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	<title>Arquivo para ilha - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>A península que virou ilha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 13:34:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Aracaju]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>  Por Tarso Vilela Ferreira (*) &#160; A cidade de Barra dos Coqueiros, na qual decidi morar com minha família, é rica em sua história. Desde que me mudei para cá, depois de quase duas décadas residindo na também bela cidade de Campina Grande/PB, sinto-me curioso acerca das origens do município, das suas tradições e &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-peninsula-que-virou-ilha%2F&amp;linkname=A%20pen%C3%ADnsula%20que%20virou%20ilha" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-peninsula-que-virou-ilha%2F&amp;linkname=A%20pen%C3%ADnsula%20que%20virou%20ilha" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-peninsula-que-virou-ilha%2F&amp;linkname=A%20pen%C3%ADnsula%20que%20virou%20ilha" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-peninsula-que-virou-ilha%2F&amp;linkname=A%20pen%C3%ADnsula%20que%20virou%20ilha" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-peninsula-que-virou-ilha%2F&#038;title=A%20pen%C3%ADnsula%20que%20virou%20ilha" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-peninsula-que-virou-ilha/" data-a2a-title="A península que virou ilha"></a></p><p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Por Tarso Vilela Ferreira (*)</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><span class="dropcap ">A</span> cidade de <strong>Barra dos Coqueiros</strong>, na qual decidi morar com minha família, é rica em sua história. Desde que me mudei para cá, depois de quase duas décadas residindo na também bela cidade de Campina Grande/PB, sinto-me curioso acerca das origens do município, das suas tradições e dos relatos do passado que ouço dos concidadãos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De fato, não se restringem ao presente minhas andanças pela Barra, como o município é chamado carinhosamente pelos sergipanos. Mesmo enquanto residia na Paraíba, sempre vinha durante as férias visitar meu saudoso avô Luiz Tarcísio, que morou aqui boa parte da vida com sua segunda esposa Conceição Moura, nascida nesse lugar. Ouvi deles e de outras pessoas daqui histórias maravilhosas, como a “da noite em que Dom Pedro II, em visita à capitania de Sergipe d’El-Rei e hospedado em Aracaju, ao perceber o batuque e as fogueiras do outro lado do rio Sergipe, foi informado de que se tratava de uma festa. Pegou carona às escondidas em uma canoa e veio ver com os próprios olhos que gente festeira e animada era aquela”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A curiosidade despertada por histórias populares como essa somou-se a uma questão que, de vez em quando, ouço em rodas de conversas com os amigos: a Barra dos Coqueiros é, de fato, uma ilha? Espremida entre o Rio Sergipe e o Oceano Atlântico, de frente para a Capital Sergipana, a Barra dos Coqueiros foi, no passado, chamada “Ilha de Santa Luzia”. Se não é uma ilha, mas sim uma península, porque há ainda quem a chame de ilha? É comum o uso do termo em conversas e também na linguagem escrita, conforme visto em </span><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/114/col_mono_b_n42_barradoscoqueiros.pdf"><span style="font-weight: 400;"><span style="color: #008000;">apanhados históricos realizados por órgãos oficiais, como o IBGE (1963)</span>,</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou no próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">site </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://barradoscoqueiros.se.gov.br/sites/barradoscoqueiros.se.gov.br/files/Relat%C3%B3rio%20de%20Gest%C3%A3o%202019%20-%20PM.pdf"><span style="font-weight: 400;">Prefeitura Municipal da Barra dos Coqueiros (2020)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na dúvida, no mesmo dia que me mudei para cá passei, bem humoradamente, a me autodeclarar “ilhéu” e falar “ir ao continente” em vez de “ir a Aracaju”. Paralelamente, comecei a pesquisar e procurar meios de compreender melhor a questão. A primeira ideia que tive para tirar a dúvida foi talvez a mais objetiva que qualquer um teria, na atual era da informação: vamos olhar em imagens de satélite na internet. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na figura abaixo vê-se o município da Barra dos Coqueiros com seus limites realçados em vermelho.</span></p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-05-144414.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-90549 aligncenter" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-05-144414-300x193.png" alt="" width="769" height="495" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-05-144414-300x193.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-05-144414-768x495.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-05-144414.png 827w" sizes="(max-width: 769px) 100vw, 769px" /></a></p>

			</div></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme relatado em documento na </span><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/114/col_mono_b_n42_barradoscoqueiros.pdf"><span style="font-weight: 400;">Biblioteca do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</span></a> <a style="color: #008000;" href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/114/col_mono_b_n42_barradoscoqueiros.pdf"><span style="font-weight: 400;">(1963)</span></a><span style="font-weight: 400;">:</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">O Município estende-se em direção SE-NO, ao longo do litoral atlântico. Vários rios descrevem-lhe a fronteira com os Municípios vizinhos: o Sergipe (navegável), com o de Aracaju, a leste; o Pomonga e o canal do mesmo nome, na direção SE-NO, com o de Santo Amaro das Brotas; e o Japaratuba, ao norte, com o do mesmo nome</span></i><span style="font-weight: 400;">.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, acompanhando o contorno vermelho apresentado no mapa, percebe-se que a fronteira noroeste do Município é composta pelo Rio Pomonga e seu canal, que em conjunto fazem a conexão entre o Rio Sergipe e o Rio Japaratuba. Desta análise já se percebe que a Barra é limitada, em todo seu perímetro e por todos os lados, por rios, canais, ou pelo Oceano Atlântico. Para compor o convencimento, basta-nos relembrar o que está no dicionário (neste caso específico, embasei-me no </span><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&amp;f=0&amp;t=0&amp;palavra=ilha"><span style="font-weight: 400;">Michaelis</span></a></span><span style="font-weight: 400;">): “ilha” é uma “porção de terra com área não tão grande quanto um continente e cercada de água por todos os lados”. Outra evidência clara desta condição é que, para deixar a Barra dos Coqueiros e ir para um município vizinho, é preciso passar por uma das três pontes que cruzam os rios Pomonga (sentido Santo Amaro das Brotas), Japaratuba (sentido Pirambu) ou Sergipe (rumo à capital do estado).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não exatamente surpreso com a informação da existência de um “canal”, dado que tinha conhecimento que existe na região norte da Barra o “Povoado Canal”, resolvi analisar melhor o mapa. Percebi que em alguns trechos o curso do Rio Pomonga aproxima-se muito de uma reta, coisa muito rara em um rio de calha natural. Observei ainda que o rio Pomonga (e seu canal), em determinadas regiões do mapa, parecem não ter largura superior a uma dezena de metros. Este detalhe pode ser observado na figura abaixo, fotografia de satélite do Povoado Touro, que margeia o Pomonga.</span></p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure id="attachment_90550" aria-describedby="caption-attachment-90550" style="width: 711px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-05-144551.png"><img decoding="async" class="wp-image-90550" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-05-144551-300x168.png" alt="" width="711" height="398" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-05-144551-300x168.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-05-144551-768x429.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Captura-de-tela-2025-06-05-144551.png 846w" sizes="(max-width: 711px) 100vw, 711px" /></a><figcaption id="caption-attachment-90550" class="wp-caption-text">Imagem capturada no Google Maps</figcaption></figure>

			</div></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Aprofundando-me nas referências disponíveis, pude compreender melhor as razões destas particularidades. Conforme coloca </span><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/5501/1/ACACIA_MARIA_BARROS_SOUZA.pdf"><span style="font-weight: 400;">Acacia M. B. Souza em sua dissertação de mestrado</span></a></span><span style="font-weight: 400;"><span style="color: #008000;">,</span> publicada em 2015:</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“&#8230;o Pomonga, possui um significado histórico de notável importância para o Estado de Sergipe, uma vez que foi palco de um trabalho de engenharia – a construção do canal artificial para interligar a bacia hidrográfica do rio Sergipe à bacia do rio Japaratuba para o escoamento da produção de cana-de-açúcar – na época do Brasil Império, sendo inclusive visitado pelo Imperador Dom Pedro II.” </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se trata de uma intervenção humana, pode-se perceber as razões pelas quais o Canal do Pomonga parece estreito e pouco sinuoso, comparativamente a um rio natural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No artigo “</span><a href="https://gepease.com.br/anais4/wp-content/uploads/2021/02/A-IMPORTANCIA-SOCIO-ECONOMICA-DO-CANAL-DO-POMONGA.pdf"><span style="font-weight: 400;"><span style="color: #008000;">A importância sócio-econômica do Canal do Pomonga</span></span></a><span style="font-weight: 400;">” publicado por Claudomir T. da Silva e Carina T. Bispo  em 2013 no “IV Encontro Sergipano de Educação Ambiental” pude ainda descobrir mais: o canal de 32 km de extensão foi fruto de uma lei provincial datada de 16 de março de 1835, que autorizava o Presidente da Província a abrir um canal através do Pomonga, ligando o rio Sergipe ao rio Japaratuba. Ao longo dos anos serviu também para o transporte de passageiros e outros produtos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem ainda documentos da época do Brasil Império, como os “</span><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402630/30950"><span style="font-weight: 400;">Annaes da Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro 1881-1882, Volume IX</span></a></span><span style="font-weight: 400;">”, nos quais relata-se que o canal foi construído durante a administração de Manoel da Cunha Galvão, Presidente da então Província de Sergipe, e projetado pelo engenheiro civil Eusèbe Stevaux.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para minha surpresa, não apenas me convenci de que a Barra é de fato uma ilha, como também uma ilha “artificial”, dada a intervenção humana necessária para colocá-la nessa condição, e que, provavelmente, foi a maior obra de engenharia em Sergipe durante o Império.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Barra dos Coqueiros foi esculpida pela natureza como uma península. Mais tarde, pela mão do homem, foi transformada em ilha. As suas lindas praias e outras belezas naturais, bem como a hospitalidade de seu povo, no entanto, são constantes e disponíveis até os dias de hoje, para quem desejar conhecer e se encantar.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>____________________</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">IBGE. </span><b>Barra dos Coqueiros &#8211; Sergipe.</b><span style="font-weight: 400;"> Coleção de Monografias, Série B, nº 42. Acesso em 05 de julho de 2021. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/114/col_mono_b_n42_barradoscoqueiros.pdf</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">SAI Notícias, Prefeitura Municipal da Barra dos Coqueiros, Secretaria de Comunicação Social. </span><b>Ambientalistas fazem expedição e relembram a passagem de D. Pedro</b><span style="font-weight: 400;">. Acesso em 05 de julho de 2021. Disponível em: https://www.barradoscoqueiros.se.gov.br/site/CategoriaNoticias/11</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dicionário Michaelis </span><i><span style="font-weight: 400;">on-line</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>Ilha</b><span style="font-weight: 400;">. Acesso em 05 de julho de 2021. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&amp;f=0&amp;t=0&amp;palavra=ilha</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">GOOGLE MAPS. </span><b>Barra dos Coqueiros, Sergipe.</b><span style="font-weight: 400;"> Acesso em 05 de julho de 2021a. Disponível em: https://www.google.com.br/maps/place/Barra+dos+Coqueiros+-+SE/@-10.847646,-37.0192866,27520m/data=!3m1!1e3!4m5!3m4!1s0x71ab49986aaf03b:0xcbb7885a85064383!8m2!3d-10.9078896!4d-37.026904?hl=pt-BR. Acesso em: 21 jul. 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">GOOGLE MAPS. </span><b>Barra dos Coqueiros, Sergipe.</b><span style="font-weight: 400;"> [S. l.], Acesso em 05 de julho de 2021b. Disponível em: https://www.google.com.br/maps/place/Barra+dos+Coqueiros+-+SE/@-10.7605726,-36.8916636,391m/data=!3m1!1e3!4m5!3m4!1s0x71ab49986aaf03b:0xcbb7885a85064383!8m2!3d-10.9078896!4d-37.026904?hl=pt-BR. Acesso em: 21 jul. 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Souza, A. M. B. </span><b>Análise geoambiental da sub-bacia do Rio Pomonga em Sergipe</b><span style="font-weight: 400;">. Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2015. Acesso em 05 de julho de 2021. Disponível em: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/5501/1/ACACIA_MARIA_BARROS_SOUZA.pdf</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">da Silva, C. T.; Bispo, C. T., </span><b>A importância sócio-econômica do Canal do Pomonga</b><span style="font-weight: 400;">. Acesso em 05 de julho de 2021. Disponível em: https://tribunadapraiaonline.webnode.com.br/news/artigo%3A-a-import%C3%A2ncia-socio-economicca-do-canal-do-pomonga/</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bibliotheca Nacional. </span><b>Annaes da Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro 1881-1882, Volume IX.</b><span style="font-weight: 400;"> Acesso em 05 de julho de 2021. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/402630/30950</span></p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h4><span style="font-weight: 400;">Biografia do Autor </span></h4>
<p><b><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-20.png"><img decoding="async" class=" wp-image-90583 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-20-240x300.png" alt="" width="99" height="124" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-20-240x300.png 240w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-20.png 400w" sizes="(max-width: 99px) 100vw, 99px" /></a>* Tarso Vilela Ferreira</b><span style="font-weight: 400;"> é professor no Departamento de Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Natural de Aracaju, Sergipe, nasceu em 1980 e estudou no Colégio de Aplicação da UFS e na Escola Técnica Federal de Sergipe (ETFSE, atualmente IFS). Seu bacharelado, mestrado e doutorado, todos em engenharia elétrica, foram obtidos no Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande, onde foi professor por 9 anos. Apesar da formação em engenharia, sempre se afeiçoou pelo jornalismo, pela história e pela contação de causos.</span></p>

			</div></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Trotsky: a incrível história de um herói maldito</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/trotsky-a-incrivel-historia-de-um-heroi-maldito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jun 2024 14:06:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Luciano Correia (*) &#160; O revolucionário Leon Trotsky, um dos pseudônimos de Liev Davidovich Bronstein, teve uma vida que lembra os melhores filmes de ação. Nascido numa família de classe média da atual Ucrânia em 1879, sai de casa antes dos 18 anos para se dedicar à luta política, travada no campo intelectual, como &#8230;</p>
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<span class="dropcap ">O</span> revolucionário Leon Trotsky, um dos pseudônimos de Liev Davidovich Bronstein, teve uma vida que lembra os melhores filmes de ação. Nascido numa família de classe média da atual Ucrânia em 1879, sai de casa antes dos 18 anos para se dedicar à luta política, travada no campo intelectual, como jornalista e escritor, e na ação prática. Perseguido, vai preso, exilado e foge da Sibéria numa improvável jornada tão precária quanto arriscada, até se reerguer para a luta política nos países onde consegue visto, França, Inglaterra e Estados Unidos. Vitoriosa a luta, é, ao lado de Lênin, um dos comandantes da grande revolução russa de 1917, até hoje um dos mais importantes movimentos de transformação da ordem política vigente num país continental e que durou até a Perestroika de Mikhail Gorbachev, em 1991.</p>
<p>No poder, esquiva-se de ocupar cargos, mas nunca do comando, que ele exerce na função de Comissário do Povo para assuntos militares, de onde cria e organiza o poderoso Exército Vermelho soviético. De temperamento explosivo, irredutível nas suas posições, não tarda bater de frente com outros camaradas revolucionários, sobretudo com o que vem a ser seu implacável adversário, inimigo e, por fim, responsável por sua morte décadas depois: Josef Stalin, secretário-geral do PC. Sua derrocada, de grande líder da revolução a expurgado do regime, se concretiza sobretudo após a morte do comandante maior, Lênin, que tinha nele a preferência para sucedê-lo. A partir daí enfrenta todos os tipos de dificuldades, sabotagem e perseguição, criando condições para cair em desgraça e ser submetido ao escárnio público. Bem verdade que ele também deu sua contribuição à própria ruína, seja em minimizar crises, desprezar aliados e subestimar adversários.</p>
<p>Inicia então, já fora da URSS, um calvário de fugas que começa por uma ilha pertencente a Turquia, depois Noruega e, finalmente, o México. Temido pela direita nos países onde passava, era igualmente combatido pelos partidos de esquerda, na época, todos eles, de inspiração soviética. Portanto, é de se imaginar que ninguém queria conversa com um sujeito com essas posições para não se indispor com o secretário-geral do PC soviético. Enquanto Stalin implanta um dos maiores regimes de terror da história, com a morte de milhões de pessoas (estima-se em 20 milhões as suas vítimas), o líder bolchevique empreende uma batalha política através do jornalismo e da militância entre seguidores por todo o mundo.</p>
<p>A história heroica e trágica desse ícone da esquerda no mundial é contada no livro Trotsky – Uma Biografia, do inglês Robert Service, professor de história da Rússia da Universidade de Oxford, um calhamaço de quase 800 páginas que, ao fazer um recorrido sobre a vida do revolucionário, percorre paralelamente a própria história da revolução que mudou o mundo. Mergulhar em tanta história e nas querelas e disputas que precederam a derrubada do regime dos czares na Rússia e, depois, no turbulento desenrolar de uma das mais importantes transformações da história, significa ter que esmiuçar as ações de cada ator participante do processo. Para isso o autor precisou de tantas páginas e de 52 capítulos. A leitura às vezes cansa, com tantos detalhes, vai e vens de posições, nomes, datas, lugares etc. Principalmente se o leitor for pouco familiarizado com o assunto ou não tenha muito interesse em História. Mas vale a pena, sobretudo se ele desejar compreender mais o trepidante século XX e o cenário que preparou o disléxico século atual.</p>
<p>Logo depois das primeiras 100 páginas, tem-se a impressão de que o biografado é um ser todo feito de egoísmo, focado sempre e tão somente na militância política. Casa muito cedo com Alexandra, companheira de luta política, tem duas filhas e logo as abandonam na Sibéria, cumprindo um exílio interno motivado pela sua militância revolucionária. Ao fugir, durante o périplo por vários países, se envolve com uma russa de nome Natalia numa dessas paragens e se casa novamente em Paris. Esta será sua mulher até o fim da vida, com a qual tem mais dois filhos, ambos homens.</p>
<p>Desde cedo, alcança notoriedade pelo trabalho intelectual, escrevendo em jornais, publicando panfletos, ensaios e teses políticas. Tem uma boa formação cultural, exercendo a função de crítico de áreas como literatura e teatro, dono de um estilo único, de texto contundente e literário. Ao longo da vida, fundou ou participou da fundação de diversos periódicos, entre eles o Pravda, em português “A Isca”, o grande veículo impresso da extinta União Soviética. O excessivo gosto pela atividade intelectual tomava parte do tempo útil, ainda mais porque exercido por um caprichoso perfeccionista. De vida simples e espartana no plano doméstico, na vida pública cultivava uma imagem milimetricamente construída, projetada para exibir a figura do guerreiro, incansável e, sobretudo, incorruptível. Por tudo isso, por abandonar a mediocridade do cotidiano da política na manutenção dos espaços e por descuidar da capacidade dos seus inimigos, perdeu a cabeça. Perder mesmo não, mas foi com um golpe de picareta desferida em seu crânio que morreu na cidade do México em 1940, aos 60 anos, por um espião comunista contratado por Stalin para caçá-lo onde estivesse. Um livro fundamental para entender a história e conhecer de perto um homem de natureza essencialmente humana, em suas virtudes e defeitos.</p>
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