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	<title>Arquivo para geográfico - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Sim, no Brasil, a mulher vale menos!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Mar 2020 12:54:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Herética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Emerson Sousa (*) No último  dia 7 de março, esta coluna procurou fazer um breve apanhado sobre as desigualdades sociais e geográficas que constituem o mosaico de iniquidades sociais brasileiro.  Leia: O Brasil é um país injusto (e por opção!) Com dados retirados de uma síntese de pesquisas disponibilizada pela página Cidades, na rede mundial &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsim-no-brasil-a-mulher-vale-menos%2F&amp;linkname=Sim%2C%20no%20Brasil%2C%20a%20mulher%20vale%20menos%21" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsim-no-brasil-a-mulher-vale-menos%2F&amp;linkname=Sim%2C%20no%20Brasil%2C%20a%20mulher%20vale%20menos%21" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsim-no-brasil-a-mulher-vale-menos%2F&amp;linkname=Sim%2C%20no%20Brasil%2C%20a%20mulher%20vale%20menos%21" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsim-no-brasil-a-mulher-vale-menos%2F&amp;linkname=Sim%2C%20no%20Brasil%2C%20a%20mulher%20vale%20menos%21" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsim-no-brasil-a-mulher-vale-menos%2F&#038;title=Sim%2C%20no%20Brasil%2C%20a%20mulher%20vale%20menos%21" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/sim-no-brasil-a-mulher-vale-menos/" data-a2a-title="Sim, no Brasil, a mulher vale menos!"></a></p><figure id="attachment_16764" aria-describedby="caption-attachment-16764" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/economia-herética.png"><img decoding="async" class="wp-image-16764 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/economia-herética-300x132.png" alt="" width="300" height="132" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/economia-herética-300x132.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/economia-herética-768x338.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/economia-herética-1024x450.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/economia-herética.png 1096w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-16764" class="wp-caption-text">Economia Herética</figcaption></figure>
<p>Emerson Sousa<strong> (*)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No último  dia 7 de março, </span><span style="font-weight: 400;">esta coluna procurou fazer um breve apanhado sobre as desigualdades sociais e geográficas que constituem o mosaico de iniquidades sociais brasileiro. </span></p>
<p style="text-align: justify;">Leia:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.sosergipe.com.br/o-brasil-e-um-pais-injusto-e-por-opcao/"> O Brasil é um país injusto (e por opção!)</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Com dados retirados de uma síntese de pesquisas disponibilizada pela página </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pesquisa/45/82120"><span style="font-weight: 400;">Cidades</span></a></span><span style="font-weight: 400;"><span style="color: #0000ff;">,</span> na rede mundial de computadores, que é patrocinada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi mostrado o quanto oprimimos nosso povo. Lá foram trabalhados números relativos à realidade social brasileira no decorrer dos anos de 2018 e de 2019.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No entanto, desta vez, abrindo uma série de textos que vão ampliar o foco de cada uma das dimensões ali tratadas, a abordagem se dará por meio de dados mais atualizados, como aqueles fornecidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (</span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://sidra.ibge.gov.br/home/pnadct/brasil"><span style="font-weight: 400;">PNADCT</span></a></span><span style="font-weight: 400;">), em sua edição do 4° trimestre de 2019.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Neste texto inicial, a análise vai recair sobre a situação da mulher brasileira no mercado de trabalho, sua presença e sua remuneração e, de modo resumido, pode ser afirmado que: a situação não é benfazeja.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>SIM, NO BRASIL, A MULHER VALE MENOS!</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Isso porque, de acordo com a referida pesquisa, no mês de novembro de 2019, a remuneração média do brasileiro, em todos os seus trabalhos, estava no patamar mensal de R$ 2.431,00.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Contudo, para o gênero masculino, essa medida está em R$ 2.671,00 por mês, ao passo em que, para o feminino, fica em R$ 2.120,00 mensais. Ou seja, o dia de trabalho de um homem vale, em média, quase R$ 20,00 a mais do que o da mulher. Sob uma perspectiva proporcional, elas percebem uma remuneração 20,9% menor do que a deles.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Do ponto de vista geográfico, essa diferença é maior no Sul do país, onde a mulher ganha 26,7% a menos do que o homem. Com uma remuneração média de R$ 2.938,00 por mês, o dia de trabalho deles, naquela região, vale R$ 26,13 a mais do que o delas, que ganham R$ 2.154,00 mensais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, é na região Norte que essa disparidade apresenta a sua menor extensão. Com uma diferença de apenas R$ 4,87 por dia trabalhado, os homens têm uma remuneração mensal 8,1% maior do que a das mulheres. Nos seus sete estados, o gênero masculino recebe, em média, R$ 1.807,00 ao mês, enquanto que o feminino, outros R$ 1.661,00 de remuneração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Entre esses extremos estão o Nordeste, onde as mulheres ganham 14,3% a menos do que os homens; o Centro-Oeste, onde esse hiato negativo é de 21,4% contra o gênero feminino e o Sudeste, onde elas recebem um salário 23,7% menor do que o deles.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No âmbito das unidades federativas, a maior distância salarial entre os gêneros está no Mato Grosso, onde elas percebem uma renda 29,3% inferior a deles. Depois, aparece o Paraná, onde essa diferença é de 27,3% e, fechando o pódio, surge o Rio Grande do Sul, cuja remuneração masculina é 26,8% acima da feminina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No entanto, as menores disparidades estão localizadas nas economias de Alagoas, onde as mulheres recebem uma renda 4,9% abaixo da dos homens, do Amazonas, cujo descompasso é de 5,3%, e no Amapá, que registra uma perda feminina de 5,6%.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Ela escolhe: pobreza ou defasagem salarial?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Chama a atenção o fato de que esses números, dentre tantos outros, trazem em seu bojo uma triste constatação: no Brasil, desenvolvimento econômico é sinônimo de defasagem salarial feminina, uma vez que é nos estados mais ricos que se dá a ocorrência das maiores disparidades de renda entre gêneros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Entre os nove estados de maior Produto Interno Bruto (</span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php"><span style="font-weight: 400;">PIB</span></a></span><span style="font-weight: 400;">) </span><i><span style="font-weight: 400;">per capita</span></i><span style="font-weight: 400;">, a Mulher – que recebe uma remuneração média de R$ 2.304,22 por mês – detém um nível salarial geralmente 24,9% abaixo ao possuído pelos homens, que ganham R$ 3.059,11 em média. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No conjunto dos nove estados intermediários, de acordo com o IBGE, cujo nível salarial feminino médio está em R$ 1.744,78 mensais, essa defasagem é de 13,6% em relação à remuneração masculina, que ocupa a faixa de renda de R$ 2.034,33 por mês.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, nas nove unidades federativas mais pobres, a força de trabalho da Mulher percebe um rendimento médio de R$ 1.466,33 contra os R$ 1.654,67 mensais que remuneram o esforço laborativo masculino, o que resulta numa defasagem de 11,2%.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a mulher brasileira fica premida por duas realidades iníquas: ou sucumbe a um baixo nível remuneratório ou se submete a receber muito menos do que o homem. </span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Um problema complexo com efeitos devastadores</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Esse é um mosaico cuja trama, bastante intricada, não pode ser resumida a um simples “Com licença, eu vou à luta!”. As origens de tais distorções estão em nossa própria formação sociológica e a sua solução requer a participação de todos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Além de toda a violência a que é exposta – que assume as mais diversas formas, das mais demoníacas às mais solertes – a própria sociedade brasileira resguarda à Mulher um papel subalterno e isso reflete em nossa injusta estrutura salarial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Afinal, mulheres estudam mais, são obrigadas a amadurecerem mais cedo, são mais cobradas no convívio social e profissional, possuem um código de conduta mais rígido do que o fornecido aos homens, porém as posições de comando são entregues a eles, da forma mais naturalizada possível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">As mulheres não ganham menos do que os homens porque os patrões decidem na hora da contratação que assim será (não que isso não ocorra), mas que elas são levadas desde a mais tenra idade a se acostumarem com arranjos profissionais inferiores a ao dos seus “futuros maridos”. Não se engane, não é coincidência, é intencional!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, pode se supor que, no Norte e Nordeste, as diferenças são menores entre homens e Mulheres pelo fato de que, nessas localidades, as oportunidades são menores para todo o povo, mas no Centro-Sul, onde a riqueza nacional é gerada, o </span><i><span style="font-weight: 400;">filé</span></i><span style="font-weight: 400;"> é dado a eles, que para isso são criados desde crianças.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Contudo, essas são tão somente conjecturas construídas a partir de nossa realidade remuneratória de gêneros. Torna-se necessário estudar mais o tema, aprimorar seus conceitos e análises e a começar a por em prática políticas públicas que objetivem mudar esse quadro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Isso porque, é preciso ter claro que, no mercado de trabalho brasileiro, elas são treinadas e condicionadas para não terem “sonhos, apenas presságios”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(*)</strong> <strong>Emerson Sousa é doutor em Administração pela NPGA/UFBA e mestre em Economia pelo NUPEC/UFS.</strong></p>
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