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	<title>Arquivo para Infância - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 02 Jan 2026 12:41:58 +0000</lastBuildDate>
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		<title>As havaianas e o emburrecimento da sociedade brasileira</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/as-havaianas-e-o-emburrecimento-da-sociedade-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 12:42:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)    Lançada no dia 8 de junho de 1962, pela Alpargatas (empresa brasileira de origem escocesa do início do século XX), as sandálias Havaianas foram o mote das principais discussões nas redes sociais das últimas semanas, com reflexos no campo político. Nunca é demais lembrar que, além de ser um &#8230;</p>
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<blockquote><p><span data-contrast="auto">Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos</span><span data-ccp-props="{}"> (*)</span></p></blockquote>
<p><span data-contrast="auto"> </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto"><span class="dropcap ">L</span>ançada no dia 8 de junho de 1962, pela Alpargatas (empresa brasileira de origem escocesa do início do século XX), as sandálias Havaianas foram o mote das principais discussões nas redes sociais das últimas semanas, com reflexos no campo político. Nunca é demais lembrar que, além de ser um dos produtos de calçados mais populares do país, também é um dos prediletos de outras classes sociais mais abastadas, tornando-se, desse modo, uma preferência nacional.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Nesse sentido, antes de refletir sobre a sua última campanha publicitária que vem causando um grande rebuliço, penso que boa parte da população brasileira tem alguma memória envolvendo a marca. Eu, particularmente, tenho ao menos duas que me marcaram muito. Todas elas ocorreram entre o final dos anos 70 e 80, como parte de minha movimentada infância.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Na gestão do Prefeito Municipal de Lagarto, José Vieira Filho (1977-1982), a cidade, sobretudo o centro urbano, foi beneficiada com uma pavimentação asfáltica. Eu morava nas proximidades da Praça da Piedade, na Travessa Municipal, 33. Curioso com a novidade, fui ver de perto a obra, que começava com a aplicação de uma espécie de óleo preto, grudento, que servia para preparar o paralelepípedo para receber a borra asfáltica. </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Nessa oportunidade, eu estava na calçada da praça e precisava voltar para o outro lado. </span><span data-contrast="auto">Ao atravessar a rua que ficava de frente para a residência do saudoso comerciante, Nozinho, um dos pares de minha Havaiana verde com branco (não me recordo qual, se direito ou esquerdo), colou no grude e ficou preso no passeio. Não pude resgatar e cheguei em casa chorando, com um pé no chão. Um dia, quem sabe, arqueólogos possam encontrá-lo.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O sucessor de José Vieira Filho, Artur de Oliveira Reis (1983-1988), no auge de seu mandato e às voltas com os projetos hídricos implementados pelo governador João Alves Filho (1983-1987), recebeu em Lagarto a visita oficial do presidente da República, o general João Batista Figueiredo. Era janeiro de 1984, quando eu tinha 9 anos de idade. Lembro quando o helicóptero de sua comitiva pousou onde hoje é popularmente conhecido como Praça do Tanque Grande, na verdade um largo enorme, que hoje é usado para eventos e estacionamentos do Mercado Municipal José Corrêa Sobrinho.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Ao pousar, a aeronave levantou uma densa nuvem de poeira, dispersando parte dos milhares de curiosos. Em meio à multidão que corria para cumprimentar as autoridades, acabei tendo um dos meus pés pisados (novamente, não lembro se esquerdo ou direito). Com o pisão, perdi um par de minha Havaiana amarela com branco. Para variar, chorei copiosamente pela perda. Eis que senti uma mão pesada na minha cabeça. Ao me erguer, vi aquele homem com cabelos ralos, quase careca, usando óculos Ray-ban pretos (estilo aviador). Era o presidente, acompanhado do prefeito e do governador. Sorrindo, ele me perguntou: “Ei, rapazinho! Por que está chorando?”. Eu disse a ele que tinha perdido a minha Havaiana. Sem mais nenhuma palavra, ele assanhou meu cabelo e seguiu seu caminho. Nos dias que se sucederam, eu fiquei refletindo: “Bem que o presidente poderia me dar um par de Havaianas novas”. Pura ilusão. Não se pode esperar gestos nobres de um ditador. E assim as Havaianas vão, ao longo de anos, fazendo parte dos pés (esquerdo e direito) da vida de muitos de nós que um dia fomos crianças e as usamos na fase adulta.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Aliás, em razão disso tudo, acabei comprando um par delas, vermelho (não porque eu seja comunista, mas porque é a minha cor predileta – risos). Usávamos até quando era necessário colocar um prego ou grampo no seu solado. Quem nunca já levou uma chinelada de Havaiana da mãe? E por aí segue uma série de histórias além das que partilhei anteriormente tão somente para confirmar a popularidade desta marca de calçado e a sua importância histórica para o país e para a sua economia.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Pois bem, eis que a genial e talentosíssima atriz Fernanda Torres, mais uma vez, chamou a atenção do país inteiro, como fizera no início de 2025, com toda a repercussão e sucesso do filme “Ainda Estou Aqui”. Desta feita, numa das conhecidas e criativas campanhas publicitárias das Havaianas, que só perdem para as que eram feitas pela Bombril, com o ator e comediante Carlos Moreno.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Ao ver o comercial, e o vi outras vezes, confesso, honestamente, que não encontrei nada demais no texto, que segue ipsis litteris: </span></p>
<blockquote><p><span data-contrast="auto">&#8220;Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não, não é nada contra a sorte, mas vamos combinar: sorte não depende de você, né? Depende de sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés. Os dois pés na porta, os dois pés na estrada, os dois pés na jaca, os dois pés onde você quiser. Vai com tudo, de corpo e alma, da cabeça aos pés”.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p></blockquote>
<p><span data-contrast="auto">Eu demorei a acreditar que haviam feito todo um escarcéu em torno disso. Meu nível de bom-senso, para não dizer minimamente de racionalidade, não me permitia crer que uma parcela da sociedade viu nessa campanha comercial uma manipulação política da empresa contra a chamada ala direita, notadamente os seguidores mais radicais do “fenômeno político” bolsonarismo.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A ignorância em torno do episódio alcançou os maiores absurdos que se possa esperar de um ser humano, aos menos dos dotados de racionalidade. A inaptidão para pensar, porque esforço não houve algum, é tanto que beira à falta de memória e, sobretudo, à falta de capacidade de ler, ver, ouvir, entender e interpretar o mundo. Falta de memória, porque as Havaianas já fizeram um comercial com Romário, em plena Copa do Mundo de 2014, no Brasil, em que ele comprava um par das sandálias, ficava como pé direito e enviava o par esquerdo para Maradona.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Veja. Aqui, como quer desconstruir o comercial de Fernanda Torres, estava em questão a demonização histórica do lado esquerdo, que chegou a ser associado ao diabo na Idade Média. Ou a ideia de que “pé esquerdo” dá azar, por isso a necessidade pagã de entrar nos lugares ou o ano novo com o “pé direito”. Não lembro de ter visto, na época do comercial com Romário, a esquerda política ficar com raivinha boicotando a marca famosa da Alpargatas, estimulando as pessoas a cortar e jogar pares e mais pares de Havaianas num país onde ainda há muitos descalços, pobres e que vivem sem dignidade.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Outra coisa que falta a essa gente que desvirtua o sentido prático e reflexivo da propaganda com Fernanda Torres é a graça, o humor mesmo. Raivosa, essa turma não consegue rir das coisas da vida, está sempre à espreita para destilar ódio, combate e raiva, muita raiva. Um recalque profundo que não lhe permite viver sem neuras, com amor e liberdade. Por isso mesmo, a capacidade de conviver em sociedade é zero, ocupada que está em apontar o cisco no olho dos outros ou “guardando” centenas de notas em dinheiro vivo em casa.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Toda essa má vontade com o novo comercial das Havaianas revela muito mais do que um país polarizado entre esquerda e direita. Para a neuropsicóloga e educadora, Adriana Fóz, as novas gerações estão perdendo certas habilidades cognitivas e socioemocionais, muito em razão do “narcisismo virtual”, o que nos leva a pensar sobre que tipo de educação as crianças e os jovens brasileiros estão recebendo para além do que as redes sociais e a internet nos proporcionam ou mesmo alguns segumentos religiosos.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Fato é que estamos num momento claro de emburrecimento da sociedade brasileira, capitaneado por gente vazia em todos os sentidos, não somente de capacidades cognitivas, mas também de uma espiritualidade sadia. Quando não há condições de saber e de aprender, como diz a sabedoria popular, resta o bom-senso e a sensibilidade. No caso dessa gente anti-Havaianas, nem inteligência, nem sabedoria e sequer espiritualidade.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Não sei você, caro leitor. Mas, eu entrei o ano com os pés direito e esquerdo, de corpo e alma. Calçando, inclusive meu novo par de Havaianas — vermelhas. Com o coração ansioso por viver novas experiências, aberto ao amor de Deus, à tolerância e ao aprimoramento da inteligência, me permitindo sempre aprender. Quanto à extrema direita, frente ao exposto, penso que ela segue dando demonstrações de que é extremamente burra, levando a sociedade brasileira para um caos que, para além de preocupante e nocivo, precisa ser combatido e evitado.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Shopping Jardins realiza a última sessão de “Tchau, bubu!”</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/shopping-jardins-realiza-a-ultima-sessao-de-tchau-bubu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 13:22:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Neste fim de ano, o adeus à chupeta é vivido com alegria, acolhimento e a presença encantada do Papai Noel no Shopping Jardins. E neste sábado, 20 de dezembro, o empreendimento realiza a última sessão do “Tchau, bubu!”. O encontro especial com o Bom Velhinho acontece das 14h às 15h e o acesso é &#8230;</p>
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<p>Neste fim de ano, o adeus à chupeta é vivido com alegria, acolhimento e a presença encantada do Papai Noel no Shopping Jardins. E neste sábado, 20 de dezembro, o empreendimento realiza a última sessão do “Tchau, bubu!”. O encontro especial com o Bom Velhinho acontece das 14h às 15h e o acesso é gratuito, mediante agendamento pelo aplicativo do shopping (<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://play.google.com/store/apps/details?id=com.mstoremv.shoppingjardins&amp;hl=en_US" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://play.google.com/store/apps/details?id%3Dcom.mstoremv.shoppingjardins%26hl%3Den_US&amp;source=gmail&amp;ust=1766232056171000&amp;usg=AOvVaw3chrIVBrhqcXOKFn1BT_vk">Android</a></span> e<span style="color: #008000;"> <a style="color: #008000;" href="https://apps.apple.com/br/app/shopping-jardins-online/id1532030869" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://apps.apple.com/br/app/shopping-jardins-online/id1532030869&amp;source=gmail&amp;ust=1766232056171000&amp;usg=AOvVaw0h40rhvAmE2e-7cQ7qXaFC">iOS</a></span>).</p>
<p>Durante a atração, a criança é convidada a entregar a chupeta em uma urna encantada, recebendo em troca uma surpresa e um certificado especial que marca a transição para uma nova fase. O Papai Noel, com sua doçura característica, garante cuidar com carinho daquele símbolo tão importante da primeira infância.</p>
<figure id="attachment_95837" aria-describedby="caption-attachment-95837" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Do-min-go-15.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-95837 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Do-min-go-15.jpg" alt="Natal no Shopping Jardins" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Do-min-go-15.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Do-min-go-15-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Do-min-go-15-1024x510.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Do-min-go-15-768x382.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Do-min-go-15-660x330.jpg 660w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-95837" class="wp-caption-text">Natal no Shopping Jardins 2025 Foto: Jhon Teles</figcaption></figure>
<h3>Um Natal de alegria, fantasia e emoção</h3>
<p>O “Tchau, bubu!” integra a programação do “Grande Espetáculo: Natal”, que transforma o shopping em um verdadeiro picadeiro de sonhos. Na Praça de Eventos Ipê, o público encontra decoração temática com escorregador, xícara giratória, brinquedo acessível, cenografia lúdica e espaços instagramáveis — tudo com acesso gratuito.</p>
<h4>A programação inclui ainda:</h4>
<ul>
<li>Camarim do Noel – Encontros com o Bom Velhinho até 23 de dezembro, de terça a domingo, das 14h às 20h; e no dia 24, das 12h às 18h (mediante reserva pelo app).</li>
<li>Sessão Tea – Encontros com o Papai Noel exclusivos para pessoas neurodivergentes que buscam um momento mais tranquilo. Até 24 de dezembro, de terça a sexta-feira, das 14h às 15h (agendamento pelo app).</li>
<li>Jardim Encantado – Visitação até domingo (21), das 18h às 21h, com reserva pelo aplicativo.</li>
<li>Serra do Machado Feito à Mão – Até o dia 28 de dezembro, a Praça de Eventos Girassol recebe a feirinha com artesanato produzido no povoado Serra do Machado, em Ribeirópolis.</li>
</ul>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><strong><u>Tchau, bubu!</u></strong></p>
<p><strong>O quê?</strong> Encontro especial para as crianças se despedirem da chupeta com o Papai Noel.</p>
<p><strong>Quando?</strong> Sábado, 20 de dezembro, das 14h às 15h.</p>
<p><strong>Onde?</strong> Camarim do Noel, em frente à Escariz do Shopping Jardins – Av. Ministro Geraldo Barreto Sobral, 215, bairro Jardins, Aracaju | SE.</p>
<p><strong>Quanto?</strong> Gratuito, mediante agendamento no app Shopping Jardins (<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://play.google.com/store/apps/details?id=com.mstoremv.shoppingjardins&amp;hl=en_US" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://play.google.com/store/apps/details?id%3Dcom.mstoremv.shoppingjardins%26hl%3Den_US&amp;source=gmail&amp;ust=1766232056171000&amp;usg=AOvVaw3chrIVBrhqcXOKFn1BT_vk">Android</a></span> e <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://apps.apple.com/br/app/shopping-jardins-online/id1532030869" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://apps.apple.com/br/app/shopping-jardins-online/id1532030869&amp;source=gmail&amp;ust=1766232056171000&amp;usg=AOvVaw0h40rhvAmE2e-7cQ7qXaFC">iOS</a></span>).</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A infância é uma coleção de memórias</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-infancia-e-uma-colecao-de-memorias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2025 08:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[brinquedos]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[Dia das crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[memórias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Há dias tenho me pego com a cabeça no passado. O tempo, esse senhor indomável, que leva tudo para a frente, tenta apagar coisas vividas. Ainda bem que existe a memória, que teima em trazer para trás as boas recordações. O tempo leva todas as coisas &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-infancia-e-uma-colecao-de-memorias/">A infância é uma coleção de memórias</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">H</span>á dias tenho me pego com a cabeça no passado. O tempo, esse senhor indomável, que leva tudo para a frente, tenta apagar coisas vividas. Ainda bem que existe a memória, que teima em trazer para trás as boas recordações. O tempo leva todas as coisas — tudo na vida é passageiro e impermanente. E o tempo é o fator que transforma, destrói e apaga tudo ao seu redor, inclusive memórias e momentos que parecem eternos. Mas, “a gente tem sede de infinito e de permanência, então, esse ser que assegura a permanência das coisas, é que eu chamo de Deus. É o absoluto.”, Adélia Prado.</p>
<p>Por se aproximar do final de ano, desacelerei um pouco; me isolei. Sempre que posso, faço meditação, para acalmar a mente. <strong>Tenho me lembrado da época em que fui menino</strong>. Resgatei, por uns instantes, a criança que há dentro de mim. Lembrei de minha mãe, que partiu cedo. De sua vida agitada, três turnos de trabalho como professora. De sua correria com os seis filhos. Dos presentes que ganhávamos nesta época do ano. Da alegria de desembrulhar: carro de fricção, bola, ferrorama, forte apache, soldadinhos de chumbo, futebol de botão.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/kites-7406133_1280.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-94083 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/kites-7406133_1280-274x300.png" alt="pipas" width="274" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/kites-7406133_1280-274x300.png 274w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/kites-7406133_1280-934x1024.png 934w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/kites-7406133_1280-768x842.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/kites-7406133_1280.png 1167w" sizes="(max-width: 274px) 100vw, 274px" /></a>Recordei tempos felizes, em que o quintal de casa era o meu mundo, de tão grande. Nele cabiam todos os meus sonhos. Lá, apanhava fruta no pé, criava coelhos, preás, codornas, peixes e jandaias. Além do cachorro pastor alemão, Ringo. Fui menino com “bicho no pé”, de tanto andar descalço. Gosto do cheiro de terra molhada, gosto de chuva. Na enxurrada, colocava barco de papel, que seguiam na sarjeta da rua. Empinei papagaio. Construí pipas, com papel de seda e talos de bambu; joguei bolinha de gude e pião.</p>
<p>Quantas vezes me deitei no chão, a observar o céu; e em noite de lua cheia, vi “as três marias”, estrelas a iluminar o infinito. Sempre tive os olhos voltados para o azul do céu. Gostava e ainda gosto de olhar para o céu e imaginar os desenhos que surgem com o balé das nuvens. Sou sonhador, minha matéria-prima são os sonhos. No outono da vida, no dia que não sonho, não existo. Hoje, sei que riqueza mesmo é ter tempo de parar, e viajar nas recordações de um tempo, que para mim era sem pressa.</p>
<p><strong>&#8220;A infância não é um tempo, não é uma idade, é uma coleção de memórias. A infância é quando ainda não é demasiado tarde. É quando estamos disponíveis para nos surpreendermos, para nos deixarmos encantar. Não é apenas um estágio para maturidade. É uma janela que, fechada ou aberta, permanece viva dentro de nós&#8221;</strong>, cito Mia Couto.</p>
<p>Quando menino, pensando como seria o futuro, adiantei o tempo, querendo ser adulto. Foi o desejo mais estúpido que tive. <strong>Como é sagrado ser criança.</strong></p>
<p>Mesmo velho, sigo feliz, pois o menino que existe em mim, teima em revisitar-se sempre. Como o tempo só anda para a frente, neste 12 de outubro, convencionado <strong>“Dia das Crianças”</strong>, vejo em meu neto Heitor, de nove meses, a vida seguir seu curso. Oxalá, meu neto usufrua de cada momento mágico chamado infância.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Você tem um pé-de-cerejas?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/voce-tem-um-pe-de-cerejas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andre Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jul 2025 09:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Desses]]></category>
		<category><![CDATA[cerejas]]></category>
		<category><![CDATA[cerejeira]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[irmão]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[motivo]]></category>
		<category><![CDATA[pé de cereja]]></category>
		<category><![CDATA[preferida]]></category>
		<category><![CDATA[propósito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por André Brito (*) &#160; Dia desses eu estava lembrando do tempo em que morava na casa 1288 da avenida Rio de janeiro. Era um mundo de sonhos, vivendo com minha mãe, irmãos e irmãs. A brisa constante nem permitia que porta da frente ficasse aberta o tempo inteiro. A casa não era uma &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/voce-tem-um-pe-de-cerejas/">Você tem um pé-de-cerejas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<blockquote><p>Por André Brito (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ia desses eu estava lembrando do tempo em que morava na casa 1288 da avenida Rio de janeiro. Era um mundo de sonhos, vivendo com minha mãe, irmãos e irmãs. A brisa constante nem permitia que porta da frente ficasse aberta o tempo inteiro. A casa não era uma mansão. Tinha a felicidade suficiente para gerar sorriso o tempo inteiro no rosto de uma criança. O quintal era grande, com várias fruteiras: abacateiro, mamoeiro, goiabeira, coqueiro, bananeira. Mas havia uma que era a minha preferida: a cerejeira.</p>
<p>Não era uma árvore daquelas que a gente encontra nas paisagens do Japão. Era a cerejeira nordestina, que brotava uma fruta bem vermelha quando madura, com uma polpa macia e muito doce. Tinha um formato bonito, parecendo um coração. Doçura, rubor, maciez. É muito metafórico. É uma frutinha para se guardar na lembrança e nos suspiros da infância.</p>
<p>Mas havia um algo a mais no pé de cereja. Eu e meu irmão Tote (apelido para Aristóteles, hoje o chamamos de Ari) disputávamos, sadiamente, pelo controle da árvore arbustiva. Em tempos de frutinhas maduras, a briga era grande pelo domínio do território arbóreo. Foi aí que decidimos que o controle da cerejeira seria daquele que acordasse mais cedo.</p>
<p>Pronto, um propósito havia sido colocado. Agora tínhamos um motivo democrático para dormir logo e acordar ligeiro. Eu quase sempre perdia. Contudo tentava acordar. Tentei, tentei até que consegui alguns dias seguidos de glória e de desfrute das cerejas. Havia então entendido que ali estava um motivo para me fazer levantar com o sol ainda tímido. E eu fui entendendo, ainda criança, que precisávamos sempre de motivação.</p>
<p>Quantas pessoas levantam todos os dias e não sabem por que estão acordando? A vida está repleta de cerejeiras e muitos ainda se prendem ao cimento da calçada. Falta o olhar para o lado, para o alto. Olhar para o chão evita topada, mas não permite vislumbrar o que nos cerca. Olhe pro lado, vai que você acha uma cerejeira linda e repleta de frutos maduros. Farte-se, viva, busque propósito.</p>
<p>Ah, para não deixar a impressão de que comíamos tudo sem dividirmos, um sempre deixava para o outro cerejas maduras suficientes para saciar o apetite pelo dulçor das frutinhas.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-40.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-91943 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-40.jpg" alt="" width="1209" height="100" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-40.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-40-300x25.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-40-1024x85.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-40-768x64.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
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		<title>A jaca, o verão e a vida </title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-jaca-o-verao-e-a-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Acacia Rios]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Mar 2025 09:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura&Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[estação]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[jaca]]></category>
		<category><![CDATA[leveza]]></category>
		<category><![CDATA[Ronaldson]]></category>
		<category><![CDATA[Verão]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Acácia Rios (*) &#160; Numa mesa do quintal Sobre jornais velhos A jaca se abria em mil bagos amarelos Cheiro e resina colavam-se nas digitais. (&#8230;) Pinceladas de amarelo jaca No tabuleiro de xadrez Desenham calçadas aromáticas. Poética da jaca, Acácia Rios Uma crônica com a leveza da estação, é o que proponho &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-jaca-o-verao-e-a-vida/">A jaca, o verão e a vida </a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&#038;title=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-jaca-o-verao-e-a-vida/" data-a2a-title="A jaca, o verão e a vida "></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por <span lang="PT-BR">Acácia Rios (*)</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p lang="PT-BR" style="text-align: right;">
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">Numa mesa do quintal</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">Sobre jornais velhos</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">A jaca se abria em mil bagos amarelos</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">Cheiro e resina colavam-se nas digitais.</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">(&#8230;)</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">Pinceladas de amarelo jaca</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">No tabuleiro de xadrez</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">Desenham calçadas aromáticas.</span></em></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR" style="text-align: right;"><span lang="PT-BR">Poética da jaca, </span><strong><span lang="PT-BR">Acácia Rios</span></strong></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR">
</div>
<div>
<p lang="PT-BR">
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<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><span class="dropcap ">U</span>ma crônica com a leveza da estação, é o que proponho aqui, ao falar sobre uma fruta que, no verão, domina todas as outras – a jaca. É o momento em que as esquinas do centro da cidade sabem ao seu cheiro. Os carrinhos, que antes tinham apenas pedaços uniformes, agora carregam também bandejas, potes e sacos plásticos repletos de bagos amarelos, limpos e livres de visgo. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Mas na minha infância não era assim. Lembro que havia certa cerimônia quando se ia cortar a fruta. Eu assistia a tudo a certa distância. Jornais sobre a mesa para o visgo não grudar na madeira, óleo de cozinha para untar as mãos, uma peixeira e um pano de prato à mão para alguma eventualidade. Depois de eliminado o perigo do visgo no cabelo e na roupa das crianças, minha mãe retirava os bagos, punha-os numa vasilha e só então comíamos. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Para mim, ao contrário dos adultos, não importava se a fruta era dura ou mole, pois sempre era doce. Doce o aroma e a cor: amarelo-jaca, a cor preferida da minha mãe. </span></p>
</div>
<div>
<figure id="attachment_86993" aria-describedby="caption-attachment-86993" style="width: 207px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-86993" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1-207x300.jpeg" alt="Litorâneos, Ronaldson Sousa" width="207" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1-207x300.jpeg 207w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1-706x1024.jpeg 706w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1-768x1114.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1-1059x1536.jpeg 1059w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-1.jpeg 1103w" sizes="auto, (max-width: 207px) 100vw, 207px" /></a><figcaption id="caption-attachment-86993" class="wp-caption-text">Capa do livro Litorâneos, Ronaldson Sousa</figcaption></figure>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Eis que encontro-a majestosa no poema ‘Jaca galáxia’, de Ronaldson (</span><span lang="PT-BR">Litorâneos</span><span lang="PT-BR">, 2016, 2. ed), cujo título abarca a sua grandiosidade e beleza. Sempre me alegra muito revisitar esse livro porque, como um raio-X, ele reflete o autor e suas raízes. Uma das três partes da obra (Funduras&amp;frugais) é dedicada às frutas litorâ</span><span lang="PT-BR">neas, que se relacionam com os sabores da infância/adolescência. Uma delas, a jaca, evocada em um jogo imagético repleto de ambiguidade, erotismo e lirismo. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR" style="text-align: right;"><em><span lang="PT-BR">“Jogada no chão da imensa cozinha/ naquele momento, solene,/ a fruta/ era o centro do espaço/ da casa de vovó, Dona Fia./ Acesos em seu cheiro, mais que fruta (de uma puta que acorda/ a sanha e o sonho dos bambinos) / mas pelo paladar não pelas virilhas.”</span></em><span lang="PT-BR"> (p. 89)</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Em meio à multiplicidade de imagens que a fruta sugere, Ronaldson completa a ideia do título e a desenvolve numa sequência de palavras do campo semântico de ‘galáxia’: meteoro, mundo, espaço, planetária, asteróides, cometas, via láctea, nebulosas. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR" style="text-align: right;"><em><span lang="PT-BR">“A jaca é como galáxia / (seu </span><span lang="PT-BR">big bang</span><span lang="PT-BR"> de elastano) / sua gravitação de caroços e gomos / sua cola que segura risos / do açúcar que escorre da boca / impreciso.” </span></em><span lang="PT-BR">(p. 91)</span></p>
</div>
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<figure id="attachment_86994" aria-describedby="caption-attachment-86994" style="width: 188px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-86994" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-188x300.jpeg" alt="História da Minha Infância, Gilberto Amado" width="188" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-188x300.jpeg 188w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-641x1024.jpeg 641w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58-768x1227.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/WhatsApp-Image-2025-03-07-at-15.44.58.jpeg 903w" sizes="auto, (max-width: 188px) 100vw, 188px" /></a><figcaption id="caption-attachment-86994" class="wp-caption-text">Capa do Livro História da Minha Infância, Gilberto Amado</figcaption></figure>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Outras referências, desta vez na prosa, encontro em </span><span lang="PT-BR">História da minha infância </span><span lang="PT-BR">(1954), do escritor, jornalista e diplomata sergipano Gilberto Amado. Uma delas, quando descreve o sítio nos arredores de Itaporanga d&#8217;Ajuda, onde costumava passar as férias, destacando o seu forte olor. “(&#8230;) e em torno [da casa], as jaqueiras carregadas de jaca madura incomodando até de tanto cheirar.” (p. 71)</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">A outra é quando fala sobre o ambiente escolar. Amado diz que “muitos alunos levavam no bolso, para comer na aula, caroços de jaca assados.” (p. 62). Na minha casa, embora a jaca ocupasse um lugar especial, nunca soube que se assasse ou cozinhasse a semente. Talvez fosse uma prática do interior ou um recurso utilizado por famílias pobres.</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">É uma fruta generosa, pois dela tudo se aproveita: para além dos seus deliciosos gomos amarelos, também chamados de ‘carne vegetal’, dado o seu poder nutricional, as cascas ou bagaço servem para o gado e seus caroços são assados.</span></p>
</div>
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<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Há algum tempo não ouço a expressão “cair feito uma jaca”, mas ela sempre reverbera em mim quando o tema é essa fruta. Isso porque me faz lembrar Geralda Magela, amiga querida que há alguns anos nos deixou. Costumava contar uma anedota passada no interior de Minas Gerais, em que ela, depois de chocar-se com outra pessoa num tumulto, perdeu o equilíbrio e, citando aqui suas palavras, “caiu como uma jaca”. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Geralda divertia-se com a imagem da jaca esborrachada no chão e gostava de comparar-se a ela. Adorava todas as frutas e me ensinou a comê-las de manhã porque davam mais energi<wbr />a durante todo o dia. E assim o faço.</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Há outra referência, esta, relacionada à minha infância. Lembro do dia em que assisti a um episódio de </span><span lang="PT-BR">O sítio do pica-pau amarelo</span><span lang="PT-BR">, e</span><span lang="PT-BR">m que uma jaca cai sobre o Visconde de Sabugosa e o mata. Chorei muito e lamentei não tornar a ver aquele personagem sempre sensato e ao mesmo tempo terno, que aguentava pacientemente as grosserias da boneca Emília. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR" style="text-align: right;"><em><span lang="PT-BR">“ — Pronto! — gritou ela [Emília]. Está achado o Viscondinho. Quando as duas jacas caíram, uma se abateu sobre mim, e a outra sobre ele. Mas como fiquei com as pernas de fora, todos me viram e correram a me salvar. Já o Visconde ficou totalmente soterrado ou “enjacado”, só com a cartolinha de fora, mas com aquela folha tapando.” </span></em><span lang="PT-BR">(Capítulo ‘A segunda jaca’)</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">No entanto – que maravilha que é a ficção &#8211; Monteiro Lobato faz com que a tia Nastácia providencie outro sabugo de milho e, depois de algumas ideias malucas de Pedrinho para recobrar-lhe a vida, eis que, para minha felicidade, o personagem ressurge.</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">No verão, é uma alegria sentir o cheiro de jaca nas ruas, espalhado pelo vento que vem da costa e atravessa o rio Sergipe, incensando tudo ao meu redor. No tabuleiro que é Aracaju, a jaca se plasma em memória atávica e vital.</span></p>
<p lang="PT-BR"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/jaca.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-87028 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/jaca.jpg" alt="jaca, fruta exótica" width="1209" height="500" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/jaca.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/jaca-300x124.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/jaca-1024x423.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/jaca-768x318.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
</div>
<div></div>
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<p lang="PT-BR">
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<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&amp;linkname=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-jaca-o-verao-e-a-vida%2F&#038;title=A%20jaca%2C%20o%20ver%C3%A3o%20e%20a%20vida%C2%A0" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-jaca-o-verao-e-a-vida/" data-a2a-title="A jaca, o verão e a vida "></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-jaca-o-verao-e-a-vida/">A jaca, o verão e a vida </a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Hermes-Fontes: um poeta e gênio atormentado</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/hermes-fontes-um-poeta-e-genio-atormentado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Acacia Rios]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2025 21:06:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura&Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[antologias]]></category>
		<category><![CDATA[Aracaju]]></category>
		<category><![CDATA[atormentado]]></category>
		<category><![CDATA[avenida]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
		<category><![CDATA[gênio]]></category>
		<category><![CDATA[Hermes Fontes]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[poeta]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=86498</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Acácia Rios (*) E saber que eu julguei que essa insensível  pudesse amar-me como a um seu irmão!  e possibilitei nesse impossível  dar forma eterna à minha aspiração!  Esfinge, esfinge! desgraçadamente. maior, mais vasto que o deserto ambiente  é o deserto que tens no coração. Esfinge, Hermes Fontes O nome Hermes-Fontes atravessa a vida dos &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/hermes-fontes-um-poeta-e-genio-atormentado/">Hermes-Fontes: um poeta e gênio atormentado</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fhermes-fontes-um-poeta-e-genio-atormentado%2F&amp;linkname=Hermes-Fontes%3A%20um%20poeta%20e%20g%C3%AAnio%20atormentado" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fhermes-fontes-um-poeta-e-genio-atormentado%2F&amp;linkname=Hermes-Fontes%3A%20um%20poeta%20e%20g%C3%AAnio%20atormentado" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fhermes-fontes-um-poeta-e-genio-atormentado%2F&amp;linkname=Hermes-Fontes%3A%20um%20poeta%20e%20g%C3%AAnio%20atormentado" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fhermes-fontes-um-poeta-e-genio-atormentado%2F&amp;linkname=Hermes-Fontes%3A%20um%20poeta%20e%20g%C3%AAnio%20atormentado" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fhermes-fontes-um-poeta-e-genio-atormentado%2F&#038;title=Hermes-Fontes%3A%20um%20poeta%20e%20g%C3%AAnio%20atormentado" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/hermes-fontes-um-poeta-e-genio-atormentado/" data-a2a-title="Hermes-Fontes: um poeta e gênio atormentado"></a></p><div>
<blockquote>
<p lang="PT-BR">Por Acácia Rios (*)</p>
</blockquote>
<p lang="PT-BR" style="text-align: right;"><em><span lang="PT-BR">E saber que eu julguei que essa insensível </span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">pudesse amar-me como a um seu irmão! </span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">e possibilitei nesse impossível </span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">dar forma eterna à minha aspiração! </span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">Esfinge, esfinge! desgraçadamente. </span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">maior, mais vasto que o deserto ambiente </span></em></p>
</div>
<div style="text-align: right;">
<p lang="PT-BR"><em><span lang="PT-BR">é o deserto que tens no coração.</span></em></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR" style="text-align: right;"><strong><span lang="PT-BR">Esfinge, Hermes Fontes</span></strong></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR">
</div>
<div>
<p><span lang="PT-BR"><span class="dropcap ">O</span> nome Hermes-Fontes atravessa a vida dos aracajuanos. As inúmeras placas ao longo dos seus 4 quilômetros, aproximadamente, não deixam esse sergipano de Boquim passar despercebido. Ainda mais para uma criança que acabara de aprender a ler. O mundo se me abria e as placas se tornavam parte do meu jogo do contente, que, no trajeto da antiga Cohab ao Centro, consistia em admirar as belas casas da avenida e memorizar os outros nomes com os quais a longa via fazia esquina. </span></p>
</div>
<div>
<figure id="attachment_86503" aria-describedby="caption-attachment-86503" style="width: 919px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/avenida-hermes-fontes-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-86503" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/avenida-hermes-fontes-300x139.jpg" alt="Hermes Fontes" width="919" height="426" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/avenida-hermes-fontes-300x139.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/avenida-hermes-fontes-768x355.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 919px) 100vw, 919px" /></a><figcaption id="caption-attachment-86503" class="wp-caption-text">Avenida Hermes Fontes Fotos: Saulo Vilella</figcaption></figure>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-21-at-17.07.44-scaled.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-86517 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-21-at-17.07.44-300x139.jpeg" alt="" width="300" height="139" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-21-at-17.07.44-300x139.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-21-at-17.07.44-1024x473.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-21-at-17.07.44-768x355.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-21-at-17.07.44-1536x709.jpeg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-21-at-17.07.44-2048x946.jpeg 2048w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Anos depois, Hermes-Fontes (o autor grafava seu nome com hífen, sintetizando assim o de batismo: Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo Fontes) saltaria da placa para a página de um livro. Eis que me vejo diante de ‘A taça’ (título pelo qual ficou conhecido), um poema visual que faz uma ode a esse objeto. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Tornou-se o poema mais conhecido dele, presente em várias antologias, uma delas a de José Costa, que foi meu professor de Literatura Brasileira na UFS e organizou o livro </span><span lang="PT-BR">Antologia poética de Hermes Fontes</span><span lang="PT-BR">, editada pela Secretaria de Estado da Cultura em 2004. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-21-at-17.08.19.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-86522 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-21-at-17.08.19-181x300.jpeg" alt="" width="86" height="142" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-21-at-17.08.19-181x300.jpeg 181w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-21-at-17.08.19.jpeg 617w" sizes="auto, (max-width: 86px) 100vw, 86px" /></a>A descrição da taça, que vai se confundindo progressivamente com uma mulher, é carregada de sensualidade e musicalidade. Começa e termina com versos dodecassílabos (doze sílabas), mas a métrica varia ao sabor do desenho da taça, estreitando a rima na haste, de forma que temos versos de apenas uma palavra, como o leitor pode observar. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">A característica heterométrica (métricas diferentes) é o que o aproxima da poesia moderna. Essa sua versatilidade (e criatividade poética, diga-se de passagem), permitia-o transitar entre escolas.</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR">
</div>
<div>
<p lang="PT-BR" style="text-align: center;"><span lang="PT-BR"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			</span></p>
<p lang="PT-BR" style="text-align: center;"><span lang="PT-BR">Pouco acima daquela alvíssima coluna</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">que é o seu pescoço, a boca é-lhe uma taça tal</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">que, vendo-a, ou vendo-a, sem, na realidade, a ver,</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">de espaço a espaço, o céu da boca se me enfuna</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">de beijos — uns, sutis, em diáfano cristal</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">lapidados na oficina do meu Ser;</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">outros — hóstias ideais dos meus anseios,</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">e todos cheios, todos cheios</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">do meu infinito amor&#8230;</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Taça</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">que encerra</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">por</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">suma graça</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">tudo que a terra</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">de bom</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">produz!</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Boca!</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">o dom</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">possuis</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">de pores</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">louca</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">a minha boca!</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Taça</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">de astros e flores,</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">na qual</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">esvoaça</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">meu ideal!</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Taça cuja embriaguez</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">na via-láctea do Sonho ao céu conduz!</span></p>
</div>
<div style="text-align: center;">
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Que me enlouqueças mais&#8230; e, a mais e mais, me dês</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR" style="text-align: center;"><span lang="PT-BR">o teu delírio&#8230; a tua chama&#8230; a tua luz&#8230;</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">                                                                              
			</div></div></span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Multifacetado, era considerado ao mesmo tempo parnasiano (ou neoparnasiano, segundo Otto Maria Carpeaux), simbolista e pré-modernista. Esse hibridismo estético o caracterizava. Também pudera, viveu num momento não só de grande efervescência cultural o Rio de Janeiro como também de mudança estética na literatura, proporcionada pela Semana de Arte Moderna de 22. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">No Rio de Janeiro, conviveu com poetas de diferentes correntes e o ambiente de interlocução impregnou-o de diversas maneiras. A sua estreia, com o livro </span><span lang="PT-BR">Apoteoses</span><span lang="PT-BR">, projetou-o nacionalmente e chamou a atenção de João Ribeiro, Silvio Romero, Rocha Pombo e Olavo Bilac, só para citar alguns. “É Hermes-Fontes um moço, quase um menino, cujo livro </span><span lang="PT-BR">Apoteoses</span><span lang="PT-BR"> é uma revelação de força lírica.”, disse Bilac, conforme menciona Assis Brasil em seu livro </span><span lang="PT-BR">A poesia sergipana no século XX</span><span lang="PT-BR"> (1998).</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Além de poeta, jornalista e cronista, era caricaturista e letrista. Suas caricaturas apareciam nos jornais </span><span lang="PT-BR">O bibliógrafo</span><span lang="PT-BR">, </span><span lang="PT-BR">Tagarella</span><span lang="PT-BR"> e </span><span lang="PT-BR">Brasil Moderno.</span><span lang="PT-BR"> Por meio dessa linguagem, satirizou a vacina obrigatória, a lei do Expurgo e o Código Civil. Também se posicionou em relação à Campanha Civilista em favor de Rui Barbosa e, posteriormente, da Revolução de 30. </span><span lang="PT-BR">Quanto às s</span><span lang="PT-BR">uas composições ‘Luar de Paquetá’ e ‘À beira mar’, foram gravadas por Vicente Celestino e podem facilmente ser acessadas na internet. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Participou da organização da Academia Sergipana de letras e foi fundador da cadeira 16, cujo patrono foi Pedro de Calasans. Em seu </span><span lang="PT-BR">Dicionário Biobibliográfico sergipano </span><span lang="PT-BR">(1925), Armindo Guaraná nos informa que ele também foi membro correspondente da Academia Piauiense de Letras. </span></p>
<p lang="PT-BR"><div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
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<div>
<h3 lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Um pouco do homem </span></h3>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">A biografia de Hermes-Fontes é comovente. Nasceu em Boquim, região sul de Sergipe, em 1888. Aprendeu as primeiras letras em pouco tempo e foi levado para estudar em Aracaju aos 8 anos. Sua genialidade chamou a atenção de professores e figuras conhecidas, notícia que logo se espalhou pelo estado. De acordo com Ana Medina, em </span><span lang="PT-BR">Cartas de Hermes Fontes: angústia e ternura</span><span lang="PT-BR"> (2006), “aos oito anos já era uma revelação, um prodígio de memória, lia jornais como se fosse um adulto e possuía grande talento para a música e o desenho”.</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Tanto talento junto chamou a atenção do então presidente do Estado, Martinho Garcez, que o adotou, levando para o Rio de Janeiro com apenas 10 anos. Na capital federal, os estudos avançaram às expensas da família Garcez, mas tão logo pôde buscou a sua independência. Fez um concurso para os Correios, passando em primeiro lugar. Entrou na faculdade de Direito e foi morar numa pensão, onde conheceu Alice, o amor da sua vida, que representa um capítulo à parte na sua história.</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">O poeta perdeu a mãe nos primeiros anos da infância e foi arrancado do seio familiar muito jovem. Se a capital sergipana já era uma separação da cidade natal, imagine o Rio de Janeiro. Nas cartas dirigidas à família (com quem manteve longa correspondência epistolar), relatava a saudade da terra. Isso está demonstrado no livro </span><span lang="PT-BR">Despertar!</span><span lang="PT-BR"> (1922), que ele dedica a “Sergipe, terra dos meu berço&#8221; e aos pais. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">As cartas, que estão no Museu Raimundo Fernandes da Fonseca, em Boquim, revelam também que ele era arrimo de família. Sistematicamente, enviava quantias junto com as correspondências, em que sempre pedia notícias dos familiares, vizinhos e amigos.</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Apesar de boa recepção crítica (publicou 11 livros em total) e de uma vida profissional intensa, Hermes-Fontes foi acumulando alguns dissabores ao longo da vida. Tentou entrar para a Academia Brasileira de Letras cinco vezes e, em todas elas, foi rechaçado. Também desejava ser Príncipe dos Poetas Brasileiros. No campo político, tentou ser deputado, mas não conseguiu. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Casou apaixonado, mas o sentimento não era correspondido à mesma altura. Sua mulher engravidou, mas perdeu a criança. Anos depois, soube que havia sido traído por ela e por pessoas próximas. Separaram-se, mas ainda nutria sentimentos por Alice. Além de tudo, tinha complexo de ‘físico acanhado’, pois media pouco mais de um metro e meio.</span> <span lang="PT-BR">Uma autorreferência à sua altura é o pseudônimo P.Q. Nino. Às vezes assinava com as iniciais H.F., ou F.H., invertidas. Leo-Zito, Leléo, Léo-Fábio, Rems, Rins e Roms também eram usados pelo poeta. </span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">O poema ‘Esfinge’, cuja estrofe encabeça esta crônica, foi escrito por ele com o coração dilacerado. Era um homem romântico e, mesmo depois da separação, ainda se preocupava com o bem estar da sua amada, apesar de o coração dela ser um deserto, como diz o último verso.</span></p>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Toda essa solidão, expressa na sua obra, culminou em uma profunda tristeza. Antes de suicidar-se com um tiro na cabeça, aos 42 anos, queixara-se com os amigos acerca do seu envolvimento na Revolução de 30. Mas diante da sua baixa autoestima e de tantas decepções, a amorosa sendo a pior de todas, tudo leva a crer na desilusão em relação à própria vida.</span></p>
<p lang="PT-BR">
			</div></div>
</div>
<div>
<p lang="PT-BR"><span lang="PT-BR">Cruzo diuturnamente a avenida Hermes Fontes, essa artéria sem a qual Aracaju não seria a mesma. Atravesso também as doze letras que compõem o seu nome e chego ao homem, esse poeta e gênio atormentado repleto de ternura.</span></p>
<p lang="PT-BR">
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O pedreiro Vadico e o filósofo Schopenhauer</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-pedreiro-vadico-e-o-filosofo-schopenhauer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Nov 2024 15:32:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Vadico, 62 anos, é pedreiro e uma espécie de faz tudo. Mexe com hidráulica, parte elétrica, assenta piso, conserta telhado. Autodidata, aprendeu tudo sozinho na difícil arte da sobrevivência. Trabalha comigo há mais de uma década. Foi indicação de um amigo. Vadico, que se chama Vladimir, &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-pedreiro-vadico-e-o-filosofo-schopenhauer/">O pedreiro Vadico e o filósofo Schopenhauer</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-pedreiro-vadico-e-o-filosofo-schopenhauer%2F&amp;linkname=O%20pedreiro%20Vadico%20e%20o%20fil%C3%B3sofo%20Schopenhauer" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-pedreiro-vadico-e-o-filosofo-schopenhauer%2F&amp;linkname=O%20pedreiro%20Vadico%20e%20o%20fil%C3%B3sofo%20Schopenhauer" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-pedreiro-vadico-e-o-filosofo-schopenhauer%2F&amp;linkname=O%20pedreiro%20Vadico%20e%20o%20fil%C3%B3sofo%20Schopenhauer" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-pedreiro-vadico-e-o-filosofo-schopenhauer%2F&amp;linkname=O%20pedreiro%20Vadico%20e%20o%20fil%C3%B3sofo%20Schopenhauer" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-pedreiro-vadico-e-o-filosofo-schopenhauer%2F&#038;title=O%20pedreiro%20Vadico%20e%20o%20fil%C3%B3sofo%20Schopenhauer" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-pedreiro-vadico-e-o-filosofo-schopenhauer/" data-a2a-title="O pedreiro Vadico e o filósofo Schopenhauer"></a></p><p>&nbsp;</p>
<p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">V</span>adico, 62 anos, é pedreiro e uma espécie de faz tudo. Mexe com hidráulica, parte elétrica, assenta piso, conserta telhado. Autodidata, aprendeu tudo sozinho na difícil arte da sobrevivência. Trabalha comigo há mais de uma década. Foi indicação de um amigo.</p>
<p>Vadico, que se chama Vladimir, teve uma vida sofrida. Perdeu a mãe cedo, estudou pouco, passou necessidade na infância, mas nunca deixou se abater, está sempre alegre. Vive de bem consigo e com a vida. Tinha três filhos, com a sua companheira de jornada, com quem divide a única vida há quatro décadas. Dois filhos morreram, “por desobediência”, costuma dizer. Sofreu com as perdas, se refez, seguiu em frente.</p>
<p>No sábado, Vadico esteve aqui para pequenos consertos e colocação de quadros, recém adquiridos, nas paredes.</p>
<p>Enquanto Alexa tocava músicas dos anos 70 e 80, Vadico cantarolava, recordando os seus tempos de discoteca, que já não existem mais. Falou de seus namoros, e da companheira que escolheu para si, com quem divide a vida, a cama e os perrengues.</p>
<p>Vadico foi mestre de obras de grandes construtoras. Sem grandes ambições, se dá por satisfeito como pedreiro. Após logo período fazendo bico, está novamente fichado. Ou seja, está empregado: carteira assinada, férias, décimo terceiro garantido. Ganha menos, mas tem o certo todo final de mês.</p>
<p>Vadico é leve, tudo está bem pra ele.  Não é chegado a grande elocubrações. Tem visão simplista sobretudo no seu entorno; sobre a vida. Nunca leu os filósofos, os pensadores, mas tem sabedoria para não se deixar abater com o que não pode mudar. Gosto de provocá-lo para ouvir suas desconcertantes e hilárias respostas. Tudo ele tem solução, e arremata, “se tem solução, qual o problema?”</p>
<p>Nunca ouviu falar em Arthur Schopenhauer, mas é como se fossem próximos.</p>
<p>Esses dias li um artigo sobre o filósofo e pensador alemão.</p>
<p>Segundo Schopenhauer, “a relação entre inteligência e sofrimento está profundamente enraizado em sua filosofia pessimista, que ele desenvolveu em obras como &#8220;O Mundo como Vontade e Representação&#8221; (1818). Ele acreditava que a vida é dominada por uma força cega e irracional, a &#8220;vontade&#8221;, que impulsiona todos os seres vivos a desejarem incessantemente, resultando em frustração e sofrimento.</p>
<p>No contexto da frase mencionada — &#8220;quanto mais claro é o conhecimento do homem, quanto mais inteligente ele é, mais sofrimento ele tem&#8221; — Schopenhauer sugere que “a consciência e a inteligência são uma espécie de maldição. Quanto mais uma pessoa entende a realidade, mais ela percebe as tragédias e absurdos da existência humana”.</p>
<p>Vadico segue sua saga, sem se importar com os pensamentos de Schopenhauer. Ele não tem tempo a perder com problemas reais ou imaginários. Segue na linha do tempo, aproveitando cada momento.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Amizades vegetais &#8211; Humberto de Campos e seu amigo cajueiro</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/amizades-vegetais-humberto-de-campos-e-seu-amigo-cajueiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Acacia Rios]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 12:07:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura&Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[amizades]]></category>
		<category><![CDATA[antologia]]></category>
		<category><![CDATA[caju]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
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		<category><![CDATA[Humberto de Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Acácia Rios (*) &#160; Cai sob o murro do vento e a doçura não se estraga para o ouvido ávido em captura:  os cajus são pomos dourados   a mais pura gostosura. Ronaldson &#160; Aracaju Cajueiro arara cor de sangue. Caetano Veloso &#160; Ao presentear-me com um punhado de cajus avermelhados, olorosos e dulcíssimos, a &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Cai sob o murro do vento</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>e a doçura não se estraga</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>para o ouvido ávido em captura: </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>os cajus são pomos dourados  </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>a mais pura gostosura.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Ronaldson</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Aracaju</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Cajueiro arara cor de sangue.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Caetano Veloso</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span>o presentear-me com um punhado de cajus avermelhados, olorosos e dulcíssimos, a minha aluna Valéria Vieira suscitaria em mim a lembrança de &#8220;Um amigo de infância&#8221;, do escritor maranhense Humberto de Campos, que tinha um cajueiro como amigo, plantado por suas mãos. Não hesito em afirmar que, na minha opinião, é um dos textos mais belos da memorialística literária brasileira. Conheci-o numa antologia escolar (particularmente tenho grande apreço por ela) e nunca mais o esqueci.</p>
<p>Antonio Candido, em uma de suas entrevistas, afirma que a <em>Anthologia Nacional ou collecção de excerptos</em>, de Fausto Barreto e Carlos de Laet, por exemplo, foi a forma pela qual ele e vários de sua geração conheceram os autores clássicos. Para mim, também, as antologias foram essenciais. São obras de divulgação que cumprem muito bem o seu papel de nos levar aos textos originais.</p>
<p>Personagens vegetais são recorrentes na literatura. Outro grande exemplo &#8211; este mais conhecido no Brasil &#8211; é <em>O meu pé de laranja lima</em> (1968), de José Mauro de Vasconcelos, cuja árvore conversa com o personagem, e que será objeto de uma crônica futura. (Teria o maranhense influenciado o escritor potiguar?) No caso de Humberto de Campos, trata-se de um texto memorialístico motivado pela lembrança de um menino que, encorajado pela mãe, plantou uma muda que havia acabado de arrebentar de uma castanha e cujo crescimento ele acompanha durante todas as fases da vida, entre idas e vindas de São Luís, Belém do Pará e Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: right;"><em>No dia seguinte ao da mudança para a nossa pequena casa dos Campos, em Parnaíba, em 1896, toda ela cheirando ainda a cal, a tinta e a barro fresco, ofereceu-me a Natureza, ali, um amigo. Entrava eu no banheiro tosco, próximo ao poço, quando os meus olhos descobriram no chão, no interstício das pedras grosseiras que o calçavam, uma castanha de caju que acabava de rebentar, inchada, no desejo vegetal de ser árvore. Dobrado sobre si mesmo, o caule parecia mais um verme, um caramujo a carregar a sua casca, do que uma planta em eclosão. A castanha guardava, ainda, as duas primeiras folhas unidas e avermelhadas, as quais eram como duas jóias flexíveis que tentassem fugir do seu cofre.</em></p>
<p>A antologia escolar da minha infância se perdeu no tempo, mas o texto ficou dentro de mim. Compartilhei-o, lembro bem, com amigos escritores e nenhum deles o conhecia. Somente com o advento da internet pude encontrá-lo, pois seria difícil localizá-lo de outra forma, a não ser em uma biblioteca que tivesse parte da obra do autor, há anos sem reedição. E qual não foi a minha surpresa quando me deparei com um texto maior do que o conhecido, já que várias partes haviam sido suprimidas para caber na antologia. A leitura da versão integral foi outra grata surpresa, uma ampliação do prazer estético que me havia sido proporcionado décadas antes.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure id="attachment_81972" aria-describedby="caption-attachment-81972" style="width: 218px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/humberto-de-campos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-81972" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/humberto-de-campos-300x238.jpg" alt="" width="218" height="173" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/humberto-de-campos-300x238.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/humberto-de-campos.jpg 583w" sizes="auto, (max-width: 218px) 100vw, 218px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81972" class="wp-caption-text">Humberto de Campos  Foto: Wikipedia</figcaption></figure>
<p>Humberto de Campos (1886-1934) nasceu na cidade de Miritiba, que hoje leva o seu nome, mas a família se mudou para Parnaíba, já no estado do Piauí, onde plantara o cajueiro. Jornalista, crítico, poeta, contista, cronista e memorialista, tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) em 1920. Na seara política, foi eleito deputado federal pelo Maranhão em 1920, mas com a dissolução do Congresso pela Revolução de 30, perdeu o mandato. Getúlio Vargas, no entanto, como admirador da sua obra e preocupado com a sua subsistência, ofereceu-lhe os cargos de inspetor de ensino e de diretor da Casa Rui Barbosa.</p>

			</div></div>
<p>Quem se emocionou com o texto em algum momento da vida, fica ainda mais emocionado ao saber que o cajueiro da infância do autor ainda existe, mais de cem anos depois. Reina sozinho no pátio da casa onde ele morou, cercado por uma grade de ferro e com uma placa indicativa da sua história. A julgar pelas fotos, o cajueiro foi mudando e seus robustos troncos se espraiaram quase rentes ao chão. Ele é imenso em largura, altura e sentimento.</p>
<p>Mas décadas antes dessa imagem, em 1932, Humberto de Campos voltou à sua cidade natal e fotografou essa planta longeva,<strong> </strong>agregando-a<strong> </strong>ao livro <em>Memórias</em> (1933), em que o trata por &#8220;Um amigo de infância&#8221;. Deste modo poetizou a ausência prolongada: &#8220;O mundo toma-me nos seus braços titânicos, arrepiados de espinhos. Diverte-se comigo como a filha do rei de Brobdingnag com a fragilidade do capitão Gulliver. O monstro maltrata-me, fere-me, tortura-me. E eu, quase morto, regresso à Parnaíba, volto a ver minha casa, e a rever o meu amigo. &#8220;Meu cajueiro, aqui estou!&#8221; Reencontro e despedida, desta vez definitiva. Um ano depois, faleceria no Rio de Janeiro, aos 48 anos.</p>
<p>Depois da leitura desse texto, ainda na adolescência, me veio a vontade de plantar um cajueiro. Nunca o fiz. Sempre tivemos goiabeiras, mamoeiros, coqueiros, bananeiras, amoreiras e até um pé de araçá (hoje em dia, quase em extinção, assim como o de maçaranduba). Mas ao provar esse presente-caju ou caju-presente que é todo cor, olfato, textura, suco, origem e memória, essa vontade que ficou lá atrás é retomada. Separo as suas castanhas e guardo-as para plantá-las, à espera de que tão logo possa florescer em meu quintal um pé de caju carregado de &#8220;pomos dourados&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>
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		<title>Prédios públicos de Sergipe ganham iluminação verde em alusão à Primeira Infância</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/predios-publicos-de-sergipe-ganham-iluminacao-verde-em-alusao-a-primeira-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Aug 2024 13:08:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O cuidado com as crianças sergipanas, ainda nos primeiros anos de idade, é um dos principais compromissos do Governo do Estado, inclusive com a criação da Política Estadual de Atenção Integrada à Primeira Infância – Ser Criança, em novembro passado. A fim de atrair ainda mais os olhares de toda a população para essa &#8230;</p>
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<p>O cuidado com as crianças sergipanas, ainda nos primeiros anos de idade, é um dos principais compromissos do Governo do Estado, inclusive com a criação da Política Estadual de Atenção Integrada à Primeira Infância – Ser Criança, em novembro passado. A fim de atrair ainda mais os olhares de toda a população para essa temática, também foi instituída a Semana Estadual de Proteção à Primeira Infância, iniciada na última segunda-feira, 19, e que se estende até esta sexta, 23. O evento está inserido no Agosto Verde, que busca voltar a atenção da sociedade à primeira infância.</p>
<p>Em alusão à campanha, a gestão estadual também mobilizou para a iluminação verde de alguns dos principais prédios públicos da capital sergipana – o Palácio-Museu Olímpio Campos (PMOC), na praça Fausto Cardoso; o Banese; o Museu da Gente Sergipana, na avenida Ivo do Prado; a Secretaria de Estado da Saúde (SES), na avenida Augusto Franco; a sede do Ministério Público de Sergipe (MPSE), no bairro Capucho; e o prédio da Energisa.</p>
<p>De acordo com a secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), Érica Mitidieri, a iniciativa se configura como uma forma simbólica de colocar a temática da primeira infância em evidência. “A ideia é chamar a atenção da sociedade sobre a importância de estarmos atentos à primeira infância, afinal, estamos na campanha Agosto Verde, alusiva a esta pauta”, reforça a gestora.</p>
<p>Ainda segundo a secretária, apesar de o mês de agosto ser especialmente dedicado à primeira infância, o Governo do Estado tem trabalhado em prol dessa população de maneira permanente e constante. “Nós nos empenhamos em garantir o acesso à saúde, à educação e a proteção social das nossas crianças. Por meio da nossa política Ser Criança, realizamos várias ações ao longo desta semana, mas também em todo o restante do ano, de maneira contínua, por meio dos programas que executamos por intermédio da Seasic e das demais pastas da gestão estadual”, finalizou Érica.</p>
<h3><strong>Ser Criança</strong></h3>
<p>A Política Estadual ‘Ser Criança’ foi instituída pela Lei 9.313, de 16 de novembro de 2023, e representa um compromisso do governo em assegurar que todas as crianças do estado tenham a oportunidade de atingir seu pleno potencial. Para isso, a política se estrutura em três eixos principais: ‘Gestar e Nascer’, ‘Brincar e Crescer’ e ‘Desenvolver e Aprender’, que englobam ações como o incentivo ao aleitamento materno, a criação de espaços lúdicos nas cidades e a atenção aos vínculos socioafetivos.</p>
<p>Com um investimento de quase R$ 400 milhões, o governo estadual pretende construir 75 creches em todo o estado, ampliando o acesso das crianças a um ambiente de aprendizado e socialização desde cedo. Além disso, o programa ‘Ser Criança’ está alinhado com a Rede Nacional da Primeira Infância, e busca fortalecer a cooperação entre os municípios para a implementação eficaz da política.</p>
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		<title>Cuidando da vida alheia</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/cuidando-da-vida-alheia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2024 13:35:26 +0000</pubDate>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">N</span>o livro de Provérbios, em seu capítulo 6, versículos 16 ao 19, abomina, de forma contundente, a “língua mentirosa” e, de modo particular, o falso testemunho daqueles que proferem mentiras e, não satisfeitos, íncitam, em razão disso, a discórdia entre as pessoas. Para o filósofo Sócrates (Grécia Antiga): “Pessoas sábias falam sobre ideias; pessoas comuns falam sobre coisas; pessoas medíocres falam sobre pessoas”.</p>
<p>Seja como for e por quem for produzida, a fofoca (hoje também conhecida como fake news) produz efeitos nocivos. E por essa razão deve ser, a meu ver, combatida, rechaçada e evitada. Diria mais, há que se criar no seio das famílias e na escola, uma cultura da verdade. Já diziam os antigos: a mentira é a mãe do cão. E não há que se fiar na “tese” de fofoca inocente ou fofoca maldosa. Em síntese, uma ou outra pode destruir ou deturpar a vida de uma pessoa.</p>
<p>Ary Barroso (1903-1964), na canção “Caveira”, traz à baila essa discussão, valendo-se da parábola: “Caveira, quem te matou? No que ela responde: a língua”. Veja o que diz o poeta e compositor mineiro a respeito numa das estrofes: “Eu bem que te dizia / Que deixasse a vida alheia! / Que a justiça divina vê tudo e não se encandeia / Quem faz mal ao seu vizinho / Seu mal já vem no caminho”.</p>
<p>E nesse sentido, lembro muito de alguém, na minha infância, dizer para outra pessoa: “Menina, fulana é tão fofoqueira, que se morde a língua morre envenenada”. E por falar em veneno, mais uma vez valendo das Escrituras Sagradas do Cristianismo, lembremos do que fizeram Adão e Eva quando Deus descobriu que ambos haviam comido do fruto proibido para tentar justificar seus erros e desobediências: foi a mulher, disse o homem; foi a serpente, disse a mulher. E nesse jogo de empurra-empurra de responsabilidades, a mentira: o combustível da fofoca.</p>
<p>Bezerra da Silva (1927-2005) afirma, categoricamente, que o fofoqueiro é a imagem do cão, em canção de mesmo título de 1987. Chama a atenção que, o cantor e compositor pernambucano, famoso no Rio de Janeiro, relativa à ideia de que fofoca é coisa de mulher, quando diz: “Fofoca pra mulher é feio / Pra barbado é pior, podes crer / Assim como ele fala de você pra mim/ Também mete o malho de mim pra você”. E rememorando Bezerra, como não lembrar da imagem do caguete ou caboeta, no modo de dizer mais popular, sobretudo aqui no interior do Nordeste. Aquele que dedura, em algum momento, para salvar a própria pele, também se vale da fofoca.</p>
<p>Ismael Carlos (1947-2009), considerado cantor “brega”, ficou famoso nos anos 80 com a canção “Fofoqueira”, faixa um do compacto de 1981/1982 (Copacabana Gravadora). A canção virou uma espécie de ode da fofoca, até hoje executada em rádios e como canção para jingles e memes. Embora ele reduza a coisa de falar dos outros à mulher, vaticina o destino dos fofoqueiros mais nocivos, daqueles que vivem arrumando confusão, cuja língua não cabe na boca: “Se você não tomar jeito / Qualquer dia ainda acaba / Indo parar no caixão”.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/fake.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-79268 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/fake-300x200.png" alt="" width="300" height="200" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/fake-300x200.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/fake.png 600w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Para além de Ary Barroso, Bezerra da Silva e Ismael Carlos, destaco ainda, no tempo recente, a música “Fofoca”, de Alexandre Pires (samba e pagode), em que ele ressalta a ascendência da mania/mal de falar mal dos outros no contexto no Brasil de nosso tempo, superando o hábito de tomar cerveja e curtir futebol. E como esta última &#8211; “paixão nacional” &#8211; é terreno fértil para fofocas, tendo como palco principal as redes sociais, esse mundo paralelo à verdade, valentes, misóginos e criminosos se sentem ainda mais encorajados para destruir reputações.</p>
<p>E sobre quem dissemina a fofoca, o que dizer, para que este experimente do seu próprio veneno, e que se incomode com isto? Antes de mais nada, aconselho que cuide da própria vida. Já dizia a sabedoria que quem aponta um dedo para outra pessoa, não se dá conta que os quatro restantes da mão estão lhe direcionando de forma denunciante e advertidamente. Afora isso, procure ajuda psicológica e no divã, recupere seu tempo perdido falando dos outros, fazendo uma revisão de si mesmo. Tenho a certeza de que o fofoqueiro(a) não é uma pessoa feliz, resolvida. Sofre de dor de cotovelo e corre o risco de ser acometido de “espinhela caída” em razão dos pesos de seu pecado e de sua língua felina.</p>
<p>A fofoca é erva daninha à sociedade. Por isso, precisamos limpar o terreno de nossa alma e deixar que germinem e nasçam flores das mais diversas. Que possamos controlar, conter e domar a nossa língua e abrir o coração, sem destilar veneno mortal, às voltas do mal hábito/doença de cuidar da vida alheia.</p>
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