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	<title>Arquivo para ensinamento - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 13 Sep 2026 04:00:33 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O aperto de mãos e o tríplice abraço fraterno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel Luiz Figueiroa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2026 09:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[aperto de mão]]></category>
		<category><![CDATA[cristão]]></category>
		<category><![CDATA[discurso]]></category>
		<category><![CDATA[ensinamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[maçons]]></category>
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		<category><![CDATA[reconciliação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Professor Manuel Luiz Figueiroa (*) &#160; Há momentos em que as palavras já não conseguem traduzir aquilo que o coração deseja dizer. Depois de uma divergência, de um mal-entendido ou de um período de afastamento, um simples gesto pode representar muito mais do que um longo discurso. O aperto de mãos é um desses &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-aperto-de-maos-e-o-triplice-abraco-fraterno/">O aperto de mãos e o tríplice abraço fraterno</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-aperto-de-maos-e-o-triplice-abraco-fraterno%2F&amp;linkname=O%20aperto%20de%20m%C3%A3os%20e%20o%20tr%C3%ADplice%20abra%C3%A7o%20fraterno" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-aperto-de-maos-e-o-triplice-abraco-fraterno%2F&amp;linkname=O%20aperto%20de%20m%C3%A3os%20e%20o%20tr%C3%ADplice%20abra%C3%A7o%20fraterno" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-aperto-de-maos-e-o-triplice-abraco-fraterno%2F&amp;linkname=O%20aperto%20de%20m%C3%A3os%20e%20o%20tr%C3%ADplice%20abra%C3%A7o%20fraterno" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-aperto-de-maos-e-o-triplice-abraco-fraterno%2F&amp;linkname=O%20aperto%20de%20m%C3%A3os%20e%20o%20tr%C3%ADplice%20abra%C3%A7o%20fraterno" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-aperto-de-maos-e-o-triplice-abraco-fraterno%2F&#038;title=O%20aperto%20de%20m%C3%A3os%20e%20o%20tr%C3%ADplice%20abra%C3%A7o%20fraterno" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-aperto-de-maos-e-o-triplice-abraco-fraterno/" data-a2a-title="O aperto de mãos e o tríplice abraço fraterno"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Professor Manuel Luiz Figueiroa (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á momentos em que as palavras já não conseguem traduzir aquilo que o coração deseja dizer. Depois de uma divergência, de um mal-entendido ou de um período de afastamento, um simples gesto pode representar muito mais do que um longo discurso.</p>
<p>O aperto de mãos é um desses gestos.</p>
<p>Quando duas pessoas que estiveram em lados opostos estendem as mãos e as unem, não estão necessariamente apagando o passado, mas demonstrando disposição para construir um novo caminho. É como se reconhecessem que a convivência é mais importante do que a disputa e que a paz pode ser mais valiosa do que ter razão.</p>
<h3>O ensinamento cristão</h3>
<p>Na tradição cristã, a reconciliação ocupa lugar central. Cristo ensina o amor ao próximo, o perdão e a busca pela paz. Em João 13:34-35, Jesus apresenta o amor mútuo como sinal distintivo de seus discípulos: <strong>“Amem uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar uns aos outros”</strong>.</p>
<p>Perdoar não significa necessariamente considerar correto aquilo que aconteceu. Significa não permitir que a mágoa, o ressentimento ou o desejo de vingança continuem dominando o coração.</p>
<p>A reconciliação é, portanto, uma expressão de amor, humildade e maturidade espiritual.</p>
<p>Nesse sentido, a mão estendida pode ser compreendida como um gesto cristão: não é a mão que acusa, cobra ou condena, mas a mão que oferece a possibilidade de paz.</p>
<h3>O aperto de mãos entre irmãos maçons</h3>
<p>Na tradição maçônica, o aperto de mãos possui uma dimensão simbólica de reconhecimento e fraternidade. Entre irmãos maçons, o aperto de mãos é sempre seguido do <strong>tríplice abraço fraterno</strong>, gesto que ultrapassa a simples formalidade e expressa a fraternidade que une aqueles que compartilham uma caminhada de aperfeiçoamento moral.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>O aperto de mãos aproxima.</p>
<p>O abraço envolve.</p>

			</div></div>
<p>E o abraço fraterno, repetido três vezes, acrescenta ao encontro uma dimensão simbólica ainda mais profunda.</p>
<p>É importante compreender essa passagem como uma expressão ritual e fraternal própria da tradição maçônica e não como uma regra universal em outras tradições esotéricas.</p>
<h3>O significado do tríplice abraço fraterno</h3>
<p>O primeiro abraço pode representar a <strong>reconciliação</strong>: dois irmãos que estavam afastados reconhecem que a fraternidade é maior do que a divergência.</p>
<p>O segundo pode representar o <strong>perdão</strong>: não necessariamente o esquecimento do ocorrido, mas a decisão consciente de não alimentar o ressentimento.</p>
<p>O terceiro pode representar o <strong>compromisso renovado de fraternidade</strong>: a disposição de seguir adiante, procurando preservar a união, o respeito e a harmonia.</p>
<p>Assim, o tríplice abraço pode ser contemplado como uma pequena caminhada espiritual: <strong>reconciliar, perdoar e reconstruir.</strong></p>
<p>Três movimentos que retiram o homem do terreno do conflito e o conduzem novamente ao terreno da fraternidade.</p>
<h3>A força simbólica do número três</h3>
<p>O número três possui expressiva presença tanto na tradição cristã quanto na simbologia maçônica. No Cristianismo, a referência à Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo — constitui um dos elementos fundamentais da fé cristã.</p>
<p>Na literatura simbólica maçônica, o ternário também ocupa lugar de destaque. José Castellani, em seus estudos sobre a simbologia maçônica, trata o número três como um número de especial importância simbólica.</p>
<p>Por isso, o tríplice abraço pode inspirar uma reflexão particularmente rica.</p>
<p><strong>Primeiro abraço: reconciliar.</strong></p>
<p><strong>Segundo abraço: perdoar.</strong></p>
<p><strong>Terceiro abraço: renovar a fraternidade.</strong></p>
<p>Essa interpretação não pretende estabelecer uma regra ritual, mas oferecer uma leitura moral e simbólica do gesto.</p>
<h3>A fraternidade acima das diferenças</h3>
<p>A verdadeira fraternidade não significa ausência de divergências.</p>
<p>Irmãos podem discordar. Podem interpretar de maneira diferente uma situação. Podem defender posições opostas. Podem até magoar-se.</p>
<p>Mas a fraternidade ensina que nenhuma divergência precisa necessariamente transformar-se em inimizade.</p>
<p>O verdadeiro desafio está em saber retornar ao caminho da harmonia.</p>
<p>É nesse momento que o aperto de mãos e o tríplice abraço fraterno assumem sua maior grandeza.</p>
<p>A mão que se estende vence o orgulho.</p>
<p>O abraço que aproxima vence a distância.</p>
<p>E o tríplice abraço reafirma que a fraternidade pode sobreviver às diferenças.</p>
<h3>Um gesto que fala ao coração</h3>
<p>Há abraços que são apenas manifestações de afeto.</p>
<p>Mas há outros que carregam uma história.</p>
<p>São aqueles em que duas pessoas, depois de enfrentarem divergências, silenciam o orgulho, vencem o ressentimento e decidem dar uma nova oportunidade à fraternidade.</p>
<p>Quando dois irmãos se abraçam fraternalmente, a mensagem silenciosa pode ser:</p>
<p><strong>“Eu o reconheço como irmão.”</strong></p>
<p><strong>“Nossa divergência não é maior do que nossa fraternidade.”</strong></p>
<p><strong>“Seguimos juntos, com respeito e espírito de união.”</strong></p>
<p>Para o cristão, a reconciliação lembra o ensinamento de Cristo sobre o amor, o perdão e a paz.</p>
<p>Para o maçom, a fraternidade recorda que todos são chamados ao aperfeiçoamento moral e à construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa.</p>
<p>Para qualquer ser humano, permanece uma lição universal:</p>
<p><strong>Nenhuma relação verdadeiramente importante deveria ser destruída pelo orgulho quando ainda existe espaço para o perdão.</strong></p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Que nossas mãos estejam sempre prontas para ajudar, que nossos braços estejam sempre abertos para acolher e que nossos corações estejam sempre preparados para perdoar.</p>
<p>Porque, às vezes, a reconciliação começa com um aperto de mãos.</p>
<p>Mas, entre irmãos, ela pode encontrar sua expressão mais profunda naquele gesto silencioso e eloquente do <strong>tríplice abraço fraterno</strong>.</p>
<p>Três abraços podem simbolizar três decisões interiores:</p>
<p><strong>reconciliar, perdoar e continuar irmãos.</strong></p>
<p>E talvez esteja justamente aí a maior beleza desse gesto: depois que as mãos se unem, os braços se fecham em torno do irmão, e aquilo que estava dividido encontra novamente o caminho da fraternidade.</p>
<p><strong>Três abraços. Um só sentimento: FRATERNIDADE.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> ____________________</strong></p>
<p><strong>Bibliografia </strong></p>
<p><strong>BÍBLIA SAGRADA.</strong> João 13:34-35 — o novo mandamento do amor e o amor como sinal distintivo dos discípulos de Cristo. A passagem sustenta a dimensão cristã da fraternidade e da reconciliação.</p>
<p><strong>BÍBLIA SAGRADA.</strong> Mateus 5:9 — “Bem-aventurados os pacificadores&#8230;”. Fundamenta a valorização cristã da paz e da conciliação.</p>
<p><strong>BÍBLIA SAGRADA.</strong> Mateus 5:23-24 — ensinamento de Jesus sobre a necessidade de reconciliação com o irmão.</p>
<p><strong>BÍBLIA SAGRADA.</strong> Colossenses 3:12-14 — exortação à compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência, perdão e amor.</p>
<p><strong>CASTELLANI, José.</strong> <em>A Maçonaria Moderna</em>. São Paulo: A Gazeta Maçônica, 1987.</p>
<p><strong>CASTELLANI, José.</strong> <em>Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom</em>. São Paulo: A Gazeta Maçônica.</p>
<p><strong>CASTELLANI, José.</strong> <em>O Rito Escocês Antigo e Aceito: História, Doutrina e Prática</em>. Londrina: A Trolha, 1988.</p>
<p><strong>CASTELLANI, José.</strong> <em>As Origens Históricas da Mística Maçônica</em>.</p>
<p><strong>BOUCHER, Jules.</strong> <em>A Simbólica Maçônica</em>. São Paulo: Pensamento.</p>
<p><strong>LEPAGE, Marius.</strong> <em>História e Doutrina da Franco-Maçonaria</em>. São Paulo: Pensamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Para Le Goff no seu centenário de nascimento</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/para-le-goff-no-seu-centenario-de-nascimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Aug 2024 18:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Fui apresentado à sua obra, ainda na Licenciatura em História, pela UFS, aprofundando-me em seus estudos no Mestrado em Educação, também por aquela instituição. Doravante, tornou-se uma das principais referências no exercício de minha profissão de professor do Ensino Superior, como também de Historiador. Medievalista por excelência, de &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">F</span>ui apresentado à sua obra, ainda na Licenciatura em História, pela UFS, aprofundando-me em seus estudos no Mestrado em Educação, também por aquela instituição. Doravante, tornou-se uma das principais referências no exercício de minha profissão de professor do Ensino Superior, como também de Historiador. Medievalista por excelência, de sua seara historiográfica e teórica, valho-me, de modo especial, dos conceitos de memória e identidade.</p>
<p>Jacques Le Goff nasceu em Toulon (França), no dia 1º de janeiro de 1924. Fez uma sólida formação, tendo sido estudante da École Normale Supérieure, da Universidade Carolina. Iniciou sua carreira docente nos anos 50, como professor de história da École Française de Rome e professor assistente na Faculté de Lille. A partir dos anos 60, enveredou, também, pela pesquisa histórica, tendo atuado em instituições muito importantes, a saber: o “Centro Nacional de Pesquisa Científica” e a “École pratique des hautes études” (sucedendo outro grande nome da historiografia internacional, Fernand Braudel).</p>
<p>Ganhou grande notoriedade para além da França, sobretudo com a publicação e tradução de seus livros, entre eles, destaco: &#8220;Os Intelectuais na Idade Média&#8221;, 1957; &#8220;Para um Novo Conceito da Idade Média&#8221;, 1977; &#8220;A Bolsa e a Vida&#8221;, 1986; “São Luís, Biografia&#8221;, 1996; “São Francisco de Assis&#8221;, 2001”; “O Deus da Idade Média&#8221;, 2003. Para além de seus projetos no campo da história do catolicismo e da hagiografia (vidas de Santos), fiz e ainda faço uso, sobretudo, da clássica obra “História e Memória”, 1988.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/capa-historia-e-memoria.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-79577 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/capa-historia-e-memoria-202x300.png" alt="" width="202" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/capa-historia-e-memoria-202x300.png 202w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/capa-historia-e-memoria.png 306w" sizes="(max-width: 202px) 100vw, 202px" /></a>“História e Memória” é um robusto e profundo estudo no campo da Teoria da História. No Brasil, uma de suas primeiras e importantes traduções é de 1990, pela editora da Unicamp, tendo ficado a cargo de Bernardo Leitão. Composto por dez capítulos, traz temas significativos para quem deseja se aventurar no campo da Ciência Histórica, tendo como interface o conceito de memória. Do conceito de História à discussão sobre calendário, faço uma observação especial aos itens “Passado/Presente”, “Memória” e “Documento/Monumento”, este último, leitura obrigatória para quem está iniciando um Curso de História em Nível Superior.</p>
<p>Das grandes lições de “Documento/Monumento”, uma, em especial se sobressai:</p>
<p style="text-align: right;"><span class="sigijh_hlt">(&#8230;) <u>o documento é uma coisa que fica</u>, que dura, e o testemunho, o ensinamento (para evocar a etimologia) que ele traz devem ser em primeiro lugar analisados, desmitificando-lhe o seu significado aparente. <strong>O documento é monumento</strong>. Resulta do esforço das sociedades históricas para impor ao futuro – voluntária ou involuntariamente – determinada imagem de si própria. (1990, p. 538)</span></p>
<p>Mas nada se compara à sua reflexão e ao seu ensinamento sobre a relação entre Memória e História. E nesse sentido, para além das discussões conceituais, da capacidade erudida e ao mesmo tempo didática que marcam as suas obras, no que diz respeito a este assunto de modo particular, a seguir uma daquelas frases que se tornam atemporais e muito apropriadas para nosso tempo:</p>
<p style="text-align: right;"><span class="sigijh_hlt">A memória, na qual cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir ao presente e ao futuro. Devemos trabalhar de forma que a memória coletiva sirva para a libertação e não para a servidão dos homens” (1990, p. 471).</span></p>
<p>Pelas considerações aqui expostas, ensaístas, é verdade, para o seu tamanho e de seu legado como professor e historiador, Le Goff entrou para a história como um dos grandes nomes da chamada “Nova História”, nascida no contexto de implantação da Escola dos Annales, fundada em 1929, por Lucien Febvre e Marc Bloch. Instituição da qual foi co-diretor nos anos 70. Sua perícia e habilidade com os estudos, pesquisa e produção editorial de História Medieval, participou da consultoria do filme “O Nome da Rosa” (1986), uma adaptação do romance de Umberto Eco.</p>
<p>Faleceu no dia 1º de abril de 2014, com 90 anos de idade, em Paris, deixando uma obra imortal, atual e importantíssima no meio acadêmico, colaborando sobremaneira para inúmeros estudos não somente no campo da História, mas também das Ciências Humanas e Sociais. Obrigado, Le Goff, para quem dedico este texto “au maître, avec amour”.</p>
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