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	<title>Arquivo para icônico - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 14 Apr 2026 11:54:20 +0000</lastBuildDate>
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		<title>​O altar do cotidiano — uma genealogia do café</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-altar-do-cotidiano-uma-genealogia-do-cafe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Heuller Roosewelt Silva Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jan 2026 09:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Heuller Roosewelt (*) &#160; – Quero cafééééé! &#160; ​Começo por esse grito que atravessou telas e virou memória digital, um icônico “meme” que animou as redes sociais uns bons anos atrás, mas que em mim ressoa como uma verdade universal. Um marco viral aos amantes dessa bebida intrínseca ao cenário nacional, se não &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-altar-do-cotidiano-uma-genealogia-do-cafe%2F&amp;linkname=%E2%80%8BO%20altar%20do%20cotidiano%20%E2%80%94%20uma%20genealogia%20do%20caf%C3%A9" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-altar-do-cotidiano-uma-genealogia-do-cafe%2F&amp;linkname=%E2%80%8BO%20altar%20do%20cotidiano%20%E2%80%94%20uma%20genealogia%20do%20caf%C3%A9" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-altar-do-cotidiano-uma-genealogia-do-cafe%2F&amp;linkname=%E2%80%8BO%20altar%20do%20cotidiano%20%E2%80%94%20uma%20genealogia%20do%20caf%C3%A9" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-altar-do-cotidiano-uma-genealogia-do-cafe%2F&amp;linkname=%E2%80%8BO%20altar%20do%20cotidiano%20%E2%80%94%20uma%20genealogia%20do%20caf%C3%A9" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-altar-do-cotidiano-uma-genealogia-do-cafe%2F&#038;title=%E2%80%8BO%20altar%20do%20cotidiano%20%E2%80%94%20uma%20genealogia%20do%20caf%C3%A9" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-altar-do-cotidiano-uma-genealogia-do-cafe/" data-a2a-title="​O altar do cotidiano — uma genealogia do café"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Heuller Roosewelt (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><i><span class="dropcap ">– Q</span>uero cafééééé!</i></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>​Começo por esse grito que atravessou telas e virou memória digital, um icônico “<em><i>meme</i></em>” que animou as redes sociais uns bons anos atrás, mas que em mim ressoa como uma verdade universal. Um marco viral aos amantes dessa bebida intrínseca ao cenário nacional, se não global, pela espontaneidade e sinceridade&#8230; Não é apenas um apelo; é um chamado. Um desejo que escapa da garganta como quem pede colo, pausa ou um novo começo. Café não só se pede quebrando o silêncio. Ele nasce no ritual de dizer ao mundo que a vida só pode seguir depois que o aroma invade a sala e o primeiro gole aquece a alma.</p>
<p>Antes mesmo de compreender o mundo, eu já era exposto a ele de forma cerimoniosa. Lembro-me da xícara pequena demais para a importância que carregava; uma bebida que se fazia presente como um elemento partícipe da rotina familiar, um líquido que residiria na minha história, seja no paladar, no olfato, ou na expressão de outros registros sensoriais. Ainda assim, eu recebia o batismo de uma bebida quase toda feita de leite, uma colherinha de açúcar e apenas uma pitada do pó suficiente para tingir de bege aquele líquido matinal. Não era sobre sabor, era sobre pertencimento. Aos três anos, o “rapazinho” já tomava café; e isso dizia muito. Aquela cor na xícara era o passaporte que me colocava à mesa dos grandes, no sagrado e invisível território da convivência adulta.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Talvez por isso, ao vislumbrarmos a brancura deste mês de janeiro, que nos convoca à corajosa tarefa de olhar para dentro e cuidar da saúde mental, eu veja no café um aliado silencioso. Se o &#8220;<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://grupolutapelavida.org.br/2025/01/17/janeiro-branco-chama-atencao-para-promocao-de-uma-mente-saudavel/?gad_source=1&amp;gad_campaignid=21762810219&amp;gbraid=0AAAAAphVtJbThtTidd9_UVtn6LQvFBGsG&amp;gclid=Cj0KCQiAg63LBhDtARIsAJygHZ7ZSHp9fCb-i7r1JRSXxkIVACHTj8PaSobkoTxDdWv9YU_MHqEDPV0aAsKLEALw_wcB" target="_blank" rel="noopener"><strong><b>Janeiro Branco</b></strong></a></span>&#8221; propõe uma folha em branco para reescrevermos nossas emoções, o café é a tinta que dá contorno ao autocuidado. É na pausa para a xícara que o pensamento descansa e o peito desaperta; um momento de sanidade em meio ao caos. Cuidar do espírito exige essa mesma paciência do coador: deixar o que é essencial passar, reter o que é excesso e entender que a mente, assim como o grão, precisa de tempo e temperatura certa para não amargar. É o &#8220;mês branco&#8221; pedindo o respiro que só o &#8220;momento preto&#8221; do café consegue proporcionar.</p>

			</div></div>
<p>Justamente por esse meu <em><i>assunte</i></em> familiar, entendo que compartilhar café, esse item consumido por milhões de pessoas todos os dias, é mais do que interagir com uma simples bebida. Trata-se de um fenômeno cultural, com tradições e práticas singulares em várias partes do mundo, uma realidade com raízes profundas em muitos aspectos da vida humana. Minhas referências com essa bebida giram em torno das diversas aglomerações intimistas: seja entre aquelas que compartilhavam do mesmo sangue, seja daquelas que compartilhavam do mesmo ideal fraterno e calor humano.</p>
<p>Outrossim, lembro que o café também teria me deixado marcas – literalmente. Na casa de meus avós, no interior do sertão, o café era uma dose de carinho servida quente. Na arte de servir o café com leite (ou do leite com café), a garrafa térmica traiu o ritual, desprendeu a tampa e um tiquinho de água quente tocou o braço do guri (<em><i>eu</i></em>) à mesa do jantar. Tivemos aquele “<em><i>Deus nos acuda</i></em>” para sanar a quentura que avermelhou a pele, mas o susto de ter caído o líquido foi maior que o evento em si. O que ficou, contudo, foi a marca na memória: o zelo da avó que, com tanto carinho, preparou a bebida e tanto se preocupou em se desculpar pelo acidente. O vermelho passou rápido; já a memória do cuidado ficou gravada.</p>
<p>Na casa dos outros avós, o café era presença mesmo na ausência. Meu avô não podia tomá-lo, mas nunca abriu mão da xícara. Enchia-a de cevada e sentava-se à mesa como quem diz: “Estou aqui”. Ele não bebia do grão, mas bebia da comunhão. A roda à mesa se formava, a refeição se expunha e a conversa fluía. O papo dele era o centro gravitacional de uma roda de conversa onde o tempo não tinha pressa de passar, fosse em caneca de aço, xícara de louça ou copo de vidro. Ali, o café era mais o símbolo do que a bebida. Café também é isso: registros invisíveis que aquecem a lembrança e constroem nossa história.</p>
<p>São tantos cafés da manhã, tantos fins de tarde, tantas pausas improvisadas que se tornam verdadeiros rituais. No trabalho, na família, entre amigos, o café cria pontes invisíveis – uma alquimia dedicada ao prazer de confraternizar o dia a dia. Ele sempre marcou o tempo humano, não necessariamente o do relógio. Inaugura o dia, sela acordos, sustenta conversas difíceis e celebra aquelas mais simples. Onde há café, há a convivência; onde há café, há espaço para a fala, para o riso, e para o silêncio que não constrange. Em diferentes culturas, compartilhar uma xícara é sinônimo de acolhimento, socialização e conexão.</p>
<p>Nesses arquétipos tive plantada a semente do desejo de narrar. Ao relembrar os exemplos de meu avô, mestre na arte de desfiar a própria vida em relatos criativos, percebo o quanto aquilo me marcou. Meu ideal primeiro sempre foi conseguir expor tão bem os momentos de vida que se registravam através da palavra. Eu desejava reproduzir aquela empolgação da narrativa, aquela capacidade de costurar histórias com falas simples, ditas à mesa, no tempo certo, através das palavras e do aroma do vapor que sobe da xícara.</p>
<p>O café, antes automático, começou a apontar algo maior: um caminho possível entre rotina e sentido. O café sempre foi item essencial para o bom convívio e para marcar o cotidiano nosso de cada dia. Dos grãos tradicionais aos cafés especiais, o bom café encanta paladares e revela experiências únicas. Esse universo de sabores que cresce a cada safra acompanha a evolução de um consumidor mais curioso, informado e atento a esse prazer de consumir essa bebida. Nos corredores do trabalho, o som da máquina se faz notar com gratidão e os “Bom dia” funcionam como abraços verbais. Percebe-se, então, que somos feitos desses instantes mínimos: cafés compartilhados, olhares cúmplices e conversas despretensiosas que nos devolvem a humanidade diante de um sistema que nem sempre nos entende. Cada xícara é uma chance de recomeçar e passa a ser um convite para habitar o agora.</p>
<p>​Com o passar dos anos, o que era hábito virou destino. Foi depois de ter me importado com o que saboreava que o simples “cafezinho do expediente” deixou definitivamente de ser distração para se tornar uma nova direção. Ao estudar a fundo a alquimia do grão e mergulhar no universo dos baristas, fui apresentado ao conceito do que realmente é o café, e algo mudou em meu olhar. O gesto automático deu lugar à escolha consciente: aroma, tempo, silêncio. Descobri que apreciar café é abandonar a inércia do costume para habitar, enfim, a realidade da presença. Desfrutar desse sabor real é, acima de tudo, um ato de coragem.</p>
<p>Aprendi que a vida é tecida nesses detalhes: o gole d’água ao lado, o riso solto no corredor, os afetos que se multiplicam. O café sustenta a convivência porque ele é o &#8216;fio de ouro&#8217; das nossas relações. Em tempos de obsolescência programada, onde o que se quebra é descartado, ele nos ensina a arte do <em><i>Kintsugi</i></em>. Se a xícara cai e estilhaça, não descartamos a história; juntamos os pedaços e reconhecemos a beleza nas cicatrizes. No cotidiano, entre um café e outro, a vida se revela inteira. É ali que restauramos vínculos, colamos afetos e superamos dificuldades. A vida verdadeira não está nos grandes gestos teatrais, mas na coragem de restaurar e cuidar do que se mostra mais frágil.</p>
<p>Lá nos mangues do Rio Sergipe, nas ladeiras de São Cristóvão ou nas praças de Aracaju, o que nos salva é a conversa jogada fora. O café se torna o Norte para quem busca um propósito; é a prova de que ninguém deve desistir de um sonho por falta de direção. Às vezes, o futuro começa exatamente assim: silencioso, quente entre as mãos, e já que “<em><i>o mundo não para para a gente amarrar os sapatos</i></em>”, vamos aproveitar quando ele desacelera por alguns segundos enquanto tomamos uma xícara de café e nos deixamos simplesmente ser.</p>
<p><em><i>(Palavras que se perderam ao vento e se encontraram no tempo)</i></em></p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Conheça <em><strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.instagram.com/barbadecajucafe/" target="_blank" rel="noopener">Barba de Caju Cafeteria</a></span></strong></em></p>

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<p><em><i> </i></em><strong><em><b><i>#ParaTodosVerem</i></b></em></strong><em><i>: Imagem em formato horizontal. Sobre uma mesa de madeira, várias mãos seguram xícaras de café fumegante. As pessoas estão dispostas em roda, com os rostos fora de foco, destacando o café como elemento central. A cena transmite sensação de encontro, partilha e conversa, com luz suave e atmosfera acolhedora.</i></em></p>
<p><strong><b> </b></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ozzy Osbourne – da arte de viver à consciência de morrer</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/ozzy-osbourne-da-arte-de-viver-a-consciencia-de-morrer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2025 13:06:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Embora me considere eclético em termos musicais, suas canções não estão entre as minhas preferidas, sobretudo quando o assunto é algo mais pesado. Sim, curto um bom e velho rock in roll e até mesmo algo mais nesse estilo hard, a exemplo de Guns N´ Rose, Mettalica, &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>mbora me considere eclético em termos musicais, suas canções não estão entre as minhas preferidas, sobretudo quando o assunto é algo mais pesado. Sim, curto um bom e velho rock in roll e até mesmo algo mais nesse estilo hard, a exemplo de Guns N´ Rose, Mettalica, Scorpions. Mas, o Black Sabbath e toda uma escola do gênero heavy metal que eles criaram, imprimiram e inspiraram, nem tanto assim. Uma canção aqui ou outra ali, vá lá. Entretanto, é sempre tempo de render um tributo a um dos maiores nomes deste tipo de arte musical, que além de ter feito da arte a própria vida, também, com muita coragem e dignidade, o faz com a iminência da morte.</p>
<p>Sou da geração 1985, quando, aos 10 anos de idade, pude testemunhar pela TV a primeira edição do <em><i>Rock in Rio</i></em>. De lá para cá, alcancei outros momentos, grupos e sujeitos icônicos, alguns dos quais tive a oportunidade de ver pessoalmente, em shows no Brasil, a exemplo de Paul MacCartney, Ringo Star e Dire Straits. Por isso mesmo, a gente vai criando aquele <em><i>feeling</i></em> de saber como algo vai marcar e se transformar em referência de uma época e até mesmo atemporal.</p>
<p>E o show da formação original do Black Sabbath (banda britânica fundada em 1986), realizado no último sábado, 5 de julho, em Birmingham, região central da Inglaterra, não demorará muito para estar entre estes grandes momentos da história musical internacional e do qual faremos menção algumas vezes, com destaque e, porque não dizer, emoção. A banda, com aquela formação (o baixista Geezer Butler, o guitarrista Tony Iommi, o baterista Bill Ward e Ozzy Osbourne) não se reunia fazia 20 anos.</p>
<p>O show em Birmingham, com cerca de 10 horas de duração, contando com dezenas de outros artistas e bandas, foi <strong>um tributo não somente à Black Sabbath, mas, de modo particular ao seu grande nome, Ozzy Osbourne, com 76 anos de idade</strong>. O grupo já viveu vários momentos e pelo menos quatro tipos diferentes de formação, com sucessos como “Paranoid” e “Iron Man” (1970), “Children of the grave” (1971), “Changes” (1972), entre outros, com aproximadamente 40 trabalhos em LP e CD, com layouts, letras e canções impactantes e até mesmo polêmicas e escandalosas.</p>
<p>Às voltas com uso de drogas e álcool e atrapalhando o desenvolvimento da banda, Ozzy Osbourne foi convidado a se retirar da Black Sabbath em 1979. Leia-se, foi expulso. No ano seguinte, teve que se reinventar numa carreira solo que não demorou muito para conhecer o sucesso. A começar pelo primeiro álbum, “Blizzard of Ozz”, onde na capa ele já imprimia a imagem de Madman ou de “Príncipe das Trevas”. No megashow de sábado, ele cantou alguns de seus maiores hits, inclusive da carreira solo, entre eles destaco “Mama, I’m Coming Home”, de 1991.</p>
<p>E aí, para mim, foi o grande momento daquele show tributo. Ali estava ele, Ozzy Osbourne, sentado majestosamente em seu trono de morcegos, todo preto, com roupas e unhas pretas, crucifixo prateado pendendo do pescoço, <strong>levando às lágrimas aproximadamente 40 mil pessoas no local e outras 5,8 milhões, incluindo eu</strong>. Ao som de “Mama, I’m Coming Home” muito sentimento e harmonia em meio a um público marcado por uma postura geralmente mais dura e dark, além de uma estética controversa e pouco usual, equivocadamente associada ao satanismo. Um público que comumente se diverte com movimentos dançantes mais bruscos, com as populares “quebradas de cabeça”, estava copiosamente chorando e cantando com Ozzy. E que letra e melodia belíssimas de “Mama, I’m Coming Home”!</p>
<p><strong>Há pelo menos 5 anos, Ozzy Osbourn luta com as consequências físicas e mentais do mal de Parkinson.</strong> Ciente da irreversibilidade de seu quadro, ele tem encarado a doença com muita coragem, graças, sobretudo, ao amor e ao apoio de sua esposa, Sharon Rachel, com quem é casado desde 1982, afora a família e de alguns amigos mais próximos. Há quem afirme, sem nenhum exagero, que aquele show do dia 5 de julho foi a sua última aparição pública, seu <em><i>gran finale</i></em>. E que espetáculo, até mesmo para pessoas que não são seus fãs, como este que vos escreve.</p>
<p>O fato é que aquele show deixou marcas profundas no nosso tempo, tão avesso a sentimentos e empatia e muitas vezes reduzido a conceitos como os de “bem comportado” e “do bem”, que nem sempre refletem o que se pôde presenciar naquele dia histórico, onde a arte fez da vida e da iminência da morte celebrações de uma mesma existência. Por algumas horas, o mundo percebeu que para além de guerras e sujeitos toscos como Donald Trump, Elon Musk e companhia ilimitada, ainda há humanos sorvendo cada instante da graça de viver e fazendo da música uma experiência ainda mais universal, pacífica e transcendental.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“Não tenho complexo de velhice, de jeito nenhum”, garante o ator sergipano Orlando Vieira</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/nao-tenho-complexo-de-velhice-de-jeito-nenhum-diz-o-ator-sergipano-orlando-vieira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Aug 2021 09:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[ator sergipano]]></category>
		<category><![CDATA[enredo]]></category>
		<category><![CDATA[feliz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Na última segunda-feira, 26 de julho, o ator sergipano Orlando Vieira completou 90 anos de vida e deixou claro que não tem “complexo de velhice, de jeito nenhum”. Com uma vida dedicada ao cinema brasileiro, ao desenho topográfico e à maçonaria, Orlando segue a vida tranquilamente na residência, no bairro Atalaia. “Agora só fico &#8230;</p>
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<p>Na última segunda-feira, 26 de julho, o ator sergipano Orlando Vieira completou 90 anos de vida e deixou claro que não tem “complexo de velhice, de jeito nenhum”. Com uma vida dedicada ao cinema brasileiro, ao desenho topográfico e à maçonaria, Orlando segue a vida tranquilamente na residência, no bairro Atalaia.</p>
<p>“Agora só fico em casa, haja vista que a idade é que dá essa condição. São mais de 90 anos, porque já passou”, disse referindo-se à contagem  dos dias pós 26 de julho, quando fez aniversário. Ciente das limitações impostas pela idade e pelos anos de trabalho, Orlando reconhece que sua memória não é mais a mesma. É capaz de lembrar com exatidão alguns fatos passados, mas facilmente se esquece de situações vividas há poucas horas. “Essa nossa conversação, daqui a 10 ou 15 minutos,  se me perguntarem o que contei a você, não lembro, pois perdi a capacidade de memorizar”, reconhece.</p>
<figure id="attachment_42553" aria-describedby="caption-attachment-42553" style="width: 425px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-31T153144.096.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-42553" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-31T153144.096-300x180.png" alt="" width="425" height="255" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-31T153144.096-300x180.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-31T153144.096-768x461.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-31T153144.096.png 1000w" sizes="(max-width: 425px) 100vw, 425px" /></a><figcaption id="caption-attachment-42553" class="wp-caption-text">Homenagens dos atores e da Funcaju a Orlando Vieira<br />Foto: Funcaju</figcaption></figure>
<p>É bom lembrar que na segunda-feira,  Orlando recebeu um abraço simbólico promovido pela Sociedade de Cultura Artística de Sergipe (SCAS) e pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos do Estado de Sergipe (Sated), com o apoio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju). O ator se consolidou como um dos  grandes nomes do cinema sergipano e nacional com participações de destaque em filmes como &#8220;Quem matou Pixote?&#8221;, &#8220;Narradores de Javé&#8221;, &#8220;Aos Ventos que Virão&#8221; e a produção sergipana &#8220;A Última Semana de Lampião&#8221;.</p>
<p>No final da tarde da quarta-feira, o <strong>Só Sergipe</strong> foi conversar com Orlando Vieira. Cuidadoso, ele guarda um acervo com reportagens, relação dos filmes (as longas e as curtas metragens), e colocou todo esse material numa mesa redonda. O saudosismo tomou conta daquele final de tarde, quando Orlando relembrou alguns filmes, contou</p>
<figure id="attachment_42579" aria-describedby="caption-attachment-42579" style="width: 267px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T214151.298.png"><img decoding="async" class=" wp-image-42579" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T214151.298-300x240.png" alt="" width="267" height="213" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T214151.298-300x240.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T214151.298-768x614.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T214151.298.png 1000w" sizes="(max-width: 267px) 100vw, 267px" /></a><figcaption id="caption-attachment-42579" class="wp-caption-text">Orlando: saudosista, mas tranquilo</figcaption></figure>
<figure id="attachment_42580" aria-describedby="caption-attachment-42580" style="width: 270px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T214713.841.png"><img decoding="async" class=" wp-image-42580" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T214713.841-300x240.png" alt="" width="270" height="216" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T214713.841-300x240.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T214713.841-768x614.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T214713.841.png 1000w" sizes="(max-width: 270px) 100vw, 270px" /></a><figcaption id="caption-attachment-42580" class="wp-caption-text">Troféu Kikito ao centro</figcaption></figure>
<p>histórias, e em alguns momentos a mente lhe pregava uma peça e esquecia do que estava falando. Sem problemas para um mestre, que memorizou as falas em 15 filmes, três trabalhos na Rede Globo, sendo o primeiro ator sergipano a chegar à Vênus Platinada em Irmãos Coragem e Tereza Batista, e algumas peças de teatro.</p>
<p>Um dos filmes mais famosos de Orlando foi Sargento Getúlio, em 1983,  contracenando com Lima Duarte, mas também trabalhou com Selton Melo, José Dumont, dentre outros atores. Ainda em 1983, ele conquistou o Troféu Kikito, no Festival de Gramado, um dos mais importantes do cinema nacional. O troféu está num local de destaque em sua residência. Outro filme que Orlando se recorda é Dona Carmela, quando interpretou a personagem principal. “Ela [Dona Carmela] era uma mulher idosa, inteligente, uma atriz. Me saí bem e eles gostaram”, disse, mostrando uma reportagem antiga de um jornal do Ceará. O filme foi dirigido por Iziane Mascarenhas, com quem Orlando também tirou uma foto.</p>
<figure id="attachment_42572" aria-describedby="caption-attachment-42572" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T201241.444.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-42572 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T201241.444.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T201241.444.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T201241.444-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T201241.444-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T201241.444-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T201241.444-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-42572" class="wp-caption-text">Cenas de Orlando com Lima Duarte, Selton Melo, e interpretando Dona Carmela Fotos: acervo pessoal</figcaption></figure>
<p>Orlando não esquece, também, seu ingresso na Maçonaria sergipana. Ele faz parte dos quadros da Loja Simbólica Clodomir Silva e foi iniciado em 17 de maio de 1975. Hoje, lamenta não poder mais participar, não só pelo cansaço físico que o acomete, mas também porque esquece rapidamente as conversas. “Não fui mais à Maçonaria porque não tenho condições. Hoje não memorizo as coisas com facilidade ou sem facilidade”, reconhece. Orlando Vieira nasceu em Capela em 1931, filho de João Francisco Santos e Plácida Vieira Santos, mas não teve a oportunidade de conhecê-los. Quando tinha seis meses de vida, seu pai trabalhava numa usina de açúcar em Capela e caiu no tacho de mel fervente, passou alguns meses sendo cuidado e depois morreu. Seis meses após a morte de João, a sua mãe Plácida também morreu de tristeza com a ausência do marido.</p>
<p>Criado pelos padrinhos de batismo, chegou a ir para o seminário para tornar-se padre, mas viu que aquela não era a carreira que desejava. A Igreja Católica perdeu um padre, mas o cinema e a cultura brasileira ganharam um excelente ator, que empresta o seu nome, desde 2006, ao Núcleo de Produção Digital, numa iniciativa do prefeito Edvaldo Nogueira, em seu primeiro mandato.</p>
<p>Agora, leia a entrevista com Orlando Vieira. Com certeza, você vai se emocionar.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Como nasceu essa vontade de ser ator?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA –</strong> Eu trabalhava no Departamento Nacional de Estradas de Ferro, como funcionário permanente, em Recife e lá, na convivência com o pessoal, na Escola de Belas Artes, eu gostava muito de uma cervejinha e era procurado para dialogar, fazer brincadeira e aí pegou. Eles diziam: ‘Orlando é um artista’.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Por onde o senhor trabalhou antes de ir para Recife, e como aconteceu o retorno para Sergipe, o Estado onde o senhor nasceu?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA –</strong> Eu antes trabalhei também no Departamento Nacional de Estradas de Ferro, no Piauí, depois fui para a Bahia, Rio Grande do Norte e depois para Recife. Posteriormente vim para Sergipe.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – E aqui em Sergipe, o senhor continuou na mesma empresa?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA –</strong> Não, eu fui para o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) e trabalhei muito tempo com levantamento topográfico e desenho técnico. Eu gostava de fazer desenho técnico e passei muito tempo por lá, até que comecei a cansar e cheguei a essa condição de esquecimento, que você está vendo agora, uma série de coisas. O tempo que eu estava na Maçonaria estava beleza, até falava grosso (rs).</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Lembro do senhor na Loja Macônica como mestre de cerimônia. </strong></p>
<figure id="attachment_42567" aria-describedby="caption-attachment-42567" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T183225.200.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-42567 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T183225.200-300x240.png" alt="" width="300" height="240" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T183225.200-300x240.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T183225.200-768x614.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-2021-07-31T183225.200.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-42567" class="wp-caption-text">Orlando Vieira: satisfeito com a Maçonaria</figcaption></figure>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA  &#8211;</strong> Verdade. Comecei a me cansar das pernas, da cabeça, o coração não está muito bom,  mas estou levando, levando, sem saber. A gente nunca sabe o final, o futuro, e vai levando aí. Agora sem uma vida mais normalizada como era antes. Eu saía, ia à Maçonaria, ao comércio.  Agora só fico em casa, haja vista que a idade é que dá essa condição. São mais de 90 anos, porque já passou. Cansa e cansa mesmo, você tem que aceitar as condições. Eu não tenho complexo de velhice, de jeito nenhum. Tem dias que estou mais  na ativa, mais disposto, vou dar algumas voltas e minha mulher fica preocupada. Na Maçonaria não fui mais porque não tenho condições. Hoje não memorizo as coisas com facilidade ou sem facilidade. Essa nossa conversação, daqui a 10 ou 15 minutos, se me perguntarem o que contei a você, não lembro, pois perdi a capacidade de memorizar. Paciência, tem que ficar em casa mesmo. E mais uma:  dou para mim mais esse resto de ano e possivelmente o próximo, mas não é para tanto não.  Eu sei, me conheço<em><span style="color: #0000ff;">.</span></em> A gente conhece nosso organismo, mas sempre tem a surpresa. Demora mais, espera mais, tem mais disposição. Mas estou na linha final. Passei da curva, tem uma reta que eu não vejo o final dela. É a vida. É se sentir feliz, satisfeito pelo que fez.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – A sua passagem no cinema foi marcante, não é verdade?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA</strong> -Sim, tive uma passagem que me deu glória, o mundo artístico me deu muito prazer. Teve o tempo de Maçonaria, mas hoje para mim é cansativo. E não dá. O que fazer? Esperar dentro destes 90 anos qual é a possibilidade de demorar mais ou não.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – O que o senhor lembra de sua história no cinema brasileiro?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA &#8211; </strong>Quando  vim embora de Recife para Aracaju, isso foi em 1969, pois as situações passadas tenho gravadas na cabeça. Fiz muito pouco teatro, mas cinema fiz muito: foram 15 longas e lembro os mais antigos.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Mas como foi o convite para fazer o primeiro filme. Quem fez, surgiu como?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA</strong> – Foi Ipojuca Pontes. Ele veio a Sergipe fazer um filme, cujo nome esqueci, e me convidou para fazer um papel de caminhoneiro, indo de Aracaju até Laranjeiras pela BR. Topei e fiz. Esqueci o nome do filme.</p>
<p><strong>SÓ  SERGIPE – Mas como o Ipojuca chegou  até o senhor?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA</strong> – Em  Recife fiz teatro, onde fui premiado como melhor ator coadjuvante, depois como melhor ator de Pernambuco. E quando pedi transferência para Sergipe, porque estavam fechando o departamento de ferrovia por lá, o Ipojuca veio e conversou comigo.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE </strong>– <strong>Destes tantos filmes, há alguns que mais emocionaram o senhor?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA – </strong>O Guerra de Canudos foi o que me prendeu, me chocou mais. Narradores de Javé, filmado no sertão da Bahia, eu gostei.  Foi com José Dumont. Sargento Getúlio também foi muito bom, uma série deles aí.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – O senhor chegou a fazer novela?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA – </strong>Fiz só um pedaço de Tereza Batista. Mas depois só  cinema, e fiz uma porção deles. (Ele depois se lembrou de Irmãos Coragem da Rede Globo.)</p>
<figure id="attachment_42577" aria-describedby="caption-attachment-42577" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Orlando-Vieira-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-42577 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Orlando-Vieira-1.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Orlando-Vieira-1.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Orlando-Vieira-1-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Orlando-Vieira-1-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Orlando-Vieira-1-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Orlando-Vieira-1-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-42577" class="wp-caption-text">Parte do elenco da novela Irmãos Coragem</figcaption></figure>
<p><strong>SÓ SERGIPE –</strong> <strong>Foi uma carreira vitoriosa?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA – </strong>No cinema posso concluir que tive. Na televisão um pouco e no teatro foi quase nada. No cinema filmei em Fortaleza, Rio de Janeiro, só para citar alguns. Aqui em Aracaju foram dois filmes, Meninos Marcados para Morrer, e qual  mais? Não me lembro.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE –</strong> <strong>Em Dona Carmela, o senhor interpretou uma mulher. Foi uma experiência boa?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA</strong> – Foi uma aventura. Meu primeiro papel para interpretar uma mulher idosa, muito inteligente e atriz. E eu disse: vou topar. Dirigido por Iziane Mascarenhas, rodado em Fortaleza. Me saí muito bem e eles gostaram.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Destes atores que contracenaram contigo,  a exemplo de Lima Duarte, Selton Melo, José Dumont, alguns mantêm contato?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA –</strong> Não. Há um ano, tive contato por telefone com Dumont. Depois, nenhum deles veio para cá fazer algum filme e houve uma separação total entre mim e eles.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – O senhor assiste a filmes?</strong></p>
<p><strong>ORLANDO VIEIRA –</strong> Assisto pouco, pois me canso logo. Quando sei o enredo, paro e não vejo mais. Dos filmes que eu fiz e emprestei a cópia a colegas, amigos, estudantes, não devolveram.</p>
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