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	<title>Arquivo para homenagear - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Amaral, esse adeus não dado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jul 2022 12:49:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Amaral Cavalcante]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carlos Cauê (*) Digo num poema que a partida de Amaral Cavalcante não causou ainda a justa dor da nossa perda. Imersos na esquizofrenia do isolamento causado pela pandemia, deslocados por uma realidade inesperada, atônitos, começamos a naturalizar a morte. Milhares iam-se para sempre, todos os dias. E a gente numa janela esquisita da vida, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Famaral-esse-adeus-nao-dado%2F&amp;linkname=Amaral%2C%20esse%20adeus%20n%C3%A3o%20dado" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Famaral-esse-adeus-nao-dado%2F&amp;linkname=Amaral%2C%20esse%20adeus%20n%C3%A3o%20dado" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Famaral-esse-adeus-nao-dado%2F&amp;linkname=Amaral%2C%20esse%20adeus%20n%C3%A3o%20dado" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Famaral-esse-adeus-nao-dado%2F&amp;linkname=Amaral%2C%20esse%20adeus%20n%C3%A3o%20dado" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Famaral-esse-adeus-nao-dado%2F&#038;title=Amaral%2C%20esse%20adeus%20n%C3%A3o%20dado" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/amaral-esse-adeus-nao-dado/" data-a2a-title="Amaral, esse adeus não dado"></a></p><p>Carlos Cauê (*)</p>
<p>Digo num poema que a partida de Amaral Cavalcante não causou ainda a justa dor da nossa perda. Imersos na esquizofrenia do isolamento causado pela pandemia, deslocados por uma realidade inesperada, atônitos, começamos a naturalizar a morte. Milhares iam-se para sempre, todos os dias. E a gente numa janela esquisita da vida, máscara na cara, impotentes. Aí ele se foi.</p>
<figure id="attachment_55075" aria-describedby="caption-attachment-55075" style="width: 347px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Design-sem-nome-2022-07-11T090515.177.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-55075 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Design-sem-nome-2022-07-11T090515.177-300x200.png" alt="" width="347" height="231" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Design-sem-nome-2022-07-11T090515.177-300x200.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Design-sem-nome-2022-07-11T090515.177-310x205.png 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Design-sem-nome-2022-07-11T090515.177.png 600w" sizes="(max-width: 347px) 100vw, 347px" /></a><figcaption id="caption-attachment-55075" class="wp-caption-text">Cavalcante tirava onda da sua própria dor</figcaption></figure>
<p>Era sete de julho e, a quatro dias dali, num 11 de julho que ele não viveu, farias anos. Não esperou. Cingido por “malinculias” que foram aos poucos lhe arrancando o costumeiro vigor e inquietude, o poeta ia das invasivas hemodiálises aos já incorporados cuidados com o diabetes e outros males, com a galhardia com que sempre trilhou seus quase setenta e quatro anos. As últimas vezes que fora lá em casa, já recusando as bebidas e os complexos manjares, pilotava uma cadeira de rodas, e ainda achava jeito de divertir-se com sua falta de senso de direção. Tirava onda da sua própria dor.</p>
<p>Olhos marejados, peito arfante, dor espetada pelo trajeto de décadas de convivência e cuidados, foi Samuel quem me trouxe a indesejável notícia. E foi com ele no carro, silêncio impedindo qualquer palavra, que acompanhamos o carro funéreo levá-lo. Num veículo atrás de nós, suas irmãs também cumpriam aquele trajeto de despedida. Cruzamos o Vaza-Barris pela ponte Joel Silveira, mas o que poderia ser um bafejo de homenagem era apenas o caminho fatal para o adeus.</p>
<p>Numa rodovia erma de Itaporanga, ladeado apenas pelo nada, entregamos seu corpo ao crematório solitário que cumpriria as funções finais. Nem um último olhar no caixão, ninguém além da meia dúzia de gente que chegara ali, nem o choro merecido pela perda, nem a rememoração das espetaculares histórias que ele legou à cidade e às pessoas, nem suas crônicas, seus poemas, seus formidáveis maus-humores, sua genialidade sensível e visionária. Nada.</p>
<p>O sorriso solidário e generoso do funcionário do local deu à cena torturante um pequeno alívio. E ele se foi. Nada mais havia a ser. Nem abraços, nem soluços, nem corpo baixando à terra. Apenas, novamente, o silêncio encravando aquele dia no para sempre até hoje.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Vou ao poema:</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>É como se não houvesses partido</p>
<p>Fizesses um feriado prolongado</p>
<p>Uns dias sabáticos</p>
<p>Um Hare Krisna de si</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tua partida definitiva</p>
<p>Ainda não mostrou a justa dor</p>
<p>Da nossa perda</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não há dia útil a te retornar</p>
<p>Ao expediente da vida</p>
<p>Praia de onde possas retornar</p>
<p>Campo</p>
<p>Montanha</p>
<p>Nunca mais virás</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E a ausência da necessária dor</p>
<p>Põe à prova a minha humanidade</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Adeus, poeta.</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>__________</p>
<p>(*)  Carlos Cauê é jornalista, publicitário, escritor e amigo  de longas datas de Amaral Cavalcante.</p>
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		<title>Meu encontro com Sophia de Mello Breyner</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/meu-encontro-com-sophia-de-mello-breyner/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2020 10:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lisbon Art Stay, em algum dia de janeiro de 2020. Quando pagamos o bilhete que dava direito ao ingresso no Oceanário de Lisboa, ali dentro da sala de recepção do Lisbon Art Stay, jamais imaginaria o que estava por acontecer em minha vida. A Rua dos Sapateiros parecia tranquila àquela hora da manhã. Lisboa é &#8230;</p>
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<figure id="attachment_25901" aria-describedby="caption-attachment-25901" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-25901" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg" alt="" width="300" height="293" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg 409w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-25901" class="wp-caption-text">Germano Xavier</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Quando pagamos o bilhete que dava direito ao ingresso no Oceanário de Lisboa, ali dentro da sala de recepção do Lisbon Art Stay, jamais imaginaria o que estava por acontecer em minha vida. A Rua dos Sapateiros parecia tranquila àquela hora da manhã. Lisboa é uma cidade tímida nas primeiras horas do dia, bem como acontece com grande parte das cidades turísticas pelo mundo. Depois de um rápido preparo, lá fui eu. Na verdade, estávamos em número de três. Porém, a experiência que narro aqui certamente só a mim cabe explanar. Tomamos autocarros e bondinhos, cruzamos viadutos, atravessamos pontes, e logo o bairro do Chiado começou a ser visto através dos reflexos das janelas.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo do dia era desbravar a região do Parque das Nações, realizar algumas visitas naquela freguesia e, em especial, conhecer o grande expositor de vida marinha da capital portuguesa. Não gosto de zoológicos ou de locais semelhantes, confesso, todavia resolvi apostar algumas horas naquilo de estar entre animais exóticos confinados. O Parque das Nações é um imenso conglomerado de espaços físicos voltados a exposições ao ar livre, congressos e movimentos de arte ou negócios diversificados. Particularmente, naquele dia, fazia bastante frio, mas tranquilamente suportável.</p>
<p style="text-align: justify;">Fomo-nos achegando ao local. O rio Tejo mostrava-se bravio, com suas águas fazendo ondas nervosas e balouçantes, auxiliadas pelos ventos fortes que por ali emanavam logo ao meio da manhã. Depois de voltearmos por quase a totalidade dos espaços, tomamos a direção ao Aquário Central do Oceanário, maior da Europa e segundo maior do mundo.</p>
<figure id="attachment_31136" aria-describedby="caption-attachment-31136" style="width: 393px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/07/sophia-de-mello.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-31136" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/07/sophia-de-mello-300x158.jpg" alt="" width="393" height="207" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/07/sophia-de-mello-300x158.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/07/sophia-de-mello.jpg 310w" sizes="(max-width: 393px) 100vw, 393px" /></a><figcaption id="caption-attachment-31136" class="wp-caption-text">Poetisa Sophia de Mello</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Subimos as rampas. Placas me chamavam a atenção. Foi como estar diante de uma espécie de anunciação. Todas elas davam conta de nos preparar para uma exposição de poemas, na área central do Oceanário, precisamente de uma exposição de poemas da escritora <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen">Sophia de Mello Breyner Andersen</a></span>. Enfim, entramos. E, para minha sorte, os corredores não se mostravam abarrotados de pessoas. Um sinal de que seria possível ver tudo com calma.</p>
<p style="text-align: justify;">Os grandes vidros, a enorme quantidade de água marinha represada, os peixes e as outras criaturas marinhas realmente despertavam muito a minha curiosidade, ao passo que não entendia como nós, seres humanos, chegamos ao ponto de sacrificar a liberdade de todos aqueles seres vivos daquela maneira. Isto nunca vai entrar em minha cabeça como algo saudável à sociedade. Porém, por ora, esqueçamos isto. Vamos ao motivo de eu estar escrevendo este texto.</p>
<p style="text-align: justify;">No alto do primeiro grande vidro, Sophia já nos alertava para toda a sua potencialidade poética: “Quando eu morrer voltarei para buscar/Os instantes que não vivi junto ao mar”. Depois de ler aquilo, não dava mais para me arrepender por ter ido ao Oceanário, tido por muitos como o melhor e mais completo em todo o planeta. Enquanto os outros dois companheiros de viagem se deliciavam com os mistérios do fundo do mar, eu me prostrava silenciosamente aos versos de Sophia. Espalhados por todo o Aquário Central, estavam “submersos” nas paredes poemas inteiros feitos de sal e saudade, de medo e de desejo, escritos por Sophia.</p>
<p style="text-align: justify;">Quase uma manhã inteira a ziguezaguear, a perambular, e a cada passo dado em direção ao fim do percurso, a certeza de que eu me aproximava e me apaixonava mais pelo ideário poético dos mares de Sophia de Mello Breyner Andersen. Foi um verdadeiro encontro. Inusitado, diriam alguns, como aqueles que sempre costumam nos marcar para todo o sempre. Um verdadeiro encontro, indubitavelmente. Guardei imagens em minha mente, em meu celular, e voltei ao Brasil com o intuito de estudá-la, de lê-la e também de homenageá-la, de alguma forma.</p>
<p style="text-align: justify;">Deste ímpeto, nasceu uma série de poemas bilíngues (português-francês) em homenagem à Sophia, com a grandiosa parceria da escritora luso-angolana Luísa Fresta, que belissimamente traduziu a série intitulada de AS COISAS MINHAS DE SOPHIA e que é constituída de 10 poemas.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Uma palhinha:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>AS COISAS MINHAS DE SOPHIA (Parte III)</h3>
<p>ao longe,</p>
<p>lá onde o sol se confunde com o fim,</p>
<p>uma água lisa e pura abraça</p>
<p>toda a impossível matéria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>nesta ondular existência sem sal,</p>
<p>os sonhos dos alguns</p>
<p>se abraçam, dissipados ao vento,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>e para conter</p>
<p>o avanço das misérias,</p>
<p>livres no horizonte e perdidas, fecho os olhos</p>
<p>e sinto toda uma escola de sensações.</p>
<p>autossuficiência | dor | escape</p>
<p>o alto mar engole o Grande Peixe</p>
<p>que é você, e por serem tão claros os tormentos,</p>
<p>outros azuis vão, seguidamente,</p>
<p>se modulando.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>MES CHOSES À MOI ET SOPHIA (Partie III – em francês)</h3>
<p>au loin,</p>
<p>là où le soleil se confond avec la fin,</p>
<p>des eaux lisses et pures enlacent</p>
<p>toute l’impossible matière.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>dans cette flottante existence sans sel,</p>
<p>les rêves de certaines personnes</p>
<p>se serrent, dissipés dans le vent,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>et pour contenir</p>
<p>l’avancée des misères,</p>
<p>égarées et libres à l’horizon, je ferme les yeux</p>
<p>et je ressens tout un éventail de sensations.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>l’autosuffisance | la douleur | la fuite, l’échappatoire</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>la haute mer avale le Grand Poisson</p>
<p>qui n’est autre que toi, et puisque les chagrins sont si clairs</p>
<p>d’autres bleus, modulaires</p>
<p>se suivent.</p>

			</div></div>
<figure id="attachment_31137" aria-describedby="caption-attachment-31137" style="width: 417px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/07/sophia-de-mello-II.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31137 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/07/sophia-de-mello-II.jpg" alt="" width="417" height="278" /></a><figcaption id="caption-attachment-31137" class="wp-caption-text">Mais uma imagem de Sophia</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Uma combinação incrível entre o azul vindo das lâminas das vidrarias do Aquário Central e o negro quase total dos corredores. Era o que eu via lá dentro. Em pequenas entradas que nos aproximavam dos vidros, bancos me serviam para sentar por bons minutos em contemplação passiva. Não era cansaço. Era estupefação. Na frente das banquetas, impressos na parede, ficavam instalados os poemas da Sophia, como já dito. Para os leitores. E para mim. Os peixes em círculos, vagando ao meu lado, transformaram-se em meros detalhes diante de meus olhos realmente interessados em Sophia.</p>
<p style="text-align: justify;">Se um dia alguém me perguntar como e quando conheci a poesia de Sophia de Mello Breyner Andersen, responderei sem titubear: nas paredes escurecidas do Aquário Central do Oceanário lisboeta, numa exposição de poemas que, depois, ficaria sabendo que tinha se iniciado em comemoração ao Dia do Mar, em 2004. Sophia, falecida em 2 de julho de 2004, sempre teve o mar como um de seus maiores personagens e motivos para encantamentos íntimos, tanto na esfera vital quanto em sua obra literária. Eu, a partir daquele dia, havia encontrado o Grande Peixe. E isto é demais até hoje.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Germano Viana Xavier</strong> é mestre em Letras e jornalista profissional (DRT BA 3647). Desenvolve estudos e pesquisas sobre Literatura e Direitos Humanos – Comunicação e Cultura – Literatura e Letramentos – Língua Portuguesa – Linguística – Cinema – Educação e Educomunicação. Idealizador/Coordenador Geral do Jornal de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS (ISSN 2357 8025), periódico fundado em março de 2012 e que circula no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Irlanda. Escreve desde 2007 o blog <a href="http://oequadordascoisas.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O EQUADOR DAS COISAS</a>, cujo arquivo conta hoje com aproximadamente 2.000 textos de sua autoria. Em 2016, seu livro de contos SOMBRAS ADENTRO foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura. Possui publicações em livros, jornais e revistas literárias diversas. Baiano desterrado, natural da Chapada Diamantina, tem 35 anos e atualmente habita o agreste meridional pernambucano. Canal no YouTube: <a href="https://www.youtube.com/oequadordascoisas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.youtube.com/oequadordascoisas</a></p>
<p style="text-align: justify;">** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</p>
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