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	<title>Arquivo para entrelinhas - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Guetos, favelas e fuzis – banho de sangue e o contrasenso da cultura de paz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 11:56:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos &#160; Com as desculpas de modernizar a cidade do Rio de Janeiro e de combater epidemias, quando o presidente da República Rodrigues Alves (1902-1906), apoiado pelo prefeito Pereira Passos, levou adiante a demolição de cortiços, o alargamento de avenidas centrais, entre outras ações, ficou clara a resposta que o &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fguetos-favelas-e-fuzis-banho-de-sangue-e-o-contrasenso-da-cultura-de-paz%2F&amp;linkname=Guetos%2C%20favelas%20e%20fuzis%20%E2%80%93%20banho%20de%20sangue%20e%20o%20contrasenso%20da%20cultura%20de%20paz" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fguetos-favelas-e-fuzis-banho-de-sangue-e-o-contrasenso-da-cultura-de-paz%2F&amp;linkname=Guetos%2C%20favelas%20e%20fuzis%20%E2%80%93%20banho%20de%20sangue%20e%20o%20contrasenso%20da%20cultura%20de%20paz" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fguetos-favelas-e-fuzis-banho-de-sangue-e-o-contrasenso-da-cultura-de-paz%2F&amp;linkname=Guetos%2C%20favelas%20e%20fuzis%20%E2%80%93%20banho%20de%20sangue%20e%20o%20contrasenso%20da%20cultura%20de%20paz" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fguetos-favelas-e-fuzis-banho-de-sangue-e-o-contrasenso-da-cultura-de-paz%2F&amp;linkname=Guetos%2C%20favelas%20e%20fuzis%20%E2%80%93%20banho%20de%20sangue%20e%20o%20contrasenso%20da%20cultura%20de%20paz" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fguetos-favelas-e-fuzis-banho-de-sangue-e-o-contrasenso-da-cultura-de-paz%2F&#038;title=Guetos%2C%20favelas%20e%20fuzis%20%E2%80%93%20banho%20de%20sangue%20e%20o%20contrasenso%20da%20cultura%20de%20paz" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/guetos-favelas-e-fuzis-banho-de-sangue-e-o-contrasenso-da-cultura-de-paz/" data-a2a-title="Guetos, favelas e fuzis – banho de sangue e o contrasenso da cultura de paz"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">C</span>om as desculpas de modernizar a cidade do Rio de Janeiro e de combater epidemias, quando o presidente da República Rodrigues Alves (1902-1906), apoiado pelo prefeito Pereira Passos, levou adiante a demolição de cortiços, o alargamento de avenidas centrais, entre outras ações, ficou clara a resposta que o Estado dava e segue dando ao menos favorecidos: vocês não são bem-vindos, são um empecilho ao “desenvolvimento” e ao “progresso”. E mais: não tenho, frise-se, o Estado, nenhuma responsabilidade por vocês.</p>
<figure id="attachment_94790" aria-describedby="caption-attachment-94790" style="width: 201px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/rodrigues-alves.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-94790" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/rodrigues-alves-201x300.jpg" alt="Rodrigues Alves" width="201" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/rodrigues-alves-201x300.jpg 201w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/rodrigues-alves.jpg 330w" sizes="(max-width: 201px) 100vw, 201px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94790" class="wp-caption-text">Rodrigues Alves, 5º presidente do Brasil (1902-1906)<br />Foto: Wikipedia</figcaption></figure>
<p>O tempo só fez agravar a situação de desprezo, complexando o quadro social brasileiro, marcado por uma enorme fissura entre ricos e pobres. A estes, além da miséria, falta de trabalho e de outras condições dignas de existência, restam também a criminalidade e agora o algoz do tráfico e da milícia, incrivelmente organizados, frente a um Estado corrompido, inoperante, inútil e sem forças para impor a ordem, sem que para isso faça uso da força letal e exterminadora, passando um trator por cima das garantias constitucionais.</p>
<p>Em 1985, primeiro ano da redemocratização do Brasil, Gilberto Gil traduziu bem o caos social e moral em que ainda estamos mergulhados, com a canção “Nos barracos da cidade”, do álbum “Dia Dorim, Noite neon”. Ainda somos, em sua maioria, governados por “gente hipócrita” e “gente estúpida”. Os descendentes daquelas pessoas jogadas à margem da sociedade por Rodrigues Alves e Pereira Passos continuam sem acreditar e se iludir “no poder da autoridade de tomar a decisão”. Chegamos a um ponto de termos um sistema de poder viciado, que não “consegue enfrentar o tubarão”, hoje, sob a denominação de narcotráfico e, também, de milicianos de plantão.</p>
<p>E segue a canção tratando de questões que vimos acontecer nas últimas semanas, notadamente, na mesma cidade do Rio de Janeiro, mas que reflete o que tem sido regra em todo o país, refém, para além da incompetência dos seus gestores públicos, de gente que subverte a ordem que o Estado deveria garantir, valendo-se de mecanismos que não fossem o extremo do derramamento de sangue, da carnificina e também da exposição mortal de agentes do Estado, também vítimas de um sistema carcomido pela corrupção, onde “o governador promete” e ele, o sistema, diz não.</p>
<p>Valendo-me da metodologia utilizada pelo médico, educador e sociólogo sergipano, Manoel Bomfim (1868-1932), entendo que a explicação para o que vimos nas últimas semanas pode ser encontrada em algumas de suas ideias, como na afirmação que segue:</p>
<blockquote><p>Eis o Estado: uma realidade à parte, em vez de ser um aparelho nascido da própria nacionalidade, fazendo corpo com ela, refletindo as suas tendências e interesses&#8230; um organismo que tem existência e faculdades próprias&#8230; apesar disto, mesmo formando uma realidade à parte, o Estado poderia aproximar-se da nação, se o regime seguido se inspirasse efetivamente nos interesses e necessidades naturais do país (América Latina: males de origem, 1903, p. 190)</p></blockquote>
<p>Quem está doente não é o paciente (o povo), necessariamente, mas o médico (o Estado). No afã de extirpar a doença (o narcotráfico, por exemplo), o médico põe em risco a saúde do paciente ou entende que todo ele está tomado por algum tipo de câncer incurável (como as milícias), submetendo-o a um tratamento que ao invés de evitar a doença, quer eliminar o tumor deixando sequelas ou mesmo adoecendo outras partes do corpo. É a tal história de jogar a água suja da bacia, junto com a criança; ou de matar o joio sem antes colher o trigo e cuidar que este germine e prospere, sem espaço para que o joio cresça e prejudique o terreno.</p>
<figure id="attachment_94791" aria-describedby="caption-attachment-94791" style="width: 355px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/claudio-castro.webp"><img decoding="async" class=" wp-image-94791" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/claudio-castro-300x179.webp" alt="Cláudio Castro" width="355" height="212" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/claudio-castro-300x179.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/claudio-castro-1024x613.webp 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/claudio-castro-768x459.webp 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/claudio-castro.webp 1170w" sizes="(max-width: 355px) 100vw, 355px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94791" class="wp-caption-text">Cláudio Castro, governador do Rio Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O governador Cláudio Castro, motivado, tão somente pela necessidade de se manter no sistema (uma vez terminado seu mandato de governador, almeja o Senado), empreendeu, no último dia 29 de outubro, uma “megaoperação” para tentar debelar o avanço do comando vermelho em áreas periféricas do Rio de Janeiro. O resultado “foi um sucesso”, para ele e para uma turma de extrema direita que defende o seu tipo de política pública (já demonstrada ineficiente em outras épocas, inclusive na presidência de Jair Bolsonaro). A morte de quatro policiais foi um “efeito colateral”, enquanto as outras mortes — leia-se nas entrelinhas —, foram consideradas necessárias.</p>
<p>Penso que, quando um Estado chega a este extremo apenas atesta a sua incompetência. Politicamente, era necessário repor a extrema direita na disputa política, pois há quem aplauda a morte de foras da lei como solução para os problemas de segurança pública, quando sabemos que não é a história demonstra isso. E nesse conjunto de absurdos, o maior deles foi um pequeno grupo de governadores, à revelia dos demais e, portanto, da nação, estabelecer a criação, entre eles, como a um “clube do bolinha”, de um “consórcio de paz”. Mais uma vez a ideia de paz para além de travestida, errônea e imoralmente utilizada para fins que não sejam os que sustentam a “cultura de paz”: “<em>um conjunto de valores, atitudes e comportamentos que rejeitam a violência em favor do diálogo, do respeito, da justiça e da solidariedade</em>”.</p>
<p>Embora a chamada “bem-sucedida” megaoperação de Cláudio Castro já esteja lhe rendendo politicamente, penso que a sociedade está diante de um dos maiores exemplos de falência do Estado, como preconizava estudiosos a exemplo de Manoel Bomfim. Com isso, não quero minimizar as ações nocivas de traficantes e milicianos no Rio e tampouco no Brasil. Antes, estas, se seguem ocorrendo e crescem é porque o Estado não dá conta e nem deu historicamente de atender aos reais interesses da sociedade, transformando-se num lugar de garantias de privilégios, enriquecimento ilícito e de desprezo às necessidades daqueles que ele mesmo ajudou a criar desde o início do século passado, inclusive os traficantes e os milicianos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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