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	<title>Arquivo para carne - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>EUA impõem tarifa de 25% ao Brasil e governo promete reação imediata</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:07:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira (15), de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, medida que entra em vigor em 22 de julho. A sobretaxa foi confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), ao concluir uma investigação comercial iniciada há cerca &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feua-impoem-tarifa-de-25-ao-brasil-e-governo-promete-reacao-imediata%2F&amp;linkname=EUA%20imp%C3%B5em%20tarifa%20de%2025%25%20ao%20Brasil%20e%20governo%20promete%20rea%C3%A7%C3%A3o%20imediata" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feua-impoem-tarifa-de-25-ao-brasil-e-governo-promete-reacao-imediata%2F&amp;linkname=EUA%20imp%C3%B5em%20tarifa%20de%2025%25%20ao%20Brasil%20e%20governo%20promete%20rea%C3%A7%C3%A3o%20imediata" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feua-impoem-tarifa-de-25-ao-brasil-e-governo-promete-reacao-imediata%2F&amp;linkname=EUA%20imp%C3%B5em%20tarifa%20de%2025%25%20ao%20Brasil%20e%20governo%20promete%20rea%C3%A7%C3%A3o%20imediata" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feua-impoem-tarifa-de-25-ao-brasil-e-governo-promete-reacao-imediata%2F&amp;linkname=EUA%20imp%C3%B5em%20tarifa%20de%2025%25%20ao%20Brasil%20e%20governo%20promete%20rea%C3%A7%C3%A3o%20imediata" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Feua-impoem-tarifa-de-25-ao-brasil-e-governo-promete-reacao-imediata%2F&#038;title=EUA%20imp%C3%B5em%20tarifa%20de%2025%25%20ao%20Brasil%20e%20governo%20promete%20rea%C3%A7%C3%A3o%20imediata" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/eua-impoem-tarifa-de-25-ao-brasil-e-governo-promete-reacao-imediata/" data-a2a-title="EUA impõem tarifa de 25% ao Brasil e governo promete reação imediata"></a></p><p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="103" data-end="560">O governo brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira (15), de impor uma tarifa adicional de <strong data-start="262" data-end="296">25% sobre produtos brasileiros</strong>, medida que entra em vigor em <strong data-start="327" data-end="342">22 de julho</strong>. A sobretaxa foi confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), ao concluir uma investigação comercial iniciada há cerca de um ano com base na Seção 301 da legislação norte-americana.</p>
<p data-start="562" data-end="908">A decisão inaugura um novo capítulo de tensão nas relações comerciais entre os dois países e pode provocar impactos sobre exportações brasileiras, investimentos e cadeias produtivas, embora produtos como <strong data-start="766" data-end="907">carne bovina, café, suco de laranja, peças aeronáuticas e itens ligados aos setores de petróleo e gás tenham ficado fora da nova alíquota</strong>.</p>
<p data-start="910" data-end="1168">Em nota assinada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), a Presidência da República afirmou que o Brasil não reconhece a legitimidade da investigação conduzida pelo USTR e classificou a medida como incompatível com as regras multilaterais de comércio.</p>
<blockquote data-start="1170" data-end="1300">
<p data-start="1172" data-end="1300">“O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”, afirmou o governo.</p>
</blockquote>
<p data-start="1302" data-end="1545">O Palácio do Planalto informou ainda que acionará imediatamente a <strong data-start="1368" data-end="1402">Lei da Reciprocidade Econômica</strong>, aprovada pelo Congresso Nacional em 2025, além de recorrer ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).</p>
<h2 data-section-id="1txy3tw" data-start="1547" data-end="1592">O que motivou a decisão dos Estados Unidos</h2>
<p data-start="1594" data-end="1770">A investigação conduzida pelo USTR concluiu que o Brasil mantém práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais norte-americanos. Entre os pontos levantados estão:</p>
<ul data-start="1772" data-end="2006">
<li data-section-id="5sn9z4" data-start="1772" data-end="1841">políticas relacionadas ao Pix e aos meios eletrônicos de pagamento;</li>
<li data-section-id="yto1za" data-start="1842" data-end="1879">regulação das plataformas digitais;</li>
<li data-section-id="1d57jl8" data-start="1880" data-end="1921">acesso ao mercado brasileiro de etanol;</li>
<li data-section-id="dosec6" data-start="1922" data-end="1960">proteção da propriedade intelectual;</li>
<li data-section-id="1maknz6" data-start="1961" data-end="1983">combate à corrupção;</li>
<li data-section-id="hdr4wq" data-start="1984" data-end="2006">desmatamento ilegal.</li>
</ul>
<p data-start="2008" data-end="2363">Na avaliação do órgão americano, algumas políticas públicas brasileiras favoreceriam sistemas nacionais de pagamento, como o Pix, colocando empresas dos Estados Unidos em desvantagem competitiva. O relatório também critica acordos comerciais preferenciais concedidos pelo Brasil a outros parceiros sem tratamento equivalente aos produtos norte-americanos.</p>
<h2 data-section-id="1oyh0i2" data-start="2365" data-end="2416">Governo rebate críticas ao Pix e ao desmatamento</h2>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-scaled.png"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-99977 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-scaled.png" alt="" width="2560" height="1429" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-scaled.png 2560w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-300x167.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-1024x572.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-768x429.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-1536x857.png 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-2048x1143.png 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a></p>
<p data-start="2418" data-end="2497">O governo brasileiro reagiu duramente às justificativas apresentadas pelo USTR.</p>
<p data-start="2499" data-end="2670">Segundo a nota oficial, as acusações envolvendo o Pix são &#8220;descabidas&#8221; e representam uma tentativa de questionar uma infraestrutura pública reconhecida internacionalmente.</p>
<blockquote data-start="2672" data-end="2773">
<p data-start="2674" data-end="2773">&#8220;O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital.&#8221;</p>
</blockquote>
<p data-start="2775" data-end="3003">O Planalto também classificou como &#8220;absurdas&#8221; as críticas relacionadas ao desmatamento, afirmando que, desde 2023, o país intensificou o combate aos crimes ambientais e reduziu significativamente a devastação em todos os biomas.</p>
<p data-start="3005" data-end="3337">Outro argumento apresentado pelo governo brasileiro é que, durante as audiências públicas promovidas pelo USTR, <strong data-start="3117" data-end="3242">63 das 78 manifestações feitas por representantes do setor privado dos dois países foram contrárias à adoção da sobretaxa</strong>, indicando que parte significativa do empresariado americano também teme prejuízos econômicos.</p>
<h2 data-section-id="6kon8l" data-start="3339" data-end="3374">Brasil destaca superávit dos EUA</h2>
<p data-start="3376" data-end="3497">Na defesa apresentada pelo governo, um dos principais argumentos é o histórico da balança comercial entre os dois países.</p>
<p data-start="3499" data-end="3692">Segundo dados oficiais norte-americanos citados pela Presidência, <strong data-start="3565" data-end="3691">os Estados Unidos acumularam superávit de US$ 424,5 bilhões nas trocas de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos</strong>.</p>
<p data-start="3694" data-end="3705">Além disso:</p>
<ul data-start="3707" data-end="3907">
<li data-section-id="759r7y" data-start="3707" data-end="3814">em 2025, <strong data-start="3718" data-end="3813">76% das importações provenientes dos EUA entraram no Brasil sem pagar imposto de importação</strong>;</li>
<li data-section-id="1vye6ko" data-start="3815" data-end="3907">a tarifa média efetivamente aplicada aos produtos norte-americanos foi de apenas <strong data-start="3898" data-end="3906">3,1%</strong>.</li>
</ul>
<p data-start="3909" data-end="4034">Para o governo brasileiro, esses números demonstram que não existe fundamento econômico para a adoção de medidas unilaterais.</p>
<h2 data-section-id="vshk67" data-start="4036" data-end="4069">Fazenda prevê impacto limitado</h2>
<p data-start="4071" data-end="4202">Apesar da gravidade da decisão, o Ministério da Fazenda avalia que os efeitos macroeconômicos tendem a ser relativamente restritos.</p>
<p data-start="4204" data-end="4416">Segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE), o mercado norte-americano respondeu por aproximadamente <strong data-start="4310" data-end="4353">11% das exportações brasileiras em 2025</strong>, representando menos de <strong data-start="4378" data-end="4415">2% do Produto Interno Bruto (PIB)</strong>.</p>
<p data-start="4418" data-end="4635">A avaliação é que parte das perdas poderá ser compensada pela ampliação das vendas para outros mercados, estratégia que vem sendo adotada desde as primeiras restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos em 2025.</p>
<p data-start="4637" data-end="4858">O governo também estuda novas medidas de apoio aos setores mais afetados por meio do <strong data-start="4722" data-end="4747">Plano Brasil Soberano</strong>, com linhas de crédito, incentivo à diversificação de mercados e instrumentos de proteção à produção nacional.</p>
<h2 data-section-id="a4uqt0" data-start="4860" data-end="4902">Indústria teme perda de competitividade</h2>
<p data-start="4904" data-end="4974">As principais entidades empresariais do país reagiram com preocupação.</p>
<p data-start="4976" data-end="5250">A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a sobretaxa amplia um cenário já desfavorável para as exportações brasileiras. Segundo a entidade, as vendas aos Estados Unidos recuaram <strong data-start="5168" data-end="5204">13% no primeiro semestre de 2026</strong>, uma redução de cerca de <strong data-start="5230" data-end="5249">US$ 2,6 bilhões</strong>.</p>
<p data-start="5252" data-end="5483">Federações estaduais, como Fiesp, Fiemg e Fiergs, também alertaram para possíveis efeitos sobre investimentos, empregos, renegociação de contratos e perda de competitividade em setores industriais que dependem do mercado americano.</p>
<h2 data-section-id="ek2xm0" data-start="5485" data-end="5523">Lei da Reciprocidade será utilizada</h2>
<p data-start="5525" data-end="5643">Entre os instrumentos disponíveis ao governo brasileiro está a <strong data-start="5588" data-end="5622">Lei da Reciprocidade Econômica</strong>, sancionada em 2025.</p>
<p data-start="5645" data-end="5749">A legislação permite que o Brasil responda a medidas unilaterais adotadas por outros países por meio de:</p>
<ul data-start="5751" data-end="5951">
<li data-section-id="1cyqdeb" data-start="5751" data-end="5792">imposição de tarifas sobre importações;</li>
<li data-section-id="jcgcxv" data-start="5793" data-end="5830">suspensão de concessões comerciais;</li>
<li data-section-id="1qhvmp1" data-start="5831" data-end="5888">medidas envolvendo direitos de propriedade intelectual;</li>
<li data-section-id="9sto7f" data-start="5889" data-end="5951">outras contramedidas econômicas autorizadas pela legislação.</li>
</ul>
<p data-start="5953" data-end="6035">O governo também pretende retomar o caso na Organização Mundial do Comércio (OMC).</p>
<h2 data-section-id="uzrqeu" data-start="6037" data-end="6101">Histórico da escalada tarifária entre Brasil e Estados Unidos</h2>
<p data-start="6103" data-end="6264">A atual tarifa de 25% não surgiu de forma isolada. Ela representa o capítulo mais recente de uma escalada comercial iniciada durante o novo governo Donald Trump.</p>
<h3 data-section-id="1d5wqrv" data-start="6266" data-end="6305">Abril de 2025: tarifa global de 10%</h3>
<p data-start="6307" data-end="6589">Em <strong data-start="6310" data-end="6332">2 de abril de 2025</strong>, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa básica de <strong data-start="6384" data-end="6436">10% sobre importações provenientes de 125 países</strong>, incluindo o Brasil. A medida fazia parte de uma política de revisão das relações comerciais internacionais e atingiu cerca de 185 países e territórios.</p>
<h3 data-section-id="1xakqqk" data-start="6591" data-end="6627">Agosto de 2025: sobretaxa de 40%</h3>
<p data-start="6629" data-end="6787">Poucos meses depois, Washington elevou significativamente a pressão ao impor uma <strong data-start="6710" data-end="6740">sobretaxa adicional de 40%</strong> sobre diversos produtos agrícolas brasileiros.</p>
<h3 data-section-id="5lvgrg" data-start="6789" data-end="6833">Novembro de 2025: flexibilização parcial</h3>
<p data-start="6835" data-end="7091">Após negociações diplomáticas e pressão de setores empresariais dos dois países, os EUA reduziram tarifas de alguns produtos, como carne bovina, café, tomate e banana. Dias depois, revogaram a sobretaxa de 40% aplicada às exportações agrícolas brasileiras.</p>
<h3 data-section-id="gnel5n" data-start="7093" data-end="7140">Fevereiro de 2026: decisão da Suprema Corte</h3>
<p data-start="7142" data-end="7306">Em <strong data-start="7145" data-end="7172">20 de fevereiro de 2026</strong>, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por <strong data-start="7222" data-end="7237">6 votos a 3</strong>, que parte das tarifas globais impostas por Donald Trump era ilegal.</p>
<p data-start="7308" data-end="7471">No mesmo dia, entretanto, o presidente assinou um novo decreto restabelecendo uma tarifa global de <strong data-start="7407" data-end="7432">10% sobre importações</strong>, utilizando outro fundamento jurídico.</p>
<h3 data-section-id="1tthouo" data-start="7473" data-end="7538">Julho de 2026: investigação do USTR termina com tarifa de 25%</h3>
<p data-start="7540" data-end="7680">O encerramento da investigação conduzida pelo USTR resultou agora na aplicação da nova tarifa de <strong data-start="7637" data-end="7644">25%</strong>, voltada especificamente ao Brasil.</p>
<p data-start="7682" data-end="8020">Além disso, o país ainda enfrenta uma <strong data-start="7720" data-end="7754">segunda investigação comercial</strong> dos Estados Unidos, relacionada a supostas violações envolvendo trabalho forçado. Caso a nova medida também seja implementada, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar uma tributação acumulada de até <strong data-start="7960" data-end="7969">37,5%</strong>, ampliando a pressão sobre exportadores nacionais.</p>
<h2 data-section-id="1exii8p" data-start="8022" data-end="8040">Próximos passos</h2>
<p data-start="8042" data-end="8172">Nos próximos dias, o governo americano divulgará no <em data-start="8094" data-end="8112">Federal Register</em> a lista definitiva dos produtos atingidos pela nova tarifa.</p>
<p data-start="8174" data-end="8421">Enquanto isso, o governo brasileiro trabalha em duas frentes: ampliar o número de produtos isentos por meio da negociação diplomática e preparar medidas de compensação para preservar empregos, exportações e a competitividade da indústria nacional.</p>
<p data-start="8423" data-end="8603" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A decisão marca um dos momentos de maior tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos nas últimas décadas e deve influenciar as relações econômicas bilaterais nos próximos meses.</p>
<p data-start="8423" data-end="8603" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Fonte: Agência Brasil</p>
<p data-start="8423" data-end="8603" data-is-last-node="" data-is-only-node="">
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		<item>
		<title>Carta ao juiz que condenou o Frei Enoque a 16 anos e seis meses</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/carta-ao-juiz-que-condenou-o-frei-enoque-a-16-anos-e-seis-meses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Eduardo Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2026 14:05:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[acicate]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
		<category><![CDATA[condenado]]></category>
		<category><![CDATA[flecido]]></category>
		<category><![CDATA[Frei Enoque]]></category>
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		<category><![CDATA[penitenciária]]></category>
		<category><![CDATA[Poço Redondo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Eduardo Costa (*) &#160; Em memória de Frei Enoque Salvador de Melo. Texto escrito em 02/10/2015. &#160; Permita-me, senhor Juiz, levar-lhe estas considerações, e, se assim as faço públicas, é porque públicas sempre foram, por consequência do ofício, todas as minhas manifestações, sempre completadas pelo nome que nelas imprimo, traduzindo a responsabilidade &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Eduardo Costa (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Em memória de Frei Enoque Salvador de Melo. Texto escrito em 02/10/2015.</p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">P</span>ermita-me, senhor Juiz, levar-lhe estas considerações, e, se assim as faço públicas, é porque públicas sempre foram, por consequência do ofício, todas as minhas manifestações, sempre completadas pelo nome que nelas imprimo, traduzindo a responsabilidade que, há mais de 50 anos, pelas linhas que escrevo sempre assumi.</p>
<p>Faço-as com o respeito que devoto à Justiça, não apenas por querer ser fiel à memória de um pai e a de um avô, operadores da Justiça que, eles próprios, em tempos diversos e adversos, lhes viram faltar, quando o arbítrio desembestou-se em perseguí-los; mas, também, por ter sentido na própria carne, e em outro tempo, o opressivo e insuportável peso da ausência das leis, que o arbítrio suprimiu.</p>
<p>Por não ter a honra de conhecê-lo pessoalmente, imagino que o senhor seja um jovem magistrado, incendiado por aquele virtuoso sentimento de fazer cumprir a lei, diante da qual todos se devem igualar. Imagino, também, que o senhor, por ser jovem, não viveu um tempo historicamente recente, quando, ao desamparo da lei suprimida, tantos foram jogados em cubículos, porque o autoritarismo dominante assim o queria. Mas o senhor poderá aquilatar o silêncio mudo do desespero daqueles, órfãos da cidadania que lhes foi roubada.</p>
<p>Portador dessa sensibilidade, o senhor mesmo, consciente de que tomou a decisão acertada, poderá fazer uma ideia daquilo que se estará passando na cabeça de um homem ao transpor as portas de uma Penitenciária sentindo o dorido acicate daquele cilício torturante da dúvida sobre a justiça dos homens, e querendo sustentar a esperança de que o Deus em que ele crê, lhe cobrirá de indulgências, porque, se Ele existir, e se Ele estiver pressurosamente a acompanhar o que fazem os homens, saberá, que aquele homem pobremente vestido, se fez, todavia, ricamente ornado daquela virtude que um Seu mensageiro quis, sem muito sucesso, espalhar pela terra, quando ensinou: Amai-vos uns aos outros.</p>
<p>Aquele homem que o senhor condenou, senhor Juiz, errou sim, por acreditar que a solidariedade devida aos que sofrem, seria mais importante do que os rituais exigidos pelas formalidades da lei.</p>
<p>Aquele homem que o senhor condenou, senhor Juiz, se fez portador da santificada ascese de quem quer seguir o mandamento primeiro, o “amai-vos uns aos outros”, que a sociedade da competição, do egoísmo e da sofreguidão consumista há muito tempo relegou ao quase esquecimento.</p>
<p>Aquele homem que o senhor condenou, senhor Juiz, errou, ao imaginar que a pureza moral, a aversão aos bens materiais, seriam suficientes para justificar os seus atos, e errou ainda mais, ao supor, com a ingenuidade dos crédulos, que todos os que o rodeavam, seriam portadores, ou pelo menos seguidores dos sonhos sublimes que ele acalentava.</p>
<p>O homem subjugado, humilhado e destruído por ter naufragado no sonho etéreo de uma Justiça inconsútil, ao entrar na Penitenciária à qual o senhor o condenou em nome de uma Justiça concreta, real, deixa atrás de si o rastro esperançoso de uma caminhada, a “caminhada da cidadania” que, se não pôde modernizar a arcaica e sufocada economia do miseravelmente pobre Poço Redondo, conseguiu, porém, dar vida pulsante a um benfazejo embrião de sentimentos de autoestima, cidadania e solidariedade, traduzidos em atos como as doações feitas pelos pobres, todos os meses, para amenizar carências, tais como a incapacidade do poder público para manter um hospital.</p>
<p>Ficou, também, dessa caminhada, o exemplo de um missionário jovem que chegou ao sertão sergipano calçando as sandálias rústicas dos franciscanos. Para ele, ainda hoje, simbolizando muito mais do que um voto de pobreza feito na já distante juventude, quando deixou um curso de Direito no Recife para tornar-se apóstolo de uma verdade pela qual suportou e suportará todos os sacrifícios. A verdade, fanal, bússola e caminho da sua vida. A verdade que se fortalece na fé, e numa crença firme na capacidade que teria o homem para construir um mundo solidário. E, mais ainda, alcançar o milagre de uma utópica igualdade. Essa, a verdade que o caminhante dos sertões transformou em objetivo pelo qual já desgastou, tantas vezes, o couro rústico das alpercatas, na peregrinação dura pelas asperezas de uma terra, por muitas causas e motivos, secularmente martirizada. Pensando em diminuir esses martírios, telúricos e humanos, o caminhante tornou-se, por três vezes, prefeito, martirizado também, pela sensação da impotência de quem colocou o sonho largo da esperança bem além do espaço estreito das possibilidades e das circunstâncias.</p>
<p>Talvez agora, aos 72 anos, condenado a 16 anos e 6 meses de prisão em regime fechado, numa Penitenciária, ele nem esteja a sentir desespero diante do castigo inconcebível, mas, tenha diante dele a vocação e o desejo de vivê-lo, com aquela resignação que só os mártires possuem.</p>
<p>Senhor Juiz, reiterando a minha impressão de que o senhor agiu convicto de que faria Justiça, digo, todavia, que a sua rigorosa sentença, para os que conhecem a vida desse homem chamado Enoque Salvador de Melo, fará surgir, em torno dele, a auréola justa de um mártir. E aos mártires, senhor Juiz, a História inapelavelmente os absolve.</p>
<p>Com respeito, Luiz Eduardo Costa.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><strong>PS.</strong> Permita-me sugerir-lhe, senhor Juiz, uma visita sua ao Cânion de Xingó, se ainda não o conhece. Na passagem, detenha-se um pouco em Poço Redondo, e pergunte aonde fica a casa do Frei Enoque. Haverá muitas pessoas solícitas, oferecendo-se para acompanhá-lo até a casa procurada. Lá chegando, o senhor verá como vive humildemente, numa despojada e rústica morada, o homem que o senhor condenou por improbidade. Se assim o desejar, entre, é fácil, a porta estará sempre aberta. Se o frei estiver, logo o atenderá, se o Sport joga, ele estará na sala da frente, sentado num banco de madeira, assistindo ao jogo e torcendo muito. A TV colorida foi um presente que ele recebeu de uma pessoa amiga, há uns 15 anos, para que aposentasse a branco e preto. Mas, com uma condição: que ele não leiloasse a TV, como fizera com um relógio de pulso que ganhou de Leonor Franco. O dinheiro do leilão serviu para comprar comida para os pacientes no hospital. Se ele estiver à mesa, logo o convidará. A casa é modesta, o Frei é sempre frugal, mas a refeição é farta, suprida com os presentes que o homem condenado recebe. São os frutos da terra, a ele oferecidos pelos pobres, como ele mesmo. Galinhas, capões, tatus-peba, cajaranas, rolinhas, nambu, mocós, doces de leite, de umbu, buchada, milho, carne de bode, tucunarés, tilápias e mandins, “cocada” de cabeça de frade, compota de ouricuri. A mesa do Frei Enoque, sempre compartilhada, é a própria metáfora da generosidade sertaneja. O senhor se sentirá bem e feliz se dela participar.</p>

			</div></div>
<p><strong>Frei Enoque faleceu no dia 13 de março de 2026. A sentença nunca foi executada, mas o condenou à angústia da descrença na justiça dos homens.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Um pedaço de carne no prato</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/um-pedaco-de-carne-no-prato/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andre Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Oct 2025 10:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dia Desses]]></category>
		<category><![CDATA[almoço]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
		<category><![CDATA[carne do sol]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por André Brito (*) &#160; Dia desses eu peguei a estrada voltando para Aracaju. As obrigações de trabalho me levam, quase todos os dias, a cidades do interior, fazendo valer meu amor por este lugar maravilhoso. Sol a pino, no velho meio-dia em ponto, encontrei uma parada boa de almoço na entrada feia de &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por André Brito (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ia desses eu peguei a estrada voltando para Aracaju. As obrigações de trabalho me levam, quase todos os dias, a cidades do interior, fazendo valer meu amor por este lugar maravilhoso. Sol a pino, no velho meio-dia em ponto, encontrei uma parada boa de almoço na entrada feia de Rosário do Catete. Perdoem-me a sinceridade, mas as cidades sergipanas (raras as exceções) não capricham nas suas “recepções”. É uma pior que a outra. Já tive até vontade de fazer uma enquete: “Qual a entrada de cidade mais feia de Sergipe?”. A briga vai ser grande pra ver quem ganha (ou perde). Enfim, voltemos à história central.</p>
<p>Pedi um almoço, daqueles, cujas porções vêm separadinhas em tigelinhas de vidro marrom, trazendo uma memória afetiva que nos causa nostalgia e bem-estar. Mocotó, fígado, frango e carne do sol. Hummm&#8230; só delícias da nossa gastronomia. Fui devorando cada porção como a abelha suga o néctar da mais doce flor. Até que me deparei com a carne de sol sendo o último item da minha empreitada gastronômica.</p>
<p>Foi aí que me lembrei dos tempos de criança, quando, no almoço, sempre deixava a carne para comer por último. Para mim, aquela sensação do “grand finale” com a proteína era algo digno de príncipe. Só que havia um certo entrave na minha apoteose: na casa do meu pai (meus pais eram separados), meu irmão Alexandre sempre ‘roubava” minha carne, só para me ver irritado. Todo mundo ria. Irmãos têm sempre uma forma estranha de demonstrar amor. Assim era a dele. Por isso aprendi a ficar vigilante.</p>
<p>E, num pasmo de lembrança, durante o almoço em Rosário, estava eu a me lembrar docemente daquelas cenas acontecidas várias vezes. Inclusive, eu sabia que iriam acontecer. E acho até que permitia. Então eu e a carne nos olhamos, repetindo o gesto de criança, e me peguei entendendo que o menino ainda estava ali. E que, num desenrolar de fatos e lembranças, percebia que muito da minha infância ainda se mantém.</p>
<p>Eu não deixei que o menino André se perdesse no caminho, adultescesse. Sempre o trouxe comigo. E essa essência da felicidade do nosso estado pueril e intocável se mantém, mostrando-me todos os dias o quão é importante a criança em nós. Trazendo o tempo em que bolinhas de gude, pipa, pião, boizinhos de barro&#8230; elevavam a imaginação e a realidade não era a falta de roupas, de comida, de escolas caras&#8230; era o que tínhamos dentro no íntimo. E isso em mim não se perdeu.</p>
<p>Outro dia, eu me peguei atravessando o rio Sergipe, num tototó, para ir à Barra dos Coqueiros comprar geladinho de coalhada. Isso mesmo: geladinho de coalhada. Ou ainda, subindo no pé de cajarana e saboreando esta fruta deliciosa e, hoje, pouco conhecida.</p>
<p>&#8211; Cê vai cair!</p>
<p>&#8211; Caio não.</p>
<p>Realmente, só cai quem já se esqueceu de quem é!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Custo da cesta básica recua no Nordeste, puxado por queda na carne, tomate e arroz</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/custo-da-cesta-basica-recua-no-nordeste-puxado-por-queda-na-carne-tomate-e-arroz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2025 17:46:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Aracaju]]></category>
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		<category><![CDATA[cesta básica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O custo da cesta básica teve queda em importantes capitais do Nordeste em março de 2025, na contramão da tendência registrada em grande parte do país. Segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), as maiores reduções foram observadas em Aracaju (-1,89%), Natal (-1,87%) e João Pessoa (-1,19%). Aracaju, capital de &#8230;</p>
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<p>O custo da cesta básica teve queda em importantes capitais do Nordeste em março de 2025, na contramão da tendência registrada em grande parte do país. Segundo levantamento do <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.dieese.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Dieese</a></span> (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), as maiores reduções foram observadas em Aracaju (-1,89%), Natal (-1,87%) e João Pessoa (-1,19%).</p>
<p><strong>Aracaju, capital de Sergipe, mantém a posição de cidade com a cesta básica mais barata entre as 17 analisadas, com custo médio de R$ 569,48.</strong> Outras capitais nordestinas também apresentaram valores significativamente abaixo da média nacional: João Pessoa (R$ 626,89), Recife (R$ 627,14), Salvador (R$ 633,58) e Natal (R$ 636,47).</p>
<figure id="attachment_88284" aria-describedby="caption-attachment-88284" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Design-sem-nome-58.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-88284" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Design-sem-nome-58-300x190.png" alt="carne bovina" width="300" height="190" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Design-sem-nome-58-300x190.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Design-sem-nome-58.png 600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-88284" class="wp-caption-text">Carne bovina</figcaption></figure>
<p>A queda nos preços na região está diretamente relacionada à redução nos valores de produtos-chave da alimentação básica. A carne bovina, por exemplo, ficou mais barata em todas as capitais pesquisadas, refletindo uma maior oferta no mercado interno, redução nas exportações e recuo nos custos de produção. O tomate também teve queda expressiva, graças à sazonalidade favorável, que aumentou a oferta do produto nas feiras e supermercados. Outro item com recuo foi o arroz agulhinha, influenciado pelo avanço da colheita da safra 2024/2025.</p>
<p>Apesar das quedas recentes, os dados acumulados no ano revelam um aumento progressivo dos preços. Salvador lidera com alta de 8,51% no primeiro trimestre, seguida por Fortaleza (7,97%), Recife (6,59%) e João Pessoa (3,29%). Em 12 meses, Fortaleza registra a maior inflação da cesta básica no país, com 9,69%.</p>
<h3>Sul e Sudeste</h3>
<p>Nas demais regiões brasileiras, a situação foi diferente em março. Capitais do Sul e Sudeste puxaram a alta nacional: Curitiba (3,61%), Florianópolis (3,00%) e Porto Alegre (2,85%) registraram os maiores aumentos mensais. São Paulo, como de costume, apresentou a cesta mais cara do país, custando R$ 880,72, seguida por Rio de Janeiro (R$ 835,50) e Florianópolis (R$ 831,92).</p>
<p>Com a alta dos alimentos em boa parte do Brasil, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para garantir alimentação, moradia, saúde, educação e outros direitos constitucionais básicos deveria ser de R$ 7.398,94 — o equivalente a 4,87 vezes o valor atual do mínimo, fixado em R$ 1.518,00.</p>
<p>O levantamento também destacou os vilões da inflação alimentar no mês. Mesmo com quedas relevantes no Nordeste, produtos como o café em pó, o leite integral e a banana continuam pressionando o custo da cesta em várias capitais do país.</p>
<p>Enquanto o Nordeste mostra certo fôlego diante da escalada inflacionária, a realidade das demais regiões evidencia os desafios persistentes no acesso à alimentação básica no Brasil. O cenário reflete não apenas questões sazonais e climáticas, mas também a necessidade de políticas públicas que garantam estabilidade e segurança alimentar.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>De prato e copo com Charles Dickens</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/de-prato-e-copo-com-charles-dickens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Sep 2024 11:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; O homem tem sua parte animal, que é o que o traz de volta à realidade. Mas o que havia para comer? Onde e como? O Homem que Ri, Victor Hugo   Tem de beber comigo antes de ir; Creio poder saudá-lo nesta casa, Onde é provável que tenhamos &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>O homem tem sua parte animal, que é o que o traz de volta à realidade. Mas o que havia para comer? Onde e como?</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>O Homem que Ri, Victor Hugo</strong></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Tem de beber comigo antes de ir;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Creio poder saudá-lo nesta casa,</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Onde é provável que tenhamos festa.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>A Megera Domada, William Shakespeare</strong></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A sociedade vitoriana encontra em Charles Dickens o seu retrato.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Cultura Geral, Dietrich Schwanitz</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>inguém é, decerto, obrigado a ler o que não gosta, o que não lhe causa interesse algum. E é sobre ler Literatura (Literatura literária, bem entendido) que estou a dizer. Este ou aquele título, este ou aquele autor, na minha perspectiva, não têm de ser de leitura impreterível, inescusável&#8230;</p>
<p>Salvo em momentos técnicos e estratégicos, quando há de se ler o que é para ler, sem negociação, melhor ler o que é de gosto, o que atrai e fascina. Estou de acordo com tal premissa e ponto.</p>
<p>Entretanto, ou talvez por isso mesmo, se o sujeito deseja fazer parte do universo literário, dispondo de mais alicerce e estofo, faz-se, creio, sensato e ajuizado deitar atentos olhos sobre as linhas escritas pelos gênios da narrativa. Sim, entra neste balaio a poesia, também, como contraponto da prosa. Mas é em nome da prosa, do texto corrido, que me ponho, hoje, a adubar as caraminholas.</p>
<p>Para tanto, selecionei um autor, o qual, se não é unanimidade (torço para que não o seja), detém alto poder como referência. Estou a apresentar a você, improvável leitor, Charles Dickens.</p>
<p>Motivo? O homem, além de competentíssimo escritor, era um gourmand, vale dizer, amava a boa mesa.</p>
<p>E tal amor, tal apreço, tal preferência refletiam-se em sua maravilhosa produção literária.</p>
<p>Comecemos por uma das suas obras mais populares: “Um Conto de Natal”. Valho-me, para este desiderato da edição publicada, em português, pela L&amp;PM Pocket, acho que de 2004.</p>
<p>Ali, pela página 14, lê-se: “O prefeito, em sua poderosa prefeitura, dava ordens a seus cinquenta cozinheiros e empregados, para garantir que o Natal fosse comemorado com toda a fartura que merecia a casa oficial. E até o alfaiate, que havia sido multado por andar bêbado pelas ruas, preparava a massa para o bolo de Natal em sua pequena casa, enquanto sua esposa magrela saía com o filhinho para comprar carne”.</p>
<p>Fartura&#8230; Ou, pelo menos, um bolo e um pouco de carne. Quem conhece o natalino conto sabe que este trecho é um implacável, um cruel contraponto com um trecho anterior. Inverti a ordem para que vossas senhorias tenham uma ideia mais clara, se assim posso dizer.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Leiamos portanto:</p>
<figure id="attachment_80804" aria-describedby="caption-attachment-80804" style="width: 180px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.36.35.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-80804" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.36.35-180x300.jpeg" alt="" width="180" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.36.35-180x300.jpeg 180w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.36.35.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px" /></a><figcaption id="caption-attachment-80804" class="wp-caption-text">Capa do livro</figcaption></figure>
<p>“<strong>Cavalheiros beneficentes</strong> – Estamos tentando recolher fundos para dar algo de comer e beber para os pobres, e o mínimo para que possam se aquecer, porque estamos convencidos de que essas instituições têm muito pouco a dar para aliviar as necessidades da mente e do corpo dessa gente. Escolhemos esta época do ano porque, entre todas, é aquela na qual a Necessidade mais se faz sentir duramente e a Abundância tem mais prazer em dividir. Qual será a sua contribuição? Que quantia posso colocar em seu nome?</p>
<p><strong>Scrooge</strong> – Nenhuma.</p>
<p><strong>Cavalheiros beneficentes</strong> – Prefere que o seu nome não apareça?</p>
<p><strong>Scrooge</strong> – Prefiro que me deixem em paz. Já que os senhores querem saber o que penso, eis minha resposta: não festejo o Natal e não me dou ao luxo de alegrar vagabundos. Contribuo para o sustento das instituições de que falei antes, e isto é o bastante. Quem estiver passando necessidade, que procure por elas.</p>
<p><strong>Cavalheiros beneficentes</strong> – Muitos não podem fazer isso, e outros preferem a morte.</p>
<p><strong>Scrooge</strong> – Que morram. Ajudarão, ao menos, a evitar o excesso da população. E além do mais, desculpem, mas estou me lixando para tudo isso”.</p>

			</div></div>
<p>Nada agradável, pois. Dickens amava comer. E seu amor gastronômico era uma resposta ao tempo, quando criança e adolescente, em que passou fome. Quando teve de sustentar a família, aos doze anos, numa fábrica de graxa.</p>
<p>Seu pai se endividava frequentemente. Por isso foi condenado à prisão. Alguns pesquisadores afirmam que, não somente o pai, mas, toda a família, exceto Dickens e uma irmã, foi sentenciada. Passou um ano na “Prisão Para Devedores”, em Marshalsea, por uma dívida de quarenta libras e dez xelins a um padeiro.</p>
<p>Dickens foi encarregado da tarefa de fazer dinheiro para sua família endividada.</p>
<p>O futuro escritor já era sensível à percepção estética do mundo, criança inteligente, e que já havia demonstrado ser criativa. Submeter-se às duras condições de um trabalho desta natureza, era para que perdesse todas as esperanças. Quase aconteceu isso. Mas, e eis o paradoxo, a terrível experiência o levou a definir sua personalidade, sua visão diante das contradições inerentes à vida em sociedade.</p>
<p>Dickens tinha um especial e bem proporcionado talento para defender o homem comum em suas histórias, sem resvalar para o panfletarismo militante, um estilo de escrita que eventualmente ficou conhecido como dickensiano. Seus romances despertam compaixão pelos sobrecarregados e mal pagos. Tendo vivido tempos difíceis, Dickens equiparou comida e bebida à abundância, à realização, à felicidade, sentimentos evidenciados em quase todas as histórias que escreveu.</p>
<p>Recordemo-nos de que Charles John Huffam Dickens veio ao mundo em 1812, na movimentada cidade portuária de Portsmouth, Inglaterra. Nasceu em meio ao cenário das Guerras Napoleônicas e cresceu em um ambiente repleto de incertezas domésticas e grandes convulsões globais.</p>
<p>Suas experiências durante seus anos de formação, especialmente a prisão de seu pai e seu período na fábrica de graxa, haviam marcado nele uma empatia palpável pelos oprimidos.</p>
<p>Não é meu propósito, no momento, neste artigo, de desenvolver uma tese socioeconômica a partir dos escritos de Dickens. O assunto aqui é comida e bebida. Mas dar uma ideia do cenário não será de todo mau. Quem já leu Dickens sentir-se-á em casa. Quem não o fez talvez se sinta tentado.</p>
<p>Voltemos ao Conto de Natal.</p>
<p>Ao ser guiado pelo “Espírito dos Natais Passados”, Scrooge volta no tempo e se encontra, de repente, diante de uma “sombria casa de tijolos vermelhos, com uma pequena torre com um catavento em cima e um sino dependurado. Era uma casa grande, mas parecia em ruínas”.</p>
<p>Neste lugar o avarento reencontra sua alegre irmã, Fanny. Ela o saúda de forma efusiva. É pura felicidade. Repentinamente, “o diretor da escola apareceu em pessoa, olhando o jovem Scrooge com uma condescendência feroz, deixando-o atordoado com seu aperto de mão. Em seguida, levou os dois até a sala mais velha e gelada que havia, onde até os mapas nas paredes e os globos celeste e terrestre, perto da janela, pareciam congelados de frio. Ali, desencavou uma garrafa de um vinho muito suave e fatias de um bolo muito pesado e ofereceu-os em pequenas porções a cada um dos jovens. Ao mesmo tempo, mandou que uma empregada franzina oferecesse um copo de “qualquer coisa” ao cocheiro, que agradeceu muito, dizendo que preferia não tomar nada”.</p>
<p>Sim, aos alunos, “vinho muito suave”; ao cocheiro, “qualquer coisa”. E o cocheiro, em sua dignidade, recusa o copo. Eis Charles Dickens em toda sua perspicácia e elegância no narrar.</p>
<p>Ainda em “Um Conto de Natal”, mais adiante, lemos (diria quase assistimos, quase vemos, dados os detalhes, a riqueza da descrição) o trecho em que é descrito o encontro de Scrooge com o imenso “Espírito do Natal”. O avarento havia ouvido um chamado. Seguindo a voz, chegou ao próprio quarto: “Era seu próprio quarto, não havia a menor dúvida, mas tinha sofrido uma transformação surpreendente. As paredes e o teto estavam tão cobertos de vegetação que mais parecia um bosque, com frutinhas coloridas brilhando por toda parte. As folhas verdes do azevinho e da hera refletiam a luz, como se fossem cacos de espelho espalhados por todos os lados. Um fogo potente ardia na lareira, tão forte como jamais aquela triste construção de pedra havia visto, nem na época de Scrooge nem na de Marley, ou em inverno algum do passado. Empilhados no chão, na forma de um trono, havia perus, gansos, caças, aves, pernis, grandes pedaços de carne, leitões, longas tripas de linguiça, pastelões de carne, pudins de ameixa, barris de ostras, castanhas assadas, maçãs vermelhas, laranjas suculentas, peras apetitosas, imensas tortas natalinas e vaporosas poncheiras que perfumavam a peça com um cheiro delicioso”.</p>
<p>O que Dickens nos oferece nesta curta passagem? Um qualificadíssimo rol de itens comestíveis. Atentemo-nos: são comidas da época. Era o que se comia, desde que se tivesse condições materiais para tanto.</p>
<p><span class="sigijh_hlt"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-80806 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05-300x300.jpeg" alt="" width="379" height="379" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px" /></a>Hum&#8230; Se comes, tu bebes&#8230;</span></p>
<p>Vou citar o vinho. Porém, antes é preciso fazer jus ao paladar etílico de Dickens. Sua bebida preferida era o Gin Punch. E ele elaborou sua própria receita. Gostava muito mesmo. Em cartas, chegou a firmar que tomaria desta mesma bebida durante noventa anos.</p>
<p>Como observa David Wondrich, uma das maiores autoridades do mundo na história do coquetel e um dos fundadores do movimento moderno de coquetéis artesanais: “poucas coisas são mais dickensianas do que uma tigela de ponche. Um grande amante de bebidas, Dickens combinou ingredientes com rara competência. Temos, sempre que bebermos sua mistura, termos consciência de que estamos bebendo o Ponche de Charles Dickens”.</p>
<p>Em “Um Conto de Duas Cidades” lemos: “Aqueles eram dias de muita bebida e a maioria dos homens bebia além da conta. Tão grande foi o progresso que o tempo trouxe em relação a tais hábitos, que qualquer estimativa moderada da quantidade de vinho e ponche, que um homem engoliria, no decurso de uma noite, sem detrimento de sua reputação de perfeito cavalheiro, pareceria, nos dias de hoje, um ridículo exagero”.</p>
<p>Mais adiante&#8230; “O dia fora de um calor opressivo e, após o jantar, Lucie propôs que o vinho fosse levado para fora sob o plátano, e que se sentassem ali, ao ar livre. Como ela era o eixo em torno do qual tudo girava, eles se acomodaram debaixo da árvore e ela levou o vinho, para especial benefício do senhor Lorry; ela se havia nomeado, algum tempo antes, como guardiã do copo do senhor Lorry. Assim, ali sentados sob o plátano, encarregou-se de mantê-lo sempre cheio”.</p>
<p>Impensável degustar a literatura de Charles Dickens sem levar em consideração as bebidas destiladas e fermentadas. Junto aos pratos: pães com carne de boi ou de porco. Pastéis de carne de carneiro, bolos, cafés, ostras, camarões, língua, vitela, torta de peito de pombo, laranjas e sopas.</p>
<p>Minha opinião crítica sobre a produção literária de Charles Dickens tem e terá sempre algo de apologético. Ciente da minha pequenez, muno-me de cuidados ao comentar a lavra dum gigante. Com eventos, vinhos, gins, ponches, chás, o escritor tece a estética da generosidade com toques gastronômicos devidamente temperados. Tudo na justa medida, não há excessos. Há quem até mesmo diga que “generosidade” é seu sistema filosófico.</p>
<p>O que faz da alta literatura uma alta literatura? Ela é bonita, maravilhosa e induz à constante releitura.</p>
<p>O sucesso de público e de crítica chega até relativamente cedo para Charles Dickens. Sua primeira novela, “As Aventuras do Sr. Pickwick”, foi publicada em fascículos pela Chapman &amp; Hall, de março de 1836 a até novembro de 1837. A primeira edição desta novela vendeu quinhentas cópias, a última, na época, vendeu quarenta mil.</p>
<p>Os títulos de Dickens possuem o poder de comover, de tocar e de transformar. Quando os releio, sinto sempre a vontade de preparar um sanduíche, assar uma costela de porco, beber alguma coisa que tenha a ver, como a cerveja, o vinho, o ponche&#8230; O autor nos convida a beber e comer o que for mais fácil e o que estiver mais à mão no momento em que nos pusermos a correr as páginas de uma das suas extraordinárias obras.</p>
<p>Farei isso, hoje. Exorto ao improvável leitor que tente fazer algo parecido.</p>
<p>Santé</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Origem, Natureza e Prato: Sobre &#8220;Comida e Cozinha — Ciência e Cultura da Culinária”</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/origem-natureza-e-prato-sobre-comida-e-cozinha-ciencia-e-cultura-da-culinaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Apr 2024 11:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[aquática]]></category>
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		<category><![CDATA[aves]]></category>
		<category><![CDATA[beber]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; “A gastronomia é o conhecimento racional de tudo           que respeito ao homem quando se alimenta” Jean Anthelme Brillat-Savarin &#160; &#160; Este livro, de quase mil páginas, nasceu após despretensioso questionamento durante um jantar. Segundo o autor, &#8220;certo amigo, de Nova Orleans&#8221;, perguntou, em tom de conjectura, por que &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>“A gastronomia é o conhecimento racional de tudo</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>          que respeito ao homem quando se alimenta”</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Jean Anthelme Brillat-Savarin</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>ste livro, de quase mil páginas, nasceu após despretensioso questionamento durante um jantar. Segundo o autor, &#8220;certo amigo, de Nova Orleans&#8221;, perguntou, em tom de conjectura, por que o feijão era uma comida tão problemática e por que o ato de comer feijão-roxo com arroz nos custava algumas horas de desconforto e, às vezes, nos fazia passar vergonha&#8221;.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-04-at-08.22.51.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-76445 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-04-at-08.22.51-201x300.jpeg" alt="" width="201" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-04-at-08.22.51-201x300.jpeg 201w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-04-at-08.22.51.jpeg 335w" sizes="auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px" /></a>Harold McGee considerou a questão deveras interessante e curiosa. Dias depois, quando se encontrava numa biblioteca, decidiu por buscar a resposta sobre a indagação gastronômica do amigo. Ao consultar livros e mais livros, passou a saber de muita coisa sobre alimentação. Quanto ao feijão e a incômoda produção de gases no nosso organismo, percebeu que havia alguma informação, porém, havia espaço para ampliá-la. O mais interessante é que McGee não se limitou ao feijão. Seu livro, elaborado com base nos seus sérios e profundos estudos, aos quais deu prosseguimento, se tornaria o mais importante guia sobre &#8220;Ciência e Cultura da Culinária&#8221; em todo o mundo. A primeira edição foi publicada em 1984. Meu artigo crítico comenta a segunda edição, de 2014.</p>
<p>A obra oferece ao leitor uma viagem alimentícia (mas, também, filosófica, geográfica, estética e histórica) desde leite e lacticínios até as quatro moléculas básicas dos alimentos.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">A questão básica que sustenta todo o trabalho de McGee é: o que há na comida e na bebida que nos dá esse prazer e como o vivenciamos?</span></p>
<p>O autor, mesmo que não de maneira radical, absoluta, leva em consideração, também, as suas experiências com alimentos que se deram durante a infância. A manga madura e o sorvete de café que saboreou pela primeira vez. E o momento em que se viu numa cozinha. Desde cedo, então, as inquietações culinárias o acompanharam: como se dão estes processos?</p>
<p>Há no fazer, no servir e no comer, a transcendental subjetividade com a qual nos relacionamos com a comida, reconhecendo nesta o status de grande arte, levando em consideração a estética que define a montagem do prato que vai à mesa e as harmonizações entre o prato e vinhos. Some-se os molhos, as especiarias e a sobremesas.</p>
<p>Para além das referências poéticas, o alimento, desde sua condição in natura até a transformação por que passa na cozinha, são, de acordo com o autor, &#8220;misturas de diferentes substâncias químicas, e as qualidades que buscamos influenciar quando cozinhamos — gosto, aroma, textura, cor, valor nutritivo — são todas manifestações de propriedades químicas&#8221;.</p>
<p>Ainda que seja, então, um ato de amor, de pura satisfação, cozinhar se mantém como um diálogo constante entre a cultura e a natureza. Entretanto, tomar ciência disso não se configura em demérito algum. Pelo contrário, saber, em maior detalhe, como se dá o processo, empresta maior capital ao mesmo e a nós.</p>
<p>Humanos e mamíferos que somos, temos, na origem da nossa alimentação, o leite e seus derivados. McGee soube muito bem valorizar esse fato: o primeiro capítulo é rico em história e informações técnicas sobre a secreção nutritiva de cor esbranquiçada e opaca produzida pelas glândulas mamárias das fêmeas.</p>
<p>O autor aborda o leite, bebida tão comum, de maneira a nos reapresentá-la. Ao lê-lo, passamos a ter, pelo menos, a impressão de que a bebida diária tem muito mais a nos dizer. Concedamos palavra a McGee: &#8220;O leite é alimento para o ser que está começando a comer, uma essência deglutível sintetizada pela mãe a partir de sua dieta mais variada e difícil de digerir&#8221;.</p>
<p>Mais adiante, é o ovo que se destaca. E o autor nos fornece dados, sobre esta célula reprodutiva (em geral nas aves) madura e não fecundada usada na alimentação, mais do que importantes, pois, alguns nos afiguram como pitorescos, estranhos, fascinantes.</p>
<p>O capítulo nos toma pela mão e percorremos gustativa linha do tempo, desde a evolução do ovo até técnicas chinesas de se produzir ovos em conserva.</p>
<p>E mais: inclui receitas medievais com ovos para omelete e creme inglês.</p>
<p>McGee não tem a menor intenção de se pôr contra o glamour, contra certa mística que cercam a culinária. Apenas (e, neste caso, apenas significa muito) diz de forma, ao mesmo tempo técnica e elegante, que o amar cozinhar pode ganhar muito se a este agregarmos &#8220;o como e o porquê&#8221; os fenômenos que resultam em delícias irresistíveis acontecem.</p>
<p>E se ovo e leite protagonizam, em largo aspecto, a cultura culinária, a carne não fica, de modo algum, para trás. Afinal somos seres carnívoros. O autor nos lembra de que: &#8221; A carne tornou-se elemento previsível da dieta humana há cerca de nove mil anos, quando os povos do Oriente Médio conseguiram domesticar um punhado de animais selvagens — primeiro os cães, depois cabras e ovelhas e, por fim, porcos, bovinos e cavalos — e criá-los junto de si&#8221;.</p>
<p>Entre os pontos que constituem o capítulo do livro dedicada à carne, McGee inclui uma indagação ao leitor: &#8220;Por que as pessoas adoram comer carne?&#8221;. E ele mesmo responde em parte: &#8220;a satisfação mais profunda em comer carne vem do instinto e da biologia&#8221;.</p>
<p>O autor é generoso. E o leitor, caso se mostre grato a isso, prosseguirá, chegando aos peixes e frutos do mar.</p>
<p>McGee, fiel ao propósito de aprofundar nosso conhecimento, discorre sobre &#8220;A vida aquática e a natureza particular dos peixes&#8221;. E, também, sobre os frutos do mar.</p>
<p>Li, maravilhado. Aprendi, e muito, ao adotar uma atitude humilde e manter o entendimento de que estava (e estou) com um tesouro nas mãos. E se sempre amei cozinhar, principalmente, para minha muito amada imperatriz, após a leitura desta obra monumental, esta paixão, este amor, fortaleceram-se, consolidaram-se. E a isto agradeçamos, e a isto comamos, e a isto bebamos. Evoé!</p>
<p><strong>&#8220;Comida e Cozinha — Ciência e Cultura da Culinária&#8221;</strong> impõe sua importância tão somente pelo conteúdo direto, detalhado e rico. Sem nenhum apelo a mais. E é assim que grandes produções literárias devem ser.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Produtores de 16 estados poderão renegociar dívidas do crédito rural</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/produtores-de-16-estados-poderao-renegociar-dividas-do-credito-rural/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2024 12:27:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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		<category><![CDATA[CMN]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Produtores de 16 estados afetados por eventos climáticos ou pela queda de preços agrícolas poderão renegociar dívidas do crédito rural para investimentos, autorizou nesta quinta-feira (28) o Conselho Monetário Nacional (CMN). Os pedidos precisam ser feitos até 31 de maio. Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a medida foi necessária porque, na safra &#8230;</p>
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<p>Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a medida foi necessária porque, na safra 2023/2024, o comportamento climático nas principais regiões produtoras afetou negativamente algumas lavouras, principalmente de soja e milho, reduzindo a produtividade em localidades específicas das regiões Sul, Centro-Oeste e do estado de São Paulo.</p>
<p>Além disso, o Ministério da Agricultura informou que os produtores rurais têm enfrentado dificuldades com a queda no preço da soja, do milho, da carne e do leite em algumas regiões e com insumos caros.</p>
<p>As instituições financeiras poderão renegociar, a seu critério, até 100% do valor principal das parcelas com vencimento entre 2 de janeiro e 30 de dezembro deste ano. As linhas de crédito precisam ter sido contratadas até 30 de dezembro do ano passado, e o tomador tem que precisa estar em dia com as parcelas até esta data.</p>
<h2>Enquadramento</h2>
<p>A renegociação abrange parcelas de linhas de crédito rural de investimento contratadas com recursos controlados (recursos equalizados, recursos obrigatórios e recursos dos Fundos Constitucionais do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste). Os financiamentos deverão ter amparo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e dos demais programas de investimento rural do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), bem como das linhas de investimento rural dos fundos constitucionais.</p>
<p><strong><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			</strong></p>
<p><strong>As atividades produtivas e os estados beneficiados são os seguintes:</strong></p>
<p>•    soja, milho e bovinocultura de carne: Goiás e Mato Grosso;</p>
<p>•    bovinocultura de carne e leite: Minas Gerais;</p>
<p>•    soja, milho e bovinocultura de leite: São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina;</p>
<p>•    bovinocultura de carne: Rondônia, Roraima, Pará, Acre, Amapá, Amazonas e Tocantins;</p>
<p>•    soja, milho e bovinocultura de leite e de carne: Mato Grosso do Sul;</p>
<p>•    bovinocultura de leite: Espírito Santo e Rio de Janeiro.</p>
<p><strong>
			</div></div></strong></p>
<p>As parcelas renegociadas devem ser corrigidas pelos encargos financeiros contratuais, inclusive para situação de inadimplência quando for o caso. No entanto, as parcelas com vencimento entre 28 de março e 15 de abril de 2024 podem ser corrigidas pelos encargos contratuais para a situação de normalidade, dispensando os encargos extras por causa de inadimplência. O mutuário deve pagar pelo menos os encargos financeiros previstos para este ano, nas respectivas datas de vencimento das parcelas.</p>
<p>Nas linhas de crédito com a última parcela prevista para vencimento em 2024, 2025 ou 2026, até 100% do valor principal das parcelas de 2024 podem ser reprogramados para reembolso em até um ano após o vencimento da última parcela prevista no cronograma de reembolso vigente.</p>
<p>Nas operações com a última parcela prevista após 2026, até 100% do principal das parcelas de 2024 devem ser somados ao saldo devedor e redistribuídos nas parcelas a vencerem a partir de 2025.</p>
<h2>Estimativas</h2>
<p>A renegociação abrange operações de investimento cujas parcelas com vencimento em 2024 podem alcançar R$ 20,8 bilhões em recursos equalizados, R$ 6,3 bilhões em recursos dos fundos constitucionais e R$ 1,1 bilhão em recursos obrigatórios.</p>
<p>Caso todas as parcelas das operações aptas à renegociação sejam prorrogadas, o custo será R$ 3,2 bilhões, distribuídos entre 2024 e 2030, sendo metade para a agricultura familiar e metade para a agricultura empresarial. O custo efetivo será descontado dos valores a serem destinados para equalização de taxas dos Planos Safra 2024/2025.</p>
<h2>Pronaf</h2>
<p>Quanto às dívidas de operações de crédito do Pronaf com recursos dos fundos constitucionais, o CMN autorizou os mutuários afetados por mudanças climáticas a pedir a renegociação até 120 dias após o vencimento da prestação. Até agora, não havia norma sobre as condições de renegociação após esse prazo.</p>
<p>Para as parcelas vencidas há mais de 120 dias, o CMN definiu que devem ser aplicados os encargos para a situação de inadimplência. No entanto, esses encargos serão atrelados aos fundos constitucionais, que cobram juros menores que as demais linhas de crédito rural.</p>
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		<title>Carnê do IPTU está disponível na internet</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/carne-do-iptu-esta-disponivel-na-internet/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jan 2019 10:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
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		<category><![CDATA[IPTU]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cerca de 2 mil pessoas já acessaram o carnê do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) através do Portal do Contribuinte, dados contabilizados desde as primeiras horas do dia 1º de janeiro de 2019. Pelo endereço eletrônico financas.aracaju.se.gov.br/contribuinte/, o contribuinte visualiza o documento e realiza o pagamento do tributo de maneira mais prática e rápida, sem &#8230;</p>
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<p class="has-drop-cap">Cerca de 2 mil pessoas já acessaram o carnê do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) através do Portal do Contribuinte, dados contabilizados desde as primeiras horas do dia 1º de janeiro de 2019. Pelo endereço eletrônico financas.aracaju.se.gov.br/contribuinte/, o contribuinte visualiza o documento e realiza o pagamento do tributo de maneira mais prática e rápida, sem precisar sair de casa.&nbsp;<br><br>“O documento digital está disponível na página da Secretaria da Fazenda, no ícone IPTU. De posse do número de inscrição, o contribuinte retira o carnê de maneira muito simples, sem dificuldade alguma, num processo que visa otimizar o atendimento prestado ao aracajuano”, ressalta Jeferson Passos, secretário da Fazenda, lembrando que tanto a opção para pagamento em cota única quanto o parcelamento do tributo já estará disponível no boleto.</p>



<p>Segundo Jeferson Passos, até o dia 15 de janeiro, a Secretaria já estará recebendo os pagamentos em cota única com desconto de 7,5% para o contribuinte que não possuir débitos com o município e 2,5% para os que estão inadimplentes. Para quem optar pelo parcelamento do tributo, o secretário da Fazenda informa que o vencimento será em 5 de fevereiro, com possibilidade de pagamento em até dez vezes, a depender do valor total.<br><br>Além do Portal do Contribuinte, a entrega dos carnês também está sendo realizada via Correios, desde ontem, quinta-feira, dia 3 de janeiro. O IPTU é o segundo imposto mais importante para o município, e a expectativa da Secretaria da Fazenda é que se arrecadará cerca de R$ 170 milhões com o pagamento dele em 2019, recurso que é revertido em investimentos na Capital. No total, 170 mil imóveis estão cadastrados para recebimento do carnê.</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/avenida-beira-mar-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-15308" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/avenida-beira-mar-1024x683.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/avenida-beira-mar-300x200.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/avenida-beira-mar-768x512.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/01/avenida-beira-mar.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Avenida Beira Mar<br>&nbsp;Foto: Ana Lícia Menezes/PMA </figcaption></figure>



<div class="wp-block-media-text alignwide"><figure class="wp-block-media-text__media"></figure><div class="wp-block-media-text__content">
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</div></div>



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		<title>Cesta básica de Aracaju ficou em R$ 364,27 em julho</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/cesta-basica-de-aracaju-ficou-em-r-36427-em-julho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Aug 2017 17:57:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O valor da cesta básica de Aracaju, em julho, ficou  em R$ 364,27, aponta pesquisa mensal realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese).Em termos relativos, verificou-se leve redução de 0,4%, quando comparado com o valor da cesta básica do mês imediatamente anterior, último mês de junho. O valor foi divulgado hoje, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcesta-basica-de-aracaju-ficou-em-r-36427-em-julho%2F&amp;linkname=Cesta%20b%C3%A1sica%20de%20Aracaju%20ficou%20em%20R%24%20364%2C27%20em%20julho" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcesta-basica-de-aracaju-ficou-em-r-36427-em-julho%2F&amp;linkname=Cesta%20b%C3%A1sica%20de%20Aracaju%20ficou%20em%20R%24%20364%2C27%20em%20julho" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcesta-basica-de-aracaju-ficou-em-r-36427-em-julho%2F&amp;linkname=Cesta%20b%C3%A1sica%20de%20Aracaju%20ficou%20em%20R%24%20364%2C27%20em%20julho" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcesta-basica-de-aracaju-ficou-em-r-36427-em-julho%2F&amp;linkname=Cesta%20b%C3%A1sica%20de%20Aracaju%20ficou%20em%20R%24%20364%2C27%20em%20julho" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcesta-basica-de-aracaju-ficou-em-r-36427-em-julho%2F&#038;title=Cesta%20b%C3%A1sica%20de%20Aracaju%20ficou%20em%20R%24%20364%2C27%20em%20julho" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/cesta-basica-de-aracaju-ficou-em-r-36427-em-julho/" data-a2a-title="Cesta básica de Aracaju ficou em R$ 364,27 em julho"></a></p><p style="text-align: justify;">O valor da cesta básica de Aracaju, em julho, ficou  em R$ 364,27, aponta pesquisa mensal realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese).Em termos relativos, verificou-se leve redução de 0,4%, quando comparado com o valor da cesta básica do mês imediatamente anterior, último mês de junho. O valor foi divulgado hoje, 8, pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe (UFS).</p>
<p style="text-align: justify;">O Dieese mostrou, também, que ocorreu redução no valor da cesta básica em mais 13 capitais. As outras 13 capitais registraram aumento no preço do conjunto de alimentos básicos. As quedas mais expressivas foram registradas em Recife (-3,26%) e Boa Vista (-3,06%), ambas em comparação com o mês imediatamente anterior. Já as maiores elevações ocorreram em Belo Horizonte (2,35%) e Porto Alegre (2,23%). Na comparação com o mês de julho do ano passado, todas as capitais registraram reduções nos valores da cesta básica, em Aracaju a queda foi de 4%.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre as 27 capitais brasileiras pesquisadas, a cesta básica de Aracaju registrou o sétimo menor valor do país, no mês analisado. O menor valor da cesta foi registrado em Rio Branco (R$ 332,06) e o segundo menor em Salvador (R$ 357,28)</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
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<p style="text-align: justify;">Dos 12 produtos que compõem a cesta básica aracajuana, apenas quatro deles não apresentaram redução na variação mensal (junho/2017). A maior retração foi verificada no preço do feijão, que ficou 4,6% abaixo do registrado no mês anterior. Dentre os demais itens que tiveram redução no dispêndio mensal, em Aracaju, destacam-se: o café (-1,9%), o açúcar (-1,9%), a banana (-1,6%), o arroz (-1,4%), a farinha (-1%) e o óleo (-1%), na mesma base de comparação.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os produtos que apresentaram alta, a maior variação foi observada no pão, que teve elevação de 2,5%, seguido pelo aumento da manteiga, que ficou 0,9% mais cara. Outros produtos que tiveram aumentos foram o tomate e o leite, com 0,8% e 0,3%, respectivamente.</p>
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<p style="text-align: justify;">Na comparação anual, em relação a julho do ano passado, apenas cinco produtos, o feijão, o açúcar, o pão, o leite e a carne, apresentaram retração nos preços, ficando 55,5%, 12,6%, 4,4%, 2,6% e 2,4% mais baratos, respectivamente. Entretanto, alguns produtos ficaram mais caros, como a manteiga (40,4%), a farinha (35,8%), o café (24,2%) e tomate (18,1%), na comparação com julho de 2016.</p>
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