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	<title>Arquivo para Jorge Carvalho - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Jackson Barreto por Jorge Carvalho</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/jackson-barreto-por-jorge-carvalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 14:55:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos &#160; Estaria mentindo se iniciasse o presente texto dizendo que já conclui a leitura do livro “Jackson Barreto, tempo e contratempo”, de autoria do Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento, lançado na última quarta-feira, 18 de outubro, nas dependências do Museu da Gente Sergipana. Entretanto, não esperei mais alguns dias &#8230;</p>
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<p>Estaria mentindo se iniciasse o presente texto dizendo que já conclui a leitura do livro “Jackson Barreto, tempo e contratempo”, de autoria do Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento, lançado na última quarta-feira, 18 de outubro, nas dependências do Museu da Gente Sergipana. Entretanto, não esperei mais alguns dias para externar, ao menos, as minhas primeiras impressões de mais uma obra sobre uma importante liderança política sergipana, somando-se a outras como a do professor Ibarê Dantas, sobre o saudoso Marcelo Déda, da qual escreverei oportunamente.</p>
<p>Antes, permitam-me tecer algumas considerações a respeito do biógrafo e do biografado pelos quais nutro grande e sincera admiração. Certamente, não haveria melhor nome para discorrer sobre Jackson do que o de Jorge Carvalho, não somente por seu conhecido e consagrado potencial historiográfico, mas pelo conhecimento de causa, sendo, para além de autor, também testemunha e co-partícipe de vários momentos da vida do biografado, sobretudo a política.</p>
<p>Jorge Carvalho de tempos em tempos, e não tem demorado muito, vem nos brindando com obras de fôlego e que nos instiga e colabora, sobremaneira, para enriquecer a historiografia sergipana. Recentemente, ainda este ano, publicou “Memórias do Jornalismo e da Coluna Social”, também pela editora Criação, conceituadíssima empresa que tem dado uma contribuição para que os livros também sejam obras de arte, não tendo sido diferente com o layout e a diagramação  de “Jackson Barreto, tempo e contratempo”.</p>
<p>Quanto a Jackson Barreto, para além de ter sido seu eleitor na maioria de seus pleitos, lhe tenho uma dívida de gratidão incalculável, pois em seu último mandato como governador de Sergipe (2013-2018), me permitiu as condições para publicar pela EDISE, minha tese de doutorado em História pela UFPE. Mas, em que pese ter acertado mais do que errado, como afirma seu biógrafo em entrevista esta semana, para o Jornal da FAN, penso que esteja, sem sombras de dúvidas, entre os mais importantes políticos de nosso tempo, em especial por seu carisma e pelas causas populares que sempre defendeu e protagonizou.</p>
<p>Com recheadas e robustas 488 páginas, “Jackson Barreto, tempo e contratempo”  está sendo para mim, até o presente momento, uma radiografia cirúrgica da vida política de Jackson Barreto de Lima (embora também nos seja apresentado o sujeito e o ser humano). Um ilustre santa-rosense, nascido aos seis de maio de 1944, prestes a tornar-se octogenário, que ao longo da vitoriosa vida pública foi líder estudantil, vereador, deputado estadual, deputado federal, prefeito de Aracaju, vice-governador e governador de Sergipe.</p>
<p>Como é característico das obras de Jorge Carvalho, seu novo livro está amplamente embasado com fontes históricas preciosas (impressas ou não), todas elas ricamente exploradas com astúcia, inteligência e sabedoria, sem filtros ou maquiagens, tecendo sobre o biografado com a verdade que muitas vezes escapa em trabalhos sobre trajetórias de vida, em particular, de figuras públicas.</p>
<p>A mim, resta-me concluir a leitura o quanto antes. Até lá, recomendo que outros também o façam, de modo especial e necessário, a classe política atual e aqueles que almejam lutar por ideias e ideais para as quais o biografado dedicou parte considerável de sua vida e às vezes até mesmo na iminência de colocá-la em risco, como durante a Ditadura Civil-Militar do Brasil (1964-1985), cujos fantasmas fungaram em nosso pescoço nos últimos quatro anos e que ainda ameaçam a nossa democracia, muito cara e sagrada para Jackson Barreto de Lima até a presente data.</p>
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		<title>PRÁTICAS CULTURAIS NA ARACAJU DO SÉCULO XX</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/praticas-culturais-na-aracaju-do-seculo-xx/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 May 2018 15:00:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>(*) Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento Ítalo Calvino nos ensina que “de uma cidade, nós não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas” (Cf. CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. Tradução Diogo Mainardi. São Paulo, Companhia das Letras, 1990. p. 44.). É exatamente o de &#8230;</p>
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<figure id="attachment_11644" aria-describedby="caption-attachment-11644" style="width: 254px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-11644" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho-300x300.jpg" alt="" width="254" height="254" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho.jpg 640w" sizes="(max-width: 254px) 100vw, 254px" /></a><figcaption id="caption-attachment-11644" class="wp-caption-text">Professor Jorge Carvalho do Nascimento</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Ítalo Calvino nos ensina que “de uma cidade, nós não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas” (Cf. CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. Tradução Diogo Mainardi. São Paulo, Companhia das Letras, 1990. p. 44.).</p>
<p style="text-align: justify;">É exatamente o de formular algumas perguntas à cidade de Aracaju o propósito desta reflexão. Interessa pensar o seu processo de urbanização, as suas formas, a sua intensidade e as suas peculiaridades. Compreender o conjunto de relações sociais, práticas culturais e educativas estabelecidas no espaço urbano da capital do Estado de Sergipe, a partir das suas primeiras manifestações na metade dos anos 50 do século XIX, quando a cidade foi fundada por Inácio Barbosa para ser a capital da Província até adquirir a sua condição atual de metrópole conturbada.</p>
<p style="text-align: justify;">Um espaço seletivo, no qual as diferentes áreas, cada um dos bairros possui equipamentos urbanos distintos, algumas regiões guardando práticas que nem sempre são condizentes com os hábitos sociais mais contemporâneos. Cada espaço com características próprias ao processo da sua expansão, com múltiplas variações de uso urbano nas relações entre as pessoas e o espaço gerando frequentes conflitos. A luta pelo domínio do uso do solo da cidade é parte desses conflitos, importantes no processo de formação da estrutura urbana e na visão incorporada pelos indivíduos que assumem o poder, criando e recriando o espaço urbano.</p>
<p style="text-align: justify;">As condições ambientais são também determinantes do comportamento humano no espaço da cidade. A existência de rios, as áreas litorâneas, os espaços de preservação florestal, a implantação de rodovias, condições de saneamento, distribuição de energia elétrica são elementos considerados nos conflitos que têm o domínio do espaço urbano como foco. Essa diferenciação urbana forma guetos, com muitas áreas deprimidas pela pobreza. Mas estabelece ainda um outro tipo de gueto. Aqueles destinados às pessoas de renda mais alta, os condomínios fechados.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse processo desigual, o Estado tem buscado regular o uso do espaço, através de um ordenamento legislativo no qual esses conflitos ganham força de modo especial. Esse tipo de ação integra-se a todo um contexto que produz necessidades educacionais, sanitárias, de abastecimento, de lazer, de transporte, de controle social – elementos indispensáveis à manutenção da ordem vigente. Tudo enfim que se pode entender por urbanização. A aceleração do ritmo da vida social urbana é parte visível desse processo que se confunde com o da vida das pessoas na cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade que Inácio Barbosa fundou, cresceu. E com ela os horizontes e utensilagens mentais dos seus habitantes. Cerca de um século após a sua fundação era possível verificar em Aracaju, na década de 50 do século XX, um intenso movimento cultural. “Reuniões. Encontros. Debates. Ora nos colégios, ora nas residências, ora nos cafés Central e Ponto Chique. Jornais. Revistas. Conferências. Eram cultivados os corais, o balé clássico e o canto lírico. Havia um Centro de Cultura ativo e operante. Uma palestra, por semana, em casa de cada associado. A Academia Sergipana de Letras era muito frequentada em reuniões festivas, quando da posse de um novo acadêmico. A revista Renovação, de Maria Rita, enchia a vaidade da província, publicando, generosamente, crônicas e poesias, de bom e mau quilates” (Cf. CABRAL, Mário. “Aracaju cultural em 1940”, in Revista da Academia Sergipana de Letras. Aracaju, Nº 27, Março 1980.p. 53.).</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">O quadro pintado pelo cronista Mário Cabral mostra uma cidade culturalmente ativa, descrevendo a circulação de revistas como Alvorada, Estudos Sergipanos e Renascença; jornais, como Correio de Aracaju, Sergipe Jornal, Diário de Sergipe, A Cruzada, A República, O Estro, O Eco e O Nordeste; a Rádio Difusora era outro importante veículo de divulgação da formação da mentalidade dos aracajuanos, do mesmo modo que espaços de lazer como o Cinema Rio Branco – palco de grandes eventos do teatro brasileiro; grupos de teatro amador, como Os Nossos, Jhalf Pran e O Paulistano e seu Teatro; teatrólogos, como Alfredo Gomes, Raimundo Oliveira, Paulo Barreto, Flora do Prado Maia, José Carlos da Costa Farias e Severino Uchoa; os saraus musicais.</p>
<p style="text-align: justify;">Atores, a exemplo de Fernando França, Waldemar Prudente, Grossi Missano, Ednaldo Rezende, Neide Albuquerque e Violeta Andrade; os jornais falados; jornalistas, como João Batista de Lima e Silva, Paulo Costa, Ómer Mont’Alegre, Joel Silveira, Junot Silveira e Zózimo Lima e a sua coluna “Variações em Fá Sustenido”; cronistas sociais como Chico de Baim – um dos divulgadores do gênero jornalístico crônica social entre nós-, Heitor Teles – popularizador da crônica social nos jornais.</p>
<p style="text-align: justify;">Jornalistas esportivos, como Martins Peralva – que revolucionou a crônica esportiva sergipana – e Isaac Zukerman; costureiros, como Otávio Soares o primeiro produtor de moda para as elites sergipanas, campo tradicionalmente dominado pelas mulheres; pianistas, como Carlos Rubens e Carlos Dantas; violonistas, como Carnera, João Moreira e Antônio Emílio; artistas plásticos como Florival Santos, Autran Santana, Inácio Oliveira, Álvaro Santos e Jenner Augusto; cantores populares, como João Melo, Humberto Araújo e Antônio Garcia.</p>
<p style="text-align: justify;">Clubes, a exemplo do Recreio Clube; bares, como o Café Central e o Bar Apolo; colégios, como o Atheneu Pedro II; a circulação de livros, como Lírica, de Garcia Rosa, Espelho Interior e Ilha Selvagem, de Passos Cabral;  Evangelho de um triste, de Artur Fortes; Caderno de Crítica, Espelho do Tempo, Caminho da Solidão; Roteiro de Aracaju e Crítica e Folclore, de Mário Cabral; Os Corumbas e Rua do Siriri, de Amando Fontes; A Catedral de Ouro e Sob o olhar malicioso dos trópicos, de Barreto Filho; Vidas Perdidas e Advogados, de Carvalho Neto;  O Problema Açucareiro em Sergipe, de Orlando Dantas;  Folclore da Cachaça, Cancioneiro de Sergipe e Contribuição ao Estudo de Aracaju, de José Calasans.</p>
<p style="text-align: justify;">Desenvolvimento Urbano de Aracaju, de Fernando Porto; Deus é Verde, de Jorge Neto; Vila de Santa Luzia, de Ómer Mont’Alegre; Letras Vencidas e Cajueiro dos Papagaios, de Garcia Moreno; Cidade Subterrânea, de Santo Souza; Dialética do Amor, de Ariosvaldo Figueiredo; Berço de Angústia, de Núbia Marques; Jackson de Figueiredo, de José Amado Nascimento; Poema da Noite, de Eunaldo Costa; Minha Gente, de Clodomir Silva; a grande casa editora que era a Livraria Regina.</p>
<p style="text-align: justify;">Estádios de futebol como o Adolfo Rollemberg; as grandes equipes de futebol como o Sergipe, o Cotinguiba, o Confiança. O espaço natural do meio ambiente continuava cercado, ainda, por coqueiros, melancias e caranguejos.</p>

			</div></div>
<p style="text-align: justify;">As pessoas, os fatos, as instituições os lugares, enfim, a criação humana na cidade nos mostra que o espaço urbano é o espaço dos olhares. Tudo está contido num emaranhado de ruas, praças, igrejas, edifícios, a movimentação das pessoas, um mundo de muitas tarefas. Tarefas assumidas anonimamente por todos e por cada um no contexto dos objetos, das cores, das luzes e das formas da cidade. Espaço que se antagoniza ao do campo, ao da vida rural, de ritmo lento e modorrento.</p>
<p style="text-align: justify;">Visão na qual estão calcadas as construções interpretativas da cidade feitas por memorialistas, poetas, romancistas, sociólogos, urbanistas, economistas e historiadores. Os viajantes foram os primeiros grandes apaixonados pelas cidades, pela tentativa de compreendê-las. Eles deixaram longas descrições. Trataram dos lugares, dos bairros, das transformações, do traçado urbano, das edificações e da paisagem humana. Mesmo quando as impressões que lhes ficaram não foram muito agradáveis, trataram das más impressões, das hostilidades ambientais, da irregularidade do traçado urbano.</p>
<p><strong>(*)</strong> Jorge Carvalho é ex-secretário estadual de Educação e professor aposentado da Universidade Federal de Sergipe</p>
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		<title>O INCÔMODO DA CULTURA POPULAR &#8211; A propósito do Largo da Gente Sergipana</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-incomodo-da-cultura-popular-proposito-do-largo-da-gente-sergipana/</link>
					<comments>https://www.sosergipe.com.br/o-incomodo-da-cultura-popular-proposito-do-largo-da-gente-sergipana/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Mar 2018 15:01:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Governo do Estado]]></category>
		<category><![CDATA[jackson barreto]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Largo da Gente Sergipana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Jorge Carvalho do Nascimento (*) Tenho assistido estarrecido o anacrônico debate que se estabeleceu em Sergipe, nas últimas semanas, em torno do Largo da Gente Sergipana, a ser inaugurado no próximo dia 17 de março, aniversário da cidade de Aracaju. Como exerço o cargo de Secretário de Estado da Educação, tenho me furtado a falar &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-incomodo-da-cultura-popular-proposito-do-largo-da-gente-sergipana/">O INCÔMODO DA CULTURA POPULAR &#8211; A propósito do Largo da Gente Sergipana</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<p style="text-align: justify;">Tenho assistido estarrecido o anacrônico debate que se estabeleceu em Sergipe, nas últimas semanas, em torno do Largo da Gente Sergipana, a ser inaugurado no próximo dia 17 de março, aniversário da cidade de Aracaju. Como exerço o cargo de Secretário de Estado da Educação, tenho me furtado a falar sobre o tema, mesmo quando leio comentários absolutamente despropositados e publicados com a visível pretensão de confundir o leitor e difundir informações inverídicas. Tenho lido muitas manifestações, compreendendo perfeitamente que boa parte delas está equivocada, apesar de escritas com sinceridade, enquanto algumas poucas são movidas pelo oportunismo próprio de anos eleitorais como este 2018. Respeito todas elas, mas resolvi lembrar da transitoriedade da minha condição de membro do Poder Executivo e da opção perene que fiz profissionalmente como professor e pesquisador das práticas de transmissão da cultura e também me manifestar nessa polêmica artificial.</p>
<figure id="attachment_10764" aria-describedby="caption-attachment-10764" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10764" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/03/jorge-carvalho-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/03/jorge-carvalho-300x200.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/03/jorge-carvalho-768x513.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/03/jorge-carvalho.jpg 1000w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-10764" class="wp-caption-text">Jorge Carvalho: &#8220;manifestações são equivocadas&#8221;</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Quem primeiro chamou a atenção para a grandeza dos folguedos populares de Sergipe foi Silvio Romero na sua História da Literatura Brasileira, publicada no século XIX. Romero chegou a ser ridicularizado por intelectuais portugueses em face da publicação do seu trabalho e por intelectuais brasileiros claramente filiados ao pensamento conservador português. O século XX trouxe consigo inovações tecnológicas como a energia elétrica, o cinema, os grandes shows e espetáculos teatrais, o rádio e depois a televisão, a multiplicação da circulação de livros, jornais e revistas. Enfim, formas alternativas de lazer e expressão da cultura que secundarizaram a atenção aos folguedos do povo. Na metade do século XX, outros estudiosos como Carvalho Déda, com as suas Brefaias e Burundangas do Folclore Sergipano voltaram a chamar a atenção para o fenômeno das manifestações populares.</p>
<p style="text-align: justify;">Os grupos que expressam a cultura popular de Sergipe estavam se esfacelando e desaparecendo quando, na metade da década de 70 do século XX, durante o Governo José Rollemberg Leite, com o apoio do Secretário da Educação Everaldo Aragão Prado, estudiosos e agentes públicos como Antônio Garcia Filho, presidente do Conselho Estadual de Cultura, Luiz Antônio Barreto, gestor da política cultural do governo sergipano, Jackson da Silva Lima, presidente da Comissão Sergipana de Folclore, e Beatriz Goes Dantas, membro da Comissão Sergipana de Folclore, dentre outros tantos, resolveram se debruçar sobre a questão dos grupos da cultura popular do Estado de Sergipe. Foi o segundo grande momento da História no qual a cultura do povo foi objeto de atenção de modo sistematizado. Naquele momento, com reflexão que se transformou em ação.</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">Por iniciativa direta de Luiz Antonio Barreto e Antonio Garcia Filho, o Governador José Rollemberg Leite e o seu Secretário da Educação, Everaldo Aragão Prado, assumiram a proposta de organização do Encontro Cultural de Laranjeiras, em 1976. A eles se somou o prefeito de Laranjeiras, José Macedo Sobral. A ideia entusiasmou Bráulio do Nascimento, presidente da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro. A iniciativa fez com que vários agentes econômicos e o próprio governo voltassem a estimular a organização de grupos folclóricos. Muitos deles, já inativos, se reorganizaram e voltaram a se apresentar com regularidade. Além disto, se multiplicaram nos anos seguintes oficinas, cursos, exposições, feiras de artesanato, apresentações teatrais, exibições musicais e outras atividades de valorização do folclore e da cultura popular de modo mais amplo.</p>

			</div></div>
<p style="text-align: justify;">Estamos agora iniciando um terceiro e importante ciclo de estímulo a perenização do folclore sergipano. Fez muito bem o governador Jackson Barreto ao acatar a sugestão do arquiteto Ézio Déda para construir o Largo da Gente Sergipana. Fizeram bem o Secretário de Estado da Cultura, João Augusto Gama da Silva, e o membro do Conselho Estadual de Cultura, Irineu Fontes, que ao lado do Presidente do Banco do Estado de Sergipe, Fernando Mota, abraçaram a proposta. O Poder Executivo Estadual assumiu a responsabilidade pela execução das obras de infraestrutura do Largo enquanto o Banese assumiu os custos do embelezamento artístico do monumento. O arquiteto Ézio Deda que propusera ao saudoso governador Marcelo Déda a organização do Museu da Gente Sergipana, também financiado pelo Banese, propôs ao governador Jackson Barreto que o Largo da Gente Sergipana fosse erguido no mesmo espaço urbano, pairando sobre as águas do rio Sergipe.</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">Há um fato novo, já destacado em lúcido artigo da cantora Amorosa. Pela primeira vez a estatuária sergipana abre um grande espaço para as manifestações da cultura popular. As imagens dos filhos da elite substituídas pela representação da cultura do povo, representada pelas figuras do Bacamarteiro, do Barco de Fogo, do Cacumbi, da Chegança, do Lambe Sujo e Caboclinho, do Boi de Reisado (que a ignorância de alguns e a má fé de outros confundem com o Boi Bumbá da cultura maranhense), o São Gonçalo e a Taieira.</p>

			</div></div>
<p style="text-align: justify;">Outra vez invoco a observação da cantora Amorosa, para concluir: talvez o que efetivamente incomode seja o fato das expressões do povo estarem ali num espaço privilegiado, amplificadas em tamanho e acabamento artístico suficientes para ser importante atração turística gritando bem alto aos ouvidos elitistas (mesmo os daqueles que supostamente falam em nome da gente simples) que a cultura popular sergipana agora está perenizada também em praça pública.</p>
<p style="text-align: justify;">(*) Jorge Carvalho do Nascimento<br />
Professor Aposentado do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe<br />
Membro da Academia Sergipana de Letras</p>
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		<title>&#8220;Temos escola que não funciona&#8221;, diz Sintese</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2015 20:01:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Belivaldo Chagas]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Seed]]></category>
		<category><![CDATA[Sintese]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Nós temos escola em Sergipe que não funciona. Ela tem problemas estruturais, pedagógicos, de relacionamento e violência. A comunidade escolar que tem interesse na escola pública precisa ser ouvida”. A afirmação é da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintese), Ângela Melo, ao se referir ao Programa Educa Mais, lançado recentemente pela Secretaria de &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo Ângela Melo, a direção do Sintese esteve em audiência com o governador em exercício Belivaldo Chagas e o secretário de Educação, Jorge Carvalho, e este  último se comprometeu em discutir as questões com o Sintese, “mas até hoje não fomos chamados”. Questionada sobre os motivos do não chamamento por parte do secretário, Ângela disse que somente quem pode responder é o próprio Jorge. “Nós tivemos audiências com o secretário, mas questões relativas à educação não são discutidas democraticamente”, ressaltou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por enquanto, o Sintese aguarda que os projetos do Programa Educa Mais cheguem a Assembleia Legislativa, “mas de antemão estamos fazendo avaliação pelo que está posto no portal, pelas entrevistas do secretário Jorge Carvalho e entendemos que todo projeto que diz respeito a educação deve  ser discutido com quem tem interesse, que são professores, alunos e pais”, destacou”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><b>Contas </b>– Além do Educa Mais e do não convite ao Sintese, a direção do sindicato abordou  as contas, que foram alvo de polêmica por parte  de filiados que fazem oposição a atual direção. Embora as contas estejam disponíveis aos associados, Ângela não as publicizou, mas disse que poderá fazer isso, caso assim a categoria deseje.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para ela, o Sintese não é um órgão público, mas alerta que o sindicato, não só deve  satisfações aos filiados, mas que ela, como dirigente, tem a obrigação de  informar sobre as contas. Na coletiva ontem, havia vários relatórios que, segundo a presidente podem ser consultados por qualquer  filiado – incluindo, claro – aqueles que lhe fazem oposição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na próxima semana, em data a ser definida, o Sintese convocará uma assembleia com  a categoria para informar, detalhadamente, quando arrecada, quanto gasta e, se  houver concordância geral, esses números serão repassados à imprensa. Durante a coletiva, um jornalista se referiu as contas do Sintese como “caixa preta” o que deixou Ângela irritada com a insinuação. “Primeiro, o Sintese não tem caixa preta. O Sintese tem uma contabilidade interna. Para mim, é um desrespeito dizer que o Sintese tem caixa preta. Temos uma contabilidade que trabalha com zelo, com ética pela nossa categoria e nós vamos apresentar a ela”, afirmou.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
			</div></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo ela, na medida  em que coloca dos dados numéricos do sindicato para a categoria, a sociedade  vai ter a informação. “Estamos solicitando que após assembleia nós estaremos com os dados, e, se for deliberado, haverá uma coletiva para passar tais números para imprensa”, disse.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A direção do Sintese deixou claro que as contas são superavitárias  e com o advento do imposto sindical o patrimônio da entidade mais que triplicou. Com isso, foram adquiridas novas sedes, terrenos e outros bens. No entanto, o Sintese estranhou algumas posturas: dos opositores a atual direção fazerem “peregrinação nas rádios sob o argumento de ter acesso a documentos”. Isso, segundo o sindicato, fragiliza a entidade. A outra é do vereador Agamenon Sobral, “inimigo declarado dos professores”. Esse eterno combate vai gerar uma nova ação na Justiça contra o vereador.</span></p>
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