<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo para Ditadura Militar - Só Sergipe</title>
	<atom:link href="https://www.sosergipe.com.br/tag/ditadura-militar/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.sosergipe.com.br/tag/ditadura-militar/</link>
	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 13 Jan 2025 11:38:39 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>
	<item>
		<title>“Só acontece no Brasil!” Será?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/so-acontece-no-brasil-sera/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Valtenio Paes de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2025 11:38:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura Militar]]></category>
		<category><![CDATA[europeu]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro.]]></category>
		<category><![CDATA[inferioridade]]></category>
		<category><![CDATA[melhor atriz]]></category>
		<category><![CDATA[militares]]></category>
		<category><![CDATA[monopólio]]></category>
		<category><![CDATA[orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[prazer]]></category>
		<category><![CDATA[rigoroso]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=84731</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Valtênio Paes de Oliveira (*) &#160; Vez por outra escuta-se reclamos de pessoas manifestando-se pela frase “só acontece no Brasil” para insinuar incapacidade do povo brasileiro, numa expectativa de autoestima baixa, chamada por Nelson Rodrigues de “complexo vira-latas” desde 1958, como “inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/so-acontece-no-brasil-sera/">“Só acontece no Brasil!” Será?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fso-acontece-no-brasil-sera%2F&amp;linkname=%E2%80%9CS%C3%B3%20acontece%20no%20Brasil%21%E2%80%9D%20Ser%C3%A1%3F" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fso-acontece-no-brasil-sera%2F&amp;linkname=%E2%80%9CS%C3%B3%20acontece%20no%20Brasil%21%E2%80%9D%20Ser%C3%A1%3F" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fso-acontece-no-brasil-sera%2F&amp;linkname=%E2%80%9CS%C3%B3%20acontece%20no%20Brasil%21%E2%80%9D%20Ser%C3%A1%3F" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fso-acontece-no-brasil-sera%2F&amp;linkname=%E2%80%9CS%C3%B3%20acontece%20no%20Brasil%21%E2%80%9D%20Ser%C3%A1%3F" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fso-acontece-no-brasil-sera%2F&#038;title=%E2%80%9CS%C3%B3%20acontece%20no%20Brasil%21%E2%80%9D%20Ser%C3%A1%3F" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/so-acontece-no-brasil-sera/" data-a2a-title="“Só acontece no Brasil!” Será?"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Valtênio Paes de Oliveira (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">V</span>ez por outra escuta-se reclamos de pessoas manifestando-se pela frase “só acontece no Brasil” para insinuar incapacidade do povo brasileiro, numa expectativa de autoestima baixa, chamada por Nelson Rodrigues de “complexo vira-latas” desde 1958, como “inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”.</p>
<p>São pessoas carentes de autoestima. Não conhecem outros países. Desobedecem padrões brasileiros na busca da autoafirmação, se apaixonam por ditaduras e conservadorismos, mas adoram olhar para o calendário do país. Esperam Carnaval, Semana Santa, festas juninas, feriados prolongados, Natal, Ano Novo, sexta feira e fins de semana antecipados etc. Possivelmente estão criticando o Globo de Ouro recebido por Fernanda Torres com o filme “Ainda estou aqui” dirigido por Walter Salles.</p>
<p>No início da década de 1970, o Brasil enfrentava o endurecimento da ditadura militar.  Um dia, Rubens Paiva — líder estudantil, político, engenheiro e jornalista — é levado por militares à paisana e desaparece. Sua esposa Eunice não desistiu da busca pela verdade sobre o destino do marido por décadas, até que a Comissão da Verdade  e os tribunais confirmaram as torturas e o assassinato.</p>
<p>O filme falado em português rompeu a dominação do inglês e dos países acima da linha da do Equador com a bela interpretação da atriz brasileira. A tragédia histórica abordada em “Ainda estou aqui” se passou com Eunice Paiva e família, retratando o sofrimento e a persistência por Fernanda Torres com base no livro de Marcelo Rubens Paiva.</p>
<p>Quebrar o monopólio rigoroso europeu e norte-americano na escolhe de melhor ator/atriz, onde parecia que o resto do mundo não produz arte cinematográfica acima da linha do equador, é inédito. Fato histórico e revigorante, orgulha qualquer brasileiro(a). Motivo de júbilo para a arte brasileira. Lamentável que pessimistas de plantão continuem exercendo o complexo vira-latas. <span class="sigijh_hlt">Fernanda Torres com a interpretação acontece mais uma vez para o Brasil e o mundo.</span></p>
<p>Ao longo do tempo, a viúva se reinventou, estudou Direito e foi aos tribunais em busca da verdade do assassinato de esposo. Obstinação e tenacidade pela história real e respeito pela memória do esposo e do país. Obteve resultados processuais nos tribunais quanto à morte do esposo cujo corpo nunca fora encontrado.</p>
<p>Talvez o cerne do “só acontece no Brasil” esteja num patamar que os pessimistas não têm condição de percebê-lo, examiná-lo e utilizá-lo com orgulho e prazer. O Brasil nos permite razões ilimitadas para enterrar o complexo vira-latas com sua pujante cultura, ciências, letras, artes e neste momento, na sétima arte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fso-acontece-no-brasil-sera%2F&amp;linkname=%E2%80%9CS%C3%B3%20acontece%20no%20Brasil%21%E2%80%9D%20Ser%C3%A1%3F" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fso-acontece-no-brasil-sera%2F&amp;linkname=%E2%80%9CS%C3%B3%20acontece%20no%20Brasil%21%E2%80%9D%20Ser%C3%A1%3F" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fso-acontece-no-brasil-sera%2F&amp;linkname=%E2%80%9CS%C3%B3%20acontece%20no%20Brasil%21%E2%80%9D%20Ser%C3%A1%3F" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fso-acontece-no-brasil-sera%2F&amp;linkname=%E2%80%9CS%C3%B3%20acontece%20no%20Brasil%21%E2%80%9D%20Ser%C3%A1%3F" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fso-acontece-no-brasil-sera%2F&#038;title=%E2%80%9CS%C3%B3%20acontece%20no%20Brasil%21%E2%80%9D%20Ser%C3%A1%3F" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/so-acontece-no-brasil-sera/" data-a2a-title="“Só acontece no Brasil!” Será?"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/so-acontece-no-brasil-sera/">“Só acontece no Brasil!” Será?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ainda estou aqui, there and everywhere</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/ainda-estou-aqui-there-and-everywhere/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Dec 2024 11:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[bilheteria]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura Militar]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[Inferno]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[lágrimas]]></category>
		<category><![CDATA[loiros]]></category>
		<category><![CDATA[merecedor]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio]]></category>
		<category><![CDATA[raiva]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=83871</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por  Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; C om raiva e lágrimas. Assim saí da sessão do filme “Ainda Estou aqui”. Como pai de família, me coloquei no lugar de Eunice e de seus filhos com Rubens Paiva (1929-1971): Vera, Eliana, Ana Lúcia, Maria Beatriz e Marcelo. Seus dramas, a dor da ausência, as dificuldades &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/ainda-estou-aqui-there-and-everywhere/">Ainda estou aqui, there and everywhere</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fainda-estou-aqui-there-and-everywhere%2F&amp;linkname=Ainda%20estou%20aqui%2C%20there%20and%20everywhere" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fainda-estou-aqui-there-and-everywhere%2F&amp;linkname=Ainda%20estou%20aqui%2C%20there%20and%20everywhere" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fainda-estou-aqui-there-and-everywhere%2F&amp;linkname=Ainda%20estou%20aqui%2C%20there%20and%20everywhere" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fainda-estou-aqui-there-and-everywhere%2F&amp;linkname=Ainda%20estou%20aqui%2C%20there%20and%20everywhere" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fainda-estou-aqui-there-and-everywhere%2F&#038;title=Ainda%20estou%20aqui%2C%20there%20and%20everywhere" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/ainda-estou-aqui-there-and-everywhere/" data-a2a-title="Ainda estou aqui, there and everywhere"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por  Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">C</span> om raiva e lágrimas. Assim saí da sessão do filme “Ainda Estou aqui”. Como pai de família, me coloquei no lugar de Eunice e de seus filhos com Rubens Paiva (1929-1971): Vera, Eliana, Ana Lúcia, Maria Beatriz e Marcelo. Seus dramas, a dor da ausência, as dificuldades para seguirem em frente, as injustiças e a falta de respostas e de um corpo para velar, portanto, um luto inconcluso, uma ferida sempre aberta. Enfim, algumas de uma série de sequelas das atrocidades de um regime de governo as quais não se pode passar a mão, esquecer e sequer anistiar, nem de ontem e nem tão pouco do passado recente.</p>
<p>Embalado por grandes sucessos da Música Popular Brasileira, o filme “Ainda Estou aqui” (2024), de Walter Sales, é, sem sombras de dúvidas, um dos maiores do cinema nacional de todos os tempos. Se não alcançar os loiros do Oscar (a meu ver, mais do que merecedor), para além dos recordes de crítica e de bilheteria, ficará imortalizado na memória, geração após geração, deixando um legado importante e reflexões que, certamente, farão diferença na formação da consciência de uma juventude ainda ávida por transformações, liberdade e respeito.</p>
<p>Afinal, “É preciso [SEMPRE] dar um jeito, meu amigo” (Erasmo e Roberto, 1971), canção-tema do filme. Ainda há fumaça de satanás fungando em nosso cangote: aqui, ali e acolá. “Ainda estou aqui” nos lembra isso: que os fantasmas da ditadura militar (1964-1985) não foram devidamente despachados para o inferno. Generais, capitães e soldados (civis, também) ainda sonham com o poder, subvertendo a democracia, pervertendo-a com um nacionalismo caduco, enodoando a verdade com relativismos de uma retórica rasa e com uma massa encefálica doente e burra.</p>
<p>“Ainda estou aqui” é um filme adaptado do romance autobiográfico e histórico, homônimo, de autoria de Marcelo Rubens Paiva, lançado pela editora Alfaguara, em 2015. Estrelam a película um trio de atores extraordinários: Fernanda Torres (Eunice mais jovem), Fernanda Montenegro (Eunice idosa) e Selton Mello (Rubens Paiva). Ambientado entre o Rio de Janeiro e São Paulo no final dos anos 1970 e início de 1971, conta a história da família do ex-deputado e engenheiro civil, Rubens Beyrodt Paiva, às voltas com sua prisão pelos agentes da ditadura e seu “misterioso” desaparecimento, anos depois, confirmado na forma de tortura e assassinato. O filme retrata ainda dois outros tempos: 1996, quando Rubens teve sua certidão de óbito concedida pela justiça; e, 2014, quando do ocaso da advogada Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva (1929), falecida em 2018, em decorrência das complicações do Alzheimer, que a maltratou por quinze anos.</p>
<p>O filme, por fim, nos ajuda a pensar e a repensar essa questão da anistia no país. Se por um lado a Lei de Anistia de 1979 concedeu o perdão político para figuras como Gabeira, Henfil e Miguel Arraes, permitindo que eles, uma vez exilados, retornassem ao Brasil, tendo se apresentado como “ampla, geral e irrestrita”, também passou panos quentes em torturadores e agentes do regime que ficaram impunes. Nesse sentido, muito significativa foi a fala do ministro Flávio Dino desta semana, no sentido de propor que a Lei da Anistia não valha para casos que tenha havido a ocultação de cadáver, “desaparecidos” para a ditadura militar:</p>
<p>“Manifesto-me no sentido de reconhecer o caráter constitucional e a repercussão geral do seguinte tema: possibilidade, ou não, de reconhecimento de anistia a crime de ocultação de cadáver (crime permanente), cujo início da execução ocorreu antes da vigência da Lei da Anistia, mas continuou de modo ininterrupto a ser executado após a sua vigência, à luz da Emenda Constitucional 26/85 e da Lei nº. 6.683/79”.</p>
<p>O fato é que a impunidade não pode mais reinar nos livros, nos tribunais e na História do Brasil. Quem tem com o quê pagar, que não morra devendo! Afora o direito à presunção de inocência, também o peso da lei e da justiça. As lições de um tempo não se apagam e as feridas não fecham. Aos que ainda morrem de saudades dos tempos de chumbo (zumbis de um lixo chamado ditadura militar), meu mais veemente protesto e indignação. Qualquer tipo de regime autoritário, sobretudo o impingido pela ditadura militar, é um veneno para a alma brasileira e um desserviço para a história da humanidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fainda-estou-aqui-there-and-everywhere%2F&amp;linkname=Ainda%20estou%20aqui%2C%20there%20and%20everywhere" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fainda-estou-aqui-there-and-everywhere%2F&amp;linkname=Ainda%20estou%20aqui%2C%20there%20and%20everywhere" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fainda-estou-aqui-there-and-everywhere%2F&amp;linkname=Ainda%20estou%20aqui%2C%20there%20and%20everywhere" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fainda-estou-aqui-there-and-everywhere%2F&amp;linkname=Ainda%20estou%20aqui%2C%20there%20and%20everywhere" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fainda-estou-aqui-there-and-everywhere%2F&#038;title=Ainda%20estou%20aqui%2C%20there%20and%20everywhere" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/ainda-estou-aqui-there-and-everywhere/" data-a2a-title="Ainda estou aqui, there and everywhere"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/ainda-estou-aqui-there-and-everywhere/">Ainda estou aqui, there and everywhere</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Eu queria ser John Lennon ou Odair José</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/eu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Apr 2023 13:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[brega]]></category>
		<category><![CDATA[corajoso]]></category>
		<category><![CDATA[Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura Militar]]></category>
		<category><![CDATA[excomunhão]]></category>
		<category><![CDATA[Marília Mendonça]]></category>
		<category><![CDATA[Odair José]]></category>
		<category><![CDATA[parafrasear]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=65732</guid>

					<description><![CDATA[<p>Inicio o presente texto, pedindo licença à Marília Mendonça (in memoriam) para citar um dos trechos de suas canções: “Se amar assim for brega / Me chama de Marília Mendonça ou de Falcão / Meu show agora é só voz e violão / Assim, debaixo da janela / Jantar à luz de velas / Agora &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/eu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose/">Eu queria ser John Lennon ou Odair José</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose%2F&amp;linkname=Eu%20queria%20ser%20John%20Lennon%20ou%20Odair%20Jos%C3%A9" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose%2F&amp;linkname=Eu%20queria%20ser%20John%20Lennon%20ou%20Odair%20Jos%C3%A9" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose%2F&amp;linkname=Eu%20queria%20ser%20John%20Lennon%20ou%20Odair%20Jos%C3%A9" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose%2F&amp;linkname=Eu%20queria%20ser%20John%20Lennon%20ou%20Odair%20Jos%C3%A9" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose%2F&#038;title=Eu%20queria%20ser%20John%20Lennon%20ou%20Odair%20Jos%C3%A9" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/eu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose/" data-a2a-title="Eu queria ser John Lennon ou Odair José"></a></p><figure id="attachment_64885" aria-describedby="caption-attachment-64885" style="width: 176px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Design-sem-nome-2023-03-30T185717.658.png"><img decoding="async" class=" wp-image-64885" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Design-sem-nome-2023-03-30T185717.658.png" alt="Claudefranklin Monteiro Santos" width="176" height="176" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Design-sem-nome-2023-03-30T185717.658.png 1080w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Design-sem-nome-2023-03-30T185717.658-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Design-sem-nome-2023-03-30T185717.658-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Design-sem-nome-2023-03-30T185717.658-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Design-sem-nome-2023-03-30T185717.658-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 176px) 100vw, 176px" /></a><figcaption id="caption-attachment-64885" class="wp-caption-text">Claudefranklin Monteiro Santos (*)</figcaption></figure>
<p>Inicio o presente texto, pedindo licença à Marília Mendonça (in memoriam) para citar um dos trechos de suas canções: “Se amar assim for brega / Me chama de Marília Mendonça ou de Falcão / Meu show agora é só voz e violão / Assim, debaixo da janela / Jantar à luz de velas / Agora é momozin&#8217; ou momozão, eu sei que é brega” (Serenata, 2019 &#8211; composição de Diego Ferrari / Everton Matos / Guilherme Ferraz / Paulo Pires / Ray Antônio / Sando Neto).</p>
<p>Tudo isso para dizer e reafirmar que eu sou brega. Curto a música pejorativamente taxada de brega. Sobretudo, por entender e saber que para além de ser chula, como querem uma pseudo elite intelectual, tem poesia, sentimento e riqueza, além de traduzir o cotidiano como nenhuma outra produção cultural, em que pese a verdade e a espontaneidade artística.</p>
<p>Nesse diapasão, quero destacar a importância de Odair José de Araújo, nascido em Morrinhos, interior do Estado de Goiás, no dia 16 de agosto de 1948, hoje com seus 74 anos. Com mais de 50 anos de carreira, colecionou sucessos e também polêmicas, inclusive durante o regime imposto pelos militares entre os anos 1964 e 1985, no Brasil. Sobreviveu a tudo e hoje está entre os maiores nomes do país, cujos sucessos ainda podem ser ouvidos não somente nas mídias tradicionais, mas também nos streamings, a exemplo do Spotify, onde tem uma sequência “This is” (isso é), com cerca de 2h e 46min. A canção “Cadê você” (1973) lidera a lista com mais de três milhões de curtidas.</p>
<figure id="attachment_65737" aria-describedby="caption-attachment-65737" style="width: 267px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Divulgacao.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-65737" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Divulgacao.jpg" alt="" width="267" height="267" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Divulgacao.jpg 240w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Divulgacao-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 267px) 100vw, 267px" /></a><figcaption id="caption-attachment-65737" class="wp-caption-text">Odair José tem mais de 50 anos de carreira Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Eu, particularmente, gosto muito de “Vou tirar você desse lugar”, composição de Antonio Reis Silva Almeida / Cecílio Diógenes De Carvalho Jr. / Cláudio De Souza Santana / Renato Bonfim Do Carmo Pires, de 1972, executada em parceria com Caetano Veloso no Festival Phono 73, no Anhembi, em São Paulo, num evento que entrou para a história da Música Popular Brasileira.</p>
<p>Em entrevista para o repórter Raphael Vidigal, publicada no portal Itatiaia, no dia 16 de agosto de 2021, Odair José abriu seu coração e mostra como foi, ao longo de anos, vítima predileta dos falsos moralistas, dos milicos e dos críticos de plantão, em especial, por levar para as suas canções temas como prostituição, empregadas domésticas, homossexuais e até “o cara que fuma maconha”, como frisa na matéria. Diz não suporta hipocrisia, e eu também.</p>
<p>Seus problemas com a ditadura militar (1964-1985) estão sistematizados no portal memoriasdaditadura.org.br. Para os censores:  “(&#8230;) o que incomodava, quase sempre, eram aspectos de comportamento: versos e canções atentavam, segundo a ótica dos censores, contra a moral e os bons costumes”. Uma, em especial é “<strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.youtube.com/watch?v=Hgdt05KX4MU">Uma Vida Só (Pare de Tomar a Pílula)</a></span></strong>”, de 1973, que contrariava o programa de controle de natalidade do regime.</p>
<figure id="attachment_65739" aria-describedby="caption-attachment-65739" style="width: 321px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Trecho-de-cancao-censura-pelo-regime-militar-no-Brasil.png"><img decoding="async" class=" wp-image-65739" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Trecho-de-cancao-censura-pelo-regime-militar-no-Brasil.png" alt="" width="321" height="187" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Trecho-de-cancao-censura-pelo-regime-militar-no-Brasil.png 515w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Trecho-de-cancao-censura-pelo-regime-militar-no-Brasil-300x175.png 300w" sizes="(max-width: 321px) 100vw, 321px" /></a><figcaption id="caption-attachment-65739" class="wp-caption-text">Trecho de música censurada pelo regime militar no Brasil</figcaption></figure>
<p>Odair José também teve problemas com a Igreja Católica. Em 1972, ele lançou a canção “Cristo, Quem é Você?”, que deixou algumas autoridades clericais incomodadas. Li atentamente e não vi nada demais na letra. Será que foi por conta do trecho a seguir: “Pra onde você foi? Cadê a sua cruz? / Venha me dizer, quem é você Jesus?”. Anos mais tarde, ele incomodou ainda mais com o disco “O filho de José e Maria” (1977), que lhe custou boatos de excomunhão no ano seguinte.  Sobre o assunto, ele disse para Marcelo Tas, no dia 11 de maio de 2021 (TV Cultura): “Eu, na oportunidade, vi através de jornais que um bispo tinha dito que eu seria excomungado. Se eu fui de fato, não sei. Não me importei. Eu sou um cristão, tenho minha fé, mas não preciso de intermediário para me comunicar com Deus. Não preciso de padre, pastor, de ninguém. Não me preocupei com esse negócio de ser excomungado ou não. Se estou, não faz diferença. Se fui, também não faz&#8221;.</p>
<p>Polêmicas à parte, eu queria ser Odair José um minuto só. Faço isso parafraseando a canção &#8220;Eu Queria Ser John Lennon&#8221;, de 1972, que inspirou o presente texto. Uma toada simples, mas que revela muito de quem foi esse sujeito corajoso, destemido e criativo, que sobreviveu ao tempo e, principalmente, ao preconceito, à hipocrisia e ao desamor.</p>
<style></style><div class="wplp_outside wplp_widget_64636" style="max-width:100%;"><span class="wpcu_block_title">Outras Palavras</span><div id="wplp_widget_64636" class="wplp_widget_default wplp_container vertical swiper wplp-swiper default cols3" data-theme="default" data-post="64636" style="" data-max-elts="1" data-per-page="10"><div class="wplp_listposts swiper-wrapper" id="default_64636" style="width: 100%;" ><div class="swiper-slide" style=""><div class="insideframe"><div id="wplp_box_top_64636_19603" class="wpcu-front-box top equalHeightImg" ><div class="wplp-box-item"><a href="https://www.sosergipe.com.br/category/articulistas/outras-palavras/"  class="thumbnail"><span class="img_cropper" style="margin-right:4px;margin-bottom:4px;max-width:100%;"><img decoding="async" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/plugins/wp-latest-posts/img/default-image.svg" style="aspect-ratio:4/3;" srcset="" alt="Outras palavras"  class="wplp_default" /></span></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/category/articulistas/outras-palavras/"  class="title">Outras palavras</a></div></div><div id="wplp_box_left_64636_19603" class="wpcu-front-box left wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_right_64636_19603" class="wpcu-front-box right wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_bottom_64636_19603" class="wpcu-front-box bottom " ><div class="wplp-box-item"><span class="text"><span style="max-height:2.8em" class="line_limit"></span></span><span class="custom_fields">
<!-- WPLP Unknown field: Custom_Fields -->
</span><a href="https://www.sosergipe.com.br/category/articulistas/outras-palavras/"  class="read-more">Saiba mais...</a></div></div></div></div></div><div class="swiper-button-next"></div><div class="swiper-button-prev"></div><div class="swiper-pagination"></div></div></div>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose%2F&amp;linkname=Eu%20queria%20ser%20John%20Lennon%20ou%20Odair%20Jos%C3%A9" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose%2F&amp;linkname=Eu%20queria%20ser%20John%20Lennon%20ou%20Odair%20Jos%C3%A9" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose%2F&amp;linkname=Eu%20queria%20ser%20John%20Lennon%20ou%20Odair%20Jos%C3%A9" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose%2F&amp;linkname=Eu%20queria%20ser%20John%20Lennon%20ou%20Odair%20Jos%C3%A9" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose%2F&#038;title=Eu%20queria%20ser%20John%20Lennon%20ou%20Odair%20Jos%C3%A9" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/eu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose/" data-a2a-title="Eu queria ser John Lennon ou Odair José"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/eu-queria-ser-john-lennon-ou-odair-jose/">Eu queria ser John Lennon ou Odair José</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Raduan Nassar, que amava tanto a literatura</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/raduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2021 11:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura&Afins]]></category>
		<category><![CDATA[A Festa]]></category>
		<category><![CDATA[artistas]]></category>
		<category><![CDATA[campo]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura Militar]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
		<category><![CDATA[ingenuidade]]></category>
		<category><![CDATA[inocência]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Ângelo]]></category>
		<category><![CDATA[LAVOURA ARCAICA]]></category>
		<category><![CDATA[leitor]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[opressão]]></category>
		<category><![CDATA[público]]></category>
		<category><![CDATA[Raduan Nassar]]></category>
		<category><![CDATA[regimento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=36664</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sempre que leio um texto escrito por Raduan Nassar me vem uma pergunta à cabeça: “O que terá feito esse homem das letras se “afastar” tanto assim da literatura?” Como é já sabido por todos, Nassar, que é descendente de libaneses e natural de Pindorama, cidade que fica no interior do estado de São Paulo, &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/raduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura/">Raduan Nassar, que amava tanto a literatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&amp;linkname=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&amp;linkname=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&amp;linkname=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&amp;linkname=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&#038;title=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/raduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura/" data-a2a-title="Raduan Nassar, que amava tanto a literatura"></a></p><div style="text-align: justify;">
<div dir="ltr">
<div style="text-align: justify;">
<figure id="attachment_25901" aria-describedby="caption-attachment-25901" style="width: 169px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-25901" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg" alt="" width="169" height="164" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg 409w" sizes="auto, (max-width: 169px) 100vw, 169px" /></a><figcaption id="caption-attachment-25901" class="wp-caption-text">Germano Viana Xavier (*)</figcaption></figure>
<p>Sempre que leio um texto escrito por Raduan Nassar me vem uma pergunta à cabeça: “O que terá feito esse homem das letras se “afastar” tanto assim da literatura?” Como é já sabido por todos, Nassar, que é descendente de libaneses e natural de Pindorama, cidade que fica no interior do estado de São Paulo, após escrever os livros LAVOURA ARCAICA, em 1975, e UM COPO DE CÓLERA, em 1978, decidiu “abandonar” a literatura para viver no campo, perto de suas raízes, ali por volta do ano de 1984. Além destes dois livros, conta-se dele apenas mais uma coletânea de contos, intitulada de MENINA A CAMINHO, criada em meados dos anos 60 do século passado e somente publicada no Brasil em meados dos anos 90 do mesmo século.</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Junto com a pergunta supracitada, vem sempre uma outra, que pego emprestada de um ensaio escrito por Ivan Ângelo, intitulado de NÓS, QUE AMÁVAMOS TANTO A LITERATURA, parte integrante do livro BRASIL: O TRÂNSITO DA MEMÓRIA, organizado por Jorge Schwartz e Saul Sosnowski: “Sobre quê um escritor deve escrever?” ou “Sobre quê circunstâncias um escritor deve escrever?” Se repararmos bem, Nassar publicou suas duas principais obras no interregno temporal em que se deu a Ditadura Militar no Brasil. Ponto. Mas ele não escreveu sobre o que quis e no momento em que quis que fossem escritos os seus livros? Não foi feliz por isso? Teria Nassar deixado de escrever e de publicar pelo simples fato de lhe faltar um por que para isso? Nassar só escrevia porque sentia que, assim, estaria desobedecendo ao regime autoritário em vigência naqueles idos? Mas por que se distanciar, se um escritor escreve sobre o que quiser e quando quiser? Questionamentos, apenas questionamentos&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">
<figure id="attachment_36666" aria-describedby="caption-attachment-36666" style="width: 539px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/filme-lavoura-arcaica.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-36666" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/filme-lavoura-arcaica-300x157.png" alt="" width="539" height="282" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/filme-lavoura-arcaica-300x157.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/filme-lavoura-arcaica.png 614w" sizes="auto, (max-width: 539px) 100vw, 539px" /></a><figcaption id="caption-attachment-36666" class="wp-caption-text">Simone Spoladore e Leonardo Medeiros em cena de Lavoura Arcaica (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>De acordo com Ângelo (1994, p.69), “<i>alguns regimes autoritários procuram dizer aos escritores sobre o que eles devem escrever; outros preferem dizer aos escritores sobre o que eles não devem escrever”</i>. Para o autor de A FESTA, no Brasil os militares optaram por dizer aos escritores o que eles não deveriam escrever. Então, isso quer dizer que tanto LAVOURA ARCAICA quanto UM COPO DE CÓLERA são obras que saíram a contragosto de seu autor? Duvido muito. Recentemente, Raduan Nassar discursou contra o até então iminente processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff num evento do governo, em uma de suas raras aparições públicas. Sinal claro que Nassar não é desses que se calam diante de movimentos opressivos e/ou de fenômenos repressivos contra quaisquer formas de liberdade de expressão.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Teria Nassar preferido o exílio em 1984 justo porque o Brasil se livrara da Ditadura Militar de uma vez por todas? Aquele momento de plena esperança no futuro do país seria a melhor hora de um escritor descansar? Ao contrapor os postulados da teoria da literatura induzida, que prega que “alguns livros são escritos conjuntamente pelo escritor e pelo leitor, isto é, pelo público, pela sociedade (ÂNGELO, 1994, p.69)” e, principalmente, por uma dada necessidade social, Nassar teria apontado para o desprezo total para com o texto literário? Duvido muito. Raduan Nassar, que tanto amava a literatura, simplesmente escolheu se recolher. E se alguém precisava tomar uma atitude, Nassar talvez tenha entendido, e já muito antes, que esse alguém não era ele, que sua literatura não carecia ser ou existir para meramente suprir a fome de alguns ou para ser contra algo ou a favor de. A literatura, pois, muitas vezes, é também a palavra que não se escreve, o verbo que não se oraliza, o sentimento que não se compartilha.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Sabedor dos regimentos que a patrulha ideológica imposta pela Ditadura Militar imprimia aos escritores e artistas em geral, Nassar haveria de escolher, calando-se, não ajudar a determinar o que os escritores deveriam escrever, quando os próprios escritores passaram a selecionar, num exacerbado jogo de cautela, o que deveria vir a público ou não, para que não sucumbissem nos instantes do “ao vivo” diante do “Big Brother” tupiniquim daquela época. Nassar certamente sabe que escrever sob indução é sempre muito perigoso. Porém, é possível fazer literatura sem ter um por que ou um para quê?</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Decerto que o tempo e as circunstâncias em que se vive são perfeitamente e inteiramente capazes de interferir na produção de uma obra literária, mas afirmar veementemente que só há literatura se há indução para tal é melar tudo. O próprio período ditatorial nacional envergou a produção do livro mais famoso de Ivan Ângelo, assim como tantos outros que tomaram rumos total ou parcialmente diferentes do que previamente foram pensados por seus respectivos autores a partir da inclusão da obra em um dado contexto social e político de caráter caótico-transformador, seja para o bem ou para o mal.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			</div>
<div></div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sobre A FESTA, Ângelo (1994, p.71) conta que</strong></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_36667" aria-describedby="caption-attachment-36667" style="width: 200px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-festa-de-Ivan-angelo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36667" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-festa-de-Ivan-angelo-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-festa-de-Ivan-angelo-200x300.jpg 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-festa-de-Ivan-angelo.jpg 240w" sizes="auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px" /></a><figcaption id="caption-attachment-36667" class="wp-caption-text">Capa do livro A Festa, de Ivan Ângelo</figcaption></figure>
<p><i>Foi um livro induzido, cobrado, pautado, porque a sociedade não tinha como se expressar e os livros eram um dos poucos espaços onde alguma coisa podia ser dita. Tudo o mais era fortemente censurado. Mas eu achei que isso poderia ser feito com domínio rigoroso do material, com controle absoluto do discurso político, com apoio único da eficiência na literatura mesma.</i></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">Como visto acima, a partir de muito esforço alguns autores conseguiam driblar a patrulha imposta pela censura, usando para isso de artimanhas as mais diversas. Todavia, isso não significava que o engajamento fosse símbolo máximo ou que fosse o caminho certeiro para a boa qualidade de uma obra ou para o estabelecimento do valor de um autor. A tomar o exemplo de Raduan Nassar, bem poderia ser dito que ele não quis se dar ao trabalho de se adaptar ao meio e que, por isso, preferiu enclausurar-se. Falácias e especulações postas de lado, mais lógico seria se se pensássemos que cada autor tem o seu tempo, que cada autor sofre suas mutações e que, em decorrência disso, também a sua palavra se modifica. E como para tudo há novos encaminhamentos&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>No cenário da Ditadura Militar, ainda por falar dos escritores que vivenciaram o período,</strong></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><i>O que resultou de bom foi que perdemos a inocência, a ingenuidade. Deixamos de ser política e artisticamente naifs e desenvolvemos um design mais contemporâneo. Não naquela época do “corre que lá vem os home”, mas já em torno dos anos 60, em plena abertura. Alguns autores de ficção compreenderam que o momento da abertura não deveria ser usado para tirar a camisa e exibir as feridas. O que eles fizeram foi apurar sua arte para se desvencilhar do passado, dos estilos, linguagens e temas do tipo pecezão, ou do tipo formalista. Buscaram uma estética não oprimida, não terceiro-mundista, para falar da opressão</i> (ÂNGELO, 1994, p.72).</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p>Em sua obra, Raduan Nassar, mesmo distante dos olhos dos leitores, como o próprio Ângelo (1994, p.73) cita, escolheu eliminar “as contradições entre os papéis políticos que as pessoas representam e sua verdade mais profunda”. Está aí o aprendizado, está aí o ensinamento. Ser escritor é fazer as lições que precisam ser feitas, custem elas o que custarem. E se for para sumir do mapa por um baita tempo, que seja para reforçar a todos o amor que se tem pela literatura mais viva e pulsante. Raduan Nassar, como muitos escritores e artistas em geral cujas trajetórias de fuga são por demais semelhantes, será para sempre um escritor a caminho, esteja onde e quando estiver.</p>
</div>
<div>
			</div></div></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div>
<p style="text-align: justify;"><div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">Referência</p>
<p style="text-align: justify;">ANGELO, Ivan. Nós, que amávamos tanto a literatura. In: SOSNOWSKI, Saúl; SCHWARTZ, Jorge. (Org.). <strong>Brasil: o trânsito da memória</strong>. São Paulo: EDUSP, 1994.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>
			</div></div></div>
<div></div>
<div><strong>Germano Viana Xavier</strong> é mestre em Letras e jornalista profissional (DRT BA 3647). Desenvolve estudos e pesquisas sobre Literatura e Direitos Humanos – Comunicação e Cultura – Literatura e Letramentos – Língua Portuguesa – Linguística – Cinema – Educação e Educomunicação. Idealizador/Coordenador Geral do Jornal de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS (ISSN 2357 8025), periódico fundado em março de 2012 e que circula no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Irlanda. Escreve desde 2007 o blog <a href="http://oequadordascoisas.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O EQUADOR DAS COISAS</a>, cujo arquivo conta hoje com aproximadamente 2.000 textos de sua autoria. Em 2016, seu livro de contos SOMBRAS ADENTRO foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura. Possui publicações em livros, jornais e revistas literárias diversas. Baiano desterrado, natural da Chapada Diamantina, tem 35 anos e atualmente habita o agreste meridional pernambucano. Canal no YouTube: <a href="https://www.youtube.com/oequadordascoisas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.youtube.com/oequadordascoisas</a></div>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;"><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></p>
</div>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&amp;linkname=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&amp;linkname=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&amp;linkname=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&amp;linkname=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fraduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura%2F&#038;title=Raduan%20Nassar%2C%20que%20amava%20tanto%20a%20literatura" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/raduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura/" data-a2a-title="Raduan Nassar, que amava tanto a literatura"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/raduan-nassar-que-amava-tanto-a-literatura/">Raduan Nassar, que amava tanto a literatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brasil, opção: Iniquidade</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/brasil-opcao-iniquidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 14:38:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Herética]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[convivência social]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura Militar]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura Vargas]]></category>
		<category><![CDATA[economia herética]]></category>
		<category><![CDATA[Gini]]></category>
		<category><![CDATA[índices]]></category>
		<category><![CDATA[iniquidade]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[reforma de previdência]]></category>
		<category><![CDATA[reforma tributária]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade brasileira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=35621</guid>

					<description><![CDATA[<p>Já se tornou um mantra nesta coluna, mas não há como negar: o Brasil é um país iníquo! Não é apenas desigual, é iníquo, mesmo! Isso quer dizer que as suas injustiças não são decorrências indesejadas geradas no seio do circuito produtivo derivadas de imperfeições em sua conduta. Em verdade, elas são efeitos projetados por &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/brasil-opcao-iniquidade/">Brasil, opção: Iniquidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbrasil-opcao-iniquidade%2F&amp;linkname=Brasil%2C%20op%C3%A7%C3%A3o%3A%20Iniquidade" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbrasil-opcao-iniquidade%2F&amp;linkname=Brasil%2C%20op%C3%A7%C3%A3o%3A%20Iniquidade" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbrasil-opcao-iniquidade%2F&amp;linkname=Brasil%2C%20op%C3%A7%C3%A3o%3A%20Iniquidade" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbrasil-opcao-iniquidade%2F&amp;linkname=Brasil%2C%20op%C3%A7%C3%A3o%3A%20Iniquidade" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbrasil-opcao-iniquidade%2F&#038;title=Brasil%2C%20op%C3%A7%C3%A3o%3A%20Iniquidade" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/brasil-opcao-iniquidade/" data-a2a-title="Brasil, opção: Iniquidade"></a></p><figure id="attachment_18874" aria-describedby="caption-attachment-18874" style="width: 202px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-18874" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética-300x132.png" alt="" width="202" height="89" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética-300x132.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética-768x338.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética-1024x450.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética.png 1096w" sizes="auto, (max-width: 202px) 100vw, 202px" /></a><figcaption id="caption-attachment-18874" class="wp-caption-text">Economia Herética/ Emerson Sousa</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Já se tornou um mantra nesta coluna, mas não há como negar: o Brasil é um país iníquo!</p>
<p style="text-align: justify;">Não é apenas desigual, é iníquo, mesmo!</p>
<p style="text-align: justify;">Isso quer dizer que as suas injustiças não são decorrências indesejadas geradas no seio do circuito produtivo derivadas de imperfeições em sua conduta. Em verdade, elas são efeitos projetados por uma intencionalidade previamente concertada.</p>
<p style="text-align: justify;">Em suma, é para ser assim, mesmo!</p>
<p style="text-align: justify;">Se assim não fosse, a estrutura produtiva ora existente não subsistiria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Iníquo pela própria natureza. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">As raízes desse cenário são seculares e remontam ao início da Invasão Portuguesa, ainda no ano de 1.500. Estas terras não foram pensadas para ser um país, elas foram imaginadas como fonte quase inesgotável de recursos primários, um baita de um “Fazendão”!</p>
<p style="text-align: justify;">E esse desígnio vem se mantendo com o passar das eras.</p>
<p style="text-align: justify;">A gestão desse projeto de violências e injustiças saiu do <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_Nacional_de_Queluz">Palácio de Queluz</a></span>, em Sintra (Portugal), e deslocou-se para a <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://visit.rio/que_fazer/quinta-da-boa-vista/">Quinta da Boa Vista</a>,</span> no Rio de Janeiro de 1808, mas, desde o início do século XX, ela reside entre a avenida Paulista e a Faria Lima (Brasília é só um “puxadinho”).</p>
<p style="text-align: justify;">É vital para o Brasil ser iníquo, porque sem esse predicado ele perde funcionalidade para o atual sistema arquitetado pela economia-mundo, a quem muitos chamam de globalização.</p>
<p style="text-align: justify;">Como ele é um fornecedor internacional de produtos primários (63% das exportações, em 2019) e importador de capitais ou de bens intensivos em capital, o que gera um brutal choque de produtividades, ele precisa concentrar riquezas nas mãos de poucos para que esses obtenham níveis de acumulação similares aos apresentados nos centros do capitalismo global.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma vergonha internacional.</strong></p>
<figure id="attachment_35623" aria-describedby="caption-attachment-35623" style="width: 454px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/indice-gini-no-brasil-e-no-mundo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35623" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/indice-gini-no-brasil-e-no-mundo-300x177.jpg" alt="" width="454" height="268" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/indice-gini-no-brasil-e-no-mundo-300x177.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/12/indice-gini-no-brasil-e-no-mundo.jpg 694w" sizes="auto, (max-width: 454px) 100vw, 454px" /></a><figcaption id="caption-attachment-35623" class="wp-caption-text">Retirado de:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.dicionariofinanceiro.com/indice-de-gini/"> https://www.dicionariofinanceiro.com/indice-de-gini/</a></span></figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, o Brasil possui o 7° pior <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&amp;id=2048:catid=28">Índice de Gini</a></span> do planeta, sendo superado apenas por nações africanas. Embora ele esteja entre os países de alto desenvolvimento, no âmbito do <a href="https://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home/idh0.html">Í<span style="color: #0000ff;">ndice de Desenvolvimento Humano (IDH)</span></a>, quando essa medida é ajustada pela desigualdade, o país perde mais de 25% de sua pontuação inicial, um dos piores desempenhos mundiais.</p>
<p style="text-align: justify;">Em se tratando da <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2018/09/13/jose-gabriel-palma-discute-dinamica-da-desigualdade-global-em-evento-na-unicamp#:~:text=O%20%C3%8Dndice%20Palma%2C%20por%20meio,de%20seu%20n%C3%ADvel%20de%20riqueza.">Medida de Palma</a>,</span> a vergonha é maior ainda. Com os 10% mais ricos possuindo uma renda 3,5 vezes maior do que a dos 40% mais pobres, o Brasil desfruta de uma situação pior do que a de Honduras, Ruanda, Congo, Libéria, Palestina, Iraque e Etiópia.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, o 1/5 mais rico da população possui uma renda total 15,5 vezes superior àquela percebida pelo 1/5 mais pobre. No Paraguai, essa razão é de 14,7 vezes; no Chile, 12,2; na Argentina, 10 e, no Uruguai, 9,1 vezes. Ou seja, mesmo entre os injustos, nós conseguimos ser mais!</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário do que se propaga, a marca principal dos países desenvolvidos é a desconcentração da riqueza. Países como Alemanha, Canadá, Noruega e Japão, detentores de altos níveis de qualidade de vida, são também donos de baixíssimos graus de desigualdade social.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, iniquidade é coisa de povo atrasado!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Democracia e equidade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E o Brasil é craque em promover iniquidades contra os mais diversos grupos sociais, de pretos a mulheres, de periféricos a retirantes, de crianças a idosos. É marca nacional fragilizar ainda mais aqueles já vulneráveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Por estas terras, homens recebem 29,6% a mais do que mulheres;  brancos 73,4% a mais do que pretos e pardos. No Amazonas, o rendimento médio habitual das pessoas é menos da metade daquele recebido no Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: justify;">No Piauí, a proporção de pessoas vivendo na extrema pobreza é sete vezes maior do que em São Paulo. E no interior da própria capital paulista, a iniquidade mostra as suas garras: em Paraisópolis, a expectativa de vida é, em média, 10 anos menor do que no vizinho Morumbi.</p>
<p style="text-align: justify;">E tais cenários são acentuados nos momentos em que se atacam as garantias individuais, os direitos sociais e as liberdades políticas. Tanto na Ditadura Vargas (1930/1945) quanto na Ditadura Militar (1964/1985), o percentual de riqueza concentrada pelo 1% mais rico mais do que dobrou.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, quem reduz a atrocidade das desigualdades é a democracia.</p>
<p style="text-align: justify;">O nosso primeiro período democrático (1946/1964) corrigiu a tragédia distributiva da Era Vargas, ao passo em que a 5ª República fundada na Constituição de 1988 vinha promovendo uma administração política de perfil cidadão o que amenizava o drama causado por nossas injustiças, até o brasileiro autorizar a sua desfiguração a partir de 2013.</p>
<p style="text-align: justify;">Noutras palavras, não há outro caminho que não o da redução acelerada das desigualdades para que sejam alcançados níveis civilizados de convivência social. A Europa e o Japão mostram isso claramente.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso somente pode ser atingido por meio da promoção de políticas públicas em escala industrial.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso que o Brasil erra perigosamente ao adotar medidas tais como as Reformas Previdenciária e Trabalhista e o Teto dos Gastos, uma vez que essas peças legais inviabilizam a capacidade dos governos em atacarem as causas das nossas injustiças.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais difícil que a ele pareça ser, o povo brasileiro precisa entender uma coisa: não se combate iniquidades sociais sem políticas públicas!</p>
<p style="text-align: justify;">A história mostra que mente quem diz o contrário.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, caso a sociedade brasileira queira viver numa nação solidária e equânime, com seu povo vivendo em harmonia, ela precisa promover a remodelação de sua estrutura produtiva e patrocinar uma radical ampliação de seu leque de políticas públicas.</p>
<p><strong>(*) Emerson Sousa</strong> é Mestre em Economia e Doutor em Administração</p>
<p><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbrasil-opcao-iniquidade%2F&amp;linkname=Brasil%2C%20op%C3%A7%C3%A3o%3A%20Iniquidade" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbrasil-opcao-iniquidade%2F&amp;linkname=Brasil%2C%20op%C3%A7%C3%A3o%3A%20Iniquidade" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbrasil-opcao-iniquidade%2F&amp;linkname=Brasil%2C%20op%C3%A7%C3%A3o%3A%20Iniquidade" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbrasil-opcao-iniquidade%2F&amp;linkname=Brasil%2C%20op%C3%A7%C3%A3o%3A%20Iniquidade" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbrasil-opcao-iniquidade%2F&#038;title=Brasil%2C%20op%C3%A7%C3%A3o%3A%20Iniquidade" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/brasil-opcao-iniquidade/" data-a2a-title="Brasil, opção: Iniquidade"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/brasil-opcao-iniquidade/">Brasil, opção: Iniquidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Começam depoimentos na Comissão da Verdade</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/comecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2016 21:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura Militar]]></category>
		<category><![CDATA[tortura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=3797</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Eu fui levado para as dependências laterais do 28º Batalhão de Caçadores aqui em Aracaju e estupidamente torturado. Tenho marcas no pulso, pois fui algemado, tomei choques elétricos, pontapés nas costelas, enfim, foi uma barbaridade inconfessável. Após 50 dias preso e depois de passar uma semana sendo torturado, perdi a visão imediatamente quando sai de &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/comecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade/">Começam depoimentos na Comissão da Verdade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcomecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade%2F&amp;linkname=Come%C3%A7am%20depoimentos%20na%20Comiss%C3%A3o%20da%20Verdade" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcomecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade%2F&amp;linkname=Come%C3%A7am%20depoimentos%20na%20Comiss%C3%A3o%20da%20Verdade" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcomecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade%2F&amp;linkname=Come%C3%A7am%20depoimentos%20na%20Comiss%C3%A3o%20da%20Verdade" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcomecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade%2F&amp;linkname=Come%C3%A7am%20depoimentos%20na%20Comiss%C3%A3o%20da%20Verdade" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcomecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade%2F&#038;title=Come%C3%A7am%20depoimentos%20na%20Comiss%C3%A3o%20da%20Verdade" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/comecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade/" data-a2a-title="Começam depoimentos na Comissão da Verdade"></a></p><p style="text-align: justify;">“Eu fui levado para as dependências laterais do 28º Batalhão de Caçadores aqui em Aracaju e estupidamente torturado. Tenho marcas no pulso, pois fui algemado, tomei choques elétricos, pontapés nas costelas, enfim, foi uma barbaridade inconfessável. Após 50 dias preso e depois de passar uma semana sendo torturado, perdi a visão imediatamente quando sai de lá”. Esse é um trecho do depoimento do ex—preso político na Operação Cajueiro, Milton Coelho, ouvido hoje, 26, pela Comissão Estadual da Verdade, no Museu da Gente Sergipana.</p>
<p style="text-align: justify;">Preso no dia 20 de fevereiro de 1976, Milton Coelho diz que é importante da ciência a todos os acontecimentos, pois, nem sempre são tratados com o devido cuidado.  “É necessário que a história seja conhecida. É preciso que sejam debatidos os fatos passados, que não puderam ser expostos e comentados, para que se crie condições democráticas e que, assim, não haja reversão no clima de democracia que estamos vivenciando hoje. É sabendo da história que se educa politicamente a população”, destacou.</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box warning  alignleft"><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">Os seis integrantes da Comissão ouvirão ainda, durante esta primeira fase, cerca de 20 pessoas. As sessões públicas são, contudo, apenas uma das estratégias de coleta de material. Haverá ainda, se necessário, novas oitivas e o recolhimento de depoimentos daqueles que desejam depor de maneira privada ou por escrito, além do acesso aos arquivos públicos, para que assim seja construído um relatório final, como explica Antônio Bittencourt, coordenador dos Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão, Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh), responsável por estabelecer a interlocução entre o Governo de Sergipe e os membros da Comissão.</p>
<p style="text-align: justify;">
			</div></div>
<figure id="attachment_3800" aria-describedby="caption-attachment-3800" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3800 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2016/01/ANTONIO-BITTENCOURT-FOTOJADILSONSIMOES-260116-33-300x199.jpg" alt="Bittencourt, coordenador dos Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão, Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh)" width="300" height="199" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2016/01/ANTONIO-BITTENCOURT-FOTOJADILSONSIMOES-260116-33-300x199.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2016/01/ANTONIO-BITTENCOURT-FOTOJADILSONSIMOES-260116-33-768x510.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2016/01/ANTONIO-BITTENCOURT-FOTOJADILSONSIMOES-260116-33-310x205.jpg 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2016/01/ANTONIO-BITTENCOURT-FOTOJADILSONSIMOES-260116-33.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-3800" class="wp-caption-text">Bittencourt, coordenador dos Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão, Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh)</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">“Essas ouvidas caminham simultaneamente a todo processo de levantamento de documentos, ou seja, toda a pesquisa documental. Ao tempo que as audiências estão acontecendo, nós já temos informações de arquivos, como por exemplo, o Arquivo Público do Estado de Sergipe, onde temos algo próximo a 750 fichas do antigo DOPS de pessoas de Sergipe ou de fora do Estado que passaram por aqui e eram fichadas pelos Órgãos de Repressão da Ditadura Militar”, detalhou. Ainda de acordo com ele, o papel da Comissão é “sobretudo um papel educativo e didático, já que são eles que farão com que a sociedade enxergue tais acontecimentos para que jamais sejam repetidos. São tempos que nós precisamos conhecer para que não mais aconteçam”, pontuou.</p>
<p style="text-align: justify;">As audiências públicas terão continuidade no decorrer da semana, quando serão ouvidos Bosco Rollemberg, na quinta-feira, 28, e Wellington Mangueira, na sexta-feira, 29. Para o presidente da comissão, Josué Modesto dos Passos Subrinho, a expectativa é que com o acervo de depoimentos que serão colhidos, se forme um panorama sobre a repressão política em Sergipe, especialmente nesse período da Operação Cajueiro. “A ideia é termos materiais para a reflexão histórica. Na realidade, há uma lacuna muito grande, já que a imprensa sergipana à época não noticiou a Operação, então é como se isso não tivesse existido, mas existiu e foi muito importante. E é isso que queremos preservar na memória para a reflexão das futuras gerações”, enfatizou.</p>
<p style="text-align: justify;">Instituída pelo governador Jackson Barreto através do decreto nº 30.030, em 26 de junho de 2015, a Comissão Estadual da Verdade visa o levantamento de informações relativas ao período de 1947 a 1985, e tem caráter independente, com a cooperação das Secretarias de Estado da Mulher Inclusão, Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh), e da Casa Civil.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcomecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade%2F&amp;linkname=Come%C3%A7am%20depoimentos%20na%20Comiss%C3%A3o%20da%20Verdade" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcomecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade%2F&amp;linkname=Come%C3%A7am%20depoimentos%20na%20Comiss%C3%A3o%20da%20Verdade" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcomecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade%2F&amp;linkname=Come%C3%A7am%20depoimentos%20na%20Comiss%C3%A3o%20da%20Verdade" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcomecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade%2F&amp;linkname=Come%C3%A7am%20depoimentos%20na%20Comiss%C3%A3o%20da%20Verdade" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcomecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade%2F&#038;title=Come%C3%A7am%20depoimentos%20na%20Comiss%C3%A3o%20da%20Verdade" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/comecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade/" data-a2a-title="Começam depoimentos na Comissão da Verdade"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/comecam-depoimentos-na-comissao-da-verdade/">Começam depoimentos na Comissão da Verdade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
