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	<title>Arquivo para estante - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Do Festival da Mandioca à Sombra da Jaqueira &#8211; marcos identitários do povo lagartense</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/do-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 12:28:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Quando publiquei meu primeiro livro, Centrifugação (poema), em 1999, afora o poeta Assuero Cardoso, somente haviam enveredado por esta seara, até aquela presente data, os grandes nomes da cultura lagartense de tempos remotos e de tempos recentes, a exemplo de Sílvio Romero, Laudelino Freire, Abelardo Romero, Luiz &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/do-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense/">Do Festival da Mandioca à Sombra da Jaqueira &#8211; marcos identitários do povo lagartense</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense%2F&amp;linkname=Do%20Festival%20da%20Mandioca%20%C3%A0%20Sombra%20da%20Jaqueira%20%E2%80%93%20marcos%20identit%C3%A1rios%20do%20povo%20lagartense" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense%2F&amp;linkname=Do%20Festival%20da%20Mandioca%20%C3%A0%20Sombra%20da%20Jaqueira%20%E2%80%93%20marcos%20identit%C3%A1rios%20do%20povo%20lagartense" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense%2F&amp;linkname=Do%20Festival%20da%20Mandioca%20%C3%A0%20Sombra%20da%20Jaqueira%20%E2%80%93%20marcos%20identit%C3%A1rios%20do%20povo%20lagartense" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense%2F&amp;linkname=Do%20Festival%20da%20Mandioca%20%C3%A0%20Sombra%20da%20Jaqueira%20%E2%80%93%20marcos%20identit%C3%A1rios%20do%20povo%20lagartense" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense%2F&#038;title=Do%20Festival%20da%20Mandioca%20%C3%A0%20Sombra%20da%20Jaqueira%20%E2%80%93%20marcos%20identit%C3%A1rios%20do%20povo%20lagartense" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/do-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense/" data-a2a-title="Do Festival da Mandioca à Sombra da Jaqueira – marcos identitários do povo lagartense"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">Q</span>uando publiquei meu primeiro livro, <em><i>Centrifugação</i></em> (poema), em 1999, afora o poeta Assuero Cardoso, somente haviam enveredado por esta seara, até aquela presente data, os grandes nomes da cultura lagartense de tempos remotos e de tempos recentes, a exemplo de Sílvio Romero, Laudelino Freire, Abelardo Romero, Luiz Antonio Barreto, Aglaé d´Ávila e Beatriz Gois Dantas. De lá para cá, a cultura livresca e os lançamentos de livros se tornaram comuns na cidade de Lagarto. Embora, ainda precisemos melhorar muito no que diz respeito à cultura da leitura e, também, na frequência e participação nesse tipo de evento.</p>
<p>Diante disso, pode-se hoje falar, sem sombra de dúvidas, da existência de uma historiografia lagartense consolidada, bem como de uma literatura do mesmo gênero, seja em profusão, seja em qualidade e compromisso com a cultura local. Isto, particularmente, me alegra, pois não me sinto mais sozinho e cheguei à grata conclusão de que estamos num bom caminho, sobretudo no que se refere ao nosso amadurecimento intelectual, artístico, educacional e cultural, além da promoção do saber e do saber fazer. Que a máxima do livro que diz que, na estante de um lagartense, livro só serve para decorar ou para juntar poeira caia por terra, em definitivo.</p>
<figure id="attachment_100134" aria-describedby="caption-attachment-100134" style="width: 952px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-tela-2026-07-24-074559.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-100134 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-tela-2026-07-24-074559.png" alt="" width="952" height="706" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-tela-2026-07-24-074559.png 952w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-tela-2026-07-24-074559-300x222.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-tela-2026-07-24-074559-768x570.png 768w" sizes="(max-width: 952px) 100vw, 952px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100134" class="wp-caption-text">Autores e organizador do livro Na Sombra da Jaqueira: da esquerda para a direita, Jean Francisco, José Canoa, Roberta, Yasmin, Catarina, André e Rita</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dito isto, na última sexta-feira, dia 17 de julho, no Rotary Club de Lagarto, foram lançados dois livros de uma só vez: <em><i>Na sombra da jaqueira</i></em> e <em><i>Festival da Mandioca (Lagarto-SE), uma ideia que ficou na história</i></em>. O primeiro foi organizado pela Profª Drª Rita de Cássia Barcellos Bittencourt, docente da Universidade Federal de Sergipe (Campus Lagarto). A obra reúne textos de seis autores, a saber: André Barbosa de Santana, Catarina da Costa Santos de Alexandria, José Canoa dos Santos, Roberta Amaral de Jesus Santos, Jean Francisco Oliveira Souza e Yasmim Carvalho Freitas de Figueiredo.</p>
<p>Fiquei lisonjeado com as referências feitas à minha pesquisa histórica local nos textos de Rita de Cássia Barcellos Bittencourt (Uma breve história de Lagarto) e de Catarina da Costa de Alexandria (Lagarto: coração do centro sul sergipano).  <em><i>Na sombra da jaqueira </i></em>discorre, ainda, sobre temáticas como o termo “papa-jaca” (alcunha identitária do povo lagartense), a presença da África em Lagarto (Quilombolas e outros), Taieira, Parafusos e outras manifestações folclóricas, iguarias (a exemplo da maniçoba), musicalidade, silibrina e quadrilhas e festas juninas. Como se vê, notadamente, uma análise sobre a cultura popular local, em seus aspectos diversos.</p>
<p>Há algum tempo, venho sendo acionado e provocado para discorrer sobre o Festival da Mandioca, como em reportagem recente feita pelos alunos do curso de Jornalismo da UFS, intitulada <a href="https://portalcontextoufs.wixsite.com/zonacontexto/post/cultura-local-ou-tradi%C3%A7%C3%A3o-inventada" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #008000;">Cultura local ou tradição</span> </a><em><span style="color: #008000;">inventada?<span style="color: #000000;">;</span></span></em> e, entre tantos escritos a respeito, destaco um artigo que publiquei no portal <em><i>Lagarto Notícias</i></em> para pontuar a importância do saudoso José Valmir Monteiro para este evento  &#8211;<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.lagartonoticias.com.br/2024/06/06/festival-da-mandioca-para-lagarto-se-a-valmir-monteiro-o-que-e-de-valmir-monteiro/" target="_blank" rel="noopener"> Festival da Mandioca &#8211; Para Lagarto-SE, a Valmir Monteiro o que é de Valmir Monteiro</a></span>. Na ocasião, faço, inclusive, um apanhado histórico do festival.</p>
<p>Pedro Ivo Luís de Andrade, fotógrafo profissional da <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.facebook.com/people/Impact-Formaturas/100065221191779/#" target="_blank" rel="noopener">Impact Formaturas e Fotografias</a></span> (Lagarto-SE) é organizador da segunda obra que cito neste texto: <em><i>Festival da Mandioca (Lagarto-SE), uma ideia que ficou na história. </i></em>Obra que conta com as participações e textos de André Barbosa de Santana e Catarina da Costa Santos de Alexandria, responsáveis, também, pela pesquisa histórica. O livro é um primor visual, contendo imagens marcantes do festival e com fotografias, em estúdio, das Rainhas da Mandioca, incluindo um portfólio biográfico para cada uma delas. Vale destacar que o festival surgiu em 2008, graças a iniciativa dos jovens André Barbosa, George da Colosso e do empresário Charles Brício, estes últimos estiveram presentes ao evento, quando puderam dar seu testemunho e estimular a continuidade e valorização do evento, independentemente da cor político-partidária que esteja à frente da gestão municipal. Dado que, o Festival da Mandioca, hoje, além de ser apartidário, é um marco identitário significativo de nossa gente.</p>
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<p>Entre as inúmeras pessoas presentes ao lançamento das obras, num evento bastante concorrido, além deste que vos escreve, destaco o professor Rusel Barroso, o empresário Charles Brício (como já disse) e sua esposa, Elciane, o vereador Josivaldo da Equoterapia, Matheus Corrêa e a ex-prefeita de Lagarto, Hilda Ribeiro. Foi uma noite muito intensa e movimentada, na qual pudemos, além de prestigiar as novas publicações e seus autores e autoras, também as apresentações da Banda Arrasta Pé, do Grupo Folclórico Parafusos e da Quadrilha Unidos em Arrasta Pé, além da abertura da exposição fotográfica Rainhas, de Érica Karem e curadoria de André Barbosa.</p>

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<p>Reitero meus cumprimentos a todos os envolvidos nestes projetos, de igual modo aos familiares, parceiros e colaboradores, e ressalto, como última observação, que as publicações destas obras só foram possíveis em razão do financiamento público da cultura brasileira, por meio de recursos federais disponibilizados pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Projeto este, que só em Lagarto, nos últimos dois anos, promoveu lançamentos de outras obras, peças teatrais, audiovisuais, performances musicais, entre outros produtos culturais que tornam a cidade de Lagarto ainda mais pujante no cenário sergipano e nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mudando de Caqueirinho</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/mudando-de-caqueirinho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andre Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Jul 2025 14:14:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por André Brito (*) &#160; Dia desses o sol estava a pino, céu azul mais anil que o próprio anil (sabe aquele produto que se usava pra lavar roupa? Nem sei se existe ainda), raríssimas nuvens brancas contrastando com o azulejo do etéreo (trouxe o Simbolismo de Cruz e Sousa à tona). Dia propício &#8230;</p>
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<p>Por André Brito (*)</p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ia desses o sol estava a pino, céu azul mais anil que o próprio anil (sabe aquele produto que se usava pra lavar roupa? Nem sei se existe ainda), raríssimas nuvens brancas contrastando com o azulejo do etéreo (trouxe o Simbolismo de Cruz e Sousa à tona). Dia propício a um convite magnífico de ‘deliciamento’ nas águas quentes do mar de Atalaia ou de qualquer outra praia sergipana. Porém o que fiz? A preguiça bateu por causa da brisa doce (isso aqui é uma sinestesia, viu?!) na varanda e decidi ficar em casa, curtindo a paisagem do céu com o vento ‘empreguiçador’ (já inventei duas palavras só neste parágrafo. Hoje tô pra neologizar&#8230; ops! outra&#8230;).</p>
<p>Preparei um ‘de comer’ (conhece essa expressão?) sergipanamente topado, com direito a cuscuz de arroz, carne do sol, queijo coalho e café moidinho na hora e fui saborear minha refeição na varanda. Ah, a brisa, o céu, o café&#8230;! Se inventaram coisa melhor pra iniciar o dia, fale aí que quero saber (até sei o que você pensou&#8230; rsrsrs&#8230; concordo&#8230; rsrsr).</p>
<p>Nessa interação com o ambiente, percebi, no meu pequeno jardim suspenso na estante de pinho, duas plantinhas diferentes coexistindo no mesmo espaço, disputando os mesmos nutrientes: um pezinho de quebra-pedra (aquele que serve pra chá diurético) e uma pitangueira ainda vivente na infância (só pra dizer que é pequena). Percebi que a dileta planta medicinal aparentava um crescimento vistoso, com caule avantajado, enquanto a humilde pitangueira, já há tempos no caqueirinho, não se desenvolvera. De súbito, entendi que precisaria intervir naquela relação que não estava boa pra uma das senhoritas plantas.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-22.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-91578 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-22-300x300.jpg" alt="" width="126" height="126" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-22-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-22-1024x1024.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-22-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-22-768x768.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-22.jpg 1080w" sizes="(max-width: 126px) 100vw, 126px" /></a>A intervenção se fazia necessária, visto que a pitangueira não iria crescer na disputa com o pé de quebra-pedra. Mesmo vistosa, exuberante no seu verdor maravilhoso, retirei a erva. Agora a pitangueirinha estava a salvo e livre para se desenvolver e, assim, gerar as pitangas de que tanto gosto. Mas calma. Não descartei o quebra-pedra. Transferi o pezinho para outro recipiente. Agora as duas crescem felizes para sempre.</p>
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<p>Não posso ver essas coisas que minha cabeça faz logo reflexão. Do mesmo modo que as plantinhas não poderiam conviver naquele espaço sem que uma delas fosse prejudicada, assim acontece na nossa vida. Quantas pessoas coexistem no mesmo espaço, atrapalhando o crescimento umas das outras. Às vezes, só precisamos mudar de caqueirinho para crescer. Vai doer na retirada das raízes? Vai! As folhas vão murchar até os nutrientes da nova terra entrarem em ação? Vão! E daí? Melhor uma dorzinha passageira e um murchar de folhas por uns momentos do que a vida inteira sem crescimento (eitaaa&#8230;.até rimou!). se o medo bater, vai com medo mesmo. Mas vá!</p>

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<p>&nbsp;</p>
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		<title>O cheiro dos livros desesperados</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-cheiro-dos-livros-desesperados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 14:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[cheiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Embora o mote do presente texto seja parte da letra da canção “Reconvexo” (1989), de autoria de Caetano Veloso — que fez para o álbum Memória da Pele, de sua irmã Maria Bethânia, que está celebrando 60 anos de carreira agora em 2025 —, achei por bem &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>mbora o mote do presente texto seja parte da letra da canção “Reconvexo” (1989), de autoria de Caetano Veloso — que fez para o álbum Memória da Pele, de sua irmã Maria Bethânia, que está celebrando 60 anos de carreira agora em 2025 —, achei por bem ater-me, refletidamente, sobre o seu sentido ou sobre os seus sentidos. Refiro-me à frase e não à música (risos despretensiosos e até mesmo bobos).</p>
<figure id="attachment_86091" aria-describedby="caption-attachment-86091" style="width: 319px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-10.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-86091 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-10-300x250.png" alt="Estante livros" width="319" height="266" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-10-300x250.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-10.png 600w" sizes="auto, (max-width: 319px) 100vw, 319px" /></a><figcaption id="caption-attachment-86091" class="wp-caption-text">Estante repleta de obras ávidas por leitores</figcaption></figure>
<p>A imagem que veio à minha mente, inicialmente, foi a de uma estante empoeirada, contendo toda sorte de títulos de romances, compêndios, best sellers, didáticos, religiosos, técnicos, históricos, votivos, biográficos, regionais, teóricos, ecléticos, clássicos, canônicos, colecionáveis, catequéticos, instrutivos, populares, infantis, esportivos, memoráveis e autorais.</p>
<p>Não estou falando, e ao mesmo tempo sim, do meu ambiente de trabalho em casa. Mas, de outras estantes repletas de obras ávidas por leitores. Que também anseiam por limpeza, pois o pó insiste em assentar-sobre as prateleiras e sobre os dorsos de algumas páginas amareladas, normalmente por desuso.  Ou ainda por esquecimento, desimportância, mania de acúmulo e, em alguns casos, por ostentação e falsa erudição.</p>
<p>Meus livros, desesperadamente, clamam por meus dedos, mãos e olhos. Canetas e marca-textos também. Algumas nódoas aqui ou ali. E nesse sentido, não se trata de abandono, mas da falta de tempo para sorvê-los tantos quantos são em quantidade e qualidade.</p>
<p>Para além de peças decorativas de um legado importante da cultura material, os livros reúnem assuntos que desejo devorar para, antropofagicamente, parir outros assuntos, linhas, versos, textos, semântica, e também outros livros dispostos a reiniciarem o processo, em estantes, no sofá, nas mãos de quem se apodera do que não é mais meu, posto que nascido, criado é doado (pra bem da verdade, herdados ou roubados) a quem se interessar possa.</p>
<p>Celulose e mofo, tinta e lentes, lágrimas e risos, histórias e estórias, desesperadamente tocando as trombetas do apocalipse da leitura, da escrita cursiva e do texto corrido, inteligível e criativo, impactante, inquietante, tedioso ou provocante, que tira e dá paz, se não verossímil, ao menos com verossimilhança, com a espada de São Jorge rasgando a garganta da inteligência artificial, sob a luz de uma linda noite de lua cheia.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-7.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-86072 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-7-300x250.png" alt="" width="144" height="120" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-7-300x250.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-7.png 600w" sizes="auto, (max-width: 144px) 100vw, 144px" /></a>Eu na rede, longe das redes digitais e da TV, tateando letras digitais, com um opúsculo sobre meu colo, esperando findar este texto de fôlego curto, para, enfim, saciar a sua esperança de ter-me novamente de volta, ter a minha atenção, meus olhos e mentes cansados de um dia intenso. E assim, à meia luz, num quarto amplo, ventilador ligado, porta-retrato caído, como a um anjo amaldiçoado, completa-se a cena com este leitor atencioso, fazendo as vezes de escriba temporária e caetanamente inspirado.</p>
<p>&nbsp;</p>
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