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	<title>Arquivo para dogma - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Qual é a sua verdade?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/qual-e-a-sua-verdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Manuel Luiz Figueiroa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2025 09:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[diálogo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Manuel Luiz Figueiroa (*) &#160; A minha verdade é uma hipótese no sentido cartesiano, isto é, já é aceita, pelo menos por mim, como verdadeira, sem dar margem à discussão. A questão proposta é o conhecimento das outras verdades: como um fato ocorreu, qual o pensamento preponderante sobre determinado assunto etc. Nas questões &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&#038;title=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/qual-e-a-sua-verdade/" data-a2a-title="Qual é a sua verdade?"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Manuel Luiz Figueiroa (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> minha verdade é uma hipótese no sentido cartesiano, isto é, já é aceita, pelo menos por mim, como verdadeira, sem dar margem à discussão. A questão proposta é o conhecimento das outras verdades: como um fato ocorreu, qual o pensamento preponderante sobre determinado assunto etc. Nas questões jurídicas, busca-se a verdade processual, simbolicamente representada por uma deusa da justiça de olhos vendados (indicando imparcialidade), com balança (simbolizando equidade) e espada (demonstrando força), sendo essa procura decisiva para os interesses das partes processuais.</p>
<h3>Métodos de Busca da Verdade</h3>
<p>A busca da verdade, ao longo da história, tem sido realizada por meio dos seguintes métodos: filosófico, científico, religioso e mitológico.</p>
<p>O método <strong>filosófico</strong> baseia-se na racionalidade, argumentação, lógica e crítica. Demanda o conhecimento sobre o ser, a verdade e a ética, sendo um método reflexivo, dialético e conceitual.</p>
<p>O método <strong>científico</strong> utiliza-se da observação, experimentação e comprovação. Procura explicar os fenômenos naturais e as leis do universo, utilizando hipótese, teste, análise e validação.</p>
<p>O método <strong>religioso</strong> apoia-se na fé, na revelação e na tradição do sagrado, buscando verdades em dogmas, textos sagrados, rituais e na autoridade espiritual. Fundamenta-se em livros como a Bíblia, o Alcorão, a Torá, e nas crenças sobre ressurreição, céu, inferno, entre outros.</p>
<p>O método <strong>mitológico</strong> fundamenta-se na narrativa simbólica, na tradição oral e nas alegorias. Trata de histórias com valor cultural, como a criação do mundo segundo os Tupis ou o mito de Prometeu, da mitologia grega, abordando temas como desobediência, sacrifício, progresso humano e punição divina.</p>
<h3>Do Mito ao Logos</h3>
<p>A transição do mito ao logos marca um momento histórico do pensamento ocidental, ocorrido na Grécia Antiga. Trata-se da passagem da explicação do mundo por meio de narrativas míticas para uma abordagem racional e argumentativa, que dá origem à filosofia.</p>
<p>O logos apresenta-se como razão e discurso racional, sustentado pelos filósofos pré-socráticos, no século VI a.C., que procuravam explicações lógicas, naturais e universais para os fenômenos. Dentre eles, destacam-se:</p>
<p><strong>Tales de Mileto:</strong> tudo vem da água.</p>
<p><strong>Anaximandro:</strong> o princípio de tudo é o ápeiron, concebido como o elemento primordial a partir do qual todos os seres foram gerados e para o qual retornam após sua dissolução.</p>
<p><strong>Heráclito:</strong> tudo flui ou tudo muda (panta rhei); o fogo é o princípio.</p>
<p><strong>Parmênides:</strong> “o ser é, o não-ser não é”, construindo um pensamento lógico puro.</p>
<h3>A Verdade Maçônica</h3>
<p>A Maçonaria pode ser definida como: “uma fraternidade iniciática, filosófica e filantrópica que busca o aperfeiçoamento moral, intelectual e espiritual do ser humano, utilizando-se de rituais simbólicos baseados na arte da construção.”</p>
<p>Outras definições:</p>
<p>“A Maçonaria é um sistema peculiar de moralidade, velado por alegorias e ilustrado por símbolos.” – Anderson (1723).</p>
<p>“A Maçonaria, em seu mais elevado sentido, é a busca pela verdade e pela perfeição do espírito humano.” – Albert Pike (1871).</p>
<p>“A Maçonaria é uma escola de mistérios, onde o homem aprende a construir o templo do seu próprio caráter.” – Manly P. Hall (1928).</p>
<p>“A Maçonaria é uma escola de virtude, onde cada um trabalha a pedra bruta de si mesmo para se aproximar da verdade.” – sem autor definido.</p>
<p>A “verdade maçônica” não é única, absoluta ou dogmática. Ela é compreendida como um ideal a ser buscado continuamente, um processo de aperfeiçoamento pessoal, moral, espiritual e intelectual.</p>
<h4>Símbolos como Caminhos à Verdade</h4>
<p>A Maçonaria utiliza símbolos, como o esquadro, o compasso, a pedra bruta, a pedra polida etc., para estimular a reflexão e apontar para verdades universais, como a justiça, a fraternidade, a liberdade, a tolerância e a igualdade. Esses símbolos não impõem verdades, mas provocam o encontro com elas.</p>
<h4>Pluralidade Religiosa e Espiritual</h4>
<p>A Maçonaria regular adota a crença em um “Ser Supremo”, chamado de Grande Arquiteto do Universo. Essa conexão permite que pessoas de diferentes crenças e tradições se unam em torno de valores comuns. Assim, a verdade religiosa, para os maçons, é pessoal e deve ser respeitada em sua diversidade.</p>
<h4>Liberdade de Pensamento</h4>
<p>A Maçonaria preza a liberdade de consciência e de expressão. Cada maçom tem o direito e o dever de formar suas próprias ideias sobre o mundo, a ética, a vida e a espiritualidade. A verdade, nesse sentido, é um diálogo interior e coletivo constante, não uma imposição externa.</p>
<h4>A Verdade como Princípio Ético</h4>
<p>Para os maçons, viver na verdade significa viver com honestidade, integridade e retidão de caráter. A mentira, a dissimulação e a hipocrisia são vistas como obstáculos ao aperfeiçoamento humano.</p>
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<h4>Resumindo, a Verdade Maçônica é:</h4>
<p><strong>Iniciática:</strong> descoberta gradualmente, por graus de sabedoria; um rito de passagem e renascimento para uma nova vida.</p>
<p><strong>Simbólica:</strong> representada por imagens e rituais.</p>
<p><strong>Ética:</strong> ligada à prática do bem.</p>
<p><strong>Espiritual:</strong> sem ser dogmática.</p>
<p><strong>Relacional:</strong> cada um possui sua parte da verdade.</p>
<p><strong>Fraterna:</strong> entre irmãos, com afeto, lealdade e união.</p>
<p><strong>Filosófica:</strong> voltada à reflexão profunda, ao conhecimento, à moral e à razão.</p>
<p><strong>Filantrópica:</strong> atua com solidariedade e ações sociais, educacionais e humanitárias.</p>
<p><strong>Simbólica:</strong> inspirada nos antigos maçons operativos, utiliza ferramentas como o esquadro e o compasso para ensinar que o ser humano deve “lapidar-se” rumo à perfeição.</p>

			</div></div>
<h3>Reflexões Finais</h3>
<p>À luz dos dias atuais, o mundo está em guerra, com os querelantes defendendo cada qual a sua própria verdade. E, nessa busca, utilizam todos os métodos filosóficos disponíveis, acrescido do decisório, o mais usual, o poder das armas.</p>
<p>Já se disse que “a história é escrita pelos vencedores”. Como exemplos, citam-se: os colonizadores que se intitulavam como “civilizadores”; os aliados julgando os nazistas em Nuremberg; regimes autoritários controlando narrativas, incinerando documentos, censurando testemunhos e promovendo “verdades” convenientes.</p>
<p>Diante disso, a verdade mostra-se relativa: depende do ponto de vista do analista. Segundo Foucault, quem controla o discurso controla a verdade socialmente aceita, sendo isso uma prática comum na política partidária.</p>
<p>A verdade deve ser vista como um objetivo a ser alcançado, e não como posse. A Maçonaria não impõe uma verdade final. Ao contrário, incentiva seus membros a buscarem por meio do estudo, do autoconhecimento, da reflexão filosófica e do diálogo fraterno, admitindo a diversidade da verdade, pois cada um deve descobrir a sua própria.</p>
<p>Apesar dos fatos, é necessário estar alerta para investigar outras versões, valorizando a memória dos vencidos, dos marginalizados e dos silenciados. Nem toda “verdade oficial” é, de fato, a verdade verdadeira.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<h5>Bibliografia</h5>
<p>ANDERSON, James. Constituições dos Franco-Maçons (1723). Ed. Maçônica.</p>
<p>PIKE, Albert. Moral e Dogma do Antigo e Aceito Rito Escocês (1871).</p>
<p>HALL, Manly P. The Secret Teachings of All Ages, 1928.</p>
<p>REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia. São Paulo: Paulos, 1990.</p>
<p>ELIADE, Mircea. O Sagrado e o Profano. São Paulo: Martins Fontes, 1992.</p>
<p>FOUCAULT, Michel. A Ordem do Discurso. São Paulo: Loyola, 1996.</p>
<p>DESCARTES, René. Discurso do Método. São Paulo: Nova Cultural, 1999.</p>
<p>CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.</p>
<p>RICOEUR, Paul. A Memória, a História, o Esquecimento. Campinas: UNICAMP, 2007.</p>

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<p>&nbsp;</p>
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