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	<title>Arquivo para Helena - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Helena do Vale</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 09:00:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Trata-se do título original de um dos mais importantes e também do quarto romance escrito por José Maria Machado de Assis (1839-1908). A obra completa agora em 2026, 150 anos de sua primeira publicação: Rio de Janeiro, 1896. Conhecido como um dos maiores, se não o maior &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">T</span>rata-se do título original de um dos mais importantes e também do quarto romance escrito por José Maria <strong><b>Machado de Assis</b></strong> (1839-1908). A obra completa agora em 2026, 150 anos de sua primeira publicação: Rio de Janeiro, 1896. Conhecido como um dos maiores, se não o maior nome da Literatura Brasileira, o autor mereceu recentemente uma nova, robusta e atualizada biografia, <em>O Filho do Inverno</em>, cujo primeiro volume, com 640 páginas, foi lançado em outubro de 2025 pela Ação Editora (RJ).</p>
<figure id="attachment_96737" aria-describedby="caption-attachment-96737" style="width: 201px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091446.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-96737" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091446-201x300.png" alt="Machado, o Filho do Inverno, de C.S.Soares" width="201" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091446-201x300.png 201w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091446.png 358w" sizes="(max-width: 201px) 100vw, 201px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96737" class="wp-caption-text">Machado, o Filho do Inverno, de C.S.Soares</figcaption></figure>
<p>No dia 27 de janeiro último, seu autor, Cláudio Sousa Soares (C. S. Soares), concedeu uma entrevista ao programa Conexão Roberto D&#8217;Avila e apresentou alguns detalhes da obra, cujas impressões de leitura apresentarei, em breve, aqui mesmo nesta coluna. Por ora, adianto que não se trata tão somente de mais uma biografia de Machado, mas de uma promissora análise de sua trajetória de vida, que neste primeiro volume desfaz a ideia de que o escritor carioca fosse indiferente às suas origens afrodescendentes e à causa do fim da escravidão no Brasil.</p>
<p>Voltando minhas atenções a <em>Helena</em>, foi para mim uma experiência de leitura que em muito agregou ao meu interesse e conhecimento sobre seu autor. Algo que surgiu naturalmente no início deste ano, quando me senti instado a ler seu primeiro romance, <em>Ressurreição</em>, de 1872. Como essa coisa do hiperfoco está em voga, eis que me surpreendo a (re)ler os romances seguintes de sua autoria. Estou, no momento, na metade do texto de <em>Iaiá Garcia</em> (1878).</p>
<p>Entremeando tais leituras, aqui e ali, também dei uma atenção a alguns de seus estudiosos e críticos. No que se refere especificamente a <em>Helena</em>, destaco a professora aposentada da Universidade Federal de Minas Gerais, Ana Maria de Almeida, que se dedicou por anos à Faculdade de Letras desta instituição. Na décima nona edição do romance, publicado pela editora Ática, em 1995, em texto intitulado <em>Um jogo dissimulado</em>, a pesquisadora faz uma análise do estilo narrativo de Machado na referida obra, ressaltando o que diz ser a existência não somente de um núcleo conflituoso, mas também de “vários elementos conflitantes” nela.</p>
<p>Ainda segundo a professora, “Helena”, como na maior parte de seus romances, o autor encontrou uma maneira de apresentar aos seus leitores a decadência da sociedade do Segundo Império Brasileiro, às voltas com “(&#8230;) <em><i>os problemas decorrentes da evolução política e social do país</i></em>” (p. 14). Nesse sentido, a questão do casamento, não mais como uma instituição sacramental, católica, mas como um combinado de interesses os mais diversos, colocando em jogo personagens como Helena, que &#8211; não resistindo às &#8220;máscaras da simulação” (destaca Almeida) &#8211; vê sua vida se esvaindo até a morte.</p>
<figure id="attachment_96736" aria-describedby="caption-attachment-96736" style="width: 198px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091219.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-96736" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091219-198x300.png" alt="Helena, romance de Machado de Assis" width="198" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091219-198x300.png 198w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Captura-de-tela-2026-02-05-091219.png 398w" sizes="(max-width: 198px) 100vw, 198px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96736" class="wp-caption-text">Helena, romance de Machado de Assis</figcaption></figure>
<p>Tudo isso porque descobrira que aquilo que parecia ser um sentimento incestuoso com o seu presumido irmão, Dr. Estácio (matemático e contador), na verdade tinha sido um mal-entendido e consequências de alguns dos inúmeros vacilos morais do Conselheiro do Vale. Uma soma de notícias que, embora devidamente esclarecidas, não valia o amor verdadeiro que nasceu entre ambos, tendo que ser sufocado e abortado pelo medo do escândalo e do escárnio social.</p>
<p>Não prevalecendo a força do amor, mas o imperativo das conveniências sociais da época, não restou à intrépida Helena ceder ao desgosto e este à doença e esta, por sua vez, ao fim trágico da personagem, ao estilo “Romeu e Julieta” (1597), de William Shakespeare (1564-1616), de quem Machado foi assíduo leitor, levando boa parte de seu estilo narrativo e dramático para as suas obras, sejam romances, como também crônicas e poesia.</p>
<p>Revisitar a obra de Machado está sendo muito salutar para mim, nesta quadra de minha vida. A maturidade intelectual e também de minha existência tem me permitido perscrutar melhor as suas obras no que elas têm de mais fascinante: a genial tecedura narrativa. Aliada a isto, também, a riqueza de tipos que ele criou, sobretudo femininos, a crítica social toda singular e a erudição não enfadonha e ostentadora, mas leve e fluida, como deve ser a vida e, por que não, também a Literatura.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Adeus a Manoel Carlos</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/adeus-a-manoel-carlos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Jan 2026 20:16:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por  Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Sábado, 10/01, chego em casa, ligo a TV, vejo as homenagens iniciais a Manoel Carlos, após a divulgação de sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro. Maneco, como era carinhosamente chamado, morreu aos 92 anos, por complicações do Mal de Parkinson. A televisão brasileira se despediu &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por  Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>ábado, 10/01, chego em casa, ligo a TV, vejo as homenagens iniciais a Manoel Carlos, após a divulgação de sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro. Maneco, como era carinhosamente chamado, morreu aos 92 anos, por complicações do Mal de Parkinson.</p>
<p>A televisão brasileira se despediu de Manoel Carlos, o autor que transformou o cotidiano em linguagem emocional coletiva. Sua obra ajudou gerações a entender relações, silêncios, afetos e contradições sem recorrer ao excesso, sempre com delicadeza e observação humana. A perda deixa um vazio criativo difícil de ser preenchido, não apenas pela quantidade de histórias que escreveu, mas pela forma como ensinou o público a olhar para si e para o outro.</p>
<p>Ao escrever com elegância, Manoel Carlos foi uma espécie de versão masculina das Helenas, as protagonistas de suas novelas, a maioria delas são mulheres ricas que vivem tragédias diante das quais o dinheiro pouco importa. A sequência de fatalidades que enfrentou atrás das telas contrasta com a de glórias na frente delas. Enquanto sua vida pessoal parece uma novela, a profissional é um verdadeiro documentário da história da televisão brasileira.</p>
<p>Ao todo, nove atrizes tiveram o privilégio de atuar com o nome que marcou a carreira de Manoel Carlos. Mulheres sempre abertas ao amor e à felicidade, capazes de cometer erros e acertos nessa caminhada. Cada Helena, com suas particularidades e características de mulheres reais, fez história na dramaturgia brasileira.</p>
<p>Quando interpretou a primeira Helena na novela Baila Comigo, Lilian Lemmertz não fazia ideia de que seria a precursora de uma série tão emblemática da teledramaturgia brasileira. A forma com a qual a atriz deu vida à dona de casa atormentada pelo segredo de ter separado os filhos gêmeos, depois de engravidar de um homem casado e rico, inspirou e moldou a lista das demais protagonistas de mesmo nome que vieram em sua homenagem.</p>
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<p>A partir de então, todas as suas protagonistas se chamariam Helena, entre elas as vividas por Regina Duarte em &#8220;História de Amor&#8221; (1995), &#8220;Por Amor&#8221; (1997) e &#8220;Páginas da Vida&#8221; (2006), Vera Fischer em &#8220;Laços de Família&#8221; (2000), Christiane Torloni em &#8220;Mulheres Apaixonadas&#8221; (2003), Taís Araújo em &#8220;Viver a Vida&#8221; (2009); Júlia Lemmertz protagonizou a última Helena, &#8220;Em família&#8221; (2014), ano em que Manoel Carlos deixou a Globo, de forma conturbada.</p>

			</div></div>
<p>Ao longo da carreira, Manoel Carlos viveu e compartilhou momentos marcantes, dentro e fora da ficção. Um deles foi sua participação no Conversa com Bial, em diálogo com Pedro Bial, quando abriu a própria vida com rara honestidade. Falou sobre perdas, criação, imaginação e sobre como a arte nasce da experiência vivida, sem filtros heroicos ou romantização da dor.</p>
<p>No roteiro de sua vida pessoal, estão os dramas da morte precoce e trágica da primeira mulher e dos três filhos. Maria de Lourdes, aos 37 anos, tropeçou e morreu ao cair da escada de casa. Tinham dois filhos, que também morreriam prematuramente. O mais novo, Ricardo, portador de HIV, com 32, em 1988, e o primogênito, Manoel Carlos Jr., de infarto, aos 58, em 2012.</p>
<p>Traumatizado, Maneco falava da alegria inesperada de ter tido, já aos 60 anos, um filho caçula, Pedro, do terceiro casamento, com Betty — eles tiveram também uma filha, a atriz Júlia Almeida. Era uma espécie de pai-avô e tinha 81 anos quando o garoto, aos 22, morreu de mal súbito, em 2014, menos de dois anos após o primogênito. Manoel Carlos também foi casado com a radialista Cidinha Campos.</p>
<p>Consagrado pela sensibilidade com que criava personagens femininos, escrevia com facilidade diálogos em que as mulheres falavam de sexo, casamento, filhos, carreira, envelhecimento. Era chamado de especialista na alma feminina. Costumava relacionar essa capacidade ao fato de ter tido uma relação muito forte com a mãe e, além dela, ter sido criado pelas duas avós e por duas tias solteiras, fora a convivência com as irmãs. Em uma reportagem, certa vez, foi chamado de &#8220;O Chico Buarque das novelas&#8221;.</p>
<p>&#8220;As mulheres têm mais força, são mais heroicas e têm mais caráter que os homens&#8221;, afirmou, ao comentar a preferência por personagens femininas. Foi escolhido pelo diretor Jayme Monjardim, que o chamava de &#8220;autor do coração das mulheres&#8221;, para roteirizar a minissérie &#8220;Maysa&#8221; (2009), sobre a famosa cantora de MPB, sua mãe.</p>
<p>Outra minissérie de Maneco, sucesso de repercussão e de audiência, foi &#8220;Presença de Anita&#8221; (2001), baseada em um romance de Mário Donato. Na TV, o triângulo amoroso entre uma garota (Mel Lisboa), um menino da sua idade (Leonardo Miggiorin) e um homem bem mais velho (José Mayer) foi regado a cenas ousadas de sexo e nudez.</p>
<p>Manoel Carlos Gonçalves de Almeida (São Paulo, 14 de março de 1933 – Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 2026).</p>
<p>&nbsp;</p>
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