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	<title>Arquivo para camisetas - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>O Che que me acompanha desde a adolescência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 17:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Jorge Santana (*) &#160; Sou um empresário com 64 anos de idade, e desde a adolescência carrego comigo a imagem de Ernesto Che Guevara. Alguns estranham — como se a admiração por Che fosse incompatível com a idade, com a experiência, ou com o lugar que ocupo no mundo. Nunca foi. Para além &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia/">O Che que me acompanha desde a adolescência</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&amp;linkname=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&amp;linkname=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&amp;linkname=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&amp;linkname=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&#038;title=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia/" data-a2a-title="O Che que me acompanha desde a adolescência"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Jorge Santana (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>ou um empresário com 64 anos de idade, e desde a adolescência carrego comigo a imagem de Ernesto Che Guevara. Alguns estranham — como se a admiração por Che fosse incompatível com a idade, com a experiência, ou com o lugar que ocupo no mundo. Nunca foi.</p>
<p>Para além do seu papel na necessária revolução cubana, o que sempre me moveu foi sua causa mais profunda: o combate valente, inegociável, a toda forma de dominação e exploração. Em especial, ao colonialismo e ao imperialismo perversos que, sob novas roupagens, continuam a submeter a maioria aos interesses e caprichos das elites do capital.</p>
<p>Che foi, acima de tudo, um homem que não aceitou a naturalização da injustiça. E isso, em qualquer tempo histórico, é um gesto raro.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-96041 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619-300x159.png" alt="" width="300" height="159" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619-300x159.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619-768x407.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619-310x165.png 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619.png 801w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Lembro-me de Brecht e de sua conhecida distinção: &#8220;há  homens que lutam um dia e são bons;  há outros que lutam um ano e são melhores;  há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis&#8221;. Che pertence a essa última categoria. Não porque venceu sempre, mas porque nunca recuou diante daquilo que considerava essencial.</p>
<p>Por isso usei — e uso — camisetas com sua imagem. A mesma imagem que percorre o mundo, que atravessa gerações, que está nas ruas, nos livros… e também nas paredes da minha casa. Não como ícone vazio, mas como lembrete. Um lembrete incômodo, como devem ser os verdadeiros símbolos.</p>
<p>Seu discurso na ONU, em 1964 — curto, duro, direto, encerrado com o definitivo “Pátria ou morte” —, mostra a dimensão do homem que ele era. Não falava para agradar, nem para negociar princípios. Falava como quem sabia que certas verdades não pedem licença. E sua frase talvez mais célebre — “Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás” — sintetiza uma grandeza rara: a capacidade de ser inflexível com a injustiça sem abdicar da humanidade.</p>
<p>A sua história anterior à revolução cubana, magistralmente contada em Diários de Motocicleta, de Walter Salles, ajuda a entender tudo isso. Ali vemos o jovem médico atravessando uma América Latina ferida, desigual, explorada. Não foi Havana que criou Che; foi o continente. A revolução apenas deu forma política a uma indignação que já existia.</p>
<p>Vitorioso em Cuba, Che poderia ter ficado. Poderia ter administrado, discursado, consolidado poder. Preferiu partir. Abriu mão do projeto que ajudara a construir para seguir lutando, consciente dos riscos imensos que isso implicava. Não havia romantismo nisso — havia coerência. Uma coerência que culminou numa morte violenta, precoce, mas que jamais conseguiu ser pequena.</p>
<p>Hoje, olhando o mundo com os olhos de quem já viu promessas se repetirem e frustrações se acumularem, sigo rendendo minha homenagem e minha admiração ao camarada Che. Não como mito congelado no passado, mas como referência viva de que ainda é possível — e necessário — <strong>endurecer contra a opressão sem jamais perder a ternura</strong>.</p>
<p>E talvez seja isso que mais incomode: Che continua nos lembrando que a neutralidade, quase sempre, é apenas outra forma de conivência.</p>
<p>&nbsp;</p>
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