<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo para filosófica - Só Sergipe</title>
	<atom:link href="https://www.sosergipe.com.br/tag/filosofica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.sosergipe.com.br/tag/filosofica/</link>
	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 13 Jul 2025 15:37:03 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>
	<item>
		<title>Qual é a sua verdade?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/qual-e-a-sua-verdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Manuel Luiz Figueiroa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2025 09:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[dogma]]></category>
		<category><![CDATA[espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[filosófica]]></category>
		<category><![CDATA[fraterna]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[querelantes]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=91585</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Manuel Luiz Figueiroa (*) &#160; A minha verdade é uma hipótese no sentido cartesiano, isto é, já é aceita, pelo menos por mim, como verdadeira, sem dar margem à discussão. A questão proposta é o conhecimento das outras verdades: como um fato ocorreu, qual o pensamento preponderante sobre determinado assunto etc. Nas questões &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/qual-e-a-sua-verdade/">Qual é a sua verdade?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&#038;title=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/qual-e-a-sua-verdade/" data-a2a-title="Qual é a sua verdade?"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Manuel Luiz Figueiroa (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> minha verdade é uma hipótese no sentido cartesiano, isto é, já é aceita, pelo menos por mim, como verdadeira, sem dar margem à discussão. A questão proposta é o conhecimento das outras verdades: como um fato ocorreu, qual o pensamento preponderante sobre determinado assunto etc. Nas questões jurídicas, busca-se a verdade processual, simbolicamente representada por uma deusa da justiça de olhos vendados (indicando imparcialidade), com balança (simbolizando equidade) e espada (demonstrando força), sendo essa procura decisiva para os interesses das partes processuais.</p>
<h3>Métodos de Busca da Verdade</h3>
<p>A busca da verdade, ao longo da história, tem sido realizada por meio dos seguintes métodos: filosófico, científico, religioso e mitológico.</p>
<p>O método <strong>filosófico</strong> baseia-se na racionalidade, argumentação, lógica e crítica. Demanda o conhecimento sobre o ser, a verdade e a ética, sendo um método reflexivo, dialético e conceitual.</p>
<p>O método <strong>científico</strong> utiliza-se da observação, experimentação e comprovação. Procura explicar os fenômenos naturais e as leis do universo, utilizando hipótese, teste, análise e validação.</p>
<p>O método <strong>religioso</strong> apoia-se na fé, na revelação e na tradição do sagrado, buscando verdades em dogmas, textos sagrados, rituais e na autoridade espiritual. Fundamenta-se em livros como a Bíblia, o Alcorão, a Torá, e nas crenças sobre ressurreição, céu, inferno, entre outros.</p>
<p>O método <strong>mitológico</strong> fundamenta-se na narrativa simbólica, na tradição oral e nas alegorias. Trata de histórias com valor cultural, como a criação do mundo segundo os Tupis ou o mito de Prometeu, da mitologia grega, abordando temas como desobediência, sacrifício, progresso humano e punição divina.</p>
<h3>Do Mito ao Logos</h3>
<p>A transição do mito ao logos marca um momento histórico do pensamento ocidental, ocorrido na Grécia Antiga. Trata-se da passagem da explicação do mundo por meio de narrativas míticas para uma abordagem racional e argumentativa, que dá origem à filosofia.</p>
<p>O logos apresenta-se como razão e discurso racional, sustentado pelos filósofos pré-socráticos, no século VI a.C., que procuravam explicações lógicas, naturais e universais para os fenômenos. Dentre eles, destacam-se:</p>
<p><strong>Tales de Mileto:</strong> tudo vem da água.</p>
<p><strong>Anaximandro:</strong> o princípio de tudo é o ápeiron, concebido como o elemento primordial a partir do qual todos os seres foram gerados e para o qual retornam após sua dissolução.</p>
<p><strong>Heráclito:</strong> tudo flui ou tudo muda (panta rhei); o fogo é o princípio.</p>
<p><strong>Parmênides:</strong> “o ser é, o não-ser não é”, construindo um pensamento lógico puro.</p>
<h3>A Verdade Maçônica</h3>
<p>A Maçonaria pode ser definida como: “uma fraternidade iniciática, filosófica e filantrópica que busca o aperfeiçoamento moral, intelectual e espiritual do ser humano, utilizando-se de rituais simbólicos baseados na arte da construção.”</p>
<p>Outras definições:</p>
<p>“A Maçonaria é um sistema peculiar de moralidade, velado por alegorias e ilustrado por símbolos.” – Anderson (1723).</p>
<p>“A Maçonaria, em seu mais elevado sentido, é a busca pela verdade e pela perfeição do espírito humano.” – Albert Pike (1871).</p>
<p>“A Maçonaria é uma escola de mistérios, onde o homem aprende a construir o templo do seu próprio caráter.” – Manly P. Hall (1928).</p>
<p>“A Maçonaria é uma escola de virtude, onde cada um trabalha a pedra bruta de si mesmo para se aproximar da verdade.” – sem autor definido.</p>
<p>A “verdade maçônica” não é única, absoluta ou dogmática. Ela é compreendida como um ideal a ser buscado continuamente, um processo de aperfeiçoamento pessoal, moral, espiritual e intelectual.</p>
<h4>Símbolos como Caminhos à Verdade</h4>
<p>A Maçonaria utiliza símbolos, como o esquadro, o compasso, a pedra bruta, a pedra polida etc., para estimular a reflexão e apontar para verdades universais, como a justiça, a fraternidade, a liberdade, a tolerância e a igualdade. Esses símbolos não impõem verdades, mas provocam o encontro com elas.</p>
<h4>Pluralidade Religiosa e Espiritual</h4>
<p>A Maçonaria regular adota a crença em um “Ser Supremo”, chamado de Grande Arquiteto do Universo. Essa conexão permite que pessoas de diferentes crenças e tradições se unam em torno de valores comuns. Assim, a verdade religiosa, para os maçons, é pessoal e deve ser respeitada em sua diversidade.</p>
<h4>Liberdade de Pensamento</h4>
<p>A Maçonaria preza a liberdade de consciência e de expressão. Cada maçom tem o direito e o dever de formar suas próprias ideias sobre o mundo, a ética, a vida e a espiritualidade. A verdade, nesse sentido, é um diálogo interior e coletivo constante, não uma imposição externa.</p>
<h4>A Verdade como Princípio Ético</h4>
<p>Para os maçons, viver na verdade significa viver com honestidade, integridade e retidão de caráter. A mentira, a dissimulação e a hipocrisia são vistas como obstáculos ao aperfeiçoamento humano.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h4>Resumindo, a Verdade Maçônica é:</h4>
<p><strong>Iniciática:</strong> descoberta gradualmente, por graus de sabedoria; um rito de passagem e renascimento para uma nova vida.</p>
<p><strong>Simbólica:</strong> representada por imagens e rituais.</p>
<p><strong>Ética:</strong> ligada à prática do bem.</p>
<p><strong>Espiritual:</strong> sem ser dogmática.</p>
<p><strong>Relacional:</strong> cada um possui sua parte da verdade.</p>
<p><strong>Fraterna:</strong> entre irmãos, com afeto, lealdade e união.</p>
<p><strong>Filosófica:</strong> voltada à reflexão profunda, ao conhecimento, à moral e à razão.</p>
<p><strong>Filantrópica:</strong> atua com solidariedade e ações sociais, educacionais e humanitárias.</p>
<p><strong>Simbólica:</strong> inspirada nos antigos maçons operativos, utiliza ferramentas como o esquadro e o compasso para ensinar que o ser humano deve “lapidar-se” rumo à perfeição.</p>

			</div></div>
<h3>Reflexões Finais</h3>
<p>À luz dos dias atuais, o mundo está em guerra, com os querelantes defendendo cada qual a sua própria verdade. E, nessa busca, utilizam todos os métodos filosóficos disponíveis, acrescido do decisório, o mais usual, o poder das armas.</p>
<p>Já se disse que “a história é escrita pelos vencedores”. Como exemplos, citam-se: os colonizadores que se intitulavam como “civilizadores”; os aliados julgando os nazistas em Nuremberg; regimes autoritários controlando narrativas, incinerando documentos, censurando testemunhos e promovendo “verdades” convenientes.</p>
<p>Diante disso, a verdade mostra-se relativa: depende do ponto de vista do analista. Segundo Foucault, quem controla o discurso controla a verdade socialmente aceita, sendo isso uma prática comum na política partidária.</p>
<p>A verdade deve ser vista como um objetivo a ser alcançado, e não como posse. A Maçonaria não impõe uma verdade final. Ao contrário, incentiva seus membros a buscarem por meio do estudo, do autoconhecimento, da reflexão filosófica e do diálogo fraterno, admitindo a diversidade da verdade, pois cada um deve descobrir a sua própria.</p>
<p>Apesar dos fatos, é necessário estar alerta para investigar outras versões, valorizando a memória dos vencidos, dos marginalizados e dos silenciados. Nem toda “verdade oficial” é, de fato, a verdade verdadeira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h5>Bibliografia</h5>
<p>ANDERSON, James. Constituições dos Franco-Maçons (1723). Ed. Maçônica.</p>
<p>PIKE, Albert. Moral e Dogma do Antigo e Aceito Rito Escocês (1871).</p>
<p>HALL, Manly P. The Secret Teachings of All Ages, 1928.</p>
<p>REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia. São Paulo: Paulos, 1990.</p>
<p>ELIADE, Mircea. O Sagrado e o Profano. São Paulo: Martins Fontes, 1992.</p>
<p>FOUCAULT, Michel. A Ordem do Discurso. São Paulo: Loyola, 1996.</p>
<p>DESCARTES, René. Discurso do Método. São Paulo: Nova Cultural, 1999.</p>
<p>CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.</p>
<p>RICOEUR, Paul. A Memória, a História, o Esquecimento. Campinas: UNICAMP, 2007.</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&#038;title=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/qual-e-a-sua-verdade/" data-a2a-title="Qual é a sua verdade?"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/qual-e-a-sua-verdade/">Qual é a sua verdade?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Carlos Cauê lança Tempo das Esperas no Museu da Gente Sergipana</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/carlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jul 2024 14:39:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[filosófica]]></category>
		<category><![CDATA[humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[museu]]></category>
		<category><![CDATA[poética]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo das Esperas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=78995</guid>

					<description><![CDATA[<p>O escritor, jornalista e publicitário Carlos Cauê lança seu novo livro ‘Tempo das Esperas’ na quarta-feira, dia 17 de julho. O evento acontece no Museu da Gente Sergipana a partir das 18h e apresenta a mais nova obra de poesia de Cauê. ‘Tempo das Esperas’ reúne a produção poética do autor nos últimos anos, inclusive &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/carlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana/">Carlos Cauê lança Tempo das Esperas no Museu da Gente Sergipana</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcarlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana%2F&amp;linkname=Carlos%20Cau%C3%AA%20lan%C3%A7a%20Tempo%20das%20Esperas%20no%20Museu%20da%20Gente%20Sergipana" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcarlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana%2F&amp;linkname=Carlos%20Cau%C3%AA%20lan%C3%A7a%20Tempo%20das%20Esperas%20no%20Museu%20da%20Gente%20Sergipana" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcarlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana%2F&amp;linkname=Carlos%20Cau%C3%AA%20lan%C3%A7a%20Tempo%20das%20Esperas%20no%20Museu%20da%20Gente%20Sergipana" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcarlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana%2F&amp;linkname=Carlos%20Cau%C3%AA%20lan%C3%A7a%20Tempo%20das%20Esperas%20no%20Museu%20da%20Gente%20Sergipana" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcarlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana%2F&#038;title=Carlos%20Cau%C3%AA%20lan%C3%A7a%20Tempo%20das%20Esperas%20no%20Museu%20da%20Gente%20Sergipana" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/carlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana/" data-a2a-title="Carlos Cauê lança Tempo das Esperas no Museu da Gente Sergipana"></a></p><p>O escritor, jornalista e publicitário Carlos Cauê lança seu novo livro ‘Tempo das Esperas’ na quarta-feira, dia 17 de julho. O evento acontece no Museu da Gente Sergipana a partir das 18h e apresenta a mais nova obra de poesia de Cauê. ‘Tempo das Esperas’ reúne a produção poética do autor nos últimos anos, inclusive do período da pandemia causada pela Covid-19, e está dividido em quatro partes: eis o homem, tempo, pausa e das esperas.</p>
<figure id="attachment_78998" aria-describedby="caption-attachment-78998" style="width: 390px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-78998" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas-300x300.jpeg" alt="" width="390" height="390" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Tempodasesperas.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 390px) 100vw, 390px" /></a><figcaption id="caption-attachment-78998" class="wp-caption-text">Capa do novo livro</figcaption></figure>
<p>Carlos Cauê explica a divisão e o que apresenta em cada uma das partes. “Esta obra é dividida em quatro partes e cada uma reflete sobre um tema específico. Na primeira parte, &#8216;eis o homem&#8217;, fala sobre a condição do homem e as suas relações com o próprio homem, com Deus, com o próximo. É uma temática existencial, que lida com a condição humana. Depois, trata a relação com o tempo, como uma categoria absoluta que rege todas as coisas e que todos nós precisamos reverenciar. Na terceira parte, intitulada de ‘pausa’, aborda o dilema da vida e da morte que foi imposto durante a pandemia, a inquietação do homem neste período. E, por fim, traz o tempo das esperas, como um aceno de esperança, do por vir. Da necessária capacidade do homem para continuar vivendo e levando a sua vida e sua luta adiante”, explica o autor.</p>
<p>A poesia de Carlos Cauê sempre é uma poesia mesclada de uma reflexão filosófica sobre a vida, sobre a humanidade, sobre o tempo, sobre Deus e sobre a relação do homem com o divino. Este é o segundo livro de poemas lançado por ele. Em 2014, o autor apresentou o livro ‘Amorável’. Além destas produções, Cauê publicou os livros de contos ‘Contos de Vida e Morte’, em 1999, e, em 2021, &#8216;Sinfonia da Desesperança&#8217;, ambientado na pandemia. Além disso, na dramaturgia, teve duas peças encenadas: em 2004, ‘Viva – A Vida em um Ato’, e, em 2023, &#8216;Passatempo&#8217;.</p>
<p>‘Tempo das Esperas’ tem prefácio de Ronaldson Sousa e apresentação de João Augusto Gama. A capa é de Ronaldson e Rafael Balthazar, a partir da obra “A criação de Adão” (1511), de Michelangelo, sobre a qual Ronaldson criou as ilustrações do livro e a diagramação é de Adilma Menezes.</p>
<p><b>Sobre o autor</b></p>
<p>Carlos Cauê é escritor, publicitário e jornalista. Alagoano de Maceió, apaixonou-se por Aracaju ao ingressar na Universidade Federal de Sergipe (UFS), no início dos anos 1980. Recebeu os títulos de cidadão aracajuano, através da Câmara Municipal de Aracaju, e sergipano, através da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe. Cauê especializou-se em Marketing Político, comandando diversas campanhas eleitorais em Sergipe.</p>
<p>Na gestão pública sergipana, foi presidente da Fundação Cultural de Aracaju e secretário da Cultura de São Cristóvão, quando recriou o Festival de Arte de São Cristóvão (Fasc). Foi secretário da Comunicação do Governo de Sergipe e da Prefeitura de Aracaju.</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcarlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana%2F&amp;linkname=Carlos%20Cau%C3%AA%20lan%C3%A7a%20Tempo%20das%20Esperas%20no%20Museu%20da%20Gente%20Sergipana" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcarlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana%2F&amp;linkname=Carlos%20Cau%C3%AA%20lan%C3%A7a%20Tempo%20das%20Esperas%20no%20Museu%20da%20Gente%20Sergipana" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcarlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana%2F&amp;linkname=Carlos%20Cau%C3%AA%20lan%C3%A7a%20Tempo%20das%20Esperas%20no%20Museu%20da%20Gente%20Sergipana" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcarlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana%2F&amp;linkname=Carlos%20Cau%C3%AA%20lan%C3%A7a%20Tempo%20das%20Esperas%20no%20Museu%20da%20Gente%20Sergipana" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcarlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana%2F&#038;title=Carlos%20Cau%C3%AA%20lan%C3%A7a%20Tempo%20das%20Esperas%20no%20Museu%20da%20Gente%20Sergipana" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/carlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana/" data-a2a-title="Carlos Cauê lança Tempo das Esperas no Museu da Gente Sergipana"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/carlos-caue-lanca-tempo-das-esperas-no-museu-da-gente-sergipana/">Carlos Cauê lança Tempo das Esperas no Museu da Gente Sergipana</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sob as bênçãos de Éolo — Um verdadeiro clássico da Literatura em Sergipe: &#8220;Velas Pandas&#8221;</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/sob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas/</link>
					<comments>https://www.sosergipe.com.br/sob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Jun 2024 11:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
		<category><![CDATA[artística]]></category>
		<category><![CDATA[clássica]]></category>
		<category><![CDATA[condições]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
		<category><![CDATA[estudioso]]></category>
		<category><![CDATA[filosófica]]></category>
		<category><![CDATA[gnose]]></category>
		<category><![CDATA[histórico]]></category>
		<category><![CDATA[intelectuais]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[poemas]]></category>
		<category><![CDATA[razão]]></category>
		<category><![CDATA[relatos]]></category>
		<category><![CDATA[vinho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=78024</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; &#8220;O amor é uma parcela essencial de nossa existência, e, portanto, deve ser buscado e valorizado de maneira global. Adicionalmente, a crescente falta de consciência em tomo dos escritos dos prístinos filósofos deve ser responsabilizada pela atitude negligente das pessoas de hoje em dia, no que diz respeito aos &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/sob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas/">Sob as bênçãos de Éolo — Um verdadeiro clássico da Literatura em Sergipe: &#8220;Velas Pandas&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas%2F&amp;linkname=Sob%20as%20b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3os%20de%20%C3%89olo%20%E2%80%94%20Um%20verdadeiro%20cl%C3%A1ssico%20da%20Literatura%20em%20Sergipe%3A%20%E2%80%9CVelas%20Pandas%E2%80%9D" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas%2F&amp;linkname=Sob%20as%20b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3os%20de%20%C3%89olo%20%E2%80%94%20Um%20verdadeiro%20cl%C3%A1ssico%20da%20Literatura%20em%20Sergipe%3A%20%E2%80%9CVelas%20Pandas%E2%80%9D" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas%2F&amp;linkname=Sob%20as%20b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3os%20de%20%C3%89olo%20%E2%80%94%20Um%20verdadeiro%20cl%C3%A1ssico%20da%20Literatura%20em%20Sergipe%3A%20%E2%80%9CVelas%20Pandas%E2%80%9D" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas%2F&amp;linkname=Sob%20as%20b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3os%20de%20%C3%89olo%20%E2%80%94%20Um%20verdadeiro%20cl%C3%A1ssico%20da%20Literatura%20em%20Sergipe%3A%20%E2%80%9CVelas%20Pandas%E2%80%9D" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas%2F&#038;title=Sob%20as%20b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3os%20de%20%C3%89olo%20%E2%80%94%20Um%20verdadeiro%20cl%C3%A1ssico%20da%20Literatura%20em%20Sergipe%3A%20%E2%80%9CVelas%20Pandas%E2%80%9D" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/sob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas/" data-a2a-title="Sob as bênçãos de Éolo — Um verdadeiro clássico da Literatura em Sergipe: “Velas Pandas”"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8220;O amor é uma parcela essencial de nossa existência, e, portanto, deve ser buscado e valorizado de maneira global. Adicionalmente, a crescente falta de consciência em tomo dos escritos dos prístinos filósofos deve ser responsabilizada pela atitude negligente das pessoas de hoje em dia, no que diz respeito aos reais valores inerentes à natureza humana&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Marcos Almeida</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">Q</span>ual o sentido, qual o significado de ainda considerarmos importante ler e ver, enfim, cultivar as produções artísticas e filosóficas clássicas na cotidiana vida hodierna?</p>
<p>Esse questionamento não é originalmente meu, sob nenhuma hipótese. Contudo irmano-me aos que se deixam, pelo menos por alguns momentos, levar ao sabor das correntes do pensamento que consideram os pontos relacionados, e que devem ser discutidos e examinados.</p>
<p>O médico, latinista, pesquisador, enófilo e escritor Marcos Almeida ocupa, sem dúvidas, lugar de destaque na exígua comunidade constituída por mentes brilhantes, as quais buscam responder, com fundamento, às interrogativas primeiras linhas deste modesto artigo.</p>
<p>&#8220;Velas Pandas&#8221; foi publicado em 2005. Quase vinte anos depois mantém a vetusta validade. Entre as Letras Sergipanas, tornou-se um clássico. E estou convicto de que Ítalo Calvino o aprovaria.</p>
<p>Minha leitura é tardia, admito. Mas nutro uma superstição bem clássica: tudo tem seu tempo. Não tivesse lido o que li, refletido sobre o que refleti, ao longo dos anos, certamente não teria condições intelectuais (não que sejam essa Coca-Cola toda) para ler a obra e apreender alguma coisa, por mínima que seja, quanto ao seu significado.</p>
<p>O que dizer a mais sobre o autor, Marcos Almeida, este que transita pela Via Appia Antica que vai de Horácio, passando por Erasmo de Roterdã até Shakespeare? E tudo isso com propriedade que logra intimidar o mais arguto dos exegetas!</p>
<p>Estamos tratando de um estudioso e escritor que lê diretamente as fontes sem ter de se submeter ao traiçoeiro exercício de tradução levado a efeito por outrem. Almeida detém a distintiva capacidade de entender o idioma no qual imortais registraram seus sistemas filosóficos, seus poemas, suas crônicas, seus relatos históricos, suas tragédias e comédias.</p>
<p>Munido de largo e profundo conteúdo teórico e estético, o autor de &#8220;Velas Pandas&#8221; sabe valer-se muito bem dos bons ventos. Generoso, inclui o leitor na tripulação, porém mantém mão segura ao leme, cartografando as águas da História, da Literatura, das Belas-Artes, da Filosofia, da Música, da Mitologia, compreendendo bem a vastidão deste oceano que é o Pensamento Clássico.</p>
<p>Sua bússola, seu astrolábio, sua linha de sonda? A cultivada Razão, a elevada Gnose.</p>
<p>O índice da obra diz mais do que apenas funcionar como uma lista pela qual o leitor correrá o dedo. Eu diria que é um índice conceitual, e que adverte sobre o que virá dali em diante.</p>
<p>Então, vejamos, dispondo, aqui na ordem tal qual apresentada no livro: &#8220;Prudência: Uma Virtude Negligenciada; Roma X Cartago: O Vencedor leva tudo; Roma e os mistérios Dionisíacos;  Erasmo de Roterdã : loucura ou insensatez; Ovídio, Shakespeare e um caso de amor em comum; Algumas palavras sobre o amor (descuidadamente rabiscadas).</p>
<p>Sei que não é de bom tom, vale dizer, não estaria a obedecer a etiqueta compatível com o contexto, se danasse, aqui, a destrinchar cada capítulo.</p>
<p>Estaria longe do pouco de paciência dos contados leitores.</p>
<p>Sinceramente, nem sei se teria capacidade para tanto. Portanto, selecionei três capítulos, no intuito de dar uma ideia geral da obra. Caso o leitor se interesse, adquirirá o livro. Vamos lá!</p>
<p>Em &#8220;Prudência: Uma Virtude Negligenciada&#8221;, Marcos Almeida diz, de imediato, a que veio. Hoje em dia, não será qualquer um que escapará ao insosso e seboso palavreado da autoajuda (Brrrrr!). Mas o autor que motivou este artigo não é um qualquer. Ele mesmo esclarece que: &#8220;Uma vez que é impossível abordar toda a filosofia em poucas palavras, optei por exarar ilações acerca da prudência. Essa virtude através da qual proporcionamos equilíbrio à natureza humana. Horácio (65 -8 a.C.), laureado poeta dos tempos de Virgílio, Mecenas e do imperador Otávio Augusto, certa vez escreveu: &#8220;est modus in rebus&#8217; (Sermones I, 106). A frase posteriormente se transformou em uma máxima, que veio a ser um paradigma da temperança. Embora se possa traduzi-la de diversas maneiras, eis a minha proposição: há uma justa medida em todas as coisas. Fica evidente, portanto, que se trata de uma exaltação à manutenção do equilíbrio face às vicissitudes. Realizações, desejos, e &#8211; por que não dizer? &#8211; vícios humanos. Faz-se ali, enfim, uma celebração das excelências do valor da prudência, e é justamente sobre essa virtude tão importante, que faremos breve divagação&#8221;.</p>
<p>Pois bem, que o incauto e seduzido leitor, eis-me assim, não caia nesta: a &#8220;breve divagação&#8221;, proposta por Marcos Almeida, se configura num verdadeiro tratado. Independentemente da extensão do escrito. Com parte do capítulo tendo como pano de fundo as &#8220;Guerras Púnicas&#8221;, o escritor, além dos grandes nomes já citados acima, recorrerá a André Comte-Sponville, Aristóteles, Sêneca, Boécio, Isidoro de Sevilha e o poeta romano Pérsio. E nenhum é incluído de forma gratuita. As informações, as explicações e as justificativas do autor funcionam à guisa de firmes arcabouços.</p>
<p>Em &#8220;Roma e os mistérios Dionisíacos&#8221;, o culto a Dionísio, na Grécia, e sua extensão com outras denominações, no Império Romano, Marcos Almeida demonstra ainda que, com toda certeza, não seja um adepto aos ritos orgiásticos (no sentido compreendido na Antiguidade Clássica), é indubitavelmente um escritor iniciado. Ele relata, mas, também, emite juízos provenientes da percepção pessoal que tem diante dos fatos que narra: &#8220;Mas que ninguém se iluda: as bacanais eram no princípio um ritual essencialmente religioso, noturno e secreto. Veja o que o coro informa bem no começo de &#8216;As Bacantes&#8217;: &#8220;aquele que, para a alegria de Baco, foi iniciado nos seus mistérios celestiais e leva uma vida de devoção unindo o seu coração e alma em festejos báquicos nas colinas, purifica a alma de todo o pecado&#8221;.</p>
<p>A conclusão desse capítulo é elegante e pedagógica. Almeida preocupa-se em reiterar que tentou, ao máximo, tornar os textos &#8220;originais&#8221; reproduzidos o mais palatável aos leitores comuns,  entre os quais me incluo, sem o lastro (na verdade, nem a metade deste) que o escritor possui. Disposto a exercitar a honestidade intelectual, o autor esclarece que: &#8220;Nosso objetivo não foi escrever uma apologia daqueles prístinos rituais da era pré-cristã, nem também um libelo de ataque fervoroso à concupiscência Diferente de tudo isso, esse ensaio visa lembrar-nos quem fomos, e desvendar os atavismos que nem sempre ousamos revelar, e enfatizar o progresso social e ético que realizamos através dos tempos&#8221;.</p>
<p>E, apesar de todos os capítulos de &#8220;Velas Pandas&#8221; primarem pela qualidade em forma e conteúdo, o outro capítulo, nesta sequência que estabeleci, selecionado por mim, intitulado &#8220;Ovídio, Shakespeare e um caso de amor em comum&#8221;, tornou-se o meu preferido.</p>
<p>Nele, Marcos Almeida, traduzindo diretamente do latim, versos do prolífico poeta romano, contidos em &#8220;Metamorfoses&#8221;, cuja escrita influenciou (segundo, também, o professor de história antiga, pesquisador e latinista indiano Nasib Singh Gill) Chaucer, Shakespeare, Dante e Milton.</p>
<p>Almeida, ainda que ele mesmo previna ser mais um exercício de acurácia, estabelece com elegância, precisão, legitimidade, paralelos entre os versos compostos por Ovídio, em &#8220;Metamorfoses&#8221;, dedicados a Píramo e Tisbe, sobre sua história, amantes envolvidos por um destino cruel, e a tragédia shakespeariana &#8220;Romeu e Julieta&#8221;. As convergências são notáveis. O capítulo é abundante em informações. Fica claro que, fosse da disposição e vontade do autor, o tema redundaria em uma obra tão somente dedicada ao tema.</p>
<p>Marcos Almeida, como os melhores entre os intelectuais que detêm, de fato, denso lastro clássico, é um sedutor, e sabe muito bem disso. Com sagacidade, conduz o leitor por um outro caminho que não o da superficialidade e das soluções fáceis. Contudo, não complica gratuitamente, de forma pedante, seus argumentos a favor da muito provável paridade. Informa e explica. Indica o &#8220;quando&#8221;, o &#8220;como&#8221; e o &#8220;onde&#8221; ao leitor. Abre-lhe a vista diante da trilha das pedras. Comprovo isso a partir do seguinte trecho: (&#8230;) &#8220;em Sonho de Uma Noite de Verão, Shakespeare apresenta uma &#8220;peça dentro da peça, que é justamente a lenda de Píramo e Tisbe! Tendo sido escrita por volta de 1595 (no mesmo ano de Romeu e Julieta), isso dirime, portanto, qualquer dúvida quanto ao fato do bardo inglês ter conhecido em profundidade os versos de Ovídio. Há, ainda hoje em dia, certa polêmica em torno do nível de entendimento em latim de Shakespeare, e se ele teria adquirido habilidade o bastante para ler confortavelmente as &#8220;Metamorfoses&#8221; de Ovídio no original, e não em inglês. Afinal, poemas do cancioneiro francês retratando os lendários amantes babilônicos eram por demais conhecidos na época. O certo é que o autor de Romeu e Julieta fazia eventualmente uso da língua latina, e dos temas apresentados nos versos de Ovídio&#8221;.</p>
<p>Do primeiro ao último capítulo está presente um fator comum, creio eu, a todos os estágios da Civilização, a saber: o amor.</p>
<p>Seja o amor ao poder, aos deuses, a um homem por uma mulher, a uma mulher por um homem; seja pela modéstia, ou amor pela filosofia clássica e pelas viagens, durante as quais é possível meditar, como no caso de Erasmo de Roterdã.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24.jpeg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-78027 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24-300x300.jpeg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Porém, com cuidado similar, não obstante muito abaixo, qualitativa e estrategicamente (diria, até mesmo, espúrio) do cultivado pelo gênio holandês, previno aos poucos legentes que é tão somente a minha reles opinião. Pois concluí a leitura de &#8220;Velas Pandas&#8221; com a depressiva certeza de que não passo de analfabeto funcional e emulador das próprias vergonhosas cincadas.</p>
<p>Não sendo dado, outrossim, a reinventar a roda, decidi, como soe acontecer, afogar minhas cognitivas mágoas mediante duas seguidas garrafas de um maravilhoso Vinho Occhio Nero Chianti Superiore D.O.C.G.</p>
<p>Mas continuo sem esperanças. A História não me absolverá.</p>
<p>Santé!</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas%2F&amp;linkname=Sob%20as%20b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3os%20de%20%C3%89olo%20%E2%80%94%20Um%20verdadeiro%20cl%C3%A1ssico%20da%20Literatura%20em%20Sergipe%3A%20%E2%80%9CVelas%20Pandas%E2%80%9D" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas%2F&amp;linkname=Sob%20as%20b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3os%20de%20%C3%89olo%20%E2%80%94%20Um%20verdadeiro%20cl%C3%A1ssico%20da%20Literatura%20em%20Sergipe%3A%20%E2%80%9CVelas%20Pandas%E2%80%9D" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas%2F&amp;linkname=Sob%20as%20b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3os%20de%20%C3%89olo%20%E2%80%94%20Um%20verdadeiro%20cl%C3%A1ssico%20da%20Literatura%20em%20Sergipe%3A%20%E2%80%9CVelas%20Pandas%E2%80%9D" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas%2F&amp;linkname=Sob%20as%20b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3os%20de%20%C3%89olo%20%E2%80%94%20Um%20verdadeiro%20cl%C3%A1ssico%20da%20Literatura%20em%20Sergipe%3A%20%E2%80%9CVelas%20Pandas%E2%80%9D" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas%2F&#038;title=Sob%20as%20b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3os%20de%20%C3%89olo%20%E2%80%94%20Um%20verdadeiro%20cl%C3%A1ssico%20da%20Literatura%20em%20Sergipe%3A%20%E2%80%9CVelas%20Pandas%E2%80%9D" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/sob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas/" data-a2a-title="Sob as bênçãos de Éolo — Um verdadeiro clássico da Literatura em Sergipe: “Velas Pandas”"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/sob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas/">Sob as bênçãos de Éolo — Um verdadeiro clássico da Literatura em Sergipe: &#8220;Velas Pandas&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sosergipe.com.br/sob-as-bencaos-de-eolo-um-verdadeiro-classico-da-literatura-em-sergipe-velas-pandas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
