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	<title>Arquivo para extrema - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Brasil 70 – A saga do Tri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:46:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; A pouco menos de uma semana de mais uma Copa do Mundo de Futebol (no meu caso, a décima segunda de que tenho lembrança),  entramos naquele clima de expectativa, quando o país se reveste de verde e amarelo, na torcida por mais um título, no que seria &#8230;</p>
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<div class="mceTemp">
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> pouco menos de uma semana de mais uma Copa do Mundo de Futebol (no meu caso, a décima segunda de que tenho lembrança),  entramos naquele clima de expectativa, quando o país se reveste de verde e amarelo, na torcida por mais um título, no que seria o hexa, ansiosamente esperado por vinte e quatro anos. O que equivale ao mesmo tempo de jejum entre a Copa de 1970 e a Copa de 1994.</p>
<p>E por falar na Seleção Brasileira de 1970, a Netflix lançou na última semana uma das maiores e melhores minisséries sobre futebol até a presente data. Trata-se de <strong><b>Brasil 70 &#8211; A Saga do Tri</b></strong>, com direção de Paulo Morelli, Pedro Morelli e Quico Meirelles, e criação de Naná Xavier e Rafael Dornella. Com uma temporada de cinco episódios, o filme ambienta e narra a conquista do tricampeonato da Seleção Brasileira de Futebol, na Copa do México.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>A Seleção Brasileira de 1970 é conhecida como a melhor seleção de todos os tempos, desde a primeira Copa do Mundo, no Uruguai, em 1930. Um escrete (jargão esportivo sinônimo de seleção) assim composto pelos seguintes titulares: goleiro (Félix); defensores (Carlos Alberto Torres – capitão &#8211; Brito, Piazza e Everaldo); meio-campistas  (Clodoaldo – sergipano – e Gérson; atacantes (Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino). Sem falar no extraordinário banco de reservas, a saber: goleiros (Leão e Ado); defensores (Baldocchi, Fontana, Joel Camargo e Marco Antônio); meio-campista (Paulo César Caju); atacantes (Edu, Roberto e Dadá Maravilha).</p>

			</div></div>
<p>No formidável elenco da minissérie, destaque para Rodrigo Santoro (no papel de João Saldanha), Bruno Mazzeo (Zagalo) e Marcelo Adnet (Eusébio, fictício narrador esportivo). E entre os jovens talentos, Lucas Agrícola (Pelé) e Gui Ferraz (Jairzinho). Isso para citar apenas alguns, pois, em linhas gerais todo o elenco foi preciso e genial em suas interpretações, o que torna o filme ainda mais interessante. Rico em diálogos, figurino, fotografia e fidelidade histórica.</p>
<p>Nesse último particular, <strong><b>Brasil 70 &#8211; A Saga do Tri</b></strong> dá uma aula de história e de cidadania, mostrando em detalhes o contexto da famigerada ditadura militar do Brasil. Assim como a figura histórica de João Saldanha, o João Sem Medo, o filme retrata o ambiente de tensão política que tomou conta dos preparativos para aquela Copa do Mundo, às voltas com o presidente Médici interferindo diretamente nos destinos daquela seleção, causando enormes e constrangedores embaraços, como a demissão de João Saldanha pouco tempo antes da estreia da seleção na Copa de 70.</p>
<p>Além disso, a minissérie leva o espectador a revisitar e a pensar sobre as posturas de Pelé e do cantor Simonal (convidado para acompanhar a seleção) durante a ditadura militar, muito criticados à época e até mesmo no nosso tempo. Sobre isso, destaco a seguir uma fala de Wilson Simonal para Pelé: “<em><i>Você sabe que, de um lado e do outro, a gente continua mais escuro do que a noite. E quem não tem suingue acorda com a boca cheia de formiga</i></em>”.</p>
<p><strong><b>Brasil 70 &#8211; A Saga do Tri </b></strong>explora, ainda, a questão da memória afetiva. Nesse particular, a meninada colecionando o famoso álbum de figurinhas da Panini da Copa do Mundo, cuja primeira edição foi lançada naquele mundial.  Um fato interessante e muito atual, diz respeito à ausência da figurinha do goleiro Félix. Às vésperas da semifinal com o Uruguai, foi questionado, com fama de frangueiro. Tendo sido, na reta final, um dos melhores goleiros da competição.</p>
<p>A única falha que encontro na minissérie é a omissão de alguns gols da campanha, a exemplo dos jogos contra a Romênia e contra o Peru. Com uma reconstituição de época formidável, graças aos mais modernos recursos tecnológicos dos últimos anos, teria sido muito interessante ter visto todos os dezenove gols, destes, sete de autoria de Jairzinho (o único jogador, até hoje, a marcar em todas as fases e jogos de uma Copa do Mundo).</p>
<p>Dá gosto de ver a minissérie <strong><b>Brasil 70 &#8211; A Saga do Tri. </b></strong>Confesso que ela me animou para esta Copa, pois até então vinha muito ressabiado com a Seleção Brasileira, sobretudo por dois motivos: a ausência de grandes nomes, daqueles capazes de fazer diferença num mundial; mas, principalmente, por conta do sequestro de nossa amarelinha pela extrema direita. Fato é que a minissérie reacendeu em mim aquela identificação natural, aquele sentimento de pertença de que tive a primeira experiência em outra inesquecível Seleção Brasileira, a do ano de 1982.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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		<title>Brasil, China, EUA, Índia e Rússia: cinco economias colossais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2019 13:01:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Emerson Sousa (*) No atual contexto geopolítico, ainda que não sejam as únicas, três dimensões assumem considerável relevância para se projetar o nível de importância de um país: o tamanho do seu produto interno bruto, a sua extensão territorial e a sua população residente. De acordo com dados disponibilizados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), somente &#8230;</p>
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<p><strong>Emerson Sousa (*)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No atual contexto geopolítico, ainda que não sejam as únicas, três dimensões assumem considerável relevância para se projetar o nível de importância de um país: o tamanho do seu produto interno bruto, a sua extensão territorial e a sua população residente.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com dados disponibilizados pelo <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.imf.org/external/index.htm">Fundo Monetário Internacional (FMI)</a></span>, somente cinco países conseguem estar simultaneamente entre os dez primeiros colocados em todas essas categorias: Brasil, China, EUA, Índia e Rússia.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos econômicos, pode-se afirmar que esse agrupamento é dotado de um considerável estoque de fatores de produção, ao menos, no que se refere à combinação dessas três medidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GIGANTES PELAS PRÓPRIAS NATUREZAS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em conjunto, no ano de 2017, essas nações respondiam por 35,6% da área total dos países do planeta, por 45,8% da população mundial e por 46,6% do produto global, sendo esse último medido pelo método da <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://maisretorno.com/blog/termos/p/paridade-do-poder-de-compra-ppc">Paridade do Poder de Compra (PPC)</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;">E esses cinco países são uma parte do mundo que cresce mais do que o próprio mundo. Em relação a 2016, o seu produto conjunto variou 6,6%, enquanto o remanescente da economia mundial cresceu 4,9% no ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Consequentemente, o seu produto per capita variou mais do que o do conjunto dos países. O referido quinteto viu esse indicador aumentar em 5,7% entre 2016 e 2017, ao passo em que as demais economias viram tal razão crescer apenas 3,3%.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sinal, o produto per capita desse grupo no de 2017, também mensurado pela PPC, é de US$ 17.6 mil. Algo ligeiramente acima do resto do mundo que, pela mesma régua, equivalia a US$ 17.0 mil.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, internamente ao quinteto, há uma disparidade considerável entre seus níveis de produto per capita. Nos EUA, esse chega a US$ 57,876; na Rússia, a US$ 27,006; na China, a US$ 15,416; no Brasil, a US$ 15,406 e na Índia, em US$ 6,760.</p>
<p style="text-align: justify;">As taxas de crescimento desse último indicador também se modificaram de forma diferente entre eles. Brasil, Índia e Rússia observaram um crescimento de 2,8% a.a., em média, enquanto China e EUA perceberam uma alta anual média de 8,5%. No entanto, observando-se em retrospectiva, esse quadro muda totalmente a sua feição.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre 2001 e 2015, o produto per capita chinês cresceu a uma taxa média de 9,7% ao ano, ao passo em que o indiano variou, em média, outros 5,4% anuais. A Rússia assume uma posição mediana ao ter o seu produto per capita crescendo 3,9% anuais. O Brasil – com um crescimento anual médio de 1,7% &#8211; e os EUA – com uma taxa de variação de 0,9% anuais – são os piores desempenho do grupo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>
			</div></div></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DIFERENÇAS E SIMILARIDADES</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo assim, a partir da análise de algumas variáveis macroeconômicas, todas elas referenciadas a 2017, é possível identificar um padrão de classificação para essa quíntupla de nações. À primeira vista, percebe-se que China e Brasil se colocam como seus pontos extremos enquanto as outras três ocupam posições intermediárias.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se examina o volume de investimentos como percentual do produto, descobre-se que a China (44,6% do PIB) assume o primeiro lugar. A Índia (30,9%), a Rússia (23,9%) e os EUA (20,6%) aparecem logo em seguida colocando o Brasil – com 15,1% do produto em investimento – na última posição.</p>
<p style="text-align: justify;">O quadro se repete no que se refere ao nível de poupança como proporção do produto. A China (46% do PIB) lidera o grupo. A Índia (29,1%), a Rússia (25,9%) e os EUA (18,9%) aparecem logo atrás ficando à frente do Brasil (14,7%).</p>
<p style="text-align: justify;">Eles são mais homogêneos quando vistos sob a óptica da variação do nível de preços e da carga tributária. A inflação anual chinesa é a menor de todas (1,6%), sendo secundada pela dos EUA (2,1%), enquanto que os outros três países possuem taxas na casa dos 3,5% ao ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sua vez, a receita governamental total é maior na Rússia, que ocupa o primeiro lugar (33,2% do PIB), ficando os EUA com a segunda posição (30,9%), o Brasil com a terceira (30,8%), a China na quarta (28,3%) e a Índia na quinta (19,8%).</p>
<p style="text-align: justify;">A triste nota é que, dentre esses cinco, o Brasil possui de longe a maior taxa de desemprego: 12,77% da força de trabalho, em 2017. Enquanto isso, os outros quatro vivem, praticamente, num estado de Pleno Emprego. Na Rússia, a taxa de desocupação é de 5,2%; nos Estados Unidos, 4,35%; na China, 3,9% e na Índia, 2,56% nesse mesmo ano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>OS PERFIS DE COMÉRCIO EXTERIOR</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todas as cinco nações estão inseridas no seleto clube de países que participam com mais de 1% das exportações mundiais. Todavia, há uma disparidade considerável entre eles.</p>
<p style="text-align: justify;">A China, com 12,77% dos níveis de exportações do planeta, em 2017, é a principal potência comercial do grupo. Em seguida, aparecem os EUA, com 8,72% desse volume.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem mais distante aparecem Rússia, com 1,99% desse total; Índia, com 1,68% e o Brasil, fechando esse pequeno agrupamento, com 1,23% do patamar mundial de exportações.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre eles, somente Rússia (2,6% do PIB) e China (1,4%) apresentaram saldos positivos em suas Contas Correntes, EUA (2,4%), Índia (2,0%) e Brasil (0,5%) obtiveram déficits como resultados em suas transações reais com o resto do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, chamam a atenção os perfis de comércio exterior desses países. A China, com 93% de participação dos manufaturados em sua pauta comercial; os EUA, com 74,9% e a Índia, com 70,5%, são os de maior grau de elaboração nesse segmento.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sua vez, o Brasil, com 37,9% de participação de bens manufaturados e a Federação Russa, com 21,8%, são os mais primarizados dentre os cinco. Mesmo assim, ambos os países possuem diferentes perfis de comércio exterior. A Rússia tem na exportação de combustíveis e bens minerais o seu carro-chefe (62,9% do volume total), ao passo em que os brasileiros concentram sua pauta em bens agrícolas (41,5%).</p>
<p style="text-align: justify;">Tais números vão resultar num mosaico bastante heterogêneo, de um modo que o volume de comércio norte-americano chega a 13,4% do seu produto e gera um valor per capita de US$ 7.8 mil. Já chinês representa 12% do seu produto, criando um valor per capita de US$ 1.1 mil.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isso, na Rússia esses indicadores são, respectivamente, de 24% e US$ 2.3 mil. No Brasil, de US$ 12% e também US$ 1.1 mil e, por fim, na Índia, cujo comércio exterior representa 20,5% do seu PIB ao passo em que ele formata um valor per capita de apenas US$ 368.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>
			</div></div></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A MÃO VISÍVEL DO ESTADO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, de acordo com a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE), por meio do <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://stats.oecd.org/index.aspx?DataSetCode=PMR"><em>Product Market Regulation (PMR)</em></a></span> – um conjunto de indicadores que mensura o grau de barreiras à competição e ao empreendedorismo e o volume da intervenção estatal – esses dínamos da economia mundial não possuem grandes níveis de liberalidade econômica.</p>
<p style="text-align: justify;">Na edição de 2013 dessa pesquisa – que foi a última a trazer dados em conjunto sobre o quinteto – os EUA, que são o único membro da OCDE dentre os cinco países, são superados por vários outros integrantes do referido organismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Com um índice de 1,59 pontos, o seu grau de regulação está acima da média desse bloco – que é de 1,48 pontos – e longe dos líderes dessa lista: Reino Unido (1,08 pts.) e Holanda (0,92 pts.).</p>
<p style="text-align: justify;">No que concerne ao desempenho dos outros quatro países, vê-se que a Rússia é o de menor graduação (2,22 pts.), seguido por Brasil (2,54 pts.), China (2,86 pts.) e, por fim, a Índia (3,10 pts.).</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda no âmbito do PMR 2013, torna-se mais curioso ainda quando se observa que, na dimensão controle estatal da economia, o Brasil aparece com a menor nota do grupo (2,51 pontos). Logo depois, surgem os EUA (2,70 pts.), seguidos pela Rússia (3,41 pts.), China (3,57 pts.) e Índia (4,02 pts.).</p>
<p style="text-align: justify;">A partir desses dados, fica nítido que uma das marcas dessas economias é o peso da “Mão Visível” do Estado como elemento influenciador da coordenação normativa das relações sociais de produção.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
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<p style="text-align: justify;"><strong> MODELOS PRÓPRIOS DE DESENVOLVIMENTO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As vantagens advindas das combinações desses fatores é que esses países têm uma maior liberdade para criarem modelos próprios de desenvolvimento do que as demais nações do planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo nesses países é grande em relação aos seus pares. Tudo neles envolve escalas raramente compartilhadas em outros cantos da economia-mundo. A simples mobilização de seus fatores de produção já criam externalidades positivas que potencializariam o seu próprio desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">E, ao que tudo indica, China, Federação Russa e Índia perceberam isso. Mesmo com todos os percalços, os seus níveis de desenvolvimento nas últimas décadas são dignos de nota.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto que, nesses últimos trinta anos, segundo dados disponibilizados pelo Banco Mundial, esses dois primeiros praticamente <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://data.worldbank.org/indicator/SI.POV.DDAY?end=2017&amp;locations=US&amp;start=1990&amp;view=chart">erradicaram a pobreza extrema</a></span> ao passo em que o subcontinente indiano reduziu os seus níveis a menos da metade.</p>
<p style="text-align: justify;">E todo esse cenário foi montado em cima de um padrão de desenvolvimento autônomo e integrado, no qual cada uma das administrações políticas voltou-se para a expansão dos níveis sociais de bem-estar.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que essas nações estão em níveis de desenvolvimento distintos, suas institucionalidades em graus diversos de consolidação, mas uma coisa é patente: todas elas possuem os insumos básicos para se tornarem lugares melhores para se viver, basta apenas se organizarem politicamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>
			</div></div></strong></p>
<p><strong>(*)</strong> <strong>Emerson Sousa é Mestre em Economia pelo NUPEC/UFS e doutorando em Administração pelo NPGA/UFBA</strong></p>
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