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	<title>Arquivo para discografia - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Acorda, amor: abriram as portas do hospício! Chame o ladrão</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/acorda-amor-abriram-as-portas-do-hospicio-chame-o-ladrao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2025 13:06:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; O que vimos nos últimos dias no Congresso Nacional foram cenas as mais absurdas e inimagináveis em toda a História do Brasil República e mais graves desde a redemocratização do país há 40 anos. Alguns tidos como “representantes do povo”, eleitos para legislar em favor do bem &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> que vimos nos últimos dias no Congresso Nacional foram cenas as mais absurdas e inimagináveis em toda a História do Brasil República e mais graves desde a redemocratização do país há 40 anos. Alguns tidos como “representantes do povo”, eleitos para legislar em favor do bem coletivo, rendendo-se da forma mais vil e vergonhosa a uma família de milicianos e a uma nação imperialista, sob o comando de um déspota e insensível, a quem se atribui a responsabilidade de liderar o mundo e defender a liberdade, quando este sucumbe povos inteiros com chantagens tarifárias e fecha os olhos para a extinção do povo palestino a olhos nus.</p>
<figure id="attachment_92522" aria-describedby="caption-attachment-92522" style="width: 207px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-15-092532.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-92522" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-15-092532-207x300.png" alt="Capa O Alienista" width="207" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-15-092532-207x300.png 207w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-15-092532.png 370w" sizes="(max-width: 207px) 100vw, 207px" /></a><figcaption id="caption-attachment-92522" class="wp-caption-text">O Alienista</figcaption></figure>
<p>Ao ver aquelas cenas grotescas, patrocinadas por gente ainda mais grotesca, que envergonha a nação e o parlamento brasileiro, vieram à minha mente dois expedientes dos quais vou me valer para expressar o que penso a respeito. Primeiro, <strong>a obra “<em><i>O Alienista</i></em>” (1881), de autoria de Machado de Assis</strong>. E também, a <strong>discografia de Chico Buarque de Holanda</strong>, em especial canções que ele ousou produzir em plena ditadura militar e, mesmo outras, após esta página triste da história. Há, nesse sentido, muito de atemporalidade, seja na literatura, seja na música, para não dizer de profético. Diria mais, há muito de lições sobre as quais devemos estar atentos para não sermos assaltados, outra vez, por essa gente “louca” que ama um regime totalitário e ideias toscas de democracia, liberdade de expressão e de direitos humanos, retorcidas para atender seus desejos de poder e impor seu preconceito e malquerença.</p>
<p>Publicado num contexto de crise do regime monárquico e ascensão do regime republicano, “<em><i>O Alienista</i></em>” traz passagens riquíssimas que nos ajudam a entender o porque do país está mergulhado nesta crise institucional e porque aqueles parlamentares agiram daquela forma, amotinando-se à mesa diretora do Congresso Nacional para chantagear os demais colegas, com vistas a dar anistia a golpistas, entre eles o ex-presidente da república, Jair Bolsonaro, que nem condenado foi ainda.</p>
<p>Segundo José Carlos Garbuglio (USP), na referida obra, Machado de Assis se debruça sobre a descrição e compreensão de “(&#8230;) <em><i>cujas personagens se desviam dum padrão de conduta tido como índice de normalidade da criatura humana</i></em>” (1994, p. 3). Qual sejam, aquelas que extrapolam a civilidade, sem que para tal não estejam (salvo melhor juízo e juízo técnico/psiquiátrico) desprovidas de suas faculdades mentais e, portanto, sofrendo de doença mental. Este, certamente, não é o caso dos deputados federais e senadores “rebeldes” de que estou a tratar.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>A obra gira em torno da personagem Dr. Simão Bacamarte, médico, que resolve criar na Vila de Itaguaí, um local (Casa Verde) para recolher e tratar pessoas alienadas, termo usado, àquela época para pessoas com problemas de saúde mental. Num arroubo de cientificismo, o “médico das mentes” acaba internando, praticamente, todo o lugar, inclusive a si próprio. Veja o que afirma o sujeito a respeito de seu experimento: “(&#8230;) <em><i>A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente</i></em>” (p. 17, edição de 1994).</p>
<p>Na sanha desenfreada de internar todo mundo na vila, do vigário ao delegado de polícia, a Câmara se rebelou e chegou a pedir a sua cabeça. À frente da turba, um barbeiro, Porfírio Caetano das Neves, que se autodenominava o “<em><i>Protetor da vila em nome de Sua Majestade, e do povo</i></em>”, o que nos faz lembrar a máxima hipócrita, do nosso tempo, totalmente em desuso e paradoxal para quem lambe as botas de Donald Trump no momento: “Deus, Pátria e Família”. Entretanto, aquela mesma Câmara, tempos depois, entrega ao Alienista a licença para internar alguns de seus edis, a começar por seu presidente, seguido do secretário, entre outros signatários do “incorruptível” Poder Legislativo.</p>
<p>O que nos levou, mais adiante, à conclusão do médico de que não havia loucos em Itaguaí, certificando-se “cientificamente” de que todos gozavam de plena saúde mental e que, por ventura, o único “louco” era ele. O que, em grande medida, nos remete àquela assertiva que diz: “<em><i>De médico e louco, todo mundo tem um pouco</i></em>”. O que não é o caso dos “rebeldes” do parlamento, que longe de agirem por loucura (antes fosse, pois haveria jeito), o fazem por maldade e nem ouso dizer por burrice para não ofender o animal e também aos desprovidos de capacidades intelectivas.</p>

			</div></div>
<figure id="attachment_92524" aria-describedby="caption-attachment-92524" style="width: 402px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/chico-buarque.webp"><img decoding="async" class=" wp-image-92524" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/chico-buarque-300x179.webp" alt="Chico Buarque" width="402" height="240" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/chico-buarque-300x179.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/chico-buarque-1024x613.webp 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/chico-buarque-768x459.webp 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/chico-buarque.webp 1170w" sizes="(max-width: 402px) 100vw, 402px" /></a><figcaption id="caption-attachment-92524" class="wp-caption-text">Cantor Chico Buarque Foto: Ricardo Stuckert/PR</figcaption></figure>
<p>Quanto a Chico Buarque, penso que trechos de algumas canções dizem tudo, sem que para tanto me valha de mais palavras e argumentos, como nas seguintes passagens que diz e canta:</p>
<blockquote><p>“Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir / Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir / E pelo grito demente que nos ajuda a fugir / Deus lhe pague” (1971); “Muita mutreta pra levar a situação / Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça” (1976); “O que será que será / Que dá dentro da gente e que não devia / Que desacata a gente, que é revelia Que é feito uma aguardente que não sacia” (1976); “Apesar de você, / amanhã há de ser / outro dia” ou “Quando chegar o momento / Esse meu sofrimento Vou cobrar com juros, juro” (1978); “Como é difícil acordar calado / Se na calada da noite eu me dano / Quero lançar um grito desumano / Que é uma maneira de ser escutado” (1978); “Dormia a nossa pátria-mãe tão distraída / Sem perceber que era subtraída / Em tenebrosas transações” (1984).</p></blockquote>
<p>Em meio a toda essa “loucura” que se tornou o parlamento brasileiro, esta semana o jornalista Octávio Guedes lembrou um episódio da Constituinte de 1988, envolvendo uma das figuras mais importantes da redemocratização do Brasil:</p>
<blockquote><p>&#8220;Em 1988, tentaram a mesma coisa com Ulisses Guimarães. E Ulisses falou: &#8216;Eu presido a constituinte, não um hospício&#8217;. Foi lá e levou os trabalhos constituintes adiante”.</p></blockquote>
<p>Ora, se em meio a toda essa balbúrdia, os presidentes das duas casas legislativas não punirem os amotinados e rebeldes, jamais “loucos”, e ficar tudo pelo mesmo, acabando em pizza, não há outra saída a não ser valer-me, mais uma vez, de Chico Buarque para dizer:</p>
<blockquote><p>“Acorda, amor / Não é mais pesadelo nada / Tem gente já no vão de escada / Fazendo confusão, que aflição / São os homens / E eu aqui parado de pijama / Eu não gosto de passar vexame / Chame, chame, chame / Chame o ladrão, chame o ladrão!” (1974).</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Padre Zezinho, memória musical e Maria de Nazaré</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/padre-zezinho-memoria-musical-e-maria-de-nazare/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 11:00:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Em 2015, tive a alegria de mergulhar em sua vida e discografia, ouvindo cada canção com atenção e também entusiasmo, posto que sou fã dele desde criança, há pelo menos quarenta anos. Na ocasião, publiquei pela Revista Práxis Pedagógica, da Faculdade PIO X (Aracaju-SE), um artigo científico &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2015, tive a alegria de mergulhar em sua vida e discografia, ouvindo cada canção com atenção e também entusiasmo, posto que sou fã dele desde criança, há pelo menos quarenta anos. Na ocasião, publiquei pela <em>Revista Práxis Pedagógica</em>, da Faculdade PIO X (Aracaju-SE), um artigo científico intitulado: “<em>Padre Zezinho, um cidadão do infinito: canções e reflexões – uma análise sócio teológica e histórica</em>”.</p>
<p>Naquela ocasião, dediquei-me a compreender a evangelização engajada e comprometida do artista da fé católica mais popular do Brasil, até a presente data. Possuia sua criatividade em anunciar, mas também a sua coragem de denunciar, por meio da música religiosa, inclusive em meio ao regime civil-militar dos anos 60 até os anos 80 do século XX.</p>
<figure id="attachment_81737" aria-describedby="caption-attachment-81737" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-81737" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Design-sem-nome-1-1.png 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81737" class="wp-caption-text">Padre Zezinho, um ícone da Igreja Católica<br />Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>Nascido no dia 8 de junho de 1941, em Machado, Minas Gerais, <strong><em>José Fernandes de Oliveira</em></strong> descobriu sua vocação para o altar em tenra idade, sendo coroinha aos 7 anos. Com passagens pelos seminários de Lavras (Minas Gerais) e de Corupá (Santa Catarina), firmou passos largos e sedimentados rumo ao sacerdócio, cuja ordenação aconteceu em dezembro de 1966, pela Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus.</p>
<p>A partir daquele momento, ele passou a entender que precisava levar Jesus Cristo e fazê-lo alcançar o coração e a sensibilidade da juventude, entendendo que as Missas deveriam ser mais atraentes para ela e também o uso da música como instrumento de evangelização e conversão. Vale salientar que o Brasil já começava a experimentar os primeiros efeitos revolucionários do Concílio Vaticano II (1962-1965): a Igreja se abria cada vez mais para os apelos e demandas do mundo.</p>
<p>Em 1968, ele iniciou sua carreira com o single “Shalom (ou Canção da Amizade)”, pela Edições Paulinas Discos-gravadora. Com 83 anos, segue lúcido, produzindo, evangelizando e sendo reconhecido pelas novas gerações de cantores católicos, leigos ou não, com regravações de seus sucessos que marcaram seus 56 anos como artista, fugindo e se esquivando da peja midiática e performática de alguns do mesmo gênero.</p>
<p>Este ano, na esteira das celebrações dos 50 anos do LP “Histórias que eu conto e canto”, pela Paulinas Comep, faz-se memória a um de seus maiores hits, “Maria de Nazaré”, talvez entre os mais tocados de todos os tempos. E, nesse sentido, vale dizer, antes de qualquer análise ou reflexão, que é uma canção atemporal e que resiste ao esquecimento, dada à sua profundidade teológica e à sua capacidade de tocar fundo em crianças e adultos de várias idades.</p>
<p>Lançado no final do ano de 1974, “Histórias que eu conto e canto” é composta por dez faixas, sendo cinco no Lado A e mais cinco no Lado B. Eu, particularmente, gosto muito de todas. Para além de “Maria de Nazaré”, uma atenção especial para “Jesus Cristo me deixou inquieto”, da qual destaco o seguinte verso: “Nunca mais eu pude olhar o mundo, / sem sentir aquilo que Jesus sentiu”.</p>
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<p>Em “Distração” (faixa 1), no preâmbulo da canção, Padre Zezinho narra:</p>
<p style="text-align: right;"><em>“Às vezes, no buliço do mundo, no vai e vem do cotidiano, é preciso tomar tempo, parar um pouco e deixar que fale o coração; alguns falam por carta, outros em diário, outros ainda em livros e revistas; e dou graças a Deus porque existe que não guarda para si, apena, a riqueza de sentimentos que o mundo foi trazendo até eles; eu nunca sonhei em ser cantor, poeta e nem compositor; quis e tão somente quero ser gente, cristão e padre; mas, foram os jovens que me disseram que o importante não era um Padre Zezinho músico, cantor ou artista e sim Padre Zezinho que lhe falasse de um jeito que eles entendem”.</em></p>

			</div></div>
<p>E muito disso está em todas as suas canções. “Maria de Nazaré” foi e é uma canção cativante, que assim como Nossa Senhora “fez mais forte a minha fé e por filho me adotou”. É um convite à oração, uma ode à Mãe do Céu, uma canção de ninar, uma declaração de amor, singela e assertiva, sem idolatria, com afeto filial. É uma canção leve, profunda e ao mesmo tempo simples, de acordes que embalam sonhos, esperanças e renova a alegria juvenil da gente.</p>
<p>Isto, por si só, a característica de “Maria de Nazaré” se manter ainda um sucesso, já se diz muita coisa, sobretudo se considerarmos o tempo em que vivemos, pautado pela cultura da valorização do chulo, grosseiro, descartável e artificial, incluindo aí a própria “inteligência”. A propósito, em sua nova encíclica, o Papa Francisco adverte: “<em>Na era da inteligência artificial, não podemos esquecer que a poesia e o amor são necessários para salvar o humano. O que nenhum algoritmo conseguirá abarcar, por exemplo, aquele momento de infância que se recorda com ternura</em>” (Dilexit nos – Amou-nos).</p>
<p>E assim, nessa toada de “Maria de Nazaré”, me pego pensando e escrevendo novamente em Deus: “De novo pensando em Jesus Cristo (&#8230;) / E novamente volto a ser quem sou”; um homem livre, que às voltas com mil perguntas, chorando e enxugando as lágrimas, tal qual Padre Zezinho, “Sou a consciência que examina tudo<br />
/ Tudo que a ciência põe na minha mão”; no meu caso, em particular, as palavras e suas ordenações poéticas, provocantes e inquietantes.</p>
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<p><strong>Referências</strong></p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://discografiapadrezezinho.blogspot.com">https://discografiapadrezezinho.blogspot.com</a></span></p>
<p>SANTOS, Claudefranklin Monteiro<em>. Padre Zezinho, um cidadão do infinito: canções e reflexões – uma análise sócio teológica e histórica</em>. <strong>Práxis Pedagógica</strong>: Revista do Curso de Pedagogia, Aracaju, Vol. 3; Nº 4, Jan/Jun 2015. <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://periodicos.piodecimo.edu.br/online/index.php/praxis/article/view/126">https://periodicos.piodecimo.edu.br/online/index.php/praxis/article/view/126</a>.</span></p>
<p>Padre Zezinho. História que eu conto e canto. São Paulo: Edições Paulinas Discos, 1974. LP.</p>
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