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	<title>Arquivo para excertos - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Palavra, fé e resistência –  excertos biográficos do professor Ricardo André de Souza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 13:54:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Claudefranklin Monteiro (*) &#160; Sou particularmente um entusiasta de seus textos, mas também de sua capacidade lúcida e cirúrgica de pensar, refletir e se expressar sobre a vida e sobre Deus, de igual modo de sua luta pela dignidade humana, expressas nas causas que defende, seja ao nível do Magistério Público, seja ao &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Claudefranklin Monteiro (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>ou particularmente um entusiasta de seus textos, mas também de sua capacidade lúcida e cirúrgica de pensar, refletir e se expressar sobre a vida e sobre Deus, de igual modo de sua luta pela dignidade humana, expressas nas causas que defende, seja ao nível do Magistério Público, seja ao nível mesmo da existência e de suas suscetibilidades, sobretudo, no que diz respeito à superação de uma mentalidade racista e à aplicação dos princípios de respeito e de justiça social.</p>
<p>Refiro-me ao professor <strong>Ricardo André de Souza</strong>, natural do Cabo de Santo Agostinho-PE, aos 31 dias do mês de maio de 1973. É filho de Reginaldo André de Souza e Noêmia Cordeiro de Souza (in memoriam), pais de oito rebentos, sendo quatro homens e quatro mulheres. Uma família pernambucana de classe média, que viveu num ambiente simples, mas, segundo nosso biografado, “(&#8230;) <em>profundamente marcado pelo afeto, pela união e pelo respeito mútuo</em>”. De irmãos que se amam, que aprenderam desde cedo a dividir não apenas o espaço e os recursos, mas também os sonhos, as responsabilidades e as esperanças.</p>
<p>Ainda sobre essa ambiência familiar, base de sua formação, acrescenta:</p>
<blockquote><p>“<em>Nossa casa nunca foi abundante em bens materiais, mas sempre foi rica em valores. Meu pai, hoje aposentado, dedicou muitos anos de sua vida ao trabalho como operador de máquinas pesadas. Durante muito tempo, enfrentou a dependência do álcool, o que trouxe sofrimento e dificuldades para toda a família. Foram anos desafiadores, marcados por lutas silenciosas e aprendizados dolorosos. Contudo, na velhice, ele abandonou a bebida, e essa decisão transformou radicalmente o relacionamento entre ele e nós, aproximando-nos e restaurando vínculos que haviam sido fragilizados. Não obstante as dificuldades vividas, aprendemos com ele a importância do trabalho honesto, da perseverança e da responsabilidade. Minha mãe, que era do lar, desempenhou um papel igualmente fundamental: foi o coração da família, cuidando de cada detalhe da nossa formação, ensinando-nos princípios, fé, caráter e amor ao próximo</em>”.</p></blockquote>
<p>Esta base familiar marcada, especialmente, por simplicidade, superação e companheirismo formou e sedimentou a sua identidade e a de seus irmãos. Enfrentaram dificuldades, mas estas não os dividiram; ao contrário, os fortaleceram. Cada conquista individual sempre foi celebrada como uma vitória coletiva, porque aprenderam que família é esteio, abrigo e força para seguir adiante, ressalta Ricardo André.</p>
<blockquote><p>“<em>Tenho orgulho da história que construímos juntos e dos valores que recebemos. É dessa família simples, trabalhadora e resiliente que venho — e é nela que encontro minhas raízes, minha inspiração e meu maior patrimônio</em>”.</p></blockquote>
<p>Por tudo isto, ele não poderia ter tido uma infância infeliz, mas muito e verdadeiramente feliz, o que lhe causa saudosismo até a presente data. Ele cresceu numa época em que não havia tecnologia e bens materiais sofisticados, tão valorizados em nosso tempo e que têm roubado a pureza das crianças. Sua alegria, portanto, estavam com pequenas coisas, em amizades sinceras e das brincadeiras na rua com os amigos do bairro onde morou.</p>
<blockquote><p><em>“Não tive brinquedos eletrônicos, como videogames, que hoje fazem parte da rotina de tantas crianças. Ainda assim, nunca me senti privado. Nossa diversão era construída com imaginação e companheirismo. Brincávamos de esconde-esconde, pega-pega, amarelinha, bola de gude e tantas outras brincadeiras que transformavam a rua em nosso grande parque de diversões. Eram momentos de liberdade, risadas e descobertas, que ajudaram a moldar meu caráter e a fortalecer laços de amizade que guardo com carinho na memória”.</em></p></blockquote>
<figure id="attachment_100745" aria-describedby="caption-attachment-100745" style="width: 223px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Infancia.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-100745" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Infancia-223x300.jpg" alt="A infância de Ricardo" width="223" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Infancia-223x300.jpg 223w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Infancia-762x1024.jpg 762w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Infancia-768x1032.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Infancia.jpg 770w" sizes="(max-width: 223px) 100vw, 223px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100745" class="wp-caption-text">A infância de Ricardo</figcaption></figure>
<p>Realizou todo o seu Ensino Fundamental na Escola Municipal Tancredo Neves, situada no Bairro São Francisco — onde nasceu e cresceu. Foi ali que deu seus primeiros passos na vida escolar, construiu amizades, viveu experiências marcantes e começou a compreender o valor da educação. Concluiu essa etapa em 1992, ainda que com atraso. Ao longo do percurso, enfrentou dificuldades que resultaram na reprovação em dois anos letivos e, em outros dois momentos, acabou desistindo temporariamente dos estudos. “<em>Foram períodos de instabilidade e imaturidade, mas também de aprendizado sobre minhas próprias limitações e desafios</em>”, relembra Ricardo André.</p>
<p>No Ensino Médio, ele já morava em Lagarto. Era o ano de 1993, quando iniciou essa etapa de sua formação no Colégio Estadual Abelardo Romero Dantas. Teve problemas inúmeros, de ordem pessoal, e isso acabou atrapalhando seu desempenho. Não conseguia acompanhar adequadamente os conteúdos, especialmente os das disciplinas de Matemática e Ciências da Natureza. Os reveses o forçaram a abandonar aquele ano letivo. No ano seguinte, novamente esbarrou-se em dificuldades e, novamente, não concluiu o ano.</p>
<p>Em 1995, resolveu mudar de ares e matriculou-se no Colégio Cenecista Laudelino Freire, onde se formou no Magistério, em 1997. As coisas mudaram consideravelmente e ele redefiniu sua vida e redirecionou seus focos e objetivos. Foi por essa época que eu o conheci, na condição de meu aluno, onde tive uma curta experiência como professor de Cultura e História Sergipana. Sobre isto, testemunha:</p>
<blockquote><p><em>Foi ali que reencontrei o sentido dos estudos e redescobri minha confiança. Nesse período, tive o privilégio de ser aluno do Professor Claudefranklin Monteiro, meu professor de História, cuja dedicação, domínio do conteúdo e paixão pelo ensino exerceram profunda influência sobre mim. Sua postura ética e seu compromisso com a formação crítica dos alunos tornaram-se referência em minha caminhada. Posteriormente, também tive a honra de tê-lo como professor na Faculdade — e hoje, ao participar desta entrevista conduzida por ele, sinto-me duplamente honrado. Sua presença em momentos decisivos da minha formação acadêmica é motivo de gratidão e reconhecimento, pois foi, sem dúvida, uma inspiração determinante na construção da minha identidade como educador.</em></p></blockquote>
<figure id="attachment_100744" aria-describedby="caption-attachment-100744" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-professor.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-100744" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-professor-300x300.jpg" alt="Professor Ricardo André de Souza" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-professor-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-professor-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-professor-768x768.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-professor.jpg 960w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100744" class="wp-caption-text">Professor Ricardo André de Souza conta sua história</figcaption></figure>
<p>Em 2002, Ricardo André, embevecido pelo conhecimento, concluiu o curso de Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, instituição cearense que, durante alguns anos, ofertou turmas no município de Lagarto, ampliando o acesso ao ensino superior para muitos estudantes da região. Nesse ínterim, entrou em contato mais profundo com o pensamento do educador Paulo Freire (1921-1997), cuja pedagogia crítica e método de alfabetização transformaram sua maneira de compreender a educação. Ele se apaixonou por sua visão humanizadora, dialógica e libertadora sobre o processo educativo.</p>
<blockquote><p><em>Suas concepções tornaram-se minha maior referência teórica e prática. Considero-me, portanto, “freiriano”, procurando aplicar em meu fazer pedagógico os princípios do diálogo, da consciência crítica e da educação como prática de liberdade. O curso de Pedagogia não apenas me concedeu um diploma, mas ampliou minha compreensão sobre o papel social da escola e sobre a responsabilidade ética que acompanha o exercício do magistério.</em></p></blockquote>
<p>Em 2010, retornou ao Nível Superior onde fez a Licenciatura em História pela Faculdade José Augusto Vieira (fundada em 2024, atualmente desativada). A escolha pela História dialogava com sua paixão pela disciplina e com a influência de mestres que marcaram sua formação, fortalecendo nele o desejo de contribuir para a construção de uma consciência histórica e crítica nos seus alunos.</p>
<p>Sobre as instituições que lhe permitiram uma formação superior, ressalta:</p>
<blockquote><p><em>É verdade que nenhuma das duas instituições era considerada de ponta ou amplamente reconhecida no cenário nacional. Contudo, foram elas que me acolheram, me formaram e me proporcionaram as bases teóricas e práticas necessárias para o exercício da docência. Mais do que diplomas, essas experiências acadêmicas ajudaram a construir minha identidade como educador, moldaram minha visão de mundo e me capacitaram a exercer o magistério com dignidade, compromisso e responsabilidade social.</em></p>
<p><em>Entendo que a grandeza de uma formação não está apenas no prestígio institucional, mas na seriedade do processo formativo e na disposição do estudante em aproveitar as oportunidades que lhe são oferecidas. Foi assim que essas instituições se tornaram parte essencial da minha caminhada profissional e da missão que abracei na educação.</em></p></blockquote>
<p>Profissionalmente, as primeiras oportunidades logo lhe apareceram e ele abraçou com afinco. Em 1998, foi aprovado no concurso público do município de Lagarto para o cargo de professor.  Alguns anos depois, em 2004, prestou concurso, desta feita, para a rede estadual de ensino e obteve nova aprovação. Tornar-se professor consolidou a sua carreira e ampliou sua responsabilidade como educador.</p>
<blockquote><p><em>Ao longo desse tempo, uma experiência tem sido especialmente significativa: hoje ensino filhos de ex-alunos, o que me faz perceber concretamente o quanto estou envelhecendo (risos), a passagem das gerações e a extensão do trabalho realizado ao longo dos anos. É profundamente gratificante também encontrar ex-alunos na rua ou em outros espaços e ser abordado com carinho, gratidão e respeito. Esses encontros espontâneos são, para mim, uma das maiores recompensas da profissão, pois revelam que o trabalho realizado deixou marcas positivas.</em></p></blockquote>
<p>Para além de professor e educador consagrado, sua trajetória de vida é marcada pela fé. Com 11 anos, tornou-se membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, após participar de uma série de estudos bíblicos em um evangelismo público realizado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, em sua cidade natal. Segundo ele, “(&#8230;) <em>um acontecimento marcante que deu um significado ainda mais profundo à minha infância</em>”.  Com os estudos das Escrituras, convenceu-se de que os ensinos e as crenças adventistas estavam em harmonia com a Bíblia.</p>
<figure id="attachment_100748" aria-describedby="caption-attachment-100748" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-adventista.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-100748" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-adventista-300x225.jpg" alt="Ricardo, o adventista" width="300" height="225" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-adventista-300x225.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-adventista-1024x768.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-adventista-768x576.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-adventista-1536x1152.jpg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-adventista.jpg 1600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100748" class="wp-caption-text">Ricardo, o adventista</figcaption></figure>
<p>Aos 12 anos, no dia 17 de agosto de 1985, decidiu batizar-se. Em tenra idade, tinha a firme convicção de que estava tomando a melhor decisão da sua vida. Sentia claramente que Cristo o conduzia em seus passos naquela escolha. “<em>Aquele foi um dos dias mais felizes da minha trajetória, um marco que ficou gravado de maneira indelével em minha história”, </em>destaca.</p>
<p>Ao longo dessa caminhada de fé, teve a oportunidade de servir à Igreja em diferentes funções, sempre procurando fazê-lo com dedicação, espírito de serviço e senso de responsabilidade cristã. Exerceu o cargo de ancião na Igreja Lagarto I (2000 a 2008), e posteriormente na Igreja Central de Lagarto (2010 a 2019). Na estrutura da Igreja Adventista, o ancião é um líder leigo eleito pela comunidade local para auxiliar o pastor na condução espiritual da igreja. Entre suas atribuições estão o cuidado pastoral dos membros, a participação na liderança administrativa, a pregação da Palavra, a coordenação de atividades religiosas e o fortalecimento da unidade e da missão da igreja. Trata-se de uma função de elevada responsabilidade espiritual, que exige equilíbrio, testemunho cristão e compromisso com os princípios bíblicos.</p>
<p>Ainda na Igreja Adventista, atuou como Diretor de Publicações e como Diretor do Minicentro de Pesquisas Ellen G. White da IASD Central de Lagarto, entre 2016 e 2020. Nessas funções, trabalhou incentivando a leitura e a circulação de literatura cristã, bem como promovendo o estudo dos escritos de Ellen G. White (1987-1915), reconhecida pelos adventistas como uma das pioneiras do movimento e importante voz na orientação espiritual e educacional da igreja. Atualmente, serve como líder de Pequeno Grupo e professor da Escola Sabatina. Nessas atividades, dedica-se ao fortalecimento espiritual dos membros, à promoção do estudo sistemático da Bíblia e ao incentivo à comunhão e à missão. “<em>Para mim, servir à igreja não é apenas ocupar cargos, mas participar ativamente da construção de uma comunidade de fé comprometida com o evangelho e com a esperança cristã</em>”.</p>
<p>A essa altura, sobretudo quem conhece Ricardo André, está se questionando: o que fez um homem de formação familiar sólida e adventista optar por orientações e posicionamentos políticos de esquerda? As respostas tornam esse personagem ainda mais fascinante, confirmando, com sua vida, que coisas como fé e política / fé e ciência podem conviver harmonicamente e gerar frutos positivos para o mundo.</p>
<blockquote><p><em>Quando alcancei a adolescência, por volta dos 16 anos, passei a ser tomado por inquietações profundas de natureza social. Eu havia nascido e crescido em um bairro periférico da cidade de Cabo de Santo Agostinho, onde a pobreza era uma realidade cotidiana. Centenas de crianças e jovens viviam em situação de vulnerabilidade social, convivendo com limitações materiais, poucas oportunidades e perspectivas reduzidas de ascensão social. Ao me dar conta desse cenário, começaram a surgir perguntas que não me deixavam em paz: por que alguns acumulam riqueza enquanto outros mal têm o necessário para viver? Por que uns podem estudar até a universidade e outros precisam trabalhar desde cedo para ajudar no sustento da família? É justo que poucos tenham tanto e muitos tenham tão pouco? De onde vêm as desigualdades sociais?</em></p></blockquote>
<p>O professor Ricardo André adota como referência teórico-metodológica o materialismo histórico, procurando interpretar os fatos a partir das relações de classe, das condições materiais de existência e das disputas por direitos e reconhecimento profissional. Mais do que descrever eventos, ele procura evidenciar as determinações estruturais que influenciaram a organização coletiva dos professores, compreendendo o movimento sindical como expressão concreta das tensões e conflitos presentes na sociedade.</p>
<figure id="attachment_100749" aria-describedby="caption-attachment-100749" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-militante-.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-100749" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-militante--300x221.jpg" alt="Militante do Sintese" width="300" height="221" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-militante--300x221.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-militante--768x565.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/O-militante-.jpg 978w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100749" class="wp-caption-text">Militante do Sintese</figcaption></figure>
<p>Dois anos após a sua aprovação no concurso do Município de Lagarto, sentiu a necessidade de se filiar ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (SINTESE), tornando-se um militante comprometido. Em 2008, tornou-se dirigente sindical. Entre 2008 e 2010, exerceu a função de Delegado Sindical da base estadual. Desde 2022, exerce o cargo de Diretor Regional do Departamento de Base Estadual do SINTESE.</p>
<p>Afora isso, é militante negro, coordenando o núcleo do Movimento Negro Unificado em Lagarto, desde o ano passado.</p>
<p>Ainda sobre como ele consegue conciliar esquerda e religião, destaca:</p>
<blockquote><p><em>Particularmente, não vejo contradição alguma entre minha fé cristã e o desejo de viver em uma sociedade que não esteja alicerçada na exploração de uma classe por outra — prática que, à luz da Bíblia, é expressão do pecado. A própria tradição profética do Antigo Testamento denuncia com vigor as injustiças sociais. No capítulo 1 do livro de Isaías, por exemplo, encontramos uma severa repreensão à corrupção e à rebeldia de Israel. Embora o povo mantivesse uma religiosidade formal, seus líderes exploravam os mais vulneráveis e se enriqueciam às custas dos pobres. Deus, por meio do profeta, conclama o povo ao arrependimento e à prática concreta da justiça: “Aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva” (Is 1:17). A promessa de perdão estava vinculada a uma mudança real de postura diante da injustiça.</em></p></blockquote>
<p>Tal como eu, quem quiser conhecer um pouco mais sobre como pensa o professor, o sindicalista, o cristão, o político e o historiador Ricardo André de Souza, recomendo suas atividades em ambientes digitais. Ele mantém o blog “<em>A Verdade Como é em Jesus</em>”, espaço no qual publica artigos de caráter religioso fundamentados nas Sagradas Escrituras. “<em>Trata-se de um ambiente de reflexão teológica e espiritual, onde procuro expor, de maneira clara e fundamentada, minhas convicções de fé, dialogando com temas bíblicos, doutrinários e contemporâneos à luz da Palavra de Deus</em>”. O blog nasceu do seu desejo de compartilhar conhecimento, fortalecer a fé cristã e contribuir para um debate respeitoso e edificante sobre questões religiosas.</p>
<p>É, ainda, bastante ativo nas redes sociais, especialmente no Facebook e no Instagram. Nessas plataformas, manifesta sua opinião sobre acontecimentos políticos, sociais e religiosos que ganham repercussão nacional. Procura sempre fundamentar suas análises em argumentos consistentes, buscando estimular a reflexão crítica e o diálogo responsável.</p>
<blockquote><p><em>Meu propósito ao utilizar esses espaços digitais não é apenas expressar posicionamentos pessoais, mas também contribuir para o enfrentamento da desinformação e para a promoção de debates mais qualificados. Entendo que, no contexto atual, marcado pela circulação rápida de informações e opiniões, é fundamental exercitar a responsabilidade intelectual e ética na comunicação pública.</em></p></blockquote>
<p>Ricardo André é casado com a lagartense Ana Cláudia de Santana Souza, desde o dia 29 de setembro de 2002. Dessa união, nasceu em 29 de dezembro de 2006, o filho único, Martin Luther King Santana Souza. “<em>Ele é a expressão mais bela do nosso amor e, para mim, o negro mais bonito de toda a cidade</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>____________________</p>
<p><strong>Fontes e Referências: </strong></p>
<p><strong><br />
</strong>Entrevista com Ricardo André de Souza, por Claudefranklin Monteiro Santos. Lagarto-SE, 21 de fevereiro de 2026.</p>
<p>Blog <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://averdade-emjesus.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener">A Verdade Como é em Jesus</a></span></p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.instagram.com/ricardoandresouza/" target="_blank" rel="noopener">@ricardoandresouza</a></span></p>
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