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	<title>Arquivo para D&#039;Or - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>De escritos, frio e vinhos brancos – Ernest Hemingway em Paris</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/de-escritos-frio-e-vinhos-brancos-ernest-hemingway-em-paris/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Aug 2024 11:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; Enquanto eu comia as ostras com seu forte sabor do mar e seu gosto metálico que o vinho branco frio lavava, deixando apenas o gosto do mar e a textura suculenta, e enquanto eu bebia o líquido frio de cada concha e o regava com o sabor fresco do &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/de-escritos-frio-e-vinhos-brancos-ernest-hemingway-em-paris/">De escritos, frio e vinhos brancos – Ernest Hemingway em Paris</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fde-escritos-frio-e-vinhos-brancos-ernest-hemingway-em-paris%2F&amp;linkname=De%20escritos%2C%20frio%20e%20vinhos%20brancos%20%E2%80%93%20Ernest%20Hemingway%20em%20Paris" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fde-escritos-frio-e-vinhos-brancos-ernest-hemingway-em-paris%2F&amp;linkname=De%20escritos%2C%20frio%20e%20vinhos%20brancos%20%E2%80%93%20Ernest%20Hemingway%20em%20Paris" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fde-escritos-frio-e-vinhos-brancos-ernest-hemingway-em-paris%2F&amp;linkname=De%20escritos%2C%20frio%20e%20vinhos%20brancos%20%E2%80%93%20Ernest%20Hemingway%20em%20Paris" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fde-escritos-frio-e-vinhos-brancos-ernest-hemingway-em-paris%2F&amp;linkname=De%20escritos%2C%20frio%20e%20vinhos%20brancos%20%E2%80%93%20Ernest%20Hemingway%20em%20Paris" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fde-escritos-frio-e-vinhos-brancos-ernest-hemingway-em-paris%2F&#038;title=De%20escritos%2C%20frio%20e%20vinhos%20brancos%20%E2%80%93%20Ernest%20Hemingway%20em%20Paris" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/de-escritos-frio-e-vinhos-brancos-ernest-hemingway-em-paris/" data-a2a-title="De escritos, frio e vinhos brancos – Ernest Hemingway em Paris"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Enquanto eu comia as ostras com seu forte sabor do mar e seu gosto metálico que o vinho branco frio lavava, deixando apenas o gosto do mar e a textura suculenta, e enquanto eu bebia o líquido frio de cada concha e o regava com o sabor fresco do vinho, perdi a sensação de vazio e comecei a ficar feliz e a fazer planos.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Ernest Hemingway, Paris é Uma Festa</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">I</span>númeras vezes, e ainda há de ocorrer pelos tempos seguintes, enquanto tempo houver, refleti (termo excessivo) sobre o suicídio de Ernest Hemingway. Tendo lido seus livros, por vezes de maneira serena, por vezes de maneira um tanto sôfrega, compreendi perfeitamente seu gesto, percebi, sem alimentar dúvidas, sobre a decisão racional: alguém que tanto vivera a vida, não a viveria, doravante, em vão.</p>
<p>Minhas madrugadas, transcorridas ao baforar enquanto consumo um bom charuto, um bom fumo para cachimbo, um bom cigarro (este que, no meu caso, em nome da fidelidade, é o Dunhill Carlton Blend Box – Tobacco of London Ltd), indefectível taça de conhaque bem à mão, ouvindo The Sweet Remains cantando “Howling Wolf” (tratando-se de Hemingway, é o que, com certa frequência, gosto de ouvir – todo o álbum, na verdade).</p>
<p>E penso no gesto final, inegociável, intransferível, inadiável, não-retornável, de Hemingway.</p>
<p>Paradoxalmente, ou nem tanto, salto para minha coleção de elepês, cato “Sinfonia n. 2&#8243;, &#8220;da Ressurreição&#8221;, de Mahler. Sempre a ouço como se fosse a primeira vez. Ouço a soprano, Anja Harteros, creio, sua harmonia vocal melodiosa a lamentar: “O homem existe na maior necessidade, o homem existe na maior dor”. Eis, Hemingway, eis a verdade.</p>
<p>Mas, nestes momentos, sou sequestrado pelo jornalista, contista, romancista, cronista, bêbedo, sedutor Hemingway. Leva-me, a segurar com força meu braço, a Paris.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">E “Paris é uma Festa”.</span></p>
<p>Hemingway me olha fundo, nos olhos, hálito de charutos e vinhos baratos, e diz: “entre a necessidade e a dor há a vida. Vivamo-la!!!”</p>
<p>Ao escrever um artiguinho como o presente recorrendo ao fator Hemingway, sei que os mais atentos perceberão que empresto, querendo ou não, algo de valor às pobres sentenças. Pois o escritor é, ainda hoje, uma das figuras literárias mais icônicas, e isso não somente nos Estados Unidos.</p>
<p>Icônica e canônica, com os sedutores traços de bravura, ímpeto e vulnerabilidade.</p>
<p>Homens e mulheres, touros, tavernas, pardieiros, copos e garrafas criados à sua imagem e semelhança.</p>
<figure id="attachment_80079" aria-describedby="caption-attachment-80079" style="width: 336px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-22-at-15.36.21.jpeg"><img decoding="async" class=" wp-image-80079" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-22-at-15.36.21-300x265.jpeg" alt="" width="336" height="297" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-22-at-15.36.21-300x265.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-22-at-15.36.21.jpeg 679w" sizes="(max-width: 336px) 100vw, 336px" /></a><figcaption id="caption-attachment-80079" class="wp-caption-text">Uma das máquinas de escrever de Ernest Hemingway</figcaption></figure>
<p>Hemingway alçou o invejável status de grande mestre no campo literário e jornalístico. E sempre com a bebida presente como um aporte necessário, psicológico e intelectual. Vinho e uísque também foram e são seus personagens.</p>
<p>Jamais afirmarei, no entanto, que Hemingway foi único no que concerne à denominada técnica da focalização externa. Mas foi um cultor daquela &#8216;par excellence&#8217;. Suas descrições, sua intimidade e, ao mesmo tempo, seu distanciamento em relação ao relatado/descrito parece obedecer à estrutura narrativa de um roteiro cinematográfico.</p>
<p>Não admira ser &#8220;fácil&#8221; para roteiristas profissionais e diretores levarem adiante os filmes baseados na obra deste escritor.</p>
<p>Ernest Hemingway é certamente conhecido por sua relação com o vinho e o álcool em suas diversas possibilidades: qualquer um que tenha se aproximado da leitura de suas obras terá reconhecido nele uma paixão ou talvez algo mais. A vida de Hemingway foi um concentrado de experiências aventureiras nas quais viagens, escrita e vinho se entrelaçam, dando vida a um personagem que marcou a história da literatura mundial.</p>
<p>“Paris é uma festa”, não é, decerto, a representação máxima do talento literário de Ernest Hemingway. Mas é soberba e tocante. E caso se leia “O Sol Também se Levanta” depois da leitura de “Paris é uma Festa”, o primeiro revelar-se-á doloroso, desesperador ao extremo, ainda que Hemingway não tenha adotado o tom de autopiedade para o personagem principal. Nada disso.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Mas ainda estamos em clima de celebração. Paris!</span></p>
<p>Hemingway mudou-se para Paris com sua primeira esposa, Hadley, em 1921. O jovem casal morava em um apartamento na rue Cardinale Lemoine, no 5º arrondissement de Paris. O apartamento era minúsculo, sem água encanada e um banheiro que consistia em pouco mais do que um balde. Hemingway alugou outro espaço, na rue Descartes, 39, onde ele, isolado, escrevia.</p>
<p>O escritor e sua esposa foram para Paris por motivos, inclusive, profissionais. Hemingway conseguiu um emprego como correspondente estrangeiro para o The Toronto Star, jornal do Canadá. Ao longo da década de 1920, Hemingway cobriu a Guerra Greco-Turca para o Star. Durante este tempo, Hemingway passou a se relacionar com outros escritores e intelectuais, alguns americanos, que escolheram viver no bairro de Montparnasse, incluindo Gertrude Stein, F. Scott Fitzgerald e Ezra Pound.</p>
<p>Vale ressaltar que Hemingway, juntamente com os outros nomes que citei acima,  compartilhavam um estranho sentimento de desilusão diante da modernidade. Este posicionamento estético e espiritual fez com que Gertrude Stein os apelidasse de &#8220;A Geração Perdida&#8221;.</p>
<p>Publicado postumamente, em 1964, “Paris é uma Festa” continua sendo uma das obras mais lidas de Ernest Hemingway. Na verdade, posso até mesmo afirmar que é uma das mais cultivadas entre seletos grupos de leitores, e estes, em sua maioria, com idade acima dos cinquenta anos.</p>
<p>E, sim, esta coluna, estilo cariátide, este tão antigo e empoeirado quanto o meu, deve tratar de tecer as linhas da trama que reúnem literatura e vinho, afinal, “<strong>Se Comes, Tu Bebes</strong>”.</p>
<p>Conforme relato do grande biógrafo, crítico e estudioso da literatura americana Scott Donaldson, Hemingway, quando em espera pelo voo em algum aeroporto, começava a beber imediatamente Bourbon. Ao hospedar-se, mantinha dois baldes de gelo para manter os vinhos frios, pois o respectivo consumo poderia se dar a qualquer hora, inclusive de manhã cedo. Durante suas turnês, tinha ele à mão um pequeno cantil de prata, no qual dava longos goles.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">O ato de beber e o ato de escrever são duas referências intimamente entrelaçadas em Hemingway.</span></p>
<p>“Paris é uma Festa”: o início da obra traz o mau tempo. Chove, as ruas ficam alagadas e lamacentas. Havia o “Café des Amateurs”. Segundo o escritor: “Era um café triste e mal dirigido, onde os bêbedos das proximidades se apinhavam, e que eu evitava, devido ao cheiro a corpos sujos e ao azedo da embriaguez. Os homens e as mulheres que frequentavam o ‘Amateurs’ andavam permanentemente embriagados ou, pelo menos, sempre que tinham dinheiro para isso, e a maior parte das vezes faziam-no com vinho que compravam em garrafas de um ou de meio litro”.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-22-at-15.33.54.jpeg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-80081 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-22-at-15.33.54-300x300.jpeg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-22-at-15.33.54-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-22-at-15.33.54-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-22-at-15.33.54-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-22-at-15.33.54-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-22-at-15.33.54.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>O livro selecionado por mim para este artiguinho é, como já dito, “Paris é Uma Festa”. Todavia citarei uma passagem de “O Sol Também se Levanta”: “Entrei para jantar. Para a França, era uma grande refeição, mas após a Espanha a comida parecia distribuída com parcimônia. Pedi uma garrafa de vinho. Seria uma boa companhia. Um Château-Margaux. Era agradável beber lentamente, saborear o vinho, beber sozinho. Uma garrafa de vinho é uma boa companhia”.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Vinhos, vinhos e mais vinhos&#8230;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Então são os brancos, os preferidos de Hemingway. Bem, o cabra bebia de tudo. Mas demonstrou apreço pelos brancos, como, por exemplo, o riesling feito pela cave de Hunawihr na Alsácia. É um vinho frutado, com um sabor seco, fresco.</p>
<p>Eis um outro trecho de “Paris é uma festa” em que o encontro do vinho branco com os frutos do mar é descrito de uma forma encantadora: “Um dos melhores lugares para comer goujon era um restaurante ao ar livre, que ficava para as bandas de cima do rio no Bas Meudon, onde costumávamos ir quando dispúnhamos de dinheiro para um passeio fora do nosso bairro. Chamava-se ‘La Pêche Miraculeuse’ e tinha um vinho branco excelente mais ou menos semelhante ao Muscadet. Era um sítio que se diria arrancado a uma história de Maupassant, com uma vista para o rio semelhante às que Sisley pintou”.</p>
<p>Não poderia, sob pena de parecer descaso, deixar de informar, com maior ênfase, ao leitor, sobre o amor do escritor pelo Château-Margaux de Bordeaux. Hemingway o amava tanto que apelidou sua primeira neta, Margot Hemingway, de Margaux.</p>
<p>Quem leu e, talvez, releia Ernest Hemingway, tem ciência de que o universo de personagens e cenários elaborados pelo escritor é, em diversas situações descritas, enevoado, cruel&#8230; Noutras, não obstante recusar-se à pieguice, é possível perceber uma elegante verdade, um descrever anatômico da alma dos seus “heróis” e heroínas”. As aspas chamam atenção para a ironia.</p>
<p>Ernest Hemingway voltará a Paris com sua nova esposa, Pauline. Mas descobrirá que, apesar da cidade se manter altiva como uma “amante experiente”, ele mesmo não se sente mais seduzido como antes. Alguns eventos agravaram esse afastamento, essa rejeição, como, por exemplo, o suicídio de amigos, companheiros das farras e das conversas sobre arte, literatura, história e política. Os pintores estavam passando por maiores dificuldades, ainda, já que não vendiam nem as poucas quantidades de quadros como antes.</p>
<p>E uma guerra, a Segunda Grande Guerra, se avizinhava. Havia o medo, o horror, pois, a Europa já havia experimentado um apocalipse entre 1914 e 1918. Nem todas as feridas haviam cicatrizado.</p>
<p>As bebidas, incluindo, evidentemente, o vinho, ajudavam um pouco a Hemingway no suportar a nova e terrível situação.</p>
<p>Hemingway reagia e resistia à sua maneira: mantinha uma voracidade extranatural, ao cultuar o comer, o beber, o brigar, o desafiar a morte.</p>
<p>Santé!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Pés Sem Dor inaugura, amanhã, em Aracaju, sua 81ª loja</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/pes-sem-dor-inaugura-amanha-em-aracaju-sua-81a-loja/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2024 14:59:48 +0000</pubDate>
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		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=77051</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Em 2009, a Pés Sem Dor foi fundada por Thomas A. Case, empresário norte-americano e naturalizado brasileiro conhecido por ser também fundador da empresa de recrutamento Catho, vendida por ele em 2006. Ele já estava aposentado aos 68 quando sofria com dores nos pés e teve a ideia de investir em uma solução inovadora. &#8230;</p>
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<p>Em 2009, a Pés Sem Dor foi fundada por Thomas A. Case, empresário norte-americano e naturalizado brasileiro conhecido por ser também fundador da empresa de recrutamento Catho, vendida por ele em 2006. Ele já estava aposentado aos 68 quando sofria com dores nos pés e teve a ideia de investir em uma solução inovadora.</p>
<p>Somando mais de 220 mil pessoas que tiveram suas dores resolvidas em mais de 14 anos de história, a Pés Sem Dor oferece uma solução única com <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://click.cse360.com.br/Click/AddCampaignEmailClick/c35f3d63-a1be-40f7-67aa-08dc6614ea4d/https%253a%252f%252fwww.pessemdor.com.br%252fpalmilhas%252f/c6ed0413-4bf1-4d34-b29e-08f4698d92fa/antoniogarciajornalista@gmail.com/True">palmilhas</a> </span></strong>e calçados fabricados 100% sob medida, sendo considerada, portanto, a maior empresa a América Latina no ramo. A empresa é pioneira no Brasil no investimento em impressoras 3D, utilizadas na fabricação de seus produtos sob medida, permitindo que tenham uma precisão exata para todo cliente.</p>
<p>Pessoas com todo tipo de dores nos membros inferiores do corpo, sendo pés, tornozelos e joelhos, até dores na coluna e quadris, podem ser atendidas gratuitamente por especialistas em uma avaliação exclusiva. Esta avaliação permite um diagnóstico preciso do motivo das dores e o melhor tratamento com cada caso, incluindo testes com baropodometria e dois scanners 3D.</p>
<p>Portanto, pessoas em Aracaju que sofrem com todo tipo de dores nos pés e pernas, diferença de membros e deformidades; e outras patologias gerais como joanetes, bunionettes, tendinite patelar, pisadas desalinhadas, tornozelos e joelhos tombados, pés chatos ou cavos, fascite plantar e esporão de calcâneo, podem agora agendar gratuitamente na mais nova unidade Pés Sem Dor exclusiva da região.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><strong>Confira o endereço abaixo:</strong></p>
<p>Pés Sem Dor &#8211; Aracajú FR-ACJ</p>
<p>Endereço: Av. Deputado Sílvio Teixeira, 1300 &#8211; Galeria Carlos Cunha &#8211; Sala 10 – Jardins, Aracaju/SE, CEP 49025-100</p>
<p>Ponto de referência: Ao lado da loja Amazon Decor, próximo ao posto Sinhazinha</p>
<p>Telefone e WhatsApp: (79) 98884-8896</p>
<p>E-mail: <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="mailto:aracaju@psdbrasil.com.br">aracaju@psdbrasil.com.br</a></span></strong></p>
<p>Site para agendamentos: <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://click.cse360.com.br/Click/AddCampaignEmailClick/c35f3d63-a1be-40f7-67aa-08dc6614ea4d/https%253a%252f%252fpessemdor.com.br%252fagendamento%252f/c6ed0413-4bf1-4d34-b29e-08f4698d92fa/antoniogarciajornalista@gmail.com/True">https://pessemdor.com.br/agendamento/</a></span></strong></p>
<p><span class="sigijh_hlt">ABERTURA: 30/04/2024</span></p>

			</div></div>
<p><strong>Sobre a Pés Sem Dor:</strong></p>
<p>A Pés Sem Dor é a maior empresa brasileira especializada em palmilhas e sapatos ortopédicas sob medida. A Pés Sem Dor espera transformar vidas em Aracajú, destacando seu compromisso com a qualidade e inovação, utilizando tecnologia 3D para criar soluções para as dores nos pés e tornozelos.</p>
<p>Para mais informações, contate a central de atendimento no telefone 4003-8883, e-mail <strong><span style="color: #003300;"><a style="color: #003300;" href="mailto:atendimento@psdbrasil.com.br">atendimento@psdbrasil.com.br</a></span></strong>, ou visite o site <a href="https://click.cse360.com.br/Click/AddCampaignEmailClick/c35f3d63-a1be-40f7-67aa-08dc6614ea4d/http%253a%252f%252fwww.pessemdor.com.br/c6ed0413-4bf1-4d34-b29e-08f4698d92fa/antoniogarciajornalista@gmail.com/True"><strong><span style="color: #008000;">w</span><span style="color: #008000;">ww.pessemdor.com.br</span></strong></a><strong><span style="color: #008000;">.</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O filho de um Deus apaixonado</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-filho-de-um-deus-apaixonado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2024 17:23:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[amar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Os textos desta semana e da próxima são resultado da leitura e da reflexão que fiz nas últimas semanas do livro “Transformando dor em amor”, do abade Desiré Pìnnard (1806-1854), traduzido para o português pelo padre Silva e organizado e publicado pelo Instituto Hesed, como guia para um &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span>s textos desta semana e da próxima são resultado da leitura e da reflexão que fiz nas últimas semanas do livro “Transformando dor em amor”, do abade Desiré Pìnnard (1806-1854), traduzido para o português pelo padre Silva e organizado e publicado pelo Instituto Hesed, como guia para um retiro quaresmal em 2024. <span class="sigijh_hlt">A obra foi um presente do meu amigo, o artista floral Aristides Libório, de Lagarto, proprietário da Floricultura Flores e Festas, no dia 23 de janeiro do corrente ano.</span></p>
<p>A primeira edição, em francês, foi publicada em 1842, em Tournay, inspirada no pensamento de Santo Afonso de Ligório (1696-1787). Afora, também, o fato de estar fundamenta nas Sagradas Escrituras do Cristianismo e também nas vidas e testemunhos de diversos santos, a exemplo de Agostinho e Bernardo, sem deixar de falar em Santa Maria Madalena.</p>
<p>Trata-se, pois, de um convite a pensar as chagas e de Jesus Cristo em seu martírio voluntário como um lugar onde se encerra uma grande virtude, capaz de operar milagres até mesmo nos corações e mentes mais céticas, duras e de “espíritos frios” (p. 17). Na perspectiva daqueles que querem “morrer santamente”, um chamado a serem melhores, progredindo no amor a Cristo, tendo a dor e o trato com ela como a determinação para amar plenamente.</p>
<p>Vencer a si mesmo, buscar a santidade, redimir-se da desgraça do pecado original e abrir-se às portas do Céu. E, nesse sentido, Deus se revela apaixonado por sua criatura, a mais ingrata e vil de todas, tendo seu próprio filho como um cordeiro expiador, que purga nossas ignomínias. É um amor sem limites, “um presente precioso” (p. 31), um “amor excessivo” (p. 39), um amor pago com amor, sem reservas, que se entrega por inteiro, verdadeiramente humilde, e até mesmo louco.</p>
<p>Ora, o que é homem para Deus vir a morrer por ele? Eis aí a pergunta central do livro que nos provocar a entender esta PAIXÃO. Uma morte que, paradoxalmente, “restitui a vida” (p. 50), uma morte que nos resgata, “uma morte santa e abençoada” (p. 53).</p>
<p>O livro, a cada capítulo (44, divididos em sete partes – sete foram as grandes chagas de Cristo), sugere inspiradas “resoluções práticas”, acompanhadas de fervorosas orações. São ensinamentos não somente para os consagrados ou engajados na vida da Igreja, mas para todos sem exceção. Se aqui ou ali repousa uma certa radicalidade, posto que o amor verdadeiro é em si radical, também reside a liberdade de amar e de ser amado pelo AMADO.</p>
<p>Em síntese, são ensinamentos e orientações que se seguidas ao menos em parte, por si só já garantem uma paz de espírito e apontam caminhos para a SANTIDADE. Mas, porque sermos santos, mesmo?</p>
<p>Via de regra, ser santo é corresponder a um amor que se revelou numa sentença de morte: A CRUZ. Uma das mais humilhantes ao longo de toda a história da humanidade. Ser um santo é a nossa essência, perdida lá atrás, há muitos anos, quando a raça humana abriu mão, por livre e espontânea vontade, da graça da Criação. Entretanto, quem disse que o que é criado se basta? Tanto é fato que morremos, às vezes das formas mais cruéis ou irônicas, ricos e submersos em feridas de todo tipo, externas (purulentas) e internas (“sepulcro caiados&#8221;).</p>
<p>Ser do mundo sem a ele pertencer. Estar no mundo sem por ele ser dominado. Nada trazemos quando nascemos, nada levamos quando morremos, nos lembra a sabedoria popular. Se caixão não tem gavetas e túmulos, cofres, por que nos apegarmos ao material? Aprender a fazer uso das coisas sem ser delas, escravos e adoradores, dominados. Isto posto, agrada mais a Deus “os sinceros desejos” (p. 65), termos “sede de perfeição” (p. 68) e “amar uma vida discreta” (p. 99).</p>
<p>Para além de um grande orador e Mestre e até mesmo um exímio pedagogo e educador, Jesus no presente livro é nos apresentado um sujeito apaixonado, que ama e nos deixa “lições admiráveis” (p. 104), de simplicidade e inocência e também de obediência, não necessariamente de subserviência (p. 113). Caminhos que são estranhos e até mesmo impossíveis para o nosso tempo, dilacerado e contaminado, para não dizer podre, pela ganância, soberba, egoísmo, ódio, relativismo e cristianismo oportunista, devassidão, injustiças sociais, misoginia, orgulho, vaidade: “as paixões lhe cegam” (p. 117), lembra-nos o autor.</p>
<p>São inúmeras as doenças da alma sobre as quais Deus, por meio de Jesus Cristo, anseia o nosso aceite: “sempre pronto a curar nossos males” (p. 123). Por amor a nós, Ele se permitiu ser humilhado (p. 139). Eis a razão que nos ajuda a entender o que os cristãos chamam de “Semana Santa”.  Não se trata, portanto, de uma celebração macabra de um “Deus morto” das formas mais vis, mais uma história de amor e de salvação que tem como <em>gran finale</em> o termo que separa a entrada triunfal em Jerusalém no Domingo de Ramos aos primeiros raios de sol do Domingo da Ressurreição.</p>
<p>Fazendo-se um “Mestre bondoso” (p. 142), Ele nos aponta o caminho da mortificação; seu ardente desejo de sofrer por nós (p. 149), sua “resignação à vontade de Deus” (p. 162), sua doçura, sua humildade singular e exemplar, sua paz em seu coração, sua confiança em Deus, seu silêncio inquietante, desconcertante e ensurdecedor, sobretudo diante daqueles que o blasfemaram, maltrataram, acusaram, torturaram, condenaram e mataram. Que Deus é esse, afinal?! Que filho é este?! Se não a mais sublimes manifestação de AMOR? O amor propriamente dito e concebido, sem o qual não a conceituação que possa dar conta de explicar.</p>
<p>Sem sombras de dúvidas, um amor louco, se visto a partir da lógica humana, a tal ponto de Jesus Cristo permitir e, por tabela, o PAI, “que suas carnes fossem dilaceradas por causa de nossos pecados” (p. 188). Ora, pois, adverte-nos o abade Pinnard: “Se assim tratam o Cordeiro Inocente, o que será do culpado?” (p. 201).</p>
<p>Ao nível das considerações finais, vale destacar que o autor da presente obra se dirige a Teótimo, certamente um aprendiz, um noviço ou candidato à vida religiosa e recluso em muros, trabalho e orações. Alguém que, como nós, tem sede de conhecer a Deus e ao seu amor. Nesse sentido, pode-se dizer, que Teótimo somos nós.</p>
<p>Por fim, no abandono ou sensação de abandono na Cruz, Cristo experimentou o limite da nossa humanidade, teve sede e consumou o amor de Deus no lenho da cruz, vertendo seu próprio e precioso sangue, sob as hostes do Império Romano e as vaidades dos religiosos de sua época. Amando-nos até o fim, venceu a morte da forma mais improvável, realizado a plena vontade do Pai, que é a de amor por suas criaturas, além de todos os limites possíveis: “uma morte por amor a nós” (p. 294).</p>
<p>A obra por si só é importante porque nos aponta caminhos, roteiros e planos que tornam a vida uma dádiva que não se basta. Que colabora, sobremaneira, para compreendermos alguns mistérios, dilemas e males de nosso tempo, como a depressão e ansiedade. É um tratado de amor de um Deus que para além de querer ser adorado, quer ser amado, recorda São Francisco.</p>
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		<title>Instantes</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/instantes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Jul 2022 14:11:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No adiantado da hora de sábado, ele me liga por chamada de vídeo, e com uma taça de vinho na mão me parabenizou por uma mensagem que lhe havia enviado. A mensagem era da livraria AMEI, onde dias antes havia lançado o livro “Das muletas fiz asas”, comunicava que o livro estava em primeiro lugar &#8230;</p>
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<p>No adiantado da hora de sábado, ele me liga por chamada de vídeo, e com uma taça de vinho na mão me parabenizou por uma mensagem que lhe havia enviado. A mensagem era da livraria AMEI, onde dias antes havia lançado o livro “Das muletas fiz asas”, comunicava que o livro estava em primeiro lugar em vendas no mês de junho. Como é bom ser prestigiado, ter o carinho e o respeito dos amigos. Ele já havia lançado o livro “Fogueira aquática” no mesmo local. Agora queria falar, desabafar, perguntou se eu não iria tomar uma taça de vinho para acompanhá-lo. Disse que não, havia positivado para a Covid, ao que ele riu e me disse: “Deixa de tolice, já tive Covid e curei com vinho”.</p>
<p>Falamos de outras coisas, até ele falar da filha Tamires, em tratamento de um câncer. Disse que havia saído com ela do hospital na tarde daquele dia, chorou.</p>
<p>“Não aguento ver tamanho sofrimento em uma pessoa que amo tanto”.</p>
<p>Falou da luta que a filha travava contra o mal que consumia seu corpo, chorou novamente. Eu, falante, emudeci, só ouvia. Falou da dor de um pai acompanhar o sofrimento dilacerante de sua menina. Disse que tinha fé, que iria vê-la criar os dois filhos, que ela iria casar os filhos, assim como ele que passou por um doloroso problema de saúde; se recuperou e levou ao altar para casar suas duas princesas. O amor de pai transbordando diante do sofrimento da filha.</p>
<p>“Mas ela vai ficar curada, em nome de Jesus”, disse-me ele, ao que completei, “Com fé em Deus”. Nos despedimos, roguei ao bom e misericordioso Deus que restabelecesse a saúde de Tamires. No dia seguinte ele embarcaria para Cuiabá, para compromissos profissionais. Orgulhoso, me falou do reconhecimento do seu trabalho, falou-me dos cursos e palestras que ministra por esse imenso Brasil. Parabenizei-o pelas conquistas e pelo belo nome construído como Engenheiro Agrônomo, orgulho por ser seu contemporâneo de faculdade na Escola de Agronomia da UEMA. Chorou mais um pouco, suspirou fundo, “Não está sendo fácil. Muito difícil ver uma filha, uma pessoa que a gente ama em uma situação dessa”. Fiquei com cada expressão dele registrado na retina.</p>
<p>No silêncio da noite, pensei no sofrimento sobre-humano daquele pai, orei, elevei meus pensamentos a Deus pedindo que ele acalentasse seu coração.</p>
<p>Na manhã de quinta-feira, 14 de julho, recebi a mensagem do amigo Nataniel Diniz Nogueira comunicando o que tanto temíamos, que sua filha partira às 9h. Sua guerreira Tamires, que lutara bravamente, fora tragada pela libitina. O que dizer para um pai em uma hora dessa? Quais palavras devem ser ditas para confortar o coração em pedaços de um pai amoroso? Sou limitado diante do sofrimento.</p>
<p>Nunca estamos preparados para perder pessoas que amamos, mesmo sabendo que somos seres transitórios, que estamos aqui de passagem. Tudo é tão forte, tão avassalador. A vida é um somatório de instantes, que findam. Todos temos prazo de validade. Chegamos aqui, sabendo que vamos partir um dia.</p>
<p>O que falar para um amigo, nesta hora de dor, quando a ordem natural das coisas é invertida?</p>
<p>Como gostaria de estar ao lado de vocês sem dizer nada, me faltam palavras, somente para poder abraçá-los, poder ouvi-los, poder senti-los.</p>
<p>Recentemente partiu Raul, amigo dos meus filhos, Rodrigo e Frederico. Como estava fora do Maranhão, não compareci às despedidas. Um mês depois fui visitar a mãe e o padrasto, já que Raul era órfão de pai. Ouvir aquela mãe falar do filho Raul, que partira com a mesma idade e com a mesma enfermidade de Tamires, foi muito doloroso. Todo o amor de mãe era expressado entre lágrimas e também sorrisos, pois as lembranças eram fortes, mas também engraçadas.</p>
<p>“Pedi tanto a Deus que não levasse meu filho, queria somente mais um minuto para abraçar seu corpo frágil, mas Deus não quis, e levou Raul para perto dele”, me contou a mãe.</p>
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<p>“É da semente do amor que floresce a saudade&#8230;</p>
<p>É da colheita do fruto que surge algo que chamamos de laços.</p>
<p>E é quando a vida os desata que chamamos de perdas.</p>
<p>Perdas irreparáveis.</p>
<p>Perdas que não têm nome.</p>
<p>Dor que dói só de pensar.</p>
<p>Dor que um dia ouvi ser equiparada a um parto inverso.</p>
<p>Devolver o filho(a). Sem ao menos nos perguntar se damos essa permissão.</p>
<p>Lágrima que não sai. Choro que nos falta o ar&#8230;&#8221;  Walter Hassin.</p>

			</div></div>
<p>Queridos amigos-irmãos Nataniel e Jesas, nesta hora em que o amor atende pelo nome de saudades, que são muitas, é hora de se alimentar da fé no Deus Vivo, e buscar conforto e resignação em Deus para acalmar mentes e corações.</p>
<p>Tamires foi um anjo de luz, fugaz, veio para perfumar e embelezar seu entorno, cumpriu sua missão terrena, brilhou, alegrou, frutificou, deixou duas lindas sementes, Murilo e Aurora, e partiu. Foram instantes únicos, especiais e inesquecíveis, que ficarão para sempre nos corações e mentes dos que a amam.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“Não sei&#8230; se a vida é curta ou longa demais,</p>
<p>mas sei que nada do que vivemos tem sentido,</p>
<p>se não tocarmos o coração das pessoas.</p>
<p>Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve,</p>
<p>palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia,</p>
<p>lágrima que corre, olhar que sacia, amor que promove.</p>
<p>E isso não é coisa de outro mundo: é o que dá sentido à vida.</p>
<p>É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais,</p>
<p>mas que seja intensa, verdadeira e pura&#8230;enquanto durar”, Cora Coralina.</p>

			</div></div>
<p>“A arte existe porque a vida não basta”, Ferreira Gullar.</p>
<p>Cito o poeta maranhense e uma poetisa goiana para falar de amor, na tentativa de amenizar a dor da perda, a brutalidade da morte, ainda mais quando essa perda é de uma pessoa muito jovem, com uma vida inteira pela frente, com sonhos, projetos, planos que não mais se realizarão.</p>
<p>Caro leitor, amiga leitora, observe com atenção a fotografia que ilustra essa crônica, é o retrato de uma família feliz, sorridente; registra um momento de felicidade. Somos instantes, e em instantes não somos mais nada. Tudo passa.</p>
<p>A vida é um conjunto de incoerências, de idiossincrasias, de mistérios, de muitas perguntas sem respostas. De onde viemos, por que viemos? Para onde vamos? Quando vamos? Mistérios indecifráveis. Mesmo sabendo que estamos por aqui de passagem, que somos seres de transição, nunca estamos preparados para partir; e outros menos ainda, os que por aqui ficam com o gosto amargo da saudade.</p>
<p>Saudade é o amor acompanhado, quando o amor não foi embora&#8230;</p>
<p>Saudade é um vazio, uma dor avassaladora&#8230;</p>
<p>Saudade é amar o passado que ainda não passou, e certamente, nunca passará&#8230;</p>
<p>É recusar um presente que nos machuca, e não vê o futuro que nos convida a seguir em frente porque o tempo, que nos governa, não para&#8230;</p>
<p>Saudade é sentir o que existe e o que não existe mais, mas faz parte de nós&#8230;</p>
<p>Saudade é a tristeza da perda, a dor do que ficou para trás&#8230;</p>
<p>Saudade é o gosto amargo e indigesto da morte na boca dos que continuam&#8230;</p>
<p>Saudade dói, saudade maltrata, saudade dilacera, saudade também nos alimenta, por que o pior dos sentimentos é não sentir saudade.</p>
<p>Posso dizer com conhecimento de causa, o tempo passa, as coisas se acomodam, coisas novas surgirão, muitas deixarão de existir, mas a saudade não acabará jamais. Saudade&#8230; é o amor que fica.</p>
<p>Agora é hora de acolhimento, de nutrir o amor e ensinar aos filhos Murilo e Aurora que a mãezinha deles virou estrela cadente, foi brilhar no céu. O amor dessa família será imensamente multiplicado para suprir essa perda.</p>
<p>Vocês só puderam privar da companhia de Tamires por 34 anos, pouco tempo, mas suficiente para deixar marcas indeléveis que jamais se apagarão. A caminhada de Tamires foi curta, mas não foi pequena.</p>
<p>Meus sentimentos e respeito aos pais Nataniel e Jesua, ao companheiro de jornada e eterno namorado Ricardo, aos filhos Murilo e Aurora, à irmã Natália, ao cunhado Wallison, às sobrinhas Cecília e Clara, vocês foram o céu e a paz de Tamires na terra; o melhor, o mais belo, florido e perfumado jardim que ela poderia ter por aqui. O amor e a união de vocês são contagiantes. Em um mundo tão carente de amor, vocês são exemplos de que o amor nos salva, nos redime, nos renova.</p>
<p>Citando Santo Agostinho, me despeço, “Aqueles que nos deixaram não estão ausentes; são invisíveis, têm seus olhos repletos de glória fixos em nossos repletos de lágrimas.” Fiquem com Deus, fraternal abraço.</p>
<p>__________</p>
<p>(*)<strong> Luiz Thadeu Nunes e Silva</strong> é engenheiro agrônomo, palestrante, cronista e viajante: o sul-americano mais viajado do mundo com mobilidade reduzida, visitou 143 países em todos os continentes e autor do  livro “Das muletas fiz asas”.</p>
<style></style><div class="wplp_outside wplp_widget_46433" style="max-width:100%;"><span class="wpcu_block_title">Últimas do Lá vem história</span><div id="wplp_widget_46433" class="wplp_widget_default wplp_container vertical swiper wplp-swiper default cols3" data-theme="default" data-post="46433" style="" data-max-elts="10" data-per-page="3"><div class="wplp_listposts swiper-wrapper" id="default_46433" style="width: 100%;" ><div class="swiper-slide" style=""><div class="insideframe"><div id="wplp_box_top_46433_99182" class="wpcu-front-box top equalHeightImg" ><div class="wplp-box-item"><a href="https://www.sosergipe.com.br/entardecer-em-seattle/"  class="thumbnail"><span class="img_cropper" style="margin-right:4px;margin-bottom:4px;margin-left:4px;max-width:100%;"><img decoding="async" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/thadeu-em-seattle.png" style="aspect-ratio:4/3;" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/thadeu-em-seattle.png 1538w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/thadeu-em-seattle-300x199.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/thadeu-em-seattle-1024x680.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/thadeu-em-seattle-768x510.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/thadeu-em-seattle-1536x1021.png 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/thadeu-em-seattle-310x205.png 310w" alt="Entardecer em Seattle" class="wplp_thumb" /></span></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/entardecer-em-seattle/"  class="title">Entardecer em Seattle</a></div></div><div id="wplp_box_left_46433_99182" class="wpcu-front-box left wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_right_46433_99182" class="wpcu-front-box right wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_bottom_46433_99182" class="wpcu-front-box bottom " ><div class="wplp-box-item"><span class="custom_fields">
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		<title>Pulsão de Morte: festas como desencadeantes da dor</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/pulsao-de-morte-festas-como-desencadeantes-da-dor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Petruska Menezes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2021 11:23:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A pulsão de morte foi o nome dado por Freud para nossos instintos (ou pulsões, dependendo da tradução e da interpretação da obra do autor) voltados para a cessação de dor, tensão e busca pelo prazer. Esse prazer é algo que não segue a ordem natural das coisas e tenta driblar a pulsão (ou instinto) &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">A <em>pulsão de morte</em> foi o nome dado por Freud para nossos instintos (ou pulsões, dependendo da tradução e da interpretação da obra do autor) voltados para a cessação de dor, tensão e busca pelo prazer. Esse prazer é algo que não segue a ordem natural das coisas e tenta driblar a pulsão (ou instinto) que promove a vida. Ele é ligado à destrutividade, diferente da agressividade, tão importante para a defesa da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">A pandemia trouxe para o eixo das discussões psicanalíticas as questões ligadas às pulsões de morte. Estamos com as Unidades de Saúde sobrecarregadas, e os profissionais exaustos. A pandemia do novo coronavírus é um termômetro mortal para avaliar o quanto somos capazes de cuidar dos outros e de nós mesmos. O vírus, que é transmitido pelo contato humano, não vacila em qualquer ambiente. Isso fez com que voltássemos a pensar como uma sociedade pode extravasar suas tensões, por meio da interação grupal.</p>
<p style="text-align: justify;">Não temos como não associar as atuais festas clandestinas, potencializadoras do adoecimento em massa por COVID-19, das festas do “Clube do Carimbo”, relatadas pelo programa <em>Fantástico</em>, Jornal <em>O Globo</em> e <em>Estadão,</em> em 2015. Nessas festas, os organizadores liberavam um jovem com HIV positivo em encontros animados, promovidos para a prática de sexo <em>bareback</em> (sem o uso de preservativo) ou com camisinhas furadas propositalmente pela organização, sem o conhecimento dos participantes. O jornalista Leonardo Filomeno, do <em>site </em><u>www.manualdo</u> <u>homemmoderno</u>, afirma que a brincadeira era como de roleta-russa, baseada na falsa crença de que se todos tivessem a doença, ela deixaria de ser um problema.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal ação é considerada crime de contágio de moléstia grave e pode dar pena de três meses a um ano de prisão. O <em>site</em> <u>ricmais.com.br</u> informou que foi feita uma ação chamada de “Operação Antivírus” com o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro e apreensão na Grande São Paulo e no interior do estado, para prender a quadrilha que promovia tais festas.</p>
<p style="text-align: justify;">Passados seis anos daquelas festas letais, agora, de uma forma não muito diferente, mas aparentemente, apenas aparentemente, menos intencional, encontramos pessoas organizando festas durante a pandemia, cujos responsáveis prometem evitar o contágio do vírus com testagem prévia dos participantes. Esses cuidados, quando acontecem, não são suficientes para evitar a contaminação. E, em uma festa com bebidas alcoólicas e muitas vezes substâncias ilícitas, a fuga da realidade é predominante. Há um rebaixamento do superego, parte do aparelho psíquico que auxilia na responsabilidade, controle e bom senso junto com o ego e, como consequência, a crença dos riscos e limites do mundo são diminuídos ou menosprezados.</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">Diferentemente do “Clube do Carimbo”, de 2015, em que a contaminação ocorria para alguns dos membros, as festas atuais fornecem as “lembrancinhas” que vão para casa com os participantes e podem infectar e matar uma família inteira. Vemos que os idosos e as pessoas com comorbidades são as mais atingidas. Mesmo estando em casa, podem se contaminar se os próprios membros da família não se cuidarem. E ainda, as novas variantes do vírus, além de mais letais, contaminam pessoas cada vez mais jovens e até crianças. Então, não é em vão pensar que nunca o cuidado com o outro e consigo esteve tão à prova, e a pulsão de morte latente em todos nós se tornando vívida. Acreditar que, principalmente, um jovem adulto ignora todos os cuidados de saúde por sua própria escolha ou pela dificuldade de lidar com as limitações do “enclausuramento” e pela essencial necessidade de ter de desenvolver recursos para aprender a viver mais consigo e com os seus, tendo um pouco de empatia, está na ordem do dia. É a prioridade entre tantas prioridades para conter a doença. Ao invés de “para fora”, “para o mundo” é preciso pensar que, na luta interna de cada um, a pulsão de morte está se tornando mais presente e se não deslocada para um trabalho conjunto com a pulsão de vida e em harmonia, pode levar concretamente muito mais pessoas ao óbito, como se não bastassem as mais de 4 mil mortes por dia no País.</p>

			</div></div>
<p style="text-align: justify;">Portanto, festas do “Carimbo” e/ou festas clandestinas, que sempre promovem aglomerações, são nódulos que mostram o adoecimento de uma parcela importante da população e nós, profissionais da saúde mental, não podemos nos inibir de apontar esses problemas como sintomas sociais. Faz-se necessário preparar e cuidar da população por inteiro e, neste momento, a saúde mental precisa ser estimulada para que situações que coloquem pessoas em risco e aflorem desenfreadamente pulsões de morte possam ser evitadas em prol de um futuro melhor para todas as pessoas. Somente focando juntos neste mesmo objetivo conseguiremos superar mais esse desafio. Não há saída individual.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(*)</strong> Profa. Esp. <span class="il">Petruska</span> Passos Menezes é psicóloga e psicanalista, integrante do Círculo Psicanalítico de Sergipe, tem MBA em Gestão e Políticas Públicas pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), Gestão Estratégica de Pessoas (pela Fanese), Neuropsicologia (pela Unit) e <b>em curso</b> Gestão Empresarial pela FGV.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva da autora.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Verdades vazias, cegueiras e mortes: as conflagrações retalhadas em Mosaico de Rancores, de Márcia Barbieri</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/verdades-vazias-cegueiras-e-mortes-as-conflagracoes-retalhadas-em-mosaico-de-rancores-de-marcia-barbieri/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2020 10:47:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>                                                                                               “Tento mergulhar, os olhos me impedem”.     &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;"><em>                                                                                               “Tento mergulhar, os olhos me impedem”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>                                                                                                              (Malu, em Mosaico de Rancores)</em></p>
<p style="text-align: justify;">A literatura é uma espécie de ferida, cuja dor é sentida na pele pelo sujeito-leitor, um dos principais elementos de ativação dos sentidos das palavras. Chagas invadem os olhos de quem ousa ler as páginas de um bom livro. É assim, simplesmente. Do bem e do mal, para aquém ou para além, uma força nada qualquer. Para sempre, nódoas ficarão. Na alma, nos olhos. Literatura. Arrebol de sangue e pulso. Víveres. E a literatura de Márcia Barbieri, mais especificamente em seu MOSAICO DE RANCORES (Terracota, 2013), é mais uma boa demonstração viva do que venho a tratar aqui nestas minhas impressões. A obra é um bruto recorte metafórico em prosa acerca de sentimentos bastante humanos, obtido prioritariamente a partir das visões da personagem Malu, que, cega de ciúmes por Lúcio, altera toda uma órbita existencial em prol de um alucinante arremate de ódio e amor ao convívio interpessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">“Ultimamente é para isso que me servem as palavras, para estancar meu sangue pisado”, fraseia Malu em uma das passagens do livro, personagem que na obra em si funciona como um <em>narrador não confiável</em>, termo cunhado em meados do século XX pelo crítico literário estadunidense Wayne C. Booth para designar a presença de um narrador &#8211; no caso de Mosaico de Rancores, uma personagem-narradora &#8211; sem credibilidade ou com sua legitimidade argumentativa comprometida. Como manda o figurino para tal efetivação de recurso, o elemento literário que narra apresenta-se em primeira pessoa. Ao contrário do que possa parecer, não há uma maior aproximação do leitor perante a obra por conta disso, mas sim um brando afastamento. Este tipo de narrador torna tudo questionável. A verdade torna-se uma calamidade, quase uma imposição. Chega-se ao ponto de não acreditar em nenhuma das personagens que transpassam o livro. E tudo se mostra inquieto.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo fato de toda a realidade exposta na obra de Barbieri caber-se isolada em vários pontos e entender-se distorcida em essência e até propositalmente, à semelhança do que acontece em Dom Casmurro, de Machado de Assis e, também, em Lolita, de Vladimir Nabokov, o leitor, pois, vê-se automaticamente inserido num vasto e vago e largo mistério em minúcias. E mistérios não são fáceis de desvendar. Com uma prosa muito poética, que é, antes de tudo, uma extensão de diálogo com o que há de mais primitivo no ser humano, Barbieri supera a mera escrita formal para expor o que quase sempre fica retido nas campânulas do Homem. E que, por tanto escondermos, dores, angústias, máculas, infernos, enxergamos romper daí várias formas de cegueira, até aquela que insistimos em não querer ver, como em moldes de ditado popular, a dizer de um rio a brotar “incoerente nas veias de um cardíaco”. Um mosaico de situações que corroboram alusões à <em>menipeia</em>, já que há no livro um jogo que enovela o cômico e o trágico, o livre linguajar e o conceito filosófico, o sagrado e o universal, misturados à loucura, à impressão da morte e ao sonho. <em>Prosimetrum</em> em monólogos: diálogos internos com a própria imagem. Narciso bem presente.</p>
<figure id="attachment_34732" aria-describedby="caption-attachment-34732" style="width: 206px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-34732" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores-200x300.jpg" alt="" width="206" height="309" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores-200x300.jpg 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores-681x1024.jpg 681w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores-768x1154.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores-1022x1536.jpg 1022w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-mosaico-de-rancores.jpg 1105w" sizes="auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px" /></a><figcaption id="caption-attachment-34732" class="wp-caption-text">Capa de Mosaico de Rancores</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">“O amor é assim, arrumação de camas, ruas sem saída, novelos de uma Ariadne perdida no labirinto”. A primeira parte do livro MOSAICO DE RANORES, intitulada de OLHOS DE CÃO, é uma espécie de introdução ao desconhecido – ou aos desconhecidos da alma da personagem Malu, aparentemente uma mulher sem controle sobre seus próprios sentimentos e sentidos. Uma mulher cujo alfabeto é lido e pronunciado através do olhar e da visão. “Tenho centenas de olhos cobrindo meu corpo e nenhum deles é capaz de prever a verdade”, expira Malu. Uma mulher que, aparentemente, espelha seus parcos momentos de felicidade e gozo na figura de Lúcio, seu par, fotógrafo e amante dos jardins de delícias da vida. Malu é Sísifo, condenada ao absurdo de viver a tarefa sem sentido da vida. A pedra parece sempre rolar sobre seus ombros. A pedra Lúcio? Lúcio não é também a própria Malu? Para Malu, “o desconhecido é uma puta oferecida” e ela crê “apenas na condição do poço”.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal qual Tirésias, em vaticínio edipiano, Malu parece somente encontrar a felicidade nos instantes em que não enxerga absolutamente nada. Então, abrir os olhos já significaria sofrer. Correndo “em disparada em direção ao descaminho”, a jovem Malu amargura-se ao ser presenteada por Deus não com um, mas com dois buracos negros em si. É o que ela pensa. Castigo? Por qual motivo? Querer a presença de Lúcio seria a razão legal de tanto sofrimento? Mas sentir que agora os “desejos rastejam feito cobras mansas, sem veneno”, não seria aporte para as suas mais recentes e apoteóticas condutas? Quem pode falar por Malu a não ser ela mesma? Quem é Lúcio aos olhos cegos de Malu? Por estar só, ou aparentar estar assim, Malu sente a morte, que “não sente o cheiro das flores nem vê a empáfia dos urubus”. A morte é um ser dissonante e “mil órbitas me observam”, pensa. “A morte avança em progressão geométrica”. Malu está cercada. Por quem?</p>
<p style="text-align: justify;">Caronte e sua barca, o morto e sua moeda na boca, Cérbero, Estige, o estranho da foice, todos presentes. Malu parece narrar, ao longo de toda a primeira parte de Mosaico de Rancores, o ritual de sua própria morte, mesmo quando vida. “A morte dói, mas a vida são agulhas torturando as pontas dos dedos”, retruca. E nisso tudo, o leitor a ver navios fica, também perseguido pela suposta loucura de Malu. Tudo cinde. Malu é Mnemósine, mas não quer ser memória, não deseja tê-la. Memória é pavor, agrura, memória é morte, é dor. Malu, para quem até os fantasmas são providos de carne e para quem a dor é inerente à carne&#8230; A carne que é mais símbolo de morte do que de vida, propriamente. E para quem Lúcio é muitas vezes a encarnação viva da morte, da sua morte. Diária ou eventual, mas a sua morte em particular. O leitor também se encarna. E vive a sandice metafórica da jovem. De novo, a dualidade vida X morte. A vida parece ser menor, pois “a morte é mais excitante, são cavalos vermelhos e selvagens”. A morte, assim como a vida, escondida por debaixo de panos coloridos. Enfim, Malu cria Nepente, a bebida do esquecer. Consegue?</p>
<p style="text-align: justify;">MOSAICO DE RANCORES é mais que simplesmente um título que versa sobre o ciúme, tão bruscamente retratado por Malu, que vocifera aos brados que “a dor dos ciúmes que eu esmago todas as noites entre meus dedos” é a sua diária oração, “uma queda brusca de estrelas”. Ao mesmo tempo em que se mostra indiferente ao mundo que a cerca, Malu representa a desobediência, o desordenamento. A desobediência de quem é deveras coerente com aquilo que pensa, apesar de tudo. “Tudo está enquadrado em uma foto que não posso ver”. E lembrar se torna insuportável. Mas o que faz com que Malu se sinta tão cega, a ponto de enxergar que seus fantasmas são assim, tão palpáveis, concretos e reais? Estar cego é ver demais? O que explica tão avessa disparidade?</p>
<p style="text-align: justify;">“Olhos parados, sem expressão, olhos de pouco ver”. Seria Lúcio a des-visão de Malu, o ver-pouco e/ou o excesso? Lúcio, “o fotógrafo de mil poses”, é um sujeito até certo ponto maltratado pela mente “diabólica” de Malu, que despeja todos os seus ranços na provável conduta promíscua de seu parceiro. Lúcio é um alguém sem sangue se comparado a Malu, corpo distante e alma de incertezas. Na primeira parte do livro, Lúcio é também boa parcela da memória de Malu, cuja vida se dá numa explosão de inquéritos. Um elemento que não está sempre presente, que some, que volta, que é impermanente e que quando volta é pego pelos braços-aranha de Malu. “Lúcio pensa que sou idiota, que não percebo suas estratégias de fuga. Poderia voltar correndo, entrar naquele estúdio e picar todas aquelas fotos indecentes”, verbaliza Malu. “O que posso fazer? Me fingir de idiota como a maioria? Fingir que sou cega?”, complementa num capítulo adiante. Lúcio parece sempre estar fugindo, apesar de sempre estar por perto. “Eu tinha certeza do seu sumiço e agora ele aparece dono de mim e eu procuro os pedaços que me roubaram”. Malu convive com as fugas de Lúcio, no sempre, pois “há vários labirintos entre o Gênesis e o Apocalipse”. Malu não aceita. Malu não aceita?</p>
<p style="text-align: justify;">“E cada pedaço de mim cavalga em tigres selvagens”. E a cada regresso de Lúcio, uma pausa. Uma Malu que também retorna. Malu o ama, não há dúvidas. Não. Há dúvidas! <em>Dubito, ergo cogito, ergo sum</em>. “Amá-lo é mergulhar com os bolsos cheios de pedras num rio verde e calmo, onde descansam libélulas e fantasmas de Virginia Woolf”. Por tudo o que lhe acomete, Malu diz cometer vários suicídios todos os dias. Seu corpo está enferrujado, não consegue mais “mastigar com ternura a singularidade das coisas”. O tempo a massacra. O ciúme, em determinado ponto, parece-lhe inútil. A tristeza, até ela!, parece se ausentar. Joga-se ao alcance de todos e não há quem a agarre. Uma queda eterna. Malu cai diante de si mesma, várias, incontáveis vezes, em luta incessante contra o amor, entidade que “traz restos de outras carnes, gosto de outras almas, salivas espessas de outras bocas, cascos galopantes de outras mãos”. Por isso, traiçoeiro. Malu é também o retrato de quem ama.</p>
<p style="text-align: justify;">“A cegueira me fez forte, me fez perversa. Tateio os seios da multidão. Retiro as vísceras do dia, nada sobra”. O amor de Lúcio a machuca. Malu é somente abismos. Olhos sempre abertos. Olhos de peixe. Luiz surge. Uma pequena redenção. Malu-Capitu? Quem trai quem? Big Bang. Malu se perde? Quem se perde? Há humanidade no amor, e na paixão? Um estrangeiro no leito. Vingança? Malu arrefece? Malu incendeia? Malu duvida. Malu testa a si mesma. Malu sofre com a conclusão de René Descartes. Cogito, cogito, cogito&#8230; Quem é Malu, afinal? A que ama Lúcio, a que não ama ninguém? A que ama a todos? Malu finge. Malu pode ser o disfarce perfeito. Trafica-se. Traficante de amor. Uma luta contra Deus. Renasce. “Erva daninha”. Malu é a imagem do pai. Seio de mais-morte. Um ponto de interrogação. Aliás, “tudo que pulsa presume a dor da existência”. Quando Malu gesta sua morte?</p>
<p style="text-align: justify;">“Malu precisa aprender a lidar com a realidade, está tão acostumada a manipular seus fantasmas que se esqueceu da consistência porosa da carne humana. Das dentadas que deixam marcas sobre a pele. Dos tombos, dos joelhos ralados, dos tapas no meio da cara. Dessa loucura cotidiana que arromba nosso esfíncter”. Na segunda parte do livro, intitulada de CLAREIRAS, Lúcio provoca: “Malu nunca será feliz. Precisamos ser medianos pra conseguir a felicidade e ela tem dificuldade em simplificar as coisas. Épica. Começa as narrativas pelo fim, percorre as entrelinhas e se perde. Nunca sabemos o início de suas histórias”. Lúcio é a morte. Malu é a vida, contorcida, imprevisível. Não se pode domar a vida, este mosaico. De rancores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cinco perguntas sobre o MOSAICO DE RANCORES:</strong></p>
<figure id="attachment_34733" aria-describedby="caption-attachment-34733" style="width: 218px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Marcia-Barbieri.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-34733" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Marcia-Barbieri-162x300.jpg" alt="" width="218" height="404" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Marcia-Barbieri-162x300.jpg 162w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Marcia-Barbieri.jpg 517w" sizes="auto, (max-width: 218px) 100vw, 218px" /></a><figcaption id="caption-attachment-34733" class="wp-caption-text">Márcia Barbieri e sua cria</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>Germano Xavier &#8211;</strong> Em seu livro Mosaico de Rancores, os passos da narrativa são marcados de dois modos diferentes, ora como uma construção de metáforas nada brandas sobre a vida ora como a voz irascível e tempestuosa das personagens Malu e Lúcio sobre a inaptidão perante a possibilidade do convívio. De que modo a cegueira dos dois, em seus tons passionais e demasiado humanos, ultrapassa o enredo e desemboca no leitor como sendo uma ferida de todos?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Márcia Barbieri &#8211;</strong> <em>De certo modo, a narrativa foi escrita pensando na inaptidão dos homens viverem em comunhão, da monstruosidade dos relacionamentos&#8230; é extremamente difícil conviver com alguém, cada indivíduo é uma singularidade, um cosmos. Além disso, o outro me parece um espelho mórbido, sempre reflete nossos piores defeitos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GX &#8211;</strong> A impressão é a de que todos os personagens no livro são cegos, por motivos díspares e semelhantes ao mesmo tempo. O amor é grosseiro, o ciúme é delator, o sexo é artifício, a dor é mansidão. Ao final, é a morte quem amamenta a vida ou é o contrário?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MB – </strong><em>Imagino que seja a morte que amamenta a vida porque sempre nos pautamos e contabilizamos a vida a partir da ideia que temos da morte.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GX &#8211;</strong> Curiosidade vaga. Como surgiu a ideia do livro? E como se deu o seu processo de escrita?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MB –</strong> <em>Não posso negar que a ideia inicial se deu pela minha própria inadequação em relação aos relacionamentos amorosos, assim como minha inaptidão para entender o sentimento de posse. O livro foi escrito de forma bem lenta, porque eu estava mais acostumada às narrativas curtas, quase desisti de terminá-lo, depois de um tempo voltei a ele e finalizei.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GX &#8211;</strong> “Tudo que pulsa presume a dor da existência”, frase presente no “rancor” número 92 do livro. Dizem que toda experiência humana fornece subsídios literários, Barbieri. Você concorda? O inverso é também verdadeiro?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MB –</strong> <em>Concordo plenamente, a vida serve de subsídio para a arte, assim como a arte serve de inspiração à vida.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GX &#8211;</strong> Referências inúmeras a poetas, escritores, pintores, cineastas e artistas em geral estão expostas nas páginas de Mosaico de Rancores. Parece-me que tal recurso ajuda a engrossar o caldo de contemporaneidade da obra em questão, Márcia. Isso se justifica? Qual a sua visão sobre este ponto?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MB –</strong> <em>Não acredito em ideia genuína, somos o tempo inteiro influenciados por outros artistas, tanto clássicos quanto contemporâneos. No “Mosaico de Rancores” queria mostrar com quais artistas dialogava.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GX &#8211;</strong> Muito além de Malu, Lúcio e Luiz, Elenir e o pai de Malu muito me intrigaram. Qual a importância destes personagens para o todo do Mosaico?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MB –</strong> <em>Elenir é um papel bem secundário, Luiz era importante para mostrar as fraquezas do relacionamento de Malu e Lúcio, e o pai de Malu era importante para evidenciar o quanto nos equivocamos ao longo do tempo&#8230; Temos olhos viciados.</em></p>
<p><strong>
			</div></div></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Germano Viana Xavier</strong> é mestre em Letras e jornalista profissional (DRT BA 3647). Desenvolve estudos e pesquisas sobre Literatura e Direitos Humanos – Comunicação e Cultura – Literatura e Letramentos – Língua Portuguesa – Linguística – Cinema – Educação e Educomunicação. Idealizador/Coordenador Geral do Jornal de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS (ISSN 2357 8025), periódico fundado em março de 2012 e que circula no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Irlanda. Escreve desde 2007 o blog <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://oequadordascoisas.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O EQUADOR DAS COISAS</a>,</span> cujo arquivo conta hoje com aproximadamente 2.000 textos de sua autoria. Em 2016, seu livro de contos SOMBRAS ADENTRO foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura. Possui publicações em livros, jornais e revistas literárias diversas. Baiano desterrado, natural da Chapada Diamantina, tem 35 anos e atualmente habita o agreste meridional pernambucano. Canal no YouTube: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/oequadordascoisas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.youtube.com/oequadordascoisas</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Uninassau promoverá Congresso de Saúde</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/uninassau-promovera-congresso-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2019 11:19:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Faculdade Uninassau Aracaju realiza, entre os dias 18 a 20  de novembro,  o Congresso de Saúde, no auditório da unidade. O evento contará com mesas redondas, palestras e minicursos em diversas áreas da saúde, além de apresentação de trabalhos científicos. A conferência de abertura terá o tema “Dor na área de saúde: uma abordagem &#8230;</p>
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<p style="font-weight: 400; text-align: justify;"> Segundo o coordenador do curso de Odontologia da Uninassau, Murilo Oliveira, o objetivo do evento é promover uma discussão multidisciplinar na área de saúde, com a participação de vários profissionais. “Será de grande importância a participação dos profissionais de diversas áreas que poderão levantar temas de interesse social e atual para a sociedade, o que vem favorecer o aprendizado dos alunos”, disse.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">O professor informou que serão três dias de discussões cientificas abordando temáticas como: dor, estética, cuidados com pacientes especiais e outras. “A abertura, que contará com uma conferência, já aborda a dor de uma forma multidisciplinar e discute como combatê-la. Esse mesmo tema será alvo de discussão na mesa-redonda”, completa.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;"> Ele observou que no decorrer do evento haverá a apresentação de trabalhos acadêmicos, abrindo espaço para a vivência científica aos acadêmicos da Uninassau e de outras instituições. “Ressalto que estarão participando do Congresso, todos os cursos de saúde da Faculdade Uninassau”, observou Murilo.</p>
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		<title>Cirurgia robótica é uma realidade em Sergipe</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/cirurgia-robotica-e-uma-realidade-em-sergipe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Oct 2019 03:02:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cirurgia robótica já é uma realidade em Sergipe. O Hospital São Lucas, pertencente à Rede D’Or São Luiz, adquiriu o robô Da Vinci, estimado em R$ 7 milhões, e, neste final de semana está realizando cirurgias utilizando esse aparelho. Foram realizadas três cirurgias no sábado e outras três ocorrem hoje, domingo. O cirurgião do &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;"><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Neste final de semana, o senhor está realizando seis cirurgias bariátricas utilizando o robô Da Vinci. Três no sábado e mais três hoje, domingo.  </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RAUL ANDRADE –</strong> Nós começamos no sábado, o programa de cirurgia robótica em Sergipe, no Hospital São Lucas, que faz parte da Rede D’Or. Esse programa de cirurgia é o maior da América Latina. A equipe de cirurgia do aparelho digestivo, da qual eu faço parte com mais dois cirurgiões, está revezando os primeiros procedimentos.</p>
<figure id="attachment_21792" aria-describedby="caption-attachment-21792" style="width: 225px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/raul-andrade-e-o-robô.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21792 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/raul-andrade-e-o-robô-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/raul-andrade-e-o-robô-225x300.jpg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/raul-andrade-e-o-robô-768x1024.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/raul-andrade-e-o-robô.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><figcaption id="caption-attachment-21792" class="wp-caption-text">O cirurgião Raul Andrade e o robô Da Vinci</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Quem são os seis pacientes?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RA –</strong> Temos pacientes do sexo masculino e feminino, todos com indicação para cirurgia bariátrica. E a cirurgia robótica é a alternativa mais moderna que existe para a via de acesso.  Ela é realizada através de pequenas incisões, como na vídeolaparascopia, mas são incisões ainda menores e utilizando da plataforma do robô que agrega mais precisão e qualidade, porém sempre comandada pelo cirurgião.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Qual a vantagem deste tipo de cirurgia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RA –</strong> A cirurgia robótica, costumo dizer, é o futuro da cirurgia que chegou para nós. Nessa cirurgia, trabalhamos comandando os braços robóticos que são extremamente precisos e reproduzem os movimentos dos punhos e das mãos como se nós estivéssemos operando com as mãos dentro do abdome do paciente. Tem uma vantagem com relação à cirurgia por vídeolaparascopia nesse sentido, os movimentos são mais delicados, a recuperação pós-operatória é mais rápida, o robô tem a capacidade de evitar tremores, que são naturais da mão humana, seja pelo cansaço ou qualquer outro motivo. O robô torna os movimentos mais precisos, não há tremores, acelera a recuperação do paciente, permite que se evite a lesão de pequenos nervos e vasos sanguíneos, que não se conseguia ver na cirurgia por vídeo.  Por exemplo, na cirurgia de próstata, você tem uma lesão muito menor de nervos e diminui as sequelas que podem acontecer no pós-operatório, como dificuldade de retenção urinária ou incontinência urinária ou a síndrome de disfunção eréctil. Essas coisas diminuem muito quando você faz a cirurgia mais precisa  utilizando o robô.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS &#8211; Existem desvantagens?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RA –</strong>Talvez seja ainda o custo do robô. É uma tecnologia, não tenho dúvida, extremamente superior a que temos hoje, mas isso agrega um custo alto. Não é todo hospital que pode adquirir um robô, porque o custo é bastante elevado, algo em torno de R$ 6 a R$ 7 milhões, um aparelho como esse. Mas a tecnologia e a capacidade que o robô agrega ao cirurgião, em termos de precisão do procedimento, compensa tudo isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS &#8211; E essa cirurgia é cara para o paciente também? Os planos de saúde cobrem esse custo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RA &#8211;</strong> Infelizmente, a cirurgia robótica, por ser uma novidade, e isso é compreensível, ainda não foi agregada no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS). Desconheço algum plano de saúde que, hoje, cubra o custo da cirurgia robótica. Existe um custo adicional para o paciente, que é bem otimizado por parte dos hospitais para que se viabilize para o paciente. Tem o custo da utilização das pinças do robô e do equipamento.  E o cirurgião junto com o paciente vão avaliar que tipo de procedimento cirúrgico será realizado, se vai valer a pena ele investir nisso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Imagino que o senhor conversou com essas seis pessoas, sugerindo a cirurgia.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RA &#8211;</strong> Quase todas as cirurgias que realizamos por vídeolaparascopia, que já é uma evolução da cirurgia convencional, podem ser feitas por via robótica com uma precisão maior e com vantagens evidentes.  Em alguns casos, como nas cirurgias de próstata, é extremamente superior a vantagem do robô. E com o avanço das plataformas robóticas, cada vez mais teremos essa diferença aumentada: mais vantagem da cirurgia robótica em relação à cirurgia videolaparoscópica.  Temos o dever de oferecer ao paciente sempre que acharmos que ele vai se beneficiar deste procedimento. Nós temos acesso a essa tecnologia no nosso Estado, temos que oferecer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Quanto tempo, em média, dura cada uma dessas cirurgias?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RA –</strong> A cirurgia, por via robótica, dura o mesmo tempo ou menos que a cirurgia por vídeo. É em torno de uma hora ou uma hora e meia. É o tempo que nós gastamos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Já existem outras pessoas na fila para a cirurgia com o robô?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RA – </strong>Sim. Há muita gente querendo e alguns pacientes que já foram operados serão submetidos a reoperações do abdome.   A cirurgia robótica é escolha do paciente, porque ela permite mais tranquilidade, e trabalha com calma em regiões com aderência, que já foram operadas. É muito difícil para o cirurgião e o robô torna isso mais fácil. O programa está começando e esperamos aumentar cada vez mais o número de cirurgias aqui. Tomara que possamos trazer um maior número de pacientes para que se beneficie da cirurgia robótica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Além do senhor, quantos cirurgiões aqui em Sergipe estão capacitados para fazer essas cirurgias?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RA –</strong>Esse programa inicial de robótica surge, aqui no Hospital São Lucas, com cinco profissionais.  São dois profissionais do aparelho digestivo &#8211; eu e o Fábio Almeida – e três urologistas que estão treinados e certificados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Como foi esse treinamento e onde aconteceu?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RA –</strong> É um treinamento longo. Precisamos conhecer a fundo todo o robô, como liga e desliga, monta e desmonta. Essa é a primeira parte. Depois, temos que participar de cirurgias em centros onde ela é realizada; depois passamos 40 horas em um simulador da própria empresa, a Intuitive Surgical, e treinamos bastante. Depois, começamos uma certificação internacional, que fizemos recentemente em Atlanta (EUA), onde está a sede da empresa, para, a partir daí, começar a fazer as primeiras cirurgias, sempre acompanhadas por um cirurgião experiente no método. Hoje somos cinco capacitados, mas a ideia do programa de robótica é, a partir deste grupo inicial, irmos treinando e certificando outros cirurgiões. Não tenho dúvida, que a médio prazo, nós estaremos operando, apenas, na via robótica do Da Vinci. Mas a Intuitive já tem outros robôs para lançar.</p>
<figure id="attachment_21793" aria-describedby="caption-attachment-21793" style="width: 225px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/raul-operando-o-robô.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21793 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/raul-operando-o-robô-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/raul-operando-o-robô-225x300.jpg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/raul-operando-o-robô-768x1024.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/raul-operando-o-robô.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><figcaption id="caption-attachment-21793" class="wp-caption-text">O cirurgião comandando o robô, ontem à tarde</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Esse robô está disponível para cirurgias oncológicas e para outros tipos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RA –</strong> Sim, sim. Nós também realizamos as cirurgias oncológicas do aparelho digestivo. A cirurgia robótica pode ser utilizada, desde os procedimentos mais simples, como de vesícula ou apendicite, como de esôfago, no tratamento de refluxo, as bariátricas. Quando passamos para cirurgias oncológicas, vemos vantagens muito evidentes que nelas é importante a retirada dos gânglios acometidos e retirada dele, por via robótica, que chamamos de linfadenectomia, é feita com uma visão muito mais detalhada. O robô permite que tenhamos uma visão tridimensional (em 3 D), imagem totalmente diferente que vemos em tela plana 2D. Conseguimos enxergar melhor, trabalhar com mais conforto, mais delicadeza e precisão. E mantém o cirurgião ativo, sem cansaço em procedimentos longos como as cirurgias oncológicas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – O robô Da Vinci  executa exatamente o movimento que o cirurgião faz. Nos mais antigos, se o cirurgião quer que a pinça vá para o lado esquerdo, ele tinha que movimentar a mão para o lado direito. E outra coisa, quando o cirurgião para de olhar para a tela, o robô para o movimento, justamente para não prejudicar o paciente.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RA – </strong>Isso mesmo. Existem vários mecanismos de defesa, de segurança no robô.  Um deles, é que quando colocamos o rosto na tela, nós podemos ativar as pinças e trabalhar. Imediatamente, quando tiro o rosto, todas essas pinças ficam congeladas, estáticas, dentro do abdome do paciente e podemos levantar, olhar o paciente, reavaliar um exame e voltar para o procedimento.  Essa é uma grande vantagem. O cirurgião consegue controlar três pinças e ótica, ao mesmo tempo.  Ele mesmo consegue filmar e mostrar a imagem que ele quer ver, expor os tecidos precisando apenas de um auxiliar, ao invés de dois como tínhamos. Então, praticamente, o cirurgião vai conseguir fazer o trabalho dele e do próprio auxiliar e do que filma.  Ele consegue com um robô fazer o trabalho dos três com precisão maior.</p>
<p style="text-align: justify;">
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