%C3%A9%20esse%2C%20hein%3F" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fque-riserio-e-esse-hein%2F&amp;linkname=Que%20Ris%C3%A9rio%20%C3%A9%20esse%2C%20hein%3F" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fque-riserio-e-esse-hein%2F&amp;linkname=Que%20Ris%C3%A9rio%20%C3%A9%20esse%2C%20hein%3F" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fque-riserio-e-esse-hein%2F&#038;title=Que%20Ris%C3%A9rio%20%C3%A9%20esse%2C%20hein%3F" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/que-riserio-e-esse-hein/" data-a2a-title="Que Risério é esse, hein?"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/que-riserio-e-esse-hein/">Que Risério é esse, hein?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
