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	<title>Arquivo para hegemonia - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 13 Jul 2025 10:06:59 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Neutralidade sem ação é irrelevância</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/neutralidade-sem-acao-e-irrelevancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliano César Faria Souto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2025 08:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Empresarial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A urgência de resgatar à diplomacia profissional diante de um mundo em transformação &#160; Por Juliano César Faria Souto (*) Em tempos de guerras visíveis e invisíveis, o Brasil não pode continuar em silêncio técnico e institucional. O mundo está se reconfigurando em torno de dois grandes blocos de poder — EUA e China &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/neutralidade-sem-acao-e-irrelevancia/">Neutralidade sem ação é irrelevância</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fneutralidade-sem-acao-e-irrelevancia%2F&amp;linkname=Neutralidade%20sem%20a%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20irrelev%C3%A2ncia" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fneutralidade-sem-acao-e-irrelevancia%2F&amp;linkname=Neutralidade%20sem%20a%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20irrelev%C3%A2ncia" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fneutralidade-sem-acao-e-irrelevancia%2F&amp;linkname=Neutralidade%20sem%20a%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20irrelev%C3%A2ncia" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fneutralidade-sem-acao-e-irrelevancia%2F&amp;linkname=Neutralidade%20sem%20a%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20irrelev%C3%A2ncia" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fneutralidade-sem-acao-e-irrelevancia%2F&#038;title=Neutralidade%20sem%20a%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20irrelev%C3%A2ncia" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/neutralidade-sem-acao-e-irrelevancia/" data-a2a-title="Neutralidade sem ação é irrelevância"></a></p><p>&nbsp;</p>
<h3>A urgência de resgatar à diplomacia profissional diante de um mundo em transformação</h3>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Juliano César Faria Souto (*)</p></blockquote>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem3.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-91617 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem3-200x300.png" alt="" width="200" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem3-200x300.png 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem3.png 234w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></a></p>
<span class="dropcap ">E</span>m tempos de guerras visíveis e invisíveis, o Brasil não pode continuar em silêncio técnico e institucional. O mundo está se reconfigurando em torno de dois grandes blocos de poder — EUA e China —, e conflitos como Ucrânia e Oriente Médio são peças estratégicas desse jogo.</p>
<h3>1. O que está em jogo no tabuleiro global</h3>
<h5>Temos dois grandes blocos:</h5>
<p><strong>Ocidental (EUA + <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_do_Tratado_do_Atl%C3%A2ntico_Norte" target="_blank" rel="noopener">OTAN</a></span> + <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/G7" target="_blank" rel="noopener">G7</a></span>):</strong> que tenta preservar sua hegemonia.</p>
<p><strong>Emergente (China + Rússias + Irã + Sul Global):</strong> que busca reconfigurar as regras do jogo.</p>
<p>Esse tabuleiro é multidimensional: Tecnológico (IA, chips, redes 5G); Energético (rotas e fontes); Financeiro (desdolarização e novas moedas digitais); Narrativo (liberalismo x soberania, unipolaridade x multipolaridade).</p>
<h3>2. E o Brasil? De Aranha à omissão atual</h3>
<p>Inspirado nas lições de Osvaldo Aranha que sempre foi altivo, visionário, corajoso. Assumiu protagonismo na ONU, não se escondeu atrás de discursos vazios, tomou posição com altivez e pensou estrategicamente, sendo reconhecido por frases como:</p>
<p><strong>“O Brasil não pode permanecer imóvel quando o mundo se move.”</strong></p>
<p>— Discurso na ONU, 1947 (paráfrase de ideias contidas)</p>
<p><strong>“A imparcialidade não é sinônimo de indiferença.”</strong></p>
<p>— Trecho do posicionamento brasileiro durante o voto de partilha da Palestina.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Hoje, vivemos o oposto:</p>
<p>A diplomacia profissional foi substituída por assessores políticos e ideológicos.</p>
<p>O Itamaraty virou porta-voz cerimonial, sem papel de formulação.</p>
<p><strong>A “neutralidade” transformou-se em inação institucional.</strong></p>

			</div></div>
<p>Hoje, na prática, a diplomacia brasileira é conduzida majoritariamente por figuras sem cargo formal na estrutura do Itamaraty. O ex-chanceler Celso Amorim, atual assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, atua como principal articulador das posições externas do Brasil, ofuscando o protagonismo institucional do Ministério das Relações Exteriores.</p>
<p>O atual chanceler, embaixador Mauro Vieira, tem presença discreta no debate internacional. Apesar de representar o país formalmente em cúpulas e fóruns, não há iniciativas consistentes de mediação ou liderança regional que marquem a posição do Brasil em temas como a guerra da Ucrânia, o conflito Israel X Irã ou as reformas dos organismos multilaterais.</p>
<p>Além disso, nas recentes participações em eventos como o G20 e a Assembleia Geral da ONU, o Brasil adotou discursos genéricos e posições ambíguas, sem apresentar propostas estruturadas de solução ou cooperação. Não se trata de ideologia, mas de ausência de um projeto diplomático de Estado, capaz de dialogar com múltiplos polos e propor alternativas viáveis aos impasses globais.</p>
<h3>3. Linha do Tempo – Diplomacia Brasileira: Do Protagonismo à Irrelevância Estratégica (1900–2024)</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/julho-3-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-91611 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/julho-3-1.jpg" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/julho-3-1.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/julho-3-1-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/julho-3-1-1024x510.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/julho-3-1-768x382.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/julho-3-1-660x330.jpg 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p><strong>1900–1945 | Diplomacia do Prestígio e da Construção Nacional</strong></p>
<p>Barão do Rio Branco: consolida a política externa técnica e respeitada.</p>
<p>Primeira Guerra: Brasil participa simbolicamente.</p>
<p>Segunda Guerra: Osvaldo Aranha lidera diálogo com EUA e preside a 1ª Assembleia da ONU (1947), com papel decisivo na criação do Estado de Israel.</p>
<p><strong>1945–1989 | Guerra Fria e Alinhamento Flexível</strong></p>
<p>Alternância entre alinhamento ocidental e política externa independente.</p>
<p>Reconhecimento da China, aproximação com África e Oriente Médio.</p>
<p><strong>1990–2010 | Inserção Global e Multilateralismo Ativo</strong></p>
<p>FHC: integração econômica e abertura.</p>
<p>Lula: BRICS, G20, Sul-Sul, protagonismo internacional com chanceleria forte.</p>
<p><strong>2011–2018 | Estagnação e Perda de Protagonismo</strong></p>
<p>Dilma: retração diplomática.</p>
<p>Temer: retomada tímida do pragmatismo.</p>
<p><strong>2019–2022 | Ideologização e Isolamento</strong></p>
<p>Diplomacia antiglobalista, ataques a organismos multilaterais.</p>
<p>Esvaziamento técnico do Itamaraty, decisões concentradas no Planalto.</p>
<p><strong>2023–2024 | Retórica multilateral sem protagonismo real</strong></p>
<p>Celso Amorim ocupa papel oficioso.</p>
<p>Participações em fóruns sem propostas concretas.</p>
<p>Brasil se diz neutro, mas não media nem propõe.</p>
<p><strong>Tendência atual: a diplomacia brasileira é omissão ou apenas cerimonial.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h3>4. Conclusão</h3>
<p>O Brasil precisa reprofissionalizar o Itamaraty, devolver a ele sua missão de Estado, acima de governos.</p>
<p>Não é hora de omissão. É hora de reconstrução institucional.</p>
<p>A falta que nos faz, como nação, termos um projeto nacional apartidário, com visão de longo prazo, conduzido por lideranças altruístas, que pensem no futuro e não em eleições ou ganhos imediatos.</p>
<p>O Brasil ainda pode ser ponte entre os mundos – mas só se recuperar sua coragem estratégica e o respeito que já teve. Que a voz de Aranha  sempre  defensor  uma diplomacia ativa, pautada por valores e ação estratégica, ecoe em nossos dias :</p>
<p>“  Neutralidade sem ação é irrelevância”</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>EPÍLOGO — <strong>Que papel o Brasil quer ter no século XXI?</strong></p>
<p>Um mundo em guerra fria tecnológica, energética e narrativa.</p>
<p>O Brasil, ainda na plateia, tem potencial de ponte estratégica.</p>
<p>Nossa diplomacia precisa de Estado, não de cerimonial.</p>
<p>O Sul Global busca lideranças com voz e projetos.</p>
<p>Neutralidade não é silêncio: é ação com propósito.</p>
<p>E você, leitor? Como cidadão e parte integrante desta nação, o que pensa sobre o papel do Brasil nesse novo cenário mundial? Que voz queremos ter nos debates globais, que legado queremos deixar?</p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Aristóteles já dizia, no século IV a.C.:</p>
<p>&#8220;O homem é um animal político. Ou seja, tem que participar efetivamente da cidade — da nação — onde vive.&#8221;</p>

			</div></div>
<p>Sua reflexão, sua participação e sua ação importam. Que este epílogo seja o começo de um novo diálogo nacional. O Brasil precisa de cada um de nós.</p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><strong><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-10.56.46.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-91193 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-10.56.46-300x298.jpeg" alt="Brasil: geopolítica e diplomacia" width="151" height="150" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-10.56.46-300x298.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-10.56.46-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-10.56.46.jpeg 320w" sizes="auto, (max-width: 151px) 100vw, 151px" /></a>Artigos anteriores desta série:</strong></p>
<ol>
<li><a href="https://www.sosergipe.com.br/guerra-de-titas-eua-x-china-e-os-conflitos-regionais-israel-x-ira-e-russia-x-ucrania/" target="_blank" rel="noopener"><strong><span style="color: #008000;">Guerra de Titãs: EUA x China e os conflitos regionais Israel x Irã e Rússia x Ucrânia</span></strong></a></li>
</ol>
<ol start="2">
<li><strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/brasil-no-novo-tabuleiro-riscos-oportunidades-e-o-preco-da-omissao/" target="_blank" rel="noopener">Brasil no novo tabuleiro: riscos, oportunidades e o preço da omissão</a></span></strong></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Guerra de Titãs: EUA x China e os conflitos regionais Israel x Irã e Rússia x Ucrânia</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/guerra-de-titas-eua-x-china-e-os-conflitos-regionais-israel-x-ira-e-russia-x-ucrania/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliano César Faria Souto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jun 2025 10:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Empresarial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Juliano César Faria Souto (*) &#160; Vivemos um tempo de rearranjo profundo na geopolítica mundial. Enquanto o noticiário se concentra em bombas e fronteiras, por trás dos conflitos armados entre Israel e Irã ou Rússia e Ucrânia, há uma disputa muito maior em curso: a nova guerra fria entre Estados Unidos e China. &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/guerra-de-titas-eua-x-china-e-os-conflitos-regionais-israel-x-ira-e-russia-x-ucrania/">Guerra de Titãs: EUA x China e os conflitos regionais Israel x Irã e Rússia x Ucrânia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
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<blockquote><p>Por Juliano César Faria Souto (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">V</span>ivemos um tempo de rearranjo profundo na geopolítica mundial. Enquanto o noticiário se concentra em bombas e fronteiras, por trás dos conflitos armados entre Israel e Irã ou Rússia e Ucrânia, há uma disputa muito maior em curso: a nova guerra fria entre Estados Unidos e China.</p>
<p>Não se trata apenas de comércio ou tecnologia. É uma batalha por hegemonia estrutural, envolvendo moedas, rotas marítimas, cadeias produtivas, recursos naturais e influência política global. Um tabuleiro tridimensional onde cada peça, cada guerra, cada silêncio é estratégico.</p>
<h3>1. A Nova Guerra Fria: EUA x China como disputa sistêmica</h3>
<p>A rivalidade entre as duas maiores potências do mundo não é episódica — é programática, estratégica e multidimensional.</p>
<p>Os Estados Unidos querem conter a ascensão chinesa em áreas cruciais: semicondutores, inteligência artificial, defesa, transações financeiras e infraestrutura digital. Para isso, lançam mão de sanções econômicas, controle tecnológico, alianças militares e pressão sobre os principais fornecedores da China – como Irã, Rússia e até Taiwan.</p>
<p><strong>O campo tecnológico tornou-se o epicentro silencioso dessa nova guerra fria</strong></p>
<p>A empresa taiwanesa TSMC, por exemplo, é responsável por mais de 50% da produção mundial de chips avançados, fundamentais para tudo — de sistemas de defesa a carros autônomos. Os EUA têm restringido o acesso da China a essas tecnologias, vetando a venda de chips de ponta por parte da NVIDIA e bloqueando a exportação de máquinas da ASML, empresa holandesa que domina a litografia ultravioleta extrema (EUV).</p>
<p>Por outro lado, a China investe bilhões para alcançar autonomia tecnológica por meio de programas como o <strong>“Made in China 2025”.</strong> Nesse esforço, empresas como a Huawei lideram o avanço do 5G em países da Ásia, África e América Latina, mesmo enfrentando sanções e boicotes diplomáticos de Washington.</p>
<p>Enquanto os olhos do mundo estão voltados para os conflitos armados, essa guerra digital e industrial molda o futuro com ainda mais impacto.</p>
<p>A China, por sua vez, articula sua resposta em múltiplas frentes:</p>
<p>Fortalece alianças com países sancionados.</p>
<p>Busca autonomia tecnológica e energética.</p>
<p>Realiza investimentos estratégicos em regiões-chave da África, Ásia e América Latina</p>
<h3>2. Israel x Irã: um teatro indireto da disputa EUA x China</h3>
<p>O recente acirramento entre Israel e Irã não pode ser visto como um conflito apenas religioso ou regional. Ele afeta diretamente a equação energética e estratégica da China.</p>
<p>O Irã é um fornecedor crucial de petróleo e gás para a China, fora da esfera de influência americana.</p>
<p>Faz parte do corredor econômico China-Irã, essencial para a Nova Rota da Seda.</p>
<p>Se o Irã for desestabilizado militarmente, a China perde:</p>
<p>Um dos seus principais pontos de apoio energético alternativo ao Golfo.</p>
<p>Barganha geopolítica com os grandes exportadores sob tutela ocidental.</p>
<p><strong>A guerra no Oriente Médio não interessa diretamente aos EUA, mas pode servir ao objetivo estratégico de enfraquecer um aliado chave da China.</strong></p>
<h3>3. Rússia: enfraquecida, útil e refém</h3>
<p>Na Ucrânia, a Rússia afunda num conflito sem fim, mas isso também atende a interesses geopolíticos:</p>
<p>Moscou perde força militar e prestígio diplomático.</p>
<p>Fica dependente economicamente da China, que compra petróleo e gás com desconto.</p>
<p>Para os EUA, o cenário ideal é:</p>
<p>Nem a vitória russa (que fortalece o eixo oriental),</p>
<p>Nem o colapso russo (que entrega Moscou de bandeja a Pequim).</p>
<p><strong>A Rússia virou uma “carta fora do baralho”, mas ainda muito útil como distração.</strong></p>
<h3>4. Europa: entre a estagnação e a submissão</h3>
<p>A Europa, outrora aspirante à terceira via geopolítica, hoje aparece dividida e limitada:</p>
<p>Militarmente dependente da OTAN e dos EUA.</p>
<p>Economicamente dependente da China.</p>
<p>Politicamente enfraquecida, presa entre pressões ideológicas e pragmatismo econômico.</p>
<h3>5. Dois conflitos, uma mesma função: manter o status quo americano</h3>
<p>As guerras da Ucrânia e do Oriente Médio não se resolvem porque não convém resolvê-las.</p>
<p>Servem para:</p>
<p>Enfraquecer os pilares estratégicos da China.</p>
<p>Evitar um bloco coeso sino-russo-iraniano.</p>
<p>Prolongar a vantagem relativa dos EUA, mantendo as potências emergentes divididas, pressionadas e em conflito indireto.</p>
<h3>6. América do Sul e África: entre invisibilidade e potencial estratégico</h3>
<p>E onde estamos nós, latino-americanos e africanos, nessa equação?</p>
<p>Somos ricos em recursos, mas pobres em coordenação e ambição.</p>
<p>A China é hoje o principal parceiro comercial de quase toda a América Latina e África.</p>
<p>Os EUA tentam conter esse avanço com: sanções, diplomacia tradicional, financiamentos condicionados.</p>
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<h3>Conclusão: uma guerra invisível, mas muito real</h3>
<p>O grande projeto americano é simples: manter sua supremacia até onde der. Para isso, não é preciso vencer guerras. Basta prolongá-las.</p>
<p>A China, enfraquecida nos flancos (Rússia, Irã), tenta compensar com influência no Sul Global — mas também paga o preço da contenção estratégica.</p>

			</div></div>
<h3>Um convite à reflexão</h3>
<p>Estamos no meio do tabuleiro, mas ainda fingimos estar na arquibancada.</p>
<p>O Brasil tem história, tem tamanho, tem recursos — mas falta diplomacia de Estado.</p>
<p><strong>A verdade é: não temos voz própria. E sem voz, não há escolha.</strong></p>
<p>Te convido, leitor, a refletir comigo sobre o que já fomos e o que ainda podemos ser.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/licoes-de-um-diplomata-osvaldo-aranha-e-o-brasil-que-pensava-grande/" target="_blank" rel="noopener"><strong> Lições de um Diplomata – Osvaldo Aranha e o Brasil que Pensava Grande</strong></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-10.56.46.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-91193 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-10.56.46-300x298.jpeg" alt="" width="141" height="140" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-10.56.46-300x298.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-10.56.46-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-29-at-10.56.46.jpeg 320w" sizes="auto, (max-width: 141px) 100vw, 141px" /></a><strong>Na próxima semana</strong>, voltaremos com o<strong> Artigo 2</strong>:</p>
<p><strong>“Brasil no novo tabuleiro: riscos, oportunidades e o preço da omissão.”</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>

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