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	<title>Arquivo para conservadora - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 17 Jun 2024 14:52:45 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Fronteira entre o conservador e o negacionista: a resposta</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/fronteira-entre-o-conservador-e-o-negacionista-a-resposta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Valtenio Paes de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2024 14:37:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[argumento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Valtênio Paes de Oliveira (*) &#160; Numa reflexão no site Só Sergipe, afirmamos que a reação de Donald Tramp à sua condenação era uma ameaça à democracia. Em contraponto, um excelente douto estudioso, num grupo de &#8220;zap&#8221;, produziu uma reflexão que me empolgou para o debate no campo das ideias. De pronto, devolvi &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/fronteira-entre-o-conservador-e-o-negacionista-a-resposta/">Fronteira entre o conservador e o negacionista: a resposta</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffronteira-entre-o-conservador-e-o-negacionista-a-resposta%2F&amp;linkname=Fronteira%20entre%20o%20conservador%20e%20o%20negacionista%3A%20a%20resposta" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffronteira-entre-o-conservador-e-o-negacionista-a-resposta%2F&amp;linkname=Fronteira%20entre%20o%20conservador%20e%20o%20negacionista%3A%20a%20resposta" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffronteira-entre-o-conservador-e-o-negacionista-a-resposta%2F&amp;linkname=Fronteira%20entre%20o%20conservador%20e%20o%20negacionista%3A%20a%20resposta" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffronteira-entre-o-conservador-e-o-negacionista-a-resposta%2F&amp;linkname=Fronteira%20entre%20o%20conservador%20e%20o%20negacionista%3A%20a%20resposta" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffronteira-entre-o-conservador-e-o-negacionista-a-resposta%2F&#038;title=Fronteira%20entre%20o%20conservador%20e%20o%20negacionista%3A%20a%20resposta" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/fronteira-entre-o-conservador-e-o-negacionista-a-resposta/" data-a2a-title="Fronteira entre o conservador e o negacionista: a resposta"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Valtênio Paes de Oliveira (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>uma reflexão no site <strong>Só Sergipe</strong>, afirmamos que a reação de Donald Tramp à sua condenação era uma ameaça à democracia. Em contraponto, um excelente douto estudioso, num grupo de &#8220;zap&#8221;, produziu uma reflexão que me empolgou para o debate no campo das ideias. De pronto, devolvi com a pergunta: qual a fronteira entre o conservador e negacionista?</p>
<p>Nesse grupo, um terceiro, se apresenta tangenciando para o embate “esquerda x direita”. De bate  pronto, respondi com outro texto, aqui publicado, em 2018: <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/da-direita-e-esquerda-ao-individualismo-e-intolerancia-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">Da direita e esquerda ao individualismo e intolerância no Brasil.</a></span></strong> Na sequência, assumi o compromisso de apresentar resposta.</p>
<p>Eis!</p>
<p>É verdade que tudo pode aparecer no argumento dependendo do autor, porém convenha-se que tudo ficaria limpo e fácil se houvesse honestidade intelectiva fundada numa coerência argumentativa entre teoria e prática. Artur Schopenhauer disse na obra a “Arte de argumentar’ que uma das estratégias é “confundir a argumentação”. É o que o negacionista faz, fugir da verdade. Nos dias atuais, esta ideia está se enfraquecendo. Conservadores, progressistas, negacionistas usam o discurso conforme o interesse pessoal, principalmente no plano político.</p>
<p>Nada mais progressista do que conservadores políticos reivindicando para si direitos trabalhistas, políticos, religiosos e sociais. Porém quando chegam ao poder na família, no sindicato, no trabalho, na gestão pública ou particular, pedem fim dos poderes constitucionais a exemplo de Tramp e outros. Bem que deveriam ter honestidade intelectiva no uso do verbo, praticando o respectivo discurso. Melhor ainda, deveriam renunciar aos direitos conquistados com suor e sangue nas lutas, guerras e sofrimentos de milhões de pessoas desde a Revolução Francesa.</p>
<p>Conservador coerente deveria rejeitar todas as conquistas sociais e políticas conquistadas pelos outros. Ao contrário, aceita e festeja de bom grado. Uma fronteira visível está na semelhança quando ambos acatam tudo que não lhes beneficia, rejeitando a construção de mudanças pela via da verdade científica. Não deveriam aceitar por conveniência, mas por coerência.  Negacionista, conservador e progressista, todos, coerentes na prática do discurso são minorias na sociedade política.</p>
<p>Triste, porque um discurso incoerente pode enganar terceiros e falsear a verdade interior tornando-se desleal com os outros e até consigo mesmo.  Que não seja simplesmente pelo poder, mas sim, pelo desejo da busca da verdade e do saber.  Retidão pedagógica e, portanto, educativa, é a coerência argumentativa para se evitar o caos entre a verdade e a mentira, tão presente nos dias atuais.</p>
<p>Por outro lado, já tinha escrito aqui sobre o prolixo, chamando de chato. Assim, objetivamente exemplifico aproveitando o mês de junho no nordeste brasileiro: o conservador   dirá: festa de São João. O progressista dirá festa junina em respeito a todos os credos religiosos desvinculando de “santos”. O negacionista dirá o que melhor lhe aprouver negando princípios de verdade cultural ou científica. Assim, a fronteira entre o negacionista e conservador está na utilização dos fundamentos da cultura e da verdade. O primeiro segue literal e maquiavelicamente seus interesses políticos; o segundo atém-se à verdade cultural passada rejeitando mudanças. Para uma pergunta incisiva, resposta incisiva? Pode-se alongar o discurso? Pode-se chegar ao ponto central do diálogo com objetividade após construir o argumento? Pode-se construir devaneios? Pode-se pôr ordem no caos?  Ao conservador, como obter novas conquistas no saber, se não aceita mudanças?</p>
<p>Alguns discursos estão pobres porque vivem de requentar ideias vencidas pela história. Para engrandecer o discurso é preciso de argumentos novos com sustentáculos. Requentar é falacioso quando mente, como o negacionismo.  Conservar, escondendo-se das verdades evidenciadas, trava o progresso. Eis outra fronteira e com encruzilhada: a linha tênue entre mentira e verdade aprisionando as evidências sociais e científicas.</p>
<p>Postura negacionista contraria o saber, a ciência e as mudanças. Postura conservadora apega-se ao saber a ciência desde que seja beneficiário. Ambos buscam apoio de inocentes para se encontrarem no poder e pulverizarem o progressista.  Mais uma fronteira!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vendas de veículos novos caem 19,3% em Sergipe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2021 23:18:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A venda de veículos novos, em 2020, teve uma queda de 19,3% em Sergipe, segundo dados do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Estado (Sincodiv). No ano passado foram comercializados 14.734 veículos, enquanto que em 2019 foram 18.258, uma diferença de 3.524 unidades. Hoje, 8, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">Hoje, 8, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgou que a venda de carros novos no país  teve uma queda de 26,2% no ano de 2020, ao serem licenciados 2.058.437 unidades. No mês de dezembro houve crescimento de 8,4% na comparação com o mês anterior. O último mês foi o melhor em vendas no ano (243.967 unidades), com média diária de 11,6 mil unidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo matéria do site Garagem SE, as marcas que ocupam o pódio do ranking regional das 10 mais vendidas em 2020 são exatamente as mesmas que ficaram no topo em nível nacional. A General Motors (GM) foi líder de vendas no Brasil pelo quinto ano consecutivo, com 338.590 veículos licenciados no ano passado. Volkswagen e Fiat aparecem no segundo e terceiro lugares no ranking, ambas vendendo acima das 300 mil unidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Por aqui, a GM também foi a marca com a melhor performance do ano: foi a preferência de 2.782 clientes. Não muito distante da General Motors, com uma diferença de 240 automóveis comercializados, está a Volkswagen (2.542).</p>
<p style="text-align: justify;">A Fiat (1.487) completa o pódio, mas vale destacar que a disputa foi acirrada pelo terceiro lugar. A Ford (1.397) foi a quarta marca que mais vendeu em Sergipe em 2020, registrando apenas 90 unidades a menos do que a Fiat. A Hyundai (1.322) ficou na quinta colocação, com uma diferença de cerca de 70 unidades em relação à Ford.</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: left;"><strong>Ranking das dez marcas mais vendidas em Sergipe em 2020 – volume e participação no mercado</strong><br />
<strong><br />
GM: </strong>2.782 – 18,9%<br />
<strong>Volkswagen:</strong> 2.542 – 17,30%<br />
<strong>Fiat:</strong> 1.487 – 10,10%<br />
<strong>Ford:</strong> 1.397 – 9,50%<br />
<strong>Hyundai: </strong>1.322 – 9%<br />
<strong>Renault</strong>: 1.029 –  7%<br />
<strong>Toyota:</strong> 932 – 6,30%<br />
<strong>Jeep:</strong> 827 – 5,60%<br />
<strong>Nissan:</strong> 510 – 3,50%<br />
<strong>Honda:</strong> 406 – 2,80%</p>
<p style="text-align: justify;">
			</div></div>
<h3 style="text-align: justify;">Brasil</h3>
<p style="text-align: justify;">De acordo com a Anfavea, a produção chegou a 209.296 unidades em dezembro, o que segundo a entidade, foi uma boa surpresa, apesar de todos os desafios logísticos, das limitações de insumos e dos protocolos sanitários. “A indústria fez um grande esforço para atender a demanda, trabalhando aos finais de semana e suspendendo parte das férias coletivas, mas entra em 2021 com os estoques mais baixos de sua história, suficientes apenas para 12 dias de vendas”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.</p>
<p style="text-align: justify;">No acumulado do ano, houve queda de 31,6%, quando comparado às 2.944.988 unidades de 2019 com as 2.014.055 produzidas em 2020. “As quedas acentuadas, mas não tão drásticas como se projetava no início da pandemia. A grande injeção de recursos emergenciais na economia e a força do agronegócio ajudaram a amenizar as perdas do segundo trimestre, quando boa parte das fábricas e lojas permaneceram fechadas”.</p>
<p style="text-align: justify;">As exportações de 324.330 unidades no acumulado do ano foram as piores desde 2002, um retrocesso de quase duas décadas. O número foi 24,3% menor do que o registrado em 2019. Em valores, a receita de US$ 7,4 bilhões foi menos da metade do que se exportou em 2017 (US$ 15,9 bilhões).</p>
<h3 style="text-align: justify;">Previsões para 2021</h3>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o presidente da Anfavea, a entidade continua analisando o ano de 2020 com certa preocupação, mas avalia que os pontos positivos no meio da pandemia, apesar de todos as dificuldades, foram a injeção de liquidez nas linhas de crédito, o abono emergencial e as medidas de flexibilização para as indústrias &#8211; como a suspensão temporária dos contratos e a redução da jornada de trabalho. “Tudo isso ajudou a economia de alguma forma e atenuou a queda do PIB (Produto Interno Bruto)&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Moraes, ao olhar para 2021 a expectativa é a de que haja crescimento do PIB em torno de 3,5%, o que indica que haverá crédito suficiente para atender o crescimento do mercado. Ele avalia que o mercado trabalhará com um câmbio flutuante e que a confiança do consumidor pode ser prejudicada pela pandemia, o que pode ser revertido com a vacinação da população.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o presidente da Anfavea, entre os desafios a serem encarados pelo setor estão a fragilidade do mercado de trabalho, desafio fiscal com a crise da covid-19, aumento da carga tributária anunciada pelo estado de São Paulo, extensão da crise sanitária, questões de logística e de oferta.</p>
<p style="text-align: justify;">“Nossa estimativa para o setor em 2020 é conservadora, com um crescimento de 15% nos emplacamentos totais, 9% nas exportações, produção crescimento de 25%. Se percebermos que existe movimento diferente das premissas iniciais podemos rever e ajustar as projeções”, disse Moraes.</p>
<p>Fontes: Agência Brasil e Garagem SE</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Uma periferia conservadora</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/uma-periferia-conservadora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2020 18:31:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os 4.855 dias de governos petistas à frente da Presidência da República – entre 2003 e 2016 – promoveram o aumento do mercado de trabalho e dos níveis de consumo, resultado de ações que conjugaram distribuição de renda e mobilidade social, modificando as configurações socioeconômicas nas periferias das metrópoles e no interior do país. Por &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">Os 4.855 dias de governos petistas à frente da Presidência da República – entre 2003 e 2016 – promoveram o aumento do mercado de trabalho e dos níveis de consumo, resultado de ações que conjugaram distribuição de renda e mobilidade social, modificando as configurações socioeconômicas nas periferias das metrópoles e no interior do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Por conta dessas medidas, a renda média dos 50% mais pobres do país observou um aumento real de 40,4% entre 2003 e 2013. E mesmo com a crise política propiciada pelas manifestações desse último ano, o crescimento real da renda entre 2003 e 2015 foi de 27,9%.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2003, eram 20,2 milhões de pessoas recebendo uma renda inferior a US$ 1.90 por dia – essa é uma medida internacional de extrema pobreza – e, em 2014, esse total era de 5,6 milhões de brasileiros. Apenas para fins de comparação: em 2004, o Brasil possuía 6,2 vezes mais miseráveis do que os Estados Unidos. Nove anos depois, essa proporção era de 1,9 vezes.</p>
<p style="text-align: justify;">Também em 2003, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita brasileiro era tão somente 95,9% do PIB per capita cubano. Após uma década de governo trabalhista, o PIB per capita do Brasil era quase o dobro daquele detido pela pequena ilha caribenha.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, perante isso, qual foi a reação do povo brasileiro? Resolveu tirar esse governo!</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, não para substituí-lo por uma Administração Política mais avançada. Pelo contrário, o fez para destruir não só o que o mandato reformista do Partido dos Trabalhadores construiu, mas, também, toda a parca e anêmica estrutura de proteção social erigida pela Constituição Federal de 1988.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual a razão disso?</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez isso ocorra porque o brasileiro é individualista, desinteressado e despolitizado!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>UMA CIDADANIA DEFICIENTE</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa constatação surge a partir da leitura dos resultados obtidos por uma <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fpabramo.org.br/publicacoes/publicacao/percepcoes-e-valores-politicos-nas-periferias-de-sao-paulo/">pesquisa</a></span> promovida pela Fundação Perseu Abramo sobre as percepções e os valores políticos prevalentes nas periferias da cidade de São Paulo e que, resguardadas as devidas proporções, pode tranquilamente ser estendida para o grosso da população brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Naquele trabalho fica claro que a mentalidade do referido grupo social se dá pela justaposição entre valores do liberalismo, do individualismo, da ascensão pelo trabalho e do sucesso pelo mérito, na qual não cabe o conceito de “Luta de Classes”, mas de que o Estado é o “inimigo” a ser combatido.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos gerais, para o agente social representado pelo morador das periferias de São Paulo, o debate sobre política é raro, é raso e é fortemente pautado pela mídia corporativa, sendo pouquíssimos os conceitos políticos adequadamente apropriados por ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os aspectos de sua vida – trabalho, família e religião – são organizados com a perspectiva de se “vencer na vida” e, em sua mente, esse objetivo se dá em função do nível de esforço pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">O senso de coletividade é indevidamente trabalhado, uma vez que a ação individual é vista como o determinante de “sucesso”. Por isso que Políticas Públicas não são vistas como vetor de dignidade e cidadania, mas como reflexo de “incapacidades”!</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse contexto, a ascensão social é o principal objeto de desejo e elemento de diferenciação, tendo na capacidade de consumo o seu corolário. O mérito individual entra nessa história como legitimador desse processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso se dá numa ambiência na qual a ideia de que “ <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://jornalggn.com.br/noticia/ubuntu-eu-sou-porque-nos-somos-2/">eu sou porque nós somos!</a></span> ” é totalmente eclipsada pela lembrança de que “&#8230;faz por ti, que eu te ajudarei! “. Não à toa que, país afora, os templos neopentecostais estão lotados enquanto as associações de moradores e os sindicatos estão vazios.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há a percepção de que sociedades civilizadas – como bem mostra a história da Europa – são uma construção coletiva politicamente mediada e institucionalmente estruturada. Em absoluto! O juízo geral é o da <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://piseagrama.org/logica-do-condominio/">Lógica do Condomínio</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Muito embora os indicadores sociais brasileiros não permitam uma coisa dessa, como se vê, o sentimento da maioria do povo brasileiro está mais para Wall Street do que para Wakanda!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/09/livro-o-espaco-do-cidadao.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32348 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/09/livro-o-espaco-do-cidadao.jpg" alt="" width="190" height="265" /></a>O geógrafo baiano <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://miltonsantos.com.br/site/">Milton Santos</a> </span>já falava disso quando declarou, no livro O Espaço do Cidadão, que muitos brasileiros não são cidadãos, e muitos outros mais nem sabem que não o são. Por sinal, como ele também já defendera, o brasileiro se vê melhor no papel de consumidor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso que, desde 2010, a votação em candidatos despolitizadores ou de perfil conservador vem aumentando, processo cuja <em>pièce de resistence</em> está na eleição da Sra. Janaína Paschoal (2.031.829 votos para o cargo de Deputado Estadual em São Paulo, no ano de 2018).</p>
<p style="text-align: justify;">O brasileiro médio não quer compromisso com a construção de uma sociedade solidária, ele quer apenas acesso ao consumo. Afinal, isso dá menos trabalho e exige menos de sua já atribulada rotina diária.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>CORREÇÃO DE RUMOS</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A Administração Política desejada pelo brasileiro é aquela na qual ele pouco se responsabilize pela condução da coisa pública, cujas ações são delegadas a experts, de preferência honestos. Em que as desigualdades sejam combatidas com facilidade de acesso a oportunidades, com o mercado regulando a vida social.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que essa é uma conta impossível de ser fechada. Afinal, a população só vai alcançar esses objetivos se ela tomar parte do processo político, e isso somente surtirá efeito se for feito em “escala industrial”.</p>
<p style="text-align: justify;">Política é uma representação de força e essa força se dá como função dos recursos disponíveis ou dos níveis de intervenção. Se as massas não são donas dos recursos, a elas resta apenas participar. Mas elas não querem participar!</p>
<p style="text-align: justify;">Obviamente, esse é um fenômeno complexo e multifacetado, que está longe de ser exaurido nestas linhas, porém, que precisa ser abordado de modo adequado e a melhor forma de fazer isso é focando a população em geral como um dos seus elementos constituintes e, não, como um fator externo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, ela faz parte desse processo!</p>
<p style="text-align: justify;">Tenha em mente que não será possível mudanças estruturais nesse sentido relativizando-se ou contemporizando com esse estado de coisas. Mais do que convencimento, isso precisa ser denunciado.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, uma correção de rumo, que venha a colocar o brasileiro nos trilhos de uma sociedade menos desigual e mais cidadã, exige a retomada de um ostensivo discurso coletivista e uma prática extensivamente compromissada com essa mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">E antes que surjam críticas ao presente texto, alegando que ele tão somente reflete aquela velha ideia de que “ A culpa é do povo! ”, torna-se necessário lembrar as palavras do educador Paulo Freire que nos exorta: “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor!”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(*) Emerson Sousa</strong> é Mestre em Economia e Doutor em Administração</p>
<p style="text-align: justify;"><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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